TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

. 41 . 42 .6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3.. 10 ..10 Com cinta de amarração 3....13 Projeto de locação de estacas 2. 39 .12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2..... 32 . 22 ..9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.. 42 . 26 ..... 5 ....6 Clinômetro ou nível de Abney 1.....7 Profundidade de uma estaca isolada 3..2 Equipamento de sondagem a percussão 3. 41 .12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1...6 Processo dos cavaletes 2.. 5 . 20 . 25 ... 8 ... 38 . 12 ... 19 ... 16 ..2 Aterro em terreno 2....5 Representação de curva de nível 1. 11 .8 Processo da tábua corrida 2....9 Sem cinta de amarração 3. 25 . 21 .....14 Sapata corrida sobre pilares .... 27 .LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1...12 Sapata isolada retangular 3..2.. 34 . 37 ..14 Locação de estaca 2. 23 ......3 Lote irregular com muita profundidade 1. 24 ...3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3. 15 .. 23 ..1 Lote regular 1....1 Corte em terreno 2.5 Exemplo de um perfil de subsolo 3.8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1..... 29 .7 Clinômetro inclinado 1.11 Traçado de curvas de pequeno raio 2... 28 ... 12 ...... 32 .11 Processo da mangueira de nível 1.9 Utilização do nível de bolha 1..10Posição da água quando não existe bolhas 1...13 Sapata corrida sobre parede 3..10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2.13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2..4 Lote com setor curvo 1. 35 ..15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3. 6 .Lote irregular com pouco fundo 1.4 Planta de locação das sondagens 3.7 Marcação sobre gabarito 2.. 43 ..8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3... 9 .3 Barracão para pequenas obras 2... 7 ..1 Esquema de sondagem 3.. 36 .5 Cavalete 2... 41 .4 Aproveitamento das chapas compensadas 2.. 6 ...11 Com cinta de amarração 3.. 10 . 8 ..

. 73 . 80 ..20 Tipos de trado 3.31 Impermeabilização em locais com ventilação 3.. 66 ..16 Ajuste inglês ou gótico 4.....15 Ajuste francês 4..34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4.23 Empilhamento de tijolos maciços 4. 77 .21 Perfuração das brocas 3....11 Colocação da argamassa de assentamento 4.... 59 . 78 .30 Vergas sobre e sob os vãos . 74 . 44 ..29 Vão de alvenaria 4. 72 . 51 ..... 48 . 47 .. 68 ..3 Tijolo com furo prismático 4.25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4..22 Perfuratriz 3..2 Tijolo com furo cilíndrico 4....23 Execução das estacas Strauss 3.28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3..... 74 . 57 .......26 Tubulão a ar comprimido 3. 43 . 73 .12 Assentamento do tijolo 4........29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3.22 Exemplo de pilares em alvenaria 4.. 67 .. 50 .18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4..28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4.19 Bloco de coroamento 3..18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3... 67 .1 Tijolo comum 4. 68 . 64 ...9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4. 79 .27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4.14 Ajuste corrente 4... 71 . 67 ...26 Detalhe de execução dos cantos 4.19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4... 75 .. 56 .... 70 .17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4.24 Corte do tijolo maciço 4. 45 ..15 Sapata corrida com viga 3. 54 . 59 .16 Radier 3..17 Esforços nas estacas 3. 66 . 74 .7 Bloco de concreto 4.30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3..... 46 .......13 Retirada do excesso de argamassa 4.10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4...4 Tijolo laminado 4. 45 .. 57 .. 75 .. 70 . 58 .. 52 .33 Dreno horizontal cego 3. 79 ...5 Tijolo de solo cimento comum 4..8 Bloco canaleta 4. 73 .... 71 . 53 .... 76 ..27 Alvenaria de embasamento 3...21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4..24 Execução das estacas Franki 3.... 60 . 78 . 76 ..25 Seção típica de um tubulão 3.6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4.20 Canto em parede de espelho 4. 49 . 80 ....3.32 Dreno horizontal 3.

4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5..41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4. 81 .... 82 . 96 .. 100 .0m e entre 1..11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5.15 Armadura adicional de compressão 5. 87 ....0m 4. 92 ... 82 .34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1..47 Assentamento tradicional 4. 88 .0m e entre 1.35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.18 Manuseio da laje treliça 5.. 105 ..13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5..43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4..23Detalhe da colocação da armadura negativa 5. 104 . 81 ..45 Preparo da argamassa manualmente 4. 89 .17 Exemplo de execução de nervuras 5..0 e 2..48 Assentamento em cordão 4. 98 ..7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5.10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5..44 Exemplo de fundação para muros 4. 96 .. 96 . 85 .... 91 ..8 Apoio da laje comum passante em beirais 5.... 102 . 100 . 92 .. 101 .5 e 2..12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5.21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5.. 82 ... 100 .37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4..32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1. 83 .0m 4.0 e 2.46 Preparo da argamassa com betoneira 4.0m 4...16 reforço em laje treliça 5. 83 .40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4.4. revestido e viga baldrame 4. 94 .5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5. 88 . 90 .... 99 ......5m 4... 96 .42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente.1 Tipos de forros de madeira 5..24 detalhe do apoio das tábuas da passarela .38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4. 97 .2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5.0m 4..... 89 .19 Vigota protendida 5.22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5. 100 .36 Coxins de concreto 4.9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.... 106 . 84 .....0 e 1..6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5.. 81 . 104 ..49 Tipos de frizos 5 FORROS 5. 86 ..14 Armadura adicional de tração 5.39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4. 107 .20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5..33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1.31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1. 86 . 95 .3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. 83 . 98 .

131 . 139 . 132 .10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6.31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8.29 Telha germânica 6.43 Beiral em telhas vã 6. 118 . 120 .7 Detalhe da galga 6.42 Beiral em laje 6.20 Detalhe da fixação por pregos menores 6.19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.35 Calha tipo moldura 6.2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6.40 Calha tipo platibanda 6.9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6.36 Detalhe de uma água furtada 6.38 Áreas de contribuição condutores 6. 124 . 135 . 124 .17 Apoio dos pontaletes em berços 6. 140 . 137 .27 Telha romana e portuguesa 6. 120 .30 Inclinação e caimento de telhados retos 6.15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6.18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6.26 Telha plan 6. 140 .24 Telha francesa ou marselha 6.3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6.14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6.39 Divisão do telhado em áreas “a” 6.25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5.5.47 Telhados com uma água .1 Esquema de estrutura de telhado 6.23 Acabamento da cumeeira 6. 123 . 121 .41 Calha tipo coxo 6. 129 . 121 .28 Telha termoplan 6. 115 . 112 .21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6.12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.44 Detalhe das platibandas 6. 120 .34 Calha tipo platibanda 6. 137 . 134 .5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6.8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6.26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6. 139 . 129 .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6.45 Desenho das linhas de um telhado 6. 127 . 137 . 109 . 115 . 128 . 138 . 128 . 126 . 121 . 133 . 114 . 119 .0m 6. 108 .16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. 130 . 141 .33 Calha tipo coxo 6. 125 . asna e pendural 6.13 Detalhe da ligação entre a linha. 119 . 116 . 135 . 123 .22 Fixação das ripas nos caibros 6.25 Telha paulista 6.32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6. 121 . 136 . 118 .4 Esquema de contraventamento das tesouras 6. 141 . 125 .46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 135 .

9 Porta balcão 7.51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7. 154 . 142 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7. 148 . 147 . 162 . 160 .186 .12 Caixilho de correr 7.10 Batentes das janelas 7. 172 .5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7. 155 .4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7.50 Telhados com quatro águas 6.15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7.17 Janela tipo ideal 7. 184 . 175 .22 Janela veneziana 7. 157 .48 Telhados com duas águas 6. 145 . 162 . 154 . 186 .6 Determinação da execução das guias e do emboço 8. 159 .18 Janela de enrolar 7.1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8. 161 . 163 . 159 . 142 . 183 .1 Componentes das portas de madeira 7.5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8. 154 . 152 .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7.28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7. 174 .2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8. 142 . 185 . 173 . 146 .19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7. 148 . 158 . 161 . 151 . 155 .149 . 143 .6.14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7.23 Caixilho de correr 7. 150 .13 Caixilho de abrir 7.8 Determinação dos tipos de juntas 8.4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8.10 Juntas superficiais dos azulejos 8. 146 .3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8. 157 .12 Exemplo de divisão dos azulejos 8. 162 .20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7.30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8.29 Representação dos caixilhos pivotante 7.7 Detalhe da fixação das guarnições 7.2 Vão livre ou vão de luz 7.24 Venezianas de projeção 7. 153 . 173 .13 Tacos de madeira . 169 .21 Caixilho maximo ar 7.49 Telhados com três águas 6. 192 .7 Determinação da aplicação do reboco 8.6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7.9 Determinação da execução do rejuntamento 8.11 Determinação do assentamento dos azulejos 8. 156 . 167 .25 Representação das portas em planta e vista 7.8 Tipo de fechaduras para as portas 7.3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7.11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7. 153 .27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7.

258 .19 Junta de expansão tipo diamante 8. 193 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8.21 Selante para junta serrada 8.14 Parquete e tacão 8. 196 . 206 . 232 .4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9.20 Selante para junta de construção 8.7 Flambagem 9.3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9.6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11.15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8. 194 .6 Impacto nos vidros 9.8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10.8. 196 . 221 .4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10. 225 .22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8.1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11.10 Tipos de reforços em gravatas . 246 . 234 .1 Vesícula formada no reboco 10.16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8. 223 . 256 . 221 .3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11. 220 . 194 . 248 . 255 .5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10. 226 . 259 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10. 234 . 229 .4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11.7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10. 224 . 255 .5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11.5 Cargas nos vidros 9.2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 236 . 230 . 225 .8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 236 .3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10. 235 . 250 . 231 .9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 208 .2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9.7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11. 207 .6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 258 .1 Local para guarda de material 11.8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11. 206 . 259 .

266 .33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11. 282 .17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11.25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11.13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11. 274 . 279 . 283 .37 Pastilhas de argamassa 11. 283 .24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11. 274 . 260 .15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 262 .39 Método mais comum de consertos de falha . 272 .14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11.28 Adição das britas 11.20 Fôrma trepante 11.34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11. 262 . 280 .36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11.31 Aplicação do vibrador na vertical 11.12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11. 286 .19 Escoramento metálico 11.16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11. 274 . 263 .21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11.30 Sequência da mistura em betoneira 11. 281 .29 Colocação da água 11.18 Escoramento de madeira tipo H 11.15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11. 278 .26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11.11 Detalhe de uma fôrma de viga 11. 269 . 268 . 270 . 275 . 263 . 281 .38 Pastilha plásticas 11.35 Detalhe das guias de nivelamento 11.11. 272 . 262 .22 Bancadas com pino de dobramento 11. 267 . 265 . 261 .23 Pontos de amarração usuais 11. 264 .27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11. 261 .

3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6.8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7.3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3. 94 . 132 .. 133 .. 15 .6 Ponto de cobertura 6... 171 .2 Vão máximo de terças (m) 6. 143 ... 176 .... 117 . 97 .2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4.3 Vão máximo dos caibros (m) 6.4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5. 35 .0m 6.2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5. 20 ...1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3. 101 .. 179 ......3 Desvios máximos de prumo. 116 . 112 ..3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8.LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1..1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6.1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2..1 Altura total da laje (h) 5. 18 . 163 .1 Traço do emboço para as diversas bases 8.2 Traço do reboco 8.. 163 . 89 .2 Dimensões das janelas 7. 68 .1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4.4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6. 33 . 91 .2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2. 132 . 164 ...2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4.1 Relação de empolamentos 2...3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4..1 Dimensões das portas 7.7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. 2 ..4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6. 131 .. 97 . nível e planeza . 65 .

3 Classificação dos vidros 9. 269 .6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8.6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11.8 Consumo de rejunte por m 8.8. 199 . 224 . 187 . 181 . 237 .4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8.2 Identificação das causas. 181 . 199 . 191 .1 Identificação das causas.3 Patologia mais comuns das tintas 10.10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento . 268 .7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11.9 junta superficial entre azulejos 8. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9. 242 . 182 . 238 . 219 . 284 .4 Resistência ao impacto 9.7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8.4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11.5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.12 Pedras naturais mais comuns 8.8 Limite de abatimento (slump-test) 11. 276 .2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. 182 . 245 . 243 .1 Defeitos observados.9 Cobrimento das armaduras 11. 254 .198 . 271 .1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11.5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8.13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9. 225 . externas do dano e solução 10. 223 . 275 . 184 .3 Dimensões dos pregos em “mm” 11. 251 .2 Característica dos fios e barras 11.4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 282 .Estribos 11. 222 .5 Diâmetro dos pinos de dobramento . externas do dano e solução 10.10 Consumo de argamassa colante 8.11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8.

uma família etc. podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. entidades.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.PROJETO . O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos.ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada.1). • Analisar a topografia de um terreno. para obter o maior número possível de dados. Com os dados levantados. 1. que tem a função de orientar evitando esquecimentos. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção.1 . Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. 1 . Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos. • Utilizando métodos simples. municipalidade. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. definir a planimetria e a altimetria de um terreno. antes de iniciarmos o projeto. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. industriais etc).. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. Não é possível seu preenchimento completo. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. Levantamento topográfico.1 . Exame local do terreno.

Res.Tabela 1.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof.:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg. Com. Com. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .: _______________ nº casas Viz. da rua: ____________ Tipo de Pav.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.:____________________________________________ e-mail____________________ End.1 .

h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão. foi devidamente aprovado e está liberado para construção. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1.2 . 3 . i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. e) Ser resistente para suportar bem a construção. é quase impossível executar-se um bom projeto.: ________ Área aprox. f ) Ter facilidade de acesso. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção. se o loteamento onde se situa o terreno.IV Da Futura Construção Nº de Pav. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote. colhendo-se todas as informações necessárias. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura.Aprox. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos. c) Ser seco.

devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico. bueiros.3. 1. necessitando desgalhar. 1.3. h) Verificar se passa perto do lote.4. f) Verificar se existem benfeitorias. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. interpretados e manipulados corretamente. em declive.. houver árvores de pequeno porte. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras.Roçar ..LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. 4 . que poderão ser cortadas com foice. usando para tal.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais. 1. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos.3.4 .Carpir . bem como as dimensões dos lotes. Deve retratar a conformação da superfície do terreno.et al.d) Situação do lote dentro da quadra. e) Com bússola de mão. 2001) 1. posição de postes. 1. em uma das divisas laterais ou fundo. Geralmente.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos.3 .: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. i) Verificar se existe faixa non edificandi .Quando houver árvores de grande porte. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que.(água.Destocar . etc.3 .1 . unicamente a enxada. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz.Quando além da vegetação rasteira. medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima. Obs. linha de alta tensão.2 . confirmar a posição da linha N-S. Todo material vegetal. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr.MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1.1 . esgoto. e na maioria das vezes.

casos mais complexos. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia.1). sem referência.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . Os terrenos urbanos. portando. são geralmente de pequena área possibilitando. esquina. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha. a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. piquetes etc). caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura.2). vamos mostrar em alguns desenhos. e usar o valor médio.1-Lote regular Obs. bastando portanto medir os seus "quatro" lados. Figura 1. No entanto. Para verificar se o lote está no esquadro.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais. Figura 1.(Figura 1. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1.

c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso.3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva.4). E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1.4-Lote com setor curvo 6 . c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1. Figura 1. Medir a corda e a flecha no local. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1.3). Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).

5. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar.2.0 2. caso necessário. 1. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações. inclinações etc. que geralmente utilizam terrenos pequenos.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr. os ângulos. as dimensões de um terreno ou área.5 .0 3.0 1. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote.1. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.0 1. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.0 2. depressões. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis.5.0 1.0 d1 2.0 RN 0. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer.0 1.5. as distâncias entre as curvas serão menores.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno. de uma superfície (Figura 1. 7 . Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis. mas nada nos impede de tirarmos mais. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2. Este levantamento não é muito preciso.0 3. Caso seja necessário algo mais rigoroso.1.et al.0 d2 Figura 1.0 3. 1.0 RN 0.5) Podemos observar na Figura 1. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. 3.3).0 2.

6 e 1.0 em 5.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5.5.Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges. ou de acordo com a inclinação do terreno.0m.7.0m.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1. 1972) 8 . Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1. 1972) Figura 1.

8). 1972) 1.2) Nível de bolha Materiais : . 9 .8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges.régua .Nível de bolha. a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas.50m (ponto A).trena. nivelamos a régua (Figura 1.2 balizas.9). Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil.5. . Utilizando o método do nível de bolha. na 1ª baliza a uma altura de 1. Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m".Coloca-se o clinômetro (Figura 1. Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B. Com o auxílio do nível de bolha. O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente. . Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α. Figura 1.

Figura 1.Posição da água quando não existe bolhas 10 .9 Utilização do nível de bolha 1.. A mangueira deve ter pequeno diâmetro. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos.. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda.10 e 1. parede espessa para evitar dobras e ser transparente.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados. que nos fornece o nível.10 .5. azulejos etc. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes.11). Figura 1. batentes.

que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”.Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição.Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: .Trena Figura 1.11 . o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição. Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 . O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”. podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas.2 balizas . Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno).Mangueira .

.. Htot = h1 + h2 + hn . h2 = H'.. Htot = h1 + h2 + hn .12 .Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 .. h2 = H'... Figura 1.h' .Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h .. Figura 1.13 .h' ....a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h .

para não dar erro nas medições (Figura 1.ANOTAÇÕES 1 .Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira.A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 .A mangueira deve ser transparente. da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade. 2 . e de pequeno diâmetro. 3 .13).

o registro das condições das construções vizinhas. devem ser realizadas. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. descarga. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. 2. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. transporte. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. aterros. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. para facilitar a sua entrada e retirada). • Demolições. Antes de iniciarmos a construção de um edifício. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. 2. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. quando existirem. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. • Analisar e executar um canteiro de obras. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. • Realizar as compensações de volume. algumas atividades prévias. antes do início das obras.2 . pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. antes do início da obra. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. como trincas.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. 14 . • Canteiro de obras e a locação da obra. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. carga.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. 1969). • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado.

podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2. Tabela 2. Localização do canteiro de obras.1). 1977) materiais Argila natural Argila escavada.2.1 . conforme o levantamento altimétrico.1 alguns empolamentos.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta.1).1 . deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. aterros. O empolamento é o aumento de volume de um material. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2. seca Argila escavada. Por exemplo. Podemos executar.Corte em terreno 15 .43 metros cúbicos no estado solto. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS. ou cortes + aterros: 2.Cortes: No caso de cortes. Seqüência da execução do edifício.: Quando não se conhece o tipo de solo. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte. Níveis das construções vizinhas. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2. Relacionamos na Tabela 2. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. cortes.1 .

Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas.2 . como os compactadores mecânicos (sapos). O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. podendo fazê-lo maior.Aterros e reaterros: No caso de aterros. - 2. 16 . piçarra ou argila. é possível utilizar pequenos equipamentos.2). acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. Quando o nível de compactação for baixo. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito. reduzindo o volume de vazios. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem.2. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. Va = Ab . sem detritos. quando compactado (Figura 2. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água.2 . não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. os soquetes manuais. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. ou os próprios equipamentos de escavação. isto é. Compreendem as terra em geral. sem vegetação nem entulhos. como: ruptura do terreno. incluindo eventual escarificação. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. pedras ou entulhos. 2006).

"encaixotamento" do prédio. aço. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. 17 .3 . Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra.2. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. se houver. chapas compensadas (Figura 2. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central. para evitar que materiais caiam na rua.. deve ser feito um tapume. cal. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem.INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS . etc. por empreitada global ou empreitada por viagem. refeitório e instalação sanitária. Máquinas e equipamentos necessários. madeiras. 2. Empresas empreiteiras previstas. o tempo de obra e a distância de centros urbanos..2. Serviços a serem executados.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos.. Materiais a serem utilizados. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios.) e ferramentas. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). Em zonas urbanas de movimento de pedestres.. Prazos a serem atendidos. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. É indicado para obras com grandes movimentos de terra. tijolos. com tábuas alternadas ou chapas compensadas.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra.3). Áreas para areia. pedras. bem como distribuição de máquinas. tudo dependendo do vulto da obra. que serão utilizados durante a execução dos serviços. alojamento para operários. etc. e deve-se registrar o número de viagens.deverão estar próximas ao ponto de utilização. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material).

O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro.0 trifásico Bombas d’água 3. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. com os seguintes cuidados: a) . As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. sendo desfeitas após o término dos serviços.0 trifásico Serra elétrica 2.2 temos a potência de alguns equipamentos. b) .o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros. 18 . para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia. deve-se também fazer um pedido de estudo. Antes do início da obra. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica.0 trifásico Maquina de corte 2. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. onde ficarão os quadros de força. c) .2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. Caso. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. como. Não existindo água. isto é.o local deve ser de pouco trânsito.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. para que sejam seguras. ainda. no fundo da obra. Mas precisam ser feitas de forma correta. no local. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância. não existir rede elétrica. 2006). nunca a menos de 15 metros dos mesmos. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas.5 a 15 trifásico Betoneira 3. Se no local existir rede mais é monofásico. Na Tabela 2. Tabela 2.que seja o mais distante possível dos alicerces. ou seja. quantas máquinas serão utilizadas e.0 trifásico vibrador 3. Deve-se providenciar a ligação de energia.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro.

3 .3): Figura 2.Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas. e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões. 19 .1 .2. desmontável para utilizar em obras.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2. como segue (Figura 2.3. pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8.4).

3.3 . 03 03 16 11 11 01 60 01 0.0mm 0.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2. Tabela 2.0mm Telhas fibrocimento 4.0m Sarrafo de 7.50x1.22 Viga 6x12 de 5.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.0 10.3.50x2.00m Pontaletes ou caibros de 3.50m Chapas de compensado 6.44 Telhas fibrocimento 4.5 03 0.0mm 0.Figura 2.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 . está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.5 0.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.

linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2. previamente alinhados conforme o projeto. poderão acumular erros.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes.4 . os métodos simples. Em quaisquer dos casos. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira.Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes.1 . Devemos sempre que possível. nos casos de obras de pequeno porte. em obras de grande área.LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. portanto. que nos garantam certa precisão. 2. o auxílio da topografia. tropeços. Figura 2.2. para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito).5). sendo conveniente. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão.5 . No entanto. sem o auxílio de aparelhos. fio de prumo e trena). Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. evitar esse processo.4. etc. régua.6) 21 .

em nível e aproximadamente 1.8). Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames. pontaletes de pinho de (7.Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm.6 . determinam os alinhamentos (Figura 2. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1.4. que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes.0m e a 1. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm).7).20m das paredes da futura construção.5 x 7.5 x 10. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta.50m a 2.2 .00m do piso (Figura 2. 22 . Este processo é o ideal.5cm ou 7.Figura 2.Processo dos cavaletes . Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção.determinação dos alinhamentos 2. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas.

seja qual for o método escolhido.8 . pode utilizar o processo dos cavaletes. Não obstante. para auxiliar este processo.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra.Marcação sobre gabarito Figura 2. devemos transferir as medidas. 23 . No entanto. retiradas das plantas para o terreno. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros.Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo.7 .5 . possibilitando a conferência durante o andamento das obras. 2.A Figura 2.

pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas. O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las. cujos lados meçam 3 . Isto fica a cargo da disciplina de Topografia.10). 24 .00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2. da construção. Figura 2. para pequenas obras. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente. saber locá-las com métodos simplificados. É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno. cabendo a nós.Traçado de ângulos retos e paralelas. 2. determinando assim o esquadro.4 e 5m (triângulo de Pitágoras). que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto.5.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes.80 x 1.Quando a obra requer um grau de precisão.60 x 0. fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2.1 .9). Um método simples para isso.9 .

Encontram-se assim. No caso de grandes curvas. 1976) 25 .11 . quando temos pequenos raios.Figura 2.10 .Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão.Baud. podemos utilizar um método aproximado. por aproximações sucessivas. chamado método das quatro partes. Figura 2. Consiste em aplicar.2 .5.12).Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2. todos os pontos da curva circular (G.11.Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. sobre a corda obtida com a flecha precedente. com o auxílio de um arame ou linha. a quarta parte deste último valor (Figura 2. sucessivamente.

O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas.Figura 2.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas.12 .Baud. tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 .3 .13). com o auxílio do gabarito. inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas. 26 .5.Traçado de curva pelo método das quatro partes (G. fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2. 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto. 2. visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos. caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes").

27 . geralmente de peroba. através de um prumo de centro (Figura 2.5 x 2. com dimensões 2. crava-se uma estaca de madeira (piquete).5 x 15.Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito.E D C B A 1 2 3 Figura 2.14).0cm. Transfere-se esta interseção ao terreno.13 . No ponto marcado pelo prumo.

Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes.Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. 28 .14 . Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes. 2.5. na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14. por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros. No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm.4 .Figura 2.15).Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes". para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2.

Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .15 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.

3 . devem estar protegidos por calhas de madeira. 6 . as tábuas devem ser pregadas em nível. além de mais precisa. de preferência.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas. 2 . 6 .Os taludes instáveis com mais de 1. elétrica ) e suas implicações. 5 .A locação da obra deve. 2 .Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes.Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas.Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas.A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes. pilares. 3 .Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores.ANOTAÇÕES 1 .Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. sapatas.Na execução do gabarito. 30 . 2 . Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos. 4 . 4 .Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. 4 .Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. 3 . 5 – Verificar os afastamentos da obra. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas. ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo. blocos e estacas. Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 . canaletas ou eletro dutos. 5 . 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte. os valores são mais precisos se o número de seções for maior.Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas. máquinas e materiais.A marcação pelo eixo. facilita a conferência pelo engenheiro. ou redes de esgoto. materiais e equipamentos. em relação às divisas do terreno.As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . não deixando partes descobertas.

apenas 0. As sondagens representam. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. • Analisar um perfil de sondagem. o barateamento das fundações.1. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização.T. em média. 3. bem como a sua localização.05 a 0. 31 .FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. 3.1 . • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem.3 . A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens.1 .005% do custo total da obra.P. que consiste em abertura do furo. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. até a profundidade de interesse do projeto. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. damos nestas anotações de aulas.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. fazendo com isso.Standart Penetration Test. 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas. . Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. no subsolo. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam.

Abertura 100cm 45cm . e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração. (Figura 3.Desta forma. a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água.Abertura 100cm 45cm . 1971) 55cm .Ensaio Figura 3. inicialmente.1 .Ensaio 55cm . utilizando um tripé. um martelo de 65 kg.Equipamento de sondagem à percussão 32 .Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3. (Figura 3.2) (Godoy.2 .1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente. em cada metro faz-se. uma haste e o amostrador.

significativamente.T. caindo de uma altura de 75 cm.1. dependendo do plano de construção. O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1.1 . Conhecido como S. Compacta 9 .400 m² acima de 2.S.1 apresenta correlações empíricas.P.200m² Será fixada a critério.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo.T.2). SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm. considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 .200 m² até 2.2 .200 m² de 1. (Godoy.19 Dura > 19 3. Podemos ainda.3.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3. No caso de fundações para edifícios.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo.3 .18 Compacta 19 .1. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir. no comportamento da fundação.P. 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .2 . Tabela 3.400m² Nº.10 Rija 11 . 1971) Tabela 3. A Tabela 3.41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 . a partir da resistência à penetração medida nas sondagens.

em material de boa qualidade. Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. Em geral. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. A Figura 3. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. durante a execução da sondagem. 34 . ou No mínimo.3 . Nos terrenos arenosos.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m².3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. próximos aos limites da área em estudo. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. de maneira a cobrir toda a área em estudo. permitem a interrupção do furo. Nos terrenos argilosos. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. quatro índices elevados de resistência à penetração. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3.

Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento.4 .também é indicada. 1971) 35 .42 (100.5).40 2. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3.00 RN=100. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo.00 1..4 4 S1 21.0m. em planta.00 CASA EXISTENTE Figura 3.NA . Caso necessário.00 RUA .60 (99. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso. (Godoy.00 5.60 S2 21. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.1.40 2. A posição do nível d'água . A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3.20 25.Obs.: profundidade mínima 8.Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem. da anterior. nas respectivas cotas.13) 2.0m.. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3.00 1. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2.95) 7. Essa profundidade pode ser corrigida. CALÇADA 5.4 . 3.

pode o engenheiro. O estudo é conduzido inicialmente. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas. 36 . proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada.Figura 3. Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda.5 .2 . técnica e economicamente.ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens.Exemplo de um perfil de subsolo 3.

2. estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.1 .Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 .E finalmente. Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3.6 . 3.6). verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.

encontramos a área necessária da sapata (Snec). podemos adotar brocas. devemos utilizar estacas ou tubulões. Figura 3.12). se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água.0m. são capazes de suportar as cargas.7 . obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo.3 . Em terrenos firmes a mais de 6. S nec = P σs . 38 . logo abaixo da estrutura. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3. 3.0 à 6. Dividindo a carga P pela σ s do solo. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. Fundações profundas.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar.Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. Com o auxílio da sondagem. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3.Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas.0m.7).

3. podendo ser bi triangular. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e . abrigo de gás.P. apresentar deformação de flexão (Caputo.8). barraco de obra.3. sempre em nível.8 . água etc. • • Figura 3.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados. 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das . no máximo 50cm. H. É importante conhecer esse tipo de alicerce. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1.Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 .Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga.0 kg/cm² Regular = 2. o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3. no terreno.5 kg/cm² A Distribuição das pressões.Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: .1 .0 kg/cm² Fraca = 0. (edícula sem laje. sob atuação do carregamento. retangular ou triangular.). pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível.

40 . areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. podemos reaterrar as valas. a fim de evitar o contato das paredes com o solo. não podendo.feitos com tijolo e meio. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado. • Assentamento dos tijolos é feito em nível. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. utilizam-se tijolos em espelho. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. Para economizar formas.feitos com um tijolo. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". contudo ser utilizadas como vigas. Paredes de 1/2 tijolo . • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas.

Com cinta de amarração (Borges.Com cinta de amarração (Borges.9 .Sem cinta de amarração (Borges. 1972) Parede de meio tijolo Figura 3. 1972) Parede de um tijolo Figura 3. 1972) 41 .g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.10 .11 .

0m. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição.12 . As sapatas de concreto armado. As sapatas de concreto simples (sem armaduras).13 .Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3.Sapata corrida sob paredes 42 . 3. espaçados de mais ou menos 1. que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns). podem ter formato piramidal ou cônico.15) PAREDE h L Figura 3.3 .Sapata isolada retangular 3.14. 3. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras.13.3.Obs. Também são denominadas de Blocos. 3. Figura 3.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado. devem ser usados estribos. possuindo pequena altura em relação a sua base.3. o que lhes confere boa rigidez. possuem grande altura.

PILAR h L Figura 3. 43 .Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3. esgoto e elétrica.14 .Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata. Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado. tem-se o que se denomina uma fundação em radier. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno.3.4 . Colocação das tubulações de água. protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.15 . Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla).Sapata corrida com viga 3.

Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo.• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo. Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier. encontra-se em camadas mais profundas do solo.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme.16 . cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. Figura 3. cilíndricas ou prismáticas.Pré-moldadas . essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas. Podem ser: . 3.Moldadas in loco 44 .4 .4. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).1 . bom para a fundação.Estacas Estacas são peças alongadas. Os principais tipos de fundações profundas são: 3. Concretagem e cura. c) Compactação de terrenos.

Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais). Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno.). permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3. Figura 3.17.17 .a) Nas estacas pré-moldadas.18. Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior.As estacas recebem esforços axiais de compressão.18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 .Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. (a) (b) Figura 3. vigas etc. é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento.18 b). A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala. Figura 3. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa.

2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas.3. excentricidade e outras solicitações (Caputo.4. Figura 3. distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3.. 1973).19).. H. Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais. Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS .19 – Bloco de coroamento 46 .P..

0m. Figura 3. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10"). que veremos adiante.0 MPa conforme NBR 6122. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. Ao atingir a profundidade das brocas. (geralmente com 1. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3.3 . Limite de comprimento: é da ordem de 6. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado. em solo sem água. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas. bem como falhas na concretagem.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada.20 . utilizando pedra nº 2. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento. no mínimo de 3.0m. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm. pois o trabalho é exclusivamente manual.Brocas São feitas a trado. as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15. sempre verificando se não houve fechamento do furo. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca.Tipos de trado 47 . 3.21).0m a 4.3.4.20. não utilizando nenhum equipamento mecânico.

No entanto. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade.não armada ≅ 4 a 5t . que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: . encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas. pois sua execução é manual. Forem tracionadas.21 . sem nenhuma proteção.armada ≅ 6 a 7t . Quando em algumas brocas. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural.não armada ≅ 7 a 8t . apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo.Figura 3. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade. além de trabalharem a compressão. certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático.0m. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. também sofrem empuxos laterais. 48 .

1998) Figura 3. 49 .4 .3.22 – Perfuratriz (Hachich et al. Em ambos os casos são empregados guinchos. A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento.4. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3. conjunto de tração e haste de perfuração. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo. São executadas através de torres metálicas. que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal.4.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga.5 . Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo. (Falconi et al.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.22). O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações.

até completar o nível proposto pelo projeto.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca.A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas. soquete (pilão) e a sonda (balde).Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. 1998). enche-se de concreto em trechos de 0. 3. Figura 3. Alcançado o comprimento desejado da estaca. exceto a formação do bulbo. O procedimento acima se repete.23 .Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 . Após abertura inicial do furo com o soquete. Inicia-se a perfuração utilizando o soquete.6 .4. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama.5 a 1. guincho.

3.24 .Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3.7 . apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde. Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre. 1998).4.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. normalmente de seção circular revestido ou não. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto.8 . esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t. 51 . coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão.25) (Alonso et al.4. tendo no seu interior junto à ponta. Figura 3. ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo. um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa.Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente.

26).25 . 1973). Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. Sendo a de aço perdida ou recuperada.d .Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3. tang60o sendo < 2. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. em etapas.x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3. a água afastada do interior do interior do tubulão. O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço. No sistema Chicago a escavação é feita com pá. O princípio é manter. existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow.0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido. = 70cm D ≅ de 3 a 3. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. pelo ar comprimido injetado. 52 .5d H ≥ D .

4.9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm). Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.26 .Tubulão a ar comprimido 3. possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame.Figura 3. 53 .

de acordo com o ataque de água: . sangue. Já no Brasil. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia.contra a pressão hidrostática. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra.27 . Podemos dividir os tipos de impermeabilização. .27). para impermeabilizar saunas. somam muitas vezes o custo inicial. A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. a impermeabilização para esses tipos.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce.contra a umidade do solo. etc. As falhas corrigidas a posteriori. óleos. A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. Os romanos empregavam clara de ovos. mais 54 . nas cidades históricas. . Atualmente. quando anteriormente planejada.Alvenaria de embasamento 3. Figura 3. aquedutos. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas.contra a infiltração.

O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. lençóis termoplásticos. em especial as de concreto. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos. e com grande sucesso. Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces. membrana de asfalto com elastômetros. já há algum tempo.28). Como podemos observar. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso.utilizada há mais de 50 anos.1. .2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento.-. No tijolo a água sobe por capilaridade. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura. 3. 55 .5. Se a estrutura fissurar.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. no Brasil. etc. penetrando até a altura de 1. O semi flexível: .50m nas paredes superiores. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. E no caso de umidade do solo. causando sérios transtornos. local mais indicado para isso. pela inclusão de um aditivo. um produto mineral que se aplica na estrutura.. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida.. pois esse produto pode ser aplicado. a argamassa também o fará. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. Temos também. Tem sido bem aceito. nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc.

1.Figura 3.3 latas de areia (54 litros) . corrigindo os pontos fracos.29). pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. Viaplus 1000. 56 .Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida.28 . impermeável gorduroso (Vedacit ou similar). Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. Devemos aplicar duas demãos e em cruz. geralmente. usando. mas apenas alisada. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: . A camada impermeável não deve ser queimada. Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3. Tec 100 ou similar).1 lata de cimento (18 litros) .5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar).

Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 . Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.2 .5.29 . Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários.: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção. nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs. 3.30 e 3. devemos executar uma impermeabilização.Figura 3.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces. Figura 3. As figuras 3.30 .

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

5x14x24 também é bem utilizado.3) com as seguintes características: • • • peso: 3. Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço. menos argamassa de assentamento. Exige menos mão-de-obra.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR . muitas vezes maior. por outro lado.5 x 20 x 20 12.1 . devido à quebra do tijolo.5 x 20 x 25 12. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior. denominados tijolo furado (Figura 4.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12.0 Mpa.5 x 20 x 30 12. 65 .5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4.00Kg resistência do tijolo: de 1. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço. o corte para passagem de tubulação é difícil e. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12. também 9x19x19.5 a 2.Tabela 4.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.

3 .Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.Figura 4.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.2 . • • dimensões: 23x11x5. O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.5 a 5.70kg resistência do tijolo ≅ 3.0MPa • • 66 .4).Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.

5cm. cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente.7MPa resistência à compressão média: 2. prensados mecanicamente ou manualmente. Podem ser maciços (Figura 4.5x6. • • • • dimensões: 20x10x4. 23x11x5cm ou 25x12.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 . São assentados por argamassa mista de cimento. e água.Figura 4.Tijolo de solo cimento comum Figura 4.5 .5) ou furados (Figura 4. cimento Portland de 4 a 10%.6 .2 .4 .6).1.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais).0MPa Figura 4.Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .Tijolo laminado 4.

Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.4. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes. areia.7. Figura 4. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.2 .7 .8 .50 kg 19 x 19 x 39 = 18. pó de pedra e água (Figura 4.7kg 13. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.8kg 6.7kg 8.6kg 15.5MPa Individual 2.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm. fabricadas com cimento.10 kg A Tabela 4.8). Tabela 4.7kg .3 .5un resistência do bloco: média 2.1. 4. Figura 4. pedrisco. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13.Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares.

que funciona como um elemento aglutinador. um dia da execução da impermeabilização. com a mistura de cimento. para a execução de paredes de vedação. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. areia e água. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. fixo ou desmontável. isolamento térmico. 4. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4.4. É assentado com gesso cola. estruturado. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. 69 . pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. se junta palha. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. gesso comum e sizal. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. resistência à compressão. fiada por fiada. no mínimo.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. desta forma. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. Os cantos são levantados primeiro porque. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. técnicas e materiais utilizados. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. resistência ao fogo.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. leve. Devido à argila ser muito retrátil. retiradas depois de completar a secagem. cal. com características argilosas. Geralmente monolítico.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada). secos ao sol. proporcionando ao material baixo peso específico.9).

3.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4.4.Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.9) Figura 4. do prumo de pedreiro e da linha. os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.10 .9 . cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.1 .

11.12. 4.13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria. verificando o nível e o prumo. Figura 4.11. Figura 4.Podemos ver nos desenhos (Figura 4. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior.12 .Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha.11 . 4. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4.Assentamento do tijolo 71 .Colocação da argamassa de assentamento 2o . 1o – Colocada à linha.12. conforme a Figura 4.

o segundo plano será na altura da laje. Por este motivo.a .Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria. 4.1. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face. 4. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários. se for sobrado. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2.16).5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos.5m acima da laje e assim sucessivamente. Quando as paredes atingirem a altura de 1.5m aproximadamente.3. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes. Podendo ser: 72 .13 .3o .A sobra de argamassa é retirada com a colher. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada.50m. conforme Figura 4. nota-se certa diferença de medidas.14. e o terceiro 1. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4.15.13. Figura 4. 4.

14 .15) Figura 4. Figura 4.15 .14) Figura 4.Ajuste corrente (comum) b .a .16).16 .Ajuste comum ou corrente.Ajuste Francês c .Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.Ajuste Inglês. de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.Ajuste Inglês ou gótico 73 . é o sistema mais utilizado (Figura 4.

20 e 4.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4. as paredes iniciam-se pêlos cantos. Nas Figuras 4.3.17 . pois como já visto.19.1.4.19 . 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4. Figura 4.18 .21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente. 4.17. 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .b .18.

Canto em parede de espelho Figura 4.3..c .20 .)..22) 75 .Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4. muros etc. Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.21 .1.Figura 4.Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.

resultando 240. contendo cada 16 tijolos. Figura 4. São 15 camadas.Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos.1.3. arrumam-se mais 10 tijolos. para não haver confusão com as pilhas anteriores.23 .Empilhamento do tijolo maciço 76 .Exemplo de pilares de alvenaria 4.Figura 4. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas. também. após cada descarga do caminhão. Costuma-se.d .22 . perfazendo uma pilha de 250 tijolos.23. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4. Como coroamento.

peso menor . Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados.melhor acabamento e uniformidade. Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4. Vantagens: .menor consumo de argamassa para assentamento. .24 . . As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo.4.e .Corte do tijolo maciço 4. são necessários tijolos comuns.24). os desenhos dos blocos.3. .menor tempo de assentamento e revestimento.Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado. nas espaletas e arremates do vão. O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços.1. .3.geralmente. o que facilita no momento da execução. Figura 4. A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6. Desvantagens: 77 . .nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa.não permite cortes para dividi-los. se estendem rapidamente em nossas obras.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes. Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos. economizandomão-de-obra.2 . .Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.

A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4.25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento.26): Figura 4.Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração. Portanto.Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4. Figura 4. a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo.Detalhe de execução dos cantos 78 .26 .25 . Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto).

e o seu assentamento e feito em amarração. Para que isso ocorra devemos 79 .4 .28). No entanto.Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia.Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto. os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes.3 .Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4. No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto. pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4.27 .VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas. Figura 4. Figura 4.27). Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta. não oferecem grande resistência e portanto.28 .3.4. só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto. tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4.

32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 . janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria.30). Figura 4. 4.29). pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura.30 . As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4. e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão. No caso de janelas sucessivas.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local. Quando trabalha sobre o vão. executa-se uma só verga.31. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4.considerar o tipo de batente a ser utilizado. os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura.29 . devido aos batentes.

Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.00m Vãos entre 1.00m e entre 1.33.0m Figura 4.50m 81 .00m e 2.00m e 1.31 .Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1. deve-se calcular uma viga armada.0 e 2.50m Figura 4.32 .0 a 1.Vãos até 1.33 .0m Vãos de 1. 4. As Figuras 4.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.0m Figura 4.00m.00m OBS: Caso o vão exceda a 2.

0m Vãos de 1.00m e entre 1.50 até 2.5 .Coxins de concreto 82 .00m 4. descarrega sobre a alvenaria.36).00m Figura 4.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.34 .50m e 2. Figura 4.Vãos acima de 1. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.00m A Figura 4.35 . executa-se coxins de concreto (Figura 4.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1. de pequena carga.0 a 2.0m Figura 4. proveniente principalmente das coberturas.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.00m e 2. Quando uma viga.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.36 .

Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs. (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5). quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos. As Figuras 4. Figura 4.50 a 3.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes). As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas). 83 . devemos então calcular vigas.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4. no máximo entre 2.39 .39) Figura 4.38 .37 .38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente.00m. As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes.37 e 4. Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4. nestes casos para lajes de pequenos vãos. utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga.

c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável.4.40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. pois falta aderência neste ponto. lajes tipo cogumelo). Devemos tomar alguns cuidados.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. além do chapisco.40). De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . Figura 4. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. grandes pórticos. O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. Devem. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. Na parte superior da alvenaria deve ser executado. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4.

00m. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. pórticos rígidos. para podermos frisá-las. possibilitando a movimentação do painel. Obs. evitando que esta se manifeste no revestimento.À vista: Figura 4. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4.43). Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. provavelmente. formando assim os pilaretes (Figura 4. para as alvenarias de vedação. no máximo.41) ou revestido (Figura 4.Fechamento de divisas em bloco de concreto a . neste caso armado. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. Se a escolha for à vista.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 .41).41 . Para o tijolo furado e o maciço. 4. Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca. estar parcialmente engastado no alicerce.0m executa-se um pilarete de 10 x 25.00 a 15.5 a 3.1 .7. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout". Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta. tijolo maciço ou tijolo furado. devemos deixar uma junta de dilatação de 1. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria.0cm. devemos quase sempre revesti-los.7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39). é tempo correto de sua execução. ventos etc. No caso “c” panos pouco extensos. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais. desde que a junta seja frágil. portanto a cada 2.42).esforços de grande amplitude na alvenaria. 4. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. o importante da fixação. Se a escolha for para o revestimento. de 10. e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. NOTA: Quanto ao tipo de ligação. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. se manifestarão também no revestimento.

Detalhe da elevação de muro de bloco aparente . revestido e viga baldrame 4.Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .b .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.2 .Revestido: Figura 4.43 .42 .7.

caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas.4. As brocas. Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. através de argamassa e impermeabilizantes. 87 . Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria. uma proteção impermeável. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4.0m de profundidade e a cada 2. impermeabilização Figura 4. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2.44 . devemos executar também. dependendo do terreno.Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado.7.0m de distância uma das outras. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras. As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm.44).3 .5 ou 3.

Preparo da argamassa com betoneira 88 ..Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados.8. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade.unir solidamente os elementos de alvenaria .3).46 .distribuir uniformemente as cargas .45 e 4.8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos. Ela pode ser mais ou menos trabalhável.1 .46): a) . junto com os elementos de alvenaria. etc.Manualmente Figura 4. sendo a sua função: . Podem ser preparadas (figuras 4. 4.PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas. conforme o desejo de quem vai manuseá-la.Preparo da argamassa manualmente b) .. não "agarra" a colher do pedreiro.Com betoneira Figura 4. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4. pois são fatores subjetivos que a definem. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.4.45 . são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada.

melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.8.48 .Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.3 .Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.Tabela 4.48). ideal para paredes em alvenaria aparente.Assentamento em cordão 89 .2 . Figura 4.47): Figura 4.47 .Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.

pode-se frisar a junta de argamassa.Tipos de frisos Os frisos a.b. conferindo mais resistência além de um efeito estético.Quando a alvenaria for utilizada aparente.49 . 90 .c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água. que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4. Figura 4.49).

5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: .4). . gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado. . 91 . 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado. será necessário uma grande espessura de revestimento. do contrário.0 10. pois. estão colocadas em polegadas.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento.Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas.3 8. . por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4.ANOTAÇÕES 1 .0 12.0 6.Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios.Equivalência das bitolas dos aços mm 5. Tabela 4.4 .Desencontro de juntas para uma perfeita amarração. Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes.As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração.

pvc. etc. Os forros mais comuns são: madeira. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas.(Figura 5. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas.Tipos de forros de madeira 91 . etc.50m. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5. fica a cargo do projetista a sua escolha. laje protendidas. pinus. 5. Existem vários tipos de forros. muiracatiara. 5. levando em consideração a acústica.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma. a estética. Dependendo do tipo de obra. aglomerados de celulose. laje maciça.1 .3) Figura 5. jatobá.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0.1 .2. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. laje pré-fabricada. o acabamento. etc.50 a 0. presos às lajes ou nas estruturas do telhado.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho. ipê. gesso.5 .

onde. têm a função de solidarização dos elementos.LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas. colocam-se elementos intermediários de cerâmica.Protendidas (LP) 92 .Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras.2 .Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5. feito no local. Entre elas.Laje treliça (LT) . etc. oriundos da flexão.em telhado Figura 5. A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural. além de resistir os esforços à compressão.2 . econômico. Podemos ter segundo a NBR14859: .Laje comum (LC) .3 . e o revestimento de concreto. em geral. concreto ou outros materiais.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

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c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

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18) Figura 5.Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas. etc (Figura 5.17).17 . pergolados.Exemplo de execução de nervuras 100 .Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5. e no seu transporte (Figura 5.15 . para reforços em aberturas do tipo domos.16 .Armadura adicional de tração Figura 5.14 .Figura 5.

18 . conferido pelo próprio formato da vigota. onde se exija resistência à ação do fogo. permitindo menor consumo de argamassa. 101 . .4 .Facilidade de manuseio e transporte.Manuseio da laje treliça e) .Figura 5.Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado. .Garantia de inexistência de fissuras nos tetos. . permitindo a utilização de pisos leves nas construções. . o trabalho de revestimento com chapisco. fica extremamente facilitado e rápido. . impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga. dada à ausência de contraflecha inicial.Perfeita planimetria dos tetos.4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada.Facilidade de montagem.Vantagens: .Vãos máximos para a laje treliça f) . porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto.Vãos livres: Na Tabela 5. completado na obra. emboço e reboco. dada à leveza da vigota. de aproximadamente 12kg por metro.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. Como conseqüência. Tabela 5.

Redução ou eliminação de escoramento.devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. b) . maior o esforço resistente da laje (TATU. concreto ou EPS. Escoramento (quando necessário).19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3. 2008). 2008) Figura 5. maior será a altura final da nervura e. Vão maiores deve-se consular o fabricante. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. Maiores vãos e menores flechas .Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. • • • 102 .4 . das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. Portanto para uma mesma vigota.2. Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico.5. Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais. 2008).Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . colocação das vigotas.20m. consequentemente. dos elementos de enchimento.19). Após a cura do concreto de capeamento. quanto maior a altura do elemento de enchimento.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça.

Já no início da obra.4% do vão livre.21) 103 .20m não necessitam de escoramento. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes.00m duas linhas de escoramento (2/5L . para a escolha das vigotas. assentados sobre calços e cunhas.5. quando as paredes estiverem com 1. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro. deve-se pedir para o fornecedor. barrotes e escoras metálicas (Figura 5.20m a 6.2. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante.20). sobre chapuz. Vãos de 3. de 6. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas. ou uma viga armada. ou de acordo com o projeto.20m uma linha de escoramento central (L/2). executa-se a cinta de amarração.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1. para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma.00m de altura. Chegando as paredes no seu respaldo.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista). e pontaletes (Figura 5. e são contraventados transversal e longitudinalmente. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas.20 a 1.40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). em base firme. 2008). 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU.20m a 10.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista. b) . deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho. L/5 . Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1. e procedendo-se da seguinte forma: a) . geralmente de aproximadamente 0.5 .

Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .20 .21 .Figura 5.

Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante.22). a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota. Figura 5.Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto. visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal.Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão. As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto.23). entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5.22 . Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5. de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio.c) . 105 . Não deverá ficar nas juntas. No caso de laje treliça. Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente. A primeira carreira de intermediária deve apoiar.

Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. no mínimo. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. este deve ser socado com a colher de pedreiro . f) .Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. ou com uma linha de escoramento. Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada.23 .1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). salvo indicações do responsável técnico. o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores. deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos. Salvo alguma restrição do calculista.Figura 5. como em qualquer estrutura. para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos. e) . 106 . O descimbramento da laje pré-fabricada.Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem.

LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções.0 cm. No item 5.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas.24 .Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais.g) . Painel alveolar de concreto protendido. Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas. Figura 5. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje. 5.24).1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas. 107 .3 . Pré-laje unidirecional e bidirecional. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.

h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes. 5. f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2). o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal.0cm a 5.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento.26). • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861). englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração.25).4 .LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5.5 .25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais.5. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária. Figura 5. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada.0cm e larguras padronizadas. 108 . para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. montados por justaposição lateral.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5.

26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa. com características especificadas pelo fabricante.Figura 5. • 109 . • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração.0 cm.

110 . Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. com tela. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. nas bordas da periferia da laje. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos. mesmo sendo bloco de concreto.

pingadeiras e rincões. • Desenhar todas as linhas de telhado. fibrocimento. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. condutores verticais.1). é o quadriculado constituído de terças.V. constituída pelas tesouras.C. O telhado é composto pela estrutura. etc. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. pontaletes ou vigas. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. P. Geralmente constituída por tesouras. cantoneiras. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. concreto e galvanizada. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. sobretudo em construções residenciais unifamiliares. 111 . alumínio. 6. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. chapa galvanizada. A armação é a parte estrutural. podendo ser de madeira. escoras. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. que se apóiam sobre a armação. metálica. fibrocimento. etc. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. caibros e ripas.1 . as telhas cerâmicas. etc. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado.6 . A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. são de chapas galvanizadas. Para facilitar. concreto etc. rufos.

no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.Figura 6.1 .1.Esquema de estrutura de telhado 6.1 .1).1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 . Tabela 6.

3.4 mm 18 = 3. 4. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .3 mm. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. 113 .5. guaratã e taiuva têm alta dureza.0cm.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila.0. No entanto.2.5 MPa. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes.0 m. 4.0. 3.5.5 MPa. • • • Obs. Ripas: 1. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas. 3. os parafusos. 3. a = refere ao diâmetro. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13.0. coração de negro. a 15% de umidade. 4. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.0x5.0 m. 5.0. a x b . comprimento 2. 4. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira).As madeiras da Tabela 6. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. faveiro. chapas de aço para os estribos e presilhas. anjico preto.5. A cabreúva vermelha. igual ou superior a 55.5. o preço da peça aumenta. comprimento 2.5. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). geralmente com 4. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais.5. 5. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas.

Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte. geralmente trabalham à compressão. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio.2 . Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. as demais de escoras.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. encontramse.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. : Obs. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume. denomina-se asna a que sai do pé do pendural. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. A Figura 6.2). São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. para distribuir a carga do telhado.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . transmitindo-as aos seus apoios. Perna: Peças de sustentação da terça. Geralmente trabalham à compressão. geralmente trabalham à tração. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. Geralmente trabalham à tração.1.2 . geralmente. em posição oblíqua ao plano da linha. e nos demais tirante.6.

O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.Vãos acima de 8.Esquema de contraventamento das tesouras 115 .O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura. . com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira. (Figura 6. .Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.As tesouras devem ser contraventadas.3 . .Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : . .A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5.00m não precisam de escoras. .O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.4 . (Figura 6.4) Figura 6.00m deve-se colocar tirantes.Vãos até 3.3) .0m.0cm.

20 Colonial ou paulista B 2.50 2.60 2.90 2.40 1.01 a 2.40 2.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.40 2.20 1.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.45 2.10 3.55 2.80 B 3.30 2. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2. Estes vãos são para as madeiras secas. Romana.45 3.10 2.40 2.00 a 1.30 3.90 2.16.60 1.50 a 3.75 2.75 3.50 2.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.40 3.05 2.5) ou pontaletes (Figuras 6.95 2.40 2.80 2.70 2.20 3.81 a 2.50 3.10 2.2 .35 3.41 a 1. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).45 2.5 .30 3. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.30 3.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .20 2.80 C 3.21 a 1. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.20 3. Portuguesa ou plan A 2. 6.30 2.17.20 3.50m.60 2.30 C 3.50 2.00 2.85 2.21 a 2.5). 6.50 2.15 3.40 2.35 A 3.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.80 1.60 2.50m.00 2.61 a 1.10 3.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.00 2.35 A 3. do tipo de madeira e da telha empregada.20 C 2.15 3. Figura 6.65 2.85 C 3.70 2.90 A 2.90 2.20 3. Caso não se tenha certeza. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.05 2.60 Seção transversal (cm) Francesa.41 a 2.18).40 2. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.30 2.45 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).50 3.25 B 2.60 3.85 2.75 B 3.70 2.85 3.

2x5. São inclinados. São encontradas com seções de 1. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada.90 1.60 2. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.6). Estes vãos são para as madeiras secas. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0. Portanto.40 1. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la.0cm).00 2.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.3. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha).1: : • terças espaçadas até 2. Caso não se tenha certeza. Para determinar a galga média devemos: 117 . com o tipo de madeira e da telha.50m. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças. Portuguesa ou plan 1. Tabela 6.0x5.7).50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1. Romana.80 2. devemos utilizar a galga média. portanto paralela às tesouras.00m e não ultrapassarem a 2. para garantir o espaçamento constante das ripas. sendo que seu declive determina o caimento do telhado. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6. • quando as terças excederem a 2.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças.0cm (1. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha. usamos caibros de 5x7 (6x8).60 2. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira.20 2.00 2.3 .20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros.00 5x6 1.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa.40 1. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6.00m usamos caibros de 5 x 6.

podemos utilizar as ripas 1.5x5.50 em 0. verificar o espaçamento entre os caibros. Cinco vãos. ou seja.0m (peroba ou equivalente). devemos. 118 . Se este espaçamento for de 0. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas.50m. Cinco vãos.0x5. utilizamos sarrafos de 2.• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.7 .0m. Se for maior. ou seja.6 .Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. portanto.

8 e 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.9) • escora/perna (Figura 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno. Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte. 1992) Figura 6.6.12) • asna/pendural/linha (Figura 6.1.8 .3 . com encaixes precisos.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras.11 e 6.10) • pernas/pendural (Figuras 6.13) Figura 6. 6. 1992) 119 .9 .

1992) Figura 6.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.12 .Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.11 . 1992) 120 .10 . 1992) Figura 6.Figura 6.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.

14 . 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios. com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6.Detalhe da emenda das terças com pregos 121 .70 m. Figura 6. asnas e pendural (Moliterno.14). ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.15 e 6.Detalhe da ligação entre a linha. no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.Figura 6.Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6.16).15 .13 .

Figura 6. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6. o custo da estrutura é menor.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras.16 . as paredes internas oferecem apoios intermediários. podemos apoiar em qualquer ponto.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes. Em construções residenciais. Sendo assim. ter algumas precauções como: .19).4 .17 e 6. 122 . é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura . Para isso. .1.deverá ser acrescido aos pontaletes.18).17 e 6.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. Devemos ainda. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6. portanto. Nas lajes maciças. onde tudo é calculado. Nesses casos. O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes.

18 .Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .17 .Figura 6.

antes do término. do madeiramento. deve ser colocado em ângulo (Figura 6.Recomendações: .20). incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar. quando os alinhamentos das peças são perfeitos.Figura 6. .Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro.1.21). . Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra.19 . pelo carpinteiro. 124 . Figura 6.Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra. O ideal seria o prego penetrar 2/3.5 .20 .Detalhe da fixação por pregos menores . formando cada painel do telhado um plano uniforme.Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.

devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa.Fixação das ripas nos caibros 6. Não devem apresentar deformações.2. aço galvanizado. Na próxima etapa. As demais telhas (alumínio.Figura 6. Figura 6. Essa massa passa pelas prensas de moldagem. e consiste na mistura de várias argilas. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas. assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas.22 . Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C. Devem apresentar som metálico. acessórios etc. no caibro.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais. 6. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação.CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila.21 . 125 . poliéster etc. indo diretamente para a secagem.Detalhe da fixação das ripas nos caibros . não alinhar os pregos (Figura 6.2 .) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais.1 .para evitar rachaduras na madeira. é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora. Para a sua utilização.

esfoliações. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. plan. também chamadas paulista. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha. também as telhas dos beirais e oitões. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6.23 . Ao cobrir. desvios geométricos em geral.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . As curvas do tipo capa e canal. quando forem do tipo canal.24).6). 126 . romana. O consumo da argamassa é na ordem de 0. Figura 6. colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. rebarbas. colonial. em até três fiadas sobrepostas. chamadas termoplan entre outras. usar régua em vez de linha. com arame galvanizado ou fio de cobre. portuguesa. As somente canal.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento. e deslocar de acordo com a medida da telha. trincas empenamentos. cal e areia no traço 1:2:8. desde a ponta do beiral até a cumeeira. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. e a do tipo escama (germânica). É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado.23) e espigões e . paulistinha. É o que se chama de emboçamento das telhas. para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6.002m³/m² de telhado. são planas e chatas. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical.

cumeeiras: 3un/m 127 .Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes. . nas bordas superiores e inferiores.caimento: 33% a 35% .26 un por m² .15 un por m² . que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6. cuja função é de conduzir a água e capa. .peso: 45 kgf/m² . cutelos em sentido oposto.0 kg .65 kg . e 24 cm de largura .saturada .peso: 69 kgf/m² . Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.25).peso unitario aproximado de 2.dimensões ≅ 40 cm de comp.seca 54 kgf/m² .seca 83 kgf/m² .saturada .peso unitario aproximado de 2. (canal) 46 cm comp.Para encaixe. canal.dimensões: ≅ 46cm comp.24 .caimento: 25% .tolerância ± 1 mm . (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) .Cumeeira: 3 un/ml Figura 6.tolerância ± 1 mm .

mas melhoradas. (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) .25 .(capa) 46cm comp.seca 86 kgf/m² .caimento: de 20 a 25% .26).peso unitario aproximado de 2. .75kg . 128 . tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.cumeeiras: 3 un/m .tolerância ± 1 mm Figura 6.Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan.Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.saturada .26 .26 un por m² .dimensões: 46cm comp. A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.peso: 72 kgf/m² . somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.Figura 6.27).

saturada . .28 .15 peças por m² .28). consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.0cm comprimento 21.seca 65 kgf/m² .caimento mínimo: 30% .5cm largura Figura 6..peso: 54 kgf/m² .16 peças por m² .peso: 48kgf/m² .30 telhas por m² 129 .Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .27 .seca 58 kgf/m² .dimensões: 45.caimento mínimo: 30% .saturada Figura 6.

Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto. 130 . para evitar o apoio da mesma com o solo.0 cm de areia. calcular ventilação do forro.seca 57 a 60 kgf/m² .0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional. Segundo informações do fornecedor. Figura 6.peso: 49 a 54 kgf/m² .Telha Germânica 6.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado. . agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração. A Tabela 6.10. Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente.2.2.475g .70 kg . 6.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento.peso unitário aproximado de 4. Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano.29 .5 peças por m² .caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico. as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais. e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical.2 .0cm comprimento 30.peso unitário: 1..saturada .dimensões: 32.caimento mínimo: 30% . Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares. as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg.CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes.

22 – 1. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda.83 m (6.30). indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 . fornecidos pelo fabricante.44 – 3.13m (8. parafusos e grampos de ferro zincado. conjuntos de vedação e arruelas.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5.10 2.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades. 6. Tabela 6. apoiadas em três pontaletes.0mm) e de 2.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .Tabela 6.13 – 2.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos.05 – 3.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6. Figura 6.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos.2. 6 e 8 0.91 – 1. Para as telhas com comprimento superior a 1.83 1.53 – 1. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos.

0m 132 .0 10. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.17 21.31 . Devido ao seu traçado.0 A altura das cumeeiras.0 20.48 24.31 14.6).60 45.31).0 25. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%. Tabela 6. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.0 αº 18.35 19. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.αº 1.0 d%) 33. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).0 50.70 8. fazendo com que as águas retornem. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.0 30.0 45. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6.0 35.7: Figura 6.0 15.04 16.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8.0 40. infiltrando parte das águas nos telhados. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.0 100.23 26. Portanto.72 d%) 3.60 11.70 5.

Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.85 1. quanto a sua largura.08 3.00 133 .05 1.20 1.5 4. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas.0 ou 1.20 .32).84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.0 3.25 .0 5.52 3.33 1. condutores) e arremates (rufos.0 2.45 0.60 x2 (m) 1.75 . as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .00m de comprimento.7 .Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.64 0.0 8.0 y1 (m) 0.3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.0m x (m) 3. Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.05 2.5 2.5 3.32 . Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.0 y2 (m) 0. rufos e pingadeiras.Tabela 6.0 2. águas furtadas.5 4. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.0 4.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.20m de largura por 2.60 .52 2. Portanto. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas. Figura 6.0 7.0 x1 (m) 1.1.5 3.88 1.44 1.60 0.0 3.15 .75 2.50 .00m e 1.20m de largura e comprimento variável. e para reduzir o preço das peças.12 .08 1. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.24 y (m) 1.0 6.28 .30 -33 -39 ou 40 . águas furtadas.5 2.

Além do corte. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24.coxo: Figura 6. para especificar um sistema de captação de águas pluviais. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc.33 .Calha tipo coxo 134 .0m de largura) e o corte 30.1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6.2m de largura). 28 e 26 para os rufos e pingadeiras. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) .3. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas.Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1. 40 e 60 (para as chapas de 1.

Detalhe de uma água furtada 135 . com chapas galvanizadas nº 26 e 24. como as calhas.34 .platibanda Figura 6.2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas.3.Calha tipo platibanda c) .Calha tipo moldura 6. Figura 6.36 . São confeccionadas.moldura Figura 6.b) .35 .

em certas cidades.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores. a qual tem dado bons resultados.6.1 . 6.37 .DIMENSIONAMENTO 6.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável.4.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta.Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. Figura 6. 136 . Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas. A = [ n.3. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais. devido ao difícil acesso a esses dados.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada). 6.3.3.4 .

6. Figura 6.38 . Exemplo: Figura 6.Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água).Calha tipo platibanda 137 . 4º Se for pequena. adotar calha tipo platibanda.40 .39 .38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6. mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado. podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos).0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande.

2 . 0. 6. geralmente tem uma largura variando entre 0. Ex. Obs: 1 .60. Podem ser em laje (Figura 6.Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena.FORMAS DE TELHADOS 6.70 e 0.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm. 138 .43). um ∅ de 100 mm.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 .1 .5 . A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6. o mais comum é 0.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm².80m. O do centro recebe a contribuição de 50m².41 .00m.5. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado.4.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas.40 a 1. Podemos adotar um ∅ de 75 mm. portanto. adotando.Figura 6.42) ou em telhas vã (Figura 6.

sempre se coloca uma calha.2 . rufos e pingadeiras.42 .Figura 6.5.44). Neste caso.Beiral em laje Figura 6.43 .Beiral em telhas vã 6. 139 .Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6.

45 .águas-furtadas ou rincões Figura 6. letra (B) .Figura 6.5.cumeeiras .Desenho das linhas de um telhado .os espigões são.Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6.44 . também. As principais linhas são: .3 . um divisor de águas.espigões .45). letra (C) 140 .as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas.Detalhe das platibandas 6.a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) . porém inclinados.

5.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água. 1972) 141 .Telhados com duas águas (Borges.46 . Figura 6. ou um telhado de quatro águas.Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6. portanto dois oitões.48 . temos um telhado com duas águas e.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.Telhados com uma água (Borges.46.47 .4 . portanto sem oitões. 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6. Na figura 6.

6 . formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias.Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. Indicam-se por linhas interrompidas. Também é usual representá-lo na escala 1:200. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada. 3 . 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia. devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 .50m. 4 .As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros.Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. 142 . no mínimo 0.51).49 . os contornos da construção. 6.As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6. 2 . pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes. Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6.50 . e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada.Telhado com quatro águas (Borges.REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta. e facilidade de mão-de-obra. fazemos a união entre as duas com um espigão.Telhados com três águas (Borges. geralmente na escala 1:100. isto é.COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6.

51 .Perspectiva das linhas de um telhado 6.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.020 1. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.Figura 6.011 1.053 1. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.059 1.031 1.8 determinando a área inclinada.005 1.077 143 .044 1.

utilizando guarda-corpo com tela.ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano. Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. 144 . Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura.

Portas Compõem-se de batente. caixilhos etc. janelas venezianas.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1 .1 . dado que a mão de obra era barata e o material abundante. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens.1). que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas. ferro fundido.V. 7. 145 . onde será colocada a folha por meio de dobradiças. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas. • Nivelar e colocar no prumo os batentes.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. da luz natural e da água. Figura 7. alumínio) as de P.7 . Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição. Com a sua evolução.Componentes das portas de madeira. que é a peça fixada na alvenaria. Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro.C. 7.1.1 .

a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.0 a 14. podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7. que já devem vir montados para a obra.0m.5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14.3): Figura 7. O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7.3 .a) .Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível. Esta é à medida que aparece nos projetos. Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente. elevamos este nível em 1.2). 146 .4).Para facilitar o assentamento. Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7. canafístula.Batente: Em geral é de peroba rosa.0cm. tem espessura em torno de 4. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro).5cm. Para que isso ocorra.2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação. se tijolo inteiro 26. podendo ser também da mesma madeira da folha (especial).Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 . chamado batente duplo.2 . Figura 7.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes. canela. 2 . Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias. angelim (comercial).

Figura 7. coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm. 147 . 6 . (assim se garante o nível).Depois de aprumado e nivelado.09 ou 1. 7 . para dar melhor acabamento.Aprumar os dois montantes.08m.08m da travessa para o "pé" do batente. Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.4). Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0. 4 .4 . (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes).Marca-se nos montantes.Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos. parafusos.Estica-se uma linha no referido nível.5). ou seja. sem folga entre a alvenaria e o batente. com lápis a medida de 1. 5 .5 em 0. e.3 . ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7. espuma de poliuretano ou sobre contramarco. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional).09 ou 2. portanto de 1 a 2 cm embutido no piso. igualar a marca de lápis com a linha. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7.No assentamento do batente.5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada.

Figura 7.5 . em 6 pontos sucessivamente. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura.0cm para possibilitar a colocação da espuma.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). Deixar secar por uma hora. requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1.6).5). depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7. Não alisar a espuma.6 . 148 . em geral. Figura 7. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos.Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva. E os batentes por parafusos no contramarco.

Este sistema é o ideal.Detalhe da fixação das guarnições 149 . Podem ser lisas. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. (revestimentos. o acabamento nunca é perfeito. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. etc.7 .Guarnição: Na união do batente com a parede. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). c) . Muitas vezes. Figura 7.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. b) . protegendo-os. geralmente maciça. abrasões. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. choques. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. no mínimo. O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. portanto.7). (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. OBS. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. Para se verificar se a folha foi bem colocada. com almofadas. envidraçadas etc. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura.

8): . porque permite a iluminação e a ventilação.tipo gorge (porta interna) .de w. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas. Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr. Porta. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7.Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas. mais modernamente em qualquer ambiente.Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada.de cilindro (porta externa) .2 .c.1.Ferragens: Além das dobradiças. 150 . 7.8 .p/ portas de correr Figura 7.9). porque permite comunicação entre dois ambientes e janela. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela. Podendo ser de duas ou quatro folhas. envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7.c) . .

10). de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior. canela. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. Nas janelas. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor.Batentes: Geralmente de peroba rosa. apenas de caixilhos (ambientes sociais). canafístula. devem ser completamente estanques à passagem da água. As janelas. são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas.Figura 7.9 .Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo. 151 . Uma vez instalada. caso haja necessidade. a) . e as guarnições. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. angelim. Portando. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos).1. Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço.3 . poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. exceto nas varandas. utilizando vidros duplos. mesmo tendo aberturas para passagem do ar.Porta balcão 7.

Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada. e quando abertas. mas com venezianas de quatro folhas. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. quando desejamos abri-la. inferior e superior. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. Quando fechadas. Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. pivotante ou guilhotina. ou venezianas de duas folhas. mas com dobradiças especiais chamadas palmela. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. Utilizam trilhos metálicos.12 e 7. basculantes. cremona e vara. Os de correr podem ser em nº de quatro. c) . serem de abrir ou correr. Os caixilhos de abrir.10 . o inferior é o caixilho interno e o superior externo.13 e 7. geralmente em nº de dois. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum). Os caixilhos guilhotina são em nº.Caixilhos: Podem ser de abrir. e as palhetas que preenchem o quadro. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7. que nesses casos são dois de correr e dois fixos.Figura 7. 152 .11). de dois. de correr.15).Batentes das janelas b) .14). dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). não cabendo nesta apostila maior detalhe. são trancadas por cremona. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3"). quatro folhas ou mais. Na posição normal.

ou seja. e basculantes nos WCs.1. áreas de serviço etc.13). 7.Tipos de janelas de madeira.Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d .12) ou de abrir (Figuras 7. Figura 7. a).11 . nas áreas sociais.4 .Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7.Caixilho de correr 153 .Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas.12 . utilizadas nas salas.Figura 7. escritórios.

Figura 7.Caixilho de abrir b) .Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.16).14 . Figura 7.Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .13 .15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7. veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.15 .14).

90m (cada corpo). Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.1.30m .60m .00m .1.Janela tipo Ideal 155 .1.40m).16 . sendo que enquanto o painel superior sobe.17 .20m (pode-se conseguir = 1.Figura 7.1. Figura 7.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .10m .1. largura livre: 1. As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana.1.30m .00m . o inferior desce. cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente.

I. 7. em chapa etc. O alumínio se for anodizado.Janela de enrolar Figura 7. utilizando peças perfiladas U. chatos.Janela de enrolar 7. A principal desvantagem é a rápida oxidação.Janelas: Podem ser:156 . com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). rebites ou soldas. Depois. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra. Podem ser também de alumínio.1 .d) . apresenta muitas vantagens sobre o ferro. são utilizados.2 . Para a junção das diversas peças. chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo. utilizam-se grapas. Não podem ter contato com o reboco.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. T. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura.18 . não oxida.2. e para sua fixação na alvenaria. quadrados ou redondos. L. maior durabilidade. portanto devem ser protegidas. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro.17). não perde o brilho. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado. com resíduos aquosos (infiltração de laje). O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis.

Detalhe do caixilho tipo basculante 157 .a) . O conjunto de báscula. Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela.19). A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7. do mesmo caixilho. Figura 7. Figura 7.20 .Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação.Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) .19 .20).Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7.

0.Podem ser colocadas no caixilho fixo.70m etc. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio. O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro.50x0. pelo seu baixo custo em relação a de madeira.60x0.Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel. ganharam grande mercado atualmente. . sob pena dela se enfraquecer. Figura 7. onde se colocam os vidros (Figura 7.21 .Caixilho máximo ar d) . fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões.Matajuntas em ferro L com pingadeira. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho.Ferro T de contorno de parte fixa. . devemos compor as básculas. 158 . . Caso se deseje maior. sendo sua abertura para o exterior (figura 7. .Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana.Ferro L das básculas. c) . Os caixilhos basculantes são compostos por: .21). 0.50m. dois caixilhos de correr e dois fixos. a colocação do vidro. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente.Ferro L de contorno externo.60m.70x0.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje. .Orelha de alavanca.22). ficando no caixilho móvel. 0. grades de segurança. simples ou em arabesco.Vareta de alavanca.

funcionando como uma porta.Figura 7. que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros. f) . Podem também ser compostas com venezianas de chapa. Figura 7.de correr: São compostas de folhas .Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado.Caixilho de correr g) . São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L.Janela veneziana e) .23).24) 159 .22 . (Figura 7.23 .de abrir: São compostas de folhas. cuja abertura se dá em torno de dobradiças. e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7. O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona.

b) .3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. No quadro do postigo é que se colocam os vidros.10m.60m e máxima 1. Cada folha deverá ter a largura mínima de 0. A almofada é geralmente feita em chapa nº16. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna. para evitar peso excessivo nas dobradiças. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso.Venezianas de projeção 7. mesmo com a porta fechada.24 . e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas. 160 .de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr.2.2 . 7.10m devemos usar duas folhas. O postigo apenas ocupa a área da grade.Figura 7. A grade poderá ter desenho variado.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas. a) . Acima de 1. maçanetas etc. cremonas.

7.4.25 .REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .2 – Janelas Figura 7.4.26 .Representação das portas em planta e vista 7.4 .1 – Portas Figura 7.

28 .Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.Figura 7.Representação dos caixilhos pivotante 162 .27 .29 .Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.

00 1.80 x 1.80 x 1.50 x 0.00 x 0.00 0.60 0.20 2.80 x 1.60 1.00 1.Janelas: Tabela 7.20 x 0.50 0.00 1. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.00 2.00 x 0. para dirimir possíveis dúvidas.40 x 1. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.80 0. etc. os manuais técnicos.1 .00 x 1.20 1.Dimensões das portas 0.20 x 1.60 x 1.20 x 1.2 .20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1. acessórios.90 x 2.50 x 1.20 1.70 x 2.80 1.00 x 1.50 x 0.20 x 1.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.40 0.20 x 1.. fixação.00 x 1.00 1. 7.00 x 1.10 1.70 x 0.20 x 1.20 1.Portas: Tabela 7.70 x 0.20 1.50 x 1.00 1.00 2.80 x 0.60 x 0.20 2.80 1.60 1.60 x 0.00 x 0.00 1.80 x 1.20 x 1.00 0.00 x 1. cada indústria detém um sistema.50 0.60 x 2.40 x 1.60 x 1.50 0.60 1.00 x 0. de perfis.20 1.20 163 .00 1.80 x 0.00 2.00 x 0.10 0.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.20 1.50 x 1.1 .80 0.20 2.80 2.60 1.00 x 1.40 0.20 1.Figura 7.50 x 1.00 1.50 x 1.00 x 1.80 x 2.50 x 0.50 x 1.20 1.20 0.20 x 0.40 x 1.5.00 x 1.00 1.00 x 1. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.70 0.80 x 1.20 x 1.10 em madeira ou metal.60 2.00 1.60 x 0.00 x 1.10 0.00 x 1.80 1.00 1.20 2.20 1.20 1.10 1.20 2.10 0.60 0.20 1.20 2.2 .00 x 1.00 x 2.00 1.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.20 x 1.60 x 1.50 x 1.5..20 b) Basculante 0.60 x 0.20 x 2.Dimensões das janelas a) Venezianas 1. solicitar ao fabricante desejado.30 . 7.40 x 0.20 x 1.

2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas.3 . 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. 2) Facilidade de comando a distância. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. tanto na parte superior com na parte inferior. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . 3) Fácil limpeza na face externa. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. na totalidade do vão. áreas próximas a ela. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. 3) Fácil limpeza. vidro. pivôs com ajuste de freio.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. o que permite o controle da ventilação. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. 3) Boa estanqueidade. mesmo com chuva sem vento. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. 3) Libera parcialmente o vão. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). total. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. TOMBAR 1) Não libera o vão. 164 . 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro.7. mesmo com chuva sem vento. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. 1) Janela que permite ventilação constante. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. caso tenha panos fixos. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. mesmo com chuva sem vento. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos.6 .

tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados.ANOTAÇÕES 1 . devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. evitando danificar a madeira durante o ajuste.Nos batentes fixos por parafusos. 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado. 3 . nos dois lados. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. 2 . 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação.Aprumar os dois montantes. 165 . para criar a rosca na madeira.

impermeabilizar. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). lavagem ou jateamento de areia. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. graxas.REVESTIMENTO DAS PAREDES. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. ela deve estar sempre isenta de poeira. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. Quando se pretende revestir uma superfície. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). remoção das incrustações. Portanto devemos preparar o substrato.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. com gesso. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. cerâmicas. 166 .1. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência. substâncias gordurosas. eliminação das irregularidades superiores. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. pedras decorativas. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. texturas entre outros.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes.8 . como: pó. todos os dutos e redes de água. tetos e muros com argamassa convencional. TETOS. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. eflorescências ou outros materiais soltos. 8. barro. fuligem.

devido a sua superfície porosa. aplica-se o chapisco.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. pedra ou concreto.1b). no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8. desempenado ou rolado. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 . além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. 2005) Os tetos. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8. Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato.1a). criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria. independentemente das características de seus materiais. 2005). um rolo de espuma (Figura 8.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO.25 kg m² : areia = 0. Consumo de materiais por cimento = 2.1c) (CEOTTO et al. E no caso de superfícies lisas. a fim de facilitar o revestimento posterior. 1998b). Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. A Figura 8. dando maior pega.

4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto.chapisco. podendo atingir até ± 8 cm. com pequena espessura e acabamento áspero.0 cm. Quando se tem um aterro e este for maior que 1. cimento cola ou cola. 8.0 cm. nivelando e apiloado.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. em camadas de 20 cm apiloadas. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. base ou lastro. que se faz utilizando o nível de mangueira. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm.. que chamamos de contrapiso. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme. ou uma argamassa de regularização. 1:3:5 ou 1:3:6. 5:4. a) . convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). 168 . Em residências.1. devemos executá-lo com cuidados especiais. A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. podendo assim executar o emboço. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. Quando não se puder confiar num aterro recente. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7.00m. podendo chegar até a ±10. podendo usar o traço 1:2. respectivamente. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização.

devemos realizar uma argamassa de regularização. quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. cerâmico ou sintético. promovendo assim as caídas.2 . etc. no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. quando as mesmas não forem executadas com nível zero.Figura 8. Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso.). Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização. b) .Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). apenas devemos variar as alturas das taliscas. como veremos na descrição de cada piso. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). 169 .Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo.0cm. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. pois prejudica todo e qualquer tipo de piso. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento. seja ele natural. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola.0cm. Caso haja umidade.

desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. de preferência a areia média. A areia empregada é a média ou grossa. ideal para receber o revestimento final (reboco). conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. sarrafeado e desempenado. 8. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. principalmente para as argamassas industrializadas. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. massa corrida. O consumo de cimento deve.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. completamente seca. pois a massa escorre pela parede. 170 . além disso. azulejo. em contato com a base. pastilha.1. A superfície deve estar previamente molhada. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. gesso etc. preferencialmente. sendo maior na primeira camada. A umidade não pode ser excessiva. já nas primeiras idades. contínuas e uniformes. se lançarmos a argamassa sobre a base. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. azulejo. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas.8. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. massa corrida.1 Na vertical a) . Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco.2. na sua grande maioria. ideal para receber gesso. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. Por outro lado. Com a adição do cimento. sarrafeado. conforme a superfície a ser aplicada. ou seja.. O revestimento é iniciado de cima para baixo. O emboço é uma argamassa mista de cimento. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. etc. Os revestimentos externos devem. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. ser decrescente. do telhado para as fundações. e eram construídas. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base.

0 2.0 a 10. com argamassa de cal. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.0 3. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.0 1.0 11.0 3.3 e 8.5 2.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos.0 1. o emboço de superfície externa.0 2.0 OBS.Tabela 8. em contacto com o solo. pois o seu excesso.4).0 a 10.0 a 12.5 1. Para isso devemos fazer: a. No caso de tetos. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas. O emboço deve ter uma espessura média de 1.0 2.0 11.0 a 10.0 1.5 2. acima do nível do terreno.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede.0 1. depois de seca.0 8.5 Areia (2) 8.0 1. além do consumo inútil. ou preferivelmente.0 1. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1. mista de cimento e cal.0 1.0 11. 171 .0 a 3.0 a 12.0 a 10.0 a 4. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8.0 1.0 1. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes.0 8.0 11. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.0 a 12.0 a 12.0 .0 2. principalmente o interno.0 a 12.0 a 4.5 a 3.0 9.0 Pasta(1) de cal 1.5 8.5cm.0 11.0 3. na interna. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.0 3.0 cal hidratada 2.0 1.0 1.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água. resultando um painel de alvenaria.5 2.0 a 10.5 1. deve ser executado com argamassa de cimento e cal. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo.0 3. Nas paredes externas.0 11.0 8.0 a 10.0 a 12. corre o risco de desprender. com argamassas mistas de cimento e cal.0 1.0 1.0 1.

com o auxílio de fio de prumo. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. 172 . Figura 8. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm. pois os mesmos podem regular a espessura do emboço.5cm.0m de comprimento. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1.5m a 2m entre si. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8.3).No caso de paredes. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. É importante verificar o nível dos batentes.4). Sob esta linha.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1. favorecendo a sua aplicação.3 . ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. para poder utilizar réguas de até 2. quando forem colocadas as taliscas.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

Neste caso. Colher de pedreiro. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. Com a régua de alumínio. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). 2. Régua de alumínio com 2. 6. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular.0 mm. e antes que a pega esteja muito avançada. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. Espátula. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. 7. Para pontos localizados. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. avaliação da dureza. avaliação da aderência da pintura. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. avaliação da aderência do revestimento. 5. Desempenadeira de aço. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). Para aplicar a pintura. 3. 1996a). Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo.Aplicação. raspagens e a camada final de acabamento. o gesseiro inicia à camada seguinte. Terminada a camada de revestimento. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. ficando o acabamento final liso e brilhante.0 m de comprimento. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C.0 m. 180 .25 x 0. 4. Cantoneiras de alumínio. o gesseiro verifica a sua planeza.60 m e espessura de 4. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. c) . que irá receber os retoques. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0.

0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. melhor será a qualidade.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. Normalmente quanto menor o grau de absorção. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. Obs.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva. banheiros. talcos.6) e a abrasão (Tabela 8. gretamento. piscinas. Antes da aplicação de pintura. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al.7). paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 . não deve apresentar desvio superior a 3 mm. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) . Pelas suas características. feldspatos (grês). falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. brilhantes ou acetinados.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. podendo ser (Tabela 8.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila. Em pontos localizados.A Tabela 8. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas. 5 . e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. paredes. 8. utilizando uma régua de 20 cm. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência.3.5): Tabela 8. filitos. piscinas e saunas Pisos. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. Tabela 8.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. tanto nas paredes como nos pisos. saunas úmidas etc.

hall de residência.7): Tabela 8. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. e as de (Figura 8. fast-food etc. consequentemente. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante.60mm/m. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. 6 . Comerciais internos.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais. Quartos de dormir etc. aeroportos. ela representa a resistência ao desgaste superficial.Tabela 8. shopping centers. Estab. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. corredores. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas. 182 • . destacamento da peça. entradas de hotéis. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. as Estruturais.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. quintais. e externamente no máximo 0. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. 7 . como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. show rooms. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. padarias. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais.40mm/m. cerâmica com EPU de no máximo 0. Áreas públicas.8).

8). b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado.) e ser preenchida com material deformável.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. etc. O rejunte (material industrializado).• • Expansão ou movimentação. Figura 8. contrapiso.. longitudinalmente e transversalmente. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. normalmente adicionados com outros componentes.. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. que devem existir em grandes áreas.8). De Dessolidarização. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje. resistência a manchas etc. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. estabilidade de cor. Portanto. dureza. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. na 183 . flexibilidade. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. que conferem características especiais a ele como: retenção de água.

Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo.Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8. Tabela 8. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 .9).8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m .8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa.5x7.5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.9 . em gramas 2x2 5x5 7. assim que começar a secar. esteja atento às suas características. ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8. O excedente será retirado. com pano.hora de escolher a argamassa de rejuntamento.

Verificar. de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas. 8.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. para melhor distribuição dos azulejos.Revestimento cerâmico na vertical a) . para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias.Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado. de uso interno ou externo. a prumo ou em amarração (Figura 8.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima.1 . colas etc.. que já deverá estar revestida. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. 185 . Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional). deixando neste caso um espaço próximo à laje.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento. sobre base regularizada. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos.. de fiada em fiada. se será colocado moldura de gesso.3.2. ou com cimento-colante. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço.

dentro dos boxes. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. para que os recortes não fiquem muito visíveis. O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens.Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação.12).1) .Exemplo de divisão dos azulejos a. Figura 8. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8. no mínimo como descrito na Tabela 8.Detalhe do assentamento dos azulejos a. 186 . visto que na maioria das vezes.Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes.2) .9.12 .Figura 8.11 . podemos deixá-los atrás das portas. Portanto.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

ganzepes Figura 8.Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra. Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar. Para melhor fixação das tábuas.Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas. Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8. que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8. que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8.16).16 .Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) .d).15).15 .

deixando assim a superfície fraca. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. devemos fazê-lo o mais próximo possível. para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. sem que ocorra empenamento. verniz poliuretano ou encerado. g) Recomendações Quando assentarmos taco. no mínimo 24horas. são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko.f) .Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo".17 . parte do tacão fica colado e outra não. • Figura 8.17). podendo se soltar (Figura 8. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. Bonatech. principalmente para os tacões. A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. Para o bom resultado da calafetação. pois se não estiverem.

por empresas especializadas.0cm. O 196 .0. O procedimento correto no caso das rochas. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8.0 e 6. com desempenadeira de aço.18 . Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato.3. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. 4.• Verificar o cerne das tábuas para piso. Figura 8. nível.3. 8. O adesivo de contato á base de neoprene.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs.5 .4 . espessura média de 3. sobre a regularização ( 3.0mm) e os demais podem ser soltos. distribuído com desempenadeira dentada metálica. e parafusar bem. para evitar o empenamento das mesmas.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção.18). régua metálica). serra maquita. falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola. 8. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha. a) . produtos naturais sujeitos a variação de cor. alisada sem pó de cimento. piso irregular.

podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. formando a pasta ideal. verde Ubatuba. a) . sarrafeada.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. amêndoa rosa. preto São Gabriel. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). Nas áreas externas. cinza Mauá. Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs.assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. depois. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. crema marfil (Espanha).espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. passar colher de pedreiro levemente. o travertino. marrom imperador (Espanha). Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. pois a espessura será irregular. boticcino (Itália). os granitos não podem ser polidos.Camada de pó de cimento . devem ter acabamentos ásperos. Para auxiliar a formação da pasta. As pedras.5:4.Aplicação da argamassa . verde alpe (Itália). Os mármores mais procurados são: O branco. E os granitos mais procurados são: cinza andorinha.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. Não atirar o pó sobre a argamassa. b) . preto absoluto. Podendo ser: 197 .Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. granito vermelho (Capão Bonito). O mármore tem dureza 3 e o granito 6. c) . Na Tabela 8. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . granito branco. menos resistente a riscos do que o granito. amarelo Santa Cecília. verde São Francisco. . ou seja. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. composta de calcita ou dolomita. dependendo do lugar da aplicação.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. carrara (Itália).Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola.

todos são Nenhuma restrição.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. goiás. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. e a pedra não fica escorregadia.13 os locais mais indicados. Tabela 8.11 . como o mármore e o granito. bancadas. mas o indicados. como o carbono. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. Nas áreas externas (quintais. Na Tabela 8. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. 198 . mármore é indicado para o piso do boxe. d) . Por isso. Além disso. pedra mineira. As (mauá. Ele é muito É o mais indicado. fazem-se "furinhos" sobre a chapa. Prefira acabamentos antiderrapantes. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. deixando-a irregular e antiderrapante.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. Piso interno A princípio. evite o problemas. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. Levigado: Lixamento com abrasivos. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado.Pedras brutas Ardósia. escorregadios quando molhados. deixando-a antiderrapante. Seguir as travertino. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. Polida a sua contém elementos químicos. miracema. por isso dão um visual rústico. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. No piso. Nenhum tipo de instruções da cozinha.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. madeira. são-tomé. Dá efeito rústico. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. umidade. superfície torna-se higiênica.

Resiste a choques mecânicos e intempéries. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). lustro e apicoamento. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. são tomé. pedramadeira. itacolomi. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. pedra sabão. miracema. São duros e resistentes. Tabela 8. goiás.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. pedra sabão. após o rejuntamento. com textura irregular.12 .Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. pedra sabão Ardósia. dolomita. muito absorvente enão propaga calor. dolomita. pedra mineira. A limpeza das pedras brutas. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. miracema. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. Antiderrapante. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. paralelepípedo. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . ela aceita polimento. Aceita polimento e resina impermeabilizante. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. Antiderrapante. A sua superfície é bem irregular. pedra goiás Arenito. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. itacolomi. Antiderrapante. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. 13 . Enxágüe rápido. pedra goiás. Mas também aceita polimento. Aplicada em estado bruto.5: 5. são tomé Arenito. pedra sabão. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. Resistente ao sol e chuva. pedra-mineira. Tabela 8. utilizando uma argamassa de cal. costuma ser usado no estado bruto.

quartos de hospitais. oralite.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. com espessura mínima de 3cm. ambientes de pouca utilização: quartos. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. proporcionando um produto bastante versátil.e) . banheiros. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. hospitais.6 . A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. 200 . cimento e areia no traço 1:3. escolas. calcário branco ou vermelho. lavabos e outros compartimentos residenciais. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. anfiteatros. É comumente utilizado em residências.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. lojas. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. na espessura de 3.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. elevadores. fibras. pisos plásticos desgastados. sanitários públicos e laboratórios. escritórios. escadas. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. b) . 8. como o hall de entrada. ou seja.0cm no mínimo. Sua base pode se o próprio contrapiso. Deverão ser molhadas e apiloadas.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. ou qualquer outra. a) . São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1.Execução: Em imóveis recém-construídos. O piso de 1. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares.6 a 3 mm. escadas. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. desde que esteja firme limpa e seca. risca-se com uma ponta firme. salas de consulta ou de espera. com argamassa. marmorite. lugares de passagem nas residências. Caso apresente problemas. salas de aula.0cm. supermercados. refeitórios coletivos.3. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo. deverá ser refeito. Além disso. ladrilhos.

devido a tensões internas que deformam a placa. a colocação pode ser feita. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. na proporção de uma parte de P. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento.V.A. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas. No caso de pisos vitrificados. Para manchas resistentes. se existirem falhas ou pedaços soltos. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. Antes de se espalhar o adesivo.V. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. d) .A. c) . pois estes elementos atacariam o produto. para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores.V. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm. Possui acessórios como degraus. (1:8). a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. para oito de água. de superfície pastilhada.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor.A. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. mas que também pode ser encontrada em outras cores. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação.V. estriada ou lisa. canaletas e faixa amarela de alerta.3. 201 .A. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. Após a lavagem.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento. 8.Em imóveis que já possuem revestimentos.7 . A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. rodapés. com sabão especial e água à vontade. Sobre tacos e assoalhos de madeira. geralmente de cor preta.

É fornecido com superfície pastilhada.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície.5mm. Se opção for pelo piso estriado. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. 202 . em áreas internas ou externas. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. passarelas públicas e. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. e espessura de 4. estações de metrô e trem. estriada ou lisa. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. principalmente em regiões de rampa e escada. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. corredores. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. deve-se dispor as placas. piscinas internas e áreas de rampa. Para tanto basta molhá-lo com água. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. Além disso. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. devendo ser utilizado somente em áreas internas. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. A pastilha em relevo. recentemente. O outro é chamado piso industrial. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. em suas posições. contra a umidade. estações rodoviárias. No entanto. neste caso. indicado para o uso mais pesado. na Europa. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. previamente preenchidas com argamassa. com 15 mm de espessura. para aplicação em escritórios. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação.5cm. em locais de grande movimentação como aeroportos. uma a uma. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. supermercados.a) . No caso do piso fixado com adesivo. Depois disso. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso.

cerâmicos. O produto proporciona um acabamento texturizado. como solventes. desde que estejam niveladas e sem falhas. resiste bem aos agentes químicos. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira.3. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos.2m por 3. isto é. a) . detergentes e tintas. Nestes casos. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. esteja ela revestida ou não. sob um rígido controle de temperatura. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta.25m.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. As bases podem ser cimentados. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira.6m. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. seja por má fixação ou pressa na utilização. Além disso. encontradas também em réguas com larguras de 0. b) . não apresenta porosidades e é antialérgico. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. desde que se faça uma encomenda especial.c) . as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. cargas móveis. Não é recomendado que a superfície fique 203 . 8. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa. antiderrapante.08m x 1. Além disso. saltos de sapatos. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. É de difícil penetração.8 .Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. No entanto.3m e 0. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. tacos.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. mas casos especiais de utilização.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo.6m por 0. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade. recobertos com material melamínico. Não é absorvente. assoalhos. ladrilhos e outras. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia.

c) . ajustando as mesmas às dimensões desejadas. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais.3. com o auxílio de uma régua e do riscador. Se. A cola deve ser aplicada nas duas faces. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. fechando os poros da superfície. assegurando a boa fixação. A operação de marcar a placa exige cuidado. Em áreas que possuem umidades. isto é. 204 . pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. garagens de edifícios etc.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. Não é necessário o uso de cera. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. Após a secagem. Em áreas molhadas ou em hospitais . o estudo das juntas. Após a evaporação do solvente. Para o desgaste lateral. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. é aconselhável a eliminação da mesma. não deverá apresentar defeitos. a lima e a lixa. que é verificada através de um teste simples . uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. Devem ser armados. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. sobre a face decorativa da chapa. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. usa-se a plaina. deve-se espalhar sobre a base.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. for necessária a descolagem de uma placa. o ideal é encontrar uma textura satisfatória.não deve grudar nos dedos .. com um martelo ou rolete de borracha. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. seja ela de ordem interna ou externa.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. 8. d) . marcar e aprofundar o risco. atingindo a metade da espessura da chapa. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado.lisa ou áspera demasiadamente. Antes porém. aumenta-se a pressão. Em seguida. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural. a análise do terreno de fundação. a linha onde se quer cortar. Depois disso. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem.onde a vedação das juntas é obrigatória . pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. no entanto. que é feito ao se marcar com um lápis. o colocador deve. posto de gasolina.

podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais.Para os pisos armados pouco solicitados. como nos salões comerciais. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. 40% de brita 2. com recobrimento máximo de 5. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). 1998). prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). e também evitar a absorção de água pela subbase.15mm) como as denominadas lonas pretas. Resistência mínima do concreto: . . O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. Após o processo de acabamento do concreto.20 Mpa – Pedestres e carros. condições moderadas de ataque químico. pois permitem a redução considerável do número de juntas. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). pelos equipamentos e métodos executivos. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. garagens. O isolamento entre a placa e a sub-base.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. a fim de assegurar a sua homogeneidade. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base.0cm da face inferior da placa. lojas . Nas regiões de emendas. sem. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso.0cm. escritórios. 205 . construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. porem representam pontos frágeis no piso. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1. O corte deve ter no mínimo 40 mm. obrigatoriamente. quadras esportivas etc. dando tempo para realizar o acabamento.

19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm. isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8. Figura 8.20 – -Selante para junta de construção 206 . Figura 8. também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante). 8.19. somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas.21). A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. 1998).20.

Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida.Figura 8. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa.22).5cm de espessura. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez). para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto.0m.5. OBS: . onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8. placas de no máximo 8. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. sistema mais antigo.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto. Piso armado: placas com comprimento até 30m. A recomendação para as placas de concreto simples. placas de no máximo 5. para pisos de 12.0m. sem gerar tensões. a concretagem em dama deve ser evitada. . A prática de enrolar papel de embalagens de cimento.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3.5 a 15 cm de espessura e. para pisos de 10 a 12. 207 . podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. para pisos de 15 a 25 cm de espessura. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1.Atualmente. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto.0m.

Detalhes da execução do piso de concreto 208 .22 .Figura 8.

O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. quando o material está um pouco rígido. Nesta etapa. . para produzir uma superfície densa. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. formam uma câmara de vapor.. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. Para a sua execução. Poderão ser empregados os filmes plásticos. com a diferença de que as lâminas são mais finas. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. mais exigem maior cuidado com a superfície.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. algum tempo após a concretagem. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. além disso. visto que podem danificá-la na sua colocação. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. lisa e dura. preferencialmente dupla. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. e pela texturização do concreto. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. que condensando pode provocar manchas no concreto. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. 209 . O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento.

6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada.Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço. 210 . assentados com cola. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação. e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. 3 . esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação.Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos. 4 .ANOTAÇÕES 1 . Cuidado.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão).). que auxiliam na redução das fissuras. sintéticas etc.

• Verificar a qualidade das tintas. • Especificar corretamente a colocação dos vidros. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. • Classificar corretamente os vidros. pigmentada que. ativos e inertes. quando aplicada sobre uma superfície. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. etc. Uma tinta pode conter vários pigmentos. etc. 9. álcoois. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. alastramento. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. cetonas. solventes e aditivos.09 .TINTAS A tinta é uma composição líquida. além de ser desinfetante. de fácil execução. xilol. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. para facilitar o empastamento dos pigmentos. aguarrás. para regular a viscosidade da pasta de moagem. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura.1 . Caiação . Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. torna-se uma película protetora e decorativa.1. dureza. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade. etc. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características.Nas construções rurais. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. na fase de enlatamento. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca. Sua composição básica inclui pigmentos. visando à facilidade de aplicação. Podem se divididos em dois grandes grupos. • Especificar corretamente o esquema de pintura.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. veículo. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. O veículo de uma tinta é constituído por resinas.1 . tais como lixabilidade. 9. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. consistência.

é uma tinta aquosa. se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura.é uma solução à base de borracha clorada. Látex Acrílico . É 212 . de óleos secativos e solventes. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). Na prática. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. para superfícies externas. no caso de aplicação de cores. Tinta de borracha Clorada . No momento de aplicação.).é semelhante ao esmalte sintético. óleo. pincéis grandes.A.peneira fina.2 .. três demãos. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. resultando uma película uniforme.é também uma tinta aquosa. a tinta precisa se espalhar facilmente. Há necessidade de. Nas caiações em paredes externas. etc. à base de emulsões acrílicas. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). ou seja. um leite de cal mais ou menos denso. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. Verniz Poliuretano . torna-se homogênea mediante agitação manual. Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. em solventes alifáticos. à base de acetato de polivinila (P. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. cor e espessura. à base de resinas epóxi. Látex P.V. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos.. . com preponderância do teor Tinta Epóxi .SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. a primeira demão deve ser branca.V.é uma solução de resinas poliuretânicas. de alta plasticidade e de grande resistência à água.1.A. Esmalte Sintético . quanto ao brilho. preferencialmente. de grande resistência à abrasão.é uma tinta em solução. Aplicação: brochas.é uma tinta à base de resinas alquídicas. 9. sendo que. não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. empedramento. O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²). que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo. galeificação. esta capacidade é medida em número de demãos. coagulação. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor). no mínimo. Tinta Óleo . a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação.

seca. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. em seguida.. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. tais como detergentes. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. provavelmente a pintura descascará. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. após um ano da data da fabricação.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. não sujeitos a grande variação térmica.. pintada pela primeira vez. com pouco cimento. causando o descascamento. apresentar resistência à ação de agentes químicos. 213 . água sanitária. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. lixa-se novamente. etc. Assim. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. As tintas devem ser laváveis. desbotar. bem como suas propriedades de proteção.1. isenta de poeira.justamente aqui. 9. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. cheia e fechada. Rebocos deficientes. Normalmente. perder sua boa aparência. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. gordura. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). a tinta armazenada na embalagem original. na variação destes elementos. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. A superfície de madeira. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. o que os pode ser feito em laboratório. Após a secagem. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . usando lixa de grana adequada. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. Além disso. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. aumentando a coesão da superfície. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. apresentam superfície poucas coesas. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. Neste caso. sabão ou mofo. comuns no uso doméstico. enxaguar a superfície. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa.3 . fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. eliminar o brilho de qualquer origem.fungos e bactérias. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas.

isto é. fazer os reparos. convenientemente diluído. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. com a finalidade de facilitar a limpeza. No entanto. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. calcinado. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. Após a secagem. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. etc. aumentando o brilho da superfície. podendo haver significativas variações. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica.1. finalmente. uma demão de látex textura acrílica. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. látex em mau estado. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. finalmente. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. No acabamento liso interno. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo.Na repintura sobre madeira. uma demão de liqui-brilho.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem.V. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. lixa-se e se aplica o verniz. uma demão de látex textura acrílica. A repintura sobre superfícies críticas. Quando se pretende um acabamento texturizado. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. escadarias. duas demãos de esmalte sintético brilhante. para que a 214 . com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). recomenda-se seguir a orientação do fabricante. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. No acabamento texturado em corredores. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. .A. utilizando lixa ou escova de aço.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. mas sim selador para madeira. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. etc. lixar a superfície. No acabamento liso de áreas molháveis . cozinhas. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. bem diluída (com até 100% de água). ou acrílica). apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. com diluição de 20 a 30% de água. duas demãos de esmalte sintético brilhante. com diluição de até 10% de água. ou caiação. de alto poder de penetração. No externo processe-se da mesma forma. 9. No caso de envernizamento da madeira. Na repintura. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. impedindo o aparecimento de ferrugem. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) .banheiros. descascando.4 . com diluição de 20 a 30% de água.

Neste caso. Na face externa das telhas de fibrocimento. pois não havendo impermeabilização na face externa. aplicam-se duas demãos de tintas látex . com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. fissuradas ou orifícios. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. lixa-se levemente para quebrar o brilho. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. Se isto ocorrer. Em seguida. poderá haver trincamento na textura acrílica. com diluição de 30 a 40% de água.V. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. com diluição de 20 a 30% de água. Deve-se observar. recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. esta primeira demão deve ser feita com pincel. diluído com até 100% de diluente. conforme orientação do fabricante. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. Quando se deseja pintar o concreto aparente. Para obter um acabamento texturizado. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. ou acrílica). Se forem profundas. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. Para maior resistência e durabilidade. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. fissuras ou orifícios.A. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone.superfície não se torne brilhante. com diluição de 20 a 30% de água. Para a pintura da face interna. Além disso.. duas demãos de tinta látex acrílica. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. o que aumentará a impermeabilização da superfície. ou acrílica . esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. não apresentando falhas. o que facilita a aplicação da pintura. de acordo com as instruções do fabricante. (usar rolo de espuma). som diluição de 20 a 30% de água. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. prejudicando a pintura interna. Em seguida. a umidade penetrará. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. entretanto. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. uma demão de látex textura acrílica. o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. Se isto ocorrer. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. sem alterar o aspecto. Preferencialmente. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies.P. Caso isto ocorra. deve-se aplicar uma demão de silicone. 215 . recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. Para maior resistência e durabilidade do acabamento.com diluição de 20 a 30% de água. sobre a massa de assentamento (frisos).A. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P.V.

preparar a superfície e depois. se houver apenas eflorescência. desagregamento e saponificação. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. podendo envolver também o substrato. isto é. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. depois de preparadas adequadamente.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. Para se prevenir este inconveniente. Lixar levemente entre as demãos. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. 216 . que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. Primeiro é necessário eliminar a umidade. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos.1. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. sem desagregamento. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. aplicar a tinta. Aqui é tratado apenas. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. que se torna pulverulento. antes de pintar o reboco. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. acetinado ou fosco. A prevenção. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. antes de iniciar a pintura. onde se deposita. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. o que demora cerca de 30 dias. é suficiente aguardar a secagem total da parede. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. Para a correção. com até 5%. neste caso. 9. A causa é a umidade. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. acetinado ou fosco. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado.5 . A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. causando a mancha. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. porém. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. cura insuficiente e alcalinidade. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. Observa-se. Nas superfícies de ferro. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante.

No segundo caso. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. constituindo camada pulverulenta. é necessário que ele esteja seco e curado. acarretando os defeitos já mencionados. em certos casos.aguardar a secagem e a cura. A prevenção. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. estreitas. na primeira pintura sobre o reboco. neste caso. E. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. previamente. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. antes da aplicação do reboco. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. repintar. de grande resistência à alcalinidade. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. no primeiro caso. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. e repintar. de grande resistência à alcalinidade. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). uma demão de fundo à base de solvente. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. sempre pegajosa. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. pela utilização do cimento e cal. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). Aplica-se 217 . repintar.A. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. em seguida. raspando e lixando. As trincas e fissuras. não haverá manchas. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. Em seguida. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. raspando-se em seguida. Como é difícil remover este tipo de tinta. com água. Esta alcalinidade. sem prévia preparação da superfície. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo.V. A superfície apresenta-se. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. na presença de um certo grau de umidade. Após estas providências. recomenda-se aplicar. Torna-se oportuno esclarecer que. de grande resistência à alcalinidade. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. sem esfregar. escovar e lixar toda a superfície.

Aguardar a secagem total e repintar. Em seguida. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. Não se deve utilizar massa corrida P. Isto feito. A primeira precaução é evitar tais madeiras. O certo é o emprego de massa a óleo. não é indicada para superfícies externas. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. Este procedimento. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. provocando a sua dilatação. isto é.A. Os mesmos problemas. manchas. antes da repintura. Em seguida. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. A correção. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. sobre massa corrida. A correção é feita com a remoção total da pintura. sendo aplicada com rolo. Cabe aqui observar que a massa corrida P. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície.V. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina). com água em abundância. quando desejável. como se fosse tinta. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. principalmente em portas. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. seja pela correção da superfície ou para "pintura". para este fim. após o lixamento da massa. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. bolhas e descascamentos.V. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. bem diluída. repinta-se. No segundo caso. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. A correção. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. 218 .A. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. má aderência e trincas. no primeiro caso. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. Em seguida repintar. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. em todos os casos. Estes casos são raros e de difícil solução. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". Isto acontece quando. quebra-se o brilho lixando suavemente.A. para corrigir imperfeições de madeira. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes.V. Em seguida.

em seguida. etc. que provoca esforços originando os citados problemas.Defeitos observados. correção das imperfeições com massa a óleo.as condições ambientais. água. umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos. empol amento. intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . é feita com a eliminação da massa corrida. partículas em .a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas. sais. . que podem surgir sob e película ou sobre ela. . . neste caso.pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura.podem ocorrer pela preparação inadequada da base.aplicação inadequada da pintura. degradando o pigmento e veículo da pintura.preparação inadequada da base.podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. descasc amento Perda de sais álcalis aderência.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. aplicação Alteração no aspecto . A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película.produto inadequado ao fim a que destina. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. descasc amento. .. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência. . Tabela 9. empol amento. . lixamento e eliminação de pó para. repintar.1 . .A correção. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO . aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído.a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta.

MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas. De preferência.vidros.7 . anteriormente aplicada. etc. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada. etc.1. descoloramentos. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior. com o transporte de partículas em suspensão no ar. empregando-se removedor adequado.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta. falhas ou imperfeições. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura ..9. não provoque na mesma enrugamentos. Cada demão de tinta subseqüente. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme.1 .1. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 . As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. de modo tal que o contato com a película. alvenarias e concretos aparentes. somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca.6 . sem escorrimentos. 9. desde que seja obedecida a variações de temperatura. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes. pisos..Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca.

V. sem muito esforço físico.3 . etc. 221 . verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna.A. em alvenaria. São mais comumente usados para trabalhos artesanais. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies.rolos de lã: para aplicação de látex. Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso.• de metais: • parede: Figura 9. São mais usados para pinturas em paredes. os rolos são utilizados como segue: . Mais comumente.rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte. .2 . As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada.. P. ou acrílico. madeira ou metal.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa. Proporcionam grande rendimento..Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9.

V. 222 . g.RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3.9 .V.Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.2 .) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar. 9. certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.V. d .A.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9.1. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.Não aplicar massa corrida P.Antes de pintar uma superfície. e .A. primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte).RENDIMENTOS Tabela 9. b . c . Látex Acrílico Massa corrida P.V.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas..rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo.A. f .Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.Não utilizar produtos látex (P.8 . em superfícies externas.6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .1.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado.

vidro plano: janelas. frascos. óxido.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa..2 . soda. aparelhos eletrônicos. O vidro é composto por: sílica. cálcio. portas. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. vidros finos: lâmpada. óxido de ferro-verde.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 . possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. Tabela 9. vidros curvos: usados na ind. etc.. O vidro não é poroso nem absorvente. cloreto de sódio..9. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência.4).800 a 10. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro. alumina. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas. corantes (óxido de cobalto-azul. O vidro colorido. suporta pressões de 5. magnésio. é ótimo isolador.4 . Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9. nitrato de sódio. Figura 9. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C.800 kg por cm². Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. etc.3 ..Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. além do aspecto estético.. arsênico. automobilística..

Podem ser feitas opacações leves e desenhos.53 m 3. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio.43 m 224 . com menor risco de acidentes graves.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9.1 . . não permite novos processamentos.5 .4 . A segurança reside no fato de.1 m Saco de areia de 500g 0. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes.00 m Bolas de aço de 900g 0.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0. furos e recortes. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica.). como cortes. IMPORTANTE: Depois de acabado.2.Cargas nos vidros Tabela 9. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C.9. além de conferir-lhe as características de segurança. resistente aos choques mecânicos e térmicos. conservando as características de transmissão luminosa. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum.2 m 1. o vidro temperado. que o transforma num material extremamente forte. de aparência e de composição química.81 m 2.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6. rompendo-se. seguindo de um rápido resfriamento.

Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg. DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.6 . enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700.00 kgf/cm² Peso específico: 2.5 .Figura 9.7 . Figura 9.

a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento.8 e 10 mm 226 .incolor 0.8 e 10 mm bronzes 6. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos.tolerâncias dimensionais: Em todos os casos.8 e 10 mm verde 6.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6. 10mm = 1/10 Figura 9.8 .

com espessura uniforme e livre de escorrimentos. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. 227 . 7. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. 16. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. 11. 4. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. Caso insuficiente. 9. Cada película deve ser contínua. Em substratos muito porosos. sem condições de secagem. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. 8. 17. 5. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. 10.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. 1. sem sinais de contaminação e deterioração. 12. 3. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. 6. nem condensação de vapor no substrato. lavando bem a seguir. nem em presença de ventos fortes. lavando bem a seguir. Remoção de sujeiras efetuada com água. 15. 2. 18. Não pintar com chuva. 13. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. 14. usar solução de fosfato trissódico com água. Remoção de algas. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar.

a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria. com desenvolvimento de bolor.má aplicação de revestimento. • Especificar corretamente os reparos. d. em placas compactas ou por desagregação completa. b. atuando sobre a argamassa de revestimento. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. c. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos. deslocando do emboço. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos.o reboco endurecido empola progressivamente.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. d. tais como: a. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS.fatores externos ao revestimento. deslocando da argamassa de revestimento. 228 . f.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. b. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas. c. g. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. e.mau proporcionamento das argamassas.há formação de manchas de umidade.

Vesícula formada no reboco. tem como causa a presença de torrões argilosos. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas . Mas.1) Figura 10. como agregado. é proporcional ao teor de finos. Outra alternativa é a de 229 .1 . pirita. De modo a contornar o problema. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. maiores. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos.1 . mica. a retração aumenta com o teor de finos. material pulverulento escuro.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. A desagregação do revestimento.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada. Dos efeitos observáveis.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS . A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si.1. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. No centro da vesícula. a areia natural essencialmente quartzosa.sulfatos e óxidos de ferro hidratados. exceção feita à de chapisco. em idades. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas.10. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que. concreções ferruginosas e matéria orgânica.ANÁLISE DAS CAUSAS 10. mas sim. por sua vez. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. por sua vez. respectivamente . no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10.

Se utilizada logo após a fabricação. A etapa intermediária. de hidratação da cal virgem. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. com efeitos diferentes. dá-se por uma reação contínua. Existindo óxido de cálcio livre.2) Figura 10. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. mais propriamente na camada de reboco. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. Comparativamente. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. o carbonato. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. 230 .Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. pode continuar após o ensacamento. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado.2 . O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. o aumento de volume causa danos ao revestimento. ela se dá simultaneamente à carbonação. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal. na forma de grãos grossos.

cuja função é regularizar a superfície da base.2 . mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. Assim sendo. procedentes tanto do agregado como do aglomerante. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia. em massa superior a 1:3. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada.3 . a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm.Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. tubulação de água quente). aquecedores. iniciando-se na parte inferior da alvenaria. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada.1. 10.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. 231 . Em camadas pouco espessas como as de reboco. como já visto. por exemplo). Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. 10.Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa. areia.

mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação. é aplicada a utilização de cimento e cal. o qual impede a penetração da nata do aglomerante.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação. quando aplicada como revestimento em uma única camada.1. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente.4 . uma 232 . é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base. A Figura 10.3 . 10. ou da qualidade dos materiais empregados. bem como da homogeneidade dessas propriedades. como exemplo. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. como as de emboço. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base. pode apresentar problema de aderência. Cita-se. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. Assim. 10. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores.A Figura 10. construída de saibro e cal.

forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. na camada superior. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento.5).4 . No reboco. Se a pintura for aplicada prematuramente. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. Este fato. preparo. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. com configuração de mapa. deslocando-se. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. aplicação e manutenção". Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. 233 . não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. agravado por em traço rico de cimento.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras.1. 10. Por carbonatação.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10.

7). 234 . lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade.6 . 10.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces.Efeitos da umidade sobre o reboco.1. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10. com pulverulência (Figura 10.Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível. 10. A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas.6).5 .5 . A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento.Figura 10.

comprometendo a aderência entre ambas. .Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade. 235 .hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. As causas podem ser as seguintes: . No caso de tintas impermeáveis.9). A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco. 10.7 . Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa. 10. Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10.8a.8b.Figura 10.

8b . a tendência do usuário é executar pequenos reparos.8a e 10.6. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.Aspecto do revestimento interno. Por isso mesmo. é necessária a 236 . 10. Em conseqüência. sem a preocupação com a causa.(a) Figura 10. o fenômeno alastra-se progressivamente. Nestes casos. solicitando um reparo constante. às vezes por um largo tempo. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente.Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10.1. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido.9 .

Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras. .Identificação das causas. extensão do dano e solução.identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.vermelho acastanhado . Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura. apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .1 e 10.1 .bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão .Presença de concreções ferruginosas na areia .preta .Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal. como segue nas Tabelas 10. Tabela 10. Revestimento em desagregação.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia .branca Vesículas .2.

com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: .A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga .Tabela 10.Excesso de finos no agregado . 238 .Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida. mas quebradiça. movimentação de estrutura.Ausência de carbonatação da cal .O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento. resultantes de causas tais como recalques de fundação.A superfície da base é muito lisa .Argamassa aplicada em camada muito espessa .A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica . Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base . Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado . quebrando com dificuldade. etc.apicoamento da base .O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .Identificação das causas. desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas. dilatações térmicas diferenciadas.Argamassa muito rica .Traço excessivamente rico em cal . Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.eliminação da base hidrófuga .2 .A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade .aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada.Traço em aglomerantes . extensão do dano e solução. do óxido de magnésio da cal.

• Mão-de-obra não qualificada.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto. • Eflorescências. • Deterioração das juntas.2. quando são escolhidos os materiais. mãode-obra etc.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. 2004). quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . • Assentamento sobre superfície contaminada. • Gretamento e fissuras. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas.1 . variações higrotérmicas e de temperatura. 2004). ou na fase de execução. devido a acomodação da construção. ou se observa o estufamento da camada de acabamento. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias. juntas de dessolidarização). contravergas. • Execução do revestimento sobre base recém executada. • Ausência de detalhes construtivos (vergas.). gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica. • Trincas. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte.2.10. 10. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. 10.2 – Trincas. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. 239 . características um pouco resiliente dos rejuntes. • Utilização do cimento colante vencido. Verificar com cuidado. ou da argamassa colante. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas. estrutura etc.

Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. 2004). a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. 10. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. ocasionando o contato com o ar. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas.2. denominada hidróxido de cálcio. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. resultanto em carbonato de cálcio. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 .4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. dá-se a reação entre essas duas substâncias. que por sua vez. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. Ela aparece devido a um processo químico. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas. O cimento comum. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas. contém anidro carbônico. resulta em uma base medianamente solúvel. reagindo com a água.2. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. o que elimina os ais solúveis). enxaguando muito bem a superfície após seu uso. 10. com aberturas superiores a 1 mm. sal insolúvel de coloração branca. que causam a separação das placas em partes.

3 – PINTURAS . pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). Diluição excessiva da tinta na aplicação. Umidade excessiva no substrato. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. Envelhecimento do material de preenchimento. As juntas rígidas. As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato.3 e 10. podem envelhecer e perder a cor. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade.• • Perda de estanqueidade. 2004). por ser de origem orgânica. A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. podem causar fissuras. A própria película da pintura. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). que. preenchimento com materiais a base de cimento. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. do preenchimento das juntas.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. 10. 241 . bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes.

-conforme se lava o piso.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. óleo. partículas soltas. 2007). -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. não devem usar massa corrida PVA. desmoldantes. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação .aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. B) aplicação em substrato instável: Causas: . graxa. 242 .3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco.umidade na superfície. . Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. sobre substrato úmido e alcalino. -perda de aderência da película. -escamação da Película. porosidade e umidade. eflorescência. . -má aderência da tinta. poeira. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. . devido a diluição incorreta.começa o estufamento da superfície. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). -verificar a existência de umidade no substrato.quando a tinta não for diluída corretamente. depositamse na interfase do filme com o substrato.Tabela 10. como as tintas a óleo ou alquídicas. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. . que não tenha sido preparada adequadamente. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. . aparecendo um pó bem fino. C) aplicação sobre base úmida.aplicação sobre substrato muito poroso. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. -por excesso de cal na preparação do reboco.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. majorado pela alta temperatura e umidade. . -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. com perda de aderência.não hidratação correta da cal. mas em contato com água. etc. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. semelhante ao sal. restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. que absorve o veículo. -superfície calcinada. -paredes próximas ao chão com piso frio. que por evaporação e capilaridade. .

aplicação de tinta com baixa flexibilidade. que molha somente pontos isolados da parede. cor verde.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. da parte interna da parede para a externa. 243 . aparecendo assim marcas do rolo. marrom.aplicação prematura de tinta que forme película impermeável.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas. quando a tinta foi diluída excessivamente. -em cores escuras. enrugando o filme. fungos e algas). causando manchas. verde e outras. usados na formulação das tintas. -algas: áreas externas. quando a tinta não está totalmente curada.a tinta com filme ainda não curado. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. . . 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo. Perda de brilho e de cor. durante a secagem do reboco. -incompatibilidade das várias camadads. . secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. -fungos: área interna e externa. . sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. . faz com que aflorem materiais solúveis. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. cinza. verde azulada e vermelho-castanho. -em caso de umidade. apresentando bolhas e vesículas. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. pode ocorrer.4 .Tabela 10. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis.por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: .umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência. junto com a película de tinta. na cor preta. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. . C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água.

. de resistência à compressão. pega. perda ao fogo etc. cimentos. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado.11 . pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. em geral. • Especificar corretamente a cura e a desforma.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. tecnicamente e economicamente. ou mesmo. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas.1): 244 . 11.1. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado.1 . Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. método construtivo. funcionalidade das estruturas em concreto armado. pois concretos mais fortes tem também. consumo de cimento e resistência. estrutura. trabalhabilidade. estabilidade. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. devido sempre a problemas referentes a custos. em relação aos materiais inertes disponíveis. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. a cada tipo de concreto.

evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. Empregado em geral. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. O cimento Portland composto é modificado. portanto. a proteção oferecida e em geral. com as mesmas características. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. além de baixo calor de hidratação. onde o volume é grande. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto.Tabela 11.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. similares aos demais tipos de cimento. mais durável. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. marítimas e industriais. O cimento. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. subterrâneas . Empregado em obras civis em geral. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. com 5% de material pozolânico em massa. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. além de ser resistente a sulfatos. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. esgotos e efluentes industriais. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. obras em ambientes agressivos. 32 e 40. b) CPI-S. 245 . c) CPII-F-Com adição de fíler. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. Para aplicações gerais Adicionado com escória. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. suficiente. obras submersas. Caso contrário. Para uso geral. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. Esse Hidratação. Seu uso. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. adição recomendado para construção em geral. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. O cimento Portland branco se difere por coloração. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. apresenta resistência mecânica superior.

freqüentemente. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. o cimento deste saco pode ser utilizado. tanto quanto possível. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos.Local para guarda de materiais 246 . não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. por ele absorvida. com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. hidrata-o pouco a pouco. lastros etc. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. isto é. caso em que pode atingir 15 sacos. Figura 11.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º . Para armazenar cimento é preciso. Caso contrário. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas.1). de ambientes úmidos e em segundo. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação.2). pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. preservá-lo. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. em primeiro lugar. constata-se mesmo. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). 2º .1 . RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. O empedramento às vezes é superficial. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. calçada.

Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. pois torna-se antieconômico. daqueles inicialmente escolhidos. verificar a procedência. álcali-carbonato). que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. em casos específicos (uso de material pozolânicos.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. etc. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. análise petrográfica e mineralógica. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. tipos e classes diferentes. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. álcali-silicato. Se recebermos. haverá uma redução na resistência mecânica. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. sem reabastecimento. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. provocando exudação do mesmo. • absorsão do material No entanto.1. carvão. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. a quantidade. por exemplo). aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. Neste caso. 247 . consequentemente. além de provocar uma redução de finos. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. resitência à abrasão. presença de impurezas ou materiais deletéricos. o qual será desnecessário. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. 11. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. e também. siltes. no caso de obras de pequeno porte.

11. No primeiro caso. Estando a areia com elevada saturação. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida.4 . em função de meio ambiente existente na região da obra. impedindo o contato com o concreto. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita. Portanto. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. o mesmo não ocorre com o concreto armado. além de manchas e eflorescências superficiais. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11. o uso de águas contendo impurezas. o problema é de ordem estrutural. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. No segundo caso de diminuição de seção.1.2) ou em pilhas separadas.3 . Deveremos fazer uma inclinação no solo. principalmente nas areias e pedriscos. diminuindo-se o gradiente de umidade. 248 . pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. dentro de certos limites.1. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1. pode não trazer conseqüências danosas.2 . devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. para o concreto simples. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. Se.50m.Baias de madeira para separar os agregados 11. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. Figura 11. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira.

249 .Cobrir com lonas plásticas.4) de 30 cm de espessura.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência. em pequenas quantidades.limpeza manual com saco de estopa úmido. Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: .(avaliar a eficiência periodicamente). . Obs.RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas. a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas.: As barras que foram pintadas com camadas de cimento.Receber as armaduras já montadas. .Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11. . . ou altamente poluídas): .Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica. Meios pouco agressivos: . apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada. Meios mediamente agressivos: .3) de 20 cm de espessura.limpeza manual com escova de aço. .Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente). . para sua utilização na estrutura deverão ser removidas.jateamento de areia. .Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11.Armazenar o menor tempo possível. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. .

E sua unidade é em milímetros (Tabela 11. fabricados por laminação a quente. • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido. com tolerância de mais ou menos 9%. o CA 60 em fio. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto. O comprimento normal das barras é de 11 m. • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica.3 . fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm². Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras. Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha.Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. 250 .2).Figura 11. As barras são produtos de diâmetro nominal 5.0 ou inferior.0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10.

163 0.102 0.268 0. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.0 32.269 0.259 0. estudadas e projetadas.320 0.284 0.145 0.9 78.245 0.589 0.0 6.984 3.3 31.5 122.5 16.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.230 0.418 0.089 0.222 0.2 4.4 11.8 28.2 38.0 10.1 78. 251 .235 0.614 2.466 2. rolo) 11.371 0.238 0.5 125.6 19.622 3. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.4 3.109 0.8 19.3 17.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.038 0.175 0.3 70.434 0.0 8. feixe dobrado.8 4.5 6.021 1.193 0. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.4 3.094 0.5 10.130 0.963 1.9 16.0 40.Tabela 11.484 1.580 0.0 25. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.123 0.072 0.5 9.906 0.1 314.805 2.558 0.036 0.8 20.313 6.4 39.154 0.8 31.4 7.318 2.209 0.853 4.9 13. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.0 6.0 5.395 0.084 5. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.5 50. para todos os tipos de obras.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.3 13.115 0.075 0.0 12.8 69.673 2.1 11.6 5.5 18.865 10.5 10.2 1256. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.6 23.6 Perímetro (mm) 7. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria. • quantidade.067 0.0 22.084 0.692 9.0 20.0 9.2 380.163 3.302 0.578 1.9 804.3 50.935 6.2 14.0 5. em toneladas.187 0.523 0.1 29. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício. • embalagem (feixe.1 490. fazendo um serviço empírico.617 0.220 0.5 17. • comprimento e sua tolerância.7 201.198 0.3 8.137 0.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.273 9.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.253 0.0 25.034 0.654 0.1 22.3 62.169 0.2 32.5 100.355 0.

que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto.0 cm ( 1" x 8" ). o item forma é geralmente.5 x 15. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes.5 x 30. e ter a resistência necessária. b) Devem ser praticamente estanques. timburi. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras.5 x 25. • equipamentos para transporte. e similares.2. Portanto. • tipo de estrutura a ser moldada. ou podemos utilizar também o aço. papelão etc. tendo como principal componente a madeira. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. as fôrmas devem ser limpas. eventuais atrasos. estamos considerando os custos diretos. o caminho crítico. No ciclo de execução da estrutura (forma. 2.0 cm.0 cm. o cedrilho. em relação as fôrmas.0 cm ( 1"x 10 "). Na concretagem devemos tomar algumas precauções.0 cm.5 x 7. que podem alcançar níveis representativos. alumínio plástico.5 x 5. armação e concreto).Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. desdobradas em sarrafos. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura.5 x 20.0 cm ( 1" x 12 "). 252 . b) Antes de concretar. 2. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e.Nessa análise. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. • custo dos componentes e mão-de-obra. isso pode danificar os painéis. dos quais os mais comuns são os de 2. • cronograma da obra. • investimento inicial. etc. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar.5 x 10. existem os chamados indiretos.00 cm. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2. 11. 2. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. 2. • cargas atuantes. 2. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem. • textura requerida da superfície do concreto. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º.1 .

10. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade. para utilização em estruturas de concreto armado aparente.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais.3) 253 .0mm.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável . As chapas de madeira compensada.0 x 7.0 cm.0 cm. e nos vãos intermediários dos escoramentos. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs.0. nestes casos. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum. Nos pontaletes com mais de 3. ou cola fenólica.00m. Devem. além dos escoramentos tubulares metálicos. mais usadas para fôrma. 12. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem. coladas por cola "branca" PVA. 8.(Tabela 11. de modo a permitir a colocação das contra flechas.0 cm.0 x 6. para evitar recalques. a x b .20 x 1. 5. para utilização em estruturas de concreto armado revestida. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior. deve com certeza serem colocados. e acabamento plastificado. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5. as vigas 6.0 x 16. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno.0.Não ser excessivamente dura . Nas emendas.0 x 8.0 x 12. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. têm dimensões de 2.0 cm.10 m e espessura que variam de 6.0cm e 6. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm. As chapas têm acabamento resinado.Devem ter as seguintes qualidades: . Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil.

9 X 88.68 2.4 X 47. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.2.50 2.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.3 .Fôrmas de tábuas: .46 2.02 3.24 3.02 3.4 X 33.80 3.46 3.24 3. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.4 X 67. suportando a pressão do concreto fresco.80 3.4 mm 18 = 3. Alguns tensores podem ser perdidos. roscas e porcas ou acessórios especiais.4 X 81. 254 .9 X 61. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas.Fôrmas de chapas: .14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .7 X 54.a = refere ao diâmetro. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.0 X 54.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .4 X 61. painéis.02 3.4).3 mm.0 X 11.4 X 40.0 X 67. Tabela 11. vigas altas.24 3.90 2.68 2.7 X 40.4 X 54.53 3.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.0 X 61.14 3.7 X 47.0 X 47.46 2.9 X 74. sendo cortados após a desforma.

4 . como o martelo. lima. etc. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11. Figura 11.Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos. As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar. Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro. protegidos do sol e da chuva.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. serrote. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos.tensores espaguetes Figura 11.5). e ainda é de 255 .5 .

Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ).grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11. 11.Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 .CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas. os travessões são suprimidos.2 .FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. pilares.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga. 3 . 256 .PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas. 6 . geralmente feitas de sarrafos ou caibros. 4 . 2 .TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. 5 . Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos. Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas. 7 . etc. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos. Figura 11. 8 .6 . 12 .MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares.PAINÉIS: Superfícies planas.TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas.2. paredes.GUIAS: Peças de suporte dos travessões.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares. pilares.PÉS. dos painéis de vigas.DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes. no caso de utilizar tábuas.Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11.FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias). geralmente feitas de sarrafos ou caibros.6). paredes. 9 . formadas por tábuas ou chapas. 10 . colunas e vigas.

3 .JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas. Consiste na ligação das fôrmas entre si. destinadas a limpeza.8).ESCORAS (mãos .TALAS: Peças idênticas aos chapuzez. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura.7 e 11.8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento. 20 . Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos).Detalhes de utilização: a) . lajes etc. 11..CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas. 21 . 18 .TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem. Quando os pilares forem concretados antes das vigas..13 . 14 . 257 . e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11. Em pilares altos. para garantir o prumo. geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento. 19 . 17 . trabalhando a compressão.7 e 11.CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos.2. fundações e vigas.Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas. temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11. 16 .ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes. geralmente usadas aos pares.CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas. ou como apoio extremo das escoras.francesas): Peças inclinadas. 15 .CUNHAS: Peças prismáticas.

1 9 21 10 2 Figura 11. para concretagem em etapas nos pilares altos.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . 9 10 1 2 21 Figura 11.8). Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. bem como deixar janelas intermediárias.8 .Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco. Na parte inferior dos pilares. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras".7 .0m (Figura 11. as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. a cada 2. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto.

Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: . tensores.10).0 ou 10 cm .5 x 7.5 x 7. que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11. de 2.Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.Tipo 1 = sarrafo simples.0 ou 10. ou ainda com espaguetes.Tipo 2 = dois sarrafos de 2.0 cm Figura 11.Tipos de reforços em gravatas 259 .10 .0 ou 10 cm .1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2). (1) (2) (3) Figura 11.9 .Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.5 x 7.

00 a 1.00m lajes Nas formas laterais das vigas. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas.60 a 0. 0.Detalhe de uma fôrma de viga 260 .11 . escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto. Sarrafo de pressão Figura 11.11) ou contra o piso ou terreno.11). Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”. não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10). principalmente nas vigas altas. espaguetes ou tensores .para as gravatas : 0. que não são travadas pelos painéis de laje.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata.50 m .para caibros horizontais das lajes : 0. é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1.20m . para evitar a abertura da forma (Figura 11.50. mãos-francesas e sarrafos de pressão.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1.80m . Devemos certificar se as formas têm as amarrações. E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: .

1969) Figura 11.Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11.13 .12 .Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.

Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.15a .Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.Figura 11.15b .14 .Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .

Pode ser utilizada mata-juntas.11. o que não é muito eficiente.Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 . .4 .Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . para evitar que as juntas se abram. Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras.17). Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais.Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem.Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11. Figura 11.17 . Figura 11. fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11.16 .2.16).

b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m². São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga. e somente se necessário.2.5 . não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças.11. longarinas e transversinas de madeira (Figura 11.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual.18). e as lajes formadas por escoras. O peso próprio dessas formas variam de 0. ou seja. sendo sua aplicação feita manualmente.Escoramento de madeira tipo "H" 264 .19).6kN/m². Figura 11.18 . às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11.4 a 0.

Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização. de grua ou guindaste. consistindo como bastante leves. 11. reservatórios. Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0.6 .13kN/m2. forrando o painel.00 kN/m2. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte. por uma estrutura de alumínio e compensado.Figura 11. paredes e núcleos de edificações.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento.2. geralmente.19 .6 a 1. por exemplo. 265 . compostos por painéis leves constituídos. barragens. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0.

Fôrma trepante 266 . As mesas voadoras pesam em média de 0. após a desforma.20 . As principais aplicações desses sistemas são os muros.2.8 .8 kN/m2. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema. 11. Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura. sem grua.7 . Figura 11. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos. paredes.11.2. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos. para que.4 a 0.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma. galerias e principalmente lajes.

Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados.21).1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. máquina ou policorte de bancada (Figura 11.Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1. Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto. 11. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas).2. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. antes de ser dobrada.3 . grandes pilares. revestimentos de poços.11.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11.20).9 . sobre a bancada. São de pequena altura. o processo exige concretagem contínua. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. silos verticais.2 ton. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações. de capacidade. núcleos de prédios.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas. com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas. 267 .3. poços de elevador e escadas. tesoura.

Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote.22). chegando a romper por tração (Figura 11. a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas.3.11. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento.Diâmetros dos pinos de dobramento . quando do seu dobramento através de ferramentas manuais. que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11. Tabela 11.4 .(Ganchos.2 .5 para os estribos. para as quais. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos. Figura 11.5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 . Caso as barras continuem quebrando.3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12.

3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18. volta-seca.23 – Pontos de amarração usuais 269 .23). Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11.Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11. Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples. laçada e flor (Figura 11. É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem.5 . dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural.Tabela 11.3.Diâmetros dos pinos de dobramento .

24 . pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras). Caso as recomendações citadas não forem obedecidas. Figura 11. as causas podem ser diversas.Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . é quanto ao seu posicionamento.3. Para evitar esse problema.11. etc.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera. .falta de amarração adequada. tais como: . recomendamos como principal a fiscalização das ferragens. Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento. devendo nestes casos consultar o projetista.24). Para que isso ocorra.4 . . deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem.descuidos na locação dos pilares.movimentação das barras durante a concretagem. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11.

a ação dos sulfatos. podendo deixar as armaduras expostas. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. o que deve ser respeitado.6). Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos.1994) Fck (Mpa) CA-50A . poderia ser utilizada como lastro.25 e 11. Tabela 11.3.26. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. 271 .6 .As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. salvo recomendações do calculista.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco. A pedra britada.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão.5 . a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames. e principalmente os blocos de estacas. quando presente em solução produz. sapatas.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11. suas armaduras. serem apoiadas diretamente sobre o solo. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. não devem. levando a expansão e desagregação do concreto. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11. Líquidos que possam lixiviar o cimento.

alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003). as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11. Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial. em várias .Lastro de britas sob os blocos de estacas 11. é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 . 11.3. mas nunca em mais barras do que a metade.6 .Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista. As emendas com luvas são excelentes.3.Figura 11.barras.25 .7 .Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem. Quando não houver indicações. se necessário. Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.26 .

barras. Depois de bem misturados. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água. com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. é conveniente observar a consistência da massa. que é prejudicial. a fim de facilitar o lançamento do concreto. limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11.27).COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. a forma da espremedura deve permanecer. Se espremido com a mão um punhado de massa. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. 273 . Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra.4 .29). de madeira ou cimento. ou com latas de 18 litros. misturando os três materiais (Figura 11. durabilidade e qualidade. pois a mistura das diversas massadas. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11.27). 11. 11. com o objetivo de garantir sua homogeneidade. a superfície deve ficar úmida. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura.4. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada.Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. pouco a pouco. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. não fica com a mesma homogeneidade. sem perder água.28). • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento.1 .

Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.29 .2 .4.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.1. medidas de areia e pedra do item 11.27 .Colocação da água 11. e em seguida do agregado graúdo. pois a betoneira ficará limpa.30): • É boa a prática de colocação.Figura 11.4. parte da água. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11. em primeiro lugar.28 . 274 .Adição das britas Figura 11.

Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal. Finalmente.• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. pois havendo água e pedra. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento.7 . Tabela 11. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento. que faz um tamponamento nos materiais já colocados.30 .Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg. em metros (Tabela 11. não deixando sair o graúdo em primeiro lugar.7). Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11.Sequência da mistura em betoneira 275 . coloca-se o agregado miúdo.

OBS: . na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. o que devemos saber é programar e receber o concreto.Nunca adicione somente água. Depois de colocados os materiais.8 .Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. a) . Máx. Se ficar seco.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. Min. .Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test). pois isso diminui a resistência do concreto. 11.8 Tabela 11.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central. Tabela 11. até atingir a consistência adequada. deixe misturar no mínimo por 3 min. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . Máx.OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível.4. adicione a areia e a pedra aos poucos.3 . 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr. Min. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. coloque mais cimento e água. Máx. Se o concreto ficar mole. pois é ele que controla o lançamento dos materiais.

• não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck). • 11. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0.4 .Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. aditivo se utilizado Se tudo estiver correto. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada.31).Recebimento: antes de descarregar. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11. bem como o intervalo de entrega entre caminhões. b) .A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto. • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto.5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros. • • • 277 . • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada.4. só nos resta verificar .

31 .Figura 11. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. e não a "marteladas" como o usual. Em casos de pilares altos. Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos". evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". • e alguns cuidados nos pilares.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. 278 . lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo.32). antes da concretagem. e contraventá-las. vigas. facilitando assim a saída das bolhas de ar. a 2. fazer a remoção e limpeza da sua base. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm.

mãos-francesas etc. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez. caso não haja possibilidade. As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. par evitar..32 . onde geralmente os esforços são menores.Nas vigas Deverá ser feito formas.engastalho Figura 11. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento. pois os momentos negativos e positivos. respectivamente.33). Caso contrário. Verificar a estanqueidade das fôrmas. através de gavatas. no momento de vibração. 279 . contraventadas a cada 50 cm.Cachimbo para facilitar a concretagem b) . fazer as emendas à 45º (Figura 11. a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. são máximos.

" (Figura 11. com a utilização dos chamados "Caranguejos. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço.após a interrupção. isenta de partículas soltas. A superfície deve ser limpa.33 .Figura 11. formando poças. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto.Nas Lajes Após a armação. c) . transmitida pela armadura. evitando que a mesma absorva água do concreto. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas .34) 280 . através de imã. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior.

35) Figura 11.Detalhe das guias de nivelamento 281 .Figura 11.34 . (Figura 11.Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.35 .

9 .Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural.Recomendamos ainda que as passarelas.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11. Na execução. mas também pelos benefícios adicionais. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma.5 . Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . Industrial) (Industrial. lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas.36 . submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha.4. independentes da armadura (Figura 11. 11.36). Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa.38).9) Tabela 11. como por exemplo. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003. (Tabela 11. para movimentação de pessoal no transporte de concreto. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado. Figura 11. a resistência ao fogo. em geral à face externa do estribo. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras.37 e 11.

OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas.38 . cozinha.38) ou de argamassa (Figura 11. dormitórios.Pastilhas de argamassa Figura 11.. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura. aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra. metálica etc. • e = recobrimento Figura 11. • cordões de argamassa. isopor (caixa de ovos). que além de mais econômicas.37 . (para fazer gelo).37).. áreas de serviço de apartamentos. com o auxílio de formas de madeira.Pastilhas plásticas 283 . banheiros.

conforme mostra a Tabela 11. uma temperatura favorável ao concreto. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas.11.4. . como mantas de algodão ou juta.6 . 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. OBS.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. etc. bem como a durabilidade do concreto. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento. se a cura for realizada adequadamente. evitando a evaporação da água da mistura. garantindo ainda.70 10 10 10 5 5 284 .65 7 7 7 5 5 0. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto.55 3 3 5 3 3 0. somente serão desenvolvidas totalmente. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade. areia. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: .tipo de cimento. molhagem.10 . como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto. terra. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes.10: Tabela 11. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias. serragem. A resistência potencial.35 2 2 2 2 2 0. palha. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento.

Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente.7 . deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. geometria das peças. Em certas condições. temperatura. além de atender ao exposto acima. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. que pode ser definida pela relação. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa.Há. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. área de exposição/volume da peça. Além disso. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. como pilares e vigas. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. vento e umidade relativa do ar. para evitar tensões internas não previstas no concreto. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. Ironicamente. uma vez que. 11. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. também. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. 285 .Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). que podem provocar fissuras e até trincas. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. pelo menos nas peças espessas. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. de alguma forma. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes.4.

Limpeza e aplicação de desmoldante.Método mais comum de consertos de falhas 11. 286 . que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto. b) Armadura • Bitolas. quantidades e dimensões das barras. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento. Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto.9 .Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. Estanqueidade. • • Figura 11. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor).11. que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto.8 . Tratamento da superfície de contato.4.Consertos de falhas Devemos proibir. • preenchimento do vazio. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo.4. nas obras.O que devemos verificar antes da concretagem . picotar e limpar bem o lugar a ser reparado. com concreto forte.39 . • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento. limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem.

caçamba). pás. A cura deve ser contínua. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. vibradores externos (vibradores de fôrma). No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. etc. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. 287 . a partir da extremidade para o centro das fôrmas. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. esteira. adensamento e cura do concreto. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. caçamba). lançar o mais próximo da sua posição final. Programar o tempo previsto para o lançamento. paredes com vigas ou lajes). vibradores de imersão (agulha). lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. preparar rampas e caminhos de acesso. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. início e intervalos das cargas. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5.0m.• • • • Posicionamento.. guincho. Providenciar ferramentas diversas (enxada. desempenadeiras.0cm da camada inferior. vibradores de superfície (réguas vibratórias). Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. jericas. limitar o transporte a 60m. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. bomba estacionária. Cobrimento das armaduras (pastilhas. Especificar a forma de lançamento (convencional. encontros de pilares. Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. autobomba com lança. guindaste. ponteiros. Iniciar o adensamento logo após o lançamento. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. Fixação.

- - - 288 . devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. óculos de segurança contra impactos. beirada das lajes. poços. Para evitar quedas de materiais e objetos.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas. com guarda-corpos de madeira. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). corte. protetor auricular. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. luva e mangote de raspa. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. danificadas ou improvisadas. calçado. metal ou telados. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. escorregões ocasionados pela desforma. avental. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores.

valas). janelas. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. normalmente fixa peças. realizadas ao término da estrutura. que forma normalmente a cobertura de um recinto. Abraçadeira – Peça metálica que. pisos etc. Acesso – Passagem. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. onde se guardam os vinhos e azeites. Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. também chamada de abrigo de carros. areia em pequena quantidade. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. indica locais como garagem. No uso corrente. Abóbada – Geométricamente. em geral no subsolo. Afagar – Nivelar.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. linha ou outra referência. estrume ou fibra vegetal. como tubos. 2 289 . escadas. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. conduites etc. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. Carregada verticalmente. curva. quer no sentido horizontal. aplainar. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua.12 . A Abaular – Dar forma curva. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. tabuleiros de ponte. Acréscimo – É o aumento de uma construção. Adega – Também conhecida como cava. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. quer no vertical. vãos. desbastar saliência ou alisar madeiras. arqueada a uma superfície. A palavra provavelmente. alvenaria. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos.

Aglomerado – Placa prensada. Agrimensor – Topógrafo. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. por onde passam os eixos de simetria da seção. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. engenheiro no seu trabalho. Alcova – quarto pequeno de dormir. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. Aglomerante – (ligante. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U.Afresco – Técnica de pintura. sótãos ou desvão de telhado. Geralmente fica localizada na entrada da casa. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. Alicerce – Fundação. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. que principia na cumeeira e segue até a beirada. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. com o sem adição de água. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. Z e L. Aldrava – o mesmo de aldraba. 290 . Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. juntamente com água e um ligante. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. peça com saliência superposta à superfície. sem aberturas para o exterior.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. resultante da destilação de materiais (hulha. permitindo a absorção da tinta. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. I. aglutinante) substância que. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. calor ou pressão. forma argamassas e concretos. turfa e madeira). Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. T. Alçar – Levantar a parede. misturada a um agregado. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. linhito. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. construir.

loja ou sobre loja. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. É utilizado na construção de refratários. Amarração – Modo de assentar tijolos. rés do chão. Alvenaria – Conjunto de pedras. com argamassa ou não. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. peça (biombos. Anteparo – Qualquer objeto. muros e alicerces. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. enfeite fixado em paredes e muros. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. que formam paredes. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. embasamento. bloco. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. o gás ou a energia solar. Aplique – Ornamento. para proteger. castanho clara. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). quebra-luzes. de cor branca sem matizes. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. por meio de registro escrito. rés do chão. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. loja ou sobre loja. Angico – Madeira muito dura. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. flexíveis e incombustíveis. em sucessivas camadas. antiderrapante. e na composição do fibrocimento. acima do porão. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. 291 . Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. de tijolos ou blocos. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. insolúvel na água. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. Andaime – Plataformas elevadas do piso.

encostar. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. usada no assentamento ou revestimento. complementado as moradias. excluídas as paredes. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Possui a arte da composição. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. a realidade social. em suas extremidades. pilares. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas.000º a 1. Rocha macia e de corte fácil. Argila expandida – Agregado artificial leve. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. cada fila mais elevada que a outra. obtido por aquecimento de 1. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. e o sentido plástico da época. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. calcário ou feldspato usado em pisos. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Arquitrave – Viga de sustentação que. 292 . em forma de escada. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. escorar. Podendo ser elétrico ou a gás. Arcada – Sucessão de arcos. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. se apóia em colunas. tendo em vista o conforto.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. Arrimar – Apoiar. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios.

Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. Auto de vistoria . Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. sem estrutura de sustentação aparente. de cor entre preta e pardo-escura. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. que se coloca na parte superior de portas e janelas. Balizador – Pequena haste cilíndrica. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. de cozimento ou de secagem de materiais. Balcão – Elemento em balanço. na altura de pisos elevados. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. pastilhas e outros acabamentos. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. que se funde pelo calor. e no qual os constituintes são os betumes. pisos. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. blocos. É protegido com grades ou peitoril. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. com uma ou mais lâmpadas. esquadrias. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. alinhada lado a lado. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. sustenta corrimãos e guarda-corpos. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. usada em iluminação de jardins. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. disposto diante de portas e janelas. 293 . Ateliê – Local de trabalho do artista. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados.

Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. pedra. onde os condutores são lançados. que avança além da parede que a sustenta. erguida no campo ou nos arredores das cidades. Barrote – Peça de madeira. Tem função estrutural. metal ou cantaria.5 a 3. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Basalto – Rocha muito dura. aberto superiormente em toda sua extensão. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. 294 . Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta.Bandeja – Conduto de instalação aparente. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira. plástico ou metal. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas. protegendo-a da ação das chuvas. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. de grão fino e cor escura. Fragmentos de pedra usados na construção civil. Pode ser estrutural ou não. abrindo vãos para ventilação. Bay window – Janela de três faces. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão.5 cm de espessura. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. que permite fixar o piso de tábua. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. classificados em peneiras. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. presa ao guarnecimento do vão. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. usada na pavimentação de estradas e na construção. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. Bangalô – Pequena casa alpendrada. chumbada com massa no contrapiso. Batente – Peça de madeira. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão.

A perfuração atinge no máximo 6. que permite o acesso para limpeza e inspeção. estradas. critérios. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. como depósitos. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. executada a trado. execução. sobre a qual se pregam as ripas. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. que suporta pouco peso.Broca – Estaca manual simples. pigmentos ou outros. retiradas de um bloco de rocha. com o martelo de calceteiro. em sentido vertical. na canalização de esgoto da pia de cozinha. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. Caixa de escada – Espaço. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra.0m. elétricas ou hidráulicas. destinado à escada. Capa – Demão de tinta. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. Canafístula – Madeira dura. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. Caiação – Pintura com cal diluída com água. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. Podem ser simples ou ornamentados. Também profissional que forma as pedras de calçamento. fiscalização e controle de serviços e obras. com ou sem adição de cola. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. hidratados ou não. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. implantado em anexo a área reservada a construção principal. Capitel – Parte superior de uma coluna. ruas ec. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. 295 . que aplica com broxa. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. oficinas ou outros. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. instalada após o sifão. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes.

Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. Chanfrar . Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. tipo do colonial americano. de barras de aço. Carpete – Forração de pisos. 296 . destinado aos motores. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. feita no telhado. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. Clarabóia – Abertura. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. Cerâmica – Objetos de argila. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. rica em carbonato de cálcio. Os mais comuns são os têxteis. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. telhas e vasos. feito com tábuas de madeira sobrepostas. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. tais como tijolos. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. polias e quadros de comando. Chumbar – Fixar com argamassa. para iluminar interiores de uma edificação. que avançam sobre a fachada. base de extração da cal. Tem formato cilíndrico-cônico.Caramanchão – Armação. bem inclinadas. Cachimbo – Anteparo de madeira. como um pergolado. em geral envidraçada. em forma de funil. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. em forma de cavalete. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado.

Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. Ao longo da história da arquitetura. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. cimento.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. maior resistência e homogeneidade. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. em proporções prefixadas. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. sobre o frechal. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. areia e pedra britada. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. que suga a fumaça dos fogões. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. 297 . Apresenta. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. que se executa no fechamento superior de um edifício. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. Coifa – Cobertura feita de metal. destinado a espetáculos públicos. porém. Concreto – Mistura de água. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir.

Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. 298 . Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. de um lote edificável para fins urbanos. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. cimentos etc. Cuba – Recipiente das pias. Elemento metálico.Corredor – É o saguão de que segue. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. concretos. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. em duas ou mais áreas. duro e brilhante. Curar – Secar madeiras. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. rampas etc. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. horizontal e vertical. Desdobro – É a divisão. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. Desgaste – Ver abrasão. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. com o aproveitamento do sistema viário existente. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça.). demolindo ou cortando acima desta cota. de vigas na alvenaria estrutural etc. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. Ver abóbada. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota.

O cimento comum. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. Dilatação – Aumento de dimensão. fios (conduítes). Drenagem – Retirada de água do solo. Tapumes. biombos. aposentos de empregados etc. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. Desvão – espaço entre a telha e o forro. despensa. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. Embasamento – Parte inferior de uma construção. Também conhecida como oitão. denominada hidróxido de cálcio. Ela aparece devido a um processo químico. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. resulta em uma base medianamente solúvel. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. de pessoas ou mercadorias. Ver junta de dilatação.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. Edificação – Obra. sem profundidade ou perspectiva. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. ou seja. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. Tem como função uniformizar as superfícies. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). Eflorescência . Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. tanto da superfície quanto de camadas profundas. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. 299 . Emboço – Primeira camada de argamassa. reagindo com a água. principalmente a partir de uma variação térmica. ou ar. construção. cerâmica ou vidro. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris.

Enquadrar – Emoldurar. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. embutido. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. 300 . Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. podendo ou não ficar aparente na fachada. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. que coordena serviços de grupos de operários. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. ganhando aparência fosca. fixo no concreto. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. que se acumulam em demolições ou construções. resultando num efeito irregular e manchado. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. janelas) utilizado em uma obra. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. de forma que fique coeso.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Espelhado – Superfície polida. colocar o caixilho. Escovado – Metal polido com escovas. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. Engastado – Encaixado. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. ou ambientes expostos a umidades. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. Engastalho – Calço de madeira.

Fibra de vidro – Material resistente. puxador. e quando necessário podem ser abertos. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. impermeável. Semelhantes ao canelado. geralmente de concreto armado. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. que é cravada nos terrenos.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. aço ou madeira. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. sem causar divisão do sólido em partes separadas. fechar. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. fixando-as em sua devida posição. puxadores etc. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. dobradiças. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. cremonas. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. protendido. régua do boxe. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. Estanqueidade – Propriedade. janelas. pivotar etc. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. chave ou tranqueta. Fissura – Abertura inferior a 1. 301 .para ser trabalhada em estado granular solto. Filete – Moldura estreita. conferida pela impermeabilização. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. Também usada para fazerem forros e ornatos. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. empregado na fabricação de banheiras. friso. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. estruturas de madeira ou metálicas.) empregados em portas. piscinas e calhas. desde à ruptura. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. a mais freqüente é a fibra do amianto. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. de impedir a passagem de fluídos. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. quando são submetidas à compressão. correr.

Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. Utilizados como muros de contenção. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Forro – Material que reveste o teto. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. que fazem o acabamento de um jardim. sapatas etc. ocultar canalizações ou estruturas. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. musgo ou grama. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. pivotar). Plantas rasteiras. servindo de apoio à tesoura.correr. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. ligando entre si dois logradouros. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. após aquecimento. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. drenantes. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. 302 . Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. Depois desse processo. armados. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. Galeria – Corredor largo que. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. que irão compor a estrutura da construção. além da circulação de pessoas. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. Duto subterrâneo para escoamento de águas. serve para exposição de obras de arte. tornando a passagem coberta. Recuo da construção no pavimento térreo. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. drenagem. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. utilizando uma bigorna. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. Fôrma – Elemento de madeira. como hera. entre a base e o capitel. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. canalizações etc. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal.

minúsculas. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. feldspato e mica. com parede de meação. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. geralmente fora das recomendações técnicas.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. corrimões etc. dura. com peso específico de 2. sacadas. 303 . batentes. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. para proteção de vigia. Gambiarra – Instalação provisória. Grana – Conjunto de rochas diversas. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. de qualquer natureza. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. guardas etc. torneira. causado por uma variação brusca na velocidade da água.50 a 2. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. sentinelas. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. etc. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. Gleba – É uma porção de terra. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. uma encostada à outra. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. composta de quartzo. válvula. para dar segurança aos usuários. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. Podendo ter um lado fechado por parede. Grapa – Peça de ferro. janelas. geralmente dobrada.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. usada para revestir paredes e pisos. Ver guindaste. Granilite – Mistura do cimento. pó de mármore e grana. Granito – Rocha ígnea granular. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. como as rosáceas. que entra na composição do granilite. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas.

Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. acrescentado a argamassa. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. rampas etc. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. Hotel – Prédio destinado a alojamento. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. O mesmo que locação da obra. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. 304 . como as portas de correr etc. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. Hidrófugo – Produto químico. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. para compor coberturas. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. quase sempre temporário. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. escadas. nos grandes edifícios.

com pouca espessura. colocado na parte superior de cubas. linha ou fenda que separa dois elementos. Também conjunto das instalações elétricas. em geral envidraçado. 305 . Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. mármore etc. de cerâmica. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. feita em uma só peça. Jardim-de-inverno – Local. Janela basculante . Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. hidráulicas.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. Junta – Articulação. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. cimento. barro cozido. Ladrão – Tubo de escoamento. do som e da umidade. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. além de permitir a visão externa. banheiras ou reservatórios. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. gás etc. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. que evita o transbordamento do excesso de água.

azulejo e outros aplicados à meia altura. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. 306 . Geralmente situado à entrada da casa. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. que divide os pavimentos de uma construção. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. Hoje são espaços amplos sem divisórias. à pressão atmosférica. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. proveniente da infiltração de águas de chuva. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. Loft – Palavra inglesa. propiciando ventilação. cunhar. Madeira de lei – Madeira dura. muro etc. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. brocas e cupins. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. que significa depósito. pelo cubo. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. Listelo – Filete. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. feito de tábuas. servindo também para puxar ou empurrar a porta. Parte de uma escada que se limita por patamar. placas de mármore. Lance – Comprimento de um pano de parede. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. apoiada em vigas e pilares. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. usados para moradia. Lavrar – Gravar. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. Lambris – Revestimento interno de parede.

água e cimento usado no emboço. ela se projeta para além da parede da construção. Mástique – Material de consistência pastosa. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. Meio-fio ou guia . adquirindo.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. coberturas e contrapisos. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. com cargas adicionais a si. 307 . Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. de um projeto arquitetônico. é penteada com uma escova. deixando-a pronta para receber a pintura. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. diminuindo o vão livre. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. depois de aplicada. plásticas ou elásticas. Não pode ser retocada e. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. Massa fina – Mistura de areia fina. cal.. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. o produto final. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. dá acabamento liso a parede. cimento e corante. pedras em obras de marcenaria. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. usada como divisória. geralmente calcítico ou dolomitico. em miniatura. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. Maquete – Reprodução tridimensional. formando desenhos. Massa raspada – Mistura de areia. ou filme de polietileno de alta densidade. escada externa etc. água e cal empregada para rebocar as paredes. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. Ver batente. Massa grossa – Mistura de areia média. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. cal.

Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. também. especificando o material que são necessários à obra. da fundação ao acabamento. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. sobre-aterros. sacadas ou balcões. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. por uma treliça de madeira. em toda a altura da janela. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. roupas etc. acima do telhado da construção. madeira ou concreto que sustenta beirais. Muxarabiê – Balcão protegido. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. do qual se quer uniformizar o emprego. Mísula – Peça de pedra. Montante – Peça vertical que. etc. empuxos de águas de infiltração. prateleiras etc. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. no caixilho divide as folhas. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. sobrecarga de construções.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. Mirante – Parte alta. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. 308 . correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. a fim de assegurar ventilação e sombra e.

Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. sacadas etc. condições locais. porcelana ou vidro. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. necessidades de quem vai habitar. pastilhas. Pano – Extensão de parede ou muro. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. 309 . tanto no interior como no exterior da construção. Parquete – Piso feito da composição de tacos. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. típica do Japão. Proteção que atinge a altura do peito. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. Passadiço – Corredor. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. obtido a partir das sementes do linho. terraços. Parapeito – Peitoril. geralmente construído de alvenaria. cerâmicas etc. verba disponível etc.O Ofurô – Banheira arredondada. Oxidação – Ferrugem. Apresenta composição de mosaicos. presentes em janelas. Pastilha – Pequena peça de revestimento. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. feita de cedro. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. feita de cerâmica. Pátina – Efeito oxidado. P Painel – Grande superfície decorada. que dá aspecto antigo às superfícies.

tiras plásticas. tijolo. Pavimento. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. Pilar – Elemento estrutural vertical. pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. píncaro. posteriormente. alvenaria ou concreto. pegajosa. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. Pilastra – Pilar com quatro faces. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. Andar. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. Pavimento – Andar. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. metálicas ou têxteis. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. resinosa. argamassas e concretos de cimento. para demarcações no terreno. preenchida com barro. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. metálico e outros. destinados a suportar carga vertical. Piso . 310 . Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. feito de pedra. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. a linha. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. Toda esta trama é. cume. concreto. caldas. Pilarete – Pequeno pilar. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. por meio de suspensório (estribo). unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. Piche – Substância negra. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas.Revestimento de base o qual se pode caminhar. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. de pequena seção em relação à sua altura.

muros ou painéis. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. Polir – Lustrar uma superfície. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. Prédio – Construção destinada à moradia. Ver sarilho. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. 311 . Policarbonato – Material sintético transparente. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. Pré-moldado . formatados por aquecimento. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. fabricado previamente em instalações industriais. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. Porcelanato – Revestimento. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. para depois ser montado na obra. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. Apoio. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. fabricado e depois montado na própria obra. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. depósito ou outro fim similar. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas.Parte ou componente de uma edificação. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. terraços ou varandas. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. Escora. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. com baixa absorção de água. cuja cobertura é apoiada em colunas. de alta resistência. baixa porosidade. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. inquebrável. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. utilizado com laminados plásticos colados. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. O mesmo que planalto.

R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. recebendo pintura diretamente. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. a imbuia e o pinho-de-riga. como a nogueira. Quiosque – Pequena construção. 312 . responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. uma laje de concreto armado. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. Projeto – Plano geral de uma construção. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. composta de chave geral e disjuntores. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. detalhamentos etc. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. cortes. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. Rancho – Habitação rústica do campo. elevação. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. Radier – Tipo de fundação direta. reunindo plantas. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. colunas etc.

Pode ou não embutir iluminação. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. e no qual se enrola corda. estreita e comprida. Podem ser isolada ou corrida. baldes etc. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. Como ficam isoladas. dos profissionais que trabalham nas obras. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. Sapé – Tipo de gramínea que. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres.5 e 2. Sarrafo – Tira de madeira. Servente – Ajudante. evita a penetração das águas das chuvas. e pequena quantidade de argila. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. e a saliente. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. junto ao forro. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. é usada para cobrir casas e quiosques. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. 313 .) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. Muito comum em portas divisórias retráteis. A tábua reentrante é chamada de saia. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo. no encontro de telhados e paredes. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. de camisa ou blusa. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. quando seca. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. junto ao piso. auxiliar. Rufo – Chapa metálica dobrada que.5 cm.Ripa – Qualquer peça de madeira fina.

não inferior a 2. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. de água. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. Ele tem geralmente portas ou tampas. de onde são retiradas. com rosca interna. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. É um duto de alvenaria ou de concreto. Arremate na mudança de acabamento de piso. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações.50m. que pode ser revestida ou não. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado.Seteira – Janela estreita e comprida. muito usado em construção de vários pavimentos. Ver lanternim. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. mantendo o mesmo nível. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. em relação ao terreno circundante. que facilitam o acesso às tubulações. telefone etc. Silicone – Material usado na vedação. Sóculo – É uma base de alvenaria. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. formando um degrau na parte de fora. e nas portas externas. 314 . que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. de madeira ou ouro material. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. como a manta asfáltica. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. Shaft – Palavra inglesa. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. que serve para passar as tubulações elétricas. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. Soquete – Receptáculo. onde se encaixa a lâmpada. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos.

pelo menos em parte. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. destinada ao seu assentamento. As telhas e a estrutura ficam aparentes. Terracota – Argila modelada e cozida. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. por meio de colunas e pilares. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. executadas para a construção de aterros e cortes. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. transporte. desviada angularmente em relação ao plano vertical. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. carga. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. descarga e compactação. 315 . Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. Galeria descoberta. Tabuado – Porção de tábuas. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. formando a moldura que guarnece os telhados. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. Terraço – Cobertura plana. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. Telha-vã – Telhado sem forro. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. Teodolito – Instrumento ótico portátil. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação.

Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. usada em telhados para vencer grandes vãos. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. nas instalações de esgotos de prédios elevados. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Textura – Massa. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. formando um conjunto de barras interligadas. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. fibra ou tecido. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. compondo os pisos. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. graduada em uma ou ambas as faces. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. Tirante – Viga horizontal que. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. 316 . sem auxilio de apoios intermediários. deixando-a áspera. constituída por articulações em múltipla triangulação. U Umbral – Parte superior das portas.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. Treliça – Estrutura estaticamente definida. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). Tulha – Depósito de café e cereais. Unifamiliar – Uma única família. Tubo de queda – Tubo vertical que. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. está sujeita aos esforços de tração. nas tesouras. Barra de ferro. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. crespa. Trincha – Tipo de pincel achatado.

concreto etc. Vedação – Ato de fechar. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. Vermiculita . Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. 317 . É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. madeira. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. Veneziana – Tipo de esquadria. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. Varanda – Alpendre grande e profundo. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. Vergalhão – Barra de ferro comprida. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. que permite a ventilação permanente dos ambientes. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga).) para os pilares. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. Viga – Peça estrutural.É um mineral semelhante a mica. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. apropriado para revestir pisos. tirando-as das esquadrias.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. cargas minerais e pigmentos. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. vedar. feita de aço. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. plastificantes.

Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas. de cor alaranjada. do solo etc. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. comerciais. evita a ferrugem. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. Zincado – Material que foi revestido de zinco. dos agregados. industriais ou mistas. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. 318 .Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

quando executar trabalhos acima de 2. quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg. obrigatoriamente. em beiradas de laje. valas etc.Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ . imediatamente.Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI . Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. o EPI danificado ou extraviado .Observar as Normas de Segurança do Trabalho .EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar. quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar.Tornar obrigatório o uso do EPI .Fornecer aos empregados gratuitamente.Substituir.Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina .Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho . como limitador de espaço. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado. Qualquer função deve utilizar. .00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp.

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

83 x 2.21 1. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.03 x 5.91 4.8 57.1 217.0 0.6 2.35 x 3.0 6.8 0.20 2.96 x 1.0 37.6 x 5.52 3.0 6.9 78.0 9.97 10.13 x 1.03 6.61 3.96 5.80 2.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .8 x 3.0 x 8.61 x 0.47 3.75 4. cm cm cm²/m cm²/m 3.1 x 7.0 2.9 92.75 0.8 x 3.45m 4.46 6.48 1.PESO COMPR. Longc Trans.35 3.0 x 8.48 5.0 6.5 264.1 45.59 5.0 6.36 x 6.4 x 3.2 x 4.8 1.59 x 1.0 6.1 356.2 148.2 0.37 6.0 6. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.38 x 1.47 x 0.92 x 0.96 5. Trans.13 4.5 x 4.3 117.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .09 120 120 120 60 60 60 222.0 x 9.1 8.75 x 0.0 x 3.28 7.11 3.2 1.4 323.0 x 6.96 x 3.0 7. .4 0.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.0 x 5.46 x 2.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.0 1.2 x 4.20m e 6.97 1.0 6.92 3.0 285.4 65.0 8.0 6.83 3.5 1.38 4.

328 .

60 0.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0.10 . um tij.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0.25.1. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .6 tf/m³ 1.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.2 tf/m³ 1. 1.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.bw(cm). de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.85 1.

47 1.7 5 0.6 8 0.54 1.05 0.7 1 0.27 2.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.7 28.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.4 33.41 1.9 5 1. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7. de Concr.6 28.6 181.5 187.7 23.4 28.6 22.7 28.5 60.14 1.9 23.0 17.37 1.4 4 0.04 1.5 4 3.7 28.5 30.6 29.20 24.6 22.5 39.9 312.0 33.0 Brita Nº 2 22.6 28.2 145.4 19. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.83 14.4 9 0.7 28.4 19.48 m 330 .0 35.5 1 6 6 6 5.3 170.4 33.9 168.6 5 0.7 129.6 36.4 28.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.0 218.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.1 33.5 28.6 22.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.6 33.5 27.5 32.82 1.8 6 0.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.2 203.7 9 0.27 97.5 34.7 23. Peq.9 28.6 1 0.6 29.6 33.2 133.6 22.1 240.84 1.0 33.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.9 28.5 5 0.1 33. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.35 x 0.7 21.9 23.

331 .

TERÇAS E PONTALETES DET.TESOURAS. ESPIGÃO 332 .

) 03 (Pont.00 3.5 3. . .0 Viga 6 x 12 Quant.00 4.0 4.50 3.00 Sarrafo 2. (m) 01 26 04 04 02 03 2.00 3. Compr.0 (m) 15.) 07 01(Berço) 2. . Compr.50 520. (m) 24 07 05 26 30 2.Sarrafo para travamento na linha da cumeeira.50 4.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant. Compr.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.50 3.Ripas acrescentar 10% .5 5.0 4. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.0 4.00 333 . (m) 01 (Pont.CAIBROS Obs.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.5 x 10.50 4.

Prática das Pequenas Construções. C. Editora Pini. 1976 5 BAUER. F. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação. 9 FUSCO. 2 volumes. Porto Alegre. Batista. Tesouras de Telhados. São Paulo.Caio. Editora Glob. Editora Edgard Blucher. J. Rio de Janeiro.P. J. São Paulo.et al. Curitiba/PR. Editora Globo. F. 6a edição. 4a edição. Copiare. Fundações Teoria e prática. 4a edição.Vilela. Editora Pini.. Manual de Construção. 1992 13 PIANCA. 2a edição. Estruturas. desenhos de concreto armado. 1969 7 DIAS. 1974 14 RODRIGUES.. Edvaldo G. Ed. 1993 3 BORGES. São Paulo 1998. 2000 8 FALCONI. Técnica da Construção. P.B.Boletim Técnico de Edifício. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Técnica de armar as estruturas de concreto. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. São Paulo 1995 6 CARDÀO. 1998.2 volumes. 3a edição. 9a edição. 10 LIMA. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. Editora Calcitec. São Paulo. 5 volumes. Sistema treliçado global . Editora Tecnoprint. A . P. Pisos Indistriais de Concreto Armado. Rio de Janeiro. PCMAT. J. 2a edição. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira.F.O. P.R.Falcão. 1996 12 MOLITERNO. Celso.C. 334 . A.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Editora Pini. 15 SAMPAIO. Editora Pini. 16 SANTOS. 1o volume. 1993 11 MELLO. L. et al. C Arruda. Rio de Janeiro. Firme. Materiais de Construção. G. Editora Edgard Blucher. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. Editora Hemus.1992 4 BAUD. 1995. Manual do Construtor. São Paulo. Antonio. São Paulo.

Detalhaes de execução .17 TERZIAN. 1978. 335 . Jornal da AFALA . 1998.Construção Mercado e Téchne . Apostila 4oSimpatcon. São Paulo.IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. Roberto. A técnica de Edificar.Fôrma e Ferragens.Associação dos Fabricantes de Lajes. Campinas/SP. Walid. P. 18 YAZIGI. Editora Pini.Editora Pini Manual Técnico Blindex .Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas .

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