TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

3 Lote irregular com muita profundidade 1..10Posição da água quando não existe bolhas 1. 6 .10 Com cinta de amarração 3.7 Marcação sobre gabarito 2. 42 ... 41 ... 34 ... 32 .13 Sapata corrida sobre parede 3.14 Locação de estaca 2.....2 Aterro em terreno 2.9 Utilização do nível de bolha 1. 26 ... 39 ...... 42 ..8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3. 6 ..6 Clinômetro ou nível de Abney 1..Lote irregular com pouco fundo 1. 38 .9 Sem cinta de amarração 3.5 Exemplo de um perfil de subsolo 3.... 11 .. 27 . 22 . 5 .......9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2..15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3. 19 ..1 Esquema de sondagem 3... 20 .11 Processo da mangueira de nível 1.14 Sapata corrida sobre pilares .12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1. 23 .11 Traçado de curvas de pequeno raio 2..12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2. 25 .5 Cavalete 2. 10 .2..6 Processo dos cavaletes 2. 16 . 15 ...........LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1...10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2.2 Equipamento de sondagem a percussão 3.. 5 .........4 Planta de locação das sondagens 3. 24 ..... 12 ..... 41 .. 41 ...13 Projeto de locação de estacas 2.. 37 . 23 . 10 .4 Lote com setor curvo 1..7 Clinômetro inclinado 1..6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3..... 36 ... 7 .. 25 .... 35 ...11 Com cinta de amarração 3.1 Corte em terreno 2.13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2..7 Profundidade de uma estaca isolada 3..12 Sapata isolada retangular 3.. 28 .8 Processo da tábua corrida 2.......1 Lote regular 1. 8 . 32 .. 29 . 9 . 12 .5 Representação de curva de nível 1.8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1..3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3. 43 ...4 Aproveitamento das chapas compensadas 2... 8 . 21 ..3 Barracão para pequenas obras 2.

66 ... 80 ...30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3.25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4.13 Retirada do excesso de argamassa 4.34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4...28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4. 68 ...... 67 ..20 Tipos de trado 3.11 Colocação da argamassa de assentamento 4..... 74 ... 44 .. 73 .20 Canto em parede de espelho 4.9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4...15 Sapata corrida com viga 3. 49 ...2 Tijolo com furo cilíndrico 4..26 Tubulão a ar comprimido 3.. 59 .6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4.14 Ajuste corrente 4.17 Esforços nas estacas 3. 71 .. 76 .1 Tijolo comum 4.24 Corte do tijolo maciço 4... 59 .. 47 . 74 . 43 .. 45 . 73 ....18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3. 67 ..5 Tijolo de solo cimento comum 4.... 56 .10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4....29 Vão de alvenaria 4.24 Execução das estacas Franki 3.18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4.22 Exemplo de pilares em alvenaria 4.. 71 . 75 .....4 Tijolo laminado 4.28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3.. 70 . 54 .16 Ajuste inglês ou gótico 4.15 Ajuste francês 4.21 Perfuração das brocas 3. 76 .19 Bloco de coroamento 3.27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4. 78 . 57 . 73 . 52 .... 74 . 68 ..21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4.. 60 .31 Impermeabilização em locais com ventilação 3.3 Tijolo com furo prismático 4. 80 .. 78 .16 Radier 3..17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4...25 Seção típica de um tubulão 3....3.. 72 .. 75 ..33 Dreno horizontal cego 3... 67 ...... 48 ..7 Bloco de concreto 4.... 46 ... 64 . 77 .26 Detalhe de execução dos cantos 4.23 Empilhamento de tijolos maciços 4..8 Bloco canaleta 4... 50 ... 58 . 66 ...12 Assentamento do tijolo 4. 51 .32 Dreno horizontal 3... 79 . 53 ...22 Perfuratriz 3.30 Vergas sobre e sob os vãos ... 57 ... 70 ...23 Execução das estacas Strauss 3. 79 ........19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4.27 Alvenaria de embasamento 3.. 45 .29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3..

107 ..34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5. 87 . 81 . 104 ...1 Tipos de forros de madeira 5.33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1.47 Assentamento tradicional 4. 83 ..0 e 2... 104 ....42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente. 99 .19 Vigota protendida 5. 98 . 96 . 92 ... 97 .8 Apoio da laje comum passante em beirais 5.. 105 .. 92 ...24 detalhe do apoio das tábuas da passarela . 81 ..38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4... 88 ..7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5.36 Coxins de concreto 4.18 Manuseio da laje treliça 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5... 94 ..5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5. 82 ...13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5.0 e 1...14 Armadura adicional de tração 5.15 Armadura adicional de compressão 5. 98 .. 82 .21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5..12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5. 84 .31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1. 86 . 83 .2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5..35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1. 100 . 102 . 106 . 96 ..37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4.4. 89 ....45 Preparo da argamassa manualmente 4..48 Assentamento em cordão 4.... 100 .0m 4.5 e 2.. 85 . 91 .41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4.. 88 . 82 ..32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1.20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5. 81 ..0m 4..5m 4. 100 .0m e entre 1.46 Preparo da argamassa com betoneira 4..3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5... 86 . 101 .9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.49 Tipos de frizos 5 FORROS 5.43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4..16 reforço em laje treliça 5. 83 .10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5....23Detalhe da colocação da armadura negativa 5....44 Exemplo de fundação para muros 4... 96 .. 100 ... revestido e viga baldrame 4...40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4.. 89 .. 96 ..6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5.0 e 2.17 Exemplo de execução de nervuras 5. 90 .39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4..0m e entre 1. 95 .0m 4.11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5.0m 4..

135 .20 Detalhe da fixação por pregos menores 6.26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.17 Apoio dos pontaletes em berços 6. 121 .8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6. 141 .39 Divisão do telhado em áreas “a” 6. 108 . 138 .13 Detalhe da ligação entre a linha. 129 . 139 .24 Telha francesa ou marselha 6.2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6.47 Telhados com uma água .36 Detalhe de uma água furtada 6.21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6.28 Telha termoplan 6. 135 .7 Detalhe da galga 6.45 Desenho das linhas de um telhado 6. 124 .4 Esquema de contraventamento das tesouras 6. 118 .16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. 139 . 137 .26 Telha plan 6.11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 115 .42 Beiral em laje 6. 128 .44 Detalhe das platibandas 6.29 Telha germânica 6. 140 . 137 . 132 .34 Calha tipo platibanda 6.30 Inclinação e caimento de telhados retos 6. 121 . 129 . 128 . 123 .43 Beiral em telhas vã 6. 112 . 124 . 136 . 123 . 109 . 121 .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6. 119 . 130 .0m 6.38 Áreas de contribuição condutores 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.33 Calha tipo coxo 6. 127 .19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6. 133 . 120 .9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6. 119 . 140 . 126 .41 Calha tipo coxo 6.5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6.14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6.25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5.22 Fixação das ripas nos caibros 6. 115 .3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6. 121 . 131 . 120 . 118 . 125 .25 Telha paulista 6.23 Acabamento da cumeeira 6.31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8. 135 .5. 125 .40 Calha tipo platibanda 6.10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6. 141 .1 Esquema de estrutura de telhado 6. 134 .18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6. 116 .15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6. 137 .37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. 114 .35 Calha tipo moldura 6.32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.27 Telha romana e portuguesa 6. asna e pendural 6. 120 .

169 . 148 .11 Determinação do assentamento dos azulejos 8. 153 . 161 .11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7.8 Determinação dos tipos de juntas 8. 152 . 154 . 146 . 156 . 163 . 154 .5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8. 162 .13 Tacos de madeira . 147 .4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8. 150 . 173 . 160 . 157 . 148 .17 Janela tipo ideal 7.3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7. 175 .22 Janela veneziana 7.6. 162 .18 Janela de enrolar 7.7 Detalhe da fixação das guarnições 7. 184 . 154 . 161 . 145 .48 Telhados com duas águas 6.2 Vão livre ou vão de luz 7. 159 . 173 . 186 .149 .50 Telhados com quatro águas 6. 162 .19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7. 151 .3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8.20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7.4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7. 155 . 157 .9 Porta balcão 7.15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7. 143 .49 Telhados com três águas 6.28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7.12 Caixilho de correr 7. 142 .27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7. 185 .6 Determinação da execução das guias e do emboço 8. 172 . 146 .21 Caixilho maximo ar 7.10 Batentes das janelas 7. 159 .29 Representação dos caixilhos pivotante 7.9 Determinação da execução do rejuntamento 8. 167 . 155 .30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8.23 Caixilho de correr 7.12 Exemplo de divisão dos azulejos 8.7 Determinação da aplicação do reboco 8.5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7.1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8.25 Representação das portas em planta e vista 7. 142 .8 Tipo de fechaduras para as portas 7.6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7.13 Caixilho de abrir 7.186 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7.1 Componentes das portas de madeira 7.2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8. 174 . 183 . 153 .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7. 158 .10 Juntas superficiais dos azulejos 8. 192 .51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7.14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7. 142 .24 Venezianas de projeção 7.

194 .5 Cargas nos vidros 9. 255 . 250 .3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9.14 Parquete e tacão 8. 246 .4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9. 206 . 208 .15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8. 258 . 255 . 230 . 194 .1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9. 256 .6 Impacto nos vidros 9.20 Selante para junta de construção 8.6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 221 .7 Flambagem 9.2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9. 236 .10 Tipos de reforços em gravatas . 223 . 229 . 225 . 193 . 220 .8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 258 . 231 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8.21 Selante para junta serrada 8. 232 . 221 . 226 .7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10. 196 .9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11. 248 . 225 .5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10. 206 .5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11.2 Baia de madeira para separar os agregados 11.17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8. 234 .6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11. 259 .19 Junta de expansão tipo diamante 8.7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11.4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11. 234 .3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10.3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11.22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Local para guarda de material 11.1 Vesícula formada no reboco 10. 224 . 235 . 259 .8.9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 236 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10.4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10. 196 .8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10.16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11. 207 .

265 . 278 . 274 . 263 .11 Detalhe de uma fôrma de viga 11. 275 .29 Colocação da água 11.23 Pontos de amarração usuais 11.16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11. 263 . 268 . 281 . 261 . 264 .38 Pastilha plásticas 11.20 Fôrma trepante 11. 274 .22 Bancadas com pino de dobramento 11.28 Adição das britas 11.34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11.21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11. 280 .15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.11. 274 .39 Método mais comum de consertos de falha . 267 . 262 . 261 .19 Escoramento metálico 11. 272 .36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11.25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11. 283 . 279 . 272 .27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11.18 Escoramento de madeira tipo H 11.30 Sequência da mistura em betoneira 11. 269 .14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11. 260 .26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11. 282 .24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11. 270 .32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11.37 Pastilhas de argamassa 11.35 Detalhe das guias de nivelamento 11.12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11.13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11. 262 . 286 .15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.31 Aplicação do vibrador na vertical 11. 283 . 266 .33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11. 262 .17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11. 281 .

133 . 163 ...3 Desvios máximos de prumo... 132 .1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3.1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6.2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4.. 163 .1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.3 Vão máximo dos caibros (m) 6. 15 .. 143 . 18 ..4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6. 94 .2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5.1 Dimensões das portas 7. 20 ..3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4. 97 .2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4. 65 ... 2 . 112 .4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5.1 Traço do emboço para as diversas bases 8... 132 . 33 ..8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7... 179 .1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4. 171 . 68 . 164 .2 Vão máximo de terças (m) 6.... 35 . 91 . 89 .2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2.. 101 . 117 ..4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6.1 Altura total da laje (h) 5.2 Traço do reboco 8. 131 ... 97 .. nível e planeza . 176 .7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8..1 Relação de empolamentos 2....6 Ponto de cobertura 6.2 Dimensões das janelas 7.0m 6.5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6.LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1. 116 .3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3..3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8.

1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11. 269 .11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8. 191 .10 Consumo de argamassa colante 8.4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 187 .8. 182 .13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9. 271 . 237 . agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 284 . 276 . 268 .4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11. 181 . 199 .5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8. 182 .3 Classificação dos vidros 9.1 Defeitos observados.8 Consumo de rejunte por m 8.3 Patologia mais comuns das tintas 10.4 Resistência ao impacto 9. 199 .7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11.2 Identificação das causas. 245 .4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8.1 Identificação das causas. externas do dano e solução 10. 223 . 254 .9 junta superficial entre azulejos 8. 225 .198 .6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11. 184 . 275 . 238 .Estribos 11.2 Característica dos fios e barras 11. 282 .8 Limite de abatimento (slump-test) 11. 251 . 224 .9 Cobrimento das armaduras 11.5 Diâmetro dos pinos de dobramento .6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8. externas do dano e solução 10.2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9.12 Pedras naturais mais comuns 8. 243 . 219 . 181 .3 Dimensões dos pregos em “mm” 11.10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento . 222 .7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8. 242 .

industriais etc). Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. entidades. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. Levantamento topográfico. podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. Exame local do terreno. definir a planimetria e a altimetria de um terreno.1 .. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos. • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. que tem a função de orientar evitando esquecimentos. Não é possível seu preenchimento completo. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. 1.ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada. uma família etc. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. • Utilizando métodos simples. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. antes de iniciarmos o projeto. 1 . realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. para obter o maior número possível de dados. Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra.1 . municipalidade.1). • Analisar a topografia de um terreno.PROJETO . Com os dados levantados.

Res. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End.:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp.: _______________ nº casas Viz. Com.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.Tabela 1. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg. Com. da rua: ____________ Tipo de Pav.1 .:____________________________________________ e-mail____________________ End.

h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade. é quase impossível executar-se um bom projeto. 3 .IV Da Futura Construção Nº de Pav. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. f ) Ter facilidade de acesso. colhendo-se todas as informações necessárias.: ________ Área aprox. c) Ser seco. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. se o loteamento onde se situa o terreno.2 .Aprox.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. foi devidamente aprovado e está liberado para construção. e) Ser resistente para suportar bem a construção. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos.

confirmar a posição da linha N-S. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote.Roçar . Geralmente. i) Verificar se existe faixa non edificandi .(água. 4 .Carpir . podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr. em uma das divisas laterais ou fundo.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos. f) Verificar se existem benfeitorias.4. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. 1.d) Situação do lote dentro da quadra. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que. Todo material vegetal. Obs.Quando além da vegetação rasteira. 1. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes..: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz.1 .4 .( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio. que poderão ser cortadas com foice. bueiros.et al.Quando houver árvores de grande porte. posição de postes. bem como as dimensões dos lotes. h) Verificar se passa perto do lote. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras. interpretados e manipulados corretamente..LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis. esgoto.1 . devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. unicamente a enxada. e) Com bússola de mão. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada. 1. usando para tal. 1.3 .3. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1.LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. e na maioria das vezes.2 . necessitando desgalhar.3.3. 2001) 1.Destocar . Deve retratar a conformação da superfície do terreno. em declive. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. linha de alta tensão. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais.3 .MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno. houver árvores de pequeno porte. etc.

devemos medir as diagonais que deverão ser iguais. Para verificar se o lote está no esquadro. portando. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. Figura 1.2-Lote irregular com pouco fundo 5 .(Figura 1. Figura 1. bastando portanto medir os seus "quatro" lados. No entanto. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha. sem referência. e usar o valor médio. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. vamos mostrar em alguns desenhos.2).Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. casos mais complexos. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. são geralmente de pequena área possibilitando. piquetes etc). Os terrenos urbanos.1). esquina.1-Lote regular Obs.

Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda.c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso. E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1.4-Lote com setor curvo 6 . a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1.4).3). Figura 1. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central). Medir a corda e a flecha no local.3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva.

0 1. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis. as dimensões de um terreno ou área. de uma superfície (Figura 1.5 . as distâncias entre as curvas serão menores. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar. Caso seja necessário algo mais rigoroso.0 1.0 RN 0.5. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis. 7 . depressões.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.5. mas nada nos impede de tirarmos mais.0 RN 0. inclinações etc.0 1. Este levantamento não é muito preciso.1.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional.2.0 d2 Figura 1.3).0 2. 1. que geralmente utilizam terrenos pequenos. os ângulos.0 2.0 1. 1. caso necessário.1. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações.0 d1 2.0 2. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote.0 3.0 3.5.0 3. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. 3.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno.5) Podemos observar na Figura 1.et al. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.

Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1. ou de acordo com a inclinação do terreno.Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5. 1972) 8 .0m.0m. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1.0 em 5.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges.5.7.6 e 1. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5. 1972) Figura 1.

. Utilizando o método do nível de bolha. a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas.8). Com o auxílio do nível de bolha. nivelamos a régua (Figura 1. na 1ª baliza a uma altura de 1. Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B. 9 .Nível de bolha. Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil.9). . Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α. 1972) 1.50m (ponto A).Coloca-se o clinômetro (Figura 1.2) Nível de bolha Materiais : . Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m".8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges.trena.2 balizas.régua . O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente.5. Figura 1.

11). Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes.. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas.10 .Figura 1. A mangueira deve ter pequeno diâmetro.10 e 1. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda. azulejos etc.. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1. batentes.9 Utilização do nível de bolha 1. Figura 1. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos.5.Posição da água quando não existe bolhas 10 . parede espessa para evitar dobras e ser transparente. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados. que nos fornece o nível.

Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: . O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”.Trena Figura 1. podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas.11 . o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.2 balizas . Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno). Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 . que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”.Mangueira .Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição.

h2 = H'...12 . h2 = H'.a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h .... Figura 1.13 ..h' .. Figura 1..Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 .. Htot = h1 + h2 + hn .Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h .. Htot = h1 + h2 + hn .h' .

ANOTAÇÕES 1 . 2 .Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira.13).A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 . para não dar erro nas medições (Figura 1. 3 . e de pequeno diâmetro.A mangueira deve ser transparente. da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade.

A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. Antes de iniciarmos a construção de um edifício. • Demolições. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. • Canteiro de obras e a locação da obra. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. para facilitar a sua entrada e retirada). VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. quando existirem. 2.2 . Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. aterros. transporte. 1969). antes do início da obra.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. o registro das condições das construções vizinhas.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. • Analisar e executar um canteiro de obras. antes do início das obras. • Realizar as compensações de volume. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. como trincas. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. algumas atividades prévias. descarga. carga. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. devem ser realizadas. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. 14 . 2.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.

Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte.1 alguns empolamentos.: Quando não se conhece o tipo de solo. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2.1 . aterros.1 .Corte em terreno 15 . cortes. ou cortes + aterros: 2. Por exemplo.2. Localização do canteiro de obras. Seqüência da execução do edifício. seca Argila escavada. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. conforme o levantamento altimétrico.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno. Níveis das construções vizinhas.1). Tabela 2. Relacionamos na Tabela 2. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1.43 metros cúbicos no estado solto. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. Podemos executar. podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2.Cortes: No caso de cortes.1).1 . O empolamento é o aumento de volume de um material. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta.

acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. quando compactado (Figura 2. pedras ou entulhos.Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. Compreendem as terra em geral. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. como: ruptura do terreno. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água.Aterros e reaterros: No caso de aterros. 2006).2). não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. os soquetes manuais. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. sem vegetação nem entulhos. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. sem detritos. piçarra ou argila. reduzindo o volume de vazios. 16 . No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem.2. Quando o nível de compactação for baixo. isto é.2 . é possível utilizar pequenos equipamentos. ou os próprios equipamentos de escavação. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. como os compactadores mecânicos (sapos). hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2.2 . Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. incluindo eventual escarificação. Va = Ab . - 2. podendo fazê-lo maior. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros.

Áreas para areia. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra.deverão estar próximas ao ponto de utilização. deve ser feito um tapume.INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS . aço. É indicado para obras com grandes movimentos de terra.3). o tempo de obra e a distância de centros urbanos. se houver. etc. e deve-se registrar o número de viagens. Máquinas e equipamentos necessários. 2. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central. chapas compensadas (Figura 2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos.. Serviços a serem executados. que serão utilizados durante a execução dos serviços.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. 17 . Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. Empresas empreiteiras previstas. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material). c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). bem como distribuição de máquinas. para evitar que materiais caiam na rua.) e ferramentas. por empreitada global ou empreitada por viagem. madeiras. tijolos.. alojamento para operários. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios. refeitório e instalação sanitária. etc. Em zonas urbanas de movimento de pedestres. "encaixotamento" do prédio. Prazos a serem atendidos. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. com tábuas alternadas ou chapas compensadas.. Materiais a serem utilizados. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. tudo dependendo do vulto da obra. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra.3 . Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. pedras.2. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo..2. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. cal. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem.

deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. não existir rede elétrica. Tabela 2. aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. no local. b) . para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção.que seja o mais distante possível dos alicerces. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância. Caso. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7.0 trifásico Maquina de corte 2. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas. Não existindo água. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. nunca a menos de 15 metros dos mesmos. 18 .5 a 15 trifásico Betoneira 3. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. isto é. Antes do início da obra. Na Tabela 2.2 temos a potência de alguns equipamentos. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro.0 trifásico Bombas d’água 3. onde ficarão os quadros de força.0 trifásico Serra elétrica 2. Deve-se providenciar a ligação de energia.o local deve ser de pouco trânsito.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. ou seja.0 trifásico vibrador 3. quantas máquinas serão utilizadas e. c) . pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. com os seguintes cuidados: a) . ainda.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. no fundo da obra.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. Se no local existir rede mais é monofásico. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. 2006). sendo desfeitas após o término dos serviços. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros. Mas precisam ser feitas de forma correta. deve-se também fazer um pedido de estudo. como. para que sejam seguras.

3): Figura 2.2.3 . desmontável para utilizar em obras. 19 . como segue (Figura 2.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2. pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8. e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões.4).3.1 .Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas.

00m Pontaletes ou caibros de 3. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.3 .4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2.50m Chapas de compensado 6.3.0mm 0.0 10. Tabela 2.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.0m Sarrafo de 7.22 Viga 6x12 de 5.44 Telhas fibrocimento 4.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.50x1.3. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .0mm 0.5 0.Figura 2.50x2.5 03 0.0mm Telhas fibrocimento 4.

para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito). com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. o auxílio da topografia. evitar esse processo. régua. que nos garantam certa precisão.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes. nos casos de obras de pequeno porte. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão. os métodos simples.5). linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce. sendo conveniente. No entanto. sem o auxílio de aparelhos. em obras de grande área. Figura 2. previamente alinhados conforme o projeto. Em quaisquer dos casos.1 .4 . fio de prumo e trena). portanto. tropeços. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2. Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. etc.5 .LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. 2. poderão acumular erros. Devemos sempre que possível.6) 21 .Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes.2.4.

0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1. determinam os alinhamentos (Figura 2.0m e a 1. em nível e aproximadamente 1. Este processo é o ideal.Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm.5 x 10. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção. pontaletes de pinho de (7. 22 . Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm).5cm ou 7.Processo dos cavaletes . que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção.50m a 2.00m do piso (Figura 2.4. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta.2 . todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas.20m das paredes da futura construção.Figura 2.8).6 .5 x 7.determinação dos alinhamentos 2.7). Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames.

para auxiliar este processo. retiradas das plantas para o terreno. pode utilizar o processo dos cavaletes. 2.7 . é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros. devemos transferir as medidas. 23 .A Figura 2. possibilitando a conferência durante o andamento das obras.Marcação sobre gabarito Figura 2.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra.5 . No entanto. Não obstante.8 . seja qual for o método escolhido.Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo.

para pequenas obras.80 x 1. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes.4 e 5m (triângulo de Pitágoras). da construção. fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2. 2. determinando assim o esquadro. pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas. 24 .9 . É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno. Um método simples para isso.1 . Figura 2.60 x 0.10). consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente. cujos lados meçam 3 . saber locá-las com métodos simplificados.Traçado de ângulos retos e paralelas.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2.5.Quando a obra requer um grau de precisão.9). O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las. cabendo a nós.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0. que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto.

11. quando temos pequenos raios.Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão. Encontram-se assim. No caso de grandes curvas.Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. sucessivamente.12). a quarta parte deste último valor (Figura 2. com o auxílio de um arame ou linha.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2. Figura 2. podemos utilizar um método aproximado.Baud.2 .11 .Figura 2. chamado método das quatro partes. por aproximações sucessivas.10 . 1976) 25 . sobre a corda obtida com a flecha precedente. Consiste em aplicar.5. todos os pontos da curva circular (G.

12 . visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos.Baud. 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto. inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas.5. tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 . 2. caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes").13).Traçado de curva pelo método das quatro partes (G. fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2. 26 .Figura 2. com o auxílio do gabarito.3 .Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas.

Transfere-se esta interseção ao terreno.E D C B A 1 2 3 Figura 2.5 x 15. com dimensões 2.Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito.13 .5 x 2. através de um prumo de centro (Figura 2. No ponto marcado pelo prumo. crava-se uma estaca de madeira (piquete).14).0cm. 27 . geralmente de peroba.

por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros. para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2.4 . No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm.Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes". Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes. na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14. 28 .14 . 2.15).5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes.Figura 2.5.

E D C B A 1 2 3 Figura 2.Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .15 .

ou redes de esgoto.ANOTAÇÕES 1 . máquinas e materiais.Os taludes instáveis com mais de 1. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. 6 . • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . 2 .Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais.Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas. 6 . não deixando partes descobertas. facilita a conferência pelo engenheiro. canaletas ou eletro dutos. 3 .A marcação pelo eixo. blocos e estacas. 4 .A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores. sapatas. 5 .Na execução do gabarito. os valores são mais precisos se o número de seções for maior. 30 . 5 . As emendas devem ficar firmes e bem isoladas.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos.Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes. pilares.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas.Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. 2 .A locação da obra deve. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos. de preferência. devem estar protegidos por calhas de madeira. 3 . Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 . 4 . as tábuas devem ser pregadas em nível. 4 .As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. 2 . 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais.Os fios e cabos estendidos em locais de passagem.Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas. além de mais precisa. 3 . materiais e equipamentos. ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo. 5 – Verificar os afastamentos da obra.Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. elétrica ) e suas implicações. em relação às divisas do terreno.

o barateamento das fundações. 3. apenas 0. damos nestas anotações de aulas. • Analisar um perfil de sondagem. até a profundidade de interesse do projeto. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo. no subsolo. 31 . Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. .FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S.3 . Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização.Standart Penetration Test.1 .05 a 0. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam. As sondagens representam. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy.P. que consiste em abertura do furo. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. em média. 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. fazendo com isso.1 .T. 3.005% do custo total da obra. bem como a sua localização.1. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas.

e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração.1 .Abertura 100cm 45cm . em cada metro faz-se. utilizando um tripé.Ensaio 55cm . um martelo de 65 kg.2 .1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente.2) (Godoy.Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3. inicialmente.Equipamento de sondagem à percussão 32 .Ensaio Figura 3. uma haste e o amostrador.Desta forma. (Figura 3.Abertura 100cm 45cm . a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água. (Figura 3. 1971) 55cm .

1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .2 .1. dependendo do plano de construção. Conhecido como S.2). (Godoy. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas.P. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens.3 .18 Compacta 19 .T. no comportamento da fundação.200 m² até 2. 1971) Tabela 3.3.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo. Compacta 9 .41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 .Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo.400m² Nº.1 apresenta correlações empíricas.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.200 m² de 1. significativamente. O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão.1. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir. considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3.2 .19 Dura > 19 3.T. No caso de fundações para edifícios. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 . SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med. Podemos ainda.1 . A Tabela 3. Tabela 3.400 m² acima de 2.10 Rija 11 . caindo de uma altura de 75 cm. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1.S.P. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.200m² Será fixada a critério.

evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. durante a execução da sondagem. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. quatro índices elevados de resistência à penetração. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. ou No mínimo. A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. A Figura 3. próximos aos limites da área em estudo. 34 .• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. em material de boa qualidade.3 . pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. Em geral. Nos terrenos arenosos. permitem a interrupção do furo. de maneira a cobrir toda a área em estudo.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. Nos terrenos argilosos. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos.

4 .00 5.: profundidade mínima 8.60 S2 21.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento.4 4 S1 21.00 RN=100.5).60 (99. Caso necessário. Essa profundidade pode ser corrigida..00 RUA . 1971) 35 .42 (100.Obs. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso. A posição do nível d'água ..Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3.20 25.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem.00 1. da anterior.95) 7. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2.40 2. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.0m. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3. (Godoy.00 1. 3.40 2.00 CASA EXISTENTE Figura 3.1.13) 2.0m.também é indicada.4 .NA . nas respectivas cotas. em planta. CALÇADA 5. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3.

36 .5 . Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda.2 . proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas. técnica e economicamente. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas.Figura 3. O estudo é conduzido inicialmente. pode o engenheiro.Exemplo de um perfil de subsolo 3.ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens.

2. estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada. verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.1 .Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3. 3. Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 .E finalmente.6).6 .

Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. encontramos a área necessária da sapata (Snec). Dividindo a carga P pela σ s do solo.3 . são capazes de suportar as cargas. Figura 3. 38 . logo abaixo da estrutura.7). obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3. devemos utilizar estacas ou tubulões.Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área.0m. podemos adotar brocas. Em terrenos firmes a mais de 6. se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água. 3.12).0m. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar.7 .0 à 6. Fundações profundas. Com o auxílio da sondagem. S nec = P σs . Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3.

0 kg/cm² Regular = 2.Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. água etc. sempre em nível. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1. retangular ou triangular. 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte. apresentar deformação de flexão (Caputo. 3.5 kg/cm² A Distribuição das pressões. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível.Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 . sob atuação do carregamento.8). no máximo 50cm. podendo ser bi triangular.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: . As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das . abrigo de gás. É importante conhecer esse tipo de alicerce.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e . H.). (edícula sem laje.0 kg/cm² Fraca = 0.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga.P. pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos. barraco de obra.1 .3. o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3.8 . no terreno. • • Figura 3.

40 . Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". contudo ser utilizadas como vigas. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . utilizam-se tijolos em espelho. não podendo. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. podemos reaterrar as valas. • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado.feitos com um tijolo. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. Paredes de 1/2 tijolo .b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg. Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. • Assentamento dos tijolos é feito em nível. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. a fim de evitar o contato das paredes com o solo. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. Para economizar formas. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo.feitos com tijolo e meio.

Sem cinta de amarração (Borges.Com cinta de amarração (Borges.11 .g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.9 .Com cinta de amarração (Borges.10 . 1972) Parede de um tijolo Figura 3. 1972) 41 . 1972) Parede de meio tijolo Figura 3.

3. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição.Sapata isolada retangular 3. possuindo pequena altura em relação a sua base. As sapatas de concreto armado.Sapata corrida sob paredes 42 .15) PAREDE h L Figura 3.3 . As sapatas de concreto simples (sem armaduras).14. Também são denominadas de Blocos. devem ser usados estribos.12 . 3. 3. 3.0m.13. o que lhes confere boa rigidez. Figura 3.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado. podem ter formato piramidal ou cônico.Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3. possuem grande altura. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras.3. espaçados de mais ou menos 1.Obs.13 . que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).

Colocação das tubulações de água.15 . esgoto e elétrica. tem-se o que se denomina uma fundação em radier. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno. 43 .Sapata corrida com viga 3. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla).Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3. protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.PILAR h L Figura 3.4 . Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento.14 .3. Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.

4 . c) Compactação de terrenos. Os principais tipos de fundações profundas são: 3. Concretagem e cura. cilíndricas ou prismáticas.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo.1 .Pré-moldadas . Podem ser: .Estacas Estacas são peças alongadas. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. 3. Figura 3. encontra-se em camadas mais profundas do solo.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas). Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier.16 . bom para a fundação.Moldadas in loco 44 .4.• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas.

). A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala.18 b). A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. Figura 3. Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa.As estacas recebem esforços axiais de compressão. Figura 3. vigas etc. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais).18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 .18.17 . permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3. é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas.17. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento.a) Nas estacas pré-moldadas. (a) (b) Figura 3.

Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS ... H. 1973).4.P.19 – Bloco de coroamento 46 . Figura 3.3. excentricidade e outras solicitações (Caputo. Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais.19)..2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas. distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3.

Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm.4. Ao atingir a profundidade das brocas. Figura 3. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10").21). 3. (geralmente com 1.0 MPa conforme NBR 6122.Brocas São feitas a trado.0m a 4. pois o trabalho é exclusivamente manual.3. não utilizando nenhum equipamento mecânico.0m. sempre verificando se não houve fechamento do furo.20 . as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15.3 . Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. bem como falhas na concretagem. em solo sem água. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. no mínimo de 3.20. que veremos adiante. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado. utilizando pedra nº 2. Limite de comprimento: é da ordem de 6. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca.0m.Tipos de trado 47 . de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada.

também sofrem empuxos laterais. No entanto. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas.0m.armada ≅ 6 a 7t . que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. pois sua execução é manual.não armada ≅ 7 a 8t . A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: .Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos.não armada ≅ 4 a 5t . certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade. Quando em algumas brocas.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados.21 . em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático. além de trabalharem a compressão. sem nenhuma proteção. Forem tracionadas. 48 . encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural.Figura 3.

Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3.4. que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água. 49 . A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento.3.4.4 . O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações.22 – Perfuratriz (Hachich et al. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo. Em ambos os casos são empregados guinchos.22). (Falconi et al. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga. 1998) Figura 3. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3. conjunto de tração e haste de perfuração.5 . São executadas através de torres metálicas.

Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. Figura 3. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama.5 a 1. Após abertura inicial do furo com o soquete. Inicia-se a perfuração utilizando o soquete.23 . Alcançado o comprimento desejado da estaca.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 . soquete (pilão) e a sonda (balde). O procedimento acima se repete.4. guincho.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. até completar o nível proposto pelo projeto. 3.A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas. enche-se de concreto em trechos de 0. 1998). Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca.6 . exceto a formação do bulbo.

Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente.8 .7 .25) (Alonso et al. 1998). apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde. ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo.3.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3.4. Figura 3.24 . esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa. normalmente de seção circular revestido ou não.Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão. Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre. tendo no seu interior junto à ponta.4. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto. 51 .

= 70cm D ≅ de 3 a 3. No sistema Chicago a escavação é feita com pá. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. em etapas. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3. O princípio é manter. resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto.25 .0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido. Sendo a de aço perdida ou recuperada.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. pelo ar comprimido injetado.d .x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água.26). Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. 1973). tang60o sendo < 2. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. a água afastada do interior do interior do tubulão. 52 .5d H ≥ D . O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço.

Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado. possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame.9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm).Figura 3.26 .4. 53 .Tubulão a ar comprimido 3.

27 . . somam muitas vezes o custo inicial. quando anteriormente planejada. Podemos dividir os tipos de impermeabilização. de acordo com o ataque de água: . existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. a impermeabilização para esses tipos.Alvenaria de embasamento 3. sangue. A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. mais 54 .contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce. . O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. aquedutos. A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. Figura 3. etc.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. Os romanos empregavam clara de ovos. Atualmente. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas.contra a pressão hidrostática. para impermeabilizar saunas.contra a umidade do solo. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água.contra a infiltração. nas cidades históricas. As falhas corrigidas a posteriori. Já no Brasil.27). óleos.

Temos também. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura.-. etc. Tem sido bem aceito. local mais indicado para isso. no Brasil. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos. e com grande sucesso. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc. penetrando até a altura de 1.28). membrana de asfalto com elastômetros. Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces.utilizada há mais de 50 anos. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. .. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. 3..Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações.1. Se a estrutura fissurar. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem. O semi flexível: . No tijolo a água sobe por capilaridade. já há algum tempo. 55 . pois esse produto pode ser aplicado. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. um produto mineral que se aplica na estrutura. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: .5. E no caso de umidade do solo.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. Como podemos observar. em especial as de concreto. lençóis termoplásticos.50m nas paredes superiores. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. causando sérios transtornos. pela inclusão de um aditivo. a argamassa também o fará.

Tec 100 ou similar). Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. mas apenas alisada.29). Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3.1 lata de cimento (18 litros) . Devemos aplicar duas demãos e em cruz. para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: .28 . pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar). Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa.3 latas de areia (54 litros) . 56 . A camada impermeável não deve ser queimada. usando. Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. Viaplus 1000.Figura 3.Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida.1. geralmente. corrigindo os pontos fracos. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas. impermeável gorduroso (Vedacit ou similar).

2 .30 . devemos executar uma impermeabilização. 3.: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.Figura 3.30 e 3. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces.5. Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários.31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 . Figura 3.Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs. nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.29 . As figuras 3.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço.5x14x24 também é bem utilizado. por outro lado. 65 . também 9x19x19.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais. Exige menos mão-de-obra.3) com as seguintes características: • • • peso: 3.5 x 20 x 30 12. denominados tijolo furado (Figura 4. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior.5 a 2.1 .5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12. muitas vezes maior. menos argamassa de assentamento. devido à quebra do tijolo.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR . quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11.5 x 20 x 20 12.00Kg resistência do tijolo: de 1.5 x 20 x 25 12. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12. o corte para passagem de tubulação é difícil e.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.0 Mpa.Tabela 4. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço.

70kg resistência do tijolo ≅ 3.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.5 a 5.Figura 4.5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.2 .Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4. O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado. • • dimensões: 23x11x5.3 .4).0MPa • • 66 .

50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais).Tijolo de solo cimento comum Figura 4. 23x11x5cm ou 25x12.5 .1.5cm. cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente.Figura 4.Tijolo laminado 4.6). cimento Portland de 4 a 10%. e água.4 .5x6. • • • • dimensões: 20x10x4.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1. prensados mecanicamente ou manualmente.7MPa resistência à compressão média: 2. São assentados por argamassa mista de cimento.2 .0MPa Figura 4.Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .5) ou furados (Figura 4.Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .6 . Podem ser maciços (Figura 4.

Figura 4.7kg 13. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes.1.Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12.7kg 8.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13. Tabela 4. pedrisco.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares.6kg 15.4. areia. fabricadas com cimento.5un resistência do bloco: média 2.7.7kg .8). O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica.8 .5MPa Individual 2.8kg 6.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento. 4.50 kg 19 x 19 x 39 = 18. pó de pedra e água (Figura 4.3 .7 .2 . Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10.10 kg A Tabela 4. Figura 4.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm.

Devido à argila ser muito retrátil. 4. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. fixo ou desmontável. cal. com a mistura de cimento. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. técnicas e materiais utilizados. que funciona como um elemento aglutinador. isolamento térmico. um dia da execução da impermeabilização. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. com características argilosas. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. leve.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. desta forma.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. resistência ao fogo. 69 . b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. estruturado. secos ao sol. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. para a execução de paredes de vedação. gesso comum e sizal. resistência à compressão. se junta palha. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações.4. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. retiradas depois de completar a secagem.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada).9). É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. proporcionando ao material baixo peso específico. fiada por fiada. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas. no mínimo. É assentado com gesso cola. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. areia e água. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. Os cantos são levantados primeiro porque. Geralmente monolítico.

9 . os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.4.10 .Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.1 .Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .3.9) Figura 4. cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4. do prumo de pedreiro e da linha.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4.

Figura 4.12.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha. 4. Figura 4. verificando o nível e o prumo.11. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4. 1o – Colocada à linha. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior.11. 4.Podemos ver nos desenhos (Figura 4.Assentamento do tijolo 71 . conforme a Figura 4.11 .Colocação da argamassa de assentamento 2o .12 .12.13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria.

4. Podendo ser: 72 . Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2. Figura 4.15.3. 4.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas. Por este motivo.16). 4.5m acima da laje e assim sucessivamente.A sobra de argamassa é retirada com a colher. o segundo plano será na altura da laje. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1.5m aproximadamente.5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos. nota-se certa diferença de medidas.50m. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes.1.14.13 .13. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4. e o terceiro 1. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria. Quando as paredes atingirem a altura de 1. se for sobrado.a . No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários.3o . conforme Figura 4.

de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.a .14) Figura 4.Ajuste corrente (comum) b .16 .16).15 .15) Figura 4. é o sistema mais utilizado (Figura 4.Ajuste Inglês.Ajuste Francês c .Ajuste comum ou corrente.Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4. Figura 4.14 .Ajuste Inglês ou gótico 73 .

Nas Figuras 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .4. 4.17 .17.21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes. as paredes iniciam-se pêlos cantos.19.20 e 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.18 .18. pois como já visto.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.1. Figura 4.19 .Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente.b .3. 4. 4.

.Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.Canto em parede de espelho Figura 4.1.Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4.). Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.21 . muros etc.22) 75 .20 .c ..Figura 4.3.

3. resultando 240.d . São 15 camadas.1.Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos. após cada descarga do caminhão.Figura 4. também. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4. Figura 4. Como coroamento.Empilhamento do tijolo maciço 76 .23. perfazendo uma pilha de 250 tijolos. contendo cada 16 tijolos. Costuma-se.Exemplo de pilares de alvenaria 4. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas.22 . para não haver confusão com as pilhas anteriores. arrumam-se mais 10 tijolos.23 .

. A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6. nas espaletas e arremates do vão. Figura 4. os desenhos dos blocos.melhor acabamento e uniformidade. são necessários tijolos comuns.e . As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo.nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa. .1.peso menor . Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos. se estendem rapidamente em nossas obras.Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado.24 .Corte do tijolo maciço 4.24). . Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4. . Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados. economizandomão-de-obra.não permite cortes para dividi-los.menor tempo de assentamento e revestimento.3.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes.Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.4. O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços.2 . . .menor consumo de argamassa para assentamento. Vantagens: . Desvantagens: 77 . o que facilita no momento da execução.geralmente.3.

26 . Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto).Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4.26): Figura 4.25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento.Detalhe de execução dos cantos 78 .25 . Figura 4.Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração. A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4. a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo. Portanto.

28 .VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas.4.3 . Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta. Para que isso ocorra devemos 79 . os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes. No entanto.3. No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto. e o seu assentamento e feito em amarração. Figura 4. tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4.28).Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto.27). não oferecem grande resistência e portanto. pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4.4 .27 . só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4. Figura 4.Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia.

Quando trabalha sobre o vão. e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão. No caso de janelas sucessivas. 4.31. os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4.considerar o tipo de batente a ser utilizado.29).30 .32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 . devido aos batentes. Figura 4. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local.29 . Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4. tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4. executa-se uma só verga. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria.30). a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão. pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4.

00m. 4. As Figuras 4.00m e entre 1.33 .33.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.50m 81 .0 a 1.00m OBS: Caso o vão exceda a 2.Vãos até 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.0m Vãos de 1.0m Figura 4.31 .0 e 2.00m e 1.0m Figura 4.00m e 2. deve-se calcular uma viga armada.Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.00m Vãos entre 1.32 .34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.50m Figura 4.

50 até 2.00m e entre 1. Figura 4. executa-se coxins de concreto (Figura 4.5 .00m 4. Quando uma viga.Coxins de concreto 82 .Vãos acima de 1.0m Vãos de 1. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.36). de pequena carga.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.50m e 2.00m A Figura 4.00m Figura 4. proveniente principalmente das coberturas. descarrega sobre a alvenaria.36 .0m Figura 4.00m e 2.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.34 .0 a 2.35 .35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.

As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes.39 . utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga. Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4.39) Figura 4. nestes casos para lajes de pequenos vãos. As Figuras 4. 83 . quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos. devemos então calcular vigas.37 e 4.38 .38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente. (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5).50 a 3.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4.Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes).00m.37 . no máximo entre 2. Figura 4. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas).

c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável. Devem. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . lajes tipo cogumelo). Figura 4. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria.40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura.4. grandes pórticos. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes.40). o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. além do chapisco. pois falta aderência neste ponto. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. Devemos tomar alguns cuidados. Na parte superior da alvenaria deve ser executado. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados.

Se a escolha for à vista. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4.esforços de grande amplitude na alvenaria. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout".41) ou revestido (Figura 4. devemos deixar uma junta de dilatação de 1. de 10. para as alvenarias de vedação.7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39). provavelmente.41 . no máximo. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais. pórticos rígidos.Fechamento de divisas em bloco de concreto a . tijolo maciço ou tijolo furado. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras.0m executa-se um pilarete de 10 x 25. portanto a cada 2.41). o importante da fixação.0cm. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4.43). neste caso armado.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento. NOTA: Quanto ao tipo de ligação. No caso “c” panos pouco extensos.42). Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria. 4.1 . Se a escolha for para o revestimento. desde que a junta seja frágil. 4. e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. estar parcialmente engastado no alicerce. evitando que esta se manifeste no revestimento.7.00m. para podermos frisá-las.5 a 3. possibilitando a movimentação do painel.00 a 15. é tempo correto de sua execução. se manifestarão também no revestimento. ventos etc. devemos quase sempre revesti-los. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. formando assim os pilaretes (Figura 4. Obs. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta.À vista: Figura 4. Para o tijolo furado e o maciço.

Revestido: Figura 4.2 . revestido e viga baldrame 4.Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .b .42 .43 .7.Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .

um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4. impermeabilização Figura 4.44). 87 . Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2. através de argamassa e impermeabilizantes. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro.0m de distância uma das outras. As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm.0m de profundidade e a cada 2.44 . Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria.3 .7.Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro. devemos executar também.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. dependendo do terreno. uma proteção impermeável.5 ou 3. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras.4. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas. As brocas. Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria.

PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas.45 .Preparo da argamassa com betoneira 88 . etc. não "agarra" a colher do pedreiro.8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO . Ela pode ser mais ou menos trabalhável. sendo a sua função: .vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos.1 .3).Manualmente Figura 4.Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados.46 .46): a) . 4.Com betoneira Figura 4.8.45 e 4. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4. Podem ser preparadas (figuras 4..Preparo da argamassa manualmente b) . são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada.distribuir uniformemente as cargas . junto com os elementos de alvenaria.unir solidamente os elementos de alvenaria .. conforme o desejo de quem vai manuseá-la. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.4. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria. pois são fatores subjetivos que a definem.

Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.8.Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.Assentamento em cordão 89 .47): Figura 4.3 .Tabela 4. Figura 4.48).Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.2 . ideal para paredes em alvenaria aparente. melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.48 .47 .

Quando a alvenaria for utilizada aparente.49).Tipos de frisos Os frisos a. Figura 4. conferindo mais resistência além de um efeito estético. pode-se frisar a junta de argamassa. 90 . que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4.49 .b.c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água.

Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento. Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes.Equivalência das bitolas dos aços mm 5. pois. Tabela 4.As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração.0 12.Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios.5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: .4 . .0 6. . 91 .3 8. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4.ANOTAÇÕES 1 . A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado.0 10.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração. será necessário uma grande espessura de revestimento.4). gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado. do contrário. 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos. . estão colocadas em polegadas.Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas.

FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. muiracatiara. pinus. a estética. etc.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0. 5. jatobá. levando em consideração a acústica.50m. ipê. laje pré-fabricada. etc. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas. Existem vários tipos de forros. pvc. etc.2.3) Figura 5. gesso. 5.1 .Tipos de forros de madeira 91 . VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. laje maciça. Os forros mais comuns são: madeira. Dependendo do tipo de obra.50 a 0. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5. aglomerados de celulose. o acabamento. fica a cargo do projetista a sua escolha.5 . • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas. laje protendidas.(Figura 5.1 .

Laje comum (LC) .Protendidas (LP) 92 . oriundos da flexão.Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. onde.2 . A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural.LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas. Podemos ter segundo a NBR14859: .Laje treliça (LT) . além de resistir os esforços à compressão.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras. têm a função de solidarização dos elementos.3 . colocam-se elementos intermediários de cerâmica. Entre elas. feito no local. econômico. etc.em telhado Figura 5. e o revestimento de concreto. em geral. concreto ou outros materiais.2 .

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

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d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

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c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

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para reforços em aberturas do tipo domos.Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5. pergolados.Armadura adicional de tração Figura 5.14 .16 . e no seu transporte (Figura 5.15 .Figura 5.17).Exemplo de execução de nervuras 100 .Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.17 . etc (Figura 5.18) Figura 5.

Tabela 5.18 . Como conseqüência.4 .Vãos livres: Na Tabela 5. porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto.Vantagens: .Facilidade de montagem. . emboço e reboco. permitindo a utilização de pisos leves nas construções.Vãos máximos para a laje treliça f) . . permitindo menor consumo de argamassa. de aproximadamente 12kg por metro. . impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga. 101 .Facilidade de manuseio e transporte.Manuseio da laje treliça e) . conferido pelo próprio formato da vigota. completado na obra. fica extremamente facilitado e rápido. o trabalho de revestimento com chapisco.4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada. . onde se exija resistência à ação do fogo. dada à ausência de contraflecha inicial.Figura 5.Garantia de inexistência de fissuras nos tetos.Perfeita planimetria dos tetos.Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. . dada à leveza da vigota.

Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. Portanto para uma mesma vigota. 2008). Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça.5.devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU.20m. maior será a altura final da nervura e. quanto maior a altura do elemento de enchimento. Após a cura do concreto de capeamento. concreto ou EPS. 2008). colocação das vigotas.Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. Vão maiores deve-se consular o fabricante. das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. 2008) Figura 5. b) .2. maior o esforço resistente da laje (TATU. Maiores vãos e menores flechas . dos elementos de enchimento.Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais.4 . • • • 102 . o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. Escoramento (quando necessário). Redução ou eliminação de escoramento. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. consequentemente.19).

20m a 10. de 6. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. ou de acordo com o projeto. b) . e são contraventados transversal e longitudinalmente.2. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas. e procedendo-se da seguinte forma: a) .20m uma linha de escoramento central (L/2). Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro.00m duas linhas de escoramento (2/5L .4% do vão livre.5 . assentados sobre calços e cunhas. executa-se a cinta de amarração. 2008). Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas. geralmente de aproximadamente 0.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1.5.00m de altura. deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho.20m a 6.20). e pontaletes (Figura 5.20m não necessitam de escoramento. Chegando as paredes no seu respaldo. L/5 . quando as paredes estiverem com 1.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista). Vãos de 3. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista.40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). deve-se pedir para o fornecedor. Já no início da obra.21) 103 . para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma. ou uma viga armada. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante. Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3. para a escolha das vigotas.20 a 1. em base firme. barrotes e escoras metálicas (Figura 5. sobre chapuz.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1.

Figura 5.20 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .21 .

de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota.Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto. Não deverá ficar nas juntas. entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5. No caso de laje treliça.23).c) . visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal. a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada. Figura 5. A primeira carreira de intermediária deve apoiar. Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5.22). 105 .Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto.22 . Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente.Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) .

deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. 106 . como em qualquer estrutura. Salvo alguma restrição do calculista.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. este deve ser socado com a colher de pedreiro . para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos. e) . o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa.Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. salvo indicações do responsável técnico. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. no mínimo. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores.23 . Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas.Figura 5. ou com uma linha de escoramento. f) .Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem. O descimbramento da laje pré-fabricada. Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa.

3 . • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas.Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto.0 cm. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária. Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas.1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras.24). • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje.g) . Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas. No item 5. Figura 5. 5. 107 . Painel alveolar de concreto protendido.LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções.24 . Pré-laje unidirecional e bidirecional. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas.

108 . o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.25). Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. Figura 5. h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes.5 .PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861). nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal.4 .25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3.0cm a 5.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária. englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. 5. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais.0cm e larguras padronizadas.LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5. montados por justaposição lateral. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2).26). f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais.5.

26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido. • 109 . no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa. com características especificadas pelo fabricante. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.Figura 5.0 cm. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos.

2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. nas bordas da periferia da laje. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. mesmo sendo bloco de concreto. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. 110 . com tela.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia.

alumínio.1). • Desenhar todas as linhas de telhado. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. O telhado é composto pela estrutura. fibrocimento. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. caibros e ripas. pingadeiras e rincões. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. concreto etc. etc.C.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. 111 . Para facilitar. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. A armação é a parte estrutural. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. fibrocimento. constituída pelas tesouras. etc. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. P. condutores verticais. chapa galvanizada. podendo ser de madeira. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. as telhas cerâmicas. etc. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. cantoneiras. pontaletes ou vigas. que se apóiam sobre a armação.1 . é o quadriculado constituído de terças. 6. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. Geralmente constituída por tesouras. sobretudo em construções residenciais unifamiliares.6 .V.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. escoras. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. rufos. são de chapas galvanizadas. metálica. concreto e galvanizada.

Tabela 6.1.Esquema de estrutura de telhado 6.Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 . no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.1 .Figura 6.1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.1 .1).

3. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13. 3.5. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. 4.0. No entanto.5.5 MPa.0.0x5. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas. geralmente com 4.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. A cabreúva vermelha.0. chapas de aço para os estribos e presilhas. a = refere ao diâmetro. guaratã e taiuva têm alta dureza.0 m.5. igual ou superior a 55. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. 3. Ripas: 1.4 mm 18 = 3. • • • Obs. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm. os parafusos. coração de negro.2. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. a x b . 5. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm.5 MPa.0.5.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas.0 m.As madeiras da Tabela 6. 4. 4. o preço da peça aumenta. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. 4. faveiro. 3. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos. anjico preto.5.3 mm. 113 . comprimento 2. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). a 15% de umidade. 5. comprimento 2.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .0cm. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais.5. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira).

Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. em posição oblíqua ao plano da linha. e nos demais tirante.6. para distribuir a carga do telhado. transmitindo-as aos seus apoios. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte. as demais de escoras. Perna: Peças de sustentação da terça.1. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. geralmente.2).2 . Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. denomina-se asna a que sai do pé do pendural. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. encontramse. : Obs. geralmente trabalham à compressão. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. geralmente trabalham à tração.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras.2 . A Figura 6.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . Geralmente trabalham à tração. Geralmente trabalham à compressão.

00m deve-se colocar tirantes. . .Vãos acima de 8.4) Figura 6. . (Figura 6.O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura. com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.0m. (Figura 6. .3 .Esquema de contraventamento das tesouras 115 . .A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5.Vãos até 3.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .3) .4 .0cm.00m não precisam de escoras.As tesouras devem ser contraventadas.

15 3.50 2.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.85 C 3.18).00 2.75 B 3.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.40 2.10 3.16. Figura 6.30 C 3.15 3.50 2. 6.50 2.17.41 a 1.50m.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.65 2.95 2.85 3.60 Seção transversal (cm) Francesa.05 2.60 2.35 A 3.20 3.21 a 2.20 3.80 2.50 3.30 2.85 2.20 2.5 .00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .40 2. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.40 2.50 3.50 a 3.00 2.20 Colonial ou paulista B 2.35 3.80 1.90 A 2.55 2.45 2.20 1.80 B 3.80 C 3.90 2.40 1.75 2.60 1.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.45 2.45 3.30 2.30 3.50 2.75 3.35 A 3.90 2. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.20 3.40 2.45 2. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.30 2.21 a 1.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.70 2.00 a 1.60 2.70 2. Portuguesa ou plan A 2. Caso não se tenha certeza. 6. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.60 3.20 3.20 C 2.81 a 2.30 3.10 2.25 B 2. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.50m. Romana. do tipo de madeira e da telha empregada.5).85 2.40 2.30 3.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.5) ou pontaletes (Figuras 6.2 .61 a 1.00 2.70 2.10 3.10 2.60 2.40 3.01 a 2. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).90 2.05 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume). Estes vãos são para as madeiras secas.40 2.41 a 2.

O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira.00 2.80 2.0cm (1. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha). devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. Para determinar a galga média devemos: 117 . o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6.0x5.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros.20 2. com o tipo de madeira e da telha. usamos caibros de 5x7 (6x8). • quando as terças excederem a 2. Romana.60 2. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha.6). A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças. Portanto.2x5.7).60 2. Caso não se tenha certeza. devemos utilizar a galga média. Portuguesa ou plan 1. para garantir o espaçamento constante das ripas.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1.3 . São encontradas com seções de 1.50m.3.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa.0cm). As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la.00m usamos caibros de 5 x 6. Estes vãos são para as madeiras secas.00m e não ultrapassarem a 2. Tabela 6. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0.00 5x6 1.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças. sendo que seu declive determina o caimento do telhado. portanto paralela às tesouras.00 2. São inclinados.40 1.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.1: : • terças espaçadas até 2.40 1.90 1.

utilizamos sarrafos de 2.50 em 0. podemos utilizar as ripas 1.0m.5x5.6 . Cinco vãos.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6. Cinco vãos. 118 . ou seja.7 . devemos. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. Se for maior.50m. portanto.0m (peroba ou equivalente).0x5. ou seja.• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. Se este espaçamento for de 0. verificar o espaçamento entre os caibros.

9 .6.13) Figura 6.8 e 6.1.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.12) • asna/pendural/linha (Figura 6. Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte. com encaixes precisos. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras.10) • pernas/pendural (Figuras 6. 1992) 119 .11 e 6.9) • escora/perna (Figura 6. 1992) Figura 6. 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.8 .3 .

12 .Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.11 . 1992) Figura 6. 1992) 120 .10 . 1992) Figura 6.Figura 6.

com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6.70 m. ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.14 .15 e 6. asnas e pendural (Moliterno.13 .14). Figura 6.Detalhe da emenda das terças com pregos 121 . 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios. no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.Detalhe da ligação entre a linha.15 .Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6.Figura 6.16).

19).Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. Nas lajes maciças. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6.deverá ser acrescido aos pontaletes. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6. Sendo assim. Devemos ainda. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes. mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto.Figura 6. Nesses casos. ter algumas precauções como: . devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes.18). berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços. as paredes internas oferecem apoios intermediários.1.17 e 6.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.17 e 6. portanto. O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. . o custo da estrutura é menor.16 . podemos apoiar em qualquer ponto.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura . onde tudo é calculado.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras. 122 .4 . Para isso. Em construções residenciais.

Figura 6.18 .Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .17 .Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.

Detalhe da fixação por pregos menores .Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra. deve ser colocado em ângulo (Figura 6. O ideal seria o prego penetrar 2/3. incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.Recomendações: .Figura 6. formando cada painel do telhado um plano uniforme. 124 . antes do término.19 .Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro.Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água. .20). . quando os alinhamentos das peças são perfeitos. Figura 6.Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6. do madeiramento. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto. pelo carpinteiro.20 .Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar.21).1.5 . Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra.

2. no caibro.22 .COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais.para evitar rachaduras na madeira. poliéster etc. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas. As demais telhas (alumínio. não alinhar os pregos (Figura 6. assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. acessórios etc.21 .1 .Figura 6. aço galvanizado. indo diretamente para a secagem. Essa massa passa pelas prensas de moldagem. Na próxima etapa. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação.CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa. Figura 6. Para a sua utilização.Fixação das ripas nos caibros 6. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C. é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos.2 . Não devem apresentar deformações. e consiste na mistura de várias argilas.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais. 6. 125 . Devem apresentar som metálico.Detalhe da fixação das ripas nos caibros .

23) e espigões e . plan. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. também as telhas dos beirais e oitões. para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. cal e areia no traço 1:2:8. As somente canal. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. O consumo da argamassa é na ordem de 0. e deslocar de acordo com a medida da telha.23 . colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. Figura 6. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira.002m³/m² de telhado. usar régua em vez de linha. quando forem do tipo canal. rebarbas. É o que se chama de emboçamento das telhas. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. e a do tipo escama (germânica). romana. também chamadas paulista.6). São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. portuguesa. trincas empenamentos. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. 126 .Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . As curvas do tipo capa e canal. são planas e chatas. chamadas termoplan entre outras. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. esfoliações. com arame galvanizado ou fio de cobre. desde a ponta do beiral até a cumeeira. desvios geométricos em geral.24). colonial. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. em até três fiadas sobrepostas. paulistinha. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. Ao cobrir.

26 un por m² . (canal) 46 cm comp. canal.seca 83 kgf/m² . .saturada .peso unitario aproximado de 2.24 .saturada .dimensões ≅ 40 cm de comp.tolerância ± 1 mm . Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.Cumeeira: 3 un/ml Figura 6.dimensões: ≅ 46cm comp.Para encaixe.caimento: 25% .peso: 69 kgf/m² .tolerância ± 1 mm .cumeeiras: 3un/m 127 . .15 un por m² .peso unitario aproximado de 2. cutelos em sentido oposto. nas bordas superiores e inferiores.caimento: 33% a 35% .65 kg . cuja função é de conduzir a água e capa. que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.25). (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) . e 24 cm de largura .0 kg .Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes.seca 54 kgf/m² .peso: 45 kgf/m² .

26 . 128 .Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista. tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.75kg .dimensões: 46cm comp.(capa) 46cm comp. somente que nesses tipos o canal é junto com a capa. .cumeeiras: 3 un/m .caimento: de 20 a 25% .tolerância ± 1 mm Figura 6. mas melhoradas.27).Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan. (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) .peso unitario aproximado de 2.seca 86 kgf/m² .peso: 72 kgf/m² .25 .saturada .26 un por m² .26). A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.Figura 6.

consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .saturada Figura 6.Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.seca 58 kgf/m² .28 .dimensões: 45.peso: 54 kgf/m² . .0cm comprimento 21.caimento mínimo: 30% .15 peças por m² .5cm largura Figura 6.saturada .30 telhas por m² 129 .16 peças por m² .27 .seca 65 kgf/m² .peso: 48kgf/m² .Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .28)..caimento mínimo: 30% .

caimento mínimo: 30% .10.29 . Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5. agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração. A Tabela 6.saturada .0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.0 cm de areia.70 kg . 6. Segundo informações do fornecedor. e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical.2 . Figura 6. as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais.caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico.dimensões: 32.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado. . Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares.peso unitário: 1. as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg.CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes.peso unitário aproximado de 4.peso: 49 a 54 kgf/m² .5 peças por m² . 130 .. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto.475g . calcular ventilação do forro.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento.2.seca 57 a 60 kgf/m² .Telha Germânica 6.2. Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano.0cm comprimento 30. para evitar o apoio da mesma com o solo.

13m (8.30).53 – 1.10 2. apoiadas em três pontaletes. fornecidos pelo fabricante. conjuntos de vedação e arruelas. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos. parafusos e grampos de ferro zincado.2.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6. Figura 6. 6.22 – 1.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira.44 – 3.91 – 1.0mm) e de 2.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto.05 – 3. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o. 6 e 8 0. Para as telhas com comprimento superior a 1.83 1. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades.13 – 2.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio.83 m (6.Tabela 6. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6. Tabela 6. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 .5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .

23 26. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).0 40.70 5.6).Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8.0 10. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%.0 20. Portanto. infiltrando parte das águas nos telhados.0m 132 .0 30.72 d%) 3.60 11.60 45. Devido ao seu traçado. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.0 35.0 45.31).04 16. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.0 αº 18.0 50.31 .31 14. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6.0 A altura das cumeeiras.0 d%) 33. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.0 100.0 25.0 15. Tabela 6. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.17 21.70 8.αº 1.35 19. fazendo com que as águas retornem.7: Figura 6.48 24.

60 . As chapas galvanizadas geralmente medem 1.20 1.0 5. rufos e pingadeiras.20m de largura e comprimento variável.5 3. condutores) e arremates (rufos.85 1.0 3.32).44 1.08 3.0 6.3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.60 0. Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.20m de largura por 2.0 y1 (m) 0. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.88 1.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.00m de comprimento.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.5 2.30 -33 -39 ou 40 .00 133 . Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.1.52 2.7 . águas furtadas.15 .75 2.5 4.52 3.32 .45 0.00m e 1. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .0 x1 (m) 1. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.0 2.0 ou 1.60 x2 (m) 1.25 .0 y2 (m) 0. águas furtadas.75 .5 2.24 y (m) 1. Portanto.0 2.33 1. e para reduzir o preço das peças.28 .20 .Tabela 6. Figura 6.0 4.05 1.5 3.05 2. quanto a sua largura.0 8. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.0m x (m) 3.0 3.08 1.5 4.0 7.12 .50 .64 0. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.

0m de largura) e o corte 30.3.Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6.1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente.2m de largura). para especificar um sistema de captação de águas pluviais. Além do corte. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas.33 .Calha tipo coxo 134 . 40 e 60 (para as chapas de 1. 28 e 26 para os rufos e pingadeiras. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24.coxo: Figura 6. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) . Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é.

platibanda Figura 6.moldura Figura 6.36 . Figura 6.3.35 .34 .Calha tipo moldura 6. como as calhas. São confeccionadas.Detalhe de uma água furtada 135 .2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas. com chapas galvanizadas nº 26 e 24.Calha tipo platibanda c) .b) .

4 .DIMENSIONAMENTO 6. devido ao difícil acesso a esses dados.3.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável.6.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta.37 . uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada). Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas. A = [ n. em certas cidades. 6.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais.4.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.3. 6.1 . Figura 6.3. a qual tem dado bons resultados. 136 .Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.

38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6.0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande. Exemplo: Figura 6. adotar calha tipo platibanda. 4º Se for pequena.38 . podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos).6.39 . mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água). Figura 6.40 .Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.Calha tipo platibanda 137 .

Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6. Podem ser em laje (Figura 6. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado.80m.41 .70 e 0.60.40 a 1. 6. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm².FORMAS DE TELHADOS 6. Ex.Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena. 0.42) ou em telhas vã (Figura 6.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 . um ∅ de 100 mm. portanto. Podemos adotar um ∅ de 75 mm. geralmente tem uma largura variando entre 0.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas. Obs: 1 .43).4.5.1 .Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado. adotando. o mais comum é 0.Figura 6.2 . O do centro recebe a contribuição de 50m². 138 .00m.5 .

Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6. rufos e pingadeiras.42 .Figura 6.Beiral em laje Figura 6. Neste caso. sempre se coloca uma calha.5.Beiral em telhas vã 6. 139 .2 .44).43 .

águas-furtadas ou rincões Figura 6.44 . um divisor de águas.os espigões são.Figura 6.a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) . letra (C) 140 . também.Desenho das linhas de um telhado .45).as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas. porém inclinados.espigões .45 .cumeeiras . As principais linhas são: .3 .Detalhe das platibandas 6. letra (B) .5.Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6.

ou um telhado de quatro águas.48 .Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6. 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.46 . portanto sem oitões.46.Telhados com duas águas (Borges.47 . Figura 6. Na figura 6.Telhados com uma água (Borges.4 .O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água. temos um telhado com duas águas e. portanto dois oitões.5. 1972) 141 .

os contornos da construção.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos.50 .50m. e facilidade de mão-de-obra. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6. fazemos a união entre as duas com um espigão.51).As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro.COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias. no mínimo 0.6 . e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada. 3 . Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6. 6. devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 .49 . 4 . 2 . 142 . 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia.Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. Também é usual representá-lo na escala 1:200.Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos.REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta. Indicam-se por linhas interrompidas. isto é. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada. geralmente na escala 1:100.Telhado com quatro águas (Borges. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros. pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes.Telhados com três águas (Borges.

020 1.011 1.005 1.51 .044 1.059 1.Figura 6. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.031 1.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.8 determinando a área inclinada.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.Perspectiva das linhas de um telhado 6.077 143 .053 1. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.

Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura. Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. utilizando guarda-corpo com tela. 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano.ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. 144 .

ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. 145 . janelas venezianas. • Nivelar e colocar no prumo os batentes. caixilhos etc.1 . Figura 7. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. da luz natural e da água. onde será colocada a folha por meio de dobradiças. ferro fundido. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição. Com a sua evolução. • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos.1 . VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens.V. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7.1. dado que a mão de obra era barata e o material abundante. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas. 7.C.7 . 7.1 .Portas Compõem-se de batente.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas.Componentes das portas de madeira. que é a peça fixada na alvenaria. Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro.1). alumínio) as de P.

2 .Para facilitar o assentamento. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro).Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível. Para que isso ocorra. Figura 7.2 .0m. a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7. canafístula. canela.a) .2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação. 146 . Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias.5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14.3): Figura 7.Batente: Em geral é de peroba rosa.0 a 14. se tijolo inteiro 26.5cm.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes.Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 .4). que já devem vir montados para a obra.2). podendo ser também da mesma madeira da folha (especial). O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7. Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente. angelim (comercial). tem espessura em torno de 4. podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7. elevamos este nível em 1. chamado batente duplo.3 . Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7. Esta é à medida que aparece nos projetos.0cm.

Depois de aprumado e nivelado. (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes). 4 . ou seja.5 em 0. parafusos. e. portanto de 1 a 2 cm embutido no piso.Aprumar os dois montantes.Estica-se uma linha no referido nível.No assentamento do batente. Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional). coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação.Marca-se nos montantes.4 . 5 . Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7. sem folga entre a alvenaria e o batente. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7.5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada.08m. para dar melhor acabamento. 7 . com lápis a medida de 1. 6 .4). Figura 7. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2. 147 .08m da travessa para o "pé" do batente. (assim se garante o nível).3 .Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos.5). espuma de poliuretano ou sobre contramarco.09 ou 1.09 ou 2. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm. igualar a marca de lápis com a linha. Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.

é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura. em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). E os batentes por parafusos no contramarco.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1.5). em 6 pontos sucessivamente. Deixar secar por uma hora. 148 .Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco.0cm para possibilitar a colocação da espuma. depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7. Figura 7. Figura 7.6). em geral. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm. Não alisar a espuma. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos.6 .Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva.5 .

Detalhe da fixação das guarnições 149 . O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. envidraçadas etc. b) . Muitas vezes. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. Figura 7. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura. choques. pois os batentes somente serão colocados no final da obra.7). geralmente maciça. OBS. Podem ser lisas. abrasões.Este sistema é o ideal. Para se verificar se a folha foi bem colocada. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. o acabamento nunca é perfeito. portanto. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. protegendo-os.Guarnição: Na união do batente com a parede.7 . com almofadas.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. etc. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. c) . (revestimentos. no mínimo.

Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela.de cilindro (porta externa) .8 . envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7.9). temos as fechaduras que podem ser (Figura 7. 7. porque permite a iluminação e a ventilação. . Podendo ser de duas ou quatro folhas.1.Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada. Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr. 150 . com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas. Porta.c) .c.Ferragens: Além das dobradiças.p/ portas de correr Figura 7. mais modernamente em qualquer ambiente.8): .de w.tipo gorge (porta interna) . porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.2 .

devem ser completamente estanques à passagem da água. 151 . a) . ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos). e as guarnições.Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo.10). canela. utilizando vidros duplos. Uma vez instalada.Porta balcão 7. angelim. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis.Figura 7. são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior.Batentes: Geralmente de peroba rosa. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais. Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. As janelas. As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. caso haja necessidade. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. Nas janelas.3 . canafístula. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. Portando. mesmo tendo aberturas para passagem do ar. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. exceto nas varandas. apenas de caixilhos (ambientes sociais).1.9 .

utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). de correr. mas com venezianas de quatro folhas. cremona e vara.Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada. são trancadas por cremona. mas com dobradiças especiais chamadas palmela. não cabendo nesta apostila maior detalhe. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras.15). Quando fechadas. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3"). quando desejamos abri-la. ou venezianas de duas folhas. que nesses casos são dois de correr e dois fixos.Figura 7.Caixilhos: Podem ser de abrir. Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7. c) . Na posição normal. quatro folhas ou mais. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. 152 . geralmente em nº de dois. basculantes. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples.10 . o inferior é o caixilho interno e o superior externo. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7.Batentes das janelas b) . e quando abertas. Os caixilhos de abrir. serem de abrir ou correr.14). As venezianas podem ter duas folhas (mais comum).11). Os caixilhos guilhotina são em nº. Os de correr podem ser em nº de quatro. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. Utilizam trilhos metálicos. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7.13 e 7. pivotante ou guilhotina. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. inferior e superior. de dois. e as palhetas que preenchem o quadro.12 e 7.

utilizadas nas salas. Figura 7.Caixilho de correr 153 .Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d . a).Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas. ou seja.4 .12) ou de abrir (Figuras 7. nas áreas sociais.Tipos de janelas de madeira. escritórios.13). e basculantes nos WCs.Figura 7.Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7.11 . áreas de serviço etc.1.12 . 7.

Caixilho de abrir b) .Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.14 .14).15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7. Figura 7. veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.13 .Figura 7.16).15 .

1. Figura 7.1.Janela tipo Ideal 155 .Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana.17 .Figura 7.30m . sendo que enquanto o painel superior sobe.1. largura livre: 1.90m (cada corpo).16 . o inferior desce.00m .30m .40m). cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente.1.00m .60m .1.1. Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.20m (pode-se conseguir = 1. As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.10m .

d) .Janela de enrolar Figura 7. em chapa etc. Para a junção das diversas peças. portanto devem ser protegidas. rebites ou soldas. T.2 .2.Janelas: Podem ser:156 . quadrados ou redondos. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado. chatos. maior durabilidade.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra.Janela de enrolar 7. chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7. Depois. Não podem ter contato com o reboco. L.18 . utilizando peças perfiladas U. Podem ser também de alumínio. e para sua fixação na alvenaria. 7. O alumínio se for anodizado. não perde o brilho. A principal desvantagem é a rápida oxidação. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. com resíduos aquosos (infiltração de laje). apresenta muitas vantagens sobre o ferro.17). não oxida. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). I. utilizam-se grapas. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro.1 . são utilizados. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura.

pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7.20).19). A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela.Detalhe do caixilho tipo basculante 157 . Figura 7.Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7. do mesmo caixilho.a) .Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação.19 . Figura 7.Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) .20 . O conjunto de báscula.

Ferro L de contorno externo. ganharam grande mercado atualmente. 0.Matajuntas em ferro L com pingadeira. Os caixilhos basculantes são compostos por: . O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro.Ferro T de contorno de parte fixa. .Orelha de alavanca.21). São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente. 0.Ferro L das básculas.Vareta de alavanca. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje.50m. a colocação do vidro. .21 . simples ou em arabesco. sob pena dela se enfraquecer. . c) .70m etc. .Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana. ficando no caixilho móvel. pelo seu baixo custo em relação a de madeira. dois caixilhos de correr e dois fixos. Figura 7. fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões.Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel. 0. .22).50x0. sendo sua abertura para o exterior (figura 7. devemos compor as básculas. grades de segurança. 158 .70x0. Caso se deseje maior.60x0.Podem ser colocadas no caixilho fixo. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho.Caixilho máximo ar d) . onde se colocam os vidros (Figura 7.60m.

de abrir: São compostas de folhas.Caixilho de correr g) .22 .Figura 7. Figura 7. f) .Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado. São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L. e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7.23 . O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona.de correr: São compostas de folhas . funcionando como uma porta.24) 159 .Janela veneziana e) . Podem também ser compostas com venezianas de chapa.23). (Figura 7. cuja abertura se dá em torno de dobradiças. que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros.

Portas: São utilizadas basicamente para portas externas.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas.10m. O postigo apenas ocupa a área da grade.2 . No quadro do postigo é que se colocam os vidros. 160 . para evitar peso excessivo nas dobradiças. maçanetas etc.2. Acima de 1. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso.24 . cremonas.60m e máxima 1. b) . e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão. Cada folha deverá ter a largura mínima de 0.Figura 7.10m devemos usar duas folhas. a) . mesmo com a porta fechada.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna. 7. A almofada é geralmente feita em chapa nº16.Venezianas de projeção 7. A grade poderá ter desenho variado.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.

4.1 – Portas Figura 7.4 .2 – Janelas Figura 7.26 .Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .7.25 .REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.Representação das portas em planta e vista 7.4.

Representação dos caixilhos pivotante 162 .Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.27 .29 .Figura 7.28 .

60 x 1.20 x 0.20 1.Figura 7.1 .40 0.00 1.80 x 2.2 .10 1.70 x 2. etc.10 0.20 1.80 1. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.1 .40 x 0.50 x 0.10 0.20 0.20 x 1.60 x 0.60 0.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.60 x 0. 7. para dirimir possíveis dúvidas.00 1.20 x 2.50 0.50 x 1.20 x 1.70 x 0.50 x 0.20 1.00 2.80 2.20 x 1.00 x 1.00 x 2.20 b) Basculante 0.50 x 1. fixação.50 0.00 x 1.00 x 1. 7.00 x 0.00 x 1.20 2.Portas: Tabela 7.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.40 x 1.20 1.00 x 1. acessórios.20 x 1.20 2.20 1.00 x 0.00 1.00 1.20 2.00 1.40 x 1.10 0.10 1. cada indústria detém um sistema.80 x 1.80 1.00 0.00 0.5.60 0.00 1.90 x 2.20 2.2 .80 x 0.20 2.10 em madeira ou metal.20 1.80 x 0.20 x 1.50 x 1.60 x 2.00 x 1.80 x 1.60 1.60 1.00 x 1.50 x 1.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.20 2. solicitar ao fabricante desejado.00 x 1.20 1.Dimensões das portas 0.20 1.50 x 1.20 163 . Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.80 x 1.20 x 1.50 x 0.00 1.00 x 1.60 1.00 x 1.80 x 1. de perfis.00 x 0.00 1.60 1.50 x 1. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.20 1.70 x 0.60 x 0.50 x 1.00 x 0.00 x 1..00 2.40 x 1.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.20 1.Janelas: Tabela 7.Dimensões das janelas a) Venezianas 1.60 x 1.70 0.5.80 0.60 2.40 0.20 x 1.80 0.00 1.60 x 0.20 x 1.00 1.80 x 1.00 2.20 x 0.80 1.00 x 0..00 1.30 .50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.00 x 1.00 1.20 x 1.60 x 1.50 0.20 1. os manuais técnicos.

2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas.7. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. pivôs com ajuste de freio. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. tanto na parte superior com na parte inferior. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. o que permite o controle da ventilação. total. 3) Fácil limpeza. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa.3 . 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. caso tenha panos fixos.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 164 . GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. 1) Janela que permite ventilação constante. mesmo com chuva sem vento. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. TOMBAR 1) Não libera o vão. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. 3) Fácil limpeza na face externa. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa.6 . 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . mesmo com chuva sem vento. na totalidade do vão. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. 2) Facilidade de comando a distância. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. vidro.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. mesmo com chuva sem vento. áreas próximas a ela. 3) Libera parcialmente o vão. 3) Boa estanqueidade.

Nos batentes fixos por parafusos. 165 . 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado. evitando danificar a madeira durante o ajuste. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. 3 . para criar a rosca na madeira. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação.ANOTAÇÕES 1 .Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira. devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. nos dois lados. 2 .Aprumar os dois montantes.

REVESTIMENTO DAS PAREDES. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. tetos e muros com argamassa convencional.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. todos os dutos e redes de água. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. Portanto devemos preparar o substrato. texturas entre outros. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. substâncias gordurosas. pedras decorativas. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. cerâmicas. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. TETOS. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica).8 . barro.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. fuligem. como: pó. eliminação das irregularidades superiores. A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. graxas. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). Quando se pretende revestir uma superfície. remoção das incrustações. 166 . eflorescências ou outros materiais soltos. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento.1. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência. impermeabilizar. ela deve estar sempre isenta de poeira. com gesso. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. 8. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. lavagem ou jateamento de areia. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso.

criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. um rolo de espuma (Figura 8. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 . Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8. Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. A Figura 8.1c) (CEOTTO et al. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8.25 kg m² : areia = 0. desempenado ou rolado. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. independentemente das características de seus materiais. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato. aplica-se o chapisco.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. 2005). pedra ou concreto. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8. 1998b). E no caso de superfícies lisas. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. Consumo de materiais por cimento = 2.1a). dando maior pega.1b).1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. devido a sua superfície porosa. a fim de facilitar o revestimento posterior. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. 2005) Os tetos.

5:4. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização. podendo assim executar o emboço. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). podendo usar o traço 1:2.1. podendo atingir até ± 8 cm.chapisco.. A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. Quando não se puder confiar num aterro recente. 1:3:5 ou 1:3:6. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. que se faz utilizando o nível de mangueira. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). podendo chegar até a ±10. cimento cola ou cola.0 cm. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. a) . Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. Quando se tem um aterro e este for maior que 1.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. 168 . Em residências. que chamamos de contrapiso. base ou lastro. ou uma argamassa de regularização. respectivamente.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. 8. com pequena espessura e acabamento áspero. em camadas de 20 cm apiloadas. devemos executá-lo com cuidados especiais.00m.0 cm. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. nivelando e apiloado. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro.

que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento.0cm. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização.). Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização.0cm. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. pois prejudica todo e qualquer tipo de piso. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. devemos realizar uma argamassa de regularização.Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo. no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. quando as mesmas não forem executadas com nível zero. promovendo assim as caídas.Figura 8. apenas devemos variar as alturas das taliscas.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). etc. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. seja ele natural. b) . cerâmico ou sintético. Caso haja umidade. 169 .2 . como veremos na descrição de cada piso.

A superfície deve estar previamente molhada. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. Por outro lado. A umidade não pode ser excessiva. do telhado para as fundações. principalmente para as argamassas industrializadas. Os revestimentos externos devem. preferencialmente. ser decrescente. massa corrida. O consumo de cimento deve. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. na sua grande maioria. em contato com a base. ideal para receber gesso. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. azulejo. se lançarmos a argamassa sobre a base. sarrafeado e desempenado. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. completamente seca. gesso etc.. contínuas e uniformes. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. pastilha. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. Com a adição do cimento. etc. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. de preferência a areia média. além disso. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. ou seja. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. já nas primeiras idades. pois a massa escorre pela parede. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. A areia empregada é a média ou grossa. ideal para receber o revestimento final (reboco).8. massa corrida. sendo maior na primeira camada. O revestimento é iniciado de cima para baixo. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução.1 Na vertical a) .2.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. e eram construídas. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98.1. 8. conforme a superfície a ser aplicada. azulejo.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. 170 . sarrafeado. O emboço é uma argamassa mista de cimento.

0 3. mista de cimento e cal.0 a 10.0 1.0 1.5 2. Para isso devemos fazer: a.0 OBS. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.0 8.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos.0 1.0 2.0 1.0 1.0 2.0 11.0 a 10.0 9. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede.0 11.5 8. em contacto com o solo. acima do nível do terreno.Tabela 8.0 11.5 2.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água.0 8.0 a 4.0 3.0 a 10. além do consumo inútil.0 1. deve ser executado com argamassa de cimento e cal.0 a 10. principalmente o interno. 171 . Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo.0 a 4. o emboço de superfície externa.0 1.0 11. depois de seca.0 3.0 1.0 8. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.5 1.0 2. pois o seu excesso.0 .5 1.0 a 12. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.0 3.4). ou preferivelmente.0 a 12.0 a 12.0 11. corre o risco de desprender. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8.5 a 3.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1.0 cal hidratada 2.3 e 8.0 3.0 1.0 a 10.0 a 12. na interna.0 a 12.5 Areia (2) 8.0 1.0 a 3. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.5cm. O emboço deve ter uma espessura média de 1. No caso de tetos.0 1.0 1.0 11. resultando um painel de alvenaria.0 Pasta(1) de cal 1.0 1.5 2.0 a 12.0 a 10. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes. com argamassa de cal.0 2. com argamassas mistas de cimento e cal. Nas paredes externas.0 1. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.

Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos.3 . com o auxílio de fio de prumo. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. para poder utilizar réguas de até 2. É importante verificar o nível dos batentes. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1.3).No caso de paredes. Sob esta linha.4).Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede. Figura 8. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm. 172 .5m a 2m entre si. quando forem colocadas as taliscas.0m de comprimento.5cm. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. favorecendo a sua aplicação. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. pois os mesmos podem regular a espessura do emboço. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

avaliação da dureza. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. 1996a). e antes que a pega esteja muito avançada. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. 5. ficando o acabamento final liso e brilhante. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. raspagens e a camada final de acabamento. o gesseiro inicia à camada seguinte. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras).0 mm. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. 4.60 m e espessura de 4.0 m. avaliação da aderência do revestimento.0 m de comprimento. 180 . falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. 7. c) . Com a régua de alumínio. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. Colher de pedreiro.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. Régua de alumínio com 2. avaliação da aderência da pintura. o gesseiro verifica a sua planeza.Aplicação. Espátula. Para aplicar a pintura.25 x 0. Neste caso. 3. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. 6. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. Cantoneiras de alumínio. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. Terminada a camada de revestimento. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. que irá receber os retoques. 2. Para pontos localizados. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. Desempenadeira de aço. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço.

5 .Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2.5): Tabela 8. gretamento. Normalmente quanto menor o grau de absorção. piscinas e saunas Pisos. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento. 8. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade.A Tabela 8. não deve apresentar desvio superior a 3 mm.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. Em pontos localizados. podendo ser (Tabela 8. melhor será a qualidade. utilizando uma régua de 20 cm. feldspatos (grês). filitos. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al. banheiros. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) . Pelas suas características. Tabela 8. tanto nas paredes como nos pisos.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 . paredes.3.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência. saunas úmidas etc. Obs. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. Antes da aplicação de pintura. piscinas.6) e a abrasão (Tabela 8.7).4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. talcos. brilhantes ou acetinados.

e externamente no máximo 0. fast-food etc. 182 • . cerâmica com EPU de no máximo 0. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. destacamento da peça. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. as Estruturais. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. Áreas públicas. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. consequentemente.7): Tabela 8. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante.8). que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. e as de (Figura 8. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas.Tabela 8. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. show rooms. 6 . no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. corredores. Quartos de dormir etc. Estab. Comerciais internos. 7 . ela representa a resistência ao desgaste superficial. quintais. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. padarias.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais. shopping centers.40mm/m.60mm/m. entradas de hotéis. hall de residência. aeroportos.

Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje. estabilidade de cor. Figura 8. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. na 183 . O rejunte (material industrializado). resistência a manchas etc. longitudinalmente e transversalmente.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. etc. flexibilidade. normalmente adicionados com outros componentes.8). De Dessolidarização.. dureza. Portanto. que devem existir em grandes áreas. contrapiso. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8.• • Expansão ou movimentação. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos.) e ser preenchida com material deformável.8). que conferem características especiais a ele como: retenção de água..

ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 . Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo. esteja atento às suas características. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo.hora de escolher a argamassa de rejuntamento. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8. assim que começar a secar.8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m . Tabela 8.5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa. O excedente será retirado. com pano.5x7.9 . em gramas 2x2 5x5 7.9).Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8.

Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal.3.Revestimento cerâmico na vertical a) . para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos. colas etc.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. de fiada em fiada. sobre base regularizada.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento. de uso interno ou externo. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. que já deverá estar revestida. para melhor distribuição dos azulejos. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional). 185 . deixando neste caso um espaço próximo à laje. ou com cimento-colante.. 8. se será colocado moldura de gesso. a prumo ou em amarração (Figura 8.. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias.2. de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço.1 . Verificar.

1) . O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens.Detalhe do assentamento dos azulejos a. para que os recortes não fiquem muito visíveis.12).Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes.12 . no mínimo como descrito na Tabela 8. Figura 8.Figura 8. Portanto.Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação.9. visto que na maioria das vezes.2) .Exemplo de divisão dos azulejos a.11 . 186 . podemos deixá-los atrás das portas. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8. dentro dos boxes.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

16).15).16 . Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar.Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra. que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8.d).Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas. que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8. ganzepes Figura 8.15 .Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) . Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8. Para melhor fixação das tábuas.

f) .Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento. podendo se soltar (Figura 8. principalmente para os tacões. deixando assim a superfície fraca.17 . • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. verniz poliuretano ou encerado. g) Recomendações Quando assentarmos taco. A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. sem que ocorra empenamento. devemos fazê-lo o mais próximo possível. • Figura 8. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. no mínimo 24horas. O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura.17). pois se não estiverem. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. parte do tacão fica colado e outra não. Bonatech. Para o bom resultado da calafetação.

O 196 . serra maquita. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados.• Verificar o cerne das tábuas para piso. por empresas especializadas. produtos naturais sujeitos a variação de cor.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas.0 e 6.18). pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3.3. distribuído com desempenadeira dentada metálica. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal. Figura 8. espessura média de 3.0mm) e os demais podem ser soltos. a) . que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha.5 .Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs. falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola. 8. O adesivo de contato á base de neoprene.3. piso irregular. e parafusar bem. para evitar o empenamento das mesmas. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato. 4.4 . 8. alisada sem pó de cimento. O procedimento correto no caso das rochas. régua metálica). com desempenadeira de aço.18 . sobre a regularização ( 3.0.0cm. nível.

depois. marrom imperador (Espanha). Na Tabela 8. E os granitos mais procurados são: cinza andorinha. cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. verde Ubatuba.Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. passar colher de pedreiro levemente. crema marfil (Espanha). sarrafeada. dependendo do lugar da aplicação. formando a pasta ideal. ou seja. O mármore tem dureza 3 e o granito 6.5:4. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. o travertino. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. menos resistente a riscos do que o granito. pois a espessura será irregular. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. cinza Mauá. . Para auxiliar a formação da pasta. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. Podendo ser: 197 . amarelo Santa Cecília. podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. verde alpe (Itália).Aplicação da argamassa .Camada de pó de cimento .Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. preto São Gabriel. b) . Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas. granito branco. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa.assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos.espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². a) .será espalhada e apertada firmemente com a colher e. Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. os granitos não podem ser polidos. As pedras. Os mármores mais procurados são: O branco. carrara (Itália). composta de calcita ou dolomita.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. amêndoa rosa. verde São Francisco. c) . boticcino (Itália). o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). preto absoluto. devem ter acabamentos ásperos. Não atirar o pó sobre a argamassa. Nas áreas externas. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . granito vermelho (Capão Bonito).

Nas áreas externas (quintais. d) .12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. miracema. bancadas. deixando-a irregular e antiderrapante. Seguir as travertino. As (mauá. mas o indicados. Levigado: Lixamento com abrasivos. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. como o mármore e o granito. mármore é indicado para o piso do boxe. fazem-se "furinhos" sobre a chapa. superfície torna-se higiênica. e a pedra não fica escorregadia. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. escorregadios quando molhados. 198 . Nenhum tipo de instruções da cozinha. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. Polida a sua contém elementos químicos. como o carbono. são-tomé. todos são Nenhuma restrição.11 . Ele é muito É o mais indicado. deixando-a antiderrapante. goiás. por isso dão um visual rústico. No piso. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. Tabela 8. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas.Pedras brutas Ardósia.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. Além disso. umidade. Piso interno A princípio. evite o problemas. Por isso. Na Tabela 8. Prefira acabamentos antiderrapantes. pedra mineira. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. Dá efeito rústico. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . andorinha) são mais consequências são manchas porosos. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. madeira.13 os locais mais indicados.

itacolomi. miracema. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). Mas também aceita polimento. Enxágüe rápido. pedra mineira.5: 5. itacolomi. ela aceita polimento. são tomé Arenito. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. pedra goiás. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0.12 . pedra-mineira. utilizando uma argamassa de cal. Antiderrapante. Tabela 8. A limpeza das pedras brutas. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. Tabela 8. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. são tomé. paralelepípedo. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. após o rejuntamento. pedra sabão. Resistente ao sol e chuva. com textura irregular. dolomita. Aplicada em estado bruto. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. pedramadeira. dolomita. São duros e resistentes. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. pedra sabão.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. Resiste a choques mecânicos e intempéries. pedra sabão. lustro e apicoamento. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. 13 . miracema. muito absorvente enão propaga calor. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. pedra goiás Arenito. Antiderrapante. costuma ser usado no estado bruto. Aceita polimento e resina impermeabilizante. pedra sabão Ardósia. goiás. Antiderrapante. A sua superfície é bem irregular.

escolas. desde que esteja firme limpa e seca. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. refeitórios coletivos.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. oralite. deverá ser refeito.3.Execução: Em imóveis recém-construídos. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. marmorite. Além disso. supermercados. Sua base pode se o próprio contrapiso. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1. 200 . fibras. sanitários públicos e laboratórios. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. hospitais. pisos plásticos desgastados. elevadores. lojas. ladrilhos. calcário branco ou vermelho. ou qualquer outra. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. como o hall de entrada. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. lugares de passagem nas residências. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. escadas. cimento e areia no traço 1:3. salas de aula. a) . ambientes de pouca utilização: quartos. banheiros. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. quartos de hospitais. É comumente utilizado em residências. lavabos e outros compartimentos residenciais. O piso de 1. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. com espessura mínima de 3cm.e) .0cm. escritórios. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. com argamassa.0cm no mínimo.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. Caso apresente problemas.6 . anfiteatros. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. na espessura de 3. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. Deverão ser molhadas e apiloadas.6 a 3 mm. escadas. salas de consulta ou de espera. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. proporcionando um produto bastante versátil. ou seja. b) . risca-se com uma ponta firme. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". 8. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo.

A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior.A.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P. c) . e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento. Após a lavagem. A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação. estriada ou lisa. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada".A. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. pois estes elementos atacariam o produto. se existirem falhas ou pedaços soltos. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm.3. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. Antes de se espalhar o adesivo. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo.V. (1:8). 8. Possui acessórios como degraus. Para manchas resistentes. d) . mas que também pode ser encontrada em outras cores. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. a colocação pode ser feita. canaletas e faixa amarela de alerta.A. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento.Em imóveis que já possuem revestimentos. No caso de pisos vitrificados. devido a tensões internas que deformam a placa. rodapés. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante.V.V. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. para oito de água. geralmente de cor preta. de superfície pastilhada.A. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. Sobre tacos e assoalhos de madeira.V.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. com sabão especial e água à vontade.7 . 201 . deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. na proporção de uma parte de P.

em locais de grande movimentação como aeroportos. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. em suas posições. No entanto. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. passarelas públicas e. estações de metrô e trem. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. em áreas internas ou externas. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. previamente preenchidas com argamassa. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. indicado para o uso mais pesado. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. É fornecido com superfície pastilhada. supermercados. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. Se opção for pelo piso estriado. neste caso.5cm. estriada ou lisa. contra a umidade. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. recentemente. estações rodoviárias.5mm. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. uma a uma. na Europa. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. Depois disso. 202 . e espessura de 4. Para tanto basta molhá-lo com água. para aplicação em escritórios. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. Além disso. piscinas internas e áreas de rampa. corredores. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. principalmente em regiões de rampa e escada. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. No caso do piso fixado com adesivo. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro.a) . Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. O outro é chamado piso industrial. A pastilha em relevo. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. com 15 mm de espessura. deve-se dispor as placas. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. devendo ser utilizado somente em áreas internas.

como solventes. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira.3m e 0.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. Nestes casos. 8. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. desde que estejam niveladas e sem falhas.25m.8 . a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. assoalhos. isto é.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas.c) . a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia. Não é absorvente. sob um rígido controle de temperatura. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade. No entanto. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. não apresenta porosidades e é antialérgico. saltos de sapatos. As bases podem ser cimentados.6m. mas casos especiais de utilização. recobertos com material melamínico. resiste bem aos agentes químicos. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. b) .Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades.6m por 0. antiderrapante. seja por má fixação ou pressa na utilização. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. O produto proporciona um acabamento texturizado. desde que se faça uma encomenda especial. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0.2m por 3. Além disso. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa. a) .08m x 1. cerâmicos. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta. encontradas também em réguas com larguras de 0.3.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. tacos. cargas móveis. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos. Não é recomendado que a superfície fique 203 . Além disso. É de difícil penetração. ladrilhos e outras. esteja ela revestida ou não. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. detergentes e tintas.

garagens de edifícios etc. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. Em áreas que possuem umidades. Antes porém. Em áreas molhadas ou em hospitais . Em seguida. Depois disso. a linha onde se quer cortar. atingindo a metade da espessura da chapa.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. Após a secagem. sobre a face decorativa da chapa. é aconselhável a eliminação da mesma. o estudo das juntas. com o auxílio de uma régua e do riscador. c) .não deve grudar nos dedos . A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. aumenta-se a pressão. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. no entanto. que é verificada através de um teste simples . a análise do terreno de fundação. fechando os poros da superfície. Não é necessário o uso de cera. assegurando a boa fixação. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. posto de gasolina. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. com um martelo ou rolete de borracha. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. A cola deve ser aplicada nas duas faces. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural. Para o desgaste lateral. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. usa-se a plaina. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. seja ela de ordem interna ou externa. 204 . A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. deve-se espalhar sobre a base.lisa ou áspera demasiadamente. marcar e aprofundar o risco. isto é. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. Devem ser armados. que é feito ao se marcar com um lápis. não deverá apresentar defeitos. Se. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. a lima e a lixa. A operação de marcar a placa exige cuidado. o colocador deve. uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente.. 8. for necessária a descolagem de uma placa. Após a evaporação do solvente. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. ajustando as mesmas às dimensões desejadas.onde a vedação das juntas é obrigatória .3. d) .

15mm) como as denominadas lonas pretas. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). pelos equipamentos e métodos executivos. Resistência mínima do concreto: . • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). 205 . porem representam pontos frágeis no piso. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. . A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). como nos salões comerciais. escritórios. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples. dando tempo para realizar o acabamento. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. quadras esportivas etc. Nas regiões de emendas. Após o processo de acabamento do concreto. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0.0cm da face inferior da placa. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. garagens.0cm. 1998). 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. lojas . pois permitem a redução considerável do número de juntas. a fim de assegurar a sua homogeneidade. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. O isolamento entre a placa e a sub-base. e também evitar a absorção de água pela subbase. O corte deve ter no mínimo 40 mm. obrigatoriamente. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES.Para os pisos armados pouco solicitados. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. condições moderadas de ataque químico.20 Mpa – Pedestres e carros. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais. 40% de brita 2. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1. sem. com recobrimento máximo de 5.

Figura 8.21). 1998). Figura 8. 8.20.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas.19. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos. isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas.19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm.20 – -Selante para junta de construção 206 . A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante). também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES.

0m.Atualmente.5cm de espessura. sem gerar tensões.Figura 8.5 a 15 cm de espessura e.22).0m. para pisos de 15 a 25 cm de espessura. sistema mais antigo. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento. A recomendação para as placas de concreto simples.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez). onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. Piso armado: placas com comprimento até 30m. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto. placas de no máximo 8.5. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. . para pisos de 12. a concretagem em dama deve ser evitada. placas de no máximo 5.0m. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas. para pisos de 10 a 12. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa. OBS: . 207 .21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3.

Detalhes da execução do piso de concreto 208 .Figura 8.22 .

além disso. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. lisa e dura. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. deixando uma marca entre 2 a 4 mm.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. e pela texturização do concreto. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. com a diferença de que as lâminas são mais finas. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa.. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. Nesta etapa. Poderão ser empregados os filmes plásticos. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. 209 . Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. para produzir uma superfície densa. que condensando pode provocar manchas no concreto. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. formam uma câmara de vapor. quando o material está um pouco rígido. Para a sua execução. . visto que podem danificá-la na sua colocação. mais exigem maior cuidado com a superfície. Devem ser empregadas acabadoras de superfície.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. preferencialmente dupla. algum tempo após a concretagem.

5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. sintéticas etc. Cuidado. que auxiliam na redução das fissuras. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante.ANOTAÇÕES 1 . • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. 4 .Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. 3 .Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão). esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. 210 . 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade. assentados com cola. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes.Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos.).

consistência.09 . etc. álcoois. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. na fase de enlatamento. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. para regular a viscosidade da pasta de moagem. Podem se divididos em dois grandes grupos. Caiação .1 . • Classificar corretamente os vidros. cetonas. pigmentada que.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. visando à facilidade de aplicação. torna-se uma película protetora e decorativa. 9. Uma tinta pode conter vários pigmentos. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade. de fácil execução. além de ser desinfetante. tais como lixabilidade. solventes e aditivos.1 . enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. para facilitar o empastamento dos pigmentos. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca.TINTAS A tinta é uma composição líquida. 9. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura. O veículo de uma tinta é constituído por resinas. quando aplicada sobre uma superfície. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. • Verificar a qualidade das tintas.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. • Especificar corretamente o esquema de pintura.Nas construções rurais. etc. ativos e inertes. etc. veículo. xilol. dureza. aguarrás.1. • Especificar corretamente a colocação dos vidros. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. alastramento. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. Sua composição básica inclui pigmentos.

É 212 .V.1. coagulação. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo.peneira fina. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²).é uma solução de resinas poliuretânicas. ou seja. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. resultando uma película uniforme. esta capacidade é medida em número de demãos. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor).é semelhante ao esmalte sintético. .). Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. Na prática. a tinta precisa se espalhar facilmente. no mínimo. à base de emulsões acrílicas. Tinta Óleo . à base de resinas epóxi.é uma tinta à base de resinas alquídicas.. a primeira demão deve ser branca. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. pincéis grandes.A.é uma tinta em solução. Nas caiações em paredes externas.é também uma tinta aquosa. preferencialmente.V.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. para superfícies externas. etc. Verniz Poliuretano . sendo que. cor e espessura. com preponderância do teor Tinta Epóxi . um leite de cal mais ou menos denso. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. óleo. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). de alta plasticidade e de grande resistência à água. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável. à base de acetato de polivinila (P. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos. 9. Há necessidade de. galeificação. torna-se homogênea mediante agitação manual. em solventes alifáticos. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura. Esmalte Sintético . de grande resistência à abrasão. No momento de aplicação. Látex Acrílico .2 . quanto ao brilho. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. Aplicação: brochas.A.. Tinta de borracha Clorada . não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. três demãos. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. de óleos secativos e solventes. empedramento.é uma tinta aquosa. Látex P.é uma solução à base de borracha clorada. no caso de aplicação de cores.

causando o descascamento. lixa-se novamente. apresentam superfície poucas coesas. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. gordura. comuns no uso doméstico. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. Assim. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. Normalmente. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. não sujeitos a grande variação térmica. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . após um ano da data da fabricação. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. aumentando a coesão da superfície. eliminar o brilho de qualquer origem. água sanitária. desbotar. perder sua boa aparência. na variação destes elementos. Neste caso. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. o que os pode ser feito em laboratório. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). As tintas devem ser laváveis. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. 213 . deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. Além disso. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. bem como suas propriedades de proteção. A superfície de madeira. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. tais como detergentes.1. isenta de poeira. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco.justamente aqui. sabão ou mofo.fungos e bactérias... em seguida. cheia e fechada. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. Rebocos deficientes. etc. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. enxaguar a superfície. usando lixa de grana adequada. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. seca. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. a tinta armazenada na embalagem original. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. provavelmente a pintura descascará. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. apresentar resistência à ação de agentes químicos. 9. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. Após a secagem. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. pintada pela primeira vez. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo).3 . com pouco cimento.

uma demão de látex textura acrílica. duas demãos de esmalte sintético brilhante.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. bem diluída (com até 100% de água). convenientemente diluído. lixar a superfície. No entanto.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. No caso de envernizamento da madeira. lixa-se e se aplica o verniz. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. cozinhas. No acabamento liso de áreas molháveis . No acabamento texturado em corredores. látex em mau estado. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. finalmente. Após a secagem.1. com diluição de até 10% de água. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. uma demão de liqui-brilho. descascando.banheiros. de alto poder de penetração. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. fazer os reparos. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. Quando se pretende um acabamento texturizado. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%.Na repintura sobre madeira. isto é. utilizando lixa ou escova de aço. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) . com diluição de 20 a 30% de água. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. etc. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. com diluição de 20 a 30% de água. escadarias. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. etc. ou caiação. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. aumentando o brilho da superfície. 9. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. . calcinado. mas sim selador para madeira. No acabamento liso interno.V. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. ou acrílica). Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. impedindo o aparecimento de ferrugem. podendo haver significativas variações. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão.4 . duas demãos de esmalte sintético brilhante. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. uma demão de látex textura acrílica. No externo processe-se da mesma forma. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica.A. para que a 214 . Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. com a finalidade de facilitar a limpeza. Na repintura. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). finalmente. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. A repintura sobre superfícies críticas.

Para maior resistência e durabilidade. Na face externa das telhas de fibrocimento. conforme orientação do fabricante. fissuras ou orifícios. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. 215 . recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos.P. som diluição de 20 a 30% de água. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. prejudicando a pintura interna. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. aplicam-se duas demãos de tintas látex . Se isto ocorrer. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P.V. Deve-se observar.V. ou acrílica . com diluição de 30 a 40% de água. os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa.A. recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto.com diluição de 20 a 30% de água. o que aumentará a impermeabilização da superfície. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. uma demão de látex textura acrílica. (usar rolo de espuma). Neste caso.superfície não se torne brilhante. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. Quando se deseja pintar o concreto aparente. Em seguida. Para a pintura da face interna. com diluição de 20 a 30% de água. Caso isto ocorra. fissuradas ou orifícios. diluído com até 100% de diluente. a umidade penetrará. sobre a massa de assentamento (frisos). Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente.. pois não havendo impermeabilização na face externa. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. duas demãos de tinta látex acrílica. com diluição de 20 a 30% de água. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa.A. lixa-se levemente para quebrar o brilho. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). sem alterar o aspecto. Além disso. de acordo com as instruções do fabricante. esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). Para obter um acabamento texturizado. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. Em seguida. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. Preferencialmente. não apresentando falhas. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. deve-se aplicar uma demão de silicone. Se forem profundas. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. o que facilita a aplicação da pintura. Se isto ocorrer. poderá haver trincamento na textura acrílica. entretanto. esta primeira demão deve ser feita com pincel. ou acrílica). com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica.

Observa-se. aplicar a tinta. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. que se torna pulverulento. desagregamento e saponificação. Para a correção. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. antes de iniciar a pintura. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura.1. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. Aqui é tratado apenas. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. é suficiente aguardar a secagem total da parede. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. sem desagregamento. depois de preparadas adequadamente. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. Para se prevenir este inconveniente. Nas superfícies de ferro. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. podendo envolver também o substrato.5 . antes de pintar o reboco. cura insuficiente e alcalinidade. acetinado ou fosco. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. Primeiro é necessário eliminar a umidade. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. A causa é a umidade. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. preparar a superfície e depois. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. neste caso. Lixar levemente entre as demãos. acetinado ou fosco. com até 5%. onde se deposita. isto é.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. causando a mancha. 216 . se houver apenas eflorescência. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. 9. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. o que demora cerca de 30 dias. porém. A prevenção. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície.

uma demão de fundo à base de solvente. escovar e lixar toda a superfície. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. As trincas e fissuras. em seguida. Esta alcalinidade. é necessário que ele esteja seco e curado. recomenda-se aplicar. de grande resistência à alcalinidade. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. No segundo caso. constituindo camada pulverulenta.V. repintar. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. neste caso. antes da aplicação do reboco. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. na primeira pintura sobre o reboco. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. sem prévia preparação da superfície. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. A prevenção. raspando-se em seguida. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. na presença de um certo grau de umidade. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. raspando e lixando. estreitas. e repintar. no primeiro caso. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. repintar. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. E. Em seguida. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. não haverá manchas. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. de grande resistência à alcalinidade. pela utilização do cimento e cal. Aplica-se 217 . Após estas providências. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. previamente. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete.aguardar a secagem e a cura. sem esfregar. com água. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. acarretando os defeitos já mencionados. em certos casos. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. de grande resistência à alcalinidade. A superfície apresenta-se. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. sempre pegajosa. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. Como é difícil remover este tipo de tinta. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. Torna-se oportuno esclarecer que.A.

Em seguida. A correção. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. No segundo caso. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. no primeiro caso. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. Isto feito. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. O certo é o emprego de massa a óleo. Estes casos são raros e de difícil solução. sendo aplicada com rolo. provocando a sua dilatação. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente.V. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. com água em abundância. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. 218 . Este procedimento. antes da repintura.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. para este fim. A correção é feita com a remoção total da pintura. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. bolhas e descascamentos. sobre massa corrida. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". Isto acontece quando. após o lixamento da massa. A correção. bem diluída.V. Em seguida. má aderência e trincas. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina). Aguardar a secagem total e repintar. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. Não se deve utilizar massa corrida P.A. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. quando desejável. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. Em seguida repintar. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico.A. isto é. como se fosse tinta. principalmente em portas. em todos os casos. repinta-se. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se.A. Cabe aqui observar que a massa corrida P. para corrigir imperfeições de madeira. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. A primeira precaução é evitar tais madeiras.V. manchas. não é indicada para superfícies externas. seja pela correção da superfície ou para "pintura". lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. Os mesmos problemas. quebra-se o brilho lixando suavemente. Em seguida.

empol amento. partículas em .a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas. intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . . umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película.podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. descasc amento. que podem surgir sob e película ou sobre ela. etc. . água. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência..aplicação inadequada da pintura. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. lixamento e eliminação de pó para. aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído. correção das imperfeições com massa a óleo. .1 . descasc amento Perda de sais álcalis aderência. repintar. .A correção.produto inadequado ao fim a que destina. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO . degradando o pigmento e veículo da pintura. é feita com a eliminação da massa corrida.podem ocorrer pela preparação inadequada da base. aplicação Alteração no aspecto . Tabela 9.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. . em seguida.as condições ambientais.a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta.preparação inadequada da base. . .pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura. que provoca esforços originando os citados problemas. empol amento. neste caso. sais.Defeitos observados.

a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas.. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. Cada demão de tinta subseqüente. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura . pisos. etc. com o transporte de partículas em suspensão no ar. De preferência.1 . As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 . etc.9.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC. falhas ou imperfeições.1. não provoque na mesma enrugamentos.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca.1. de modo tal que o contato com a película. empregando-se removedor adequado.6 . desde que seja obedecida a variações de temperatura.7 . anteriormente aplicada.MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes.. 9. alvenarias e concretos aparentes. sem escorrimentos. descoloramentos. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme.vidros. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta.

A. São mais comumente usados para trabalhos artesanais.• de metais: • parede: Figura 9.rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte.V. os rolos são utilizados como segue: . São mais usados para pinturas em paredes. sem muito esforço físico.2 . P. Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso. Proporcionam grande rendimento. em alvenaria..rolos de lã: para aplicação de látex. 221 .Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa. Mais comumente. verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna. madeira ou metal. As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada.3 .. . Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9. etc. ou acrílico.

V. em superfícies externas.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9. Látex Acrílico Massa corrida P.Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas. c .Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo.Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.A.A.RENDIMENTOS Tabela 9.RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3.V.Não utilizar produtos látex (P..9 . primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte).Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.1.1.Não aplicar massa corrida P. certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.Antes de pintar uma superfície.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado. f . e . b .8 .6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .V.2 . 9. 222 . d . g. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.A.V.

800 kg por cm². alumina. arsênico.4 . Figura 9. cloreto de sódio. é ótimo isolador... O vidro não é poroso nem absorvente. vidros curvos: usados na ind. etc. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência. vidro plano: janelas.4).800 a 10. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C.3 . além do aspecto estético. óxido. suporta pressões de 5. etc. soda.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa. Tabela 9.. magnésio. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. corantes (óxido de cobalto-azul. O vidro colorido.. nitrato de sódio. cálcio. possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. frascos. vidros finos: lâmpada. portas. automobilística. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro..2 . óxido de ferro-verde. aparelhos eletrônicos.9. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista..Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 . O vidro é composto por: sílica. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas.

5 .43 m 224 . mas isto reduz sensivelmente a resistência do material.). não permite novos processamentos. Podem ser feitas opacações leves e desenhos. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica.1 m Saco de areia de 500g 0. rompendo-se. o vidro temperado. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes.4 . seguindo de um rápido resfriamento.00 m Bolas de aço de 900g 0.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0. resistente aos choques mecânicos e térmicos. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio. de aparência e de composição química.1 . que o transforma num material extremamente forte.2 m 1.Cargas nos vidros Tabela 9. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum. como cortes.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9.2. IMPORTANTE: Depois de acabado.53 m 3.81 m 2. A segurança reside no fato de. . conservando as características de transmissão luminosa. furos e recortes. além de conferir-lhe as características de segurança. com menor risco de acidentes graves.9.

Figura 9.Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .7 .Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.Figura 9.00 kgf/cm² Peso específico: 2. DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.5 .6 . enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.

incolor 0.Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos. a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento.8 e 10 mm verde 6..8 e 10 mm 226 .8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6. 10mm = 1/10 Figura 9. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.8 .tolerâncias dimensionais: Em todos os casos.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 . cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .8 e 10 mm bronzes 6.

nem em presença de ventos fortes. nem condensação de vapor no substrato. 15. Em substratos muito porosos. Não pintar com chuva. Remoção de sujeiras efetuada com água. sem condições de secagem. Cada película deve ser contínua. lavando bem a seguir. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. 6. 3. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. Remoção de algas. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. 17. 2. 4. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. 18. 11. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. 1. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. 7. Caso insuficiente. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. 8. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. usar solução de fosfato trissódico com água. 10. 5. 9. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. 12.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. 14. sem sinais de contaminação e deterioração. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. 13. 16. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. 227 . Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. lavando bem a seguir.

há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. b. g. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos. em placas compactas ou por desagregação completa. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a. 228 . c.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. d. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. e. b. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. f. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos. atuando sobre a argamassa de revestimento. d. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada.há formação de manchas de umidade. deslocando do emboço.mau proporcionamento das argamassas.fatores externos ao revestimento.má aplicação de revestimento. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria. c.o reboco endurecido empola progressivamente. com desenvolvimento de bolor.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. • Especificar corretamente os reparos. tais como: a. deslocando da argamassa de revestimento.

Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. De modo a contornar o problema. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos. Outra alternativa é a de 229 . mas sim. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. a retração aumenta com o teor de finos.sulfatos e óxidos de ferro hidratados. Mas. material pulverulento escuro.10. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas . por sua vez. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. por sua vez. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que. A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si.1.1) Figura 10. como agregado. Dos efeitos observáveis. mica.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada. exceção feita à de chapisco. A desagregação do revestimento. maiores. tem como causa a presença de torrões argilosos. concreções ferruginosas e matéria orgânica.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS .de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica.ANÁLISE DAS CAUSAS 10. respectivamente .Vesícula formada no reboco.1 . No centro da vesícula. em idades. é proporcional ao teor de finos.1 . pirita. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10. a areia natural essencialmente quartzosa.

terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. pode continuar após o ensacamento.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. na forma de grãos grossos. mais propriamente na camada de reboco.2) Figura 10. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. Comparativamente. Se utilizada logo após a fabricação. de hidratação da cal virgem. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. com efeitos diferentes. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. dá-se por uma reação contínua. o carbonato. A etapa intermediária.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. Existindo óxido de cálcio livre. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado.2 . o aumento de volume causa danos ao revestimento. 230 . observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. ela se dá simultaneamente à carbonação.

areia. Assim sendo. 10. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. tubulação de água quente).Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. iniciando-se na parte inferior da alvenaria.Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. Em camadas pouco espessas como as de reboco. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. aquecedores. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. 231 . Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. em massa superior a 1:3.1. 10. cuja função é regularizar a superfície da base.Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa.2 . como já visto. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. por exemplo). mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. procedentes tanto do agregado como do aglomerante.3 .

Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas. quando aplicada como revestimento em uma única camada. 10. ou da qualidade dos materiais empregados. construída de saibro e cal. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação.4 . o qual impede a penetração da nata do aglomerante. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais. bem como da homogeneidade dessas propriedades. é aplicada a utilização de cimento e cal. 10.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente.1. Assim. como as de emboço. como exemplo. pode apresentar problema de aderência. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. Cita-se. uma 232 . é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base.A Figura 10.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação.3 . uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. A Figura 10. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto.

na camada superior. Se a pintura for aplicada prematuramente. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. 233 . O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento.4 . No reboco. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. Este fato. agravado por em traço rico de cimento. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. 10.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. preparo. com configuração de mapa. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. deslocando-se. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras.5). o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. aplicação e manutenção". não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura.1. Por carbonatação.

Efeitos da umidade sobre o reboco. 10. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10. com pulverulência (Figura 10.1. 234 . lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível.Figura 10.5 .5 .7).Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces. 10. A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento. A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor.6).6 . acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas.

9).reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa.Figura 10. A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria. Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10. Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta. comprometendo a aderência entre ambas. . As causas podem ser as seguintes: .7 .Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade. No caso de tintas impermeáveis. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco.8b. 10. 10.8a.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. 235 .

mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido. Em conseqüência. Nestes casos.8b .Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente.1. sem a preocupação com a causa. é necessária a 236 . o fenômeno alastra-se progressivamente.Aspecto do revestimento interno. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos. solicitando um reparo constante. 10.9 . talvez antieconômico se comparado a uma execução completa. a tendência do usuário é executar pequenos reparos.6.8a e 10. às vezes por um largo tempo. Por isso mesmo. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação.(a) Figura 10.

Tabela 10.identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.1 . Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras. como segue nas Tabelas 10.branca Vesículas . extensão do dano e solução. .Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal. apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .vermelho acastanhado .Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia .Presença de concreções ferruginosas na areia .bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão . Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura. Revestimento em desagregação.Identificação das causas.2.1 e 10.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .preta .

238 .apicoamento da base .O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida.Identificação das causas. Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado .Traço em aglomerantes . Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.2 . etc.Traço excessivamente rico em cal .A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga .A superfície da base é muito lisa .eliminação da base hidrófuga .Excesso de finos no agregado .Tabela 10.A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica .Argamassa muito rica . extensão do dano e solução.O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento.Argamassa aplicada em camada muito espessa .Ausência de carbonatação da cal .aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada. quebrando com dificuldade.A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade . com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: . Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base . do óxido de magnésio da cal. dilatações térmicas diferenciadas. resultantes de causas tais como recalques de fundação. movimentação de estrutura. desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas. mas quebradiça.

quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. • Utilização do cimento colante vencido. quando são escolhidos os materiais.2. • Execução do revestimento sobre base recém executada. estrutura etc. Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.2. devido a acomodação da construção. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas. • Ausência de detalhes construtivos (vergas. 2004).2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . 10. juntas de dessolidarização). ou na fase de execução. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias. mãode-obra etc. • Mão-de-obra não qualificada. variações higrotérmicas e de temperatura. • Eflorescências. • Deterioração das juntas. 2004). características um pouco resiliente dos rejuntes. 10.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. • Assentamento sobre superfície contaminada. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. • Trincas. contravergas.1 .10. ou da argamassa colante. Verificar com cuidado.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. ou se observa o estufamento da camada de acabamento.). As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte.2 – Trincas. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica. 239 . pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base. • Gretamento e fissuras.

O cimento comum.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. contém anidro carbônico. ocasionando o contato com o ar. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 . As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. enxaguando muito bem a superfície após seu uso. reagindo com a água. resulta em uma base medianamente solúvel. o que elimina os ais solúveis). 10. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. denominada hidróxido de cálcio.2. dá-se a reação entre essas duas substâncias. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. que por sua vez. sal insolúvel de coloração branca. Ela aparece devido a um processo químico. 2004). Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas.2. com aberturas superiores a 1 mm. que causam a separação das placas em partes. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas. resultanto em carbonato de cálcio. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. 10. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas.

10.3 – PINTURAS . podem causar fissuras. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. As juntas rígidas. Diluição excessiva da tinta na aplicação.• • Perda de estanqueidade. Umidade excessiva no substrato. As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. 241 . A própria película da pintura. preenchimento com materiais a base de cimento. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade. Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. que. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. do preenchimento das juntas. podem envelhecer e perder a cor. Envelhecimento do material de preenchimento. 2004). A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados).3 e 10. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. por ser de origem orgânica.

não devem usar massa corrida PVA. que absorve o veículo. . -superfície calcinada.umidade na superfície. C) aplicação sobre base úmida. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos.começa o estufamento da superfície. majorado pela alta temperatura e umidade. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. . porosidade e umidade. devido a diluição incorreta. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. depositamse na interfase do filme com o substrato. desmoldantes. que por evaporação e capilaridade.aplicação sobre substrato muito poroso. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido.não hidratação correta da cal. -escamação da Película. aparecendo um pó bem fino.aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação.Tabela 10. eflorescência. como as tintas a óleo ou alquídicas.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. 242 . -conforme se lava o piso. partículas soltas.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. -paredes próximas ao chão com piso frio. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. mas em contato com água. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. . com perda de aderência. graxa. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. -verificar a existência de umidade no substrato. . a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada).quando a tinta não for diluída corretamente. -por excesso de cal na preparação do reboco. poeira. . semelhante ao sal. óleo. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. . etc. que não tenha sido preparada adequadamente. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. -perda de aderência da película. sobre substrato úmido e alcalino. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação. B) aplicação em substrato instável: Causas: . restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . 2007). Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. -má aderência da tinta. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. .

aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. na cor preta. sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. -em caso de umidade. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: .aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. que molha somente pontos isolados da parede. . -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas.4 . marrom. Perda de brilho e de cor. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. verde e outras. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. quando a tinta foi diluída excessivamente. da parte interna da parede para a externa. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. cinza. quando a tinta não está totalmente curada.por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. -incompatibilidade das várias camadads. -algas: áreas externas.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. . . 243 . enrugando o filme. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência. junto com a película de tinta. cor verde.Tabela 10. pode ocorrer. faz com que aflorem materiais solúveis. causando manchas.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. apresentando bolhas e vesículas. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que.a tinta com filme ainda não curado. aparecendo assim marcas do rolo. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. . durante a secagem do reboco. -em cores escuras. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. . usados na formulação das tintas. fungos e algas). -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. . verde azulada e vermelho-castanho. 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo. -fungos: área interna e externa.

MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. estrutura. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. consumo de cimento e resistência. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. perda ao fogo etc. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. tecnicamente e economicamente. estabilidade. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. a cada tipo de concreto. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. 11. devido sempre a problemas referentes a custos. trabalhabilidade. pois concretos mais fortes tem também. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. em relação aos materiais inertes disponíveis. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. • Especificar corretamente a cura e a desforma. método construtivo. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado.1): 244 . maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade..1. cimentos.11 . ou mesmo. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. pega.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1 . em geral.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. funcionalidade das estruturas em concreto armado. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. de resistência à compressão.

245 . Empregado em obras civis em geral. obras submersas. portanto. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. Caso contrário. suficiente. Esse Hidratação. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. Empregado em geral. além de ser resistente a sulfatos. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. O cimento Portland composto é modificado. além de baixo calor de hidratação. Para aplicações gerais Adicionado com escória. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. Para uso geral. adição recomendado para construção em geral. obras em ambientes agressivos. a proteção oferecida e em geral. Seu uso. O cimento. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita.Tabela 11. onde o volume é grande. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. subterrâneas . b) CPI-S. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. mais durável. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. apresenta resistência mecânica superior. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. com 5% de material pozolânico em massa. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. c) CPII-F-Com adição de fíler. 32 e 40. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. O cimento Portland branco se difere por coloração. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. marítimas e industriais. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. com as mesmas características. esgotos e efluentes industriais. similares aos demais tipos de cimento. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP.

freqüentemente. com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. 2º . O cimento hidratado é facilmente reconhecível. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º .As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. isto é. constata-se mesmo. por ele absorvida. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. tanto quanto possível. lastros etc. Para armazenar cimento é preciso. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). Figura 11.1). o cimento deste saco pode ser utilizado. caso em que pode atingir 15 sacos.Local para guarda de materiais 246 . de ambientes úmidos e em segundo. calçada. em primeiro lugar. hidrata-o pouco a pouco. preservá-lo. mas não deve ser utilizado em peças estruturais.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade. O empedramento às vezes é superficial.1 . não ser estocado em pilhas de alturas excessivas. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado.2). Caso contrário. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado.

tipos e classes diferentes. daqueles inicialmente escolhidos. verificar a procedência. a quantidade. pois torna-se antieconômico. provocando exudação do mesmo. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. 11. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. presença de impurezas ou materiais deletéricos. • absorsão do material No entanto.1. análise petrográfica e mineralógica. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. carvão. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. haverá uma redução na resistência mecânica. Se recebermos. siltes. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. em casos específicos (uso de material pozolânicos. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. álcali-silicato. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. etc. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. 247 . álcali-carbonato). o qual será desnecessário. consequentemente. no caso de obras de pequeno porte. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. por exemplo). resitência à abrasão. e também. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. sem reabastecimento. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. além de provocar uma redução de finos. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. Neste caso. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento.

1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água.Baias de madeira para separar os agregados 11. o problema é de ordem estrutural.3 . No segundo caso de diminuição de seção. impedindo o contato com o concreto. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. pode não trazer conseqüências danosas. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira. No primeiro caso. Se. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões. Figura 11. o mesmo não ocorre com o concreto armado. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. além de manchas e eflorescências superficiais.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. principalmente nas areias e pedriscos.1. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis.2) ou em pilhas separadas. Estando a areia com elevada saturação. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1. pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. Deveremos fazer uma inclinação no solo. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura.2 . em função de meio ambiente existente na região da obra. 248 . dentro de certos limites.50m. Portanto. diminuindo-se o gradiente de umidade. o uso de águas contendo impurezas. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. 11. para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados.1.4 . para o concreto simples.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11.

a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas. . . .4) de 30 cm de espessura. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada. . . para sua utilização na estrutura deverão ser removidas. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. .Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência. Obs.: As barras que foram pintadas com camadas de cimento.3) de 20 cm de espessura.jateamento de areia. .Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente). Meios pouco agressivos: .(avaliar a eficiência periodicamente). Meios mediamente agressivos: .Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11.Receber as armaduras já montadas. . ou altamente poluídas): .Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica. Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: .limpeza manual com saco de estopa úmido.Armazenar o menor tempo possível.Cobrir com lonas plásticas.RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas.limpeza manual com escova de aço.Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas.Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11. em pequenas quantidades. 249 .

0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10.3 . os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. As barras são produtos de diâmetro nominal 5. fabricados por laminação a quente.2).Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado.0 ou inferior. o CA 60 em fio. E sua unidade é em milímetros (Tabela 11.Figura 11. com tolerância de mais ou menos 9%. • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido. fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica. Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha. Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm². 250 . O comprimento normal das barras é de 11 m. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto.

9 804.8 28.198 0.9 13.4 11.038 0.1 22.418 0.273 9.238 0.2 380.2 38.5 50.0 25.123 0.1 78.084 0.0 5. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.2 4.302 0.154 0.466 2.4 3.253 0.434 0. • comprimento e sua tolerância.5 122.094 0.072 0.222 0.9 78.3 62.5 16.284 0.8 20. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.355 0. rolo) 11.578 1.268 0.2 14.3 13.3 31.558 0.0 12.021 1.8 19.6 23.8 69.220 0.0 6. estudadas e projetadas.8 31.230 0.5 100.523 0.102 0.2 32. em toneladas.209 0. feixe dobrado.5 10.589 0.130 0.984 3.084 5. • quantidade.145 0. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.5 17.4 7.395 0.963 1.8 4. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.673 2.0 5.371 0.484 1. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.187 0.1 314.5 125.3 8.0 6.4 3. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.853 4.313 6.269 0.0 32. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.163 0.067 0.0 9.109 0.6 19. • embalagem (feixe.5 6.7 201.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.614 2.4 39.169 0.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.935 6.075 0. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.6 Perímetro (mm) 7.1 490. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.0 20.580 0.622 3. para todos os tipos de obras.137 0.3 70.805 2.Tabela 11.259 0.9 16.318 2.5 10.5 9.6 5.175 0. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.089 0.0 8.3 17.2 1256.115 0.0 25.193 0.617 0.235 0.0 22.865 10.692 9.034 0.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.245 0.5 18.0 40.163 3.1 29.906 0. fazendo um serviço empírico.0 10.320 0.1 11.3 50.036 0.654 0. 251 .

0 cm ( 1" x 8" ). 2. 2. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2.5 x 30.5 x 20. 252 .5 x 25. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem.5 x 15. isso pode danificar os painéis. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura. • tipo de estrutura a ser moldada. eventuais atrasos. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. estamos considerando os custos diretos. • investimento inicial. b) Antes de concretar. • custo dos componentes e mão-de-obra.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais.0 cm. e ter a resistência necessária. em relação as fôrmas.5 x 10. existem os chamados indiretos. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. e similares.0 cm. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. que podem alcançar níveis representativos. 2.2. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. o item forma é geralmente.0 cm. ou podemos utilizar também o aço. dos quais os mais comuns são os de 2. armação e concreto). o caminho crítico. timburi. papelão etc.5 x 5. etc. as fôrmas devem ser limpas.0 cm ( 1" x 12 "). o cedrilho. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. • cronograma da obra. b) Devem ser praticamente estanques. 2. Na concretagem devemos tomar algumas precauções.0 cm ( 1"x 10 "). para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar. • equipamentos para transporte.5 x 7. • textura requerida da superfície do concreto. tendo como principal componente a madeira. Portanto. 2. • cargas atuantes. 11.00 cm. alumínio plástico.1 . o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e.Nessa análise. No ciclo de execução da estrutura (forma. desdobradas em sarrafos.

0 x 12.0. têm dimensões de 2. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm.20 x 1. As chapas de madeira compensada.0. Nos pontaletes com mais de 3. coladas por cola "branca" PVA. 10. mais usadas para fôrma.0 cm.0 cm. As chapas têm acabamento resinado.0 x 7.3) 253 . A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. 12. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior. nestes casos. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda. e nos vãos intermediários dos escoramentos. além dos escoramentos tubulares metálicos. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais. para utilização em estruturas de concreto armado aparente. e acabamento plastificado. para utilização em estruturas de concreto armado revestida.0 cm. deve com certeza serem colocados.00m. Devem.0 cm.(Tabela 11. a x b . 5. de modo a permitir a colocação das contra flechas. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil.10 m e espessura que variam de 6.0 x 8.0 x 16.0mm. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade.0 x 6. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável . Nas emendas.Devem ter as seguintes qualidades: . d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT.0cm e 6. para evitar recalques. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos.Não ser excessivamente dura . ou cola fenólica. as vigas 6. 8.

0 X 11.4 X 47.14 3.4 X 33.9 X 61.2.3 .50 2.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .4 mm 18 = 3.4 X 54.68 2.46 2.0 X 47.9 X 74. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.7 X 47. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas. vigas altas.02 3.24 3.02 3.9 X 88.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1. sendo cortados após a desforma.4 X 61.90 2.4 X 81.4 X 67. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.24 3.a = refere ao diâmetro. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. Alguns tensores podem ser perdidos.46 2. 254 .4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .46 3.0 X 67. Tabela 11.4).Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.Fôrmas de chapas: . é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.24 3.Fôrmas de tábuas: .68 2.0 X 54.3 mm.53 3.80 3.4 X 40.0 X 61. suportando a pressão do concreto fresco.7 X 54.7 X 40.02 3. painéis. roscas e porcas ou acessórios especiais.80 3.

Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos. Figura 11.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez.4 . As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar. serrote. etc. protegidos do sol e da chuva.5 . No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos. como o martelo.5). Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro. lima. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11.tensores espaguetes Figura 11. e ainda é de 255 .

os travessões são suprimidos.CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas. paredes. geralmente feitas de sarrafos ou caibros. pilares. 9 .Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 .FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas. 10 .GUIAS: Peças de suporte dos travessões. dos painéis de vigas. 12 .MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga.PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas.6 .GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares.TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. 3 .Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11.FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias).2. 7 . Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos. etc. 6 . 11.TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos. no caso de utilizar tábuas. pilares. 256 . 2 . 8 . Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ).DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes. colunas e vigas. 5 . Figura 11. geralmente feitas de sarrafos ou caibros.grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11. 4 . formadas por tábuas ou chapas. paredes.2 .PAINÉIS: Superfícies planas.6).PÉS.

ESCORAS (mãos .13 .JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas. e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11. ou como apoio extremo das escoras. lajes etc. Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos). Quando os pilares forem concretados antes das vigas.3 . Em pilares altos.. 14 .CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas.TALAS: Peças idênticas aos chapuzez.CUNHAS: Peças prismáticas. trabalhando a compressão. 11. geralmente usadas aos pares.. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento.francesas): Peças inclinadas.CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas. destinadas a limpeza. 15 .8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases. 20 .2. geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento.ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes. 21 .Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura.7 e 11. fundações e vigas. 19 .Detalhes de utilização: a) . temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11. 18 . 17 . 257 .8).7 e 11. 16 .TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem.CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos. para garantir o prumo. Consiste na ligação das fôrmas entre si.

8 . Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. a cada 2. para concretagem em etapas nos pilares altos. Na parte inferior dos pilares.0m (Figura 11. as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm.8).7 . bem como deixar janelas intermediárias. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . 9 10 1 2 21 Figura 11. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras".1 9 21 10 2 Figura 11.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco.

5 x 7.0 ou 10.9 .10). que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.Tipo 1 = sarrafo simples.5 x 7.10 .0 ou 10 cm . tensores. (1) (2) (3) Figura 11.Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.Tipos de reforços em gravatas 259 .Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).5 x 7.Tipo 2 = dois sarrafos de 2.0 ou 10 cm .Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão. de 2. ou ainda com espaguetes.0 cm Figura 11.

11 . mãos-francesas e sarrafos de pressão. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas. escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto.para as gravatas : 0.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1.11) ou contra o piso ou terreno. espaguetes ou tensores . é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11.11).50.20m .50 m .00m lajes Nas formas laterais das vigas. Sarrafo de pressão Figura 11.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata.para caibros horizontais das lajes : 0.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1.60 a 0. principalmente nas vigas altas. E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: . 0. que não são travadas pelos painéis de laje. não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10).Detalhe de uma fôrma de viga 260 . para evitar a abertura da forma (Figura 11. Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”. Devemos certificar se as formas têm as amarrações.80m .00 a 1.

12 . 1969) Figura 11.Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11.13 .Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .

Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.15a .Figura 11.14 .15b .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.

para evitar que as juntas se abram. o que não é muito eficiente.17).Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11.Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem. Pode ser utilizada mata-juntas.17 .16).Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 .4 . Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras. Figura 11. Figura 11.Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto. .2.16 . Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais.11.

e as lajes formadas por escoras. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças.19). sendo sua aplicação feita manualmente.4 a 0.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual.5 .Escoramento de madeira tipo "H" 264 . São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga.11. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11. longarinas e transversinas de madeira (Figura 11. b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².18). O peso próprio dessas formas variam de 0.18 .6kN/m². Figura 11. e somente se necessário. ou seja.2.

Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte.6 .19 . As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0.2. por uma estrutura de alumínio e compensado.6 a 1. geralmente. consistindo como bastante leves. barragens.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização. reservatórios. por exemplo. Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0. de grua ou guindaste. 265 . forrando o painel.00 kN/m2. compostos por painéis leves constituídos.Figura 11. 11. paredes e núcleos de edificações.13kN/m2.

20 . para que. paredes. Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema.2.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma.7 . sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos.8 kN/m2. sem grua.4 a 0.11. Figura 11. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço. após a desforma. galerias e principalmente lajes. As principais aplicações desses sistemas são os muros.8 . todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos. As mesas voadoras pesam em média de 0.Fôrma trepante 266 . Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura. 11.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho.2.

RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11.21). máquina ou policorte de bancada (Figura 11. sobre a bancada. tesoura. poços de elevador e escadas. 267 . Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas).21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas.3. grandes pilares.9 . Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11. o processo exige concretagem contínua.20). chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações. revestimentos de poços.Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1. de capacidade. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas.2. silos verticais. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto.1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto.2 ton. antes de ser dobrada.11. São de pequena altura.3 . 11. núcleos de prédios.

Diâmetros dos pinos de dobramento .4 para ganchos e dobras e na Tabela 11.(Ganchos. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6.5 para os estribos. Caso as barras continuem quebrando. Tabela 11. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas.4 . quando do seu dobramento através de ferramentas manuais. chegando a romper por tração (Figura 11.3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12.5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 . recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote. Figura 11.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço.3.11. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. para as quais.2 . Para algumas bitolas eles são finos levando a barra. que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11.22).22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos. a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento.

Tabela 11.3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18. volta-seca.23 – Pontos de amarração usuais 269 . laçada e flor (Figura 11.Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11.Diâmetros dos pinos de dobramento . É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem.23). Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11. dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural.3.5 . Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples.

Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento. é quanto ao seu posicionamento. as causas podem ser diversas. .24 .3. pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. etc. Para que isso ocorra.movimentação das barras durante a concretagem.24). recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11. devendo nestes casos consultar o projetista. . deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera. Caso as recomendações citadas não forem obedecidas.descuidos na locação dos pilares.falta de amarração adequada. Para evitar esse problema. Figura 11. não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras).Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 .11. recomendamos como principal a fiscalização das ferragens.4 . tais como: .

serem apoiadas diretamente sobre o solo. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão.26. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. o que deve ser respeitado. e principalmente os blocos de estacas. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos. sapatas. Líquidos que possam lixiviar o cimento. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11.3. salvo recomendações do calculista.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco. A pedra britada. 271 .As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11.6 . levando a expansão e desagregação do concreto. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio. podendo deixar as armaduras expostas.25 e 11.6). a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames. Tabela 11. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado.5 . mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”.1994) Fck (Mpa) CA-50A . quando presente em solução produz. suas armaduras. a ação dos sulfatos. poderia ser utilizada como lastro. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. não devem.

Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial.26 .Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem.7 .3. As emendas com luvas são excelentes. se necessário. em várias . Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.3.Figura 11.Lastro de britas sob os blocos de estacas 11.Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003). Quando não houver indicações.barras.25 .Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista.6 . 11. mas nunca em mais barras do que a metade. é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 . as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.

Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. 11.4 . a forma da espremedura deve permanecer. 273 . sem perder água. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. misturando os três materiais (Figura 11. Se espremido com a mão um punhado de massa. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. a fim de facilitar o lançamento do concreto. limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua.27). O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas. a superfície deve ficar úmida.27). 11.1 .Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. que é prejudicial. ou com latas de 18 litros.barras. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. pouco a pouco. de madeira ou cimento.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. Depois de bem misturados. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água. é conveniente observar a consistência da massa.4. não fica com a mesma homogeneidade. com o objetivo de garantir sua homogeneidade. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura.29). com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11.28). se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. durabilidade e qualidade. pois a mistura das diversas massadas. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma.

28 .29 . parte da água. e em seguida do agregado graúdo. medidas de areia e pedra do item 11.1. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.30): • É boa a prática de colocação.Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.Figura 11.Colocação da água 11.4. em primeiro lugar. pois a betoneira ficará limpa.Adição das britas Figura 11.4.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11. 274 .2 .27 .

haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento.7). O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados.Sequência da mistura em betoneira 275 . em metros (Tabela 11.7 . não deixando sair o graúdo em primeiro lugar.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. coloca-se o agregado miúdo. Finalmente. que faz um tamponamento nos materiais já colocados. pois havendo água e pedra.• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador. Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal.Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg.30 . Tabela 11.

Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr.3 .4. .Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central.8 Tabela 11.OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. Máx.Nunca adicione somente água. Se o concreto ficar mole. pois isso diminui a resistência do concreto. 11. Máx. pois é ele que controla o lançamento dos materiais. o que devemos saber é programar e receber o concreto. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. coloque mais cimento e água. Depois de colocados os materiais. na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. Máx. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test).Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. deixe misturar no mínimo por 3 min. Tabela 11. até atingir a consistência adequada. a) .Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. OBS: . Min. adicione a areia e a pedra aos poucos. Se ficar seco. Min.8 .

5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros.31). • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto. só nos resta verificar .4.A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto. bem como o intervalo de entrega entre caminhões. deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck). b) .Recebimento: antes de descarregar. • • • 277 . Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0. • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. aditivo se utilizado Se tudo estiver correto. • 11. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11.4 .Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada.

Em casos de pilares altos.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm.32). vigas. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. fazer a remoção e limpeza da sua base. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". a 2. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm. • e alguns cuidados nos pilares. antes da concretagem. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo. e contraventá-las.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. e não a "marteladas" como o usual.31 . 278 .Figura 11. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos". facilitando assim a saída das bolhas de ar.

contraventadas a cada 50 cm. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. caso não haja possibilidade. no momento de vibração. fazer as emendas à 45º (Figura 11.Cachimbo para facilitar a concretagem b) . a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. 279 . a sua abertura e vazamento da pasta de cimento. mãos-francesas etc.engastalho Figura 11. Caso contrário.32 . respectivamente. par evitar. onde geralmente os esforços são menores. Verificar a estanqueidade das fôrmas.33).Nas vigas Deverá ser feito formas. são máximos. através de gavatas.. pois os momentos negativos e positivos. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez.

33 . formando poças. isenta de partículas soltas. com a utilização dos chamados "Caranguejos.após a interrupção. c) . através de imã. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas . prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo. A superfície deve ser limpa. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem.34) 280 . evitando que a mesma absorva água do concreto.Nas Lajes Após a armação." (Figura 11.Figura 11. transmitida pela armadura.

(Figura 11.35 .34 .Figura 11.35) Figura 11.Detalhe das guias de nivelamento 281 .Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.

Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. Industrial) (Industrial. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11.Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural. repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa.36 .9) Tabela 11.4. 11. como por exemplo. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma.5 . mas também pelos benefícios adicionais. para movimentação de pessoal no transporte de concreto.38). (Tabela 11. em geral à face externa do estribo. Na execução. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras.36).9 . independentes da armadura (Figura 11. lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003. a resistência ao fogo.Recomendamos ainda que as passarelas.37 e 11. Figura 11.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas.

38 . áreas de serviço de apartamentos.. banheiros. cozinha.37 . para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11. (para fazer gelo). residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura. com o auxílio de formas de madeira.38) ou de argamassa (Figura 11. isopor (caixa de ovos).37). dormitórios.Pastilhas plásticas 283 . • cordões de argamassa.. que além de mais econômicas. metálica etc.OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas. aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra.Pastilhas de argamassa Figura 11. • e = recobrimento Figura 11.

Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias. etc. serragem.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0.65 7 7 7 5 5 0. 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento.10: Tabela 11.tipo de cimento.6 . conforme mostra a Tabela 11. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas. uma temperatura favorável ao concreto. terra. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura.10 . areia. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório. garantindo ainda. . A resistência potencial.11. se a cura for realizada adequadamente. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: . molhagem. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento. somente serão desenvolvidas totalmente.55 3 3 5 3 3 0. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade.4.70 10 10 10 5 5 284 . OBS. bem como a durabilidade do concreto. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água. evitando a evaporação da água da mistura. como mantas de algodão ou juta.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto. palha.35 2 2 2 2 2 0.

exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. além de atender ao exposto acima.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. geometria das peças. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva.Há. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos).7 . vento e umidade relativa do ar. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. também. 285 . Ironicamente. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. como pilares e vigas. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. temperatura. de alguma forma. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. uma vez que. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. área de exposição/volume da peça. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa. 11. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. pelo menos nas peças espessas. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto.4. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. Em certas condições. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. para evitar tensões internas não previstas no concreto. que pode ser definida pela relação. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. que podem provocar fissuras e até trincas. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. Além disso. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura.

quantidades e dimensões das barras.9 .Consertos de falhas Devemos proibir. Tratamento da superfície de contato. nas obras. 286 . que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado.O que devemos verificar antes da concretagem .39 . com concreto forte. • • Figura 11.Método mais comum de consertos de falhas 11.4. Limpeza e aplicação de desmoldante.Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada.8 .11. Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem. • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento. que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto.4. • preenchimento do vazio. b) Armadura • Bitolas. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor). Estanqueidade.

lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. Cobrimento das armaduras (pastilhas. Iniciar o adensamento logo após o lançamento. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. autobomba com lança. caçamba).0cm da camada inferior. limitar o transporte a 60m.. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. Programar o tempo previsto para o lançamento. desempenadeiras. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. Especificar a forma de lançamento (convencional. adensamento e cura do concreto. No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. esteira. Providenciar ferramentas diversas (enxada. Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. guincho. pás.• • • • Posicionamento. Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma.0m. encontros de pilares. A cura deve ser contínua. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. vibradores de superfície (réguas vibratórias). paredes com vigas ou lajes). caçamba). vibradores de imersão (agulha). a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. ponteiros. jericas. etc. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. guindaste. Fixação. lançar o mais próximo da sua posição final. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. preparar rampas e caminhos de acesso. início e intervalos das cargas. vibradores externos (vibradores de fôrma). e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. bomba estacionária. 287 .

As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. poços. danificadas ou improvisadas. corte. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. - - - 288 . Para evitar quedas de materiais e objetos. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. beirada das lajes. com guarda-corpos de madeira. escorregões ocasionados pela desforma. protetor auricular. óculos de segurança contra impactos. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. luva e mangote de raspa. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. calçado. metal ou telados. avental. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas.

tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . curva. alvenaria. estrume ou fibra vegetal. Acesso – Passagem. aplainar. Carregada verticalmente. linha ou outra referência. indica locais como garagem. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. areia em pequena quantidade. também chamada de abrigo de carros. onde se guardam os vinhos e azeites. normalmente fixa peças. como tubos. A palavra provavelmente. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. que forma normalmente a cobertura de um recinto. conduites etc. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. quer no sentido horizontal. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. arqueada a uma superfície. em geral no subsolo. Acréscimo – É o aumento de uma construção. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. desbastar saliência ou alisar madeiras. janelas. No uso corrente. Afagar – Nivelar.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. tabuleiros de ponte. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. vãos. Abóbada – Geométricamente. 2 289 . Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização.12 . Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. quer no vertical. A Abaular – Dar forma curva. realizadas ao término da estrutura. valas). Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. escadas. pisos etc. Adega – Também conhecida como cava. Abraçadeira – Peça metálica que.

juntamente com água e um ligante. linhito. resultante da destilação de materiais (hulha. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. forma argamassas e concretos. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. Alicerce – Fundação. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. com o sem adição de água. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana.Afresco – Técnica de pintura. I. engenheiro no seu trabalho. que principia na cumeeira e segue até a beirada. por onde passam os eixos de simetria da seção. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. T. aglutinante) substância que. Agrimensor – Topógrafo. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. permitindo a absorção da tinta. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. peça com saliência superposta à superfície. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. 290 . Aglomerante – (ligante. misturada a um agregado. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. turfa e madeira). Geralmente fica localizada na entrada da casa. Alçar – Levantar a parede. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. calor ou pressão. sem aberturas para o exterior. Z e L. Alcova – quarto pequeno de dormir. Aldrava – o mesmo de aldraba. sótãos ou desvão de telhado. construir. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. Aglomerado – Placa prensada.

insolúvel na água. acima do porão. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. Angico – Madeira muito dura. peça (biombos. Aplique – Ornamento. o gás ou a energia solar. loja ou sobre loja. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. É utilizado na construção de refratários. para proteger. enfeite fixado em paredes e muros. embasamento. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. que formam paredes. por meio de registro escrito. de tijolos ou blocos. Anteparo – Qualquer objeto. bloco. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. Alvenaria – Conjunto de pedras. castanho clara. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. Andaime – Plataformas elevadas do piso. muros e alicerces. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. e na composição do fibrocimento. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. rés do chão. antiderrapante. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. rés do chão. de cor branca sem matizes. loja ou sobre loja. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. Amarração – Modo de assentar tijolos. 291 . Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. em sucessivas camadas. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. com argamassa ou não. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. flexíveis e incombustíveis. quebra-luzes. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra.

Arquitrave – Viga de sustentação que. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. Podendo ser elétrico ou a gás. em forma de escada. Argila expandida – Agregado artificial leve. calcário ou feldspato usado em pisos.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. tendo em vista o conforto. excluídas as paredes. complementado as moradias. obtido por aquecimento de 1.000º a 1. e o sentido plástico da época. Arrimar – Apoiar. Rocha macia e de corte fácil. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. 292 . cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. usada no assentamento ou revestimento. pilares. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. a realidade social. Arcada – Sucessão de arcos. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. escorar. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. encostar. se apóia em colunas. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. Possui a arte da composição. cada fila mais elevada que a outra. em suas extremidades.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases.

de cozimento ou de secagem de materiais. na altura de pisos elevados. alinhada lado a lado. esquadrias. pastilhas e outros acabamentos. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. de cor entre preta e pardo-escura. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. pisos. com uma ou mais lâmpadas. sustenta corrimãos e guarda-corpos. sem estrutura de sustentação aparente. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. usada em iluminação de jardins. 293 . blocos. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. Balizador – Pequena haste cilíndrica. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Auto de vistoria . Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. e no qual os constituintes são os betumes. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. É protegido com grades ou peitoril. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. Ateliê – Local de trabalho do artista. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. disposto diante de portas e janelas. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. Balcão – Elemento em balanço. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. que se coloca na parte superior de portas e janelas. que se funde pelo calor.

aberto superiormente em toda sua extensão. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). onde os condutores são lançados. Bay window – Janela de três faces. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. metal ou cantaria. Barrote – Peça de madeira. pedra. Basalto – Rocha muito dura. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Tem função estrutural. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída.Bandeja – Conduto de instalação aparente.5 cm de espessura. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira. 294 . Bangalô – Pequena casa alpendrada. Pode ser estrutural ou não. protegendo-a da ação das chuvas. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. Batente – Peça de madeira. abrindo vãos para ventilação. de grão fino e cor escura. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. chumbada com massa no contrapiso. presa ao guarnecimento do vão. plástico ou metal. que avança além da parede que a sustenta. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. classificados em peneiras. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. que permite fixar o piso de tábua. Fragmentos de pedra usados na construção civil. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas.5 a 3. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. usada na pavimentação de estradas e na construção. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. erguida no campo ou nos arredores das cidades.

oficinas ou outros. estradas. Capitel – Parte superior de uma coluna. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. A perfuração atinge no máximo 6.Broca – Estaca manual simples.0m. com o martelo de calceteiro. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. implantado em anexo a área reservada a construção principal. retiradas de um bloco de rocha. Canafístula – Madeira dura. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. em sentido vertical. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. Podem ser simples ou ornamentados. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. pigmentos ou outros. destinado à escada. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. hidratados ou não. fiscalização e controle de serviços e obras. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. sobre a qual se pregam as ripas. elétricas ou hidráulicas. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. ruas ec. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. que permite o acesso para limpeza e inspeção. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. na canalização de esgoto da pia de cozinha. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. que aplica com broxa. critérios. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. Caixa de escada – Espaço. com ou sem adição de cola. como depósitos. executada a trado. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. Caiação – Pintura com cal diluída com água. execução. Também profissional que forma as pedras de calçamento. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. instalada após o sifão. Capa – Demão de tinta. 295 . Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. que suporta pouco peso. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. Caixa de passagem – Une tubulações diversas.

Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. que avançam sobre a fachada. rica em carbonato de cálcio. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. base de extração da cal. destinado aos motores. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. em forma de cavalete. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. feita no telhado. para iluminar interiores de uma edificação. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. Chanfrar . Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. feito com tábuas de madeira sobrepostas. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. Cachimbo – Anteparo de madeira. como um pergolado. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. polias e quadros de comando. Carpete – Forração de pisos.Caramanchão – Armação.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. Chumbar – Fixar com argamassa. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cerâmica – Objetos de argila. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. telhas e vasos. Os mais comuns são os têxteis. tipo do colonial americano. em geral envidraçada. em forma de funil. Tem formato cilíndrico-cônico. 296 . Clarabóia – Abertura. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. de barras de aço. tais como tijolos. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. bem inclinadas. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes.

Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. em proporções prefixadas. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. porém. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. maior resistência e homogeneidade. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. 297 . Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. Coifa – Cobertura feita de metal. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. que se executa no fechamento superior de um edifício. Ao longo da história da arquitetura. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. sobre o frechal. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. Apresenta. que suga a fumaça dos fogões. areia e pedra britada. Concreto – Mistura de água. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. destinado a espetáculos públicos. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. cimento.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão.

Curar – Secar madeiras. Desdobro – É a divisão. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. Desgaste – Ver abrasão. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. cimentos etc. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. Cuba – Recipiente das pias. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. concretos. de um lote edificável para fins urbanos. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. de vigas na alvenaria estrutural etc. em duas ou mais áreas. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. demolindo ou cortando acima desta cota. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. com o aproveitamento do sistema viário existente. Elemento metálico. Ver abóbada. 298 . Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. horizontal e vertical. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos.Corredor – É o saguão de que segue. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas).). rampas etc. duro e brilhante. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado.

Edificação – Obra. Drenagem – Retirada de água do solo. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. aposentos de empregados etc. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. Dilatação – Aumento de dimensão. Tem como função uniformizar as superfícies. ou seja. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. despensa. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. reagindo com a água. fios (conduítes). Desvão – espaço entre a telha e o forro. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. biombos. denominada hidróxido de cálcio. tanto da superfície quanto de camadas profundas. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. cerâmica ou vidro. O cimento comum. Embasamento – Parte inferior de uma construção. Ver junta de dilatação. construção. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. Eflorescência . Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. Emboço – Primeira camada de argamassa. de pessoas ou mercadorias. Ela aparece devido a um processo químico. principalmente a partir de uma variação térmica. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. 299 . Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. resulta em uma base medianamente solúvel. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). sem profundidade ou perspectiva. ou ar. Também conhecida como oitão. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. Tapumes.

Engastalho – Calço de madeira. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. que se acumulam em demolições ou construções. fixo no concreto. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. embutido. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. colocar o caixilho. ou ambientes expostos a umidades. que coordena serviços de grupos de operários. janelas) utilizado em uma obra. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. Engastado – Encaixado. Escovado – Metal polido com escovas. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. Espelhado – Superfície polida. ganhando aparência fosca. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. resultando num efeito irregular e manchado. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. 300 . de forma que fique coeso. podendo ou não ficar aparente na fachada. Enquadrar – Emoldurar.

estruturas de madeira ou metálicas. piscinas e calhas. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. quando são submetidas à compressão. desde à ruptura. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. friso. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. pivotar etc. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. Fissura – Abertura inferior a 1. janelas. régua do boxe. Fibra de vidro – Material resistente.para ser trabalhada em estado granular solto. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. fixando-as em sua devida posição. Também usada para fazerem forros e ornatos. chave ou tranqueta. puxador. conferida pela impermeabilização. Filete – Moldura estreita. a mais freqüente é a fibra do amianto. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. impermeável. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. aço ou madeira. Semelhantes ao canelado. dobradiças. correr. empregado na fabricação de banheiras.) empregados em portas. puxadores etc. e quando necessário podem ser abertos. fechar. sem causar divisão do sólido em partes separadas. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. Estanqueidade – Propriedade.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. que é cravada nos terrenos. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. cremonas.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. geralmente de concreto armado. 301 . protendido. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. de impedir a passagem de fluídos.

Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. que irão compor a estrutura da construção. canalizações etc. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. Utilizados como muros de contenção. ocultar canalizações ou estruturas. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. pivotar). servindo de apoio à tesoura. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. 302 . Duto subterrâneo para escoamento de águas. como hera. Forro – Material que reveste o teto. utilizando uma bigorna. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. além da circulação de pessoas. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. Plantas rasteiras. sapatas etc. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. drenagem. que fazem o acabamento de um jardim. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. após aquecimento. entre a base e o capitel. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro.correr. ligando entre si dois logradouros. drenantes. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. tornando a passagem coberta. armados. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. Depois desse processo. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. serve para exposição de obras de arte. Galeria – Corredor largo que. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. Recuo da construção no pavimento térreo. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. Fôrma – Elemento de madeira.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. musgo ou grama. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias.

devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. geralmente fora das recomendações técnicas.50 a 2. pó de mármore e grana. com peso específico de 2. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. Grapa – Peça de ferro. Granilite – Mistura do cimento. causado por uma variação brusca na velocidade da água. Grana – Conjunto de rochas diversas. geralmente dobrada. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. de qualquer natureza. para dar segurança aos usuários. como as rosáceas. válvula. sacadas. sentinelas. guardas etc. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. composta de quartzo. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. Gleba – É uma porção de terra.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. para proteção de vigia. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. corrimões etc. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. Podendo ter um lado fechado por parede. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. minúsculas. usada para revestir paredes e pisos. 303 . janelas. etc. dura. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. Gambiarra – Instalação provisória. torneira.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. batentes. com parede de meação. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. Ver guindaste. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. feldspato e mica. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. Granito – Rocha ígnea granular. que entra na composição do granilite. uma encostada à outra. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado.

Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. quase sempre temporário. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. O mesmo que locação da obra. nos grandes edifícios. Hotel – Prédio destinado a alojamento. escadas. para compor coberturas. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. rampas etc. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. acrescentado a argamassa. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. 304 . Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. como as portas de correr etc. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Hidrófugo – Produto químico. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária.

Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. feita em uma só peça. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. Também conjunto das instalações elétricas. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. que evita o transbordamento do excesso de água. Ladrão – Tubo de escoamento. cimento. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. linha ou fenda que separa dois elementos. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. barro cozido. além de permitir a visão externa. Janela basculante . Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. em geral envidraçado. banheiras ou reservatórios. do som e da umidade. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. 305 . Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. de cerâmica. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. hidráulicas. Junta – Articulação. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. gás etc. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. colocado na parte superior de cubas. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. mármore etc. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. com pouca espessura. Jardim-de-inverno – Local.

M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. azulejo e outros aplicados à meia altura. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. Lavrar – Gravar. servindo também para puxar ou empurrar a porta. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. Hoje são espaços amplos sem divisórias. Lance – Comprimento de um pano de parede. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. Listelo – Filete. Lambris – Revestimento interno de parede. que significa depósito. Geralmente situado à entrada da casa. propiciando ventilação. pelo cubo. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Parte de uma escada que se limita por patamar. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. muro etc. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. Loft – Palavra inglesa. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. que divide os pavimentos de uma construção. usados para moradia. apoiada em vigas e pilares. placas de mármore. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. cunhar. brocas e cupins. Madeira de lei – Madeira dura. proveniente da infiltração de águas de chuva. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. 306 .Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. à pressão atmosférica. feito de tábuas. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico.

Não pode ser retocada e. Ver batente. diminuindo o vão livre. 307 . Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira.. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. Mástique – Material de consistência pastosa. é penteada com uma escova. água e cal empregada para rebocar as paredes. cal.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. Massa raspada – Mistura de areia. o produto final.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. de um projeto arquitetônico. depois de aplicada. coberturas e contrapisos. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. Massa grossa – Mistura de areia média. em miniatura. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. Meio-fio ou guia . usada como divisória. adquirindo. dá acabamento liso a parede. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. água e cimento usado no emboço. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. cimento e corante. com cargas adicionais a si. ou filme de polietileno de alta densidade. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. formando desenhos. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. pedras em obras de marcenaria. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. Maquete – Reprodução tridimensional. ela se projeta para além da parede da construção. cal. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. plásticas ou elásticas. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. deixando-a pronta para receber a pintura. Massa fina – Mistura de areia fina. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. escada externa etc. geralmente calcítico ou dolomitico.

Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. sobrecarga de construções. madeira ou concreto que sustenta beirais. 308 . Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. Mísula – Peça de pedra. Mirante – Parte alta. a fim de assegurar ventilação e sombra e. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. também. em toda a altura da janela. especificando o material que são necessários à obra. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. Montante – Peça vertical que. no caixilho divide as folhas. acima do telhado da construção. da fundação ao acabamento. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. sacadas ou balcões.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. do qual se quer uniformizar o emprego. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. Muxarabiê – Balcão protegido. etc. prateleiras etc. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. empuxos de águas de infiltração. sobre-aterros. por uma treliça de madeira. roupas etc. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior.

sacadas etc. Pastilha – Pequena peça de revestimento. Pano – Extensão de parede ou muro. Parquete – Piso feito da composição de tacos. cerâmicas etc. geralmente construído de alvenaria. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. Oxidação – Ferrugem. Passadiço – Corredor. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. porcelana ou vidro. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. P Painel – Grande superfície decorada.O Ofurô – Banheira arredondada. Apresenta composição de mosaicos. feita de cedro. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. pastilhas. obtido a partir das sementes do linho. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. terraços. Parapeito – Peitoril. Pátina – Efeito oxidado. condições locais. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. feita de cerâmica. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. que dá aspecto antigo às superfícies. típica do Japão. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. presentes em janelas. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. tanto no interior como no exterior da construção. 309 . necessidades de quem vai habitar. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. verba disponível etc. Proteção que atinge a altura do peito.

resinosa. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. metálico e outros. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. Andar. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. Pilarete – Pequeno pilar. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. Piso . 310 . A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. alvenaria ou concreto. Toda esta trama é. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. Pavimento. pegajosa. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. píncaro. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. argamassas e concretos de cimento. Pavimento – Andar. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. feito de pedra. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. para demarcações no terreno. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. tijolo. destinados a suportar carga vertical. a linha. Pilar – Elemento estrutural vertical. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. metálicas ou têxteis. tiras plásticas. preenchida com barro. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. Pilastra – Pilar com quatro faces. de forma prismática ou cilíndrico (coluna).Revestimento de base o qual se pode caminhar. cume. concreto. de pequena seção em relação à sua altura. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. por meio de suspensório (estribo). Piche – Substância negra. caldas. posteriormente. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias.

Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. terraços ou varandas. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. Prédio – Construção destinada à moradia. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. Polir – Lustrar uma superfície. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. muros ou painéis. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. Escora. Apoio. depósito ou outro fim similar. Ver sarilho. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. Policarbonato – Material sintético transparente. fabricado previamente em instalações industriais. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. fabricado e depois montado na própria obra. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. O mesmo que planalto. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. de alta resistência. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. para depois ser montado na obra.Parte ou componente de uma edificação. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. cuja cobertura é apoiada em colunas. Porcelanato – Revestimento.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. utilizado com laminados plásticos colados. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. baixa porosidade. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. 311 . resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. com baixa absorção de água. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. formatados por aquecimento. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. Pré-moldado . inquebrável.

Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. recebendo pintura diretamente. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Quiosque – Pequena construção. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. como a nogueira. reunindo plantas. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. cortes. composta de chave geral e disjuntores. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Projeto – Plano geral de uma construção. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. detalhamentos etc. colunas etc. elevação. Radier – Tipo de fundação direta. 312 . Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. Rancho – Habitação rústica do campo. uma laje de concreto armado. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. a imbuia e o pinho-de-riga.

5 e 2. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. Pode ou não embutir iluminação. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. e a saliente. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. Sarrafo – Tira de madeira. Rufo – Chapa metálica dobrada que. e pequena quantidade de argila.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes.5 cm. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. Como ficam isoladas. Sapé – Tipo de gramínea que. auxiliar. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. Muito comum em portas divisórias retráteis. de camisa ou blusa. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. estreita e comprida. junto ao piso. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. dos profissionais que trabalham nas obras. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. junto ao forro. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. é usada para cobrir casas e quiosques. Podem ser isolada ou corrida. Servente – Ajudante. e no qual se enrola corda.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. A tábua reentrante é chamada de saia. evita a penetração das águas das chuvas. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. quando seca. no encontro de telhados e paredes. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. baldes etc. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. 313 . Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes.

Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. de onde são retiradas. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. Shaft – Palavra inglesa. que serve para passar as tubulações elétricas. muito usado em construção de vários pavimentos. de madeira ou ouro material. Arremate na mudança de acabamento de piso. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. Sóculo – É uma base de alvenaria. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. É um duto de alvenaria ou de concreto. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. mantendo o mesmo nível. onde se encaixa a lâmpada. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. que pode ser revestida ou não. telefone etc. em relação ao terreno circundante. não inferior a 2. como a manta asfáltica. que facilitam o acesso às tubulações. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. formando um degrau na parte de fora. Soquete – Receptáculo. 314 . Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. e nas portas externas. Ver lanternim. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. caraterísticas dadas pelas águas dos rios.Seteira – Janela estreita e comprida. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. de água. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados.50m. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. com rosca interna. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. Ele tem geralmente portas ou tampas. Silicone – Material usado na vedação.

pelo menos em parte. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. As telhas e a estrutura ficam aparentes. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. executadas para a construção de aterros e cortes. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. Telha-vã – Telhado sem forro.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. Terraço – Cobertura plana. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. carga. desviada angularmente em relação ao plano vertical. formando a moldura que guarnece os telhados. Teodolito – Instrumento ótico portátil. Tabuado – Porção de tábuas. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. Galeria descoberta. destinada ao seu assentamento. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. 315 . Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. descarga e compactação. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. transporte. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. por meio de colunas e pilares. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. Terracota – Argila modelada e cozida.

Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. 316 . Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. cabo de aço que se presta aos esforços de tração.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. nas tesouras. está sujeita aos esforços de tração. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Unifamiliar – Uma única família. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. usada em telhados para vencer grandes vãos. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. Barra de ferro. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. Textura – Massa. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. compondo os pisos. fibra ou tecido. Tulha – Depósito de café e cereais. Treliça – Estrutura estaticamente definida. U Umbral – Parte superior das portas. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. crespa. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. nas instalações de esgotos de prédios elevados. deixando-a áspera. constituída por articulações em múltipla triangulação. formando um conjunto de barras interligadas. Tirante – Viga horizontal que. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. Tubo de queda – Tubo vertical que. graduada em uma ou ambas as faces. sem auxilio de apoios intermediários. Trincha – Tipo de pincel achatado. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse.

As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. Veneziana – Tipo de esquadria. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. feita de aço. Vermiculita . Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. Vedação – Ato de fechar. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. plastificantes.) para os pilares. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. que permite a ventilação permanente dos ambientes. apropriado para revestir pisos. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). Viga – Peça estrutural. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. vedar. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. madeira. Vergalhão – Barra de ferro comprida. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. tirando-as das esquadrias.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. concreto etc. Varanda – Alpendre grande e profundo.É um mineral semelhante a mica. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. cargas minerais e pigmentos. 317 . Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio.

318 .Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. dos agregados. evita a ferrugem. Zincado – Material que foi revestido de zinco. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. comerciais. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. de cor alaranjada. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas. industriais ou mistas. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. do solo etc.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

Observar as Normas de Segurança do Trabalho . em beiradas de laje. Qualquer função deve utilizar.Substituir. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado.Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ . Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar.Fornecer aos empregados gratuitamente. obrigatoriamente.00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp. valas etc.Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI . quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar. quando executar trabalhos acima de 2.EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar. imediatamente. .Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho . o EPI danificado ou extraviado .Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina . quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . como limitador de espaço. Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg.Tornar obrigatório o uso do EPI .

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

20 2.0 8.6 2.0 7.2 1.28 7.03 6.97 10.1 217.1 8.3 117.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.0 6.0 6.2 148.4 65.48 5. .Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 . cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.61 3.0 37.0 1.46 6.37 6.4 x 3.0 x 5.0 9.0 x 3.91 4.2 x 4.38 4.1 45.97 1.48 1.0 x 9.47 x 0.5 1.8 1.0 6.6 x 5.2 x 4.13 4.0 6.96 5.61 x 0.5 264.45m 4.0 6.0 6.59 5.96 x 1.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.13 x 1.0 x 8.0 2.4 0.03 x 5.75 0.35 3.80 2.20m e 6.8 57.8 0. Longc Trans.4 323.9 78.0 6.9 92.96 x 3.96 5.09 120 120 120 60 60 60 222.47 3.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.8 x 3.PESO COMPR. cm cm cm²/m cm²/m 3.83 3.0 0.1 x 7.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.35 x 3.75 x 0.75 4.92 x 0. Trans.52 3.38 x 1.0 x 8.8 x 3.21 1.2 0.0 285.1 356.36 x 6.5 x 4.46 x 2.83 x 2.92 3.59 x 1.0 x 6.11 3.0 6.

328 .

de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.60 0. um tij. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.6 tf/m³ 1.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.bw(cm).10 .1.2 tf/m³ 1.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0.85 1.25.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0. 1.

7 23.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.1 33.20 24.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.83 14.0 Brita Nº 2 22.2 133. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.5 187.7 5 0.54 1.5 60.3 170.5 30.4 33.4 4 0.9 28. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.37 1.48 m 330 .4 28.5 1 6 6 6 5.1 33. de Concr.6 22.6 1 0.0 35.04 1.5 27.4 28.6 28.0 17.47 1.1 240.9 5 1.5 28.9 28.6 22.7 1 0.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.6 29.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.6 36.0 33.6 22.7 28.5 5 0.41 1.7 129.6 22. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.4 19.0 218.6 28.4 19.05 0.7 28.27 97.7 28.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.5 4 3. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.6 5 0.2 203.35 x 0.6 8 0.0 33.8 6 0.84 1.82 1.6 33.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.7 28.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.7 21.6 181.9 23.4 33.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.7 23.27 2.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.9 23.9 168.6 33.9 312. Peq.6 29.5 32.5 34.7 9 0.4 9 0.14 1.5 39.2 145.

331 .

TESOURAS. ESPIGÃO 332 . TERÇAS E PONTALETES DET.

RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.Sarrafo para travamento na linha da cumeeira. Compr.0 4.50 4.0 (m) 15.00 3.5 3.50 3. (m) 01 26 04 04 02 03 2.00 Sarrafo 2.00 3.0 Viga 6 x 12 Quant.00 4.Ripas acrescentar 10% .CAIBROS Obs. .Acrescentar 20cm em cada viga com emendas. Compr.50 520.0 4.) 03 (Pont.5 5.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas. . (m) 01 (Pont. .50 4.5 x 10.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant.50 3. Compr.0 4. (m) 24 07 05 26 30 2.) 07 01(Berço) 2.00 333 .

Técnica da Construção. P. Pisos Indistriais de Concreto Armado. PCMAT.F. Tesouras de Telhados.Falcão. Editora Edgard Blucher. São Paulo 1998. 10 LIMA. 2 volumes. Técnica de armar as estruturas de concreto. J. P. Manual do Construtor. Celso. Edvaldo G. Editora Hemus. 4a edição.O. 1998. Editora Glob. 1992 13 PIANCA. Fundações Teoria e prática. L. Prática das Pequenas Construções.C.. Sistema treliçado global . Manual de Construção. G. 6a edição. 1993 3 BORGES.R. Estruturas. F.et al. 334 . Rio de Janeiro. Antonio. Rio de Janeiro. Editora Calcitec. Editora Pini. Editora Tecnoprint. 2a edição. A . 9a edição. Curitiba/PR. C Arruda. São Paulo 1995 6 CARDÀO. 1996 12 MOLITERNO. Batista. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. C. São Paulo. 9 FUSCO. 2000 8 FALCONI. Editora Edgard Blucher. 3a edição.2 volumes. 15 SAMPAIO. São Paulo. Materiais de Construção.B. 5 volumes. São Paulo. São Paulo. 1976 5 BAUER. 16 SANTOS. Editora Globo. Firme.Vilela.1992 4 BAUD. F. J. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação. 1969 7 DIAS. et al. São Paulo. 1o volume. 1995. Editora Pini. Ed. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. P. Porto Alegre. A. 4a edição. Copiare. Editora Pini. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. J. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis..P.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado.Boletim Técnico de Edifício.Caio. 1974 14 RODRIGUES. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. desenhos de concreto armado. 1993 11 MELLO. 2a edição. Editora Pini. Rio de Janeiro.

Walid. Apostila 4oSimpatcon. 1998. P.Fôrma e Ferragens. Detalhaes de execução .IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas . A técnica de Edificar.Publicação ABESC Manual de execução de Telhado .Editora Pini Manual Técnico Blindex . 18 YAZIGI.Associação dos Fabricantes de Lajes.17 TERZIAN. Roberto. 1978. Jornal da AFALA .Construção Mercado e Téchne . Campinas/SP. Editora Pini. São Paulo. 335 .

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