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TECNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL-PROF.JOSE ANTONIO MILITO

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TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

6 ...2 Equipamento de sondagem a percussão 3.10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2.6 Processo dos cavaletes 2.8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1.2...... 11 ..8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3...9 Sem cinta de amarração 3...5 Cavalete 2.. 29 .11 Processo da mangueira de nível 1.7 Profundidade de uma estaca isolada 3. 23 .... 35 ... 7 .4 Aproveitamento das chapas compensadas 2. 6 .4 Lote com setor curvo 1. 19 ...2 Aterro em terreno 2.. 21 . 16 . 23 .. 42 .. 34 .....12 Sapata isolada retangular 3.... 25 ......15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.. 8 . 26 .. 24 ..9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2...14 Locação de estaca 2.. 37 .3 Lote irregular com muita profundidade 1... 32 ..LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Esquema de sondagem 3..13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.. 43 . 36 ...12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2..... 32 ...6 Clinômetro ou nível de Abney 1... 12 .. 41 .........10 Com cinta de amarração 3..1 Lote regular 1.. 39 . 9 ......5 Representação de curva de nível 1..6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3..14 Sapata corrida sobre pilares ...11 Com cinta de amarração 3. 27 ...7 Marcação sobre gabarito 2..3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3.. 8 . 25 . 22 .. 5 .10Posição da água quando não existe bolhas 1..13 Sapata corrida sobre parede 3. 28 . 20 .3 Barracão para pequenas obras 2. 42 .7 Clinômetro inclinado 1.1 Corte em terreno 2. 41 .... 10 .... 41 ... 10 .11 Traçado de curvas de pequeno raio 2.12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1..13 Projeto de locação de estacas 2.. 38 .4 Planta de locação das sondagens 3.9 Utilização do nível de bolha 1.. 12 ......Lote irregular com pouco fundo 1. 5 ..8 Processo da tábua corrida 2.5 Exemplo de um perfil de subsolo 3. 15 ..

28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4. 80 .18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4.1 Tijolo comum 4.17 Esforços nas estacas 3.22 Exemplo de pilares em alvenaria 4...6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4. 57 ...25 Seção típica de um tubulão 3. 74 ...28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3. 68 .. 72 . 79 .. 66 ...27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4..33 Dreno horizontal cego 3.32 Dreno horizontal 3.31 Impermeabilização em locais com ventilação 3.. 70 ....16 Ajuste inglês ou gótico 4.. 45 .. 67 . 45 . 75 .22 Perfuratriz 3. 78 . 43 ..19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4.29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3.. 49 . 71 .25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4. 75 .26 Detalhe de execução dos cantos 4.21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4... 53 . 44 .... 67 ..15 Ajuste francês 4.27 Alvenaria de embasamento 3... 78 .20 Canto em parede de espelho 4. 47 .. 74 .18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3.3.. 59 .34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4. 76 ..... 54 . 70 . 60 ... 71 . 80 ...26 Tubulão a ar comprimido 3.16 Radier 3..17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4.... 74 .. 77 ... 57 ......14 Ajuste corrente 4... 51 .19 Bloco de coroamento 3.8 Bloco canaleta 4. 52 .... 79 . 56 ..12 Assentamento do tijolo 4.. 59 .13 Retirada do excesso de argamassa 4..5 Tijolo de solo cimento comum 4....2 Tijolo com furo cilíndrico 4.30 Vergas sobre e sob os vãos . 66 . 46 ..21 Perfuração das brocas 3....4 Tijolo laminado 4. 64 .9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4. 73 .... 73 .. 68 .. 73 .29 Vão de alvenaria 4.....15 Sapata corrida com viga 3....23 Execução das estacas Strauss 3... 50 ... 67 . 58 ..24 Execução das estacas Franki 3.30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3....11 Colocação da argamassa de assentamento 4. 76 .10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4.24 Corte do tijolo maciço 4......23 Empilhamento de tijolos maciços 4.3 Tijolo com furo prismático 4.... 48 .....20 Tipos de trado 3.....7 Bloco de concreto 4.

.15 Armadura adicional de compressão 5.... 86 .22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5.0 e 2.. 81 ..23Detalhe da colocação da armadura negativa 5.18 Manuseio da laje treliça 5.38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4.. 107 .5m 4..42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente.0m 4.46 Preparo da argamassa com betoneira 4. 97 ...... 100 ... 98 .37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4. 96 . 89 .36 Coxins de concreto 4..32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1. 100 .13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5..0m 4.0 e 2.. 83 .4....5 e 2.14 Armadura adicional de tração 5. 90 ... 100 .1 Tipos de forros de madeira 5..2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5..0m e entre 1.49 Tipos de frizos 5 FORROS 5. 100 . 94 ... 83 .20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5. 83 .44 Exemplo de fundação para muros 4. 82 .3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. 92 .. 96 .41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4..6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5..5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5.0m 4... 87 .47 Assentamento tradicional 4.. 96 ..40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4.39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4.. 101 .45 Preparo da argamassa manualmente 4.. 96 .0m e entre 1.35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5. 89 . 81 ..9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1. 91 .. 84 ...17 Exemplo de execução de nervuras 5.......12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5..... 82 ...0 e 1. 99 .11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5.0m 4. 104 .19 Vigota protendida 5.21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5.. 81 ..10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5.34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1... 92 . 102 .. 105 . 104 ..... 88 . 82 .8 Apoio da laje comum passante em beirais 5. 106 .43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4.16 reforço em laje treliça 5.7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5. 98 .48 Assentamento em cordão 4. 88 . 95 . revestido e viga baldrame 4...24 detalhe do apoio das tábuas da passarela . 86 .33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1. 85 ..

114 .46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6.6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6. 109 .1 Esquema de estrutura de telhado 6. 137 .36 Detalhe de uma água furtada 6.28 Telha termoplan 6. 141 .14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6. 121 .10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6. 119 . 119 . asna e pendural 6.27 Telha romana e portuguesa 6. 125 . 120 .15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6. 126 . 118 .47 Telhados com uma água .22 Fixação das ripas nos caibros 6.16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. 140 . 124 . 137 . 135 . 120 . 108 .4 Esquema de contraventamento das tesouras 6.21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6.42 Beiral em laje 6.33 Calha tipo coxo 6.5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6. 140 .30 Inclinação e caimento de telhados retos 6. 121 . 129 .0m 6.7 Detalhe da galga 6.8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6. 127 .34 Calha tipo platibanda 6. 121 . 123 .3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6.35 Calha tipo moldura 6. 135 .13 Detalhe da ligação entre a linha.11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 130 . 128 . 133 . 125 .29 Telha germânica 6. 139 .23 Acabamento da cumeeira 6.17 Apoio dos pontaletes em berços 6. 121 .26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.41 Calha tipo coxo 6. 134 . 129 .43 Beiral em telhas vã 6.9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6.25 Telha paulista 6. 124 .40 Calha tipo platibanda 6.12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8. 131 . 115 .38 Áreas de contribuição condutores 6.44 Detalhe das platibandas 6.19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6. 118 . 123 .39 Divisão do telhado em áreas “a” 6.2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6.26 Telha plan 6.32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6. 136 . 120 .20 Detalhe da fixação por pregos menores 6.24 Telha francesa ou marselha 6.37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.5. 137 .45 Desenho das linhas de um telhado 6.25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5. 128 . 135 . 141 . 116 . 132 . 138 . 115 . 139 . 112 .

146 .3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7. 192 .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7. 167 .2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8. 162 .4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8.13 Tacos de madeira .5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8.14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7.1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8. 162 . 173 . 142 .20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7. 142 .12 Exemplo de divisão dos azulejos 8. 150 .7 Detalhe da fixação das guarnições 7.12 Caixilho de correr 7.49 Telhados com três águas 6. 157 .17 Janela tipo ideal 7. 183 .3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8.2 Vão livre ou vão de luz 7. 154 . 173 . 148 .5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7. 152 . 151 .15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7. 175 . 162 .6. 148 .13 Caixilho de abrir 7.25 Representação das portas em planta e vista 7.18 Janela de enrolar 7.22 Janela veneziana 7.9 Determinação da execução do rejuntamento 8.28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7.29 Representação dos caixilhos pivotante 7.186 .1 Componentes das portas de madeira 7.8 Tipo de fechaduras para as portas 7.10 Batentes das janelas 7. 174 .19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7.24 Venezianas de projeção 7.30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8. 159 . 154 .9 Porta balcão 7. 154 . 155 .149 . 161 . 161 . 155 .10 Juntas superficiais dos azulejos 8. 156 .21 Caixilho maximo ar 7. 172 . 145 . 153 .6 Determinação da execução das guias e do emboço 8.51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7. 146 . 158 . 157 .11 Determinação do assentamento dos azulejos 8. 153 . 160 . 184 .48 Telhados com duas águas 6. 185 .8 Determinação dos tipos de juntas 8.11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7.26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7. 143 . 142 .7 Determinação da aplicação do reboco 8.23 Caixilho de correr 7.27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7.50 Telhados com quatro águas 6. 186 .4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7. 169 . 159 .6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7. 163 . 147 .

256 .8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 235 .8.8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10. 258 . 230 . 236 .6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 196 . 221 . 225 . 250 .8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11.15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8. 220 .6 Impacto nos vidros 9.17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8. 231 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8.10 Tipos de reforços em gravatas .19 Junta de expansão tipo diamante 8. 196 .5 Cargas nos vidros 9.5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11. 232 . 246 . 221 . 207 . 236 . 259 . 255 .9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10.3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10. 193 . 234 .3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9.2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9.9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11. 259 .4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11.3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11.6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11. 229 .4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9. 258 . 208 .22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.20 Selante para junta de construção 8.5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10. 206 . 225 .4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10. 206 .1 Local para guarda de material 11.16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 226 .1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.7 Flambagem 9.7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10. 224 .14 Parquete e tacão 8. 223 .21 Selante para junta serrada 8.1 Vesícula formada no reboco 10. 234 . 194 . 248 . 194 .7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11. 255 .

261 .31 Aplicação do vibrador na vertical 11. 267 . 283 .29 Colocação da água 11. 283 .25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11.23 Pontos de amarração usuais 11. 266 .24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11.21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11. 272 .34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11. 264 .32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11. 262 . 275 .17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11.11 Detalhe de uma fôrma de viga 11.19 Escoramento metálico 11. 279 . 281 .12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11. 278 .18 Escoramento de madeira tipo H 11.15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 281 .38 Pastilha plásticas 11.36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11. 272 . 269 .22 Bancadas com pino de dobramento 11. 263 . 262 .13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11. 268 . 274 .30 Sequência da mistura em betoneira 11. 263 . 280 . 265 .20 Fôrma trepante 11. 270 . 286 . 274 .39 Método mais comum de consertos de falha .11.27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11. 261 .28 Adição das britas 11. 274 .35 Detalhe das guias de nivelamento 11.33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11.16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11.14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11.37 Pastilhas de argamassa 11. 282 .15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 260 . 262 .26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11.

... 117 . 94 .7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.....2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5.3 Desvios máximos de prumo.1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2. 91 ...8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7. 101 .2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2.1 Altura total da laje (h) 5... 68 . 89 .. 132 ..1 Dimensões das portas 7.4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6.4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5.1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6.0m 6... 18 .. 2 ...LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4...3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4. 15 . 20 . 132 ..3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.2 Dimensões das janelas 7.2 Vão máximo de terças (m) 6... 35 . 176 ..4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6.. 112 .1 Traço do emboço para as diversas bases 8. 133 . 131 . 97 .1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3.3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3. 116 . 97 .3 Vão máximo dos caibros (m) 6. nível e planeza . 163 . 65 . 163 ...1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4. 179 .2 Traço do reboco 8.1 Relação de empolamentos 2..3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8. 164 .6 Ponto de cobertura 6.2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4.5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6. 143 . 33 . 171 .

225 . 199 . 238 . 182 .4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11. 181 .3 Classificação dos vidros 9.2 Identificação das causas.5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8.4 Resistência ao impacto 9. 268 .8 Limite de abatimento (slump-test) 11. externas do dano e solução 10.Estribos 11.8 Consumo de rejunte por m 8.198 .6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11. 223 .7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8. 181 .2 Característica dos fios e barras 11.5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. 243 . 269 . 271 . 275 . 245 . 237 . 219 .8. 242 . 251 .10 Consumo de argamassa colante 8.4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8. 282 .5 Diâmetro dos pinos de dobramento . 184 .7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11. externas do dano e solução 10.12 Pedras naturais mais comuns 8. 199 . 191 .4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11. 224 .6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8. 276 . 182 .13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9. 222 . 187 .9 Cobrimento das armaduras 11.11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8.10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento .1 Defeitos observados.3 Dimensões dos pregos em “mm” 11.1 Identificação das causas.3 Patologia mais comuns das tintas 10. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.9 junta superficial entre azulejos 8. 284 . 254 .

• Analisar a topografia de um terreno. Não é possível seu preenchimento completo.1 . que tem a função de orientar evitando esquecimentos.1).ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos. para obter o maior número possível de dados. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista.1 . entidades. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. 1 . • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. industriais etc). uma família etc. • Utilizando métodos simples. Levantamento topográfico. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. Com os dados levantados.. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. 1. definir a planimetria e a altimetria de um terreno. podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc.PROJETO . antes de iniciarmos o projeto. Exame local do terreno. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. municipalidade. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente.

:____________________________________________ e-mail____________________ End.Tabela 1. Res.1 .:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp. Com. da rua: ____________ Tipo de Pav. Com.: _______________ nº casas Viz.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .

de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1. 3 . colhendo-se todas as informações necessárias.: ________ Área aprox. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. se o loteamento onde se situa o terreno. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão. e) Ser resistente para suportar bem a construção. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos.2 . i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote.Aprox. é quase impossível executar-se um bom projeto. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos. c) Ser seco. foi devidamente aprovado e está liberado para construção.IV Da Futura Construção Nº de Pav. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. f ) Ter facilidade de acesso.

que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1.1 .4. em uma das divisas laterais ou fundo. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico.Quando houver árvores de grande porte.et al. confirmar a posição da linha N-S. 1. 4 . que poderão ser cortadas com foice.MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno. Geralmente. unicamente a enxada. e) Com bússola de mão. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. esgoto.LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno.3. f) Verificar se existem benfeitorias. Obs.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos.1 .3.: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. 1. usando para tal.3 .Destocar .2 .d) Situação do lote dentro da quadra. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz. podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr. em declive. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais.Quando além da vegetação rasteira. bem como as dimensões dos lotes. etc.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes..3 .4 . 1.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. e na maioria das vezes.(água.3.. 2001) 1. linha de alta tensão. i) Verificar se existe faixa non edificandi .Roçar . houver árvores de pequeno porte. h) Verificar se passa perto do lote. 1. medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima. Todo material vegetal. interpretados e manipulados corretamente. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote. bueiros.Carpir . energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada. necessitando desgalhar. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que. Deve retratar a conformação da superfície do terreno. posição de postes.

vamos mostrar em alguns desenhos.2). a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. portando. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1.1-Lote regular Obs. são geralmente de pequena área possibilitando.(Figura 1. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. bastando portanto medir os seus "quatro" lados. casos mais complexos. No entanto. Figura 1. Para verificar se o lote está no esquadro. esquina. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. e usar o valor médio. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . sem referência. Os terrenos urbanos.1). piquetes etc). Figura 1.

Figura 1.4-Lote com setor curvo 6 .c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso.3). E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1. Medir a corda e a flecha no local. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1. Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).4).3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva.

0 3.0 d2 Figura 1. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer.5.0 d1 2. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar. os ângulos.5.0 1. que geralmente utilizam terrenos pequenos.0 RN 0.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional.1.0 RN 0. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1. as distâncias entre as curvas serão menores.0 1. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2.2.0 2.5 .5-Representação de curva de nível (Pinto Jr. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote.0 1. de uma superfície (Figura 1.5) Podemos observar na Figura 1.3). caso necessário. depressões.0 3.et al.0 2. 1. Este levantamento não é muito preciso. 3. inclinações etc.0 3. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.1.0 1. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis. mas nada nos impede de tirarmos mais.5. 1.0 2. 7 . as dimensões de um terreno ou área.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno. Caso seja necessário algo mais rigoroso. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis.

1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1.7.Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5.0 em 5. ou de acordo com a inclinação do terreno. 1972) 8 .6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges. 1972) Figura 1. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5.0m.0m.5.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1.6 e 1.

8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges.2) Nível de bolha Materiais : .régua .Coloca-se o clinômetro (Figura 1.9). Utilizando o método do nível de bolha. Com o auxílio do nível de bolha.2 balizas. na 1ª baliza a uma altura de 1. Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m".8). nivelamos a régua (Figura 1. 9 . a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas. 1972) 1. Figura 1.trena. .Nível de bolha. . Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B. O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente.5.50m (ponto A). Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α. Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil.

3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos. Figura 1. A mangueira deve ter pequeno diâmetro. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes.. que nos fornece o nível.Figura 1. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas.10 e 1.5. azulejos etc. batentes. parede espessa para evitar dobras e ser transparente..9 Utilização do nível de bolha 1.11). A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas.Posição da água quando não existe bolhas 10 . sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1.10 .

Mangueira .Trena Figura 1. Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 .2 balizas . o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: . Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno). O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”. que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”. podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas.11 .Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição.

.a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h ..h' . Htot = h1 + h2 + hn . h2 = H'. Htot = h1 + h2 + hn .13 ...h' . Figura 1... Figura 1.12 ...Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 ...Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h . h2 = H'.

da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade.13).A mangueira deve ser transparente. 3 . para não dar erro nas medições (Figura 1.A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 . e de pequeno diâmetro.ANOTAÇÕES 1 . 2 .Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira.

Antes de iniciarmos a construção de um edifício. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. antes do início da obra. algumas atividades prévias. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. como trincas. • Analisar e executar um canteiro de obras. devem ser realizadas. • Demolições. antes do início das obras. carga.2 . • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. transporte. desabamentos de muros ou de construções vizinhas.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. o registro das condições das construções vizinhas. aterros. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. descarga. • Canteiro de obras e a locação da obra. 14 . 2.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Realizar as compensações de volume. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. para facilitar a sua entrada e retirada). 1969). de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. 2. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. quando existirem. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado.

Seqüência da execução do edifício.1 .1 alguns empolamentos. O empolamento é o aumento de volume de um material.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média.1). podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2. ou cortes + aterros: 2.Corte em terreno 15 . cortes. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta. Tabela 2.1 .: Quando não se conhece o tipo de solo.Cortes: No caso de cortes. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS.1 . aterros.2.43 metros cúbicos no estado solto. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1. Relacionamos na Tabela 2. conforme o levantamento altimétrico. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2.1). o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. Localização do canteiro de obras. Níveis das construções vizinhas. seca Argila escavada. Por exemplo. Podemos executar. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte.

materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito.2). incluindo eventual escarificação. quando compactado (Figura 2. Va = Ab . acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. isto é. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. 2006). Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. sem vegetação nem entulhos. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. podendo fazê-lo maior. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. como os compactadores mecânicos (sapos).2 . hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2.Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. 16 . pedras ou entulhos. não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. como: ruptura do terreno. - 2.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros.Aterros e reaterros: No caso de aterros. Compreendem as terra em geral. reduzindo o volume de vazios. sem detritos. é possível utilizar pequenos equipamentos. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos.2. piçarra ou argila. ou os próprios equipamentos de escavação. os soquetes manuais. Quando o nível de compactação for baixo.2 .

Serviços a serem executados. madeiras. deve ser feito um tapume.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. Áreas para areia. Empresas empreiteiras previstas. Em zonas urbanas de movimento de pedestres. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. chapas compensadas (Figura 2.2. que serão utilizados durante a execução dos serviços. etc. alojamento para operários. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. Materiais a serem utilizados. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira..2. aço. e deve-se registrar o número de viagens. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem.) e ferramentas.3 .INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS .3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos. refeitório e instalação sanitária. pedras. para evitar que materiais caiam na rua. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. bem como distribuição de máquinas. por empreitada global ou empreitada por viagem. 17 . tudo dependendo do vulto da obra. Máquinas e equipamentos necessários. com tábuas alternadas ou chapas compensadas. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios.. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central.3). o tempo de obra e a distância de centros urbanos. É indicado para obras com grandes movimentos de terra. c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). tijolos.. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. cal. etc.. se houver. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. Prazos a serem atendidos. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material). Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras.deverão estar próximas ao ponto de utilização. "encaixotamento" do prédio. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. 2.

Antes do início da obra. não existir rede elétrica. Mas precisam ser feitas de forma correta. quantas máquinas serão utilizadas e. deve-se também fazer um pedido de estudo. Na Tabela 2. b) .0 trifásico vibrador 3.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. Se no local existir rede mais é monofásico. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. Tabela 2. aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra.0 trifásico Maquina de corte 2.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. sendo desfeitas após o término dos serviços. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros. Caso.2 temos a potência de alguns equipamentos.0 trifásico Serra elétrica 2. com os seguintes cuidados: a) .o local deve ser de pouco trânsito.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro.0 trifásico Bombas d’água 3.que seja o mais distante possível dos alicerces. para que sejam seguras. como. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas. no fundo da obra. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. ainda. 18 . ou seja. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. Não existindo água. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. no local. 2006). nunca a menos de 15 metros dos mesmos. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. c) . Deve-se providenciar a ligação de energia.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância. isto é. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia.5 a 15 trifásico Betoneira 3. onde ficarão os quadros de força.

pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2.4). 19 . como segue (Figura 2.3.3 . desmontável para utilizar em obras. e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões.3): Figura 2.2.Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas.1 .

50m Chapas de compensado 6.22 Viga 6x12 de 5. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.Figura 2.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2.0mm Telhas fibrocimento 4.0mm 0.0 10.5 03 0. Tabela 2.0mm 0.44 Telhas fibrocimento 4.50x2.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .3.0m Sarrafo de 7.5 0.3.50x1. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.3 .00m Pontaletes ou caibros de 3.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.

e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2. previamente alinhados conforme o projeto. em obras de grande área.4 .LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra.6) 21 . evitar esse processo. para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito).5). Figura 2. Devemos sempre que possível.1 . régua.4.2.5 . os métodos simples. etc. poderão acumular erros. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão. Em quaisquer dos casos. sendo conveniente. tropeços.Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. 2. fio de prumo e trena). nos casos de obras de pequeno porte.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes. que nos garantam certa precisão. o auxílio da topografia. sem o auxílio de aparelhos. portanto. No entanto. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce.

5cm ou 7. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm). pontaletes de pinho de (7. 22 .5 x 7. determinam os alinhamentos (Figura 2.Processo dos cavaletes .determinação dos alinhamentos 2.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1.2 .4.Figura 2.20m das paredes da futura construção.00m do piso (Figura 2. em nível e aproximadamente 1. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção.0m e a 1. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas. Este processo é o ideal.5 x 10. Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção.8).Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm.7).50m a 2.6 . que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes.

retiradas das plantas para o terreno. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros.Marcação sobre gabarito Figura 2.A Figura 2. No entanto. 2.Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo. para auxiliar este processo.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra. pode utilizar o processo dos cavaletes. 23 . Não obstante. seja qual for o método escolhido. devemos transferir as medidas.7 .5 . possibilitando a conferência durante o andamento das obras.8 .

10). quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. cabendo a nós.Quando a obra requer um grau de precisão.4 e 5m (triângulo de Pitágoras). O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las.5. saber locá-las com métodos simplificados. determinando assim o esquadro. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2. que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. Figura 2. cujos lados meçam 3 . da construção. fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2. Um método simples para isso. 2. para pequenas obras. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia.80 x 1.1 . É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes.60 x 0. pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas.Traçado de ângulos retos e paralelas. 24 .9 .9).Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0.

1976) 25 . podemos utilizar um método aproximado. sobre a corda obtida com a flecha precedente. por aproximações sucessivas. com o auxílio de um arame ou linha.Figura 2. a quarta parte deste último valor (Figura 2. Encontram-se assim.11 . Figura 2. No caso de grandes curvas. sucessivamente. quando temos pequenos raios.10 .Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e.Baud.11.5. Consiste em aplicar.2 .Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão.12).Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2. todos os pontos da curva circular (G. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. chamado método das quatro partes.

1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 . inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas.5. 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto. caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes"). com o auxílio do gabarito. fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2.Figura 2.Baud.3 .Traçado de curva pelo método das quatro partes (G. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas. 2. tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução. 26 . visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas.12 .13).

5 x 2. geralmente de peroba.0cm.Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito.5 x 15.14). através de um prumo de centro (Figura 2.13 .E D C B A 1 2 3 Figura 2. com dimensões 2. crava-se uma estaca de madeira (piquete). Transfere-se esta interseção ao terreno. 27 . No ponto marcado pelo prumo.

por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes".4 .5.Figura 2.Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos. Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes. No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm. para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2.15). na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14. 2. 28 .5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50.14 . Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes.

15 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .

7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais. materiais e equipamentos. não deixando partes descobertas. 2 .Na execução do gabarito. 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais. 3 . além de mais precisa. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. 6 .Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas. Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 . sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas. 6 .A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. 4 .Os taludes instáveis com mais de 1.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte. 5 .Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. máquinas e materiais. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . 3 . blocos e estacas. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas. 3 . de preferência.Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. canaletas ou eletro dutos. em relação às divisas do terreno. devem estar protegidos por calhas de madeira. sapatas. 4 . 30 . 5 – Verificar os afastamentos da obra.As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. 5 . ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo. facilita a conferência pelo engenheiro.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos. os valores são mais precisos se o número de seções for maior.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas.A marcação pelo eixo. as tábuas devem ser pregadas em nível. 2 .ANOTAÇÕES 1 .A locação da obra deve.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores. 4 .Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos.Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. elétrica ) e suas implicações. pilares. ou redes de esgoto. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes. 2 .Nos cálculos dos volumes de corte e aterro.Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas.

1 .Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada.1 . que consiste em abertura do furo. bem como a sua localização. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem. As sondagens representam. • Analisar um perfil de sondagem. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens.Standart Penetration Test. 3. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce.T. até a profundidade de interesse do projeto.P. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação.FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. em média. A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto.1. damos nestas anotações de aulas. apenas 0.005% do custo total da obra. o barateamento das fundações. . 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. 31 . 3. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização. fazendo com isso.3 . Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. no subsolo.05 a 0.

um martelo de 65 kg.Ensaio 55cm . utilizando um tripé. em cada metro faz-se. (Figura 3.Abertura 100cm 45cm . e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração. inicialmente.1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente.Equipamento de sondagem à percussão 32 .Desta forma. a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água.Abertura 100cm 45cm . (Figura 3. uma haste e o amostrador.Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3.2 .2) (Godoy.Ensaio Figura 3. 1971) 55cm .1 .

2 . 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .19 Dura > 19 3. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3.2 . que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.10 Rija 11 .T. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 . Tabela 3.3 .400m² Nº.200m² Será fixada a critério. no comportamento da fundação. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med.1.400 m² acima de 2.1 apresenta correlações empíricas.200 m² até 2. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens. Conhecido como S.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo.T.1 . considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador.3.41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 .200 m² de 1.P.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.1.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1.2). Compacta 9 . caindo de uma altura de 75 cm.Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo. (Godoy. O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão. significativamente. 1971) Tabela 3.18 Compacta 19 .S. dependendo do plano de construção. Podemos ainda. A Tabela 3.P. No caso de fundações para edifícios.

permitem a interrupção do furo. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. 34 .3 . de maneira a cobrir toda a área em estudo. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. quatro índices elevados de resistência à penetração. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². durante a execução da sondagem. Nos terrenos arenosos. próximos aos limites da área em estudo. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida. A Figura 3. ou No mínimo. Nos terrenos argilosos. em material de boa qualidade. A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. Em geral.

1.também é indicada. CALÇADA 5.00 RN=100.00 1. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3.60 S2 21.00 5.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2.60 (99.00 CASA EXISTENTE Figura 3.: profundidade mínima 8. 1971) 35 .00 RUA . à medida que os primeiros resultados forem conhecidos. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3.NA .40 2. Caso necessário.4 .40 2.4 .0m.13) 2.4 4 S1 21.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso.. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3.42 (100. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo. 3.Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem.00 1.Obs.20 25.95) 7. Essa profundidade pode ser corrigida. em planta. nas respectivas cotas. A posição do nível d'água . a sondagem deverá ser novamente deslocada 3.5). (Godoy. da anterior..0m.

O estudo é conduzido inicialmente. Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda.ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens.2 . técnica e economicamente. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas. pode o engenheiro.5 . proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. 36 .Figura 3. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas.Exemplo de um perfil de subsolo 3.

6 .E finalmente.Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 . Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3. verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.1 .Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3.2.6). 3. estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.

σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3.Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5.Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas. são capazes de suportar as cargas. encontramos a área necessária da sapata (Snec). obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo.0m. Dividindo a carga P pela σ s do solo.3 . 38 . 3.12). logo abaixo da estrutura. podemos adotar brocas. se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água.7).0 à 6.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. Fundações profundas.7 . Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. Com o auxílio da sondagem.0m. Figura 3. devemos utilizar estacas ou tubulões. Em terrenos firmes a mais de 6. S nec = P σs .

Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1.0 kg/cm² Regular = 2. 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte. H.3.). apresentar deformação de flexão (Caputo.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados.8).Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível. retangular ou triangular. barraco de obra. no máximo 50cm. abrigo de gás.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: . (edícula sem laje. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e .Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga.P. sob atuação do carregamento. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das . água etc.Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 . sempre em nível.1 .0 kg/cm² Fraca = 0. podendo ser bi triangular. É importante conhecer esse tipo de alicerce. o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3.5 kg/cm² A Distribuição das pressões. 3.8 . pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos. no terreno. • • Figura 3.

a fim de evitar o contato das paredes com o solo. 40 . • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. Paredes de 1/2 tijolo . podemos reaterrar as valas. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. • Assentamento dos tijolos é feito em nível. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. Para economizar formas. não podendo. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. utilizam-se tijolos em espelho.feitos com um tijolo. Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. contudo ser utilizadas como vigas. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas".feitos com tijolo e meio.

1972) Parede de meio tijolo Figura 3.Sem cinta de amarração (Borges.10 .9 .Com cinta de amarração (Borges.Com cinta de amarração (Borges.g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.11 . 1972) Parede de um tijolo Figura 3. 1972) 41 .

3.13 . espaçados de mais ou menos 1.Sapata isolada retangular 3. possuindo pequena altura em relação a sua base. As sapatas de concreto armado. 3. 3. Também são denominadas de Blocos.3 . A função desses estribos é somente posicionar as armaduras.Obs.0m. devem ser usados estribos.14. 3. o que lhes confere boa rigidez. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição.13.12 .3.Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3.15) PAREDE h L Figura 3. podem ter formato piramidal ou cônico.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado.Sapata corrida sob paredes 42 . As sapatas de concreto simples (sem armaduras). possuem grande altura. Figura 3. que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).

3.15 . Colocação das tubulações de água.4 . Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento. Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla). tem-se o que se denomina uma fundação em radier. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno. esgoto e elétrica. protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.Sapata corrida com viga 3.Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3.PILAR h L Figura 3.14 . 43 .Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.

Figura 3.4. encontra-se em camadas mais profundas do solo.Pré-moldadas .• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas. cilíndricas ou prismáticas.16 .Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. bom para a fundação. Podem ser: .FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme.1 . 3. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. c) Compactação de terrenos. Os principais tipos de fundações profundas são: 3. Concretagem e cura.Moldadas in loco 44 .Estacas Estacas são peças alongadas. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).4 . Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier.

A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala.18 b). o excesso de concreto acima da cota de arrasamento. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3.As estacas recebem esforços axiais de compressão. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno. (a) (b) Figura 3. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa.18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 .Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. vigas etc.17.18.a) Nas estacas pré-moldadas. permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais). Figura 3. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca.17 .). Figura 3. Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior. é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas.

4. 1973). Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS .. H.19). Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais.P.2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas... excentricidade e outras solicitações (Caputo. Figura 3.3.19 – Bloco de coroamento 46 . distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3.

as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15.3 . pois o trabalho é exclusivamente manual.0m.4. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas.Tipos de trado 47 .20 . Limite de comprimento: é da ordem de 6. sempre verificando se não houve fechamento do furo. bem como falhas na concretagem. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento.3.0m. 3. (geralmente com 1.0 MPa conforme NBR 6122. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10").20. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca.Brocas São feitas a trado. utilizando pedra nº 2. em solo sem água. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. no mínimo de 3. que veremos adiante. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. não utilizando nenhum equipamento mecânico. Ao atingir a profundidade das brocas.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada. Figura 3. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado.0m a 4.21).

A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade. pois sua execução é manual.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados.0m. sem nenhuma proteção. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: .21 . Forem tracionadas.não armada ≅ 7 a 8t . certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. também sofrem empuxos laterais. encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3.não armada ≅ 4 a 5t . em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas. 48 . geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo. que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. Quando em algumas brocas.Figura 3. No entanto.armada ≅ 6 a 7t . além de trabalharem a compressão.

22). que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3. A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo. (Falconi et al. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações.3.4.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo. conjunto de tração e haste de perfuração.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm.4. 1998) Figura 3. São executadas através de torres metálicas.22 – Perfuratriz (Hachich et al.4 .5 . Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga. 49 .1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3. Em ambos os casos são empregados guinchos. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.

Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 . coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca. Após abertura inicial do furo com o soquete.6 . Inicia-se a perfuração utilizando o soquete. O procedimento acima se repete. 1998).A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas. Alcançado o comprimento desejado da estaca. soquete (pilão) e a sonda (balde). 3.5 a 1.4. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. guincho. Figura 3.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama.23 .Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. enche-se de concreto em trechos de 0. exceto a formação do bulbo. até completar o nível proposto pelo projeto.

provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto. tendo no seu interior junto à ponta. normalmente de seção circular revestido ou não. um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa.4. apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde.8 . esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t.3. Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. Figura 3.24 .7 . 1998).Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde).25) (Alonso et al. 51 . ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo. Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre. e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3.4.

resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto. O princípio é manter. 52 .0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido.x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3. O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin.d .5d H ≥ D . 1973). pelo ar comprimido injetado. tang60o sendo < 2. a água afastada do interior do interior do tubulão. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. No sistema Chicago a escavação é feita com pá.26). Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. em etapas.25 . existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. Sendo a de aço perdida ou recuperada. = 70cm D ≅ de 3 a 3. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3.

Tubulão a ar comprimido 3.9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm).4. Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado. possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame.Figura 3. 53 .26 .

Figura 3. sangue.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. mais 54 .contra a pressão hidrostática. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3.27). . . a impermeabilização para esses tipos. para impermeabilizar saunas. Os romanos empregavam clara de ovos. óleos. de acordo com o ataque de água: .27 .contra a umidade do solo. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas. somam muitas vezes o custo inicial. quando anteriormente planejada. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água. Atualmente. As falhas corrigidas a posteriori. A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4.Alvenaria de embasamento 3.contra a infiltração. etc. nas cidades históricas. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. aquedutos. A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. Já no Brasil. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. Podemos dividir os tipos de impermeabilização.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce.

Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. no Brasil. causando sérios transtornos. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. um produto mineral que se aplica na estrutura. penetrando até a altura de 1. a argamassa também o fará.utilizada há mais de 50 anos. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas.1. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos.5. já há algum tempo. 55 . em especial as de concreto. Como podemos observar. No tijolo a água sobe por capilaridade. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica.50m nas paredes superiores. O semi flexível: .28).. etc. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso. local mais indicado para isso. Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. pela inclusão de um aditivo. e com grande sucesso. 3. Tem sido bem aceito.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. pois esse produto pode ser aplicado. . até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). E no caso de umidade do solo..-. Se a estrutura fissurar. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura. Temos também. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. lençóis termoplásticos. nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . membrana de asfalto com elastômetros.

para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas. 56 . Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12.28 .1. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3. Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa.3 latas de areia (54 litros) . Devemos aplicar duas demãos e em cruz.Figura 3. corrigindo os pontos fracos.1 lata de cimento (18 litros) .Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida. geralmente. impermeável gorduroso (Vedacit ou similar). Tec 100 ou similar). Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar). Viaplus 1000. Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. A camada impermeável não deve ser queimada. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: .29). mas apenas alisada. usando.

3. devemos executar uma impermeabilização.30 e 3.: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.5.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces. nos locais onde o solo entra em contato com as paredes. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.29 .Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 .2 . Figura 3.30 .Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs. As figuras 3. Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários.Figura 3.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

Tabela 4. devido à quebra do tijolo.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais.5 x 20 x 25 12.0 Mpa.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12.1 . a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12. 65 .3) com as seguintes características: • • • peso: 3. Exige menos mão-de-obra. também 9x19x19. por outro lado.5 x 20 x 20 12. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11.5 x 20 x 30 12. muitas vezes maior.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR . Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço.00Kg resistência do tijolo: de 1. o corte para passagem de tubulação é difícil e. denominados tijolo furado (Figura 4.5x14x24 também é bem utilizado.5 a 2.5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4. menos argamassa de assentamento.

Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.4). • • dimensões: 23x11x5.0MPa • • 66 .5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.2 .3 . O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.70kg resistência do tijolo ≅ 3.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .Figura 4.5 a 5.

6). prensados mecanicamente ou manualmente.5) ou furados (Figura 4.Tijolo laminado 4.5cm. e água.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais). São assentados por argamassa mista de cimento.7MPa resistência à compressão média: 2. cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente. cimento Portland de 4 a 10%.1.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1. Podem ser maciços (Figura 4.5x6.5 .Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .4 .6 .0MPa Figura 4.Tijolo de solo cimento comum Figura 4.2 . 23x11x5cm ou 25x12.Figura 4. • • • • dimensões: 20x10x4.

4. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm. Figura 4.1.Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12.7kg 13. 4.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares.7kg .5MPa Individual 2. pó de pedra e água (Figura 4.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4. pedrisco. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica.3 .7 .50 kg 19 x 19 x 39 = 18.8 .8kg 6.2 .10 kg A Tabela 4. Tabela 4. fabricadas com cimento. Figura 4. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13. areia.8).6kg 15.5un resistência do bloco: média 2. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes.7kg 8.7.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10.

69 . e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. gesso comum e sizal. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. estruturado. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. Os cantos são levantados primeiro porque. isolamento térmico. fixo ou desmontável. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. que funciona como um elemento aglutinador. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. se junta palha. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. comprimidas entre taipas (formas) de madeira.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. com características argilosas. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. Devido à argila ser muito retrátil. cal. retiradas depois de completar a secagem. 4. com a mistura de cimento. no mínimo. resistência ao fogo. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas.9). É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. para a execução de paredes de vedação. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada). proporcionando ao material baixo peso específico. secos ao sol.4. resistência à compressão. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. Geralmente monolítico. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. areia e água. desta forma. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. fiada por fiada. leve. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. um dia da execução da impermeabilização. É assentado com gesso cola. técnicas e materiais utilizados. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de.

9) Figura 4.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4. cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 . os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.1 . do prumo de pedreiro e da linha.9 .Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.3.4.10 .

verificando o nível e o prumo. conforme a Figura 4.12 .11.11. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior. 1o – Colocada à linha.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha.Colocação da argamassa de assentamento 2o . batendo e acertando com a colher conforme Figura 4. 4.11 . Figura 4.12.Podemos ver nos desenhos (Figura 4.13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria.Assentamento do tijolo 71 . Figura 4.12. 4.

14.50m.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1.15.5m aproximadamente.a . Por este motivo.1. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2. se for sobrado. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada.A sobra de argamassa é retirada com a colher.3o .Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes.16). No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários.5m acima da laje e assim sucessivamente.3.5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos. 4. conforme Figura 4. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face. 4. nota-se certa diferença de medidas. o segundo plano será na altura da laje. Podendo ser: 72 . e o terceiro 1.13. 4.13 . Quando as paredes atingirem a altura de 1. Figura 4. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4.

14) Figura 4.Ajuste comum ou corrente.Ajuste Inglês ou gótico 73 . Figura 4.15) Figura 4.Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.Ajuste corrente (comum) b .a . de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4. é o sistema mais utilizado (Figura 4.Ajuste Inglês.Ajuste Francês c .14 .16 .15 .16).

pois como já visto. Figura 4. 4.17 .b .1.19. as paredes iniciam-se pêlos cantos.19 .Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .17.18.21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes. 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.4. Nas Figuras 4.20 e 4.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.18 .3. 4.Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente.

Figura 4.22) 75 .c .20 .21 ...1.Canto em parede de espelho Figura 4. muros etc.Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4.Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.3. Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.).

22 .Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos.23. para não haver confusão com as pilhas anteriores. contendo cada 16 tijolos.Exemplo de pilares de alvenaria 4. São 15 camadas. também. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas.d .Figura 4. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4. Como coroamento. arrumam-se mais 10 tijolos. Figura 4. resultando 240. Costuma-se.1.23 . após cada descarga do caminhão. perfazendo uma pilha de 250 tijolos.3.Empilhamento do tijolo maciço 76 .

Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes. Vantagens: . Desvantagens: 77 . .Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado.24 .menor tempo de assentamento e revestimento.4. o que facilita no momento da execução. . .Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa. Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos. Figura 4. As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo. se estendem rapidamente em nossas obras.e . Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados.3.melhor acabamento e uniformidade. .geralmente.2 . economizandomão-de-obra.Corte do tijolo maciço 4. .menor consumo de argamassa para assentamento. . os desenhos dos blocos. A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6.3. são necessários tijolos comuns.24).1.não permite cortes para dividi-los. O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços.peso menor . nas espaletas e arremates do vão.

Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4.26): Figura 4. a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo. Figura 4.Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração.25 . A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4.Detalhe de execução dos cantos 78 . Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto).26 .25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento. Portanto.

os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes. pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4. Figura 4. só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto. Figura 4.27). não oferecem grande resistência e portanto. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta.3 . tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4.4 . No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto. Para que isso ocorra devemos 79 . No entanto.28 .4.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4. e o seu assentamento e feito em amarração.VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas.Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto.28).27 .3.Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia.

os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4.considerar o tipo de batente a ser utilizado. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão. executa-se uma só verga. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria. Quando trabalha sobre o vão.29 . pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4.32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 . As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. devido aos batentes.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local.30). janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura. Figura 4. e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão. tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4.31. 4.30 .29). No caso de janelas sucessivas.

00m OBS: Caso o vão exceda a 2. deve-se calcular uma viga armada.Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1. As Figuras 4.Vãos até 1.0 a 1.0 e 2.00m e 1.33 .50m 81 .0m Vãos de 1.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.50m Figura 4.33. 4.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.32 .00m Vãos entre 1.00m e 2.0m Figura 4.31 .0m Figura 4.00m.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.00m e entre 1.

0m Figura 4. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.00m e 2.35 .00m e entre 1. proveniente principalmente das coberturas.0 a 2.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.Vãos acima de 1. de pequena carga. executa-se coxins de concreto (Figura 4.5 .50 até 2.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1. Figura 4.0m Vãos de 1. descarrega sobre a alvenaria.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.36).00m A Figura 4.00m 4.Coxins de concreto 82 .34 .00m Figura 4.36 . Quando uma viga.50m e 2.

00m. Figura 4. no máximo entre 2.37 e 4. devemos então calcular vigas.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4. nestes casos para lajes de pequenos vãos. utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes). As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas). quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos.39 .37 .38 . As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes. Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4.Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs. As Figuras 4.50 a 3.39) Figura 4. 83 . (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5).

tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 .6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. Figura 4. além do chapisco. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos).40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas.4. Devemos tomar alguns cuidados. O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas.40). pois falta aderência neste ponto. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. grandes pórticos. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. Na parte superior da alvenaria deve ser executado. As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável. Devem. lajes tipo cogumelo).

Para o tijolo furado e o maciço. portanto a cada 2. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto.00 a 15.7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39). 4.42). e sofrer movimentação proveniente da variação térmica.Fechamento de divisas em bloco de concreto a . pórticos rígidos. Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca.7. formando assim os pilaretes (Figura 4. se manifestarão também no revestimento. neste caso armado. de 10. Se a escolha for para o revestimento.5 a 3. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria. para podermos frisá-las. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4.esforços de grande amplitude na alvenaria. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento.43). 4. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. é tempo correto de sua execução.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . tijolo maciço ou tijolo furado. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada.À vista: Figura 4. evitando que esta se manifeste no revestimento.0m executa-se um pilarete de 10 x 25. no máximo. o importante da fixação. Se a escolha for à vista. devemos quase sempre revesti-los. devemos deixar uma junta de dilatação de 1. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. provavelmente. estar parcialmente engastado no alicerce.41 .41) ou revestido (Figura 4. para as alvenarias de vedação.1 . NOTA: Quanto ao tipo de ligação. desde que a junta seja frágil. Obs. No caso “c” panos pouco extensos. possibilitando a movimentação do painel. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta.41). ventos etc.00m. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout". torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais.0cm.

7.b .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .Revestido: Figura 4. revestido e viga baldrame 4.43 .2 .42 .Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .

44 .0m de profundidade e a cada 2. uma proteção impermeável.7.3 . Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria.Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas.44). 87 . um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2. Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria. As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm. dependendo do terreno. através de argamassa e impermeabilizantes.0m de distância uma das outras. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras.4. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria.5 ou 3. devemos executar também. impermeabilização Figura 4. As brocas.

Com betoneira Figura 4. pois são fatores subjetivos que a definem. não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria.Preparo da argamassa com betoneira 88 .3). não "agarra" a colher do pedreiro.45 .PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas. conforme o desejo de quem vai manuseá-la. Podem ser preparadas (figuras 4. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade.. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. junto com os elementos de alvenaria.Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados.8.Manualmente Figura 4. Ela pode ser mais ou menos trabalhável.distribuir uniformemente as cargas .unir solidamente os elementos de alvenaria .8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .46): a) . sendo a sua função: .vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos.Preparo da argamassa manualmente b) . Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada. 4.1 .45 e 4. etc.46 . são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada..4.

Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.3 .Tabela 4. Figura 4. ideal para paredes em alvenaria aparente.47 .Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.48 .48).47): Figura 4.2 .Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.8.Assentamento em cordão 89 . melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.

b. pode-se frisar a junta de argamassa.49 .Quando a alvenaria for utilizada aparente.Tipos de frisos Os frisos a. Figura 4.c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água. 90 . que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4. conferindo mais resistência além de um efeito estético.49).

As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração. será necessário uma grande espessura de revestimento.Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas. Tabela 4.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento.4).0 10.ANOTAÇÕES 1 .3 8.4 .5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: .0 6.Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios. 91 .Desencontro de juntas para uma perfeita amarração. gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado. pois. . . . Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes.0 12.Equivalência das bitolas dos aços mm 5. 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4. estão colocadas em polegadas. do contrário.

5. aglomerados de celulose. Dependendo do tipo de obra.Tipos de forros de madeira 91 .(Figura 5.50m.2.5 . • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma. etc. gesso.50 a 0. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas. 5. muiracatiara. laje protendidas.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0. jatobá. Os forros mais comuns são: madeira. a estética.1 . etc. Existem vários tipos de forros.1 . o acabamento.3) Figura 5. pinus. laje pré-fabricada. levando em consideração a acústica. ipê. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. laje maciça. etc. fica a cargo do projetista a sua escolha. pvc.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho.

A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural.2 . colocam-se elementos intermediários de cerâmica.2 . feito no local. etc.Laje treliça (LT) . além de resistir os esforços à compressão.LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas.Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5.em telhado Figura 5.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5. oriundos da flexão. têm a função de solidarização dos elementos. em geral. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras. Podemos ter segundo a NBR14859: .Protendidas (LP) 92 . Entre elas.Laje comum (LC) . econômico.3 . e o revestimento de concreto. concreto ou outros materiais. onde.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

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c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

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pergolados.Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas. para reforços em aberturas do tipo domos.Armadura adicional de tração Figura 5.17).18) Figura 5.15 . etc (Figura 5.Exemplo de execução de nervuras 100 .16 . e no seu transporte (Figura 5.Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.14 .Figura 5.17 .

Garantia de inexistência de fissuras nos tetos. de aproximadamente 12kg por metro.Manuseio da laje treliça e) .Vantagens: . completado na obra. porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto. permitindo menor consumo de argamassa.Facilidade de manuseio e transporte. .Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado. emboço e reboco.4 . fica extremamente facilitado e rápido. permitindo a utilização de pisos leves nas construções. onde se exija resistência à ação do fogo.Perfeita planimetria dos tetos.Vãos máximos para a laje treliça f) . 101 . o trabalho de revestimento com chapisco. conferido pelo próprio formato da vigota. Como conseqüência.Facilidade de montagem. .4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada.Vãos livres: Na Tabela 5. impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga.Figura 5. .18 . dada à leveza da vigota. .Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. . Tabela 5. dada à ausência de contraflecha inicial.

Portanto para uma mesma vigota. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. 2008) Figura 5. concreto ou EPS. quanto maior a altura do elemento de enchimento. Vão maiores deve-se consular o fabricante. maior o esforço resistente da laje (TATU.5. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”.devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. b) .19). 2008). Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. colocação das vigotas. maior será a altura final da nervura e. o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. Após a cura do concreto de capeamento.2. consequentemente.20m. Maiores vãos e menores flechas . • • • 102 . 2008). Redução ou eliminação de escoramento.Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3.Generalidades sobre laje protendida (LP) a) .Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça. Escoramento (quando necessário). dos elementos de enchimento.4 .

executa-se a cinta de amarração. Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3. em base firme. quando as paredes estiverem com 1. L/5 . sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes. de 6. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas.2.21) 103 . 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. ou de acordo com o projeto.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista. Vãos de 3.5 . e pontaletes (Figura 5.20).20m uma linha de escoramento central (L/2).Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista). e são contraventados transversal e longitudinalmente.20 a 1. e procedendo-se da seguinte forma: a) . b) . das armaduras de distribuição e das armaduras negativas.00m de altura.5. Chegando as paredes no seu respaldo. deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1.20m não necessitam de escoramento.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1. 2008). deve-se pedir para o fornecedor. para a escolha das vigotas.4% do vão livre. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro. barrotes e escoras metálicas (Figura 5. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante.00m duas linhas de escoramento (2/5L .40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). assentados sobre calços e cunhas.20m a 6. geralmente de aproximadamente 0. Já no início da obra. ou uma viga armada. para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma. sobre chapuz.20m a 10.

Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .21 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.Figura 5.20 .

Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente. a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada.22 . Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5.Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. A primeira carreira de intermediária deve apoiar. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota. entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5.Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto. Figura 5.c) .23). No caso de laje treliça. Não deverá ficar nas juntas.22). A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto.Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão. de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal. 105 .

Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem.Figura 5.23 . Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos. e) .Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. 106 . este deve ser socado com a colher de pedreiro . Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada. f) . geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores. Salvo alguma restrição do calculista.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos. salvo indicações do responsável técnico. como em qualquer estrutura. ou com uma linha de escoramento. no mínimo. O descimbramento da laje pré-fabricada.

0 cm. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais.3 .24 .1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. Figura 5. No item 5. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas.24).g) . Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária. Pré-laje unidirecional e bidirecional.Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje.LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. Painel alveolar de concreto protendido. 107 . é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. 5. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.

5 . englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2). quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária.25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.4 . o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. 108 . nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje.0cm e larguras padronizadas. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração.26). h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5. montados por justaposição lateral. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861).25). 5.5. f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais. Figura 5.0cm a 5. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais.LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5.

• 109 .0 cm.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. com características especificadas pelo fabricante. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido.Figura 5. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos.

ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. com tela. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. mesmo sendo bloco de concreto. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. nas bordas da periferia da laje. 110 . 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos.

etc. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. sobretudo em construções residenciais unifamiliares. etc. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. as telhas cerâmicas. caibros e ripas. cantoneiras. concreto e galvanizada. A armação é a parte estrutural. pontaletes ou vigas.6 . VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. 111 . podendo ser de madeira.V. • Desenhar todas as linhas de telhado. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. fibrocimento. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura.1). metálica. que se apóiam sobre a armação.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. etc. são de chapas galvanizadas. 6. Para facilitar. concreto etc. rufos. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. é o quadriculado constituído de terças. pingadeiras e rincões. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. alumínio.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Geralmente constituída por tesouras.1 . constituída pelas tesouras. P. condutores verticais. fibrocimento.C. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. escoras. chapa galvanizada. O telhado é composto pela estrutura.

Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 . Tabela 6.1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.Esquema de estrutura de telhado 6.1.Figura 6.1).1 .1 . no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.

os parafusos. faveiro. comprimento 2. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos.5. 3.0 m. coração de negro. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.5.5.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm.5 MPa. 5. igual ou superior a 55.0 m. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores. 3. a = refere ao diâmetro.4 mm 18 = 3. chapas de aço para os estribos e presilhas.3 mm. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira). anjico preto.0.5.As madeiras da Tabela 6.0.0.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. 4.5. a x b . 4. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm. 4. 3. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT.0.5. • • • Obs.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. o preço da peça aumenta. comprimento 2.2. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos. 3.5 MPa.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .0x5. 113 . No entanto. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. guaratã e taiuva têm alta dureza. a 15% de umidade.0cm. A cabreúva vermelha. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais. geralmente com 4. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas. 5. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13. 4. Ripas: 1.

Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . A Figura 6. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. Perna: Peças de sustentação da terça. geralmente trabalham à compressão. Geralmente trabalham à compressão. as demais de escoras. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. encontramse. denomina-se asna a que sai do pé do pendural. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. Geralmente trabalham à tração. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna.2). Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume.2 . Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte.1. para distribuir a carga do telhado. em posição oblíqua ao plano da linha.6. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano.2 . geralmente trabalham à tração. geralmente. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. transmitindo-as aos seus apoios.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. : Obs. e nos demais tirante.

Vãos até 3. .O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura. . .00m não precisam de escoras.0cm.Esquema de contraventamento das tesouras 115 . (Figura 6.Vãos acima de 8. .As tesouras devem ser contraventadas.A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5.3) .4 .O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.0m. .Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.00m deve-se colocar tirantes. com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação. (Figura 6.3 .Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .4) Figura 6.

20 1.80 C 3.61 a 1.80 1.50 3. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.75 B 3.65 2.05 2. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.45 2.85 2.01 a 2.50 2.30 3.20 3.35 A 3.40 2.80 2.20 Colonial ou paulista B 2.45 2.10 3.70 2.75 3.15 3.30 2.85 2.20 2.40 2.10 3.60 3.20 C 2.25 B 2.41 a 1. Figura 6.60 1.2 .20 3. Romana.00 2.30 3.90 2.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.30 C 3.50 2.10 2. Caso não se tenha certeza.95 2.50m. Portuguesa ou plan A 2.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.00 a 1.40 2.60 Seção transversal (cm) Francesa.35 3.40 3.75 2.40 2.21 a 1.90 2.45 3. 6.90 2.00 2. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.60 2.81 a 2.50 a 3.05 2. do tipo de madeira e da telha empregada.21 a 2.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .15 3.20 3.20 3.80 B 3.40 2. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.5 .70 2. 6.90 A 2.40 2.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.30 2.50 2.50 3.35 A 3.41 a 2.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.18).5).50 2.30 2.00 2.45 2.85 3.10 2.85 C 3. Estes vãos são para as madeiras secas.17.60 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).16. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).55 2.40 1.30 3.5) ou pontaletes (Figuras 6. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.60 2.50m.70 2.

80 2. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha). usamos caibros de 5x7 (6x8). Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6. • quando as terças excederem a 2.00 5x6 1.90 1.00 2. portanto paralela às tesouras.60 2.3. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la.0cm). iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha. Romana.00m e não ultrapassarem a 2. São inclinados.0cm (1.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1. Tabela 6. Para determinar a galga média devemos: 117 . Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0.0x5.2x5.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros. Portuguesa ou plan 1.60 2.00 2.7).20 2.40 1.50m. Caso não se tenha certeza. Estes vãos são para as madeiras secas. Portanto. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira.1: : • terças espaçadas até 2.00m usamos caibros de 5 x 6.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa.40 1. devemos utilizar a galga média. sendo que seu declive determina o caimento do telhado.3 . com o tipo de madeira e da telha. São encontradas com seções de 1. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6. para garantir o espaçamento constante das ripas.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças.6).

ou seja. Cinco vãos.50 em 0.0m (peroba ou equivalente).6 .• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.7 . portanto. Se for maior.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas. 118 .Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6. utilizamos sarrafos de 2.50m. Se este espaçamento for de 0. podemos utilizar as ripas 1. Cinco vãos. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. verificar o espaçamento entre os caibros. ou seja.0x5.5x5. devemos.0m.

12) • asna/pendural/linha (Figura 6.3 . com encaixes precisos.10) • pernas/pendural (Figuras 6.8 . 1992) 119 .9) • escora/perna (Figura 6.6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.11 e 6. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras. 6.8 e 6.1.9 . Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.13) Figura 6. 1992) Figura 6.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas.

Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno. 1992) Figura 6.10 .12 . 1992) Figura 6.Figura 6. 1992) 120 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.11 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.

Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6. no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6. asnas e pendural (Moliterno.14 . 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios.15 . Figura 6.14).Figura 6.15 e 6. ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.Detalhe da ligação entre a linha.70 m.13 .Detalhe da emenda das terças com pregos 121 .16). com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6.

deverá ser acrescido aos pontaletes. devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. onde tudo é calculado. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes. ter algumas precauções como: . mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto.1. Nesses casos.17 e 6. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. as paredes internas oferecem apoios intermediários.18). Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras.17 e 6. Em construções residenciais. .Figura 6. 122 .a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras. Devemos ainda. Nas lajes maciças. Sendo assim.16 . Para isso. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6. portanto.4 . o custo da estrutura é menor.19). O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura . podemos apoiar em qualquer ponto.

Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .Figura 6.18 .Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.17 .

Detalhe da fixação por pregos menores .20 .Recomendações: . Figura 6. 124 . incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6. Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra.20).5 .19 .Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro. .Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6. deve ser colocado em ângulo (Figura 6.Figura 6.21).Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água. quando os alinhamentos das peças são perfeitos. . do madeiramento. pelo carpinteiro.1. O ideal seria o prego penetrar 2/3.Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar. formando cada painel do telhado um plano uniforme.Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra. antes do término. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.

onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas. Não devem apresentar deformações.1 .Detalhe da fixação das ripas nos caibros .22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. poliéster etc. acessórios etc. Para a sua utilização.21 . assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C.2 . devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa.Figura 6. 125 . Na próxima etapa. Devem apresentar som metálico.2. indo diretamente para a secagem. Figura 6. As demais telhas (alumínio. não alinhar os pregos (Figura 6. no caibro. Essa massa passa pelas prensas de moldagem.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais.Fixação das ripas nos caibros 6.para evitar rachaduras na madeira.CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. 6. aço galvanizado. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora.22 . e consiste na mistura de várias argilas. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação. é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos.

defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. desde a ponta do beiral até a cumeeira. quando forem do tipo canal.6). É o que se chama de emboçamento das telhas. também as telhas dos beirais e oitões. trincas empenamentos. com arame galvanizado ou fio de cobre.24). É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. também chamadas paulista. chamadas termoplan entre outras. colonial. cal e areia no traço 1:2:8. e a do tipo escama (germânica).002m³/m² de telhado. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. paulistinha. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. usar régua em vez de linha. são planas e chatas. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. O consumo da argamassa é na ordem de 0. As somente canal. portuguesa. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha. e deslocar de acordo com a medida da telha. Figura 6. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. plan. desvios geométricos em geral. As curvas do tipo capa e canal. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. em até três fiadas sobrepostas. rebarbas. Ao cobrir.23 .Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . esfoliações. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento. 126 . romana.23) e espigões e .

. Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.peso unitario aproximado de 2.cumeeiras: 3un/m 127 .caimento: 33% a 35% .tolerância ± 1 mm .Cumeeira: 3 un/ml Figura 6. e 24 cm de largura .65 kg .15 un por m² .dimensões: ≅ 46cm comp.seca 83 kgf/m² .saturada . que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.Para encaixe. . canal. (canal) 46 cm comp.peso: 69 kgf/m² .peso unitario aproximado de 2.seca 54 kgf/m² . (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) . cutelos em sentido oposto.24 .tolerância ± 1 mm .25).saturada .peso: 45 kgf/m² .Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes.caimento: 25% .26 un por m² .dimensões ≅ 40 cm de comp.0 kg . cuja função é de conduzir a água e capa. nas bordas superiores e inferiores.

seca 86 kgf/m² .26).27).26 un por m² .peso: 72 kgf/m² .tolerância ± 1 mm Figura 6. 128 .Figura 6.cumeeiras: 3 un/m .Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.caimento: de 20 a 25% .dimensões: 46cm comp.75kg .26 . tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.(capa) 46cm comp. . (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) . A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.saturada .Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan. mas melhoradas. somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.peso unitario aproximado de 2.25 .

30 telhas por m² 129 .seca 65 kgf/m² .Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .caimento mínimo: 30% .0cm comprimento 21.28 .5cm largura Figura 6.peso: 48kgf/m² .Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada. .caimento mínimo: 30% .15 peças por m² .saturada .seca 58 kgf/m² . consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .dimensões: 45.27 .peso: 54 kgf/m² .16 peças por m² ..saturada Figura 6.28).

CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes.2 .0cm comprimento 30.dimensões: 32. Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5.2. A Tabela 6. e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical. as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais.peso: 49 a 54 kgf/m² .10. Segundo informações do fornecedor.peso unitário aproximado de 4.Telha Germânica 6. Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente.saturada . 130 .. Figura 6. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares. para evitar o apoio da mesma com o solo.5 peças por m² . calcular ventilação do forro.2.70 kg . as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg.peso unitário: 1.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento.seca 57 a 60 kgf/m² .475g . agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração.caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico. .caimento mínimo: 30% . 6.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.29 .0 cm de areia.

0mm) e de 2.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto. Para as telhas com comprimento superior a 1. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o. 6.Tabela 6. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos.53 – 1.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .30). NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos. Figura 6.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5.91 – 1. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6. parafusos e grampos de ferro zincado.05 – 3.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio.13 – 2. conjuntos de vedação e arruelas. apoiadas em três pontaletes.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira.10 2.2.83 m (6. 6 e 8 0.83 1. fornecidos pelo fabricante.22 – 1. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades. Tabela 6.44 – 3. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 .13m (8.

0 35.0 20.0 30.31 14.0 40.0 αº 18.17 21.70 8.0 15.αº 1.0 45.70 5.0 A altura das cumeeiras.23 26. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8. Tabela 6. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).0m 132 .72 d%) 3.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6.35 19.0 10.04 16.6).60 11.0 50. infiltrando parte das águas nos telhados. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.31). Devido ao seu traçado.0 100.0 d%) 33. Portanto.7: Figura 6. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6. fazendo com que as águas retornem.48 24. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.0 25.60 45.31 .

44 1.20m de largura por 2.45 0. e para reduzir o preço das peças.00m de comprimento.24 y (m) 1.5 2.0 5.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. águas furtadas.0 y1 (m) 0.0 3. quanto a sua largura.32 .05 1.32).30 -33 -39 ou 40 . Portanto.0 8. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas.60 0.5 2.5 3.5 4. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.0 3.08 1.0 2.52 3.0 ou 1. condutores) e arremates (rufos.25 .5 3. águas furtadas. As chapas galvanizadas geralmente medem 1. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.88 1.50 .20 1. Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.60 x2 (m) 1.7 .00 133 .64 0. rufos e pingadeiras.52 2.05 2.75 2.33 1.0 6. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.75 .20 . as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.0 7.0m x (m) 3.12 .1.Tabela 6. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.20m de largura e comprimento variável.85 1.84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.0 4.5 4.0 2.0 x1 (m) 1.28 .60 .00m e 1.08 3. Figura 6.15 .0 y2 (m) 0.3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.

1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente.Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1. Além do corte. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc.2m de largura). Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) . 40 e 60 (para as chapas de 1. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é.33 .coxo: Figura 6. 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.0m de largura) e o corte 30. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas.Calha tipo coxo 134 . para especificar um sistema de captação de águas pluviais.3. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6.

3.2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas.moldura Figura 6. com chapas galvanizadas nº 26 e 24.Calha tipo platibanda c) .platibanda Figura 6.b) . São confeccionadas.Detalhe de uma água furtada 135 .35 . como as calhas.36 .Calha tipo moldura 6. Figura 6.34 .

4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais. 6.Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. Figura 6.3.6. a qual tem dado bons resultados.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta.4.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável. 6.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas. devido ao difícil acesso a esses dados. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.DIMENSIONAMENTO 6. A = [ n.3. 136 .3.1 . em certas cidades.4 .37 . uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada).

39 . 4º Se for pequena.Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.38 . Figura 6. podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos). adotar calha tipo platibanda.0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande. Exemplo: Figura 6.Calha tipo platibanda 137 .38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água).40 .6. mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado.

adotando.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm². Obs: 1 .41 . geralmente tem uma largura variando entre 0.4.80m. Ex.42) ou em telhas vã (Figura 6.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 .5. 138 .FORMAS DE TELHADOS 6. um ∅ de 100 mm.00m.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas. portanto.70 e 0. o mais comum é 0. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado. 6. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6.60.Figura 6. 0.40 a 1.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm.1 . O do centro recebe a contribuição de 50m². Podemos adotar um ∅ de 75 mm. Podem ser em laje (Figura 6.5 .43).2 .Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena.

5.43 .2 .42 . sempre se coloca uma calha.Beiral em telhas vã 6.44).Beiral em laje Figura 6. rufos e pingadeiras.Figura 6. 139 . Neste caso.Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6.

porém inclinados.45). letra (C) 140 .Detalhe das platibandas 6.44 .Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6.as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas. As principais linhas são: . letra (B) .os espigões são.cumeeiras .3 .Desenho das linhas de um telhado .a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) .5.águas-furtadas ou rincões Figura 6. um divisor de águas.Figura 6. também.espigões .45 .

ou um telhado de quatro águas. temos um telhado com duas águas e. 1972) 141 . Figura 6.Telhados com duas águas (Borges.46. portanto sem oitões.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.47 .Telhados com uma água (Borges. portanto dois oitões.5.48 .Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6.4 . 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.46 . Na figura 6.

e facilidade de mão-de-obra. fazemos a união entre as duas com um espigão.6 . 3 . Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6.49 . 142 . Indicam-se por linhas interrompidas. pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes.51). isto é. Também é usual representá-lo na escala 1:200. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6. 4 . 6.50m.As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro.Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. os contornos da construção. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros.REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta. devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 .50 . 2 .COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6. no mínimo 0. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias.Telhados com três águas (Borges.Telhado com quatro águas (Borges. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia. e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos. geralmente na escala 1:100.Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada.

031 1.053 1.005 1.011 1.Figura 6.020 1.077 143 . • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.51 .044 1.059 1.Perspectiva das linhas de um telhado 6.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.8 determinando a área inclinada.

144 . Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura.ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. utilizando guarda-corpo com tela. 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano.

• Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. Figura 7. onde será colocada a folha por meio de dobradiças.1 .1 . ferro fundido. que é a peça fixada na alvenaria. caixilhos etc.V.Portas Compõem-se de batente. janelas venezianas. alumínio) as de P. 7. • Nivelar e colocar no prumo os batentes.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas.1. Com a sua evolução.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.Componentes das portas de madeira. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens.7 . que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7. 145 . dado que a mão de obra era barata e o material abundante. da luz natural e da água. 7. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição.1 .C.1). Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro.

Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes. canela.Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 .Batente: Em geral é de peroba rosa. que já devem vir montados para a obra.3 .0cm. O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7.4). 146 . Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias. Para que isso ocorra. elevamos este nível em 1.Para facilitar o assentamento. a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.2 . 2 .3): Figura 7. podendo ser também da mesma madeira da folha (especial). Esta é à medida que aparece nos projetos. podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7. Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente.5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14.a) . se tijolo inteiro 26. tem espessura em torno de 4. canafístula. chamado batente duplo.5cm.0m.2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação.Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro). angelim (comercial).0 a 14. Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7. Figura 7.2).

4 . coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação.4). igualar a marca de lápis com a linha. portanto de 1 a 2 cm embutido no piso.08m. parafusos.Aprumar os dois montantes. Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0.08m da travessa para o "pé" do batente. e.5 em 0. sem folga entre a alvenaria e o batente.Depois de aprumado e nivelado.4 . Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.5). Figura 7.No assentamento do batente. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm.09 ou 2. (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes). para dar melhor acabamento.Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos.09 ou 1. (assim se garante o nível). ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2.Estica-se uma linha no referido nível. 5 .3 .Marca-se nos montantes. 6 .5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. com lápis a medida de 1. 7 . Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional). espuma de poliuretano ou sobre contramarco. ou seja. 147 .

E os batentes por parafusos no contramarco.0cm para possibilitar a colocação da espuma. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm. Figura 7.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco.6 . é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura.6). Figura 7. 148 . em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). em 6 pontos sucessivamente.5 .Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos. requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1. Não alisar a espuma.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7. Deixar secar por uma hora. em geral.5).

A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. Para se verificar se a folha foi bem colocada. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. (revestimentos. b) . As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. portanto. pois os batentes somente serão colocados no final da obra.Este sistema é o ideal. abrasões. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura.7 . Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. o acabamento nunca é perfeito.Guarnição: Na união do batente com a parede. com almofadas. envidraçadas etc. O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. c) .Detalhe da fixação das guarnições 149 . Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. geralmente maciça. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. choques. no mínimo. Figura 7. OBS.7). etc. Podem ser lisas. Muitas vezes. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. protegendo-os. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras.

porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.p/ portas de correr Figura 7. .c.de cilindro (porta externa) . Porta. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7. Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr. 150 .8): . mais modernamente em qualquer ambiente.Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada. envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7.Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas.9).c) . porque permite a iluminação e a ventilação.Ferragens: Além das dobradiças.2 . 7. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela.1.de w.tipo gorge (porta interna) . Podendo ser de duas ou quatro folhas. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas.8 .

com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7.3 . exceto nas varandas.10). e as guarnições. Uma vez instalada. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor.1.Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo. Nas janelas. As janelas.Figura 7. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais. canela. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. devem ser completamente estanques à passagem da água.9 . poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior.Porta balcão 7. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. apenas de caixilhos (ambientes sociais). ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos).Batentes: Geralmente de peroba rosa. caso haja necessidade. 151 . mesmo tendo aberturas para passagem do ar. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. canafístula. Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço. utilizando vidros duplos. Portando. são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. a) . angelim.

Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior.11). utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). são trancadas por cremona. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. de dois.Batentes das janelas b) .10 . o inferior é o caixilho interno e o superior externo. Os caixilhos guilhotina são em nº. basculantes.12 e 7. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. que nesses casos são dois de correr e dois fixos. Na posição normal.Caixilhos: Podem ser de abrir. 152 .15). Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3").Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada. cremona e vara. pivotante ou guilhotina.14). mas com venezianas de quatro folhas. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7. inferior e superior. serem de abrir ou correr. Os caixilhos de abrir. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. mas com dobradiças especiais chamadas palmela. não cabendo nesta apostila maior detalhe. quando desejamos abri-la. de correr.Figura 7. e as palhetas que preenchem o quadro. ou venezianas de duas folhas. c) . e quando abertas. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. Quando fechadas. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum). Utilizam trilhos metálicos. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. Os de correr podem ser em nº de quatro.13 e 7. quatro folhas ou mais. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. geralmente em nº de dois.

Figura 7.Tipos de janelas de madeira.1. nas áreas sociais.11 .Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas. e basculantes nos WCs. ou seja. Figura 7. a).Caixilho de correr 153 .12 .13).Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7. escritórios.Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d .12) ou de abrir (Figuras 7. utilizadas nas salas. 7.4 . áreas de serviço etc.

Figura 7.13 .Figura 7. veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.15 .15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .16).14 .Caixilho de abrir b) .14).Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.

As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.00m .40m).60m . Figura 7.1.1.20m (pode-se conseguir = 1.1.Janela tipo Ideal 155 .30m . cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente.17 . sendo que enquanto o painel superior sobe. Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana.10m .30m . largura livre: 1.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .1. o inferior desce.16 .90m (cada corpo).1.Figura 7.00m .1.

2 . não perde o brilho. O alumínio se for anodizado. em chapa etc.17). com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). maior durabilidade. Podem ser também de alumínio. portanto devem ser protegidas. Não podem ter contato com o reboco. não oxida. Depois.2. 7. utilizam-se grapas. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro. e para sua fixação na alvenaria.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro.1 .Janela de enrolar Figura 7. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. com resíduos aquosos (infiltração de laje). são utilizados. L. chatos. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo. quadrados ou redondos. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado. rebites ou soldas. chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. T. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra.Janelas: Podem ser:156 . utilizando peças perfiladas U. I. Para a junção das diversas peças.d) . A principal desvantagem é a rápida oxidação. apresenta muitas vantagens sobre o ferro.Janela de enrolar 7.18 .

do mesmo caixilho.19 .a) .20).19). O conjunto de báscula.Detalhe do caixilho tipo basculante 157 . Figura 7.Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação.20 . A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7.Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) . Figura 7.Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7. Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela.

Vareta de alavanca.Ferro L das básculas. a colocação do vidro. Os caixilhos basculantes são compostos por: .Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana.Ferro L de contorno externo.22).60m. onde se colocam os vidros (Figura 7.21). sob pena dela se enfraquecer.Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel.21 . São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente.Podem ser colocadas no caixilho fixo. 0. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho. c) . ficando no caixilho móvel. . pelo seu baixo custo em relação a de madeira.Ferro T de contorno de parte fixa. devemos compor as básculas. 0.Matajuntas em ferro L com pingadeira.Caixilho máximo ar d) . Caso se deseje maior.70m etc. 0.50m. Figura 7.Orelha de alavanca. grades de segurança. sendo sua abertura para o exterior (figura 7.60x0. dois caixilhos de correr e dois fixos. ganharam grande mercado atualmente. simples ou em arabesco.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje. . São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio.50x0. O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro.70x0. . 158 . . . fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões.

f) .de abrir: São compostas de folhas. São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L. (Figura 7.23). Figura 7.24) 159 . que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros. e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7. O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona. funcionando como uma porta.Figura 7. cuja abertura se dá em torno de dobradiças.de correr: São compostas de folhas .Caixilho de correr g) .23 .Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado. Podem também ser compostas com venezianas de chapa.Janela veneziana e) .22 .

para evitar peso excessivo nas dobradiças.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão.10m.2 .Venezianas de projeção 7. a) . No quadro do postigo é que se colocam os vidros. A grade poderá ter desenho variado.24 .2.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas. 7. mesmo com a porta fechada.10m devemos usar duas folhas. cremonas. O postigo apenas ocupa a área da grade.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. maçanetas etc.60m e máxima 1. Cada folha deverá ter a largura mínima de 0.Figura 7. A almofada é geralmente feita em chapa nº16.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas. 160 . Acima de 1. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna. b) .

7.26 .4.Representação das portas em planta e vista 7.1 – Portas Figura 7.Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .25 .2 – Janelas Figura 7.4.4 .REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.

Figura 7.Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.28 .27 .Representação dos caixilhos pivotante 162 .29 .Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.

80 x 1.20 1.70 x 0.20 x 1.00 x 1.80 x 0.50 x 1. os manuais técnicos.30 .00 x 1.20 1.50 x 0..00 0. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.00 1.80 x 1.20 1. fixação.00 1.60 2.00 1.Dimensões das portas 0.40 x 1.20 1.80 1.00 x 0.50 x 1.00 x 1.60 1.00 x 2.60 x 1.50 x 1.00 1.20 x 1.60 1.20 2.20 1.00 1.60 x 0.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.Portas: Tabela 7.40 0.00 0.20 1.00 2.00 x 1.20 x 1.20 2.60 x 0.50 x 1.00 x 1. 7.20 x 1.5.60 1.20 x 0.80 x 2.Janelas: Tabela 7. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.80 x 1.50 x 1. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.60 1.00 x 1.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7. solicitar ao fabricante desejado.20 1.Figura 7.20 2.80 x 0.70 0.10 1.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila. para dirimir possíveis dúvidas.80 0.00 x 0.00 1.00 1.00 x 1.70 x 0.10 1.50 x 1.20 1.60 x 1.00 x 1.10 em madeira ou metal.00 x 0.00 x 1.00 x 1.20 x 1.80 1. etc.40 x 1.20 2.70 x 2.80 x 1.80 0.40 x 0.20 x 1. de perfis.2 .80 2..60 0.2 .80 1.60 x 2.90 x 2.00 x 1.60 x 0.20 x 1. 7.00 x 0.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.00 1.50 x 1.20 x 1.00 1.00 1. acessórios.20 0.20 1.5.Dimensões das janelas a) Venezianas 1.10 0.50 0.20 b) Basculante 0.20 x 0.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.10 0.60 x 1.60 x 0.00 1.00 1.00 2.40 0.00 x 0.20 2.00 2.50 0.80 x 1.20 1.60 0.1 .50 0.20 163 .20 x 1.20 2.1 .20 1.20 x 2.50 x 0.10 0. cada indústria detém um sistema.50 x 0.40 x 1.00 x 1.

164 . TOMBAR 1) Não libera o vão. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. mesmo com chuva sem vento. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. vidro. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. mesmo com chuva sem vento. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. 1) Janela que permite ventilação constante. total. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados.6 . 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 3) Libera parcialmente o vão. 3) Boa estanqueidade. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. na totalidade do vão. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. 3) Fácil limpeza.7. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. 2) Facilidade de comando a distância.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). caso tenha panos fixos. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. tanto na parte superior com na parte inferior. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. mesmo com chuva sem vento. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. o que permite o controle da ventilação. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. áreas próximas a ela. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. 3) Fácil limpeza na face externa. pivôs com ajuste de freio.3 .

tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. nos dois lados. 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado. devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados. 3 .Nos batentes fixos por parafusos. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. 165 .ANOTAÇÕES 1 . evitando danificar a madeira durante o ajuste. 2 .Aprumar os dois montantes. para criar a rosca na madeira.

óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. substâncias gordurosas. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. Portanto devemos preparar o substrato. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. 8. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). todos os dutos e redes de água. eflorescências ou outros materiais soltos. 166 . pedras decorativas. lavagem ou jateamento de areia. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. Quando se pretende revestir uma superfície.8 .1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. com gesso. cerâmicas. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. ela deve estar sempre isenta de poeira. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. TETOS. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência. fuligem. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. impermeabilizar.1. remoção das incrustações. eliminação das irregularidades superiores. graxas. texturas entre outros. tetos e muros com argamassa convencional. como: pó. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria.REVESTIMENTO DAS PAREDES. barro.

0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. Consumo de materiais por cimento = 2. devido a sua superfície porosa.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. pedra ou concreto. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 .25 kg m² : areia = 0.1c) (CEOTTO et al.1a). O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. um rolo de espuma (Figura 8. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. 2005) Os tetos.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. A Figura 8. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. dando maior pega.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. 1998b). independentemente das características de seus materiais. 2005). desempenado ou rolado.1b). E no caso de superfícies lisas. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria. Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. aplica-se o chapisco. a fim de facilitar o revestimento posterior. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA.

4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto.0 cm.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8.1. A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. Quando se tem um aterro e este for maior que 1. nivelando e apiloado. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização.chapisco. 1:3:5 ou 1:3:6. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. respectivamente.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente.00m. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. podendo atingir até ± 8 cm. podendo chegar até a ±10. que chamamos de contrapiso. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. a) . 5:4. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme. em camadas de 20 cm apiloadas.0 cm. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). devemos executá-lo com cuidados especiais. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7. ou uma argamassa de regularização. cimento cola ou cola. Em residências. podendo usar o traço 1:2. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. Quando não se puder confiar num aterro recente. que se faz utilizando o nível de mangueira. base ou lastro. com pequena espessura e acabamento áspero. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. 8. 168 ..2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. podendo assim executar o emboço.

Caso haja umidade. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. b) . cerâmico ou sintético.Figura 8. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. apenas devemos variar as alturas das taliscas. 169 .0cm.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes).). no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. promovendo assim as caídas. pois prejudica todo e qualquer tipo de piso. seja ele natural.Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso).0cm. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização. quando as mesmas não forem executadas com nível zero. como veremos na descrição de cada piso. quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso.2 . devemos realizar uma argamassa de regularização. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. etc. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3.

cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8.8. sendo maior na primeira camada. em contato com a base. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. O consumo de cimento deve. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. A umidade não pode ser excessiva. se lançarmos a argamassa sobre a base. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. e eram construídas. além disso.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. ser decrescente. A areia empregada é a média ou grossa. azulejo. já nas primeiras idades. do telhado para as fundações. 8.2. preferencialmente. O emboço é uma argamassa mista de cimento. etc. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. Os revestimentos externos devem. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. completamente seca.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. sarrafeado e desempenado. ou seja.1 Na vertical a) . resistir à ação de variação de temperatura e umidade. A superfície deve estar previamente molhada. massa corrida. ideal para receber gesso. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. sarrafeado. azulejo. contínuas e uniformes. O revestimento é iniciado de cima para baixo. massa corrida. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado.. Por outro lado. conforme a superfície a ser aplicada. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. de preferência a areia média. Com a adição do cimento. na sua grande maioria. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. gesso etc.1. pois a massa escorre pela parede. principalmente para as argamassas industrializadas. ideal para receber o revestimento final (reboco). pastilha. 170 .

Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede. em contacto com o solo.5 1.0 a 4.0 a 10.0 3. ou preferivelmente.0 1.0 11.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1. corre o risco de desprender.0 1.0 11.0 a 12.0 1.0 a 3. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.0 1.0 11. O emboço deve ter uma espessura média de 1. Para isso devemos fazer: a.5 2.5 Areia (2) 8. com argamassas mistas de cimento e cal.0 1.0 8.0 2.0 . resultando um painel de alvenaria.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos.0 1. o emboço de superfície externa.0 3.0 a 10. depois de seca. acima do nível do terreno. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas.0 a 10.0 cal hidratada 2.0 1.5 a 3.0 11.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água.0 1.0 a 12.0 1.0 2.3 e 8.0 1.Tabela 8. com argamassa de cal.0 3. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.0 9.0 1.4). No caso de tetos. 171 .0 2. deve ser executado com argamassa de cimento e cal.5cm. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes. pois o seu excesso. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo.0 2. além do consumo inútil.5 2.0 a 10.0 OBS.0 1.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.0 a 4. principalmente o interno.0 Pasta(1) de cal 1. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.5 8. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8.0 a 10. Nas paredes externas.0 11.0 3. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.0 11.5 2.0 3.0 a 10.0 a 12.0 a 12. mista de cimento e cal.0 1.0 8.0 a 12. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.0 8. na interna.0 1.5 1.0 a 12.

com o auxílio de fio de prumo. para poder utilizar réguas de até 2. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento.5m a 2m entre si.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede. pois os mesmos podem regular a espessura do emboço.4). É importante verificar o nível dos batentes. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. Sob esta linha. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1.3). devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8. quando forem colocadas as taliscas.0m de comprimento. Figura 8.5cm. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm.3 . 172 .No caso de paredes. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. favorecendo a sua aplicação.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas).0 mm. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. avaliação da aderência do revestimento. Régua de alumínio com 2. 3.Aplicação. 4. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. Neste caso. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. Colher de pedreiro. 180 . Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. avaliação da aderência da pintura. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção.0 m de comprimento. Para aplicar a pintura. Terminada a camada de revestimento. Para pontos localizados. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. 2.0 m. que irá receber os retoques. raspagens e a camada final de acabamento. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. c) . Concluída a execução de uma camada de espalhamento. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. Espátula.25 x 0. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. 6. o gesseiro verifica a sua planeza. 7. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. o gesseiro inicia à camada seguinte. Com a régua de alumínio. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. 5. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência.60 m e espessura de 4. Desempenadeira de aço. avaliação da dureza. e antes que a pega esteja muito avançada. ficando o acabamento final liso e brilhante. Cantoneiras de alumínio. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. 1996a).

piscinas. tanto nas paredes como nos pisos. paredes. talcos. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. Antes da aplicação de pintura. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. utilizando uma régua de 20 cm. Normalmente quanto menor o grau de absorção. banheiros.5): Tabela 8.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 .A Tabela 8. feldspatos (grês). não deve apresentar desvio superior a 3 mm.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção.3.7). filitos. podendo ser (Tabela 8.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. piscinas e saunas Pisos. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência. gretamento. 8. Em pontos localizados. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas. Pelas suas características. brilhantes ou acetinados. Tabela 8.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) .4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento. Obs. melhor será a qualidade.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2.6) e a abrasão (Tabela 8. saunas úmidas etc.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva. 5 .

corredores. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. e as de (Figura 8. hall de residência. Áreas públicas. Quartos de dormir etc. shopping centers. 6 . fast-food etc. consequentemente. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. cerâmica com EPU de no máximo 0. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. Comerciais internos. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar.7): Tabela 8. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais. padarias.60mm/m. 7 . no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8.Tabela 8. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. Estab. entradas de hotéis.8). pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. aeroportos. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. quintais. as Estruturais. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas. 182 • . ela representa a resistência ao desgaste superficial. destacamento da peça.40mm/m. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. show rooms. e externamente no máximo 0. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais.

Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. flexibilidade.• • Expansão ou movimentação. na 183 . que conferem características especiais a ele como: retenção de água. dureza. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. resistência a manchas etc. normalmente adicionados com outros componentes. etc. que devem existir em grandes áreas. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje.8). estabilidade de cor.8). Figura 8. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8. O rejunte (material industrializado).) e ser preenchida com material deformável. De Dessolidarização. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento.. contrapiso.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico. longitudinalmente e transversalmente. Portanto..

esteja atento às suas características. Tabela 8.hora de escolher a argamassa de rejuntamento.5x7.5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. assim que começar a secar.9 . ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 .8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa. Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo.8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m .Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8.9). SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8. em gramas 2x2 5x5 7. O excedente será retirado. com pano. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo.

Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos. Verificar.2. 8.Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias.. de fiada em fiada. deixando neste caso um espaço próximo à laje. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento. que já deverá estar revestida.1 . de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas. de uso interno ou externo. ou com cimento-colante. colas etc. se será colocado moldura de gesso. 185 . com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional). a prumo ou em amarração (Figura 8.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima.Revestimento cerâmico na vertical a) . sobre base regularizada.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado. para melhor distribuição dos azulejos.3. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado..

Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes.2) . dentro dos boxes. Portanto. Figura 8. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8. no mínimo como descrito na Tabela 8.11 . visto que na maioria das vezes.Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação.9. para que os recortes não fiquem muito visíveis.Detalhe do assentamento dos azulejos a.12 . O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens.1) .Figura 8.12).Exemplo de divisão dos azulejos a. podemos deixá-los atrás das portas. 186 .

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) .16). que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.15 .Fixação das tábuas por pregos anelados 194 .Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas. Para melhor fixação das tábuas. ganzepes Figura 8.15). Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar.Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas. Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.16 . sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra.d).

deixando assim a superfície fraca. Bonatech. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. • Figura 8. devemos fazê-lo o mais próximo possível. podendo se soltar (Figura 8.17). A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. sem que ocorra empenamento. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. parte do tacão fica colado e outra não.f) . • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. verniz poliuretano ou encerado. são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. principalmente para os tacões.17 . Para o bom resultado da calafetação. • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos).Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento. g) Recomendações Quando assentarmos taco. pois se não estiverem. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko. no mínimo 24horas.

Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato. régua metálica).Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas.18). A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal. O adesivo de contato á base de neoprene. a) . 8. produtos naturais sujeitos a variação de cor. sobre a regularização ( 3. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8. O 196 . alisada sem pó de cimento.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção.3.0cm. por empresas especializadas.3.4 .18 . com desempenadeira de aço.5 . para evitar o empenamento das mesmas.• Verificar o cerne das tábuas para piso. nível. piso irregular.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados.0mm) e os demais podem ser soltos. falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola. 4. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso. e parafusar bem. serra maquita. distribuído com desempenadeira dentada metálica. O procedimento correto no caso das rochas. 8.0.0 e 6.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha. Figura 8. espessura média de 3.

cinza Mauá. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. granito vermelho (Capão Bonito). boticcino (Itália). pois a espessura será irregular.5:4. Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. O mármore tem dureza 3 e o granito 6. preto absoluto. Os mármores mais procurados são: O branco. verde São Francisco. sarrafeada.Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola.assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. Não atirar o pó sobre a argamassa. carrara (Itália). deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. passar colher de pedreiro levemente. preto São Gabriel.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas.Camada de pó de cimento . devem ter acabamentos ásperos. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. granito branco. os granitos não podem ser polidos. verde Ubatuba. ou seja. menos resistente a riscos do que o granito. b) . depois. Para auxiliar a formação da pasta.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento.espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². composta de calcita ou dolomita.Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. dependendo do lugar da aplicação. Nas áreas externas. As pedras.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. a) . Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. amêndoa rosa. marrom imperador (Espanha). E os granitos mais procurados são: cinza andorinha. amarelo Santa Cecília. c) . Podendo ser: 197 . Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. o travertino. formando a pasta ideal. . crema marfil (Espanha). verde alpe (Itália). Na Tabela 8.Aplicação da argamassa . feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica.

a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. miracema. Prefira acabamentos antiderrapantes. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. Seguir as travertino. Na Tabela 8. pedra mineira.11 . Além disso. Tabela 8. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. Ele é muito É o mais indicado. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. como o mármore e o granito. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. deixando-a irregular e antiderrapante. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. No piso. são-tomé. por isso dão um visual rústico. d) . evite o problemas. umidade. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . Nenhum tipo de instruções da cozinha. Nas áreas externas (quintais. escorregadios quando molhados. como o carbono. Piso interno A princípio. superfície torna-se higiênica. deixando-a antiderrapante. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. 198 . Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. fazem-se "furinhos" sobre a chapa. mas o indicados. bancadas. goiás. Por isso. As (mauá.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. Levigado: Lixamento com abrasivos. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes.Pedras brutas Ardósia. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. todos são Nenhuma restrição. Dá efeito rústico. madeira. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. e a pedra não fica escorregadia.13 os locais mais indicados. Polida a sua contém elementos químicos.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. mármore é indicado para o piso do boxe. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva.

lustro e apicoamento. paralelepípedo. pedra sabão. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. Antiderrapante. Antiderrapante. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). após o rejuntamento. com textura irregular. São duros e resistentes. ela aceita polimento. A sua superfície é bem irregular. miracema. itacolomi. pedra sabão. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. 13 . Usada na forma bruta ou com bordas serradas.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. miracema. pedra mineira. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. dolomita. pedra sabão Ardósia. pedra-mineira. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. Enxágüe rápido. Antiderrapante. são tomé Arenito. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. pedra sabão. Aceita polimento e resina impermeabilizante. utilizando uma argamassa de cal. pedra goiás. pedra goiás Arenito. goiás. são tomé.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. muito absorvente enão propaga calor. Mas também aceita polimento. Resiste a choques mecânicos e intempéries. Resistente ao sol e chuva. Aplicada em estado bruto. costuma ser usado no estado bruto. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. pedramadeira. itacolomi. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. A limpeza das pedras brutas.12 .5: 5. dolomita. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. Tabela 8. Tabela 8.

Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. a) . Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. É comumente utilizado em residências. O piso de 1. 200 . lavabos e outros compartimentos residenciais. anfiteatros. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo. calcário branco ou vermelho. lojas.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. hospitais. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. desde que esteja firme limpa e seca. salas de consulta ou de espera. salas de aula. quartos de hospitais. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. na espessura de 3.3. Deverão ser molhadas e apiloadas. escolas. Sua base pode se o próprio contrapiso. marmorite.6 a 3 mm. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares.6 . com espessura mínima de 3cm. Caso apresente problemas. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. 8. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1.0cm. ou seja. escadas. escadas. pisos plásticos desgastados. escritórios. ladrilhos. b) . além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. elevadores. como o hall de entrada.e) . são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. cimento e areia no traço 1:3. Além disso. fibras. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto.Execução: Em imóveis recém-construídos.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. risca-se com uma ponta firme. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. refeitórios coletivos. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. banheiros. supermercados. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. oralite. sanitários públicos e laboratórios.0cm no mínimo. lugares de passagem nas residências. proporcionando um produto bastante versátil. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. ou qualquer outra. deverá ser refeito. com argamassa. ambientes de pouca utilização: quartos.

3. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. geralmente de cor preta. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas. d) .V. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. canaletas e faixa amarela de alerta. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética.A. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. Antes de se espalhar o adesivo. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. No caso de pisos vitrificados. estriada ou lisa. devido a tensões internas que deformam a placa. 8. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. para oito de água. Após a lavagem. se existirem falhas ou pedaços soltos. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". com sabão especial e água à vontade. rodapés.7 . o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. (1:8). Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento. pois estes elementos atacariam o produto.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P.V. a colocação pode ser feita. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. Para manchas resistentes.V. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. de superfície pastilhada. Sobre tacos e assoalhos de madeira. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min.A. c) . a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. Possui acessórios como degraus.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor. 201 . mas que também pode ser encontrada em outras cores. na proporção de uma parte de P.A.V. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3.Em imóveis que já possuem revestimentos. A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação.A.

Além disso. em áreas internas ou externas.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. O outro é chamado piso industrial. Depois disso. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes.a) . estriada ou lisa. piscinas internas e áreas de rampa. supermercados. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso.5cm. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. indicado para o uso mais pesado. principalmente em regiões de rampa e escada. em locais de grande movimentação como aeroportos. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante.5mm. para aplicação em escritórios. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. neste caso. previamente preenchidas com argamassa. No caso do piso fixado com adesivo. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. devendo ser utilizado somente em áreas internas. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. estações rodoviárias. uma a uma. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. É fornecido com superfície pastilhada. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. estações de metrô e trem. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. A pastilha em relevo. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. corredores. 202 . passarelas públicas e. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. em suas posições. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. na Europa. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. No entanto. deve-se dispor as placas. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. Para tanto basta molhá-lo com água. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. Se opção for pelo piso estriado. com 15 mm de espessura. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. contra a umidade. e espessura de 4. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. recentemente. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento.

3m e 0. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade.08m x 1. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta. antiderrapante.3. Não é absorvente. como solventes. seja por má fixação ou pressa na utilização. desde que estejam niveladas e sem falhas. Nestes casos. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. a) . desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. cerâmicos.2m por 3. b) . O produto normal não resiste à ação de agentes químicos. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. cargas móveis. Além disso.6m.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. Além disso. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia. isto é. esteja ela revestida ou não. não apresenta porosidades e é antialérgico. resiste bem aos agentes químicos. detergentes e tintas.c) . Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. O produto proporciona um acabamento texturizado. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. As bases podem ser cimentados. ladrilhos e outras. recobertos com material melamínico. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. É de difícil penetração.6m por 0.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. 8. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. mas casos especiais de utilização. Não é recomendado que a superfície fique 203 . São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas.25m. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. tacos. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. desde que se faça uma encomenda especial. No entanto. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. saltos de sapatos.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios.8 . encontradas também em réguas com larguras de 0. sob um rígido controle de temperatura. assoalhos. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados.

que é feito ao se marcar com um lápis. 8. a linha onde se quer cortar. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. assegurando a boa fixação. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. com um martelo ou rolete de borracha. Em seguida.onde a vedação das juntas é obrigatória . Para o desgaste lateral. uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. é aconselhável a eliminação da mesma. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. Depois disso. deve-se espalhar sobre a base. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. o estudo das juntas. A operação de marcar a placa exige cuidado. 204 .não deve grudar nos dedos . for necessária a descolagem de uma placa. A cola deve ser aplicada nas duas faces. a lima e a lixa. Devem ser armados. Em áreas que possuem umidades. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. marcar e aprofundar o risco. Antes porém. seja ela de ordem interna ou externa. que é verificada através de um teste simples . no entanto. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. não deverá apresentar defeitos. atingindo a metade da espessura da chapa. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. fechando os poros da superfície. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. c) .geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. o colocador deve. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. posto de gasolina. a análise do terreno de fundação. Após a secagem. garagens de edifícios etc. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. d) .Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. Em áreas molhadas ou em hospitais . usa-se a plaina. sobre a face decorativa da chapa. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. isto é. Não é necessário o uso de cera.3. com o auxílio de uma régua e do riscador..lisa ou áspera demasiadamente. Se. aumenta-se a pressão. Após a evaporação do solvente. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural.

JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. O corte deve ter no mínimo 40 mm. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída. pelos equipamentos e métodos executivos. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES.15mm) como as denominadas lonas pretas. porem representam pontos frágeis no piso. .Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). Após o processo de acabamento do concreto. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. 40% de brita 2. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. a fim de assegurar a sua homogeneidade.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. obrigatoriamente. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais.20 Mpa – Pedestres e carros. Resistência mínima do concreto: . podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples. sem. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base.0cm da face inferior da placa.Para os pisos armados pouco solicitados. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). e também evitar a absorção de água pela subbase.0cm. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. O isolamento entre a placa e a sub-base. escritórios. quadras esportivas etc. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. Nas regiões de emendas. condições moderadas de ataque químico. com recobrimento máximo de 5. lojas . utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. 1998). como nos salões comerciais. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. garagens. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. pois permitem a redução considerável do número de juntas. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). 205 . dando tempo para realizar o acabamento.

normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8. 8. 1998).20.19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. Figura 8.19.20 – -Selante para junta de construção 206 .21). isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8. também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES. somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante). Figura 8.

para pisos de 10 a 12. 207 . para pisos de 12. placas de no máximo 5. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto. sem gerar tensões. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez).5. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. para pisos de 15 a 25 cm de espessura. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas. sistema mais antigo.5cm de espessura. placas de no máximo 8.0m. onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8.Atualmente.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3. OBS: .Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto.0m. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. Piso armado: placas com comprimento até 30m. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. .0m.22).Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida.5 a 15 cm de espessura e. A recomendação para as placas de concreto simples.Figura 8. a concretagem em dama deve ser evitada.

22 .Detalhes da execução do piso de concreto 208 .Figura 8.

Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. Nesta etapa.. algum tempo após a concretagem. formam uma câmara de vapor. . Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. que condensando pode provocar manchas no concreto. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. lisa e dura. 209 . Para a sua execução. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. mais exigem maior cuidado com a superfície. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. e pela texturização do concreto.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. visto que podem danificá-la na sua colocação. Poderão ser empregados os filmes plásticos.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. além disso. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. preferencialmente dupla. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. para produzir uma superfície densa. com a diferença de que as lâminas são mais finas. quando o material está um pouco rígido. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo.

• O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade. assentados com cola. esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. 4 . 210 .). • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. que auxiliam na redução das fissuras. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. sintéticas etc. 3 . Cuidado. e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão).ANOTAÇÕES 1 . 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada.Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço.Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos.

09 .1. ativos e inertes. Sua composição básica inclui pigmentos.Nas construções rurais. além de ser desinfetante. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. quando aplicada sobre uma superfície. para facilitar o empastamento dos pigmentos. aguarrás. consistência. de fácil execução. etc. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. • Verificar a qualidade das tintas. na fase de enlatamento. O veículo de uma tinta é constituído por resinas. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade.1 . torna-se uma película protetora e decorativa. alastramento.TINTAS A tinta é uma composição líquida. xilol. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. Uma tinta pode conter vários pigmentos. etc. para regular a viscosidade da pasta de moagem. etc. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. 9. tais como lixabilidade. solventes e aditivos.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. cetonas. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . dureza. visando à facilidade de aplicação. 9. pigmentada que. veículo. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1 . • Especificar corretamente a colocação dos vidros. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. Podem se divididos em dois grandes grupos. álcoois. • Especificar corretamente o esquema de pintura. Caiação . • Classificar corretamente os vidros. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura.

Há necessidade de. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. Nas caiações em paredes externas. de óleos secativos e solventes. pincéis grandes.1. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. com preponderância do teor Tinta Epóxi .V.A. a tinta precisa se espalhar facilmente.peneira fina.V. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). Aplicação: brochas.é uma tinta à base de resinas alquídicas. para superfícies externas. se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura.A. não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. óleo. Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. três demãos. torna-se homogênea mediante agitação manual. 9.. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos.). esta capacidade é medida em número de demãos.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. à base de emulsões acrílicas. resultando uma película uniforme. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. em solventes alifáticos. Tinta de borracha Clorada .é semelhante ao esmalte sintético. à base de resinas epóxi. quanto ao brilho. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável. de grande resistência à abrasão. a primeira demão deve ser branca. coagulação. Verniz Poliuretano . O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²).. sendo que. Esmalte Sintético .2 . de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). . a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. no caso de aplicação de cores.é também uma tinta aquosa. Na prática. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. Látex P. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. empedramento. Tinta Óleo . preferencialmente. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo.é uma tinta aquosa.é uma tinta em solução. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor). No momento de aplicação. ou seja. de alta plasticidade e de grande resistência à água. um leite de cal mais ou menos denso. no mínimo.é uma solução de resinas poliuretânicas. Látex Acrílico . É 212 . qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. etc. cor e espessura. galeificação.é uma solução à base de borracha clorada. à base de acetato de polivinila (P. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador.

cheia e fechada. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. aumentando a coesão da superfície. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). Neste caso. em seguida.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. desbotar. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. As tintas devem ser laváveis.1. comuns no uso doméstico. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco.. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. sabão ou mofo. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento.3 . seca. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. eliminar o brilho de qualquer origem. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. 9. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). não sujeitos a grande variação térmica. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. A superfície de madeira. causando o descascamento.fungos e bactérias. Após a secagem. água sanitária. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. enxaguar a superfície. isenta de poeira. Além disso.. pintada pela primeira vez. Rebocos deficientes. a tinta armazenada na embalagem original. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. 213 . não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. Normalmente. tais como detergentes. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. o que os pode ser feito em laboratório. apresentam superfície poucas coesas.justamente aqui. usando lixa de grana adequada. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. lixa-se novamente. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. com pouco cimento. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. bem como suas propriedades de proteção. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. na variação destes elementos. perder sua boa aparência. Assim. após um ano da data da fabricação. apresentar resistência à ação de agentes químicos. provavelmente a pintura descascará. gordura. etc.

Após a secagem. para que a 214 . com a finalidade de facilitar a limpeza. podendo haver significativas variações. etc. No caso de envernizamento da madeira. mas sim selador para madeira. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). com diluição de até 10% de água. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. de alto poder de penetração. No acabamento texturado em corredores.4 . Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. lixa-se e se aplica o verniz. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã).1. etc. duas demãos de esmalte sintético brilhante. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. 9. utilizando lixa ou escova de aço.Na repintura sobre madeira. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. uma demão de látex textura acrílica. calcinado. finalmente. Quando se pretende um acabamento texturizado. lixar a superfície. ou acrílica). látex em mau estado. descascando. . deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. Na repintura. com diluição de 20 a 30% de água. com diluição de 20 a 30% de água. impedindo o aparecimento de ferrugem. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. aumentando o brilho da superfície.banheiros. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. uma demão de liqui-brilho. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. bem diluída (com até 100% de água). com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. uma demão de látex textura acrílica. A repintura sobre superfícies críticas. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. finalmente. No acabamento liso interno. escadarias. isto é. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%.V. fazer os reparos. No acabamento liso de áreas molháveis . duas demãos de esmalte sintético brilhante.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) . No entanto. convenientemente diluído. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. ou caiação. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. cozinhas. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão.A. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. No externo processe-se da mesma forma. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície.

recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. com diluição de 20 a 30% de água. prejudicando a pintura interna. Se isto ocorrer. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. Em seguida. ou acrílica .com diluição de 20 a 30% de água. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. com diluição de 30 a 40% de água. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. Deve-se observar. Para obter um acabamento texturizado. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. não apresentando falhas. fissuras ou orifícios. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. (usar rolo de espuma). esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. Para a pintura da face interna. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. com diluição de 20 a 30% de água. o que facilita a aplicação da pintura. Preferencialmente. lixa-se levemente para quebrar o brilho.V. poderá haver trincamento na textura acrílica. deve-se aplicar uma demão de silicone. recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. ou acrílica). Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. aplicam-se duas demãos de tintas látex . duas demãos de tinta látex acrílica. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. som diluição de 20 a 30% de água. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone.. Se forem profundas. Em seguida. Quando se deseja pintar o concreto aparente. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. de acordo com as instruções do fabricante. o que aumentará a impermeabilização da superfície.superfície não se torne brilhante.P. o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. sobre a massa de assentamento (frisos). recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água.A. entretanto. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. Na face externa das telhas de fibrocimento. Além disso. Neste caso. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la.V. Para maior resistência e durabilidade. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. fissuradas ou orifícios. 215 . os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. uma demão de látex textura acrílica. a umidade penetrará. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. pois não havendo impermeabilização na face externa. Caso isto ocorra. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. esta primeira demão deve ser feita com pincel. Se isto ocorrer.A. sem alterar o aspecto. diluído com até 100% de diluente. conforme orientação do fabricante.

sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. Para se prevenir este inconveniente. é suficiente aguardar a secagem total da parede. porém. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. Para a correção. causando a mancha. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. Nas superfícies de ferro. acetinado ou fosco. acetinado ou fosco. Observa-se. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. 216 . se houver apenas eflorescência. que se torna pulverulento. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura.5 . deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. Aqui é tratado apenas. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. aplicar a tinta. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. desagregamento e saponificação. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda.1. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. A prevenção. podendo envolver também o substrato. antes de pintar o reboco. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. Lixar levemente entre as demãos. Primeiro é necessário eliminar a umidade. 9. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. antes de iniciar a pintura. onde se deposita. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. o que demora cerca de 30 dias. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. A causa é a umidade. isto é. neste caso. depois de preparadas adequadamente. com até 5%.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. sem desagregamento. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. preparar a superfície e depois. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. cura insuficiente e alcalinidade. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. Também deve-se lixar levemente entre as demãos.

deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. antes da aplicação do reboco. escovar e lixar toda a superfície. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. Como é difícil remover este tipo de tinta. estreitas. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. raspando-se em seguida. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. acarretando os defeitos já mencionados. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco.V. previamente. Em seguida. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. Aplica-se 217 . A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. na presença de um certo grau de umidade. é necessário que ele esteja seco e curado. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. As trincas e fissuras. na primeira pintura sobre o reboco. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. sempre pegajosa. Torna-se oportuno esclarecer que. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. não haverá manchas. repintar. em certos casos. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. de grande resistência à alcalinidade. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. recomenda-se aplicar. E. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. neste caso. com água.aguardar a secagem e a cura. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar.A. Esta alcalinidade. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). A superfície apresenta-se. uma demão de fundo à base de solvente. e repintar. No segundo caso. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). sem prévia preparação da superfície. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. constituindo camada pulverulenta. em seguida. raspando e lixando. de grande resistência à alcalinidade. A prevenção. pela utilização do cimento e cal. sem esfregar. repintar. de grande resistência à alcalinidade. Após estas providências. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. no primeiro caso. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas.

então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. Isto acontece quando. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. após o lixamento da massa. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. como se fosse tinta. A primeira precaução é evitar tais madeiras. Isto feito.V. para corrigir imperfeições de madeira. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. Aguardar a secagem total e repintar.A.V. isto é. para este fim. bolhas e descascamentos. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. A correção. Cabe aqui observar que a massa corrida P. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. Em seguida repintar. O certo é o emprego de massa a óleo. Estes casos são raros e de difícil solução. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. sobre massa corrida. má aderência e trincas. antes da repintura. Em seguida. Os mesmos problemas. manchas. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente.A. bem diluída. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. A correção. 218 . repinta-se. Não se deve utilizar massa corrida P. sendo aplicada com rolo. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. quando desejável.A. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina).V. Em seguida. No segundo caso. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". não é indicada para superfícies externas. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. provocando a sua dilatação. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. Este procedimento. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. no primeiro caso. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. em todos os casos. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. com água em abundância. principalmente em portas. quebra-se o brilho lixando suavemente. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. A correção é feita com a remoção total da pintura. seja pela correção da superfície ou para "pintura". corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. Em seguida.

correção das imperfeições com massa a óleo. .preparação inadequada da base.aplicação inadequada da pintura. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta.produto inadequado ao fim a que destina. etc. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência.podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. neste caso. . umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos. sais. que provoca esforços originando os citados problemas. degradando o pigmento e veículo da pintura. . em seguida. que podem surgir sob e película ou sobre ela.a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas.Defeitos observados. partículas em . intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . .pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. lixamento e eliminação de pó para.. empol amento.1 . aplicação Alteração no aspecto . A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película.podem ocorrer pela preparação inadequada da base. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO . . repintar. descasc amento Perda de sais álcalis aderência. descasc amento.A correção. água. é feita com a eliminação da massa corrida. . .a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. empol amento. aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído.as condições ambientais. Tabela 9.

desde que seja obedecida a variações de temperatura. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas. não provoque na mesma enrugamentos. etc. somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca.1. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada. de modo tal que o contato com a película.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 .vidros. descoloramentos. empregando-se removedor adequado.9. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme.. etc. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água. com o transporte de partículas em suspensão no ar.7 .MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura.1. De preferência.6 . anteriormente aplicada. pisos.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura .. sem escorrimentos. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes. falhas ou imperfeições. alvenarias e concretos aparentes.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. Cada demão de tinta subseqüente.1 . 9. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior.

.A. etc. Proporcionam grande rendimento.• de metais: • parede: Figura 9. sem muito esforço físico.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9. em alvenaria. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies. Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso.rolos de lã: para aplicação de látex. ou acrílico. os rolos são utilizados como segue: .2 .V..3 .rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte. P.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa. São mais usados para pinturas em paredes. verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna. São mais comumente usados para trabalhos artesanais. Mais comumente. . madeira ou metal. As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada. 221 .

Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado.Antes de pintar uma superfície.1.RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3.1.Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.V.V. g. b . primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte).9 .Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.A.8 . f .Não utilizar produtos látex (P. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes. 9.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9.A.. d .RENDIMENTOS Tabela 9.Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo. 222 .6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .2 . certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.Não aplicar massa corrida P. em superfícies externas. c .V. Látex Acrílico Massa corrida P.A.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar. e .V.

cálcio. frascos.. óxido de ferro-verde. etc..3 . O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C..4 . O vidro é composto por: sílica. aparelhos eletrônicos. óxido.800 a 10. Tabela 9. O vidro não é poroso nem absorvente. soda. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 . Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9.. Figura 9.4). etc. nitrato de sódio. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. magnésio. suporta pressões de 5. além do aspecto estético.2 . possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. arsênico. portas. automobilística. alumina.. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza.800 kg por cm². O vidro colorido.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. vidros curvos: usados na ind. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas. corantes (óxido de cobalto-azul.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa. vidro plano: janelas.9. cloreto de sódio. vidros finos: lâmpada. é ótimo isolador..

A segurança reside no fato de.81 m 2.2 m 1. seguindo de um rápido resfriamento. de aparência e de composição química. como cortes. que o transforma num material extremamente forte. além de conferir-lhe as características de segurança.4 .).1 m Saco de areia de 500g 0.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum. Podem ser feitas opacações leves e desenhos.Cargas nos vidros Tabela 9.5 . furos e recortes. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica. .VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C.1 .2. o vidro temperado.43 m 224 . A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio. não permite novos processamentos. com menor risco de acidentes graves. conservando as características de transmissão luminosa. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes. IMPORTANTE: Depois de acabado.53 m 3. rompendo-se.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material.9.00 m Bolas de aço de 900g 0. resistente aos choques mecânicos e térmicos.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6.

6 .Figura 9.Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700.5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.00 kgf/cm² Peso específico: 2. enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 . Figura 9.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.7 . DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.5 .

Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 . furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.incolor 0.8 e 10 mm verde 6. 10mm = 1/10 Figura 9. a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento.8 e 10 mm bronzes 6. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .tolerâncias dimensionais: Em todos os casos.8 e 10 mm 226 .8 ..8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6.

lavando bem a seguir. sem sinais de contaminação e deterioração. sem condições de secagem. usar solução de fosfato trissódico com água. Remoção de algas. 4. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. 1. 6. lavando bem a seguir. 9. 2. 16. Cada película deve ser contínua. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. 7. nem em presença de ventos fortes. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. 15. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. 227 . Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. Caso insuficiente. 17. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. 14. nem condensação de vapor no substrato.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. 5. Em substratos muito porosos. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. Não pintar com chuva. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. 12. Remoção de sujeiras efetuada com água. 18. 13. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. 10. 3. 11. 8. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas.

a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria.mau proporcionamento das argamassas. g. b. c. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos.má aplicação de revestimento.o reboco endurecido empola progressivamente. atuando sobre a argamassa de revestimento. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. d. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada.há formação de manchas de umidade. deslocando da argamassa de revestimento.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. tais como: a. em placas compactas ou por desagregação completa. 228 .a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. e.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas. com desenvolvimento de bolor. f. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a. deslocando do emboço. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. b.fatores externos ao revestimento. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético. c. d. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. • Especificar corretamente os reparos.

Dos efeitos observáveis. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas.ANÁLISE DAS CAUSAS 10.sulfatos e óxidos de ferro hidratados.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada.1. a areia natural essencialmente quartzosa. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que.1 . Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. De modo a contornar o problema.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS . tem como causa a presença de torrões argilosos. Outra alternativa é a de 229 . exceção feita à de chapisco. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. concreções ferruginosas e matéria orgânica. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. mas sim. No centro da vesícula. respectivamente . em idades. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10. mica.10. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos. pirita.1) Figura 10. a retração aumenta com o teor de finos. A desagregação do revestimento. por sua vez. Mas. A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. por sua vez. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas .de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. é proporcional ao teor de finos.1 . como agregado.Vesícula formada no reboco. maiores. material pulverulento escuro.

durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. de hidratação da cal virgem. ela se dá simultaneamente à carbonação.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. o carbonato. A etapa intermediária. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. Se utilizada logo após a fabricação. Comparativamente. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. dá-se por uma reação contínua. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. mais propriamente na camada de reboco.2 . observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. 230 . pode continuar após o ensacamento. na forma de grãos grossos. o aumento de volume causa danos ao revestimento. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10.2) Figura 10. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. com efeitos diferentes. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. Existindo óxido de cálcio livre.

Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão.Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa. 10. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. aquecedores. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. como já visto. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. 231 . A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. areia. procedentes tanto do agregado como do aglomerante.3 . iniciando-se na parte inferior da alvenaria. tubulação de água quente). mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. Assim sendo. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia. Em camadas pouco espessas como as de reboco. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. em massa superior a 1:3. cuja função é regularizar a superfície da base. por exemplo).2 .1. 10.

uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas.A Figura 10. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. o qual impede a penetração da nata do aglomerante.4 .Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. como as de emboço. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. bem como da homogeneidade dessas propriedades. 10. A Figura 10. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais. uma 232 . ou da qualidade dos materiais empregados. quando aplicada como revestimento em uma única camada. construída de saibro e cal. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base. é aplicada a utilização de cimento e cal. pode apresentar problema de aderência. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. 10.1. Cita-se. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. Assim.3 .3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação. como exemplo.

a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. Este fato. deslocando-se.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante.4 . se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. agravado por em traço rico de cimento. Se a pintura for aplicada prematuramente. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície.5). No reboco. preparo. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base.1. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. com configuração de mapa. 10. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. Por carbonatação. 233 . aplicação e manutenção". forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. na camada superior.

com pulverulência (Figura 10.1. 10.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces.6 . A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento. lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade.Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente.7). A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas.6).Figura 10. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível.Efeitos da umidade sobre o reboco. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10.5 . 10. 234 .5 .

8b. As causas podem ser as seguintes: .Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade.9). No caso de tintas impermeáveis.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. 10.7 . Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10. . A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria. comprometendo a aderência entre ambas. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco. 235 .8a. Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta.Figura 10. 10.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa.

1. solicitando um reparo constante.Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10. a tendência do usuário é executar pequenos reparos. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa.6. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.8a e 10. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação. sem a preocupação com a causa. 10. às vezes por um largo tempo. Em conseqüência. é necessária a 236 .(a) Figura 10. Nestes casos. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido.Aspecto do revestimento interno. o fenômeno alastra-se progressivamente.9 . REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente. Por isso mesmo.8b .

Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia . Revestimento em desagregação.branca Vesículas . .Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .preta . como segue nas Tabelas 10.identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada. Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras. Tabela 10.1 .Identificação das causas. Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura.2.Presença de concreções ferruginosas na areia .vermelho acastanhado . extensão do dano e solução.Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão . apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .1 e 10.

A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga . quebrando com dificuldade.eliminação da base hidrófuga . do óxido de magnésio da cal. resultantes de causas tais como recalques de fundação. dilatações térmicas diferenciadas. Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica .A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade .Traço em aglomerantes .Traço excessivamente rico em cal .Argamassa aplicada em camada muito espessa .Tabela 10. extensão do dano e solução.O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento.2 . com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: . desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas.A superfície da base é muito lisa .Identificação das causas.Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida. movimentação de estrutura. etc. Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado .Argamassa muito rica .Ausência de carbonatação da cal . mas quebradiça. Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base .aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada.apicoamento da base . 238 .Excesso de finos no agregado .

gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica. quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço. variações higrotérmicas e de temperatura. Verificar com cuidado. mãode-obra etc. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas.1 . devido a acomodação da construção. • Trincas. Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. juntas de dessolidarização). As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas. • Mão-de-obra não qualificada. 10.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. 2004). 2004). • Utilização do cimento colante vencido. • Deterioração das juntas. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. estrutura etc. características um pouco resiliente dos rejuntes. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base. • Assentamento sobre superfície contaminada.2. 239 . • Ausência de detalhes construtivos (vergas. ou na fase de execução.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto. 10.10. ou da argamassa colante.2 – Trincas.2.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . quando são escolhidos os materiais. • Execução do revestimento sobre base recém executada. contravergas. • Gretamento e fissuras. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. • Eflorescências.).) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. ou se observa o estufamento da camada de acabamento.

3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. com aberturas superiores a 1 mm. reagindo com a água. que por sua vez. resulta em uma base medianamente solúvel. O cimento comum. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. 10. que causam a separação das placas em partes. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas.2. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. ocasionando o contato com o ar. resultanto em carbonato de cálcio. denominada hidróxido de cálcio. contém anidro carbônico. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 . dá-se a reação entre essas duas substâncias. o que elimina os ais solúveis). Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. Ela aparece devido a um processo químico. Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. enxaguando muito bem a superfície após seu uso. sal insolúvel de coloração branca. 10.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. 2004). com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas.2. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações.

2004). Formulação inadequada da tinta As tabelas 10.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. 10. Umidade excessiva no substrato. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes.3 – PINTURAS . As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). 241 . Envelhecimento do material de preenchimento. por ser de origem orgânica. Diluição excessiva da tinta na aplicação. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. A própria película da pintura.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas. do preenchimento das juntas. podem envelhecer e perder a cor.3 e 10. podem causar fissuras. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade.• • Perda de estanqueidade. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. preenchimento com materiais a base de cimento. As juntas rígidas. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). que.

eflorescência. Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. -escamação da Película.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. -paredes próximas ao chão com piso frio.quando a tinta não for diluída corretamente. . . que por evaporação e capilaridade. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. depositamse na interfase do filme com o substrato. que absorve o veículo. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação.aplicação sobre substrato muito poroso. -má aderência da tinta.começa o estufamento da superfície. devido a diluição incorreta.Tabela 10. óleo.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta.não hidratação correta da cal.umidade na superfície.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. B) aplicação em substrato instável: Causas: . -aplicação da tinta sobre superfície úmida. 2007).aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. etc. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). poeira. . -por excesso de cal na preparação do reboco. como as tintas a óleo ou alquídicas. 242 . a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. . desmoldantes. porosidade e umidade. C) aplicação sobre base úmida. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. -perda de aderência da película. -superfície calcinada. majorado pela alta temperatura e umidade. com perda de aderência. . semelhante ao sal. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação .aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. . -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. -verificar a existência de umidade no substrato. aparecendo um pó bem fino. -conforme se lava o piso. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. sobre substrato úmido e alcalino. . que não tenha sido preparada adequadamente. graxa. mas em contato com água. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. partículas soltas. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. não devem usar massa corrida PVA.

fungos e algas). B) Problemas com a natureza do substrato Causas: . Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. . -em caso de umidade.por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado.a tinta com filme ainda não curado.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas. quando a tinta foi diluída excessivamente. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. . junto com a película de tinta.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. . -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. -incompatibilidade das várias camadads. . aparecendo assim marcas do rolo.4 . -fungos: área interna e externa. . pode ocorrer. quando a tinta não está totalmente curada. . faz com que aflorem materiais solúveis. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. usados na formulação das tintas. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. cinza. da parte interna da parede para a externa. -em cores escuras. C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . que molha somente pontos isolados da parede.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. 243 .aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. apresentando bolhas e vesículas. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. Perda de brilho e de cor. 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. marrom. enrugando o filme. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. na cor preta. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. verde e outras. cor verde. sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo.Tabela 10. causando manchas. -algas: áreas externas. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. verde azulada e vermelho-castanho. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. durante a secagem do reboco.

1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. consumo de cimento e resistência. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. em relação aos materiais inertes disponíveis. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. a cada tipo de concreto. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. método construtivo. trabalhabilidade. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade.11 . Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. perda ao fogo etc. • Especificar corretamente a cura e a desforma. de resistência à compressão.1): 244 . No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1 .. pois concretos mais fortes tem também. 11. pega. estrutura. em geral. devido sempre a problemas referentes a custos. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. funcionalidade das estruturas em concreto armado. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. ou mesmo. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. tecnicamente e economicamente. cimentos. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. estabilidade.1.

subterrâneas . portanto. O cimento. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. Empregado em obras civis em geral. c) CPII-F-Com adição de fíler. esgotos e efluentes industriais. Seu uso. O cimento Portland branco se difere por coloração. além de baixo calor de hidratação. 32 e 40. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. com as mesmas características. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural.Tabela 11. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. onde o volume é grande. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. Caso contrário. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. suficiente. marítimas e industriais. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. Esse Hidratação. Empregado em geral. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. O cimento Portland composto é modificado. apresenta resistência mecânica superior. 245 . Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. b) CPI-S. obras submersas. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. a proteção oferecida e em geral. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. mais durável. adição recomendado para construção em geral. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. obras em ambientes agressivos. com 5% de material pozolânico em massa. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. além de ser resistente a sulfatos. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. similares aos demais tipos de cimento. Para uso geral. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. Para aplicações gerais Adicionado com escória. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas.

2º .2). O empedramento às vezes é superficial. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. o cimento deste saco pode ser utilizado. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade.Local para guarda de materiais 246 . constata-se mesmo. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. de ambientes úmidos e em segundo. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. lastros etc. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. isto é.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. Caso contrário. preservá-lo. Figura 11. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. Para armazenar cimento é preciso. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. hidrata-o pouco a pouco. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. caso em que pode atingir 15 sacos. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. calçada. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º .1 . tanto quanto possível. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. freqüentemente.1). reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. em primeiro lugar. por ele absorvida.

etc. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. presença de impurezas ou materiais deletéricos. álcali-carbonato). necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. sem reabastecimento. 11. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. siltes. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. em casos específicos (uso de material pozolânicos. além de provocar uma redução de finos. 247 . haverá uma redução na resistência mecânica. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. carvão. verificar a procedência. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. consequentemente. o qual será desnecessário. tipos e classes diferentes. • absorsão do material No entanto. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima.1. álcali-silicato. no caso de obras de pequeno porte. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. daqueles inicialmente escolhidos. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. Neste caso. provocando exudação do mesmo. análise petrográfica e mineralógica. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. Se recebermos. e também. a quantidade. resitência à abrasão. por exemplo).Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. pois torna-se antieconômico.

Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis.4 . 11. 248 . Se. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita. pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. Deveremos fazer uma inclinação no solo. para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados.1.2 . Portanto. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura.2) ou em pilhas separadas. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões. Figura 11. além de manchas e eflorescências superficiais.Baias de madeira para separar os agregados 11. Estando a areia com elevada saturação. principalmente nas areias e pedriscos. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. dentro de certos limites. impedindo o contato com o concreto. o problema é de ordem estrutural. No segundo caso de diminuição de seção. em função de meio ambiente existente na região da obra. o mesmo não ocorre com o concreto armado. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. pode não trazer conseqüências danosas. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. No primeiro caso.50m. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. para o concreto simples. diminuindo-se o gradiente de umidade.1.3 . o uso de águas contendo impurezas.

.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência.RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas.limpeza manual com saco de estopa úmido.Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente). 249 . para sua utilização na estrutura deverão ser removidas. .(avaliar a eficiência periodicamente). Meios mediamente agressivos: . a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas.Receber as armaduras já montadas. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada.Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas. .Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11.Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11. Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: .3) de 20 cm de espessura.Cobrir com lonas plásticas. . . Meios pouco agressivos: . apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita.Armazenar o menor tempo possível. em pequenas quantidades. .jateamento de areia.4) de 30 cm de espessura.: As barras que foram pintadas com camadas de cimento. ou altamente poluídas): . .limpeza manual com escova de aço. Obs. .

3 . 250 . fabricados por laminação a quente. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica. fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha. As barras são produtos de diâmetro nominal 5.2). O comprimento normal das barras é de 11 m.0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10. com tolerância de mais ou menos 9%.Figura 11. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm². • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido.0 ou inferior.Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado. Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto. o CA 60 em fio. E sua unidade é em milímetros (Tabela 11.

• comprimento e sua tolerância.163 0. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.145 0.9 804.853 4.0 22.8 20.4 7.1 29.3 17.935 6.302 0.906 0.8 19.320 0.3 50.6 Perímetro (mm) 7.8 31.578 1.558 0.2 32.084 0.3 70.0 9.067 0. em toneladas.273 9. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.0 12.072 0.418 0.4 39.5 18.1 22. feixe dobrado.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.253 0.238 0.5 125.371 0.5 6.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.5 10.4 11.089 0.1 11.084 5.865 10.0 5.8 28.1 78.5 100.4 3.2 1256.5 17.805 2.036 0.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.692 9.0 40. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.269 0.245 0.175 0.622 3.259 0.222 0.3 31.580 0.198 0.0 6.466 2.154 0.193 0.2 4.673 2.163 3. para todos os tipos de obras.115 0. • embalagem (feixe.075 0.1 490. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.313 6.169 0.0 8.5 16. rolo) 11.0 25.984 3. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.614 2.0 10.523 0.Tabela 11.484 1.102 0. 251 . • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.9 16.021 1.9 13.8 4.5 10. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.268 0.434 0.1 314.2 14.094 0.209 0.034 0.0 6. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.963 1.9 78. fazendo um serviço empírico. estudadas e projetadas. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.5 122.0 32.230 0.6 5.137 0.589 0.2 380.5 50. • quantidade.123 0.3 13.220 0.654 0.8 69.0 25.187 0.284 0.3 8.0 20.4 3.0 5.7 201.617 0.355 0.318 2.395 0.109 0.235 0.3 62.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.5 9.6 23.6 19.130 0.038 0.2 38.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.

eventuais atrasos. e ter a resistência necessária. tendo como principal componente a madeira. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras. existem os chamados indiretos. estamos considerando os custos diretos. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas.0 cm ( 1"x 10 "). e similares. papelão etc. • investimento inicial.1 . as fôrmas devem ser limpas.Nessa análise. armação e concreto).0 cm. • textura requerida da superfície do concreto. • equipamentos para transporte. 2. 2.0 cm ( 1" x 8" ).5 x 10. 2.0 cm ( 1" x 12 "). o cedrilho.00 cm. isso pode danificar os painéis. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura. • custo dos componentes e mão-de-obra. timburi. • cronograma da obra. 2.5 x 30.5 x 25. b) Antes de concretar.5 x 5. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. etc. o item forma é geralmente. • cargas atuantes.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. desdobradas em sarrafos. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e. 11. dos quais os mais comuns são os de 2.0 cm. alumínio plástico. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto. 2. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. b) Devem ser praticamente estanques. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. em relação as fôrmas. Na concretagem devemos tomar algumas precauções.5 x 15. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem. que podem alcançar níveis representativos.0 cm. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2. Portanto.5 x 7. o caminho crítico. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar. 252 . a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º. ou podemos utilizar também o aço. No ciclo de execução da estrutura (forma. • tipo de estrutura a ser moldada. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação.5 x 20.2.

têm dimensões de 2.00m. 12. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade. 5.0 x 8. para utilização em estruturas de concreto armado aparente.0cm e 6. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. 10. além dos escoramentos tubulares metálicos.0 x 16.Devem ter as seguintes qualidades: .0mm. e nos vãos intermediários dos escoramentos. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável . a x b . coladas por cola "branca" PVA. Devem. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm.Não ser excessivamente dura .0. ou cola fenólica. Nas emendas. As chapas têm acabamento resinado. para evitar recalques. para utilização em estruturas de concreto armado revestida. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs.0. as vigas 6.0 x 7. 8. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas.0 x 12.0 cm. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno.0 cm. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum.3) 253 . e acabamento plastificado. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais. Nos pontaletes com mais de 3.10 m e espessura que variam de 6. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior.20 x 1. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem.0 cm. mais usadas para fôrma. nestes casos.0 cm. As chapas de madeira compensada. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos. deve com certeza serem colocados. de modo a permitir a colocação das contra flechas.0 x 6.(Tabela 11.

é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.46 2.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.0 X 47.24 3.0 X 61. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas.3 mm. Tabela 11.4).4 X 81. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.46 2.0 X 67. painéis.7 X 54.68 2.a = refere ao diâmetro.Fôrmas de chapas: .02 3.02 3.90 2.14 3. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.46 3.4 mm 18 = 3.80 3.9 X 61.68 2.4 X 61.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .9 X 74.80 3.4 X 40.53 3.4 X 54.4 X 33. 254 . vigas altas.3 . sendo cortados após a desforma. Alguns tensores podem ser perdidos.7 X 40.9 X 88.4 X 67.02 3.50 2. suportando a pressão do concreto fresco.2.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.0 X 54. roscas e porcas ou acessórios especiais. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.4 X 47.Fôrmas de tábuas: .7 X 47.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .24 3.0 X 11.24 3.

etc. lima.tensores espaguetes Figura 11.5). serrote. protegidos do sol e da chuva. como o martelo.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez.5 .4 . As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11. e ainda é de 255 . Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro. Figura 11. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos.Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos.

11. geralmente feitas de sarrafos ou caibros. 4 . 3 .FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas.CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas. pilares.Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 .PAINÉIS: Superfícies planas.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares. etc.PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas. Figura 11. 12 . os travessões são suprimidos. Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga. pilares. no caso de utilizar tábuas.PÉS. 6 . 10 .Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11.TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. paredes. 9 .2 .2.MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares. Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ). Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos.TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias). geralmente feitas de sarrafos ou caibros. colunas e vigas. formadas por tábuas ou chapas. 8 .FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. 7 . dos painéis de vigas.grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11.6 . 5 .GUIAS: Peças de suporte dos travessões. 256 .DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes. 2 .6). paredes. Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas.

17 . e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11. 257 .TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem. trabalhando a compressão. Consiste na ligação das fôrmas entre si.ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento. temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11. 18 .3 .13 .CUNHAS: Peças prismáticas.Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas.CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas.CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas.7 e 11. Quando os pilares forem concretados antes das vigas. 11. 14 . Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos).TALAS: Peças idênticas aos chapuzez. 15 .8).7 e 11.CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos. para garantir o prumo. geralmente usadas aos pares.8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases. ou como apoio extremo das escoras. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura. 16 .2..francesas): Peças inclinadas. geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento. fundações e vigas. 20 . lajes etc. 19 .. destinadas a limpeza.JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas.ESCORAS (mãos .Detalhes de utilização: a) . Em pilares altos. 21 .

as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm.7 . responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras". para concretagem em etapas nos pilares altos. Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . Na parte inferior dos pilares.8 .Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco. a cada 2. 9 10 1 2 21 Figura 11. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto.1 9 21 10 2 Figura 11. bem como deixar janelas intermediárias.8).0m (Figura 11.

0 ou 10.9 .5 x 7.10).0 cm Figura 11.10 .Tipos de reforços em gravatas 259 .5 x 7. que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11. ou ainda com espaguetes.0 ou 10 cm . de 2.Tipo 2 = dois sarrafos de 2.5 x 7.Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2. tensores.0 ou 10 cm .Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: . (1) (2) (3) Figura 11.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.Tipo 1 = sarrafo simples.

00 a 1. que não são travadas pelos painéis de laje. Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas.para as gravatas : 0.para caibros horizontais das lajes : 0.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1. escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto. E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: .11).20m .50.50 m . para evitar a abertura da forma (Figura 11.11) ou contra o piso ou terreno. é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11.Detalhe de uma fôrma de viga 260 . Devemos certificar se as formas têm as amarrações.00m lajes Nas formas laterais das vigas.11 . 0.80m . Sarrafo de pressão Figura 11.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata. mãos-francesas e sarrafos de pressão.60 a 0. principalmente nas vigas altas. não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10). espaguetes ou tensores .

12 .Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão. 1969) Figura 11.Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11.13 .Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .

15b .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .14 .15a .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.

Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 .16).17). Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais.Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem.Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . Figura 11.16 .Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11. Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras.Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto. fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11. . Pode ser utilizada mata-juntas.11.17 . o que não é muito eficiente. Figura 11. para evitar que as juntas se abram.4 .2.

Escoramento de madeira tipo "H" 264 .18). Figura 11.6kN/m².Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual. O peso próprio dessas formas variam de 0. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11.5 . ou seja. e as lajes formadas por escoras. longarinas e transversinas de madeira (Figura 11.18 . sendo sua aplicação feita manualmente. São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga.11.4 a 0.2. e somente se necessário.19). b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².

13kN/m2. 11.00 kN/m2.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização. por exemplo. por uma estrutura de alumínio e compensado. compostos por painéis leves constituídos. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0. barragens.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. 265 . Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0. paredes e núcleos de edificações.2. consistindo como bastante leves.Figura 11. de grua ou guindaste. reservatórios.6 a 1.19 . São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte.6 . forrando o painel. geralmente.

11.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma.7 . sem grua.2.Fôrma trepante 266 . Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema.8 . Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço. 11. Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura.8 kN/m2.4 a 0. paredes. após a desforma. As principais aplicações desses sistemas são os muros. galerias e principalmente lajes.20 . todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos. Figura 11.2. para que. As mesas voadoras pesam em média de 0. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho.

1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. 11. com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas.Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1. tesoura. revestimentos de poços. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas). São de pequena altura. poços de elevador e escadas. de capacidade. Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto. sobre a bancada.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas.3 .2 ton. o processo exige concretagem contínua. silos verticais. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma.2.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11. núcleos de prédios. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11.21). e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. antes de ser dobrada. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações. 267 .9 . máquina ou policorte de bancada (Figura 11. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados. grandes pilares.3.20).11.

Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos. Caso as barras continuem quebrando. chegando a romper por tração (Figura 11.Diâmetros dos pinos de dobramento .4 .(Ganchos. a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote. para as quais. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. Figura 11.22).5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 . que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais.3.3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12.2 .5 para os estribos. Tabela 11.11.

Diâmetros dos pinos de dobramento .5 . Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples. É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem.3. Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11. volta-seca. laçada e flor (Figura 11.23 – Pontos de amarração usuais 269 .Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11. dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural.23).3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18.Tabela 11.

Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento. . Para que isso ocorra. .24). Figura 11.4 . Para evitar esse problema. não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras).movimentação das barras durante a concretagem.3. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11.24 .Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . recomendamos como principal a fiscalização das ferragens. é quanto ao seu posicionamento. devendo nestes casos consultar o projetista. tais como: . deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem. as causas podem ser diversas.descuidos na locação dos pilares. pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta.11.falta de amarração adequada. Caso as recomendações citadas não forem obedecidas. etc.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera.

Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. Líquidos que possam lixiviar o cimento. podendo deixar as armaduras expostas.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco.1994) Fck (Mpa) CA-50A . não devem. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado. o que deve ser respeitado. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. salvo recomendações do calculista. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. quando presente em solução produz.As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11. levando a expansão e desagregação do concreto. poderia ser utilizada como lastro.26. e principalmente os blocos de estacas. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio. A pedra britada.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11. serem apoiadas diretamente sobre o solo.5 . suas armaduras. a ação dos sulfatos. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames. 271 .6). Tabela 11. sapatas.25 e 11.6 . Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos.3.

Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial.3.3.26 . em várias .Lastro de britas sob os blocos de estacas 11.barras.Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11.Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem.25 . As emendas com luvas são excelentes. Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003).7 . é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 .Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista. se necessário. 11.6 . as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.Figura 11. mas nunca em mais barras do que a metade. Quando não houver indicações.

pois a mistura das diversas massadas. 273 . caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11.27). a forma da espremedura deve permanecer. é conveniente observar a consistência da massa. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura.1 . com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas.28). pouco a pouco.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto.4 .29). que é prejudicial.Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. não fica com a mesma homogeneidade. misturando os três materiais (Figura 11. a fim de facilitar o lançamento do concreto. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água. Depois de bem misturados. durabilidade e qualidade. a superfície deve ficar úmida. 11. de madeira ou cimento. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá.27).barras. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. 11. limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. com o objetivo de garantir sua homogeneidade.4. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. sem perder água. Se espremido com a mão um punhado de massa. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. ou com latas de 18 litros. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso.

medidas de areia e pedra do item 11. parte da água. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.Adição das britas Figura 11.2 .Colocação da água 11.4.27 .Figura 11.4.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.1.28 . e em seguida do agregado graúdo. pois a betoneira ficará limpa. em primeiro lugar.30): • É boa a prática de colocação.Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.29 . 274 .

coloca-se o agregado miúdo. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento. pois havendo água e pedra. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento.7).7 . Finalmente. em metros (Tabela 11.30 . Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador.Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados. Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal.• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. Tabela 11.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. não deixando sair o graúdo em primeiro lugar. que faz um tamponamento nos materiais já colocados.Sequência da mistura em betoneira 275 .

Tabela 11. Máx. Máx. Máx. OBS: .3 . a) .OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 .Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. pois é ele que controla o lançamento dos materiais. até atingir a consistência adequada.8 Tabela 11.8 . 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr.4.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. 11. . pois isso diminui a resistência do concreto. • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test).Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. deixe misturar no mínimo por 3 min. Se o concreto ficar mole. coloque mais cimento e água. na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. Depois de colocados os materiais. o que devemos saber é programar e receber o concreto. Min. Min. adicione a areia e a pedra aos poucos.Nunca adicione somente água. Se ficar seco.

• não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. bem como o intervalo de entrega entre caminhões. aditivo se utilizado Se tudo estiver correto. a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada.4. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto.5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros.4 . deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck). só nos resta verificar . b) . O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11.A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue.Recebimento: antes de descarregar.31). Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada. • • • 277 . • 11. • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto.

31 . Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos".Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. 278 . fazer a remoção e limpeza da sua base. evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". a 2.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. antes da concretagem. • e alguns cuidados nos pilares. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. facilitando assim a saída das bolhas de ar. vigas. e não a "marteladas" como o usual. e contraventá-las. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo.Figura 11.32). Em casos de pilares altos. Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm.

par evitar. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento. 279 . As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. onde geralmente os esforços são menores. caso não haja possibilidade..33). são máximos. respectivamente. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez.32 . a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. contraventadas a cada 50 cm. através de gavatas. mãos-francesas etc.engastalho Figura 11. fazer as emendas à 45º (Figura 11. Verificar a estanqueidade das fôrmas. no momento de vibração. Caso contrário.Nas vigas Deverá ser feito formas. pois os momentos negativos e positivos.Cachimbo para facilitar a concretagem b) .

formando poças.33 .Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas ." (Figura 11. A superfície deve ser limpa. através de imã.34) 280 . c) . este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras. evitando que a mesma absorva água do concreto.Figura 11. isenta de partículas soltas. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço. transmitida pela armadura. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem.Nas Lajes Após a armação. com a utilização dos chamados "Caranguejos. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto.após a interrupção.

Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes. (Figura 11.Figura 11.35 .34 .35) Figura 11.Detalhe das guias de nivelamento 281 .

lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento.9 .38). para movimentação de pessoal no transporte de concreto. repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003. independentes da armadura (Figura 11.9) Tabela 11. Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. mas também pelos benefícios adicionais.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas.Recomendamos ainda que as passarelas.36).37 e 11. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha. Na execução. como por exemplo.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade. em geral à face externa do estribo. 11. Figura 11. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado. Industrial) (Industrial. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras. a resistência ao fogo.36 .Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural. (Tabela 11. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas.5 .4.

Pastilhas plásticas 283 . com o auxílio de formas de madeira. (para fazer gelo). residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura.38) ou de argamassa (Figura 11. banheiros. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11. áreas de serviço de apartamentos.38 . • e = recobrimento Figura 11.OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas. • cordões de argamassa.37 . aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra.. cozinha. isopor (caixa de ovos). que além de mais econômicas.. dormitórios.Pastilhas de argamassa Figura 11. metálica etc.37).

serragem. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto. conforme mostra a Tabela 11. uma temperatura favorável ao concreto.11. somente serão desenvolvidas totalmente. evitando a evaporação da água da mistura. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. molhagem. A resistência potencial. .Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais.10: Tabela 11. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias. como mantas de algodão ou juta.70 10 10 10 5 5 284 . 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura.tipo de cimento.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório. etc. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas. se a cura for realizada adequadamente.35 2 2 2 2 2 0.6 . palha. OBS. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: . areia. garantindo ainda.65 7 7 7 5 5 0. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade. terra. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento.10 .4. bem como a durabilidade do concreto.55 3 3 5 3 3 0.

também. além de atender ao exposto acima. Além disso. vento e umidade relativa do ar. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. que pode ser definida pela relação. 285 . a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. que podem provocar fissuras e até trincas. 11. Ironicamente.7 . Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. de alguma forma.Há. pelo menos nas peças espessas. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. geometria das peças. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. área de exposição/volume da peça. temperatura. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. Em certas condições. como pilares e vigas. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. para evitar tensões internas não previstas no concreto. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. uma vez que. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos).4. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos.

com concreto forte. quantidades e dimensões das barras. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor). limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem.9 . • preenchimento do vazio. nas obras. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. Estanqueidade.11.8 . • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento.Método mais comum de consertos de falhas 11.Consertos de falhas Devemos proibir. 286 . b) Armadura • Bitolas.Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada.4. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado. Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto.O que devemos verificar antes da concretagem .4. que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto.39 . • • Figura 11. Limpeza e aplicação de desmoldante. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento. que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto. Tratamento da superfície de contato.

• • • • Posicionamento. Cobrimento das armaduras (pastilhas.0m. início e intervalos das cargas. A cura deve ser contínua. paredes com vigas ou lajes). iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. Fixação. vibradores de superfície (réguas vibratórias). limitar o transporte a 60m. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. etc. guindaste.. lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. jericas. lançar o mais próximo da sua posição final. autobomba com lança. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. guincho. 287 . Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. preparar rampas e caminhos de acesso. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. Programar o tempo previsto para o lançamento. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. Iniciar o adensamento logo após o lançamento. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. esteira. caçamba). Providenciar ferramentas diversas (enxada. bomba estacionária. desempenadeiras. vibradores externos (vibradores de fôrma). adensamento e cura do concreto.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. caçamba). e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior.0cm da camada inferior. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. encontros de pilares. ponteiros. vibradores de imersão (agulha). pás. Especificar a forma de lançamento (convencional. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto.

Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. corte.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas. beirada das lajes. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. protetor auricular. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. Para evitar quedas de materiais e objetos. escorregões ocasionados pela desforma. com guarda-corpos de madeira. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. danificadas ou improvisadas. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. óculos de segurança contra impactos. avental. luva e mangote de raspa. poços. - - - 288 . dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. calçado. metal ou telados.

Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. Carregada verticalmente. janelas. Acréscimo – É o aumento de uma construção. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . No uso corrente. indica locais como garagem. valas). Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. em geral no subsolo. onde se guardam os vinhos e azeites.12 . Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. 2 289 . Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. Adega – Também conhecida como cava. aplainar. também chamada de abrigo de carros. realizadas ao término da estrutura. Acesso – Passagem. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. Abraçadeira – Peça metálica que. Abóbada – Geométricamente. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. normalmente fixa peças. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. conduites etc. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. arqueada a uma superfície. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. tabuleiros de ponte. como tubos. Afagar – Nivelar. quer no sentido horizontal. vãos. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. alvenaria.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. linha ou outra referência. quer no vertical. que forma normalmente a cobertura de um recinto. desbastar saliência ou alisar madeiras. estrume ou fibra vegetal. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. A Abaular – Dar forma curva. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. A palavra provavelmente. escadas. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. pisos etc. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. curva. areia em pequena quantidade.

Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. misturada a um agregado. Alicerce – Fundação. engenheiro no seu trabalho. permitindo a absorção da tinta. peça com saliência superposta à superfície. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. Alçar – Levantar a parede. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. sótãos ou desvão de telhado. aglutinante) substância que. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. forma argamassas e concretos. sem aberturas para o exterior. Geralmente fica localizada na entrada da casa. 290 . Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. calor ou pressão. por onde passam os eixos de simetria da seção. com o sem adição de água. que principia na cumeeira e segue até a beirada. resultante da destilação de materiais (hulha.Afresco – Técnica de pintura. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. linhito. Z e L. I. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. Alcova – quarto pequeno de dormir. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. Aglomerado – Placa prensada. construir. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. Aglomerante – (ligante. Agrimensor – Topógrafo. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. juntamente com água e um ligante. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. turfa e madeira). As duas triangulares são chamadas de tacaniças. Aldrava – o mesmo de aldraba. T. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno.

antiderrapante. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. de cor branca sem matizes. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. Amarração – Modo de assentar tijolos. quebra-luzes. Angico – Madeira muito dura. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. bloco. acima do porão. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. por meio de registro escrito. para proteger. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. insolúvel na água. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. e na composição do fibrocimento. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. rés do chão. 291 . Alvenaria – Conjunto de pedras. Anteparo – Qualquer objeto. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. loja ou sobre loja. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. Andaime – Plataformas elevadas do piso. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. de tijolos ou blocos. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. rés do chão. enfeite fixado em paredes e muros. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. em sucessivas camadas. com argamassa ou não. muros e alicerces. que formam paredes. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. castanho clara. peça (biombos. embasamento. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. o gás ou a energia solar. loja ou sobre loja. Aplique – Ornamento. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. flexíveis e incombustíveis. É utilizado na construção de refratários. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações.

tendo em vista o conforto. complementado as moradias. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. e o sentido plástico da época. Arcada – Sucessão de arcos. se apóia em colunas.000º a 1. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. em forma de escada. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. pilares. obtido por aquecimento de 1. usada no assentamento ou revestimento. 292 . Argila expandida – Agregado artificial leve. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. escorar. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Possui a arte da composição. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. cada fila mais elevada que a outra. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. excluídas as paredes. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. Arquitrave – Viga de sustentação que. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. encostar.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. Rocha macia e de corte fácil. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. a realidade social. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Arrimar – Apoiar. calcário ou feldspato usado em pisos. em suas extremidades. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. Podendo ser elétrico ou a gás.

Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. blocos. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. que se funde pelo calor. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. com uma ou mais lâmpadas. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. e no qual os constituintes são os betumes. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. de cor entre preta e pardo-escura. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. disposto diante de portas e janelas. Balizador – Pequena haste cilíndrica. sustenta corrimãos e guarda-corpos. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. na altura de pisos elevados. 293 . esquadrias. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. alinhada lado a lado. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. É protegido com grades ou peitoril. Ateliê – Local de trabalho do artista. Auto de vistoria . Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. usada em iluminação de jardins. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. de cozimento ou de secagem de materiais. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. que se coloca na parte superior de portas e janelas. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. sem estrutura de sustentação aparente. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. pisos. pastilhas e outros acabamentos. Balcão – Elemento em balanço. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel.

presa ao guarnecimento do vão. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. aberto superiormente em toda sua extensão.5 a 3. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. que avança além da parede que a sustenta. Batente – Peça de madeira. onde os condutores são lançados. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. de grão fino e cor escura. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. classificados em peneiras. usada na pavimentação de estradas e na construção. pedra. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas. que permite fixar o piso de tábua. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. Bay window – Janela de três faces. erguida no campo ou nos arredores das cidades. metal ou cantaria. Fragmentos de pedra usados na construção civil. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. Basalto – Rocha muito dura. Pode ser estrutural ou não. chumbada com massa no contrapiso. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira.Bandeja – Conduto de instalação aparente.5 cm de espessura. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. Bangalô – Pequena casa alpendrada. plástico ou metal. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. 294 . Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. protegendo-a da ação das chuvas. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. abrindo vãos para ventilação. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. Tem função estrutural. Barrote – Peça de madeira.

Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. Também profissional que forma as pedras de calçamento. executada a trado. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. Caixa de escada – Espaço. retiradas de um bloco de rocha. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. com o martelo de calceteiro. implantado em anexo a área reservada a construção principal. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. Capitel – Parte superior de uma coluna. Podem ser simples ou ornamentados. que suporta pouco peso. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra.Broca – Estaca manual simples. como depósitos. execução. instalada após o sifão. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma.0m. estradas. ruas ec. que permite o acesso para limpeza e inspeção. sobre a qual se pregam as ripas. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. em sentido vertical. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. Capa – Demão de tinta. na canalização de esgoto da pia de cozinha. que aplica com broxa. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. destinado à escada. critérios. pigmentos ou outros. hidratados ou não. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. com ou sem adição de cola. A perfuração atinge no máximo 6. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. fiscalização e controle de serviços e obras. elétricas ou hidráulicas. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. Caiação – Pintura com cal diluída com água. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. Canafístula – Madeira dura. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. oficinas ou outros. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. 295 .

Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. 296 . Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. em forma de funil. Cerâmica – Objetos de argila. tais como tijolos. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. telhas e vasos. bem inclinadas. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. como um pergolado. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. em geral envidraçada. feita no telhado. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. para iluminar interiores de uma edificação. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. em forma de cavalete. polias e quadros de comando. que avançam sobre a fachada. feito com tábuas de madeira sobrepostas. de barras de aço. Clarabóia – Abertura. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. Carpete – Forração de pisos. rica em carbonato de cálcio. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. tipo do colonial americano. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. base de extração da cal. Chumbar – Fixar com argamassa. Chanfrar . Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. destinado aos motores. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. Tem formato cilíndrico-cônico. Os mais comuns são os têxteis. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. Cachimbo – Anteparo de madeira.Caramanchão – Armação. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias.

vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. em proporções prefixadas. Coifa – Cobertura feita de metal. areia e pedra britada. Concreto – Mistura de água. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. que se executa no fechamento superior de um edifício. 297 . Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. maior resistência e homogeneidade. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. porém. destinado a espetáculos públicos. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. sobre o frechal. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. cimento. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. que suga a fumaça dos fogões. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Ao longo da história da arquitetura. Apresenta. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável.

Craquelê – Rachaduras em esmaltes. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. horizontal e vertical. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. Elemento metálico.Corredor – É o saguão de que segue. duro e brilhante.). Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. usado para eliminar ondulações nas argamassas. rampas etc. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. de vigas na alvenaria estrutural etc. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. Curar – Secar madeiras. com o aproveitamento do sistema viário existente. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. cimentos etc. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. 298 . Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. Desgaste – Ver abrasão. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. de um lote edificável para fins urbanos. concretos. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. demolindo ou cortando acima desta cota. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. Ver abóbada. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. em duas ou mais áreas. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. Cuba – Recipiente das pias. Desdobro – É a divisão. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada.

Embasamento – Parte inferior de uma construção. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. denominada hidróxido de cálcio. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. Emboço – Primeira camada de argamassa. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. resulta em uma base medianamente solúvel. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos).Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. fios (conduítes). Desvão – espaço entre a telha e o forro. despensa. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. Tapumes. de pessoas ou mercadorias. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. principalmente a partir de uma variação térmica. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. Eflorescência . cerâmica ou vidro. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). Também conhecida como oitão. ou ar. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. tanto da superfície quanto de camadas profundas. construção. Tem como função uniformizar as superfícies. ou seja. Ela aparece devido a um processo químico. Drenagem – Retirada de água do solo. O cimento comum. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. sem profundidade ou perspectiva. biombos. Dilatação – Aumento de dimensão. 299 . Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. reagindo com a água. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. aposentos de empregados etc. Edificação – Obra. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. Ver junta de dilatação. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente.

Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. que se acumulam em demolições ou construções. resultando num efeito irregular e manchado. Engastado – Encaixado. Engastalho – Calço de madeira. podendo ou não ficar aparente na fachada. 300 .Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. de forma que fique coeso. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. que coordena serviços de grupos de operários. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. embutido. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. fixo no concreto. Espelhado – Superfície polida. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. ganhando aparência fosca. colocar o caixilho. Escovado – Metal polido com escovas. janelas) utilizado em uma obra. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. Enquadrar – Emoldurar. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. ou ambientes expostos a umidades. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas.

régua do boxe. fixando-as em sua devida posição. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. Também usada para fazerem forros e ornatos. sem causar divisão do sólido em partes separadas. friso. e quando necessário podem ser abertos. estruturas de madeira ou metálicas. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. janelas. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. Fissura – Abertura inferior a 1. chave ou tranqueta. cremonas. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. conferida pela impermeabilização. fechar. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. a mais freqüente é a fibra do amianto. geralmente de concreto armado. piscinas e calhas. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. empregado na fabricação de banheiras. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. puxadores etc.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. 301 .para ser trabalhada em estado granular solto. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. desde à ruptura. correr. puxador. Fibra de vidro – Material resistente. aço ou madeira. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. impermeável. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. Filete – Moldura estreita. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. protendido. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. quando são submetidas à compressão. Estanqueidade – Propriedade. de impedir a passagem de fluídos.) empregados em portas. que é cravada nos terrenos. Semelhantes ao canelado. pivotar etc. dobradiças.

promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. utilizando uma bigorna. drenantes. pivotar). Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. canalizações etc. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. Forro – Material que reveste o teto. Fôrma – Elemento de madeira. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. após aquecimento. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. Utilizados como muros de contenção. Duto subterrâneo para escoamento de águas. armados. Plantas rasteiras. ligando entre si dois logradouros. drenagem. serve para exposição de obras de arte. entre a base e o capitel. Galeria – Corredor largo que. Depois desse processo. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. que irão compor a estrutura da construção.correr. Recuo da construção no pavimento térreo. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. servindo de apoio à tesoura. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. que fazem o acabamento de um jardim. tornando a passagem coberta. sapatas etc. musgo ou grama. ocultar canalizações ou estruturas.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. além da circulação de pessoas. como hera. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. 302 .

uma encostada à outra. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. para dar segurança aos usuários. feldspato e mica. causado por uma variação brusca na velocidade da água. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. corrimões etc. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. com parede de meação. composta de quartzo. válvula. dura. como as rosáceas. Gleba – É uma porção de terra. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. minúsculas. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. janelas. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. para proteção de vigia. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. sacadas. com peso específico de 2. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. guardas etc.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. Grana – Conjunto de rochas diversas. 303 . Ver guindaste. geralmente dobrada. Granito – Rocha ígnea granular. batentes. que entra na composição do granilite.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve.50 a 2. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. sentinelas. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. etc. usada para revestir paredes e pisos. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. Grapa – Peça de ferro. de qualquer natureza. Granilite – Mistura do cimento. Gambiarra – Instalação provisória. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. Podendo ter um lado fechado por parede. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. torneira. pó de mármore e grana. geralmente fora das recomendações técnicas.

Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. acrescentado a argamassa. como as portas de correr etc. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. O mesmo que locação da obra. para compor coberturas. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. quase sempre temporário. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. Hidrófugo – Produto químico. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. rampas etc. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. 304 . nos grandes edifícios. escadas. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. Hotel – Prédio destinado a alojamento.

L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. colocado na parte superior de cubas. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. Também conjunto das instalações elétricas. em geral envidraçado. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. gás etc. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. Janela basculante . Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. cimento. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. linha ou fenda que separa dois elementos. com pouca espessura. além de permitir a visão externa. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. feita em uma só peça. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. hidráulicas. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. Jardim-de-inverno – Local. que evita o transbordamento do excesso de água. Ladrão – Tubo de escoamento.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. de cerâmica. banheiras ou reservatórios. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. do som e da umidade. Junta – Articulação. barro cozido. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. 305 . Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. mármore etc.

à pressão atmosférica.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. proveniente da infiltração de águas de chuva. propiciando ventilação. placas de mármore. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. Hoje são espaços amplos sem divisórias. Lambris – Revestimento interno de parede. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. Lance – Comprimento de um pano de parede. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. brocas e cupins. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Madeira de lei – Madeira dura. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. usados para moradia. Lavrar – Gravar. que significa depósito. Parte de uma escada que se limita por patamar. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. servindo também para puxar ou empurrar a porta. apoiada em vigas e pilares. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. muro etc. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. Listelo – Filete. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. que divide os pavimentos de uma construção. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. pelo cubo. cunhar. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. Geralmente situado à entrada da casa. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. Loft – Palavra inglesa. azulejo e outros aplicados à meia altura. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. 306 . Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. feito de tábuas. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa.

Meio-fio ou guia . cal. geralmente calcítico ou dolomitico. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. ela se projeta para além da parede da construção. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. adquirindo.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. Massa raspada – Mistura de areia.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. Massa fina – Mistura de areia fina. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. Massa grossa – Mistura de areia média. água e cal empregada para rebocar as paredes. formando desenhos. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. depois de aplicada. Ver batente. com cargas adicionais a si. água e cimento usado no emboço. Mástique – Material de consistência pastosa. o produto final. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. ou filme de polietileno de alta densidade. cal.. Maquete – Reprodução tridimensional. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. coberturas e contrapisos. dá acabamento liso a parede. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. cimento e corante. escada externa etc. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. 307 . pedras em obras de marcenaria. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. usada como divisória. diminuindo o vão livre. em miniatura. Não pode ser retocada e. de um projeto arquitetônico. é penteada com uma escova. plásticas ou elásticas. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. deixando-a pronta para receber a pintura.

Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. prateleiras etc. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. a fim de assegurar ventilação e sombra e. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. sacadas ou balcões. etc. 308 . da fundação ao acabamento. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. especificando o material que são necessários à obra. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. roupas etc. Muxarabiê – Balcão protegido. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. em toda a altura da janela. sobre-aterros. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. de se poder olhar para o exterior sem ser observado.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. empuxos de águas de infiltração. também. no caixilho divide as folhas. Mirante – Parte alta. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. do qual se quer uniformizar o emprego. Montante – Peça vertical que. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. por uma treliça de madeira. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. madeira ou concreto que sustenta beirais. acima do telhado da construção. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. Mísula – Peça de pedra. sobrecarga de construções.

Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. presentes em janelas. Parquete – Piso feito da composição de tacos. P Painel – Grande superfície decorada. Parapeito – Peitoril. terraços. verba disponível etc. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. feita de cerâmica. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. Pátina – Efeito oxidado. Pastilha – Pequena peça de revestimento. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. condições locais. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção.O Ofurô – Banheira arredondada. 309 . que dá aspecto antigo às superfícies. tanto no interior como no exterior da construção. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. Oxidação – Ferrugem. Passadiço – Corredor. necessidades de quem vai habitar. Pano – Extensão de parede ou muro. Proteção que atinge a altura do peito. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. geralmente construído de alvenaria. porcelana ou vidro. obtido a partir das sementes do linho. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. Apresenta composição de mosaicos. cerâmicas etc. feita de cedro. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. pastilhas. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. típica do Japão. sacadas etc.

Piche – Substância negra. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. Toda esta trama é. Pilarete – Pequeno pilar. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. posteriormente. destinados a suportar carga vertical. Pavimento – Andar. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. resinosa. caldas.Revestimento de base o qual se pode caminhar. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. por meio de suspensório (estribo). feito de pedra. píncaro. concreto. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. pegajosa. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. preenchida com barro. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. argamassas e concretos de cimento. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. Andar. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. metálicas ou têxteis. cume. 310 . Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. Pilastra – Pilar com quatro faces. alvenaria ou concreto. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. a linha. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. de pequena seção em relação à sua altura. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. Pavimento. para demarcações no terreno. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. tijolo. tiras plásticas. Pilar – Elemento estrutural vertical. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. Piso . Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. metálico e outros.

aplainar ou tirar irregularidades da madeira. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. Apoio. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. muros ou painéis. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer.Parte ou componente de uma edificação. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. Polir – Lustrar uma superfície. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. Ver sarilho. O mesmo que planalto. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. Pré-moldado . com baixa absorção de água. 311 . formatados por aquecimento. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. Porcelanato – Revestimento. de alta resistência. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. Prédio – Construção destinada à moradia. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. baixa porosidade. para depois ser montado na obra. utilizado com laminados plásticos colados. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. terraços ou varandas. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. depósito ou outro fim similar. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. inquebrável. fabricado previamente em instalações industriais. cuja cobertura é apoiada em colunas. fabricado e depois montado na própria obra. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. Policarbonato – Material sintético transparente. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Escora.

Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. colunas etc. como a nogueira. recebendo pintura diretamente.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. Rancho – Habitação rústica do campo. Quiosque – Pequena construção. Radier – Tipo de fundação direta. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Projeto – Plano geral de uma construção. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. elevação. 312 . Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. detalhamentos etc. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. uma laje de concreto armado. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. a imbuia e o pinho-de-riga. composta de chave geral e disjuntores. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. reunindo plantas. cortes. Prumada – Posição vertical da linha do prumo.

Ripa – Qualquer peça de madeira fina. e pequena quantidade de argila. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. 313 . Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. Pode ou não embutir iluminação. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. junto ao forro. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. A tábua reentrante é chamada de saia. estreita e comprida. auxiliar. evita a penetração das águas das chuvas. quando seca.5 e 2. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. de camisa ou blusa. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. Sarrafo – Tira de madeira. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. é usada para cobrir casas e quiosques. Podem ser isolada ou corrida. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo. junto ao piso.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. dos profissionais que trabalham nas obras. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. e a saliente. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. Sapé – Tipo de gramínea que. e no qual se enrola corda. no encontro de telhados e paredes. baldes etc. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. Servente – Ajudante. Rufo – Chapa metálica dobrada que. Muito comum em portas divisórias retráteis.5 cm. Como ficam isoladas.

Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. Soquete – Receptáculo. mantendo o mesmo nível. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. em relação ao terreno circundante. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. É um duto de alvenaria ou de concreto. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. que facilitam o acesso às tubulações. de madeira ou ouro material. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. muito usado em construção de vários pavimentos. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. com rosca interna. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. Shaft – Palavra inglesa. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. e nas portas externas. Ele tem geralmente portas ou tampas. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. onde se encaixa a lâmpada. não inferior a 2. que pode ser revestida ou não. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. Sóculo – É uma base de alvenaria. 314 . telefone etc. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. de onde são retiradas.50m. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. Arremate na mudança de acabamento de piso. que serve para passar as tubulações elétricas. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. formando um degrau na parte de fora. de água. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. como a manta asfáltica. Ver lanternim. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido.Seteira – Janela estreita e comprida. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. Silicone – Material usado na vedação. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo.

desviada angularmente em relação ao plano vertical. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. descarga e compactação. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. 315 . Telha-vã – Telhado sem forro. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. Teodolito – Instrumento ótico portátil. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. transporte. Tabuado – Porção de tábuas. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. formando a moldura que guarnece os telhados. As telhas e a estrutura ficam aparentes. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Terracota – Argila modelada e cozida. executadas para a construção de aterros e cortes. Terraço – Cobertura plana. por meio de colunas e pilares. carga. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. destinada ao seu assentamento. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. Galeria descoberta. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. pelo menos em parte. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo.

sem auxilio de apoios intermediários. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. deixando-a áspera. Tulha – Depósito de café e cereais. está sujeita aos esforços de tração. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. Tirante – Viga horizontal que. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. compondo os pisos. U Umbral – Parte superior das portas. formando um conjunto de barras interligadas. Treliça – Estrutura estaticamente definida. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. Tubo de queda – Tubo vertical que. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. Textura – Massa. fibra ou tecido. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. Barra de ferro. nas instalações de esgotos de prédios elevados. usada em telhados para vencer grandes vãos. Unifamiliar – Uma única família. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. graduada em uma ou ambas as faces. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. nas tesouras.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. 316 . constituída por articulações em múltipla triangulação. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. Trincha – Tipo de pincel achatado. crespa. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo.

espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. Varanda – Alpendre grande e profundo. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. vedar. Vedação – Ato de fechar. feita de aço. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. Veneziana – Tipo de esquadria. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). Viga – Peça estrutural. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. concreto etc.) para os pilares. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. cargas minerais e pigmentos. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. Vermiculita . Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo.É um mineral semelhante a mica. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. 317 . Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. Vergalhão – Barra de ferro comprida.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. tirando-as das esquadrias. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. que permite a ventilação permanente dos ambientes. madeira. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. apropriado para revestir pisos. plastificantes.

Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. de cor alaranjada. do solo etc. industriais ou mistas. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Zincado – Material que foi revestido de zinco. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. evita a ferrugem. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. comerciais. dos agregados. 318 .

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

o EPI danificado ou extraviado .Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI . em beiradas de laje. imediatamente.00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp.Observar as Normas de Segurança do Trabalho .Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho . quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . como limitador de espaço.EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar.Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ . o EPI adequado ao risco e em perfeito estado. quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar.Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina . Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. valas etc. Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg. quando executar trabalhos acima de 2.Fornecer aos empregados gratuitamente.Tornar obrigatório o uso do EPI . .Substituir. obrigatoriamente. Qualquer função deve utilizar.

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

cm cm cm²/m cm²/m 3.38 4.0 9.0 37.8 0.75 4.5 264.96 x 3.61 3.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.0 6.8 x 3.0 7.0 6.03 x 5.3 117.97 1.6 2.37 6.75 x 0.4 323.9 78.45m 4.0 285.0 x 8.35 x 3. .91 4.03 6.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.2 148.8 x 3.0 6.61 x 0.2 x 4. Trans.0 6.0 x 3.0 0.2 1. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.83 x 2.4 0.0 x 5.96 x 1.5 x 4.48 5.0 2.0 6.28 7.92 3.5 1.0 6.59 5.59 x 1.1 356.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.1 217.6 x 5.47 x 0.13 x 1.4 65.0 x 6.36 x 6.97 10.47 3.11 3.48 1.8 57.0 x 9.0 1.09 120 120 120 60 60 60 222.96 5.2 x 4.4 x 3.9 92.1 45.96 5.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .20 2.92 x 0.13 4.20m e 6.1 8.35 3.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.0 6.0 x 8.46 x 2.PESO COMPR.21 1.52 3.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .2 0. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.38 x 1.75 0.83 3.46 6.80 2.0 8.0 6.8 1.1 x 7. Longc Trans.

328 .

1.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0.2 tf/m³ 1.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .10 .85 1.25.bw(cm).50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij. um tij.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.6 tf/m³ 1.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0.60 0. 1.

0 Brita Nº 2 22. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.1 240.9 28.6 28.14 1.7 129.5 4 3.4 33.2 133.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.0 218.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.5 30.5 28.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.2 203.05 0.7 1 0.0 35.1 33.9 168.9 5 1.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.83 14.7 28.5 39.7 28.27 2.4 19.7 28.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.6 22.7 21.6 28.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.0 17.9 312.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.20 24.6 181. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.7 23.6 36.47 1.6 33.7 5 0.8 6 0.5 34.6 29.3 170.1 33.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.48 m 330 .7 28.5 1 6 6 6 5.2 145.5 5 0.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.7 9 0.9 23.6 22.4 4 0.54 1.6 8 0.41 1. Peq.4 19.4 28.5 27.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.5 32.84 1.9 23.6 22.37 1.9 28.4 33.27 97.4 28.7 23.04 1.6 22.5 187.4 9 0.0 33.0 33. de Concr.6 33.5 60.82 1. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.35 x 0.6 29.6 5 0.6 1 0.

331 .

TERÇAS E PONTALETES DET.TESOURAS. ESPIGÃO 332 .

(m) 01 (Pont.00 3. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.0 Viga 6 x 12 Quant.50 4. Compr. .50 520.Sarrafo para travamento na linha da cumeeira.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.50 4.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant.50 3. Compr.0 4.0 (m) 15.0 4.5 5.00 Sarrafo 2.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.) 07 01(Berço) 2.50 3.CAIBROS Obs.Ripas acrescentar 10% .00 3.0 4.5 x 10. . .) 03 (Pont. (m) 01 26 04 04 02 03 2. Compr. (m) 24 07 05 26 30 2.00 4.5 3.00 333 .

Sistema treliçado global . 4a edição. Copiare. G. Ed. Editora Pini. Rio de Janeiro.F. 1993 3 BORGES. São Paulo. São Paulo 1995 6 CARDÀO. São Paulo. Antonio. 2a edição. 15 SAMPAIO.Falcão.Caio. 2000 8 FALCONI. 2a edição. Fundações Teoria e prática. 6a edição. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. 334 . Pisos Indistriais de Concreto Armado. Editora Hemus.2 volumes. Curitiba/PR. 9a edição. 10 LIMA. 9 FUSCO. São Paulo.O. 1969 7 DIAS. Técnica de armar as estruturas de concreto. Edvaldo G..Boletim Técnico de Edifício. Editora Edgard Blucher. et al. 16 SANTOS.1992 4 BAUD. Editora Tecnoprint.et al. Celso. 1993 11 MELLO. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. São Paulo. F. J. 1974 14 RODRIGUES. Batista.P. Editora Pini. Manual de Construção. 5 volumes. P.R. Editora Calcitec. A. 1992 13 PIANCA. 3a edição. 1976 5 BAUER. 1998.B. Editora Pini. Tesouras de Telhados.C. J. São Paulo 1998. Porto Alegre. Estruturas. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.Vilela. desenhos de concreto armado. Manual do Construtor. Rio de Janeiro. 2 volumes. Prática das Pequenas Construções. Editora Edgard Blucher. 1o volume. Rio de Janeiro. C. Firme. Técnica da Construção.. L. A . P. Editora Glob. Materiais de Construção.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 1995. PCMAT. 1996 12 MOLITERNO. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. Editora Pini. C Arruda. F. 4a edição. São Paulo. Editora Globo. J. P. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas.

Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . 18 YAZIGI.17 TERZIAN.Fôrma e Ferragens. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas . Editora Pini. 1998.Associação dos Fabricantes de Lajes. Detalhaes de execução .IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua.Editora Pini Manual Técnico Blindex . Walid. A técnica de Edificar. Jornal da AFALA . Apostila 4oSimpatcon. Roberto.Construção Mercado e Téchne . São Paulo. 1978. Campinas/SP. 335 . P.

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