TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

32 .... 42 .. 15 .....4 Planta de locação das sondagens 3. 8 ... 35 .8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1. 25 . 5 .. 20 . 25 .8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3. 22 ..15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.....2 Aterro em terreno 2.........11 Com cinta de amarração 3. 24 ....2. 29 ......11 Processo da mangueira de nível 1.9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.5 Representação de curva de nível 1..... 21 ..4 Aproveitamento das chapas compensadas 2..8 Processo da tábua corrida 2..10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2.... 12 . 11 .1 Esquema de sondagem 3..12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2... 43 .11 Traçado de curvas de pequeno raio 2..3 Lote irregular com muita profundidade 1. 10 ... 27 .7 Clinômetro inclinado 1...1 Lote regular 1.10 Com cinta de amarração 3... 9 .. 38 . 28 ... 16 .1 Corte em terreno 2.14 Locação de estaca 2.13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.6 Processo dos cavaletes 2.10Posição da água quando não existe bolhas 1. 39 ..7 Marcação sobre gabarito 2...9 Utilização do nível de bolha 1.9 Sem cinta de amarração 3. 41 . 34 .Lote irregular com pouco fundo 1.. 10 .13 Projeto de locação de estacas 2.... 6 .7 Profundidade de uma estaca isolada 3......... 36 .LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1..6 Clinômetro ou nível de Abney 1. 23 . 5 .. 19 ..5 Exemplo de um perfil de subsolo 3.. 8 ..... 12 .5 Cavalete 2.. 41 .6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3. 26 ...2 Equipamento de sondagem a percussão 3. 32 ..... 37 .. 41 ...12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1.....12 Sapata isolada retangular 3. 7 .14 Sapata corrida sobre pilares .. 6 ...3 Barracão para pequenas obras 2. 42 .13 Sapata corrida sobre parede 3...3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3.4 Lote com setor curvo 1. 23 ....

46 ..... 75 . 74 . 50 ....26 Detalhe de execução dos cantos 4. 70 ..9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4. 76 .27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4...19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4. 74 ... 72 ....23 Empilhamento de tijolos maciços 4. 67 . 75 .25 Seção típica de um tubulão 3.. 64 . 44 .2 Tijolo com furo cilíndrico 4. 73 . 73 ...30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3...13 Retirada do excesso de argamassa 4.17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4..31 Impermeabilização em locais com ventilação 3.6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4.. 67 ..24 Execução das estacas Franki 3.34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4. 78 ...3 Tijolo com furo prismático 4.... 79 ... 68 .20 Tipos de trado 3.20 Canto em parede de espelho 4.. 71 . 59 . 47 . 78 .1 Tijolo comum 4.18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4..29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3..5 Tijolo de solo cimento comum 4. 60 ..28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3.. 51 ..12 Assentamento do tijolo 4...15 Sapata corrida com viga 3. 53 . 45 . 77 ..........3..... 54 .19 Bloco de coroamento 3.4 Tijolo laminado 4. 71 . 76 ......29 Vão de alvenaria 4. 56 . 45 ... 58 . 66 ..16 Ajuste inglês ou gótico 4. 68 ...... 73 ..11 Colocação da argamassa de assentamento 4..30 Vergas sobre e sob os vãos ..... 59 ...15 Ajuste francês 4..14 Ajuste corrente 4. 80 . 74 . 57 ..21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4....27 Alvenaria de embasamento 3... 66 ...22 Perfuratriz 3. 49 .16 Radier 3.26 Tubulão a ar comprimido 3.8 Bloco canaleta 4..25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4. 48 .32 Dreno horizontal 3..21 Perfuração das brocas 3. 57 .17 Esforços nas estacas 3..7 Bloco de concreto 4.18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3....23 Execução das estacas Strauss 3. 79 ....28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4...24 Corte do tijolo maciço 4. 67 ..33 Dreno horizontal cego 3. 80 ...10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4... 52 ... 70 .22 Exemplo de pilares em alvenaria 4.. 43 .

revestido e viga baldrame 4..19 Vigota protendida 5..44 Exemplo de fundação para muros 4.20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5. 92 .0m e entre 1.. 96 .39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4..12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5.24 detalhe do apoio das tábuas da passarela .... 94 .48 Assentamento em cordão 4..0m e entre 1.17 Exemplo de execução de nervuras 5...10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5.. 101 . 95 .45 Preparo da argamassa manualmente 4. 85 .. 91 ... 100 ..41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4. 83 .......15 Armadura adicional de compressão 5..5m 4..31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente...0 e 2. 96 .49 Tipos de frizos 5 FORROS 5. 96 .34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1..0m 4... 105 . 89 ..11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5.47 Assentamento tradicional 4... 83 .4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5... 87 .. 99 .36 Coxins de concreto 4..16 reforço em laje treliça 5..0m 4.4. 98 .7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5. 100 .18 Manuseio da laje treliça 5..5 e 2. 104 ..40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4.. 96 . 100 ..1 Tipos de forros de madeira 5.23Detalhe da colocação da armadura negativa 5. 81 .13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5...0m 4.. 104 . 88 . 90 ..6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5...8 Apoio da laje comum passante em beirais 5.9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5. 92 ...43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4. 89 . 84 . 98 .. 107 . 86 . 82 .0m 4.2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5.....38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4.. 102 .14 Armadura adicional de tração 5.32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1.. 81 .... 86 . 97 ..21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5. 100 ... 81 .3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5.0 e 2. 83 .0 e 1. 82 .46 Preparo da argamassa com betoneira 4.5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5. 106 .. 82 .35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1..37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4.22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5..33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1. 88 .

121 . 135 .22 Fixação das ripas nos caibros 6. 137 . 109 . 141 .3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6. 114 . 121 . 129 . 128 . 124 .18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6.27 Telha romana e portuguesa 6.20 Detalhe da fixação por pregos menores 6.44 Detalhe das platibandas 6.33 Calha tipo coxo 6.11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6.14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6.21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6.40 Calha tipo platibanda 6. 116 .16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.38 Áreas de contribuição condutores 6.8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6. 131 . 127 .29 Telha germânica 6.32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.0m 6. 121 .1 Esquema de estrutura de telhado 6. 126 .13 Detalhe da ligação entre a linha. 118 .25 Telha paulista 6. 120 .17 Apoio dos pontaletes em berços 6. 135 .24 Telha francesa ou marselha 6. 129 . 137 .31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8. 128 .42 Beiral em laje 6.19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.23 Acabamento da cumeeira 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. 132 .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6. 133 . 134 . 112 . 108 .43 Beiral em telhas vã 6.5. 121 . 119 . 123 . 139 .30 Inclinação e caimento de telhados retos 6.47 Telhados com uma água .39 Divisão do telhado em áreas “a” 6.26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6. 135 .9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6. 139 .7 Detalhe da galga 6. 138 .45 Desenho das linhas de um telhado 6. 125 .41 Calha tipo coxo 6. 124 . 140 . 125 .15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6. 140 .25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5. 141 . 120 .4 Esquema de contraventamento das tesouras 6.35 Calha tipo moldura 6.36 Detalhe de uma água furtada 6. 137 . 118 .10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6. 115 . asna e pendural 6. 130 . 120 .34 Calha tipo platibanda 6.28 Telha termoplan 6.37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6.26 Telha plan 6. 123 . 119 . 115 . 136 .

1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8.7 Detalhe da fixação das guarnições 7.9 Determinação da execução do rejuntamento 8.14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7.6. 161 . 148 .3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8. 153 .11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7. 152 .2 Vão livre ou vão de luz 7.49 Telhados com três águas 6. 160 . 174 .10 Batentes das janelas 7.51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7. 154 . 162 .12 Caixilho de correr 7.3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7. 142 .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7. 146 . 154 .2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8.23 Caixilho de correr 7. 147 .12 Exemplo de divisão dos azulejos 8.4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8.18 Janela de enrolar 7.15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7. 155 .13 Tacos de madeira . 157 . 185 .28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7. 158 . 173 .10 Juntas superficiais dos azulejos 8.4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7. 162 . 154 .186 . 142 . 175 . 143 . 162 .48 Telhados com duas águas 6.19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7.24 Venezianas de projeção 7.7 Determinação da aplicação do reboco 8.5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8.8 Determinação dos tipos de juntas 8.6 Determinação da execução das guias e do emboço 8.20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7. 186 . 183 . 159 .5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7.25 Representação das portas em planta e vista 7. 155 .21 Caixilho maximo ar 7.13 Caixilho de abrir 7.26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7. 145 .50 Telhados com quatro águas 6. 157 . 148 .29 Representação dos caixilhos pivotante 7. 172 . 163 .8 Tipo de fechaduras para as portas 7. 142 . 161 . 167 .22 Janela veneziana 7. 192 . 184 .11 Determinação do assentamento dos azulejos 8. 159 .9 Porta balcão 7. 151 .27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7. 169 . 146 .6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7. 150 .1 Componentes das portas de madeira 7.30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8. 173 .17 Janela tipo ideal 7. 156 .149 . 153 .

196 .8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10. 194 . 250 .17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8. 229 . 230 .16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11. 206 . 255 . 194 . 221 . 220 .3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11.14 Parquete e tacão 8. 208 . 256 .15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8. 232 .4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9.8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.20 Selante para junta de construção 8.9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 226 .3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10.7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11. 196 . 248 . 225 . 246 . 193 .2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9.7 Flambagem 9. 224 . 234 .4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11. 236 .9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11.1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.10 Tipos de reforços em gravatas .1 Vesícula formada no reboco 10. 259 .19 Junta de expansão tipo diamante 8.7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10.5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11. 255 .3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9. 235 . 258 . 223 .8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11.6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10.8.6 Impacto nos vidros 9. 231 . 221 .1 Local para guarda de material 11.21 Selante para junta serrada 8.22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9. 206 .2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 234 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8. 258 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10.5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10.4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10. 259 . 236 .5 Cargas nos vidros 9. 207 . 225 .

263 . 286 .27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11.29 Colocação da água 11. 274 .14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11. 267 .16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11.12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11. 262 . 272 .28 Adição das britas 11. 262 . 278 .30 Sequência da mistura em betoneira 11. 280 . 283 . 274 .22 Bancadas com pino de dobramento 11.21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11.17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11.11 Detalhe de uma fôrma de viga 11. 281 .18 Escoramento de madeira tipo H 11. 269 .34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11.32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11. 283 .35 Detalhe das guias de nivelamento 11.31 Aplicação do vibrador na vertical 11.15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 261 . 281 . 266 .19 Escoramento metálico 11. 268 .23 Pontos de amarração usuais 11.25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11.15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 264 . 275 . 274 .37 Pastilhas de argamassa 11. 261 .11.20 Fôrma trepante 11. 263 .39 Método mais comum de consertos de falha .38 Pastilha plásticas 11. 260 . 282 .26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11. 262 . 279 . 265 .36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11. 270 .24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11. 272 .33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11.13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11.

3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3..2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4..1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6.4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6. 91 ...... 68 .3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4.1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4. 163 .1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Dimensões das portas 7. 35 ..3 Vão máximo dos caibros (m) 6.0m 6. 132 .3 Desvios máximos de prumo.. 179 .LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.. 18 .2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4. 117 ..4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6. 101 ... 33 .. 89 .2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5...2 Traço do reboco 8.. 131 .4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5.8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7. 171 ..5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6. 97 .3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8. 112 . nível e planeza .7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2. 65 . 94 ..1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3. 164 . 163 . 15 .1 Altura total da laje (h) 5..6 Ponto de cobertura 6. 20 . 116 ..... 97 . 133 .3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.. 132 . 176 . 2 . 143 ...2 Vão máximo de terças (m) 6.2 Dimensões das janelas 7..1 Relação de empolamentos 2.1 Traço do emboço para as diversas bases 8.

3 Classificação dos vidros 9.8 Limite de abatimento (slump-test) 11.6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8. 199 .3 Dimensões dos pregos em “mm” 11. 237 . 184 .198 .6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11.5 Diâmetro dos pinos de dobramento . 271 . 187 . 276 . 199 . 268 . 282 . 245 .13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.9 Cobrimento das armaduras 11.4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8. 238 .7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8.4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11. 225 .7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11.2 Identificação das causas. 269 .1 Identificação das causas.Estribos 11.9 junta superficial entre azulejos 8. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.10 Consumo de argamassa colante 8.5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 243 .1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11.2 Característica dos fios e barras 11.11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8. 223 .8. externas do dano e solução 10. 191 . 275 .4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento . 251 . 224 . 222 . 182 . 284 . 242 . 254 .4 Resistência ao impacto 9. 181 .8 Consumo de rejunte por m 8. externas do dano e solução 10. 219 . 181 .1 Defeitos observados.12 Pedras naturais mais comuns 8.3 Patologia mais comuns das tintas 10.2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. 182 .5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8.

Com os dados levantados. definir a planimetria e a altimetria de um terreno. • Analisar a topografia de um terreno. 1.1 .1). VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. industriais etc). Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. para obter o maior número possível de dados. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. antes de iniciarmos o projeto. 1 . municipalidade. que tem a função de orientar evitando esquecimentos. • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. Não é possível seu preenchimento completo.. podemos utilizar um questionário (Tabela 1.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos. Levantamento topográfico. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares.PROJETO .1 . Exame local do terreno. entidades. podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. • Utilizando métodos simples. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). Os projetos são peças importantes na execução de uma obra.ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada. uma família etc. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto.

Tabela 1. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg. Com.:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp. da rua: ____________ Tipo de Pav.: _______________ nº casas Viz.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof. Com. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 . Res.1 .:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End.:____________________________________________ e-mail____________________ End.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.

b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade.: ________ Área aprox. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. f ) Ter facilidade de acesso. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote.IV Da Futura Construção Nº de Pav. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura.2 .Aprox. 3 . se o loteamento onde se situa o terreno. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. foi devidamente aprovado e está liberado para construção. c) Ser seco. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos. e) Ser resistente para suportar bem a construção. é quase impossível executar-se um bom projeto. colhendo-se todas as informações necessárias. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd.

e na maioria das vezes. 1.MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno. que poderão ser cortadas com foice. necessitando desgalhar. linha de alta tensão. 4 . 1. e) Com bússola de mão.3. posição de postes.et al. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada. bueiros. confirmar a posição da linha N-S. interpretados e manipulados corretamente. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz. Todo material vegetal. Obs. i) Verificar se existe faixa non edificandi .3.4 .Quando houver árvores de grande porte. houver árvores de pequeno porte. h) Verificar se passa perto do lote. 2001) 1.Roçar .. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. etc.(água.3 . é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. unicamente a enxada. 1. usando para tal. medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima.Quando além da vegetação rasteira. f) Verificar se existem benfeitorias. Deve retratar a conformação da superfície do terreno.LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. Geralmente. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais.3.2 . Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos. estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes.Destocar .( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio. em uma das divisas laterais ou fundo.d) Situação do lote dentro da quadra. podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr.4.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis.: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior.. bem como as dimensões dos lotes. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1.3 .1 . em declive. 1. esgoto.Carpir .1 .

Figura 1.(Figura 1. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. Para verificar se o lote está no esquadro. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1. sem referência.1-Lote regular Obs. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais. esquina. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. são geralmente de pequena área possibilitando. bastando portanto medir os seus "quatro" lados. vamos mostrar em alguns desenhos. piquetes etc). casos mais complexos. Figura 1. portando. Os terrenos urbanos.2). e usar o valor médio. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha.2-Lote irregular com pouco fundo 5 .Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia.1). No entanto. a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo.

Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda.4).4-Lote com setor curvo 6 . o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central). Medir a corda e a flecha no local.3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva. c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. Figura 1.3). E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1.c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso.

0 1. 1.0 1. caso necessário.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional. de uma superfície (Figura 1. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer. que geralmente utilizam terrenos pequenos.5.0 2.0 3. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. Caso seja necessário algo mais rigoroso.1. as distâncias entre as curvas serão menores. as dimensões de um terreno ou área.5.0 RN 0. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar.0 1.0 2.3). depressões. Este levantamento não é muito preciso. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2.0 3.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.5) Podemos observar na Figura 1. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote.0 2.0 d2 Figura 1. inclinações etc. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno. 3.0 RN 0.2.0 3. mas nada nos impede de tirarmos mais.1.0 d1 2.et al. 7 .5 . os ângulos.0 1.5. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo. 1.

5.6 e 1.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges. ou de acordo com a inclinação do terreno.Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1.7.0m.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges. 1972) 8 .0 em 5. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1. 1972) Figura 1.0m. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1.

Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B.50m (ponto A).9). nivelamos a régua (Figura 1. Com o auxílio do nível de bolha. .8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges.2 balizas. Utilizando o método do nível de bolha.trena.8). Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α.régua . 1972) 1. 9 . Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m". Figura 1.Coloca-se o clinômetro (Figura 1. na 1ª baliza a uma altura de 1. O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente. Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil. a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas.2) Nível de bolha Materiais : .5. .Nível de bolha.

11). Figura 1.10 . azulejos etc. A mangueira deve ter pequeno diâmetro.10 e 1.9 Utilização do nível de bolha 1. que nos fornece o nível. batentes. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas..Figura 1.. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1.Posição da água quando não existe bolhas 10 . desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda.5. parede espessa para evitar dobras e ser transparente. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados.

podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas.Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição. Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno).Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: . Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 . O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”. que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”.2 balizas .Trena Figura 1.Mangueira . o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.11 .

Htot = h1 + h2 + hn .. h2 = H'...Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 .h' .12 .... h2 = H'..a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h ...h' . Htot = h1 + h2 + hn .13 .Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h . Figura 1. Figura 1..

13).A mangueira deve ser transparente. da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade. e de pequeno diâmetro. 3 .A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 .Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira. 2 .ANOTAÇÕES 1 . para não dar erro nas medições (Figura 1.

Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. • Analisar e executar um canteiro de obras. para facilitar a sua entrada e retirada).TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. quando existirem. devem ser realizadas. algumas atividades prévias. Antes de iniciarmos a construção de um edifício. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. transporte.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. antes do início da obra. descarga. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. o registro das condições das construções vizinhas. 2. • Realizar as compensações de volume. antes do início das obras. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. carga. 1969). 2.2 . • Demolições. • Canteiro de obras e a locação da obra. como trincas. 14 . O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. aterros. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos.

Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. Podemos executar. podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2.Corte em terreno 15 .: Quando não se conhece o tipo de solo. Localização do canteiro de obras. cortes.1). conforme o levantamento altimétrico.1 . Níveis das construções vizinhas.Cortes: No caso de cortes. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1. seca Argila escavada. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. O empolamento é o aumento de volume de um material. Relacionamos na Tabela 2. Por exemplo. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2.43 metros cúbicos no estado solto. aterros.1 alguns empolamentos. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2. Seqüência da execução do edifício.2. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS. ou cortes + aterros: 2.1 .1).1 . quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte. Tabela 2.

isto é. como os compactadores mecânicos (sapos).2 . sem vegetação nem entulhos. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. piçarra ou argila. Compreendem as terra em geral.2. pedras ou entulhos. Quando o nível de compactação for baixo. os soquetes manuais. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. incluindo eventual escarificação. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito. 2006).O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. quando compactado (Figura 2. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. sem detritos. Va = Ab . deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água. - 2.2 . ou os próprios equipamentos de escavação. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. podendo fazê-lo maior. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito. como: ruptura do terreno. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício.2). 16 .Aterros e reaterros: No caso de aterros. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. é possível utilizar pequenos equipamentos. reduzindo o volume de vazios.Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas.

Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. Prazos a serem atendidos. Materiais a serem utilizados. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. Empresas empreiteiras previstas.2. o tempo de obra e a distância de centros urbanos. com tábuas alternadas ou chapas compensadas. para evitar que materiais caiam na rua.deverão estar próximas ao ponto de utilização. cal. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. alojamento para operários.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento.3). tudo dependendo do vulto da obra. etc. chapas compensadas (Figura 2. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. madeiras. Em zonas urbanas de movimento de pedestres. refeitório e instalação sanitária. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material). 2. etc. É indicado para obras com grandes movimentos de terra. por empreitada global ou empreitada por viagem. e deve-se registrar o número de viagens. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem. se houver.) e ferramentas.. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. Áreas para areia. "encaixotamento" do prédio. bem como distribuição de máquinas... sendo que nela também poderão ser construídos escritórios. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. pedras. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos. aço. deve ser feito um tapume.INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS .3 .. Serviços a serem executados. que serão utilizados durante a execução dos serviços.2. Máquinas e equipamentos necessários. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. tijolos. 17 . c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado).

aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. não existir rede elétrica.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. 2006). 18 . pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. isto é. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. onde ficarão os quadros de força. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. Mas precisam ser feitas de forma correta. no fundo da obra. Tabela 2.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. nunca a menos de 15 metros dos mesmos. quantas máquinas serão utilizadas e. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância.0 trifásico Bombas d’água 3. ou seja. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia. deve-se também fazer um pedido de estudo. como.5 a 15 trifásico Betoneira 3. Na Tabela 2.que seja o mais distante possível dos alicerces. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. Não existindo água. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica.0 trifásico vibrador 3.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. Se no local existir rede mais é monofásico. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros. no local. c) . para que sejam seguras. sendo desfeitas após o término dos serviços. Antes do início da obra. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local.o local deve ser de pouco trânsito.0 trifásico Serra elétrica 2.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro.0 trifásico Maquina de corte 2. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. b) .2 temos a potência de alguns equipamentos. com os seguintes cuidados: a) . Deve-se providenciar a ligação de energia. ainda. Caso.

3): Figura 2.3.4).2. pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8. e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões. como segue (Figura 2.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2.3 . 19 .1 .Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas. desmontável para utilizar em obras.

0mm 0.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2.3 .50x2.0m Sarrafo de 7. Tabela 2.0mm 0.00m Pontaletes ou caibros de 3. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.3.50m Chapas de compensado 6.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.0 10.44 Telhas fibrocimento 4.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .5 03 0.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.0mm Telhas fibrocimento 4.50x1. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.22 Viga 6x12 de 5.5 0.Figura 2.3.

No entanto. que nos garantam certa precisão. Em quaisquer dos casos.4. os métodos simples. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão. tropeços.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes. régua. 2. portanto. etc.5). Devemos sempre que possível.Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2.2.4 . nos casos de obras de pequeno porte. sem o auxílio de aparelhos. para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito).5 . Figura 2. Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. sendo conveniente.LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. poderão acumular erros. o auxílio da topografia.6) 21 . em obras de grande área.1 . previamente alinhados conforme o projeto. evitar esse processo. fio de prumo e trena).

50m a 2. 22 .Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm.2 .8). que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes. pontaletes de pinho de (7.Figura 2.determinação dos alinhamentos 2.Processo dos cavaletes .5cm ou 7. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm). cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta.0m e a 1.7).5 x 10.4.00m do piso (Figura 2. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas. determinam os alinhamentos (Figura 2.20m das paredes da futura construção.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1.5 x 7. em nível e aproximadamente 1. Este processo é o ideal. Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames.6 .

Não obstante. devemos transferir as medidas. possibilitando a conferência durante o andamento das obras.A Figura 2. 2.5 .Marcação sobre gabarito Figura 2. pode utilizar o processo dos cavaletes.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra. para auxiliar este processo. seja qual for o método escolhido. retiradas das plantas para o terreno.Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo. No entanto. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros.7 .8 . 23 .

É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno.4 e 5m (triângulo de Pitágoras).Traçado de ângulos retos e paralelas. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia.10).9 . cujos lados meçam 3 . Um método simples para isso. O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las. Figura 2. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos.80 x 1.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0. cabendo a nós. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. saber locá-las com métodos simplificados.60 x 0.1 .Quando a obra requer um grau de precisão. da construção. determinando assim o esquadro. 2.9).00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2. fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2.5. 24 . pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas. para pequenas obras.

No caso de grandes curvas. Consiste em aplicar. a quarta parte deste último valor (Figura 2.Figura 2.2 . chamado método das quatro partes. quando temos pequenos raios.11. todos os pontos da curva circular (G. sucessivamente.5. com o auxílio de um arame ou linha.Baud.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2. Encontram-se assim. podemos utilizar um método aproximado. por aproximações sucessivas.10 . Figura 2.Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2.12). 1976) 25 .11 .Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão. sobre a corda obtida com a flecha precedente.

2. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 . caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes").13).12 .5. 26 . fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2.3 . tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução. com o auxílio do gabarito. 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas.Figura 2.Baud. inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas.Traçado de curva pelo método das quatro partes (G. visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos.

14).0cm.13 . 27 . através de um prumo de centro (Figura 2. crava-se uma estaca de madeira (piquete).Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito.5 x 15. geralmente de peroba.5 x 2. Transfere-se esta interseção ao terreno.E D C B A 1 2 3 Figura 2. com dimensões 2. No ponto marcado pelo prumo.

para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2. Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes.5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. 2. por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros. 28 .15). Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes. na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14.14 .Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.5. No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes".4 .Figura 2.

Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .15 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.

A locação da obra deve. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos. canaletas ou eletro dutos. 3 . 6 .ANOTAÇÕES 1 . 4 .Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas. pilares. materiais e equipamentos. não deixando partes descobertas. 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais. 3 . 5 .30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos. 5 – Verificar os afastamentos da obra.A marcação pelo eixo.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte. 2 .Na execução do gabarito.Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. 2 .Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas. facilita a conferência pelo engenheiro. 2 .A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . 4 .Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. os valores são mais precisos se o número de seções for maior. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais.Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. 3 . ou redes de esgoto.Os taludes instáveis com mais de 1. sapatas. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas.Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis.As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. as tábuas devem ser pregadas em nível. 5 . 30 . de preferência. 4 . em relação às divisas do terreno. Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 . máquinas e materiais. além de mais precisa. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. elétrica ) e suas implicações. 6 . sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas.Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. blocos e estacas. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores. devem estar protegidos por calhas de madeira. ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo.Nos cálculos dos volumes de corte e aterro.

VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem. em média. 3. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. damos nestas anotações de aulas.T. bem como a sua localização. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas. .P.3 .05 a 0. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. fazendo com isso. 3. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam.1. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo.1 . no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo. A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S.005% do custo total da obra. • Analisar um perfil de sondagem. até a profundidade de interesse do projeto. no subsolo.Standart Penetration Test.FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. que consiste em abertura do furo. As sondagens representam. 31 .SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens. o barateamento das fundações. apenas 0.1 . Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada.

2 .1 .Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3. 1971) 55cm . a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água. um martelo de 65 kg.Abertura 100cm 45cm . uma haste e o amostrador.Equipamento de sondagem à percussão 32 . utilizando um tripé.Ensaio 55cm .2) (Godoy.Abertura 100cm 45cm .1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente. (Figura 3. e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração.Desta forma. (Figura 3.Ensaio Figura 3. inicialmente. em cada metro faz-se.

caindo de uma altura de 75 cm.2).Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir.200 m² de 1.1 .200m² Será fixada a critério. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas.41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 .19 Dura > 19 3. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.1 apresenta correlações empíricas.18 Compacta 19 . O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão. No caso de fundações para edifícios. Podemos ainda. dependendo do plano de construção. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens. significativamente. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med. Conhecido como S. Tabela 3.2 .T. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1. 1971) Tabela 3.10 Rija 11 .Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo.P.400m² Nº. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 .S. no comportamento da fundação.2 .Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.200 m² até 2. 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .1. (Godoy. Compacta 9 . considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1.1.3. A Tabela 3.T.400 m² acima de 2.P.3 .

30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. Em geral. durante a execução da sondagem. Nos terrenos argilosos. ou No mínimo. A Figura 3. 34 . Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta.3 . permitem a interrupção do furo. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. Nos terrenos arenosos. próximos aos limites da área em estudo. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida. quatro índices elevados de resistência à penetração. em material de boa qualidade.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. de maneira a cobrir toda a área em estudo. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens.

5). em planta.Obs.: profundidade mínima 8. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos.00 RUA .Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem.20 25. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3. CALÇADA 5.4 4 S1 21.40 2.13) 2. A posição do nível d'água .também é indicada.60 S2 21.4 ..00 RN=100. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo.0m.1.0m. (Godoy. da anterior. 3. Essa profundidade pode ser corrigida. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3.00 1.60 (99.95) 7. nas respectivas cotas.00 5.42 (100. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3..4 . Caso necessário.00 1.NA . Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2.00 CASA EXISTENTE Figura 3. 1971) 35 .40 2.

ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens. pode o engenheiro. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas. 36 .Exemplo de um perfil de subsolo 3. Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda. técnica e economicamente.5 .2 . proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. O estudo é conduzido inicialmente. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas.Figura 3.

1 .6).Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 . estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.6 . 3. Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.E finalmente.Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3.2. verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.

obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo.3 . Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. encontramos a área necessária da sapata (Snec). 38 .7).0m.Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas. são capazes de suportar as cargas.12). σs ≅ SPT 5 Encontrada a área.0 à 6. logo abaixo da estrutura. Figura 3. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3.7 .0m.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3.Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. Em terrenos firmes a mais de 6. podemos adotar brocas. se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água. Fundações profundas. Dividindo a carga P pela σ s do solo. Com o auxílio da sondagem. 3. devemos utilizar estacas ou tubulões. S nec = P σs .

Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 . É importante conhecer esse tipo de alicerce. retangular ou triangular. podendo ser bi triangular. apresentar deformação de flexão (Caputo.0 kg/cm² Regular = 2.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga.8 . água etc. • • Figura 3. sempre em nível.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados. no terreno. barraco de obra. sob atuação do carregamento. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1. o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3.5 kg/cm² A Distribuição das pressões.Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível.0 kg/cm² Fraca = 0.3.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: . Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e . H. pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos. (edícula sem laje.P. no máximo 50cm.). abrigo de gás. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das .8). 3.1 . 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte.

e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. 40 . f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. utilizam-se tijolos em espelho. Para economizar formas. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. contudo ser utilizadas como vigas. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". podemos reaterrar as valas.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg.feitos com tijolo e meio. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado.feitos com um tijolo. Paredes de 1/2 tijolo . areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. não podendo. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. • Assentamento dos tijolos é feito em nível. a fim de evitar o contato das paredes com o solo.

Com cinta de amarração (Borges.g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.Sem cinta de amarração (Borges.11 .Com cinta de amarração (Borges. 1972) 41 .10 .9 . 1972) Parede de meio tijolo Figura 3. 1972) Parede de um tijolo Figura 3.

Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição. que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns). Também são denominadas de Blocos. Figura 3.3. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras. As sapatas de concreto simples (sem armaduras).3 .13 .0m. espaçados de mais ou menos 1.Obs.Sapata isolada retangular 3. 3.3.14. devem ser usados estribos. possuem grande altura. 3. o que lhes confere boa rigidez.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado. As sapatas de concreto armado.Sapata corrida sob paredes 42 .12 .Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3. 3.15) PAREDE h L Figura 3.13. possuindo pequena altura em relação a sua base. podem ter formato piramidal ou cônico.

14 .PILAR h L Figura 3. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno.15 .4 . Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado. protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.Sapata corrida com viga 3. Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento. Colocação das tubulações de água.3.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla). esgoto e elétrica. 43 . tem-se o que se denomina uma fundação em radier.

• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo.1 . c) Compactação de terrenos. Concretagem e cura.4. Figura 3. Podem ser: .16 . Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. Os principais tipos de fundações profundas são: 3.Moldadas in loco 44 .Estacas Estacas são peças alongadas. 3. encontra-se em camadas mais profundas do solo. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).Pré-moldadas . cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa.4 . cilíndricas ou prismáticas. bom para a fundação.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas.

18 b).18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 . é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas. (a) (b) Figura 3. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. Figura 3. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais). permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3.). Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno.17. Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento.As estacas recebem esforços axiais de compressão.17 . Figura 3.18.a) Nas estacas pré-moldadas. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa. A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento. vigas etc.

distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3.19 – Bloco de coroamento 46 .. 1973). Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais.2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas.19). Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS . excentricidade e outras solicitações (Caputo...3.4.P. Figura 3. H.

utilizando pedra nº 2.3 . 3. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm.0 MPa conforme NBR 6122. que veremos adiante. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas.20 . Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10").3.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada.0m.20.0m.4. Ao atingir a profundidade das brocas.0m a 4. bem como falhas na concretagem. (geralmente com 1. pois o trabalho é exclusivamente manual. não utilizando nenhum equipamento mecânico. em solo sem água. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado. sempre verificando se não houve fechamento do furo. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento. no mínimo de 3.Tipos de trado 47 . Figura 3. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas.Brocas São feitas a trado. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca. Limite de comprimento: é da ordem de 6.21). as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15.

A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: . isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. sem nenhuma proteção. Forem tracionadas. também sofrem empuxos laterais.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas.armada ≅ 6 a 7t . em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade. além de trabalharem a compressão. pois sua execução é manual.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados.0m. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade. 48 . que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água.não armada ≅ 7 a 8t . Quando em algumas brocas. encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3.Figura 3. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas. No entanto. certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo.21 .não armada ≅ 4 a 5t .

Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações. (Falconi et al.3.5 . A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga. Em ambos os casos são empregados guinchos. 49 .22 – Perfuratriz (Hachich et al. São executadas através de torres metálicas. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo.4. conjunto de tração e haste de perfuração. 1998) Figura 3.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3.4. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade. que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal.4 .22).Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo.

Inicia-se a perfuração utilizando o soquete.5 a 1. 3.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. Após abertura inicial do furo com o soquete.Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. soquete (pilão) e a sonda (balde).A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas. Figura 3.4. até completar o nível proposto pelo projeto. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama. guincho. enche-se de concreto em trechos de 0.6 . 1998). Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al.23 . O procedimento acima se repete. exceto a formação do bulbo. Alcançado o comprimento desejado da estaca. coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 .

um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa. e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3.24 . provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto.4. 51 .25) (Alonso et al. coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente. normalmente de seção circular revestido ou não. apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde.Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). Figura 3. esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t. 1998).4.8 . tendo no seu interior junto à ponta.7 .3. Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre.

resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto. tang60o sendo < 2.26). No sistema Chicago a escavação é feita com pá. Sendo a de aço perdida ou recuperada. 1973). pelo ar comprimido injetado. O princípio é manter.5d H ≥ D . 52 . Os tubulões à céu aberto é o mais simples. a água afastada do interior do interior do tubulão.0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin.25 .x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3. em etapas. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3.d . as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço. Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. = 70cm D ≅ de 3 a 3.

possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame. 53 .Figura 3.9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm).4.Tubulão a ar comprimido 3. Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.26 .

somam muitas vezes o custo inicial. Já no Brasil. Os romanos empregavam clara de ovos. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água. quando anteriormente planejada. A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. As falhas corrigidas a posteriori.27). existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. etc.contra a infiltração.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce. Podemos dividir os tipos de impermeabilização.contra a pressão hidrostática. sangue. A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções.27 . Atualmente.contra a umidade do solo. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas. mais 54 . Figura 3. nas cidades históricas. . . Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. a impermeabilização para esses tipos. para impermeabilizar saunas. de acordo com o ataque de água: . O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3. óleos.Alvenaria de embasamento 3. aquedutos.

2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. a argamassa também o fará. O semi flexível: . Tem sido bem aceito. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. e com grande sucesso.1. local mais indicado para isso. já há algum tempo.28).utilizada há mais de 50 anos. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. causando sérios transtornos.50m nas paredes superiores. Se a estrutura fissurar.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis... pois esse produto pode ser aplicado. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. Temos também. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. penetrando até a altura de 1. 55 . O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. .Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura. em especial as de concreto. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces.-. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . No tijolo a água sobe por capilaridade. membrana de asfalto com elastômetros. um produto mineral que se aplica na estrutura. no Brasil. Como podemos observar. 3. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos.5. etc. E no caso de umidade do solo. lençóis termoplásticos.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. pela inclusão de um aditivo. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas.

corrigindo os pontos fracos. Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas. 56 . Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. A camada impermeável não deve ser queimada.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar). impermeável gorduroso (Vedacit ou similar). mas apenas alisada. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: . Devemos aplicar duas demãos e em cruz. para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras.3 latas de areia (54 litros) .Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. geralmente. Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3.29). Tec 100 ou similar).Figura 3.1.28 . Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. usando.1 lata de cimento (18 litros) . Viaplus 1000.

devemos executar uma impermeabilização.: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.2 .30 e 3.Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 . 3. As figuras 3. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).30 . Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces.29 .Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs. nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.5.Figura 3. Figura 3.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

5 a 2. muitas vezes maior. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço. Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço.5 x 20 x 25 12.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12.3) com as seguintes características: • • • peso: 3.5 x 20 x 20 12. Exige menos mão-de-obra. por outro lado.00Kg resistência do tijolo: de 1. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11.5 x 20 x 30 12. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior. denominados tijolo furado (Figura 4.5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4. também 9x19x19. o corte para passagem de tubulação é difícil e.0 Mpa. menos argamassa de assentamento.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais.Tabela 4. devido à quebra do tijolo. 65 . comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR .1 .2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.5x14x24 também é bem utilizado.

Figura 4.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.0MPa • • 66 .70kg resistência do tijolo ≅ 3. O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.3 .5 a 5. • • dimensões: 23x11x5.Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.4).2 .

cimento Portland de 4 a 10%.6 . e água.Tijolo de solo cimento comum Figura 4.Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 . • • • • dimensões: 20x10x4.4 .5 . cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente. prensados mecanicamente ou manualmente.7MPa resistência à compressão média: 2.Tijolo laminado 4.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais).0MPa Figura 4. São assentados por argamassa mista de cimento.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.6). 23x11x5cm ou 25x12.5x6. Podem ser maciços (Figura 4.1.2 .5) ou furados (Figura 4.5cm.Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .Figura 4.

7kg 8. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.5un resistência do bloco: média 2. areia.10 kg A Tabela 4.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm. Tabela 4.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10. Figura 4.8kg 6. pedrisco.50 kg 19 x 19 x 39 = 18.5MPa Individual 2.3 . pó de pedra e água (Figura 4.7.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4.8 . fabricadas com cimento. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes. Figura 4.4.1.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13.2 .8).Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12.7kg .7kg 13. 4.6kg 15.7 . O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.

desta forma. fiada por fiada. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. Geralmente monolítico. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. 4. retiradas depois de completar a secagem. no mínimo. isolamento térmico. para a execução de paredes de vedação. secos ao sol. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. técnicas e materiais utilizados. Os cantos são levantados primeiro porque. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura. gesso comum e sizal. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. fixo ou desmontável. Devido à argila ser muito retrátil.4. É assentado com gesso cola. leve. com características argilosas. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. estruturado. 69 .9). com a mistura de cimento.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada). que funciona como um elemento aglutinador. proporcionando ao material baixo peso específico.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. um dia da execução da impermeabilização. areia e água. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. resistência à compressão. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. resistência ao fogo. se junta palha. cal.

9) Figura 4.4. os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4.Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão. cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.9 .1 .10 .3. do prumo de pedreiro e da linha.

conforme a Figura 4.11.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha. Figura 4. 4.12.13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria.Assentamento do tijolo 71 .12. verificando o nível e o prumo.Podemos ver nos desenhos (Figura 4. 4. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior. Figura 4.Colocação da argamassa de assentamento 2o .12 .11. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4.11 . 1o – Colocada à linha.

Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários. Figura 4.1. Podendo ser: 72 . e o terceiro 1.5m aproximadamente.3.13. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes.50m.16). 4. Quando as paredes atingirem a altura de 1.14. se for sobrado. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4.a . Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2.5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos. conforme Figura 4.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria. 4.3o . nota-se certa diferença de medidas.15.5m acima da laje e assim sucessivamente. 4.A sobra de argamassa é retirada com a colher.13 . o segundo plano será na altura da laje. Por este motivo. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face.

14 . é o sistema mais utilizado (Figura 4.15 .Ajuste comum ou corrente.16 .Ajuste corrente (comum) b .Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.a .16). Figura 4.Ajuste Inglês.15) Figura 4.Ajuste Inglês ou gótico 73 .14) Figura 4.Ajuste Francês c . de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.

17. pois como já visto.17 .18. Nas Figuras 4.19.1. as paredes iniciam-se pêlos cantos.b .18 .Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .19 .Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.4.3. 4.21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.20 e 4. 4. 4.Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente. Figura 4.

.21 .20 ..1.Canto em parede de espelho Figura 4.22) 75 . Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.Figura 4.Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.).3.c .Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4. muros etc.

São 15 camadas.23 .Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos. Como coroamento. para não haver confusão com as pilhas anteriores.3.22 .1.23.Figura 4. resultando 240. Figura 4.d . é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4. contendo cada 16 tijolos. também. arrumam-se mais 10 tijolos. após cada descarga do caminhão.Empilhamento do tijolo maciço 76 .Exemplo de pilares de alvenaria 4. Costuma-se. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas. perfazendo uma pilha de 250 tijolos.

se estendem rapidamente em nossas obras.e . .melhor acabamento e uniformidade.24 . os desenhos dos blocos.2 . Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados.24).menor tempo de assentamento e revestimento. Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4. As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo.4. .geralmente. A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6.Corte do tijolo maciço 4.1.menor consumo de argamassa para assentamento.3. . economizandomão-de-obra. são necessários tijolos comuns. Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos. .nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa.3.Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes.não permite cortes para dividi-los. .Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos. nas espaletas e arremates do vão. . O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços. o que facilita no momento da execução. Vantagens: . Desvantagens: 77 . Figura 4.peso menor .

a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto).Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4. A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4.25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento.Detalhe de execução dos cantos 78 .26 .25 . Figura 4. Portanto.26): Figura 4.Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração.

os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes. Figura 4. No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4.4.3 .Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto.28).VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas. e o seu assentamento e feito em amarração. Para que isso ocorra devemos 79 .3.27 . pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4. só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto. Figura 4.27).Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia.4 . não oferecem grande resistência e portanto. No entanto.28 . tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4.

Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura.30). janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local. executa-se uma só verga. os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura.32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 . Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4. 4.29). e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão. devido aos batentes. tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4. No caso de janelas sucessivas. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4.31. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão.considerar o tipo de batente a ser utilizado. Figura 4.29 . Quando trabalha sobre o vão.30 .

0m Vãos de 1.31 .00m e 2.50m Figura 4.33.00m e 1.00m OBS: Caso o vão exceda a 2.50m 81 .0 a 1. 4.32 . As Figuras 4.0m Figura 4.00m.33 .Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.0 e 2.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.0m Figura 4.Vãos até 1.00m e entre 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.00m Vãos entre 1. deve-se calcular uma viga armada.

50m e 2.Vãos acima de 1.00m e 2. executa-se coxins de concreto (Figura 4.00m Figura 4.36).Coxins de concreto 82 .36 .0m Vãos de 1.50 até 2. Figura 4.0m Figura 4.5 .Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.0 a 2.00m e entre 1.34 .OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.00m A Figura 4. de pequena carga.00m 4.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1. Quando uma viga.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1. proveniente principalmente das coberturas. descarrega sobre a alvenaria. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.35 .

As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas). nestes casos para lajes de pequenos vãos.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes).39) Figura 4.38 .Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4. 83 . As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes.38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente. (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5).Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4. no máximo entre 2.37 e 4.00m.37 . devemos então calcular vigas. utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga. Figura 4. quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos.Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs. Se necessitarmos que as cintas suportem cargas. As Figuras 4.50 a 3.39 .

As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura. além do chapisco. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável. O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. Figura 4. pois falta aderência neste ponto. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura.4. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . grandes pórticos. Na parte superior da alvenaria deve ser executado. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. lajes tipo cogumelo).40). Devemos tomar alguns cuidados.40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. Devem. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria.

41). de 10.1 .7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39). para as alvenarias de vedação. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. 4. o importante da fixação. Se a escolha for à vista.7.À vista: Figura 4.esforços de grande amplitude na alvenaria. provavelmente. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta. portanto a cada 2. formando assim os pilaretes (Figura 4.43). Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca.41 . devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout". torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais.41) ou revestido (Figura 4. possibilitando a movimentação do painel. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada. 4. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. se manifestarão também no revestimento. estar parcialmente engastado no alicerce. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. devemos deixar uma junta de dilatação de 1. para podermos frisá-las.00 a 15.42).5 a 3. desde que a junta seja frágil.0m executa-se um pilarete de 10 x 25. tijolo maciço ou tijolo furado. No caso “c” panos pouco extensos. Obs. Para o tijolo furado e o maciço. evitando que esta se manifeste no revestimento. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. Se a escolha for para o revestimento. ventos etc.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 .00m. pórticos rígidos.0cm. neste caso armado. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento. devemos quase sempre revesti-los. NOTA: Quanto ao tipo de ligação.Fechamento de divisas em bloco de concreto a . com o auxílio de formas de madeira (Figura 4. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. no máximo. e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. é tempo correto de sua execução. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria.

Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .7.Revestido: Figura 4.2 .43 .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.b .42 . revestido e viga baldrame 4.Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .

7. As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm. dependendo do terreno.5 ou 3. Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas. 87 . para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro. devemos executar também. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado.4.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar.44).0m de profundidade e a cada 2. através de argamassa e impermeabilizantes. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4.Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro. uma proteção impermeável. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria.44 . impermeabilização Figura 4. As brocas.3 .0m de distância uma das outras. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2.

.PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas.Com betoneira Figura 4.Preparo da argamassa manualmente b) . Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade.Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade. Podem ser preparadas (figuras 4. conforme o desejo de quem vai manuseá-la. não "agarra" a colher do pedreiro. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.Manualmente Figura 4.1 ..8.vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos.46 . pois são fatores subjetivos que a definem. não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria.45 e 4.4.3).8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO . 4. Ela pode ser mais ou menos trabalhável.46): a) . sendo a sua função: . etc. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4.Preparo da argamassa com betoneira 88 . são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada.unir solidamente os elementos de alvenaria .45 .distribuir uniformemente as cargas . junto com os elementos de alvenaria.

Assentamento em cordão 89 .8. Figura 4.Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.2 . ideal para paredes em alvenaria aparente.47 .48 .Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.Tabela 4.3 .48).Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4. melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.47): Figura 4.

90 .Quando a alvenaria for utilizada aparente.49). conferindo mais resistência além de um efeito estético.Tipos de frisos Os frisos a.49 .b. pode-se frisar a junta de argamassa.c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água. que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4. Figura 4.

A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado. .4 .ANOTAÇÕES 1 .5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: .4). será necessário uma grande espessura de revestimento. 91 . Tabela 4.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração.0 12. estão colocadas em polegadas.0 6.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento.0 10.As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração.Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas. . pois. Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes.3 8. do contrário. gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado.Equivalência das bitolas dos aços mm 5. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4. . 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos.Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios.

(Figura 5. laje pré-fabricada.5 . aglomerados de celulose.50 a 0. pvc. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5. levando em consideração a acústica.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. 5. fica a cargo do projetista a sua escolha. laje protendidas.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0. muiracatiara.Tipos de forros de madeira 91 . Existem vários tipos de forros. Dependendo do tipo de obra. etc. jatobá. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas. pinus. etc. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma. etc. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. gesso.1 .2.1 .50m. 5. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. ipê. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho.3) Figura 5. Os forros mais comuns são: madeira. laje maciça. o acabamento. a estética.

Laje comum (LC) .em telhado Figura 5. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras. A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural. e o revestimento de concreto. Entre elas. em geral.3 . concreto ou outros materiais.Protendidas (LP) 92 . oriundos da flexão.Laje treliça (LT) . feito no local. econômico.LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas. além de resistir os esforços à compressão. etc.2 .Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. Podemos ter segundo a NBR14859: . onde. têm a função de solidarização dos elementos. colocam-se elementos intermediários de cerâmica.2 .Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

98

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

99

e no seu transporte (Figura 5.Exemplo de execução de nervuras 100 . etc (Figura 5.14 . para reforços em aberturas do tipo domos. pergolados.Figura 5.Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.17 .17).Armadura adicional de tração Figura 5.Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.16 .15 .18) Figura 5.

impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga.Vantagens: .Vãos livres: Na Tabela 5.Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado. Tabela 5. o trabalho de revestimento com chapisco. .4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada. conferido pelo próprio formato da vigota.18 . dada à leveza da vigota. 101 . .4 .Vãos máximos para a laje treliça f) .Figura 5. de aproximadamente 12kg por metro. dada à ausência de contraflecha inicial.Facilidade de manuseio e transporte.Garantia de inexistência de fissuras nos tetos. .Perfeita planimetria dos tetos.Manuseio da laje treliça e) . onde se exija resistência à ação do fogo. .Facilidade de montagem. Como conseqüência. permitindo menor consumo de argamassa. . porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto. emboço e reboco.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. completado na obra. permitindo a utilização de pisos leves nas construções. fica extremamente facilitado e rápido.

Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. 2008) Figura 5. 2008). colocação das vigotas. 2008). Após a cura do concreto de capeamento. dos elementos de enchimento. consequentemente.5.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3.Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. • • • 102 .Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça.2. quanto maior a altura do elemento de enchimento. maior o esforço resistente da laje (TATU.4 .devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. Vão maiores deve-se consular o fabricante. concreto ou EPS. Escoramento (quando necessário). o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. Redução ou eliminação de escoramento. Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais. Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico.20m.19). Maiores vãos e menores flechas . b) . Portanto para uma mesma vigota. maior será a altura final da nervura e.

00m de altura. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes. 2008).4% do vão livre. em base firme. deve-se pedir para o fornecedor. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro.2.40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). Chegando as paredes no seu respaldo.20m uma linha de escoramento central (L/2). e procedendo-se da seguinte forma: a) . Vãos de 3. e pontaletes (Figura 5. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada. b) . deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho.5. L/5 . para a escolha das vigotas. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1. executa-se a cinta de amarração. quando as paredes estiverem com 1.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1.20m não necessitam de escoramento.5 . assentados sobre calços e cunhas. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante.21) 103 .Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista. Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3. sobre chapuz.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista). barrotes e escoras metálicas (Figura 5. para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma.20m a 6. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas.20m a 10.20 a 1. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas. Já no início da obra. ou de acordo com o projeto.00m duas linhas de escoramento (2/5L . de 6. geralmente de aproximadamente 0. e são contraventados transversal e longitudinalmente. ou uma viga armada.20).

Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .Figura 5.21 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.20 .

Figura 5. Não deverá ficar nas juntas. Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5. As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto. entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5.22). No caso de laje treliça.Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio.c) .23).Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota. Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente. visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal.Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto. A primeira carreira de intermediária deve apoiar. a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada.22 . 105 .

23 . geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores. Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. no mínimo. deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). f) . salvo indicações do responsável técnico. e) . As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem. como em qualquer estrutura. o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos.Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica.Figura 5. 106 . este deve ser socado com a colher de pedreiro .Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada. Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. O descimbramento da laje pré-fabricada. Salvo alguma restrição do calculista. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. ou com uma linha de escoramento.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos).

quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária. 107 . Figura 5. 5.1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais. Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas.Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto.0 cm.24 .LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. Pré-laje unidirecional e bidirecional. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. Painel alveolar de concreto protendido.g) . No item 5. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas.3 . Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural.24).

o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5.5.4 . 108 . f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861). quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. 5. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração.5 . h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes.25).0 cm nos casos de pré-laje com enchimento.0cm a 5. Figura 5.26). para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. montados por justaposição lateral. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2).0cm e larguras padronizadas. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5.

Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.Figura 5. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura. • 109 . b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido.0 cm. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa. com características especificadas pelo fabricante.

5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. nas bordas da periferia da laje. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. mesmo sendo bloco de concreto. 110 . 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. com tela. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário.

• Desenhar todas as linhas de telhado. podendo ser de madeira.V. Geralmente constituída por tesouras. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas.1). sobretudo em construções residenciais unifamiliares. caibros e ripas. constituída pelas tesouras. escoras. cantoneiras.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1 . rufos.6 . podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. concreto e galvanizada. condutores verticais. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. concreto etc. fibrocimento. 111 . as telhas cerâmicas. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. Para facilitar. pontaletes ou vigas.C. que se apóiam sobre a armação. são de chapas galvanizadas. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. fibrocimento. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. é o quadriculado constituído de terças. etc.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. chapa galvanizada. etc. metálica. etc. 6. A armação é a parte estrutural. pingadeiras e rincões. P. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. O telhado é composto pela estrutura. alumínio. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais.

Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 . Tabela 6.1).Figura 6.1.1 .1 . no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.Esquema de estrutura de telhado 6.1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.

a = refere ao diâmetro. guaratã e taiuva têm alta dureza. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm. geralmente com 4.As madeiras da Tabela 6.5 MPa. a 15% de umidade. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm.0 m.5. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. 5.0. 4. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. comprimento 2. • • • Obs.5. anjico preto. coração de negro.0cm.5.5.0. A cabreúva vermelha. os parafusos. 3. 4. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13.4 mm 18 = 3. 3.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc).5.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas.2. 3.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. 3. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira). a x b .0. 113 .0x5.5. o preço da peça aumenta.3 mm. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas. 5.0. chapas de aço para os estribos e presilhas. 4. comprimento 2. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos.5 MPa. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.0 m. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. Ripas: 1. No entanto. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. 4. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. faveiro.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . igual ou superior a 55.

2 . Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. denomina-se asna a que sai do pé do pendural. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume. A Figura 6. geralmente trabalham à tração.2 . Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. as demais de escoras.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. geralmente trabalham à compressão. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte.2). Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. Perna: Peças de sustentação da terça. Geralmente trabalham à compressão. para distribuir a carga do telhado. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6.6.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . e nos demais tirante. em posição oblíqua ao plano da linha. : Obs. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. encontramse. transmitindo-as aos seus apoios. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha.1. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. Geralmente trabalham à tração. geralmente.

3) . (Figura 6.Vãos acima de 8.00m deve-se colocar tirantes.3 .00m não precisam de escoras.O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6. (Figura 6. com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.0cm.0m.Vãos até 3. .Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .4) Figura 6.4 .O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação. . .As tesouras devem ser contraventadas.O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura. . .Esquema de contraventamento das tesouras 115 .A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5.

70 2.20 3.85 2.20 3.20 C 2.50 2.20 Colonial ou paulista B 2.25 B 2.70 2. Romana.5 .30 2.40 3.2 .00 2.17.35 A 3.41 a 2.50 3.30 C 3.40 1. Caso não se tenha certeza.90 A 2.30 2.50 2.95 2.60 2.60 2.50 a 3.70 2.80 2.20 1.80 1. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.45 2.50 3. Estes vãos são para as madeiras secas.40 2.80 C 3.5) ou pontaletes (Figuras 6. Portuguesa ou plan A 2. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).90 2.50 2.01 a 2.10 2. 6.15 3.60 2.20 2.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.45 3.15 3.40 2.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.75 3.16.50m.40 2.40 2.30 2.10 2.20 3.30 3.30 3.85 3.75 2.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.50m.05 2.21 a 1.18).85 2.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.20 3.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.40 2.10 3.00 2. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).40 2.5). 6.45 2.45 2.30 3.50 2.80 B 3.00 2.00 a 1.60 3.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .65 2.35 A 3.81 a 2.10 3.60 Seção transversal (cm) Francesa.90 2.55 2.41 a 1.85 C 3. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.21 a 2.61 a 1. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6. Figura 6.60 1.05 2.90 2.35 3.75 B 3. do tipo de madeira e da telha empregada.

90 1.7).50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5. Portuguesa ou plan 1.6). Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6. Romana. Tabela 6.0x5. portanto paralela às tesouras.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa.00 5x6 1.50m.00 2. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6.3. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha. São encontradas com seções de 1. • quando as terças excederem a 2. para garantir o espaçamento constante das ripas.0cm (1.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças. Portanto.0cm).00m e não ultrapassarem a 2.60 2.00m usamos caibros de 5 x 6.1: : • terças espaçadas até 2.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira. com o tipo de madeira e da telha.3 . São inclinados. Estes vãos são para as madeiras secas.60 2.00 2. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha). As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la. sendo que seu declive determina o caimento do telhado.20 2. Para determinar a galga média devemos: 117 . Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0. usamos caibros de 5x7 (6x8). Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6. devemos utilizar a galga média.80 2.2x5.40 1.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. Caso não se tenha certeza.40 1.

50 em 0. devemos.5x5.0x5.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas.0m. Cinco vãos. 118 . De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6. podemos utilizar as ripas 1. ou seja.0m (peroba ou equivalente). Cinco vãos. Se for maior. verificar o espaçamento entre os caibros.50m. portanto. utilizamos sarrafos de 2. Se este espaçamento for de 0.7 . Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. ou seja.• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.6 .

8 .10) • pernas/pendural (Figuras 6. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras. com encaixes precisos.1.3 . Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.8 e 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.6.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas.13) Figura 6.12) • asna/pendural/linha (Figura 6. 1992) 119 .9) • escora/perna (Figura 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno. 6.11 e 6.9 . 1992) Figura 6.

1992) Figura 6.11 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno. 1992) Figura 6.Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.12 .Figura 6.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno. 1992) 120 .10 .

Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6.14 .70 m.Detalhe da ligação entre a linha.14). 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios.16). com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6. no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.15 e 6.Detalhe da emenda das terças com pregos 121 . Figura 6.Figura 6. asnas e pendural (Moliterno.15 .13 . ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.

19). portanto. Sendo assim. podemos apoiar em qualquer ponto. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6. 122 . onde tudo é calculado.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura . Para isso. O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes.deverá ser acrescido aos pontaletes. . ter algumas precauções como: . devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6. as paredes internas oferecem apoios intermediários. Nas lajes maciças. Em construções residenciais.17 e 6.4 .Figura 6.1. o custo da estrutura é menor.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. Devemos ainda.16 . Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes. Nesses casos.17 e 6. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras.18).

17 .Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .18 .Figura 6.Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.

incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar.Detalhe da fixação por pregos menores . . O ideal seria o prego penetrar 2/3.Recomendações: .5 . do madeiramento. pelo carpinteiro. . quando os alinhamentos das peças são perfeitos. antes do término. 124 . Figura 6.Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água. deve ser colocado em ângulo (Figura 6.21). Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra.19 .Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro.Figura 6.1. formando cada painel do telhado um plano uniforme.Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.20 .20).

Não devem apresentar deformações. devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa.2. Figura 6. poliéster etc. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C. 6. aço galvanizado. Para a sua utilização.22 . e consiste na mistura de várias argilas.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais.para evitar rachaduras na madeira.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora.Figura 6. indo diretamente para a secagem. As demais telhas (alumínio. 125 . acessórios etc.21 . no caibro. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais. Na próxima etapa. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação.CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. Devem apresentar som metálico. não alinhar os pregos (Figura 6. Essa massa passa pelas prensas de moldagem.Detalhe da fixação das ripas nos caibros .1 .Fixação das ripas nos caibros 6.2 . assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos.

também as telhas dos beirais e oitões.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . cal e areia no traço 1:2:8. As somente canal. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. desvios geométricos em geral. romana. trincas empenamentos. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. colonial. Ao cobrir. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. esfoliações.24).23 .6). com arame galvanizado ou fio de cobre. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. usar régua em vez de linha. É o que se chama de emboçamento das telhas. desde a ponta do beiral até a cumeeira. As curvas do tipo capa e canal.23) e espigões e . Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. também chamadas paulista. quando forem do tipo canal. plan. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. e deslocar de acordo com a medida da telha. O consumo da argamassa é na ordem de 0. portuguesa. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. em até três fiadas sobrepostas. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. chamadas termoplan entre outras. 126 . Figura 6. rebarbas. são planas e chatas. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6.002m³/m² de telhado. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento. colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. e a do tipo escama (germânica). para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. paulistinha.

peso unitario aproximado de 2.seca 83 kgf/m² .cumeeiras: 3un/m 127 .26 un por m² . cutelos em sentido oposto.15 un por m² . .caimento: 33% a 35% .25).tolerância ± 1 mm .peso: 45 kgf/m² .saturada .peso unitario aproximado de 2. canal.65 kg .seca 54 kgf/m² . Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.0 kg .tolerância ± 1 mm .Para encaixe. . (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) .Cumeeira: 3 un/ml Figura 6.dimensões: ≅ 46cm comp.saturada .caimento: 25% . e 24 cm de largura .dimensões ≅ 40 cm de comp.peso: 69 kgf/m² . que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6. nas bordas superiores e inferiores.Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes. cuja função é de conduzir a água e capa.24 . (canal) 46 cm comp.

(canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) .peso: 72 kgf/m² . A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.75kg .26 un por m² . mas melhoradas.seca 86 kgf/m² . somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.(capa) 46cm comp.Figura 6.Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.26 .dimensões: 46cm comp.Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan. .caimento: de 20 a 25% . 128 .26).cumeeiras: 3 un/m .27).peso unitario aproximado de 2.25 . tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.saturada .tolerância ± 1 mm Figura 6.

27 .5cm largura Figura 6.dimensões: 45.30 telhas por m² 129 .saturada Figura 6.peso: 54 kgf/m² .28 .15 peças por m² .peso: 48kgf/m² .Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .caimento mínimo: 30% .Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.28).0cm comprimento 21. consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .caimento mínimo: 30% ..16 peças por m² .saturada .seca 65 kgf/m² .seca 58 kgf/m² . .

Figura 6. 130 . calcular ventilação do forro. A Tabela 6.seca 57 a 60 kgf/m² . Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente. agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração.2 .475g .peso: 49 a 54 kgf/m² . Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares.peso unitário aproximado de 4. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.10.0 cm de areia.dimensões: 32. e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical.0cm comprimento 30. Segundo informações do fornecedor.peso unitário: 1.CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes.5 peças por m² .3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado.70 kg .2.caimento mínimo: 30% .29 . São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto.2.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento.caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico. 6. para evitar o apoio da mesma com o solo.saturada .. . Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano. as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg. as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais.Telha Germânica 6.

83 m (6.83 1.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.2.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5. 6 e 8 0.10 2. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 . Tabela 6. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos. fornecidos pelo fabricante.44 – 3.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6.13 – 2. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o. apoiadas em três pontaletes. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos.91 – 1. Figura 6. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6.Tabela 6. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos.53 – 1.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .13m (8.0mm) e de 2. Para as telhas com comprimento superior a 1. 6. conjuntos de vedação e arruelas.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto.22 – 1.30).0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio.05 – 3.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira. parafusos e grampos de ferro zincado.

72 d%) 3.0 40.60 11.6). o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.0 10.0 15.31 .αº 1.31 14.0 50.0 αº 18.0 d%) 33.0 A altura das cumeeiras. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.23 26.60 45. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado. fazendo com que as águas retornem. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral). Devido ao seu traçado.70 8.31). Tabela 6.0 45. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6.0 25. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.0m 132 .7: Figura 6.0 100.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8.04 16.35 19.70 5.0 35. infiltrando parte das águas nos telhados.0 30.17 21.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%. Portanto. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.48 24.0 20.

32).25 .5 4. quanto a sua largura.0 x1 (m) 1.5 4.5 3.0 3.45 0.20 .75 2. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.60 0.32 . Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.60 .20 1. Portanto.05 1. águas furtadas.52 3.15 .85 1.33 1. águas furtadas.0 ou 1.50 .1.00m de comprimento.5 2.00 133 .24 y (m) 1. rufos e pingadeiras.44 1.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.52 2.88 1.Tabela 6. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .0 2.0 4. Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.28 .0 7. Figura 6.00m e 1.0 5.0 y1 (m) 0.05 2.64 0.0m x (m) 3.30 -33 -39 ou 40 .3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.60 x2 (m) 1.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.0 y2 (m) 0.5 3. condutores) e arremates (rufos.08 1. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas.0 2. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.0 6.12 .08 3.20m de largura por 2.5 2.20m de largura e comprimento variável. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.0 8.84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6. e para reduzir o preço das peças.0 3. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.75 .7 .

0m de largura) e o corte 30.Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24. 40 e 60 (para as chapas de 1.coxo: Figura 6.2m de largura). 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) . Além do corte. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas.33 .3. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é. para especificar um sistema de captação de águas pluviais.Calha tipo coxo 134 . Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6.

com chapas galvanizadas nº 26 e 24.2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas.3.Calha tipo platibanda c) .Calha tipo moldura 6.35 . Figura 6.34 .36 .moldura Figura 6. São confeccionadas.Detalhe de uma água furtada 135 . como as calhas.b) .platibanda Figura 6.

Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.3.4 .6. 6.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta. devido ao difícil acesso a esses dados.3. em certas cidades.Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.1 .a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável.37 . 6.4. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas. 136 .DIMENSIONAMENTO 6. A = [ n.3. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada). a qual tem dado bons resultados.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais. Figura 6.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26.

Exemplo: Figura 6. Figura 6.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água).0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande. mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado.Calha tipo platibanda 137 . adotar calha tipo platibanda.38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6.Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50.6.39 .38 .40 . podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos). 4º Se for pequena.

Figura 6.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas. Obs: 1 . 138 . A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6.1 . o mais comum é 0. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm². Podemos adotar um ∅ de 75 mm.FORMAS DE TELHADOS 6. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado.5 . adotando.Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena.4.42) ou em telhas vã (Figura 6. 0. Ex.40 a 1.41 .00m.70 e 0.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 .43). geralmente tem uma largura variando entre 0. 6.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm. portanto.5.2 . O do centro recebe a contribuição de 50m². um ∅ de 100 mm.60.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado.80m. Podem ser em laje (Figura 6.

139 .5. sempre se coloca uma calha. Neste caso.44).Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6.43 . rufos e pingadeiras.Beiral em telhas vã 6.42 .Figura 6.Beiral em laje Figura 6.2 .

5. letra (C) 140 .os espigões são.3 .espigões .as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas.Desenho das linhas de um telhado . também.águas-furtadas ou rincões Figura 6.45).Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6.a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) .cumeeiras .45 . As principais linhas são: . porém inclinados.44 .Detalhe das platibandas 6. letra (B) . um divisor de águas.Figura 6.

1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6.46. temos um telhado com duas águas e.4 .Telhados com uma água (Borges.48 .5. 1972) 141 . Figura 6.46 .O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.47 . portanto dois oitões. ou um telhado de quatro águas.Telhados com duas águas (Borges.Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6. portanto sem oitões. Na figura 6.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.

REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta.COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6. e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6. 6. fazemos a união entre as duas com um espigão. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros. no mínimo 0. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos.50 .6 . geralmente na escala 1:100. e facilidade de mão-de-obra. Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6. isto é. Também é usual representá-lo na escala 1:200. 142 .Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. 2 .49 . 4 .Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. Indicam-se por linhas interrompidas.Telhado com quatro águas (Borges.50m.As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias. 3 . os contornos da construção. devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 .Telhados com três águas (Borges.51). pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes.

077 143 .8 determinando a área inclinada.053 1.044 1. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.51 .011 1.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.Figura 6.031 1.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.020 1.005 1.059 1.Perspectiva das linhas de um telhado 6.

144 . Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança.ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura. 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano. utilizando guarda-corpo com tela.

C. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. 145 . que é a peça fixada na alvenaria.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas. • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. dado que a mão de obra era barata e o material abundante. caixilhos etc.7 . janelas venezianas.1. Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro. Com a sua evolução. 7. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens.1 .Portas Compõem-se de batente. da luz natural e da água.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1). A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição. ferro fundido.1 . Figura 7. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas. 7. alumínio) as de P.V.1 .Componentes das portas de madeira. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7. onde será colocada a folha por meio de dobradiças. • Nivelar e colocar no prumo os batentes.

Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes.3): Figura 7. angelim (comercial).4).Para facilitar o assentamento. elevamos este nível em 1.5cm.0cm. 146 .5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14. se tijolo inteiro 26. chamado batente duplo.3 . podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7.Batente: Em geral é de peroba rosa. podendo ser também da mesma madeira da folha (especial). Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias. Figura 7. canela.2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação. tem espessura em torno de 4. Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7.2).2 . 2 . O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7. Para que isso ocorra. Esta é à medida que aparece nos projetos.Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro).0 a 14.Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 . canafístula.0m. que já devem vir montados para a obra. a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.a) .

espuma de poliuretano ou sobre contramarco. sem folga entre a alvenaria e o batente. Figura 7.Marca-se nos montantes. 7 .4 .09 ou 2. 5 .Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos. parafusos. 147 . Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0.4).5).08m da travessa para o "pé" do batente. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2.5 em 0. igualar a marca de lápis com a linha.Depois de aprumado e nivelado.3 . Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7. 6 .Aprumar os dois montantes.09 ou 1. e. portanto de 1 a 2 cm embutido no piso. (assim se garante o nível).5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes).08m. com lápis a medida de 1. 4 .Estica-se uma linha no referido nível. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional).No assentamento do batente. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7. coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação. ou seja. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm. para dar melhor acabamento.

Figura 7.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura.Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva.5). Não alisar a espuma. Deixar secar por uma hora. Figura 7. em geral. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm.6 . E os batentes por parafusos no contramarco. requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1. em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). 148 .0cm para possibilitar a colocação da espuma.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco.6). em 6 pontos sucessivamente.5 . depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7.

7).7 .Detalhe da fixação das guarnições 149 . Figura 7. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). OBS. abrasões.Guarnição: Na união do batente com a parede. choques. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. b) . O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. o acabamento nunca é perfeito. c) . Podem ser lisas. com almofadas. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. etc. no mínimo. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. geralmente maciça.Este sistema é o ideal. Muitas vezes. Para se verificar se a folha foi bem colocada. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. protegendo-os. envidraçadas etc.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. portanto. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. (revestimentos. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura.

1. Porta.Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas.Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada. Podendo ser de duas ou quatro folhas. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7. 150 . Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr. 7. mais modernamente em qualquer ambiente. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela.c) . envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7. porque permite a iluminação e a ventilação.de cilindro (porta externa) .tipo gorge (porta interna) .Ferragens: Além das dobradiças. .de w.8): . com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas.2 .p/ portas de correr Figura 7.9). porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.8 .c.

mesmo tendo aberturas para passagem do ar. Nas janelas. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos). As janelas de madeira podem ser compostas por batentes.3 . caso haja necessidade. e as guarnições.10). angelim. Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço. 151 . drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. utilizando vidros duplos. As janelas. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7.Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo. são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. apenas de caixilhos (ambientes sociais). devem ser completamente estanques à passagem da água. de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior. Portando. exceto nas varandas. Uma vez instalada.Batentes: Geralmente de peroba rosa. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais.9 .Porta balcão 7.Figura 7. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. canela.1. a) . canafístula. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis.

13 e 7. Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. Na posição normal. de dois.11). Os caixilhos de abrir. 152 . basculantes.Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7. são trancadas por cremona. quando desejamos abri-la. Os de correr podem ser em nº de quatro. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. Utilizam trilhos metálicos. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). c) . Os caixilhos guilhotina são em nº.Caixilhos: Podem ser de abrir. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3"). de correr. e quando abertas. e as palhetas que preenchem o quadro.14). o inferior é o caixilho interno e o superior externo.Figura 7. que nesses casos são dois de correr e dois fixos. cremona e vara. Quando fechadas. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7.12 e 7. inferior e superior. pivotante ou guilhotina. mas com dobradiças especiais chamadas palmela. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior.10 . não cabendo nesta apostila maior detalhe. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum). geralmente em nº de dois. serem de abrir ou correr. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. quatro folhas ou mais.Batentes das janelas b) . Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. ou venezianas de duas folhas.15). mas com venezianas de quatro folhas.

7.Figura 7.13).4 .Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7.1.Tipos de janelas de madeira. utilizadas nas salas.Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d . ou seja. escritórios. a). áreas de serviço etc. Figura 7. e basculantes nos WCs.12) ou de abrir (Figuras 7. nas áreas sociais.Caixilho de correr 153 .Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas.12 .11 .

14).16).Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.Caixilho de abrir b) . Figura 7.14 .15 .Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.13 . veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .Figura 7.

1.00m .00m .Figura 7.10m .40m).17 .20m (pode-se conseguir = 1.1.30m .Janela tipo Ideal 155 . largura livre: 1. Figura 7. As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .16 .30m .1.Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana. o inferior desce.1.1. Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.60m .90m (cada corpo).1. cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente. sendo que enquanto o painel superior sobe.

rebites ou soldas. Para a junção das diversas peças.18 . portanto devem ser protegidas. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo. I.Janelas: Podem ser:156 . não oxida. quadrados ou redondos. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra. utilizando peças perfiladas U. utilizam-se grapas. em chapa etc. maior durabilidade. L. e para sua fixação na alvenaria.2. com resíduos aquosos (infiltração de laje). Não podem ter contato com o reboco. T. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. Podem ser também de alumínio.d) . apresenta muitas vantagens sobre o ferro.2 .17). Depois. A principal desvantagem é a rápida oxidação. são utilizados.Janela de enrolar 7.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado. não perde o brilho. 7. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). O alumínio se for anodizado. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro. chatos.1 .Janela de enrolar Figura 7. chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7.

Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) . pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7. Figura 7.19).Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7. Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela. do mesmo caixilho. Figura 7. O conjunto de báscula.a) .20 .Detalhe do caixilho tipo basculante 157 .19 .20).Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação. A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal.

22).Ferro L das básculas. 0. .70x0. pelo seu baixo custo em relação a de madeira. O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente.70m etc. a colocação do vidro. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio. 0.21 .Ferro T de contorno de parte fixa. sendo sua abertura para o exterior (figura 7. Figura 7. .50m.Podem ser colocadas no caixilho fixo. Os caixilhos basculantes são compostos por: .50x0. . dois caixilhos de correr e dois fixos. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho. 0. c) .Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana.60m.Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel. grades de segurança. simples ou em arabesco. devemos compor as básculas. ganharam grande mercado atualmente. onde se colocam os vidros (Figura 7. sob pena dela se enfraquecer. 158 . ficando no caixilho móvel.Matajuntas em ferro L com pingadeira. fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões.60x0.21).Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje.Caixilho máximo ar d) .Vareta de alavanca. Caso se deseje maior. .Orelha de alavanca.Ferro L de contorno externo. .

24) 159 .Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado.Figura 7. e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7.23).23 .Caixilho de correr g) . São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L. f) .Janela veneziana e) . funcionando como uma porta.22 . O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona. Figura 7. que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros.de correr: São compostas de folhas . (Figura 7. cuja abertura se dá em torno de dobradiças. Podem também ser compostas com venezianas de chapa.de abrir: São compostas de folhas.

a) . Cada folha deverá ter a largura mínima de 0.Venezianas de projeção 7. A almofada é geralmente feita em chapa nº16.10m devemos usar duas folhas.60m e máxima 1. para evitar peso excessivo nas dobradiças. No quadro do postigo é que se colocam os vidros.2. b) .Portas: São utilizadas basicamente para portas externas. mesmo com a porta fechada. 7. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão.24 . cremonas.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. maçanetas etc. 160 . O postigo apenas ocupa a área da grade. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas. Acima de 1.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr. A grade poderá ter desenho variado.2 . A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso.10m.Figura 7.

Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.Representação das portas em planta e vista 7.7.4.26 .25 .1 – Portas Figura 7.2 – Janelas Figura 7.4.4 .

Representação dos caixilhos pivotante 162 .29 .27 .Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.Figura 7.28 .Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.

Figura 7.20 163 .60 2.20 2.30 .00 x 0.00 x 0.20 2.80 1.70 x 0.50 x 1.50 0.60 x 0. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.70 x 2.Janelas: Tabela 7.00 x 1.80 x 1.00 x 1..60 x 0..60 1.10 em madeira ou metal.5.00 1.80 0.20 x 1.80 2.10 0.50 x 1.20 1.80 1.50 x 0.20 b) Basculante 0. cada indústria detém um sistema.20 1.00 x 0.60 1.00 1.20 2.00 2.20 0.20 1. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.20 1.80 x 1.Dimensões das portas 0.20 x 1.60 1.00 x 1.00 1.60 1.1 .80 x 0.40 0.80 1.50 0.10 0.20 1.Dimensões das janelas a) Venezianas 1.00 x 1.00 2. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.00 x 1.00 1.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.20 1.80 x 1.70 x 0.00 x 0.20 x 0.50 x 1.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.50 x 1.00 1.00 1.20 x 1.20 2.00 2.10 1.10 0.00 1.40 x 1.20 1.80 x 1.40 x 1.20 1.80 x 1.20 x 1.20 x 0.20 1.Portas: Tabela 7. fixação.20 2.60 x 1.00 x 1.5.00 1.20 x 1.00 x 1.20 x 1.80 0.60 0.00 1.40 0. de perfis.80 x 2.50 x 0.00 0.70 0. solicitar ao fabricante desejado.00 x 2.50 x 1.40 x 0.00 0. 7.50 0.60 x 1.20 2.20 x 1.50 x 1.00 x 1.20 x 2.2 .60 x 1.1 .00 x 0.00 x 1.20 1.2 .00 1.50 x 1.00 x 1.80 x 0.10 1.60 x 0.40 x 1.20 1.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1. os manuais técnicos. para dirimir possíveis dúvidas. acessórios.60 x 0.90 x 2.20 x 1.60 0.20 x 1.00 1.50 x 0.00 1.00 x 1.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila. 7.00 x 1.60 x 2. etc.

3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. áreas próximas a ela.7. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. vidro. tanto na parte superior com na parte inferior. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. total. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. 164 . 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. na totalidade do vão. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. caso tenha panos fixos. 3) Fácil limpeza na face externa. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. 1) Janela que permite ventilação constante. mesmo com chuva sem vento. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro.3 . 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora .6 . 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 3) Libera parcialmente o vão. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. mesmo com chuva sem vento. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. TOMBAR 1) Não libera o vão. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. 3) Fácil limpeza. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. 2) Facilidade de comando a distância. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. 3) Boa estanqueidade.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. o que permite o controle da ventilação. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. mesmo com chuva sem vento. pivôs com ajuste de freio. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas.

para criar a rosca na madeira. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas.Nos batentes fixos por parafusos. 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado. nos dois lados.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados.Aprumar os dois montantes. 165 . 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. 3 . 2 .ANOTAÇÕES 1 . tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira. devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. evitando danificar a madeira durante o ajuste.

impermeabilizar.1. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. ela deve estar sempre isenta de poeira. A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. TETOS. fuligem. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). 166 . lavagem ou jateamento de areia. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento.8 . todos os dutos e redes de água. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. barro. eflorescências ou outros materiais soltos. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. pedras decorativas. texturas entre outros. graxas. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. tetos e muros com argamassa convencional. Portanto devemos preparar o substrato. com gesso.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. Quando se pretende revestir uma superfície. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. como: pó. cerâmicas. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. remoção das incrustações. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. eliminação das irregularidades superiores.REVESTIMENTO DAS PAREDES. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência. substâncias gordurosas. 8.

E no caso de superfícies lisas.1b). Consumo de materiais por cimento = 2. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 . 1998b). dando maior pega. um rolo de espuma (Figura 8.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. pedra ou concreto. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente. 2005).1a). O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. a fim de facilitar o revestimento posterior.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. A Figura 8. independentemente das características de seus materiais. desempenado ou rolado.25 kg m² : areia = 0. 2005) Os tetos. aplica-se o chapisco.1c) (CEOTTO et al. devido a sua superfície porosa. Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados.

1:3:5 ou 1:3:6. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. podendo atingir até ± 8 cm.0 cm. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural).. com pequena espessura e acabamento áspero. respectivamente. A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. 8.00m. a) . em camadas de 20 cm apiloadas. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero).2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente.1. 168 . que se faz utilizando o nível de mangueira. podendo assim executar o emboço. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. devemos executá-lo com cuidados especiais. Quando não se puder confiar num aterro recente. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme.chapisco. cimento cola ou cola. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. Em residências. Quando se tem um aterro e este for maior que 1. que chamamos de contrapiso. base ou lastro. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. podendo usar o traço 1:2.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. 5:4. nivelando e apiloado. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo.0 cm. podendo chegar até a ±10. ou uma argamassa de regularização.

promovendo assim as caídas. como veremos na descrição de cada piso.0cm. quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. cerâmico ou sintético. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização.Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo. etc.2 . pois prejudica todo e qualquer tipo de piso.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes).Figura 8. 169 .0cm. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso. b) .). no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. devemos realizar uma argamassa de regularização. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. seja ele natural. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. apenas devemos variar as alturas das taliscas. quando as mesmas não forem executadas com nível zero. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento. Caso haja umidade.

resistir à ação de variação de temperatura e umidade. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. 170 . A areia empregada é a média ou grossa. pois a massa escorre pela parede. ou seja. O consumo de cimento deve. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. se lançarmos a argamassa sobre a base. 8. sarrafeado. completamente seca. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. além disso. preferencialmente. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. A superfície deve estar previamente molhada. O revestimento é iniciado de cima para baixo. Com a adição do cimento. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. sarrafeado e desempenado. sendo maior na primeira camada. e eram construídas. azulejo. pastilha. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado.. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. na sua grande maioria. O emboço é uma argamassa mista de cimento. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. já nas primeiras idades. massa corrida. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. principalmente para as argamassas industrializadas. Por outro lado.2. de preferência a areia média. A umidade não pode ser excessiva. azulejo. massa corrida. etc. Os revestimentos externos devem.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. em contato com a base.1. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. ser decrescente.1 Na vertical a) . conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. contínuas e uniformes. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. do telhado para as fundações.8. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. ideal para receber o revestimento final (reboco). gesso etc. ideal para receber gesso. conforme a superfície a ser aplicada. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá.

devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.0 11. com argamassas mistas de cimento e cal. pois o seu excesso. na interna.0 a 4.0 cal hidratada 2.0 1.0 a 4.0 1.0 a 12.0 a 10.0 1.0 2.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1. depois de seca.0 8.5 1.0 1.0 a 12.0 8. Nas paredes externas.0 a 12.0 3. mista de cimento e cal.0 1.0 a 10. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.0 1.0 1.0 1.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos. resultando um painel de alvenaria.Tabela 8. além do consumo inútil. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo.0 .0 a 12.0 1.5 2.0 1. com argamassa de cal.0 a 10.0 a 10.0 1.5 2. principalmente o interno.0 OBS. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.0 3.0 11.5cm. acima do nível do terreno.0 Pasta(1) de cal 1.0 9.0 2. ou preferivelmente.0 1. O emboço deve ter uma espessura média de 1.0 a 10.5 1. No caso de tetos. em contacto com o solo.0 8. Para isso devemos fazer: a.0 2.0 3.0 3.0 11.5 8.0 3.4).3 e 8.0 a 10. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8. 171 .0 a 3.0 a 12.0 1.0 2.0 11. corre o risco de desprender. deve ser executado com argamassa de cimento e cal.5 a 3. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede.5 2. o emboço de superfície externa.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.0 1.0 a 12.5 Areia (2) 8.0 11.0 11.

devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8.4). É importante verificar o nível dos batentes. pois os mesmos podem regular a espessura do emboço. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. quando forem colocadas as taliscas. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. favorecendo a sua aplicação. Sob esta linha.5m a 2m entre si. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço.3). 172 . é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1.3 . com o auxílio de fio de prumo. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm.No caso de paredes. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1.5cm. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. para poder utilizar réguas de até 2. Figura 8.0m de comprimento.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. que irá receber os retoques. o gesseiro inicia à camada seguinte. 5.0 m. c) . Régua de alumínio com 2.0 m de comprimento. e antes que a pega esteja muito avançada. Neste caso.0 mm. o gesseiro verifica a sua planeza. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. 7. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. 4. Para pontos localizados. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. 1996a). Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. Com a régua de alumínio. 2. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. ficando o acabamento final liso e brilhante. Cantoneiras de alumínio. Colher de pedreiro. Terminada a camada de revestimento. 6. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. Desempenadeira de aço.60 m e espessura de 4.Aplicação. avaliação da aderência da pintura. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. Para aplicar a pintura. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. 180 . Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. Espátula. 3. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. avaliação da aderência do revestimento. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1.25 x 0. raspagens e a camada final de acabamento. avaliação da dureza.

5 . Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila.6) e a abrasão (Tabela 8. piscinas. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento.3. banheiros.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. Em pontos localizados. Antes da aplicação de pintura. Tabela 8.5): Tabela 8.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. feldspatos (grês).A Tabela 8. saunas úmidas etc. talcos. 8. brilhantes ou acetinados.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. tanto nas paredes como nos pisos. Obs. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al. utilizando uma régua de 20 cm. não deve apresentar desvio superior a 3 mm. podendo ser (Tabela 8. filitos.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. Pelas suas características.7).: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. gretamento.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. paredes. melhor será a qualidade. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 . e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. Normalmente quanto menor o grau de absorção. piscinas e saunas Pisos. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) .

shopping centers.40mm/m. ela representa a resistência ao desgaste superficial. quintais. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. Áreas públicas. entradas de hotéis. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas. 7 . Estab. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. as Estruturais. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais. cerâmica com EPU de no máximo 0. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. e externamente no máximo 0. padarias. aeroportos.8). consequentemente.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. hall de residência. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. fast-food etc. show rooms. destacamento da peça. corredores. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica.60mm/m.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. 6 . 182 • .Tabela 8. Quartos de dormir etc. e as de (Figura 8.7): Tabela 8. Comerciais internos.

) e ser preenchida com material deformável. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. resistência a manchas etc. O rejunte (material industrializado). vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8.8).• • Expansão ou movimentação. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos.8). b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. contrapiso. Portanto. dureza. que devem existir em grandes áreas. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos.. De Dessolidarização. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. que conferem características especiais a ele como: retenção de água. flexibilidade.. na 183 . estabilidade de cor. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje. Figura 8. longitudinalmente e transversalmente. tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8. etc. normalmente adicionados com outros componentes.

8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m .5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo. esteja atento às suas características. Tabela 8.8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.hora de escolher a argamassa de rejuntamento.9 . Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo. com pano. ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8.5x7.Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8.9). assim que começar a secar.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 . O excedente será retirado. em gramas 2x2 5x5 7.

que já deverá estar revestida. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos..1 .O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento. para melhor distribuição dos azulejos. 185 . colas etc.Revestimento cerâmico na vertical a) . deixando neste caso um espaço próximo à laje. 8.2. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. de uso interno ou externo. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço..10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas.3. Verificar. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima.Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal. a prumo ou em amarração (Figura 8. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional). sobre base regularizada. ou com cimento-colante. se será colocado moldura de gesso. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias. de fiada em fiada.

no mínimo como descrito na Tabela 8.Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação.11 .Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes. Portanto.Detalhe do assentamento dos azulejos a.Exemplo de divisão dos azulejos a. dentro dos boxes. visto que na maioria das vezes. podemos deixá-los atrás das portas. O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8.12 . 186 .Figura 8.9.2) . nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos.1) . Figura 8. para que os recortes não fiquem muito visíveis.12).

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

16).15). ganzepes Figura 8.Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas. Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar.16 .Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) . Para melhor fixação das tábuas.Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas. que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8. sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra.15 . Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.d).Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8.

deixando assim a superfície fraca.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento.17 . A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. parte do tacão fica colado e outra não. podendo se soltar (Figura 8. devemos fazê-lo o mais próximo possível. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". g) Recomendações Quando assentarmos taco.17). • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. Bonatech. • Figura 8.f) . pois se não estiverem. são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. sem que ocorra empenamento. no mínimo 24horas. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. Para o bom resultado da calafetação. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. principalmente para os tacões. verniz poliuretano ou encerado.

4 . 8.0cm. com desempenadeira de aço. serra maquita. distribuído com desempenadeira dentada metálica. a) . nível. e parafusar bem.18 . 4.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas. falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. 8.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. régua metálica). pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8.5 .0 e 6.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção.18).0. produtos naturais sujeitos a variação de cor. O adesivo de contato á base de neoprene. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha. por empresas especializadas. piso irregular. Figura 8.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs. O procedimento correto no caso das rochas. para evitar o empenamento das mesmas. O 196 . é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso.3.3. alisada sem pó de cimento. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal.• Verificar o cerne das tábuas para piso. espessura média de 3. sobre a regularização ( 3.0mm) e os demais podem ser soltos.

Não atirar o pó sobre a argamassa.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. devem ter acabamentos ásperos. preto São Gabriel. cinza Mauá. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa.Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. Nas áreas externas.assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. crema marfil (Espanha). o travertino. Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas. menos resistente a riscos do que o granito. composta de calcita ou dolomita. Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. Podendo ser: 197 . podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. Na Tabela 8. granito vermelho (Capão Bonito). passar colher de pedreiro levemente. os granitos não podem ser polidos. boticcino (Itália). marrom imperador (Espanha). Para auxiliar a formação da pasta. . c) . deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. b) . cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. pois a espessura será irregular.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. carrara (Itália).espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². verde São Francisco. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). a) . formando a pasta ideal. amêndoa rosa.Aplicação da argamassa . O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. verde Ubatuba.5:4. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . sarrafeada. granito branco. dependendo do lugar da aplicação. O mármore tem dureza 3 e o granito 6. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. depois. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. As pedras.Camada de pó de cimento . E os granitos mais procurados são: cinza andorinha. ou seja. preto absoluto. verde alpe (Itália). Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. Os mármores mais procurados são: O branco. amarelo Santa Cecília.Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio.

Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. fazem-se "furinhos" sobre a chapa. Apicoado: Com martelo e uma ponteira.11 . como o mármore e o granito. deixando-a antiderrapante. Por isso. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . são-tomé. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. por isso dão um visual rústico. Nas áreas externas (quintais. Prefira acabamentos antiderrapantes. Além disso. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. 198 . Ele é muito É o mais indicado. Seguir as travertino. evite o problemas. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. No piso. deixando-a irregular e antiderrapante. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado.Pedras brutas Ardósia. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. madeira. Nenhum tipo de instruções da cozinha. bancadas.13 os locais mais indicados. mármore é indicado para o piso do boxe. todos são Nenhuma restrição. como o carbono. Piso interno A princípio. Na Tabela 8. superfície torna-se higiênica. Levigado: Lixamento com abrasivos. mas o indicados. Polida a sua contém elementos químicos. d) . Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. Dá efeito rústico. pedra mineira. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. miracema. escorregadios quando molhados. As (mauá. e a pedra não fica escorregadia. goiás. andorinha) são mais consequências são manchas porosos.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. umidade. Tabela 8.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8.

miracema. dolomita. Enxágüe rápido. ela aceita polimento. Tabela 8. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. Antiderrapante.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. são tomé Arenito. Resistente ao sol e chuva. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. goiás. Mas também aceita polimento. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. itacolomi. Tabela 8. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. São duros e resistentes. paralelepípedo. são tomé.12 . e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. pedra sabão Ardósia.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. Aceita polimento e resina impermeabilizante. Antiderrapante. A limpeza das pedras brutas. A sua superfície é bem irregular. itacolomi. miracema. pedra mineira. Antiderrapante.5: 5. pedra-mineira. costuma ser usado no estado bruto. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . após o rejuntamento. muito absorvente enão propaga calor. lustro e apicoamento. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. pedra goiás. utilizando uma argamassa de cal. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. Resiste a choques mecânicos e intempéries. 13 . já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. pedramadeira. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). Aplicada em estado bruto. pedra sabão. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. pedra sabão. pedra sabão.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. dolomita. com textura irregular. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. pedra goiás Arenito.

0cm.Execução: Em imóveis recém-construídos.6 . na espessura de 3. b) . deverá ser refeito. com espessura mínima de 3cm. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1. É comumente utilizado em residências. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo.0cm no mínimo. pisos plásticos desgastados. escadas. ambientes de pouca utilização: quartos. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. escadas. O piso de 1. banheiros. cimento e areia no traço 1:3.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. Deverão ser molhadas e apiloadas. escritórios. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". calcário branco ou vermelho. ou qualquer outra. com argamassa. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. salas de aula. a) .6 a 3 mm. lojas.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. quartos de hospitais.3. sanitários públicos e laboratórios. como o hall de entrada. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. refeitórios coletivos. hospitais. supermercados. marmorite. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. salas de consulta ou de espera. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. lugares de passagem nas residências. anfiteatros. 200 .Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. oralite.e) . proporcionando um produto bastante versátil. escolas. lavabos e outros compartimentos residenciais. ou seja. Sua base pode se o próprio contrapiso. Além disso. fibras. risca-se com uma ponta firme. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. Caso apresente problemas.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. elevadores. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. desde que esteja firme limpa e seca. ladrilhos. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. 8.

com sabão especial e água à vontade.7 . pois estes elementos atacariam o produto. mas que também pode ser encontrada em outras cores. (1:8). geralmente de cor preta.V. 201 . na proporção de uma parte de P.A. canaletas e faixa amarela de alerta.V. Sobre tacos e assoalhos de madeira.V. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". estriada ou lisa. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante.A. para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. c) .Em imóveis que já possuem revestimentos. se existirem falhas ou pedaços soltos. a colocação pode ser feita. d) .Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento.A. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação. Para manchas resistentes. de superfície pastilhada. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo.A. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P. para oito de água. Antes de se espalhar o adesivo. Após a lavagem. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. Possui acessórios como degraus. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm.V.3. 8. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. rodapés. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. devido a tensões internas que deformam a placa. No caso de pisos vitrificados.

este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. uma a uma. No entanto. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. contra a umidade.5mm. Se opção for pelo piso estriado. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. piscinas internas e áreas de rampa. na Europa. recentemente. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. O outro é chamado piso industrial.5cm. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. estriada ou lisa. corredores. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. devendo ser utilizado somente em áreas internas. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. 202 . onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. indicado para o uso mais pesado. e espessura de 4. Depois disso. Para tanto basta molhá-lo com água. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. neste caso. A pastilha em relevo. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. para aplicação em escritórios. previamente preenchidas com argamassa. em suas posições. principalmente em regiões de rampa e escada. com 15 mm de espessura. No caso do piso fixado com adesivo. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. em áreas internas ou externas. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. passarelas públicas e. estações rodoviárias. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. É fornecido com superfície pastilhada. deve-se dispor as placas. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. supermercados. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração.a) . Além disso. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. estações de metrô e trem. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. em locais de grande movimentação como aeroportos. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas.

esteja ela revestida ou não. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. como solventes.3m e 0.c) . dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. saltos de sapatos. recobertos com material melamínico. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa. resiste bem aos agentes químicos. assoalhos.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. detergentes e tintas. cerâmicos. b) . desde que estejam niveladas e sem falhas.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. É de difícil penetração.2m por 3. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto.6m por 0. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. Além disso. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. Não é absorvente. tacos. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. O produto proporciona um acabamento texturizado.08m x 1. Nestes casos. 8. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. encontradas também em réguas com larguras de 0.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. No entanto. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. Além disso.25m. mas casos especiais de utilização. antiderrapante. seja por má fixação ou pressa na utilização. ladrilhos e outras.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. Não é recomendado que a superfície fique 203 . desde que se faça uma encomenda especial. não apresenta porosidades e é antialérgico.8 . O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. a) . sob um rígido controle de temperatura. isto é. As bases podem ser cimentados. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. cargas móveis. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos.6m. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia.3.

A cola deve ser aplicada nas duas faces. que é feito ao se marcar com um lápis. marcar e aprofundar o risco. Não é necessário o uso de cera. isto é. Em seguida. uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. A operação de marcar a placa exige cuidado. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. Devem ser armados. posto de gasolina. no entanto. seja ela de ordem interna ou externa. não deverá apresentar defeitos. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. é aconselhável a eliminação da mesma. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. assegurando a boa fixação. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. deve-se espalhar sobre a base. Se. 204 . Após a evaporação do solvente. Para o desgaste lateral. Em áreas molhadas ou em hospitais . com um martelo ou rolete de borracha. que é verificada através de um teste simples . usa-se a plaina. fechando os poros da superfície.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. o estudo das juntas. garagens de edifícios etc. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. 8. a lima e a lixa.. sobre a face decorativa da chapa. aumenta-se a pressão. a análise do terreno de fundação.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. d) . isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto.não deve grudar nos dedos .onde a vedação das juntas é obrigatória . Depois disso. Após a secagem. for necessária a descolagem de uma placa. com o auxílio de uma régua e do riscador. o colocador deve. a linha onde se quer cortar. c) . Em áreas que possuem umidades.lisa ou áspera demasiadamente. atingindo a metade da espessura da chapa.3. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. Antes porém.

25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. dando tempo para realizar o acabamento. escritórios. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. lojas . podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais.0cm. 40% de brita 2. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. pois permitem a redução considerável do número de juntas. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. Após o processo de acabamento do concreto. como nos salões comerciais. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1.Para os pisos armados pouco solicitados. garagens. quadras esportivas etc. 205 . sem. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos.20 Mpa – Pedestres e carros.15mm) como as denominadas lonas pretas. obrigatoriamente. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. . podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. porem representam pontos frágeis no piso. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples.0cm da face inferior da placa. com recobrimento máximo de 5. Nas regiões de emendas. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. e também evitar a absorção de água pela subbase. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. condições moderadas de ataque químico. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. Resistência mínima do concreto: . O corte deve ter no mínimo 40 mm. 1998). pelos equipamentos e métodos executivos. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). O isolamento entre a placa e a sub-base. a fim de assegurar a sua homogeneidade.

19. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante). Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos. Figura 8. somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas. 1998). A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8.19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. Figura 8. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8. também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES. isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes.21). 8.20 – -Selante para junta de construção 206 .20.

A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez).5cm de espessura. placas de no máximo 5. A recomendação para as placas de concreto simples. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1. OBS: .0m. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3. para pisos de 15 a 25 cm de espessura.5 a 15 cm de espessura e. para pisos de 12.22). tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto. onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto. placas de no máximo 8. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. Piso armado: placas com comprimento até 30m.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto. 207 . .Figura 8. sem gerar tensões. para pisos de 10 a 12. a concretagem em dama deve ser evitada.0m.5.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas.0m. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento. sistema mais antigo. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si.Atualmente.

Detalhes da execução do piso de concreto 208 .22 .Figura 8.

a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. que condensando pode provocar manchas no concreto. lisa e dura. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. Para a sua execução. Poderão ser empregados os filmes plásticos. mais exigem maior cuidado com a superfície. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. preferencialmente dupla. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa.. visto que podem danificá-la na sua colocação. 209 . A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. . Nesta etapa.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. para produzir uma superfície densa. além disso. algum tempo após a concretagem. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. com a diferença de que as lâminas são mais finas. quando o material está um pouco rígido. e pela texturização do concreto. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. formam uma câmara de vapor.

2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação. 3 . 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. 4 . Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. sintéticas etc.ANOTAÇÕES 1 . • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade. 210 . e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. Cuidado. assentados com cola.Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço.Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão). esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. que auxiliam na redução das fissuras. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas.).

No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade. aguarrás. ativos e inertes. álcoois.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Podem se divididos em dois grandes grupos. • Especificar corretamente a colocação dos vidros.1 . Caiação . Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. pigmentada que. visando à facilidade de aplicação. torna-se uma película protetora e decorativa. para regular a viscosidade da pasta de moagem. cetonas. quando aplicada sobre uma superfície. Sua composição básica inclui pigmentos. alastramento. tais como lixabilidade. xilol. dureza. para facilitar o empastamento dos pigmentos. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas.1. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. etc.1 . etc.09 . queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . consistência.TINTAS A tinta é uma composição líquida. solventes e aditivos. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. • Classificar corretamente os vidros. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. de fácil execução. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. • Especificar corretamente o esquema de pintura. veículo. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. na fase de enlatamento. Uma tinta pode conter vários pigmentos. • Verificar a qualidade das tintas. 9. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca. 9. O veículo de uma tinta é constituído por resinas. etc. além de ser desinfetante.Nas construções rurais.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas.

de alta plasticidade e de grande resistência à água. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor). se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo. óleo. à base de acetato de polivinila (P. ou seja. torna-se homogênea mediante agitação manual.V. de óleos secativos e solventes. 9. Aplicação: brochas. para superfícies externas.1. à base de emulsões acrílicas. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). no caso de aplicação de cores. Látex Acrílico .. cor e espessura. É 212 . um leite de cal mais ou menos denso.é uma tinta aquosa. de grande resistência à abrasão. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. pincéis grandes. coagulação. não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. galeificação. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos.é uma solução de resinas poliuretânicas. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. a primeira demão deve ser branca. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. em solventes alifáticos. etc. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. no mínimo.é uma tinta em solução. sendo que. preferencialmente. Esmalte Sintético .é também uma tinta aquosa.V. Há necessidade de. três demãos. Na prática. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável.é semelhante ao esmalte sintético. Nas caiações em paredes externas.). esta capacidade é medida em número de demãos. Látex P. a tinta precisa se espalhar facilmente. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. com preponderância do teor Tinta Epóxi .A.é uma tinta à base de resinas alquídicas.A. No momento de aplicação.2 . Tinta Óleo . . resultando uma película uniforme. O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²). à base de resinas epóxi..é uma solução à base de borracha clorada. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. quanto ao brilho. empedramento. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. Tinta de borracha Clorada .peneira fina. Verniz Poliuretano .

justamente aqui. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. eliminar o brilho de qualquer origem. As tintas devem ser laváveis. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. após um ano da data da fabricação. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . gordura. 9. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. 213 . seca. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco.. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. enxaguar a superfície. causando o descascamento. pintada pela primeira vez. lixa-se novamente. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. com pouco cimento. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. isenta de poeira. Neste caso. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. apresentar resistência à ação de agentes químicos.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. em seguida. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. Normalmente.3 . provavelmente a pintura descascará. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. comuns no uso doméstico. A superfície de madeira. perder sua boa aparência. Assim.. usando lixa de grana adequada. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. desbotar. Após a secagem. apresentam superfície poucas coesas. bem como suas propriedades de proteção. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. sabão ou mofo. não sujeitos a grande variação térmica.fungos e bactérias. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. Além disso. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). a tinta armazenada na embalagem original. na variação destes elementos. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar.1. tais como detergentes. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. água sanitária. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. aumentando a coesão da superfície. etc. o que os pode ser feito em laboratório. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. cheia e fechada. Rebocos deficientes. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e.

deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. A repintura sobre superfícies críticas. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento.V. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. com diluição de 20 a 30% de água. etc. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. finalmente. descascando. uma demão de liqui-brilho.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. bem diluída (com até 100% de água). etc. de alto poder de penetração. No acabamento liso interno. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. utilizando lixa ou escova de aço. finalmente. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). podendo haver significativas variações. Após a secagem. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. lixar a superfície. Na repintura. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. aumentando o brilho da superfície. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1).1. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. com diluição de 20 a 30% de água. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. escadarias. ou caiação. Quando se pretende um acabamento texturizado. cozinhas. No entanto. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) .banheiros. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. para que a 214 . aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. No acabamento texturado em corredores. No caso de envernizamento da madeira. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). isto é. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. 9. mas sim selador para madeira. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. No acabamento liso de áreas molháveis .4 . duas demãos de esmalte sintético brilhante. uma demão de látex textura acrílica. ou acrílica). convenientemente diluído. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. calcinado.Na repintura sobre madeira. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. duas demãos de esmalte sintético brilhante. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. fazer os reparos. com a finalidade de facilitar a limpeza. com diluição de até 10% de água. lixa-se e se aplica o verniz. látex em mau estado. impedindo o aparecimento de ferrugem. No externo processe-se da mesma forma. . uma demão de látex textura acrílica.A.

resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). Se isto ocorrer. esta primeira demão deve ser feita com pincel. fissuradas ou orifícios. duas demãos de tinta látex acrílica. uma demão de látex textura acrílica. poderá haver trincamento na textura acrílica. prejudicando a pintura interna. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. Deve-se observar. aplicam-se duas demãos de tintas látex . deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar.V.A. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. pois não havendo impermeabilização na face externa. o que aumentará a impermeabilização da superfície. Para maior resistência e durabilidade. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. ou acrílica). esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. Na face externa das telhas de fibrocimento. ou acrílica . com diluição de 20 a 30% de água. fissuras ou orifícios. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. de acordo com as instruções do fabricante. os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. sem alterar o aspecto. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões.superfície não se torne brilhante. entretanto. Preferencialmente. Além disso. recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. Para a pintura da face interna. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes.P. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. sobre a massa de assentamento (frisos). que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha.. lixa-se levemente para quebrar o brilho.com diluição de 20 a 30% de água. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. (usar rolo de espuma). o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. Quando se deseja pintar o concreto aparente. Caso isto ocorra. Em seguida. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. som diluição de 20 a 30% de água. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). o que facilita a aplicação da pintura. diluído com até 100% de diluente.A. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. com diluição de 30 a 40% de água. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. não apresentando falhas. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. conforme orientação do fabricante. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone.V. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. Se isto ocorrer. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. com diluição de 20 a 30% de água. Neste caso. 215 . Se forem profundas. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. a umidade penetrará. deve-se aplicar uma demão de silicone. Em seguida. Para obter um acabamento texturizado. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás.

lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. Lixar levemente entre as demãos. se houver apenas eflorescência. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. que se torna pulverulento. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. A causa é a umidade. aplicar a tinta. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. depois de preparadas adequadamente. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. antes de iniciar a pintura. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. desagregamento e saponificação. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. 216 . podendo envolver também o substrato. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas.1. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. Aqui é tratado apenas. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. Primeiro é necessário eliminar a umidade. onde se deposita. causando a mancha. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. sem desagregamento. acetinado ou fosco. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. Observa-se. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. Nas superfícies de ferro. é suficiente aguardar a secagem total da parede. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. Para se prevenir este inconveniente. cura insuficiente e alcalinidade. com até 5%. Para a correção. A prevenção. preparar a superfície e depois.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. porém.5 . antes de pintar o reboco. isto é. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. neste caso. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. o que demora cerca de 30 dias. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. acetinado ou fosco. 9.

A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. na presença de um certo grau de umidade. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. sem esfregar. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). raspando e lixando. não haverá manchas. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. Aplica-se 217 . se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. estreitas. raspando-se em seguida. em certos casos. antes da aplicação do reboco. A superfície apresenta-se. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente.aguardar a secagem e a cura. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. No segundo caso. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. As trincas e fissuras. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. com água. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. repintar. em seguida. de grande resistência à alcalinidade. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). Após estas providências. no primeiro caso. na primeira pintura sobre o reboco. neste caso. Esta alcalinidade. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. recomenda-se aplicar. Torna-se oportuno esclarecer que. previamente. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. constituindo camada pulverulenta. Como é difícil remover este tipo de tinta. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. acarretando os defeitos já mencionados. sem prévia preparação da superfície. de grande resistência à alcalinidade. pela utilização do cimento e cal.V. Em seguida. e repintar. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. escovar e lixar toda a superfície. sempre pegajosa. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. A prevenção. repintar.A. é necessário que ele esteja seco e curado. uma demão de fundo à base de solvente. de grande resistência à alcalinidade. E.

para este fim. bem diluída. Este procedimento. Em seguida repintar. manchas. O certo é o emprego de massa a óleo. em todos os casos. Em seguida. repinta-se. má aderência e trincas. não é indicada para superfícies externas. isto é. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno.V. Estes casos são raros e de difícil solução. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. sendo aplicada com rolo. Isto acontece quando. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. antes da repintura. no primeiro caso. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície.A. A correção. para corrigir imperfeições de madeira. A correção. após o lixamento da massa. Os mesmos problemas. Aguardar a secagem total e repintar.V. bolhas e descascamentos. Cabe aqui observar que a massa corrida P. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. Não se deve utilizar massa corrida P. com água em abundância. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. A primeira precaução é evitar tais madeiras. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. No segundo caso. 218 . corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem.V. Isto feito. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. quebra-se o brilho lixando suavemente.A. Em seguida. principalmente em portas. seja pela correção da superfície ou para "pintura". A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se.A. Em seguida. como se fosse tinta. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina). deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". sobre massa corrida. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior. A correção é feita com a remoção total da pintura. provocando a sua dilatação. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. quando desejável. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. Se esta aplicação resultar uma película brilhante.

podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta.preparação inadequada da base.podem ocorrer pela preparação inadequada da base. lixamento e eliminação de pó para. . empol amento.1 . intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . que provoca esforços originando os citados problemas. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência. em seguida. água. Tabela 9.a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas. descasc amento Perda de sais álcalis aderência. aplicação Alteração no aspecto . .aplicação inadequada da pintura. partículas em .A correção. sais.produto inadequado ao fim a que destina.as condições ambientais. . degradando o pigmento e veículo da pintura..Defeitos observados. neste caso. que podem surgir sob e película ou sobre ela. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. . .a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. etc. repintar.pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura. empol amento. . umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. descasc amento. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO . . correção das imperfeições com massa a óleo. é feita com a eliminação da massa corrida. aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído.

9.1 . Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura . descoloramentos. de modo tal que o contato com a película. De preferência. pisos. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. etc. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água. anteriormente aplicada.vidros. 9.7 . As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior. Cada demão de tinta subseqüente. somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca. não provoque na mesma enrugamentos. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9.1. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes...1. alvenarias e concretos aparentes. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme. etc.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 . empregando-se removedor adequado. desde que seja obedecida a variações de temperatura.6 . a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta. sem escorrimentos. falhas ou imperfeições. com o transporte de partículas em suspensão no ar. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada.MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC.

os rolos são utilizados como segue: . São mais comumente usados para trabalhos artesanais.rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa. São mais usados para pinturas em paredes. Mais comumente.• de metais: • parede: Figura 9. em alvenaria.3 . Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso. Proporcionam grande rendimento. P. etc.V.2 . As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada..Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9. madeira ou metal.rolos de lã: para aplicação de látex. verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna. sem muito esforço físico. 221 . ou acrílico.. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies. .A.

O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes. f .Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.A. 222 .Não aplicar massa corrida P.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.. b .6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .V. Látex Acrílico Massa corrida P.RENDIMENTOS Tabela 9.9 .Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.A.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado. 9.RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3. primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte). em superfícies externas. g.Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.A. e .V.V.2 .Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo.Não utilizar produtos látex (P.8 .1.Antes de pintar uma superfície.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9. certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.V.1. d . c .

etc. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. O vidro colorido. corantes (óxido de cobalto-azul. arsênico. óxido de ferro-verde.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. cloreto de sódio. O vidro não é poroso nem absorvente. óxido. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9.3 . possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa.4 .. etc. suporta pressões de 5. magnésio. soda. vidro plano: janelas. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro..4).800 kg por cm². alumina.. vidros curvos: usados na ind. automobilística. cálcio. frascos. aparelhos eletrônicos. vidros finos: lâmpada.2 .800 a 10.. O vidro é composto por: sílica. é ótimo isolador.9. Figura 9. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 .. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência. Tabela 9. além do aspecto estético. portas. nitrato de sódio..

conservando as características de transmissão luminosa.1 m Saco de areia de 500g 0.1 . que reforçam consideravelmente a resistência mecânica. IMPORTANTE: Depois de acabado.43 m 224 . como cortes. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material. A segurança reside no fato de. com menor risco de acidentes graves.4 . que o transforma num material extremamente forte.2 m 1. seguindo de um rápido resfriamento.5 . o vidro temperado. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C. além de conferir-lhe as características de segurança. resistente aos choques mecânicos e térmicos.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0.2. rompendo-se.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum.00 m Bolas de aço de 900g 0.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6. furos e recortes. . de aparência e de composição química. Podem ser feitas opacações leves e desenhos.).9.81 m 2.Cargas nos vidros Tabela 9.53 m 3. não permite novos processamentos.

5 . Figura 9. DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.6 .Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C. enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.7 .Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700.Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .Figura 9.00 kgf/cm² Peso específico: 2.

8 e 10 mm bronzes 6. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos.8 e 10 mm 226 .8 . furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 . 10mm = 1/10 Figura 9. a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento.tolerâncias dimensionais: Em todos os casos.incolor 0..8 e 10 mm verde 6.8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6.

Caso insuficiente. 8. sem condições de secagem. Em substratos muito porosos. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. 1. 11. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. 16. 227 . 6. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. usar solução de fosfato trissódico com água. 15. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. 9. 3. Cada película deve ser contínua. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. 5. lavando bem a seguir. 14. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. 7. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. Remoção de sujeiras efetuada com água.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. Não pintar com chuva. nem em presença de ventos fortes. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. sem sinais de contaminação e deterioração. nem condensação de vapor no substrato. 2. 13. 17. lavando bem a seguir. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. 18. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. 4. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. 10. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. 12. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. Remoção de algas.

g. 228 .a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria. em placas compactas ou por desagregação completa. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas. f.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco. atuando sobre a argamassa de revestimento. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos.há formação de manchas de umidade.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. c.má aplicação de revestimento.o reboco endurecido empola progressivamente.fatores externos ao revestimento. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos. b. deslocando da argamassa de revestimento. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. tais como: a.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. d. com desenvolvimento de bolor. • Especificar corretamente os reparos. deslocando do emboço. c. b. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a.mau proporcionamento das argamassas.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. d. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. e.

A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. a retração aumenta com o teor de finos.1) Figura 10. De modo a contornar o problema. a areia natural essencialmente quartzosa. Mas. A desagregação do revestimento. concreções ferruginosas e matéria orgânica.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. respectivamente . material pulverulento escuro. mica. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10. No centro da vesícula. Dos efeitos observáveis.sulfatos e óxidos de ferro hidratados.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada.10.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS . por sua vez. em idades.1 . Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que. mas sim. exceção feita à de chapisco. Outra alternativa é a de 229 . com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos.1. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas.ANÁLISE DAS CAUSAS 10. por sua vez. tem como causa a presença de torrões argilosos. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. é proporcional ao teor de finos. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas . pirita. maiores. como agregado. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem.Vesícula formada no reboco.1 .

O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. ela se dá simultaneamente à carbonação. Se utilizada logo após a fabricação. o aumento de volume causa danos ao revestimento. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. mais propriamente na camada de reboco. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. 230 . O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa.2) Figura 10.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. Comparativamente.2 . Existindo óxido de cálcio livre. na forma de grãos grossos. o carbonato. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. de hidratação da cal virgem. dá-se por uma reação contínua. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal. pode continuar após o ensacamento. A etapa intermediária. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. com efeitos diferentes.

areia. aquecedores. 10. 10. como já visto. procedentes tanto do agregado como do aglomerante. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas.Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão.Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. por exemplo). A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. tubulação de água quente). a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. Em camadas pouco espessas como as de reboco. cuja função é regularizar a superfície da base. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. 231 . Assim sendo. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia. em massa superior a 1:3. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm.1.3 . Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal.2 . iniciando-se na parte inferior da alvenaria.

A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. ou da qualidade dos materiais empregados. 10. 10. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação. o qual impede a penetração da nata do aglomerante.A Figura 10. Assim. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. uma 232 . Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação.1. como exemplo. construída de saibro e cal. A Figura 10. como as de emboço.4 . é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. bem como da homogeneidade dessas propriedades.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas. pode apresentar problema de aderência. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto.3 . para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores. quando aplicada como revestimento em uma única camada. Cita-se. é aplicada a utilização de cimento e cal.

Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento.5). não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. agravado por em traço rico de cimento. 233 . No reboco. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. deslocando-se.1. 10. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. Por carbonatação. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. aplicação e manutenção".4 . Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. com configuração de mapa. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. na camada superior. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. Este fato. preparo. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. Se a pintura for aplicada prematuramente.

com pulverulência (Figura 10.Figura 10.5 .Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces.1. A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento.Efeitos da umidade sobre o reboco. 10.7). ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10.5 . 10. A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas. 234 .Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível. lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade.6).6 .

Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10. As causas podem ser as seguintes: . 235 . A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria.9).Figura 10.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa. 10. .7 .8b.8a.Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade. Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta. 10. comprometendo a aderência entre ambas.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. No caso de tintas impermeáveis. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco.

10. o fenômeno alastra-se progressivamente. Nestes casos.Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10.6. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido. Em conseqüência. é necessária a 236 . sem a preocupação com a causa. às vezes por um largo tempo. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação.1. solicitando um reparo constante. Por isso mesmo.8a e 10.9 . Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.8b .(a) Figura 10. a tendência do usuário é executar pequenos reparos.Aspecto do revestimento interno. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente.

branca Vesículas .Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia .Presença de concreções ferruginosas na areia . apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .vermelho acastanhado . extensão do dano e solução. Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura.Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.1 . Revestimento em desagregação. como segue nas Tabelas 10.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 . Tabela 10.preta .identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.1 e 10. .bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão .2. Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras.Identificação das causas.

Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado . do óxido de magnésio da cal.Traço excessivamente rico em cal . Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida.A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica .Tabela 10.O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência . etc. resultantes de causas tais como recalques de fundação. Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base . com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: .A superfície da base é muito lisa .Identificação das causas. mas quebradiça.O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento.Excesso de finos no agregado .A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade .Traço em aglomerantes . dilatações térmicas diferenciadas.Argamassa muito rica .Argamassa aplicada em camada muito espessa .eliminação da base hidrófuga .2 .A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga . quebrando com dificuldade. desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas.apicoamento da base . extensão do dano e solução. movimentação de estrutura. 238 .aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada.Ausência de carbonatação da cal .

10.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. juntas de dessolidarização). • Execução do revestimento sobre base recém executada. características um pouco resiliente dos rejuntes.2 – Trincas. • Trincas. 2004). • Assentamento sobre superfície contaminada. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas. estrutura etc.2.). • Ausência de detalhes construtivos (vergas. 10. • Deterioração das juntas. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica. • Gretamento e fissuras. Verificar com cuidado.10. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. • Utilização do cimento colante vencido. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas. devido a acomodação da construção. ou se observa o estufamento da camada de acabamento. Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. 239 . quando são escolhidos os materiais.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto. mãode-obra etc. ou da argamassa colante.1 . 2004). • Mão-de-obra não qualificada. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.2. contravergas. • Eflorescências. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias. quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. ou na fase de execução. variações higrotérmicas e de temperatura.

2. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas. 2004). 10. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. O cimento comum. sal insolúvel de coloração branca. 10. enxaguando muito bem a superfície após seu uso. resulta em uma base medianamente solúvel. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. o que elimina os ais solúveis). dá-se a reação entre essas duas substâncias. contém anidro carbônico. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. que causam a separação das placas em partes. que por sua vez.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos.2. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas. reagindo com a água. resultanto em carbonato de cálcio. denominada hidróxido de cálcio. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. ocasionando o contato com o ar. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. com aberturas superiores a 1 mm. Ela aparece devido a um processo químico. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 . em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre.

Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. As juntas rígidas. podem envelhecer e perder a cor. do preenchimento das juntas. A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. Envelhecimento do material de preenchimento. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. que. 10. Diluição excessiva da tinta na aplicação. 241 .• • Perda de estanqueidade.3 – PINTURAS .4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. Umidade excessiva no substrato. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas. Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. por ser de origem orgânica. A própria película da pintura. As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. 2004). podem causar fissuras.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato.3 e 10. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade. preenchimento com materiais a base de cimento. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas.

aparecendo um pó bem fino. porosidade e umidade. -escamação da Película. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos.quando a tinta não for diluída corretamente. partículas soltas. devido a diluição incorreta.aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. -paredes próximas ao chão com piso frio. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. semelhante ao sal. -verificar a existência de umidade no substrato.começa o estufamento da superfície. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. 2007). pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato.Tabela 10. óleo. -perda de aderência da película. . . -por excesso de cal na preparação do reboco. sobre substrato úmido e alcalino.aplicação sobre substrato muito poroso. como as tintas a óleo ou alquídicas. que absorve o veículo. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. . que por evaporação e capilaridade. -má aderência da tinta. depositamse na interfase do filme com o substrato. eflorescência. graxa. 242 . causando um esfarelamento do reboco com facilidade. . . -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. . restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU.umidade na superfície. -conforme se lava o piso. B) aplicação em substrato instável: Causas: . que não tenha sido preparada adequadamente. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. não devem usar massa corrida PVA.não hidratação correta da cal. desmoldantes. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. com perda de aderência. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. -superfície calcinada. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. mas em contato com água. majorado pela alta temperatura e umidade. etc. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. . Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. C) aplicação sobre base úmida. poeira. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada.

aparecendo assim marcas do rolo. C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. pode ocorrer. marrom. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: . -fungos: área interna e externa. -em caso de umidade.4 .aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. verde e outras. -algas: áreas externas. quando a tinta não está totalmente curada.a tinta com filme ainda não curado. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência. . quando a tinta foi diluída excessivamente.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. cor verde. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. 243 . -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. -em cores escuras. usados na formulação das tintas. verde azulada e vermelho-castanho. .Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. enrugando o filme. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. Perda de brilho e de cor. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos.Tabela 10. na cor preta. causando manchas. junto com a película de tinta. que molha somente pontos isolados da parede.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. . cinza. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. apresentando bolhas e vesículas. . durante a secagem do reboco. -incompatibilidade das várias camadads. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. . faz com que aflorem materiais solúveis. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. fungos e algas). 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo.por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. da parte interna da parede para a externa. . quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada.

11 . de resistência à compressão. perda ao fogo etc. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. • Especificar corretamente a cura e a desforma. a cada tipo de concreto. em relação aos materiais inertes disponíveis. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. funcionalidade das estruturas em concreto armado. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. estabilidade. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. cimentos.1 . Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11.1): 244 . e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. método construtivo.. ou mesmo. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. consumo de cimento e resistência. 11.1. pega. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. estrutura. em geral. trabalhabilidade. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. tecnicamente e economicamente. devido sempre a problemas referentes a custos. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. pois concretos mais fortes tem também.

e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. c) CPII-F-Com adição de fíler. Empregado em geral. O cimento. portanto. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. b) CPI-S. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. a proteção oferecida e em geral. esgotos e efluentes industriais. Caso contrário. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. onde o volume é grande. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. Seu uso. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. Para aplicações gerais Adicionado com escória. O cimento Portland composto é modificado. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. 245 . obras submersas. similares aos demais tipos de cimento. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. subterrâneas . mais durável. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. adição recomendado para construção em geral. com 5% de material pozolânico em massa. além de ser resistente a sulfatos. Para uso geral. apresenta resistência mecânica superior. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. marítimas e industriais. suficiente. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. além de baixo calor de hidratação.Tabela 11. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. com as mesmas características. 32 e 40. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. obras em ambientes agressivos. O cimento Portland branco se difere por coloração.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. Esse Hidratação. Empregado em obras civis em geral.

É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios.2). Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º . não ser estocado em pilhas de alturas excessivas. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. hidrata-o pouco a pouco.1). não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural.1 . de ambientes úmidos e em segundo. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. em primeiro lugar. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. tanto quanto possível. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. preservá-lo. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. lastros etc. constata-se mesmo. caso em que pode atingir 15 sacos. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. por ele absorvida.Local para guarda de materiais 246 . O empedramento às vezes é superficial. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). freqüentemente.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. o cimento deste saco pode ser utilizado. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. Figura 11. Para armazenar cimento é preciso. isto é. calçada. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. 2º . Caso contrário.

e também. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. carvão. resitência à abrasão.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. siltes. 247 . estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. consequentemente. o qual será desnecessário. Se recebermos. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. no caso de obras de pequeno porte. além de provocar uma redução de finos. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. álcali-carbonato). verificar a procedência. haverá uma redução na resistência mecânica. Neste caso. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. a quantidade. sem reabastecimento. pois torna-se antieconômico. etc. 11. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. provocando exudação do mesmo. por exemplo). análise petrográfica e mineralógica. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. presença de impurezas ou materiais deletéricos. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. tipos e classes diferentes. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas.1.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. álcali-silicato. • absorsão do material No entanto. em casos específicos (uso de material pozolânicos. daqueles inicialmente escolhidos. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior.

Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1. No primeiro caso. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. para o concreto simples.50m. 11.Baias de madeira para separar os agregados 11. para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. dentro de certos limites. o uso de águas contendo impurezas. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. Portanto. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira. o mesmo não ocorre com o concreto armado.4 . o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. impedindo o contato com o concreto. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. principalmente nas areias e pedriscos. em função de meio ambiente existente na região da obra. 248 . diminuindo-se o gradiente de umidade.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. Deveremos fazer uma inclinação no solo. Estando a areia com elevada saturação.3 . pode não trazer conseqüências danosas. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. Figura 11. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. além de manchas e eflorescências superficiais. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita.2 .1. Se.1. o problema é de ordem estrutural. No segundo caso de diminuição de seção. pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto.2) ou em pilhas separadas. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões.

apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita.Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11. .Cobrir com lonas plásticas.4) de 30 cm de espessura.jateamento de areia. 249 .Receber as armaduras já montadas. . . Obs.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente). .Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas.RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas. para sua utilização na estrutura deverão ser removidas. Meios pouco agressivos: . a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas. Meios mediamente agressivos: . . .: As barras que foram pintadas com camadas de cimento. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada. ou altamente poluídas): . Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: . .3) de 20 cm de espessura.limpeza manual com escova de aço.Armazenar o menor tempo possível.(avaliar a eficiência periodicamente). .Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência. em pequenas quantidades.Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica.Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11.limpeza manual com saco de estopa úmido.

E sua unidade é em milímetros (Tabela 11.0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10. Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto.2). o CA 60 em fio.3 . • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica. Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha.0 ou inferior. As barras são produtos de diâmetro nominal 5. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido. 250 .Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado. fabricados por laminação a quente.Figura 11. O comprimento normal das barras é de 11 m. com tolerância de mais ou menos 9%. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm².

6 19. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.268 0.7 201.0 25.692 9.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.5 10.067 0.4 3.021 1. • comprimento e sua tolerância.0 25.5 100.1 314.2 4. rolo) 11. para todos os tipos de obras.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.614 2.355 0. em toneladas.137 0.198 0. fazendo um serviço empírico.617 0.673 2.193 0.2 14.5 16.935 6.622 3.154 0.5 9.075 0.245 0.220 0.089 0.9 13.072 0.163 3.6 Perímetro (mm) 7.0 5.558 0.163 0.175 0.036 0.145 0.253 0.273 9.418 0. estudadas e projetadas.2 38.1 29. • quantidade. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.259 0.578 1.6 5.8 31.1 490.302 0.222 0.434 0.2 380.034 0. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.5 122. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.3 31. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.654 0.9 16.0 6.484 1.853 4.963 1.320 0.5 125.5 17.5 6.8 28.865 10.094 0. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.8 4.9 78. • embalagem (feixe.580 0.0 12.0 32. 251 .313 6.3 70.0 40.5 10.084 0.109 0.3 13.2 32.0 8.235 0.8 20.3 17. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.0 20.130 0.123 0.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.2 1256.523 0.318 2.8 69.115 0.6 23.3 62. feixe dobrado.0 5.0 6.8 19.3 8.5 18.238 0.0 22.084 5.4 7.284 0.906 0.0 10.187 0.1 22. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.589 0.371 0.395 0.1 11.038 0.209 0.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.1 78.269 0.230 0.102 0.9 804.466 2.Tabela 11.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.4 11.169 0.984 3.4 39.4 3.5 50.3 50. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.805 2.0 9.

252 . armação e concreto). A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. dos quais os mais comuns são os de 2. que podem alcançar níveis representativos.0 cm. No ciclo de execução da estrutura (forma.5 x 20.Nessa análise. em relação as fôrmas.0 cm ( 1" x 12 "). alumínio plástico. existem os chamados indiretos. b) Devem ser praticamente estanques. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes.5 x 7. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação.0 cm.5 x 5. • custo dos componentes e mão-de-obra. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. as fôrmas devem ser limpas. ou podemos utilizar também o aço.5 x 10.5 x 30. 11. o item forma é geralmente. estamos considerando os custos diretos. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras. eventuais atrasos. b) Antes de concretar. tendo como principal componente a madeira. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto. • tipo de estrutura a ser moldada. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2.2. e similares.1 . • cargas atuantes. papelão etc. desdobradas em sarrafos. timburi. o caminho crítico. e ter a resistência necessária. o cedrilho. • equipamentos para transporte. isso pode danificar os painéis. Na concretagem devemos tomar algumas precauções.0 cm ( 1" x 8" ). 2. 2. 2.0 cm ( 1"x 10 "). • investimento inicial. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar. • textura requerida da superfície do concreto. 2.0 cm. etc. 2. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º.5 x 15.5 x 25. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e. • cronograma da obra.00 cm. Portanto.

As chapas têm acabamento resinado.0 x 12. Nos pontaletes com mais de 3.10 m e espessura que variam de 6.0 cm. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm. ou cola fenólica.3) 253 . de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior.0 x 7. 10. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas.0 cm.0 cm. para evitar recalques. além dos escoramentos tubulares metálicos.0 cm.0mm. Devem. mais usadas para fôrma.0 x 16. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos. as vigas 6. coladas por cola "branca" PVA. e nos vãos intermediários dos escoramentos.20 x 1. deve com certeza serem colocados.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais. As chapas de madeira compensada.00m. nestes casos. 5. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade. para utilização em estruturas de concreto armado aparente.0. para utilização em estruturas de concreto armado revestida. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável .0.0cm e 6. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem.(Tabela 11. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5.0 x 6. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum.0 x 8. e acabamento plastificado. têm dimensões de 2.Não ser excessivamente dura . A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. a x b .Devem ter as seguintes qualidades: . 12. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. Nas emendas. de modo a permitir a colocação das contra flechas. 8. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno.

Fôrmas de chapas: .14 3.24 3. sendo cortados após a desforma.0 X 11.80 3.4 X 33.02 3.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.90 2.80 3.0 X 54. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.3 . 254 . outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.2.50 2.4 X 61.7 X 54.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.02 3.7 X 47.a = refere ao diâmetro.0 X 67.3 mm. vigas altas.46 3.68 2. Alguns tensores podem ser perdidos.0 X 61.Fôrmas de tábuas: .4 X 47.46 2.24 3. painéis.46 2.4 mm 18 = 3.68 2. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas.24 3.53 3. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.7 X 40. Tabela 11.4 X 54.4 X 40. roscas e porcas ou acessórios especiais.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .4 X 81.4).9 X 88.4 X 67.0 X 47.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .02 3. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.9 X 61. suportando a pressão do concreto fresco.9 X 74.

protegidos do sol e da chuva.5 .5).4 . e ainda é de 255 . Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro.Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. Figura 11. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11. As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar.tensores espaguetes Figura 11. como o martelo. serrote. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos. lima. etc.

FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas.Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11. 7 . 10 .CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas.PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas.PAINÉIS: Superfícies planas.grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11. Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ). no caso de utilizar tábuas. 11.6 . dos painéis de vigas.GUIAS: Peças de suporte dos travessões. 256 .PÉS. Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas. geralmente feitas de sarrafos ou caibros. 8 .MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares.2 . paredes. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias).2. pilares. 3 .GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos.Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 . paredes.TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas. etc. 5 .6). os travessões são suprimidos. pilares.TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. formadas por tábuas ou chapas. colunas e vigas. 2 . geralmente feitas de sarrafos ou caibros. 4 . 9 .TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga.FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas.DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes. Figura 11. 12 . 6 . Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos.

para garantir o prumo.ESCORAS (mãos . trabalhando a compressão. 17 .TALAS: Peças idênticas aos chapuzez. 21 . 257 .francesas): Peças inclinadas. e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11.. Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos). ou como apoio extremo das escoras.7 e 11. 14 .JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas.CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos. 16 . 11. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento.CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas. fundações e vigas. Quando os pilares forem concretados antes das vigas. destinadas a limpeza. geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento. geralmente usadas aos pares. lajes etc. 19 .Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas.3 .TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem. temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11.8).7 e 11. Em pilares altos.CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura. 15 .8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases.2.ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes..Detalhes de utilização: a) .CUNHAS: Peças prismáticas.13 . 18 . 20 . Consiste na ligação das fôrmas entre si.

Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto. as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. para concretagem em etapas nos pilares altos.7 .8).Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . a cada 2. bem como deixar janelas intermediárias. 9 10 1 2 21 Figura 11.1 9 21 10 2 Figura 11. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras". Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. Na parte inferior dos pilares.0m (Figura 11.8 .

0 cm Figura 11.9 .0 ou 10 cm . de 2.0 ou 10.10 .Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .Tipo 2 = dois sarrafos de 2.Tipo 1 = sarrafo simples.5 x 7. que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.10).Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão. tensores.5 x 7. ou ainda com espaguetes. (1) (2) (3) Figura 11.5 x 7.0 ou 10 cm .Tipos de reforços em gravatas 259 .

para caibros horizontais das lajes : 0. para evitar a abertura da forma (Figura 11. principalmente nas vigas altas.11) ou contra o piso ou terreno.para as gravatas : 0.80m .entre pontaletes das vigas e mestras das : 1.11). E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: .60 a 0. 0.11 .b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata. mãos-francesas e sarrafos de pressão.Detalhe de uma fôrma de viga 260 . Devemos certificar se as formas têm as amarrações. Sarrafo de pressão Figura 11. escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto.20m . Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”. espaguetes ou tensores . que não são travadas pelos painéis de laje.00m lajes Nas formas laterais das vigas. não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10).50 m . é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas.00 a 1.50.

1969) Figura 11.13 .Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11.12 .Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .

Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.15b .Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.14 .15a .

para evitar que as juntas se abram. Pode ser utilizada mata-juntas.17). fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11.Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11.Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto. Figura 11.4 . Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras.16).2.17 . Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais.11.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 .16 .Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . Figura 11. .Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem. o que não é muito eficiente.

11. São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga.6kN/m².19). longarinas e transversinas de madeira (Figura 11.4 a 0. b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².Escoramento de madeira tipo "H" 264 .5 .18 . não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças.2. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11. Figura 11.18). e as lajes formadas por escoras. e somente se necessário. O peso próprio dessas formas variam de 0.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual. sendo sua aplicação feita manualmente. ou seja.

Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento.6 a 1. por exemplo. barragens.00 kN/m2.13kN/m2. geralmente. compostos por painéis leves constituídos. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte.2. por uma estrutura de alumínio e compensado. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0.Figura 11. Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0. de grua ou guindaste. 265 .6 . forrando o painel. consistindo como bastante leves.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização. reservatórios.19 . 11. paredes e núcleos de edificações.

As mesas voadoras pesam em média de 0. após a desforma.20 . sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos.7 .8 . Figura 11.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma.2. paredes. 11. Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema.2. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos. galerias e principalmente lajes.4 a 0. para que.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço. sem grua.11.Fôrma trepante 266 . Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura. As principais aplicações desses sistemas são os muros.8 kN/m2.

267 . revestimentos de poços. núcleos de prédios. sobre a bancada. o processo exige concretagem contínua. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas). Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto.3 . de capacidade. antes de ser dobrada.Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas. poços de elevador e escadas.2. silos verticais.20). tesoura.21).RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas.2 ton. 11. São de pequena altura.9 .1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11.11. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11. grandes pilares.3. máquina ou policorte de bancada (Figura 11. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados.

que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais.3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12.Diâmetros dos pinos de dobramento . para as quais. Tabela 11.4 .22).5 para os estribos.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço. Caso as barras continuem quebrando.2 .11. a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote. Figura 11. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11. chegando a romper por tração (Figura 11.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento.3.5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 . Para algumas bitolas eles são finos levando a barra.(Ganchos.

5 .23).3. É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem. Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11.Diâmetros dos pinos de dobramento . dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural. volta-seca.Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11. Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples. laçada e flor (Figura 11.23 – Pontos de amarração usuais 269 .Tabela 11.3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18.

devendo nestes casos consultar o projetista. . .24). não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras). é quanto ao seu posicionamento.3. Caso as recomendações citadas não forem obedecidas.4 .movimentação das barras durante a concretagem.Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . recomendamos como principal a fiscalização das ferragens. pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. etc. deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem. as causas podem ser diversas.descuidos na locação dos pilares.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera. tais como: . Figura 11.falta de amarração adequada. Para evitar esse problema. Para que isso ocorra.11.24 . Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11.

a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames. o que deve ser respeitado. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. poderia ser utilizada como lastro. podendo deixar as armaduras expostas.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos.1994) Fck (Mpa) CA-50A .6 .3. sapatas. suas armaduras. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11.6). a ação dos sulfatos.As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. não devem.26. Tabela 11. e principalmente os blocos de estacas. A pedra britada.5 . ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato.25 e 11. levando a expansão e desagregação do concreto. serem apoiadas diretamente sobre o solo. quando presente em solução produz.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão. Líquidos que possam lixiviar o cimento. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. 271 . salvo recomendações do calculista. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio.

26 . mas nunca em mais barras do que a metade.Figura 11. Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial. em várias . se necessário.barras.3. as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003). Quando não houver indicações. As emendas com luvas são excelentes.Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista.Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem. Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11. é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 .3.7 .Lastro de britas sob os blocos de estacas 11.25 . 11.6 .

misturando os três materiais (Figura 11.4 . a forma da espremedura deve permanecer.1 .Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. sem perder água. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas. não fica com a mesma homogeneidade. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água. ou com latas de 18 litros. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada.27). limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. que é prejudicial. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. 273 . de madeira ou cimento. pouco a pouco. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá. pois a mistura das diversas massadas.barras. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. é conveniente observar a consistência da massa. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma.4. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11. 11. a superfície deve ficar úmida. Se espremido com a mão um punhado de massa. Depois de bem misturados. com o objetivo de garantir sua homogeneidade. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura.29). Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. a fim de facilitar o lançamento do concreto. 11. com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11.27).28). durabilidade e qualidade.

4.Adição das britas Figura 11. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.27 .29 .Colocação da água 11.30): • É boa a prática de colocação.Figura 11. parte da água. medidas de areia e pedra do item 11. 274 .2 .4.28 . e em seguida do agregado graúdo. pois a betoneira ficará limpa.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.1. em primeiro lugar.Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.

pois havendo água e pedra. Finalmente. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador.7 . que faz um tamponamento nos materiais já colocados. em metros (Tabela 11.7). coloca-se o agregado miúdo.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento.Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg.30 .• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento.Sequência da mistura em betoneira 275 . O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados. não deixando sair o graúdo em primeiro lugar. Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal. Tabela 11.

até atingir a consistência adequada. a) . o que devemos saber é programar e receber o concreto.8 .Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. .8 Tabela 11. 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr.OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. deixe misturar no mínimo por 3 min. adicione a areia e a pedra aos poucos. pois é ele que controla o lançamento dos materiais. Se ficar seco. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test).Nunca adicione somente água. Min.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. 11.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central. Máx.3 . Máx.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. Depois de colocados os materiais. pois isso diminui a resistência do concreto. Tabela 11. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. coloque mais cimento e água. Se o concreto ficar mole. OBS: . Máx. Min.4.

bem como o intervalo de entrega entre caminhões. • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto. só nos resta verificar .Recebimento: antes de descarregar.31).Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. • 11.4. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada. b) . • • • 277 . • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11.4 .5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros.A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0. • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck). aditivo se utilizado Se tudo estiver correto.

facilitando assim a saída das bolhas de ar. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. a 2.Figura 11. fazer a remoção e limpeza da sua base.32). antes da concretagem.31 . e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos".00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. Em casos de pilares altos. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. • e alguns cuidados nos pilares. e não a "marteladas" como o usual. evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". vigas. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. 278 . e contraventá-las.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm.

caso não haja possibilidade.Nas vigas Deverá ser feito formas.33). As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. fazer as emendas à 45º (Figura 11. no momento de vibração. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez. respectivamente.Cachimbo para facilitar a concretagem b) . contraventadas a cada 50 cm. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento. pois os momentos negativos e positivos. são máximos. Caso contrário. Verificar a estanqueidade das fôrmas.32 .engastalho Figura 11. 279 . onde geralmente os esforços são menores. a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. mãos-francesas etc.. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. par evitar. através de gavatas.

O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. isenta de partículas soltas. transmitida pela armadura. com a utilização dos chamados "Caranguejos.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas ." (Figura 11. A superfície deve ser limpa.Nas Lajes Após a armação. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. formando poças. através de imã. evitando que a mesma absorva água do concreto. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras. c) . e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem.Figura 11. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto.34) 280 .33 .após a interrupção.

35 .Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.35) Figura 11.Detalhe das guias de nivelamento 281 . (Figura 11.34 .Figura 11.

Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras. Na execução.Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11. lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento.5 . 11. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas. (Tabela 11.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma. como por exemplo.9) Tabela 11. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado. Figura 11.38).37 e 11. em geral à face externa do estribo. para movimentação de pessoal no transporte de concreto.9 . independentes da armadura (Figura 11. mas também pelos benefícios adicionais.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade. Industrial) (Industrial. a resistência ao fogo. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha.36 .Recomendamos ainda que as passarelas. repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido.4. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003.36).

dormitórios. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura. • e = recobrimento Figura 11.37). isopor (caixa de ovos). áreas de serviço de apartamentos.38) ou de argamassa (Figura 11. cozinha.37 . que além de mais econômicas. • cordões de argamassa..OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas. (para fazer gelo). aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra. com o auxílio de formas de madeira.38 . para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11.Pastilhas plásticas 283 .. metálica etc. banheiros.Pastilhas de argamassa Figura 11.

se a cura for realizada adequadamente. garantindo ainda. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas.6 . motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais. conforme mostra a Tabela 11.55 3 3 5 3 3 0.4. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: .a relação a/c e o grau de hidratação do concreto.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório. bem como a durabilidade do concreto.65 7 7 7 5 5 0. A resistência potencial. areia. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura. 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. etc.70 10 10 10 5 5 284 . como mantas de algodão ou juta.tipo de cimento. serragem.35 2 2 2 2 2 0.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto. somente serão desenvolvidas totalmente. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias. . palha.10: Tabela 11. uma temperatura favorável ao concreto. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. molhagem. OBS. terra. evitando a evaporação da água da mistura.11. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento.10 . durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento.

exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa. pelo menos nas peças espessas. uma vez que. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. que podem provocar fissuras e até trincas. temperatura. Ironicamente. além de atender ao exposto acima. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas.Há. de alguma forma. 285 . Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. que pode ser definida pela relação. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos.7 . exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. para evitar tensões internas não previstas no concreto. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão.4. também. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. área de exposição/volume da peça. como pilares e vigas. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. vento e umidade relativa do ar. geometria das peças. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. Em certas condições. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. 11. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. Além disso. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total.

sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor). que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto. • • Figura 11. Estanqueidade. • preenchimento do vazio. Limpeza e aplicação de desmoldante. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento.11. nas obras. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento. 286 . que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado.8 .O que devemos verificar antes da concretagem .39 . limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem. com concreto forte. b) Armadura • Bitolas.Método mais comum de consertos de falhas 11.Consertos de falhas Devemos proibir. Tratamento da superfície de contato.Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. quantidades e dimensões das barras.4.9 . Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto.4.

Providenciar ferramentas diversas (enxada.. esteira. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. bomba estacionária. autobomba com lança. Cobrimento das armaduras (pastilhas. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. caçamba). limitar o transporte a 60m. Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. adensamento e cura do concreto. vibradores de superfície (réguas vibratórias). Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto.0m. início e intervalos das cargas. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. desempenadeiras. lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. preparar rampas e caminhos de acesso. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. Iniciar o adensamento logo após o lançamento. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. guincho. guindaste. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. lançar o mais próximo da sua posição final. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. etc. caçamba). vibradores externos (vibradores de fôrma). Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. Programar o tempo previsto para o lançamento. pás. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. encontros de pilares. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. paredes com vigas ou lajes). Fixação. 287 . Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. vibradores de imersão (agulha). ponteiros. jericas.• • • • Posicionamento.0cm da camada inferior.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. A cura deve ser contínua. Especificar a forma de lançamento (convencional.

danificadas ou improvisadas. protetor auricular. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. corte. poços. Para evitar quedas de materiais e objetos. luva e mangote de raspa. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. - - - 288 . calçado. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. avental. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. com guarda-corpos de madeira.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas. óculos de segurança contra impactos. metal ou telados. beirada das lajes. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. escorregões ocasionados pela desforma.

Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. conduites etc. 2 289 . como tubos. normalmente fixa peças. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. quer no vertical.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. Abóbada – Geométricamente. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. estrume ou fibra vegetal. Afagar – Nivelar. também chamada de abrigo de carros. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. quer no sentido horizontal. Acréscimo – É o aumento de uma construção. em geral no subsolo. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. onde se guardam os vinhos e azeites. indica locais como garagem. curva. arqueada a uma superfície. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. que forma normalmente a cobertura de um recinto. alvenaria. Acesso – Passagem. pisos etc. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. No uso corrente. areia em pequena quantidade. Adega – Também conhecida como cava. realizadas ao término da estrutura. desbastar saliência ou alisar madeiras. tabuleiros de ponte. escadas.12 . Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . A Abaular – Dar forma curva. Abraçadeira – Peça metálica que. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. vãos. janelas. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. A palavra provavelmente. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. valas). linha ou outra referência. aplainar. Carregada verticalmente.

que principia na cumeeira e segue até a beirada. por onde passam os eixos de simetria da seção. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. forma argamassas e concretos. engenheiro no seu trabalho. construir. sótãos ou desvão de telhado. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. calor ou pressão. Alicerce – Fundação. Alçar – Levantar a parede. Z e L. sem aberturas para o exterior. aglutinante) substância que. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. Alcova – quarto pequeno de dormir. Agrimensor – Topógrafo. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. I. Aglomerado – Placa prensada. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. T. misturada a um agregado. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. linhito. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. juntamente com água e um ligante. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. Aldrava – o mesmo de aldraba. peça com saliência superposta à superfície.Afresco – Técnica de pintura. turfa e madeira). resultante da destilação de materiais (hulha. Aglomerante – (ligante. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. Geralmente fica localizada na entrada da casa. com o sem adição de água. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. permitindo a absorção da tinta. 290 .

Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. loja ou sobre loja.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. É utilizado na construção de refratários. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. o gás ou a energia solar. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. por meio de registro escrito. Amarração – Modo de assentar tijolos. de tijolos ou blocos. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. insolúvel na água. Angico – Madeira muito dura. quebra-luzes. peça (biombos. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. loja ou sobre loja. que formam paredes. de cor branca sem matizes. castanho clara. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. Andaime – Plataformas elevadas do piso. flexíveis e incombustíveis. antiderrapante. muros e alicerces. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. rés do chão. Alvenaria – Conjunto de pedras. e na composição do fibrocimento. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. Anteparo – Qualquer objeto. 291 . ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. com argamassa ou não. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. bloco. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). para proteger. rés do chão. acima do porão. enfeite fixado em paredes e muros. Aplique – Ornamento. em sucessivas camadas. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. embasamento.

cada fila mais elevada que a outra.000º a 1. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Podendo ser elétrico ou a gás. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. Arquitrave – Viga de sustentação que. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. obtido por aquecimento de 1. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. pilares. escorar. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. Arcada – Sucessão de arcos. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. se apóia em colunas. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. em forma de escada. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. a realidade social. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. e o sentido plástico da época. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. Argila expandida – Agregado artificial leve. 292 . Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Arrimar – Apoiar.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. usada no assentamento ou revestimento. em suas extremidades. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. Possui a arte da composição. encostar. calcário ou feldspato usado em pisos. tendo em vista o conforto. complementado as moradias.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. Rocha macia e de corte fácil. excluídas as paredes.

de cozimento ou de secagem de materiais. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. e no qual os constituintes são os betumes. sem estrutura de sustentação aparente. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. na altura de pisos elevados. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. usada em iluminação de jardins. Auto de vistoria . Balcão – Elemento em balanço. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. de cor entre preta e pardo-escura. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. É protegido com grades ou peitoril. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. que se coloca na parte superior de portas e janelas. 293 . Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. com uma ou mais lâmpadas. pastilhas e outros acabamentos. sustenta corrimãos e guarda-corpos. pisos. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. Ateliê – Local de trabalho do artista. disposto diante de portas e janelas. Balizador – Pequena haste cilíndrica. esquadrias. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. alinhada lado a lado. que se funde pelo calor. blocos.

abrindo vãos para ventilação. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. chumbada com massa no contrapiso. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. plástico ou metal. presa ao guarnecimento do vão. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Basalto – Rocha muito dura. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. classificados em peneiras. de grão fino e cor escura. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. metal ou cantaria. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. 294 . Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira. que permite fixar o piso de tábua. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. que avança além da parede que a sustenta. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. pedra. Pode ser estrutural ou não. protegendo-a da ação das chuvas. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. Batente – Peça de madeira. onde os condutores são lançados. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. Tem função estrutural. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão.5 cm de espessura. Fragmentos de pedra usados na construção civil. aberto superiormente em toda sua extensão. usada na pavimentação de estradas e na construção. Bica corrida – Pedra britada (ver brita).Bandeja – Conduto de instalação aparente. Bangalô – Pequena casa alpendrada. Bay window – Janela de três faces. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. Barrote – Peça de madeira.5 a 3. erguida no campo ou nos arredores das cidades. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas.

ruas ec.0m. com ou sem adição de cola. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. 295 . Também profissional que forma as pedras de calçamento. critérios. Capitel – Parte superior de uma coluna. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. instalada após o sifão. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. A perfuração atinge no máximo 6. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. sobre a qual se pregam as ripas. com o martelo de calceteiro. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. que permite o acesso para limpeza e inspeção. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. pigmentos ou outros. retiradas de um bloco de rocha. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. que aplica com broxa. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. Canafístula – Madeira dura. oficinas ou outros. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. Podem ser simples ou ornamentados. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. executada a trado. estradas. hidratados ou não. em sentido vertical. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. Capa – Demão de tinta.Broca – Estaca manual simples. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. na canalização de esgoto da pia de cozinha. Caiação – Pintura com cal diluída com água. destinado à escada. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. que suporta pouco peso. como depósitos. fiscalização e controle de serviços e obras. Caixa de escada – Espaço. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. elétricas ou hidráulicas. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. implantado em anexo a área reservada a construção principal. execução.

Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. para iluminar interiores de uma edificação. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. Carpete – Forração de pisos. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. rica em carbonato de cálcio. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. como um pergolado. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. Tem formato cilíndrico-cônico. Clarabóia – Abertura. que avançam sobre a fachada. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. Chanfrar . em geral envidraçada. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. destinado aos motores. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. Os mais comuns são os têxteis.Caramanchão – Armação. Chumbar – Fixar com argamassa. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. em forma de cavalete. polias e quadros de comando. tais como tijolos. Cerâmica – Objetos de argila. telhas e vasos. feito com tábuas de madeira sobrepostas. 296 . base de extração da cal.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. de barras de aço. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. em forma de funil. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. bem inclinadas. tipo do colonial americano. Cachimbo – Anteparo de madeira. feita no telhado. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta.

Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. Apresenta. porém. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. em proporções prefixadas. que se executa no fechamento superior de um edifício. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. 297 . Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. destinado a espetáculos públicos. Concreto – Mistura de água. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. areia e pedra britada. sobre o frechal. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. Coifa – Cobertura feita de metal. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. que suga a fumaça dos fogões. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. cimento. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. maior resistência e homogeneidade. Ao longo da história da arquitetura. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho.

Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. 298 . Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. Curar – Secar madeiras. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. duro e brilhante. rampas etc. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. concretos. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. Elemento metálico. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). com o aproveitamento do sistema viário existente. demolindo ou cortando acima desta cota. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. Cuba – Recipiente das pias. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. Desgaste – Ver abrasão. cimentos etc.Corredor – É o saguão de que segue. Desdobro – É a divisão. de vigas na alvenaria estrutural etc. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. de um lote edificável para fins urbanos. em duas ou mais áreas.). Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. horizontal e vertical. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. Ver abóbada.

Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. denominada hidróxido de cálcio. ou ar.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. resulta em uma base medianamente solúvel. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. Dilatação – Aumento de dimensão. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. de pessoas ou mercadorias. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. construção. aposentos de empregados etc. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. sem profundidade ou perspectiva. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. Tem como função uniformizar as superfícies. fios (conduítes). Eflorescência . Também conhecida como oitão. biombos. reagindo com a água. Desvão – espaço entre a telha e o forro. Tapumes. Embasamento – Parte inferior de uma construção. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. O cimento comum. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. Ela aparece devido a um processo químico. ou seja. despensa.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. Drenagem – Retirada de água do solo. Emboço – Primeira camada de argamassa. cerâmica ou vidro. tanto da superfície quanto de camadas profundas. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. Edificação – Obra. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. 299 . Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. Ver junta de dilatação. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. principalmente a partir de uma variação térmica.

Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. que se acumulam em demolições ou construções. colocar o caixilho. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. ganhando aparência fosca. Enquadrar – Emoldurar. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. janelas) utilizado em uma obra. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. Espelhado – Superfície polida. de forma que fique coeso. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. 300 . Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. fixo no concreto. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Escovado – Metal polido com escovas. embutido. resultando num efeito irregular e manchado. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. Engastado – Encaixado. Engastalho – Calço de madeira. ou ambientes expostos a umidades. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. que coordena serviços de grupos de operários. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. podendo ou não ficar aparente na fachada.

Filete – Moldura estreita. de impedir a passagem de fluídos. aço ou madeira. fixando-as em sua devida posição. cremonas. protendido. janelas. impermeável.para ser trabalhada em estado granular solto. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. a mais freqüente é a fibra do amianto. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. e quando necessário podem ser abertos. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. empregado na fabricação de banheiras. fechar. estruturas de madeira ou metálicas. que é cravada nos terrenos. Fissura – Abertura inferior a 1. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. puxador. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. dobradiças. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. conferida pela impermeabilização. geralmente de concreto armado. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. desde à ruptura. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. puxadores etc.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. pivotar etc. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final.) empregados em portas. Estanqueidade – Propriedade. Também usada para fazerem forros e ornatos. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. régua do boxe. chave ou tranqueta. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. 301 . friso. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. Fibra de vidro – Material resistente. piscinas e calhas. Semelhantes ao canelado. sem causar divisão do sólido em partes separadas. correr.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. quando são submetidas à compressão.

Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. Plantas rasteiras. entre a base e o capitel. musgo ou grama. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. sapatas etc.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. como hera. drenantes. ligando entre si dois logradouros. pivotar). Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. além da circulação de pessoas. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. canalizações etc. servindo de apoio à tesoura. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. Fôrma – Elemento de madeira. Duto subterrâneo para escoamento de águas. que fazem o acabamento de um jardim. Depois desse processo. armados. ocultar canalizações ou estruturas. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. Recuo da construção no pavimento térreo. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. após aquecimento. Forro – Material que reveste o teto. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. que irão compor a estrutura da construção. serve para exposição de obras de arte. drenagem. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. tornando a passagem coberta. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. Galeria – Corredor largo que. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. Utilizados como muros de contenção. utilizando uma bigorna. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. 302 .correr. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis.

Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. para dar segurança aos usuários. com peso específico de 2. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. causado por uma variação brusca na velocidade da água. Granilite – Mistura do cimento. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. que entra na composição do granilite. Grapa – Peça de ferro. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. válvula. para proteção de vigia. corrimões etc. uma encostada à outra. batentes. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. torneira. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. etc. geralmente fora das recomendações técnicas. 303 . janelas. feldspato e mica. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. sentinelas. Grana – Conjunto de rochas diversas. guardas etc. dura. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. minúsculas. composta de quartzo. Gambiarra – Instalação provisória. Gleba – É uma porção de terra.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. Granito – Rocha ígnea granular. sacadas. geralmente dobrada. como as rosáceas. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. usada para revestir paredes e pisos. Ver guindaste. pó de mármore e grana. Podendo ter um lado fechado por parede. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado.50 a 2. de qualquer natureza. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. com parede de meação. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro.

quase sempre temporário. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. nos grandes edifícios. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. 304 . Hidrófugo – Produto químico. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. Hotel – Prédio destinado a alojamento. como as portas de correr etc. acrescentado a argamassa. rampas etc. O mesmo que locação da obra. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. escadas. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. para compor coberturas.

Também conjunto das instalações elétricas. Junta – Articulação. Jardim-de-inverno – Local. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. de cerâmica. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. gás etc. cimento. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. banheiras ou reservatórios. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. Ladrão – Tubo de escoamento. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. mármore etc. barro cozido. do som e da umidade. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. 305 . com pouca espessura. em geral envidraçado. feita em uma só peça. hidráulicas. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. linha ou fenda que separa dois elementos.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. colocado na parte superior de cubas. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. além de permitir a visão externa. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. Janela basculante . L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. que evita o transbordamento do excesso de água.

servindo também para puxar ou empurrar a porta. Loft – Palavra inglesa. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. muro etc. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. azulejo e outros aplicados à meia altura. pelo cubo. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. que divide os pavimentos de uma construção. usados para moradia.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. propiciando ventilação. Hoje são espaços amplos sem divisórias. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. cunhar. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. proveniente da infiltração de águas de chuva. Parte de uma escada que se limita por patamar. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. à pressão atmosférica. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. placas de mármore. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Lambris – Revestimento interno de parede. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. feito de tábuas. apoiada em vigas e pilares. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. Listelo – Filete. Lavrar – Gravar. Lance – Comprimento de um pano de parede. 306 . Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. Madeira de lei – Madeira dura. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. que significa depósito. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. brocas e cupins. Geralmente situado à entrada da casa. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes.

Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. ela se projeta para além da parede da construção. em miniatura. Meio-fio ou guia . dá acabamento liso a parede. adquirindo. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. Massa raspada – Mistura de areia. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. coberturas e contrapisos. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. com cargas adicionais a si.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. de um projeto arquitetônico. Não pode ser retocada e. cal. é penteada com uma escova. água e cimento usado no emboço. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. formando desenhos. Mástique – Material de consistência pastosa.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. 307 . Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. escada externa etc. cal. diminuindo o vão livre. usada como divisória. água e cal empregada para rebocar as paredes. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. deixando-a pronta para receber a pintura. Massa fina – Mistura de areia fina. depois de aplicada. plásticas ou elásticas. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. Massa grossa – Mistura de areia média. Maquete – Reprodução tridimensional. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. Ver batente. cimento e corante. pedras em obras de marcenaria. ou filme de polietileno de alta densidade. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças.. o produto final. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. geralmente calcítico ou dolomitico.

Mísula – Peça de pedra. do qual se quer uniformizar o emprego. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. sacadas ou balcões. acima do telhado da construção. empuxos de águas de infiltração. roupas etc. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. madeira ou concreto que sustenta beirais. Mirante – Parte alta. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. a fim de assegurar ventilação e sombra e. sobrecarga de construções. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. por uma treliça de madeira. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. em toda a altura da janela. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. especificando o material que são necessários à obra. também. Montante – Peça vertical que. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. no caixilho divide as folhas.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. da fundação ao acabamento. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. 308 . sobre-aterros. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. prateleiras etc. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. etc. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. Muxarabiê – Balcão protegido.

Proteção que atinge a altura do peito. Apresenta composição de mosaicos. P Painel – Grande superfície decorada. feita de cedro. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. obtido a partir das sementes do linho. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. típica do Japão. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. 309 . pastilhas. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. feita de cerâmica. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. tanto no interior como no exterior da construção. Pastilha – Pequena peça de revestimento. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. condições locais. presentes em janelas. sacadas etc. Oxidação – Ferrugem.O Ofurô – Banheira arredondada. geralmente construído de alvenaria. Pátina – Efeito oxidado. Pano – Extensão de parede ou muro. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. Parquete – Piso feito da composição de tacos. terraços. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. verba disponível etc. que dá aspecto antigo às superfícies. Parapeito – Peitoril. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. necessidades de quem vai habitar. Passadiço – Corredor. cerâmicas etc. porcelana ou vidro.

Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. Piso . Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. por meio de suspensório (estribo). preenchida com barro. posteriormente. metálicas ou têxteis. 310 . Piche – Substância negra. de pequena seção em relação à sua altura. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. alvenaria ou concreto. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. tijolo. Pavimento – Andar. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). tiras plásticas. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. concreto. Toda esta trama é. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. píncaro. pegajosa.Revestimento de base o qual se pode caminhar. argamassas e concretos de cimento. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. Pilarete – Pequeno pilar. Pilar – Elemento estrutural vertical. destinados a suportar carga vertical. metálico e outros. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. Pavimento. feito de pedra. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. para demarcações no terreno. cume. Pilastra – Pilar com quatro faces. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. Andar. resinosa. caldas. a linha. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais.

Prédio – Construção destinada à moradia. para depois ser montado na obra. muros ou painéis. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. 311 . que se destina a proteger ou camuflar o telhado. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. Apoio. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. com baixa absorção de água. Ver sarilho. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. utilizado com laminados plásticos colados. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. Porcelanato – Revestimento. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. terraços ou varandas. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa.Parte ou componente de uma edificação. Escora. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. baixa porosidade. inquebrável. cuja cobertura é apoiada em colunas. depósito ou outro fim similar. fabricado e depois montado na própria obra. formatados por aquecimento. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. Policarbonato – Material sintético transparente. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. de alta resistência. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. fabricado previamente em instalações industriais. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Polir – Lustrar uma superfície. Pré-moldado . O mesmo que planalto.

uma laje de concreto armado. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. reunindo plantas. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. como a nogueira. Rancho – Habitação rústica do campo. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. Quiosque – Pequena construção. recebendo pintura diretamente. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. elevação. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. detalhamentos etc. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. 312 . Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. colunas etc. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. composta de chave geral e disjuntores. a imbuia e o pinho-de-riga. Radier – Tipo de fundação direta. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. Projeto – Plano geral de uma construção. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. cortes.

e no qual se enrola corda.5 cm. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. Pode ou não embutir iluminação. A tábua reentrante é chamada de saia. dos profissionais que trabalham nas obras.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. Servente – Ajudante. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. de camisa ou blusa. 313 .5 e 2. junto ao piso. Podem ser isolada ou corrida. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. evita a penetração das águas das chuvas. é usada para cobrir casas e quiosques. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. auxiliar. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. e pequena quantidade de argila. Sarrafo – Tira de madeira. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. Como ficam isoladas. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. Sapé – Tipo de gramínea que.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. estreita e comprida. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. quando seca. Muito comum em portas divisórias retráteis. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. e a saliente. junto ao forro. baldes etc. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo. Rufo – Chapa metálica dobrada que. no encontro de telhados e paredes.

e situado imediatamente acima do pavimento térreo. Shaft – Palavra inglesa. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. Silicone – Material usado na vedação. Soquete – Receptáculo. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. e nas portas externas. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. Ver lanternim. 314 . que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. Arremate na mudança de acabamento de piso. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. onde se encaixa a lâmpada. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. que serve para passar as tubulações elétricas. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. com rosca interna. formando um degrau na parte de fora.Seteira – Janela estreita e comprida. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. telefone etc. Sóculo – É uma base de alvenaria. mantendo o mesmo nível. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. de onde são retiradas. não inferior a 2. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. que pode ser revestida ou não. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. muito usado em construção de vários pavimentos. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. como a manta asfáltica. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido.50m. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. que facilitam o acesso às tubulações. de água. de madeira ou ouro material. É um duto de alvenaria ou de concreto. em relação ao terreno circundante. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. Ele tem geralmente portas ou tampas.

Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. desviada angularmente em relação ao plano vertical. carga. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Teodolito – Instrumento ótico portátil. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. Galeria descoberta. descarga e compactação. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. executadas para a construção de aterros e cortes. 315 . Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. Terracota – Argila modelada e cozida. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. As telhas e a estrutura ficam aparentes. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. pelo menos em parte. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. Tabuado – Porção de tábuas. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. Terraço – Cobertura plana. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. transporte.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. formando a moldura que guarnece os telhados. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. por meio de colunas e pilares. Telha-vã – Telhado sem forro. destinada ao seu assentamento. Peça paralela a cumeeira e ao frechal.

constituída por articulações em múltipla triangulação. sem auxilio de apoios intermediários. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. Tirante – Viga horizontal que. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Trincha – Tipo de pincel achatado. Tubo de queda – Tubo vertical que. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. Barra de ferro. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. formando um conjunto de barras interligadas. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. compondo os pisos. deixando-a áspera. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. está sujeita aos esforços de tração. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. 316 . recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. usada em telhados para vencer grandes vãos. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. nas instalações de esgotos de prédios elevados. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. Unifamiliar – Uma única família. graduada em uma ou ambas as faces. nas tesouras. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). cabo de aço que se presta aos esforços de tração. crespa. Treliça – Estrutura estaticamente definida. Textura – Massa.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. U Umbral – Parte superior das portas. fibra ou tecido. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. Tulha – Depósito de café e cereais.

Varanda – Alpendre grande e profundo. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. feita de aço. 317 . É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. Viga – Peça estrutural. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. concreto etc. apropriado para revestir pisos. Veneziana – Tipo de esquadria. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. que permite a ventilação permanente dos ambientes. Vedação – Ato de fechar. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. Vermiculita . Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). plastificantes. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. Vergalhão – Barra de ferro comprida. tirando-as das esquadrias. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. vedar. cargas minerais e pigmentos.É um mineral semelhante a mica. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos.) para os pilares. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. madeira. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo.

evita a ferrugem. Zincado – Material que foi revestido de zinco. industriais ou mistas. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. 318 . dos agregados. do solo etc. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção.Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas. comerciais. de cor alaranjada. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

obrigatoriamente.Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ .Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho . Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg.Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI .Tornar obrigatório o uso do EPI . imediatamente. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado. em beiradas de laje.Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina .EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar. Qualquer função deve utilizar.Fornecer aos empregados gratuitamente.Substituir. .00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp. como limitador de espaço. quando executar trabalhos acima de 2. Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # .Observar as Normas de Segurança do Trabalho . valas etc. quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar. o EPI danificado ou extraviado .

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

83 x 2.4 0.38 4.5 x 4.0 x 8.1 8.0 x 8.92 3.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .47 x 0.0 1.0 285.75 0.97 10.2 0.8 x 3.1 x 7.4 x 3. Longc Trans.0 6.0 2.36 x 6.59 x 1.0 x 9.0 6.9 92.2 x 4.8 0.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.2 1.03 6.13 x 1.1 45.96 x 1.0 9.37 6.0 7.0 6.28 7.11 3.47 3.4 65.0 37.0 6. Trans.52 3. .45m 4.20m e 6.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .59 5.5 264.0 6.20 2.38 x 1.48 1.97 1. cm cm cm²/m cm²/m 3.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.8 x 3.6 2.3 117.0 x 6.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.92 x 0.0 6.13 4.2 148.1 217.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.03 x 5.61 x 0.83 3.46 x 2.75 4.35 x 3.09 120 120 120 60 60 60 222.8 57.48 5.5 1.61 3.8 1.0 x 3.9 78.0 6.2 x 4. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.75 x 0.0 8.96 x 3. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.1 356.80 2.6 x 5.96 5.0 6.4 323.46 6.0 0.0 x 5.PESO COMPR.96 5.35 3.91 4.21 1.

328 .

60 0.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.6 tf/m³ 1. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.85 1. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .25.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0. 1.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0.10 .1. um tij.bw(cm).Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.2 tf/m³ 1.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.

1 240.27 97.82 1.5 60.41 1.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.6 33.7 23.4 19.7 21.84 1.14 1.7 1 0.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.7 129.0 33.4 19.4 33.9 28.7 28.6 28.2 145.54 1.4 4 0.4 28.6 29.1 33.6 1 0.0 218.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.6 22.6 22.5 5 0. de Concr.27 2.20 24. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.83 14.9 168.2 203.35 x 0.47 1.5 28. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.5 34. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.4 28.5 1 6 6 6 5.9 312.9 5 1.37 1.4 9 0.5 30.5 39.5 32.8 6 0.6 22.05 0.7 28.7 5 0.0 35.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.9 28.0 Brita Nº 2 22.6 33.9 23.5 4 3.5 27.7 9 0. Peq.9 23.5 187.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.6 5 0.6 28.04 1.3 170.0 33.6 36. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.48 m 330 .6 8 0.2 133.4 33.6 181.6 22.7 28.6 29.7 28.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.0 17.7 23.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.1 33.

331 .

TESOURAS. TERÇAS E PONTALETES DET. ESPIGÃO 332 .

Sarrafo para travamento na linha da cumeeira.Ripas acrescentar 10% .) 07 01(Berço) 2.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas. (m) 01 (Pont. Compr.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.CAIBROS Obs. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.00 3.0 Viga 6 x 12 Quant. .5 3.00 3.0 (m) 15. .50 3.) 03 (Pont.50 520.5 x 10.0 4. Compr.5 5.00 333 . Compr.0 4. . (m) 01 26 04 04 02 03 2.00 Sarrafo 2. (m) 24 07 05 26 30 2.50 4.50 3.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant.50 4.00 4.0 4.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Editora Pini. Fundações Teoria e prática. Batista. 3a edição. Rio de Janeiro. Edvaldo G. 2 volumes. Editora Tecnoprint. Editora Hemus. São Paulo. et al. Sistema treliçado global . Editora Calcitec.O. 6a edição. Prática das Pequenas Construções. 9 FUSCO. C. São Paulo. Manual do Construtor. 334 . 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Ed. P. 15 SAMPAIO. Editora Pini. L. 1974 14 RODRIGUES. P.C. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação.Vilela.et al. Editora Edgard Blucher. Antonio. 4a edição. São Paulo. Copiare. 16 SANTOS. 5 volumes.1992 4 BAUD. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. Técnica de armar as estruturas de concreto. Estruturas. A. G. Manual de Construção. São Paulo 1995 6 CARDÀO. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. Celso. São Paulo. A . P. F. 10 LIMA. 2a edição.2 volumes. PCMAT. 1993 11 MELLO. 1993 3 BORGES.Boletim Técnico de Edifício. 1o volume. Técnica da Construção.. J.R. São Paulo 1998.B. 1976 5 BAUER. São Paulo. J.. Materiais de Construção. 9a edição. Rio de Janeiro. C Arruda.P.Caio. Rio de Janeiro. 1992 13 PIANCA. 1969 7 DIAS. 1996 12 MOLITERNO. Firme. Curitiba/PR. 4a edição. Pisos Indistriais de Concreto Armado. Tesouras de Telhados. Editora Pini. Editora Glob. Porto Alegre. Editora Globo. Editora Edgard Blucher. 2000 8 FALCONI.Falcão. 1998.F. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. F. J. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. desenhos de concreto armado. Editora Pini. 1995. 2a edição.

1998. São Paulo. A técnica de Edificar. Jornal da AFALA . Roberto.Editora Pini Manual Técnico Blindex . P. 18 YAZIGI. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas .Fôrma e Ferragens. 335 . 1978. Detalhaes de execução . Campinas/SP.17 TERZIAN. Apostila 4oSimpatcon. Editora Pini.Associação dos Fabricantes de Lajes.Publicação ABESC Manual de execução de Telhado .Construção Mercado e Téchne .IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. Walid.

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