TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

4 Planta de locação das sondagens 3.. 25 ... 32 .. 23 ..10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2. 43 ...... 20 ..1 Lote regular 1. 10 ....7 Marcação sobre gabarito 2.. 27 .. 42 ..13 Projeto de locação de estacas 2..8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1.. 41 ...13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.7 Clinômetro inclinado 1.9 Utilização do nível de bolha 1..9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.. 34 . 42 .. 39 ..... 41 ..1 Corte em terreno 2... 23 ..5 Cavalete 2.... 12 ...2 Equipamento de sondagem a percussão 3... 29 .7 Profundidade de uma estaca isolada 3...11 Com cinta de amarração 3. 9 ... 22 . 36 ..10Posição da água quando não existe bolhas 1.1 Esquema de sondagem 3. 32 ..Lote irregular com pouco fundo 1. 8 .14 Locação de estaca 2........ 41 . 16 . 19 .3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3.....12 Sapata isolada retangular 3..... 8 .. 7 ...14 Sapata corrida sobre pilares . 6 . 10 .4 Lote com setor curvo 1.3 Barracão para pequenas obras 2...LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.4 Aproveitamento das chapas compensadas 2..11 Traçado de curvas de pequeno raio 2.11 Processo da mangueira de nível 1..... 28 ...12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1.. 35 ..5 Representação de curva de nível 1... 26 .15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3. 5 ..10 Com cinta de amarração 3.. 24 .. 37 . 11 ..2 Aterro em terreno 2..6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3. 21 ..12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2.8 Processo da tábua corrida 2.. 5 ....8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3.. 6 .9 Sem cinta de amarração 3.13 Sapata corrida sobre parede 3.....6 Processo dos cavaletes 2.... 12 ..6 Clinômetro ou nível de Abney 1..3 Lote irregular com muita profundidade 1. 25 .. 38 ....5 Exemplo de um perfil de subsolo 3.2. 15 .

21 Perfuração das brocas 3. 50 ... 46 ... 70 .18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3.24 Corte do tijolo maciço 4. 57 .. 68 . 80 .. 72 . 54 . 70 . 43 .. 48 .. 59 .15 Sapata corrida com viga 3.... 75 .34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4.2 Tijolo com furo cilíndrico 4.. 76 .. 78 .3..28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4.26 Detalhe de execução dos cantos 4.. 76 .. 52 .1 Tijolo comum 4.4 Tijolo laminado 4..22 Perfuratriz 3.. 79 .17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4. 66 ...13 Retirada do excesso de argamassa 4.21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4. 45 ........ 79 .......17 Esforços nas estacas 3...20 Tipos de trado 3.30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3.23 Empilhamento de tijolos maciços 4.9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4...24 Execução das estacas Franki 3.16 Radier 3..10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4.25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4...19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4. 60 . 80 .... 77 . 71 . 59 .15 Ajuste francês 4. 49 . 67 ... 67 .14 Ajuste corrente 4.28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3....6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4. 45 .... 57 .... 58 .16 Ajuste inglês ou gótico 4..32 Dreno horizontal 3. 47 ..31 Impermeabilização em locais com ventilação 3. 74 ....18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4.22 Exemplo de pilares em alvenaria 4.27 Alvenaria de embasamento 3... 75 .25 Seção típica de um tubulão 3. 56 .23 Execução das estacas Strauss 3...30 Vergas sobre e sob os vãos ... 44 . 71 .......3 Tijolo com furo prismático 4. 67 .29 Vão de alvenaria 4..... 66 .8 Bloco canaleta 4... 53 .. 73 .29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3...26 Tubulão a ar comprimido 3.. 73 .. 64 ..12 Assentamento do tijolo 4.5 Tijolo de solo cimento comum 4. 73 ... 74 ... 74 .27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4......20 Canto em parede de espelho 4.19 Bloco de coroamento 3..11 Colocação da argamassa de assentamento 4. 78 ...7 Bloco de concreto 4... 68 ... 51 .33 Dreno horizontal cego 3..

98 .15 Armadura adicional de compressão 5.0m 4. 91 .0 e 2..19 Vigota protendida 5.3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5..5 e 2....33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1. 89 ... 99 . 83 ..13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5. 96 .. 86 . 92 . 101 .4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5. 104 ..11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5.12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5.... 100 . 83 . 81 ..39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4...0 e 1.. 100 .23Detalhe da colocação da armadura negativa 5. 100 ......0m e entre 1.2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5.47 Assentamento tradicional 4.46 Preparo da argamassa com betoneira 4.... 105 ....10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5.0m 4.21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5.22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5.38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4.. 82 .6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5.40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4...42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente..... 86 .. 89 ....1 Tipos de forros de madeira 5.. 102 .43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4.. 85 .16 reforço em laje treliça 5.36 Coxins de concreto 4. revestido e viga baldrame 4...49 Tipos de frizos 5 FORROS 5. 97 ..5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5. 92 .44 Exemplo de fundação para muros 4. 82 ......41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4...0m 4.4. 83 . 82 .. 100 . 87 .14 Armadura adicional de tração 5.8 Apoio da laje comum passante em beirais 5.48 Assentamento em cordão 4.24 detalhe do apoio das tábuas da passarela .5m 4.0m e entre 1...34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5. 94 .. 96 . 107 . 90 ... 88 . 106 . 104 . 81 .0m 4. 88 ...0 e 2.45 Preparo da argamassa manualmente 4. 96 .17 Exemplo de execução de nervuras 5..37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4. 81 ..20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5.18 Manuseio da laje treliça 5. 98 . 96 .31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1...35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5.32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1. 84 . 95 ..

17 Apoio dos pontaletes em berços 6. 119 .34 Calha tipo platibanda 6. 135 . 108 .5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6.11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 121 . 125 . 120 .44 Detalhe das platibandas 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6.43 Beiral em telhas vã 6.25 Telha paulista 6.26 Telha plan 6. 135 .28 Telha termoplan 6.40 Calha tipo platibanda 6.32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.20 Detalhe da fixação por pregos menores 6. 128 .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6. 135 . 134 .12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. 127 . 140 . 140 . 126 . 120 .5.38 Áreas de contribuição condutores 6. 123 . 118 . 136 . 112 . 130 . 120 . asna e pendural 6.27 Telha romana e portuguesa 6. 123 .35 Calha tipo moldura 6. 109 . 132 .21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6. 124 .0m 6. 131 .18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6. 119 .37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. 125 . 137 .45 Desenho das linhas de um telhado 6. 137 . 116 .42 Beiral em laje 6.4 Esquema de contraventamento das tesouras 6.25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5.26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.30 Inclinação e caimento de telhados retos 6. 115 .41 Calha tipo coxo 6.22 Fixação das ripas nos caibros 6.33 Calha tipo coxo 6. 128 . 129 .1 Esquema de estrutura de telhado 6.13 Detalhe da ligação entre a linha.23 Acabamento da cumeeira 6.19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6. 141 . 121 .47 Telhados com uma água . 121 .36 Detalhe de uma água furtada 6.3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6. 118 . 115 .10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6. 129 .31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8. 114 . 133 . 139 . 121 . 137 .14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6. 138 . 139 .7 Detalhe da galga 6. 124 .39 Divisão do telhado em áreas “a” 6.15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6.9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6.24 Telha francesa ou marselha 6.29 Telha germânica 6. 141 .

192 .21 Caixilho maximo ar 7. 158 .6 Determinação da execução das guias e do emboço 8.18 Janela de enrolar 7.6.19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7. 183 . 142 . 163 .50 Telhados com quatro águas 6. 155 .17 Janela tipo ideal 7. 147 . 153 .14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7. 167 . 162 .49 Telhados com três águas 6.3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8. 145 .27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7. 154 .4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8.11 Determinação do assentamento dos azulejos 8. 172 .7 Determinação da aplicação do reboco 8. 146 .5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8.8 Determinação dos tipos de juntas 8.3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7. 186 . 160 .10 Juntas superficiais dos azulejos 8.11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7. 155 . 153 .4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7. 173 . 161 . 162 .48 Telhados com duas águas 6.1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8. 161 .8 Tipo de fechaduras para as portas 7. 169 .7 Detalhe da fixação das guarnições 7. 173 . 150 .51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7. 159 . 157 .13 Tacos de madeira .20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7. 148 .25 Representação das portas em planta e vista 7.12 Caixilho de correr 7. 142 .186 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7. 157 .30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8.9 Porta balcão 7.2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8.13 Caixilho de abrir 7.24 Venezianas de projeção 7.28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7.15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7. 154 .5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7.1 Componentes das portas de madeira 7.149 . 162 .29 Representação dos caixilhos pivotante 7. 142 .22 Janela veneziana 7.12 Exemplo de divisão dos azulejos 8.10 Batentes das janelas 7. 151 .6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7. 146 . 154 . 143 . 184 . 174 . 185 . 156 .9 Determinação da execução do rejuntamento 8. 175 . 148 . 152 .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7.2 Vão livre ou vão de luz 7.23 Caixilho de correr 7. 159 .

255 .6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 221 . 236 .8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11. 258 . 196 . 206 .4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9. 231 .8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10.1 Local para guarda de material 11.21 Selante para junta serrada 8. 256 .14 Parquete e tacão 8. 224 . 220 .3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10.1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9. 194 .10 Tipos de reforços em gravatas .2 Baia de madeira para separar os agregados 11. 255 . 223 .9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 196 .7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10.20 Selante para junta de construção 8.3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11. 232 .2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9. 258 . 221 . 229 . 225 .18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8.6 Impacto nos vidros 9. 230 . 259 . 235 .5 Cargas nos vidros 9.17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8. 226 . 236 . 234 .4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10.7 Flambagem 9.15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8.5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10.1 Vesícula formada no reboco 10. 225 .6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11. 207 .3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9.4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11. 206 .16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11. 259 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10. 193 . 208 .7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11.19 Junta de expansão tipo diamante 8. 246 . 250 .8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 248 . 234 . 194 .9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11.8.

26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11.23 Pontos de amarração usuais 11. 260 . 269 . 281 . 272 .17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11.30 Sequência da mistura em betoneira 11. 280 . 267 . 270 . 279 .28 Adição das britas 11. 282 . 262 .36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11. 278 .11 Detalhe de uma fôrma de viga 11.16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11. 274 .21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11. 264 . 275 . 274 . 286 . 283 .13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11.31 Aplicação do vibrador na vertical 11.11.39 Método mais comum de consertos de falha . 265 .34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11.14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11. 272 .20 Fôrma trepante 11. 263 .33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11.37 Pastilhas de argamassa 11. 261 . 283 . 274 . 261 . 262 .29 Colocação da água 11. 281 .19 Escoramento metálico 11.38 Pastilha plásticas 11. 262 .18 Escoramento de madeira tipo H 11. 263 . 266 .32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11.15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11. 268 .27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11.22 Bancadas com pino de dobramento 11.25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11.24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11.15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.35 Detalhe das guias de nivelamento 11.

1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6.. 171 . 117 . 20 . 2 .2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4. 97 . 163 .. 163 . 176 .. nível e planeza .4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6. 35 .7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. 143 ..0m 6. 65 . 132 .2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4..3 Vão máximo dos caibros (m) 6. 112 ....2 Traço do reboco 8.3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3..1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2. 89 .. 164 .3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4.1 Traço do emboço para as diversas bases 8..2 Dimensões das janelas 7.6 Ponto de cobertura 6.. 94 . 91 .3 Desvios máximos de prumo.2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5..4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5.LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.. 116 . 132 ..3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8.1 Dimensões das portas 7.. 179 .... 33 .. 101 .1 Relação de empolamentos 2.1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4.2 Vão máximo de terças (m) 6. 131 . 133 .5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6....4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6.. 97 ...1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3.. 18 .2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2.8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7. 15 .. 68 .3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.1 Altura total da laje (h) 5.

4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8.4 Resistência ao impacto 9. 282 . 243 . 181 . 269 .3 Classificação dos vidros 9.7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11.4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. externas do dano e solução 10. 242 .2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. 222 .1 Defeitos observados. 284 . 223 . 184 . 276 .5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8. 182 . 237 . 199 .13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9. 275 .3 Dimensões dos pregos em “mm” 11.6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11. 181 .2 Característica dos fios e barras 11.9 Cobrimento das armaduras 11.7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8. 187 .9 junta superficial entre azulejos 8.1 Identificação das causas. 191 . 245 . 251 .2 Identificação das causas.198 .5 Diâmetro dos pinos de dobramento .11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8. 219 .10 Consumo de argamassa colante 8.8. 182 .10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento .12 Pedras naturais mais comuns 8.8 Limite de abatimento (slump-test) 11. externas do dano e solução 10.3 Patologia mais comuns das tintas 10. 271 .6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8. 268 . 224 . 254 .1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11. 199 . 238 . agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9.8 Consumo de rejunte por m 8.Estribos 11.4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11.5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 225 .

ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. Exame local do terreno. municipalidade. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). • Analisar a topografia de um terreno. industriais etc).1 . Com os dados levantados.1 . cabendo então ao profissional orientar esta entrevista. podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. Não é possível seu preenchimento completo.ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada. 1 .. Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. antes de iniciarmos o projeto. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. uma família etc. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. entidades. para obter o maior número possível de dados. 1. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos. • Utilizando métodos simples. Levantamento topográfico.1). que tem a função de orientar evitando esquecimentos. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. definir a planimetria e a altimetria de um terreno. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno.PROJETO . • Utilizar melhor a topografia dos terrenos.

Res. da rua: ____________ Tipo de Pav. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp.:____________________________________________ e-mail____________________ End.Tabela 1.1 .:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg. Com.: _______________ nº casas Viz.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof. Com.

2 . c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote. colhendo-se todas as informações necessárias. f ) Ter facilidade de acesso. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1. é quase impossível executar-se um bom projeto. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno.Aprox. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção. e) Ser resistente para suportar bem a construção. foi devidamente aprovado e está liberado para construção. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. 3 . se o loteamento onde se situa o terreno. c) Ser seco. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote.: ________ Área aprox.IV Da Futura Construção Nº de Pav. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos.

4 . estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes. unicamente a enxada.(água. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente.MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno. em declive. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote. 2001) 1. 1.3. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico. Todo material vegetal. posição de postes. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras. 1. Geralmente.. Deve retratar a conformação da superfície do terreno.Quando houver árvores de grande porte.d) Situação do lote dentro da quadra.: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima.4. usando para tal. i) Verificar se existe faixa non edificandi . com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada. bueiros. f) Verificar se existem benfeitorias. esgoto. Obs. e na maioria das vezes.3 . necessitando desgalhar.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos.3.Destocar . cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz. houver árvores de pequeno porte. 1.Quando além da vegetação rasteira. etc. interpretados e manipulados corretamente.. e) Com bússola de mão.1 . confirmar a posição da linha N-S.3 .3. h) Verificar se passa perto do lote.et al.1 . bem como as dimensões dos lotes. em uma das divisas laterais ou fundo. linha de alta tensão. que poderão ser cortadas com foice.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio.Roçar .Carpir . podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis.2 .LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. 1. 4 .

casos mais complexos.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. esquina. Figura 1. e usar o valor médio. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. Os terrenos urbanos. vamos mostrar em alguns desenhos. Figura 1. sem referência. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais. a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. No entanto. Para verificar se o lote está no esquadro. portando.1-Lote regular Obs. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1. bastando portanto medir os seus "quatro" lados.2-Lote irregular com pouco fundo 5 .(Figura 1.2). são geralmente de pequena área possibilitando. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. piquetes etc). a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha.1).

c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1. E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1.c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso. Figura 1.3).3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva.4-Lote com setor curvo 6 . Medir a corda e a flecha no local. a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).4). Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda.

A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.0 d2 Figura 1.et al. os ângulos. depressões. 1. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote.0 3.1.0 d1 2.5) Podemos observar na Figura 1. que geralmente utilizam terrenos pequenos.0 1. caso necessário.5. Caso seja necessário algo mais rigoroso. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações.0 3. Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. as distâncias entre as curvas serão menores. 7 . Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis. 3. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.0 RN 0.0 2.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.0 3.5 . mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar. Este levantamento não é muito preciso.2. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2.5.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis.0 2. de uma superfície (Figura 1.0 1. mas nada nos impede de tirarmos mais. inclinações etc.0 RN 0.1.0 2.5.0 1.3).0 1.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno. 1. as dimensões de um terreno ou área.

0m.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges.6 e 1.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1. ou de acordo com a inclinação do terreno. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5. 1972) 8 .0m.0 em 5. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1.Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5. 1972) Figura 1.5.7.

5. Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m".Coloca-se o clinômetro (Figura 1. . nivelamos a régua (Figura 1.2 balizas. Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B.50m (ponto A). a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas.2) Nível de bolha Materiais : . O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente. Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil. Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α. Utilizando o método do nível de bolha. .8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges.Nível de bolha. Com o auxílio do nível de bolha.9). na 1ª baliza a uma altura de 1. 9 .trena.régua . Figura 1. 1972) 1.8).

11). desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos. que nos fornece o nível.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados. Figura 1. A mangueira deve ter pequeno diâmetro. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas.5. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda.. parede espessa para evitar dobras e ser transparente. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes. batentes. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas.10 . azulejos etc.9 Utilização do nível de bolha 1.10 e 1.Posição da água quando não existe bolhas 10 . sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1.Figura 1..

Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: . Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno).Trena Figura 1. Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 .11 .Mangueira .Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição. o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição. podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas. O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”.2 balizas . que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”.

. Figura 1.h' ...12 ...h' ..a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h . Htot = h1 + h2 + hn .Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 . h2 = H'..Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h .13 .. h2 = H'.. Figura 1.. Htot = h1 + h2 + hn .

A mangueira deve ser transparente. 3 . para não dar erro nas medições (Figura 1.Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira. 2 . e de pequeno diâmetro.13).A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 .ANOTAÇÕES 1 . da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade.

Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Demolições. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. 2. Antes de iniciarmos a construção de um edifício. devem ser realizadas. antes do início das obras. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. • Analisar e executar um canteiro de obras. para facilitar a sua entrada e retirada). algumas atividades prévias. 1969). Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. 14 . Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. carga. antes do início da obra. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. aterros. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação.2 . quando existirem. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. como trincas. • Realizar as compensações de volume. • Canteiro de obras e a locação da obra. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. o registro das condições das construções vizinhas.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. transporte.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. descarga. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. 2. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro.

Tabela 2.1 .1 . seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS. ou cortes + aterros: 2. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. O empolamento é o aumento de volume de um material.Corte em terreno 15 .1 . significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta.1).Cortes: No caso de cortes.2. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte. Localização do canteiro de obras. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2. Relacionamos na Tabela 2. Níveis das construções vizinhas. seca Argila escavada. aterros. podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2. conforme o levantamento altimétrico. Podemos executar.1).: Quando não se conhece o tipo de solo. Por exemplo.43 metros cúbicos no estado solto.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno. cortes.1 alguns empolamentos. Seqüência da execução do edifício.

como: ruptura do terreno. 16 . os soquetes manuais. como os compactadores mecânicos (sapos). rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. piçarra ou argila. - 2. quando compactado (Figura 2. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. sem vegetação nem entulhos. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. sem detritos.2 . acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito. Quando o nível de compactação for baixo. podendo fazê-lo maior. Va = Ab .Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. pedras ou entulhos. Compreendem as terra em geral.2). é possível utilizar pequenos equipamentos.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. incluindo eventual escarificação. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. reduzindo o volume de vazios. isto é.2 .2. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. 2006).Aterros e reaterros: No caso de aterros. ou os próprios equipamentos de escavação. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água.

2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos.2. etc. tudo dependendo do vulto da obra. Em zonas urbanas de movimento de pedestres.. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. se houver. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações.deverão estar próximas ao ponto de utilização. chapas compensadas (Figura 2. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. madeiras. Serviços a serem executados. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. 2. tijolos. por empreitada global ou empreitada por viagem. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material).. "encaixotamento" do prédio. o tempo de obra e a distância de centros urbanos. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem. É indicado para obras com grandes movimentos de terra. cal.) e ferramentas. para evitar que materiais caiam na rua. aço. etc. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras.3 . c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). sendo que nela também poderão ser construídos escritórios. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central.. Áreas para areia. e deve-se registrar o número de viagens. Materiais a serem utilizados. Empresas empreiteiras previstas. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. pedras.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. 17 . Máquinas e equipamentos necessários. com tábuas alternadas ou chapas compensadas..INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS . deve ser feito um tapume. Prazos a serem atendidos. alojamento para operários. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. bem como distribuição de máquinas. que serão utilizados durante a execução dos serviços.3). Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. refeitório e instalação sanitária.

o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas. com os seguintes cuidados: a) . 2006).2 temos a potência de alguns equipamentos. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. onde ficarão os quadros de força.o local deve ser de pouco trânsito. sendo desfeitas após o término dos serviços. no fundo da obra.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. b) . Caso. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia. Se no local existir rede mais é monofásico. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. para que sejam seguras.5 a 15 trifásico Betoneira 3. Não existindo água. isto é.0 trifásico Bombas d’água 3. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância.que seja o mais distante possível dos alicerces. nunca a menos de 15 metros dos mesmos. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. c) . deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. não existir rede elétrica. Deve-se providenciar a ligação de energia. Na Tabela 2. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros. deve-se também fazer um pedido de estudo.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. Tabela 2.0 trifásico Serra elétrica 2.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. no local.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. 18 .0 trifásico Maquina de corte 2. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. Mas precisam ser feitas de forma correta. ainda. como. Antes do início da obra.0 trifásico vibrador 3. quantas máquinas serão utilizadas e. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra. ou seja.

2.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2. e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões.3 . 19 .3. desmontável para utilizar em obras.4).1 . como segue (Figura 2. pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8.Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas.3): Figura 2.

0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 . Tabela 2.22 Viga 6x12 de 5.0mm Telhas fibrocimento 4. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.5 0.0mm 0.Figura 2.0 10.0mm 0.44 Telhas fibrocimento 4.3.50x2.3.50m Chapas de compensado 6. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.50x1.0m Sarrafo de 7.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2.00m Pontaletes ou caibros de 3.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.5 03 0.3 .3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.

Em quaisquer dos casos.4 .5 . Devemos sempre que possível. fio de prumo e trena).6) 21 . previamente alinhados conforme o projeto. que nos garantam certa precisão. portanto. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão.1 .2. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce.LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. nos casos de obras de pequeno porte. sem o auxílio de aparelhos. o auxílio da topografia. Figura 2.5). Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. em obras de grande área. No entanto. tropeços. evitar esse processo. sendo conveniente. os métodos simples. para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito). etc.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes. régua. poderão acumular erros. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2. 2.Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes.4. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira.

todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas.00m do piso (Figura 2.determinação dos alinhamentos 2.6 .50m a 2.2 .Figura 2.5 x 7.7).0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção. em nível e aproximadamente 1. que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes. Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção.Processo dos cavaletes . pontaletes de pinho de (7. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm).20m das paredes da futura construção.Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm. 22 . Este processo é o ideal.0m e a 1. Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames.4.8). determinam os alinhamentos (Figura 2.5 x 10.5cm ou 7.

2. devemos transferir as medidas.A Figura 2. retiradas das plantas para o terreno.7 . No entanto. possibilitando a conferência durante o andamento das obras. pode utilizar o processo dos cavaletes.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra.8 . para auxiliar este processo. 23 . seja qual for o método escolhido.Marcação sobre gabarito Figura 2.5 .Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros. Não obstante.

Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. cujos lados meçam 3 . determinando assim o esquadro.9 .Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente. 24 . da construção.1 . saber locá-las com métodos simplificados.60 x 0.9). fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2. Um método simples para isso.Traçado de ângulos retos e paralelas.4 e 5m (triângulo de Pitágoras). Isto fica a cargo da disciplina de Topografia.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2. para pequenas obras. cabendo a nós.5. que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos.10). É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas.Quando a obra requer um grau de precisão.80 x 1. 2. Figura 2. O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las.

por aproximações sucessivas. Figura 2. Encontram-se assim. Consiste em aplicar.11 . No caso de grandes curvas. chamado método das quatro partes.10 .Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2.2 . todos os pontos da curva circular (G.Figura 2. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. a quarta parte deste último valor (Figura 2. com o auxílio de um arame ou linha. sobre a corda obtida com a flecha precedente.5. sucessivamente.11. podemos utilizar um método aproximado.Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão. 1976) 25 .Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e.12).Baud. quando temos pequenos raios.

caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes"). 26 .5.12 .Traçado de curva pelo método das quatro partes (G. inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas. com o auxílio do gabarito.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas. 2.Figura 2. tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução.3 . fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2.13). 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas. visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos.Baud.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 .

5 x 15. 27 . Transfere-se esta interseção ao terreno. geralmente de peroba.Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito.14).5 x 2.E D C B A 1 2 3 Figura 2. No ponto marcado pelo prumo. crava-se uma estaca de madeira (piquete). com dimensões 2.13 . através de um prumo de centro (Figura 2.0cm.

Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes.Figura 2.14 .5. 28 . para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes". por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros.5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14.15). Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes.4 . No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm.Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos. 2.

Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .15 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.

As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima.Os fios e cabos estendidos em locais de passagem.ANOTAÇÕES 1 . pilares. 6 . ou redes de esgoto. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes.Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. de preferência. 2 . elétrica ) e suas implicações.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores. 2 .A marcação pelo eixo. em relação às divisas do terreno. 4 .Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . 2 .Na execução do gabarito.Os taludes instáveis com mais de 1. 3 . 3 .Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte.A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. canaletas ou eletro dutos. Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 .Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais.Nos cálculos dos volumes de corte e aterro.Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. 5 . Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. além de mais precisa. ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo. 4 . 4 . as tábuas devem ser pregadas em nível. 3 .Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas. 5 – Verificar os afastamentos da obra. materiais e equipamentos. facilita a conferência pelo engenheiro. 30 . sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas. 6 . devem estar protegidos por calhas de madeira. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos. 5 . não deixando partes descobertas. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais.Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas.A locação da obra deve. máquinas e materiais. blocos e estacas.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos. os valores são mais precisos se o número de seções for maior. sapatas.

Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy. • Analisar um perfil de sondagem. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam.1 . 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem.Standart Penetration Test. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. que consiste em abertura do furo.1 . Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. As sondagens representam. . 3. o barateamento das fundações. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização.005% do custo total da obra. bem como a sua localização.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo.05 a 0. 31 .1.FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. até a profundidade de interesse do projeto. damos nestas anotações de aulas. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas. apenas 0. A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo.3 . fazendo com isso. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce.T. em média. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. 3. no subsolo.P. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem.

Ensaio Figura 3.Abertura 100cm 45cm . a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água. (Figura 3.Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3. em cada metro faz-se. e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração.Abertura 100cm 45cm .2 . utilizando um tripé. uma haste e o amostrador.1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente.Ensaio 55cm .1 .Equipamento de sondagem à percussão 32 . 1971) 55cm .2) (Godoy. inicialmente. (Figura 3.Desta forma. um martelo de 65 kg.

P. dependendo do plano de construção.P. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir.18 Compacta 19 . DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3.3 . significativamente.400m² Nº. No caso de fundações para edifícios. caindo de uma altura de 75 cm. Compacta 9 .10 Rija 11 .1 apresenta correlações empíricas. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 .200m² Será fixada a critério. no comportamento da fundação.3. A Tabela 3.T.1.400 m² acima de 2. Tabela 3. 1971) Tabela 3. (Godoy. Podemos ainda.T. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas.19 Dura > 19 3. 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo.200 m² de 1.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo.1.S. considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador.1 .2 . Conhecido como S. O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão.2 .41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 .2).Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1.200 m² até 2.

pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. de maneira a cobrir toda a área em estudo. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. em material de boa qualidade. próximos aos limites da área em estudo. permitem a interrupção do furo. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. 34 . quatro índices elevados de resistência à penetração. A Figura 3. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. durante a execução da sondagem.3 . Nos terrenos argilosos.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. Nos terrenos arenosos. Em geral. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. ou No mínimo.

à medida que os primeiros resultados forem conhecidos.: profundidade mínima 8.60 (99.00 1.Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem. A posição do nível d'água .40 2.4 4 S1 21.NA .4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2. CALÇADA 5.42 (100. 1971) 35 . 3.também é indicada.5).13) 2.. (Godoy.95) 7.00 5.0m.00 RN=100.00 CASA EXISTENTE Figura 3.60 S2 21. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo. nas respectivas cotas. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3.4 .00 RUA . Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3. da anterior.20 25.Obs.4 . Caso necessário. Essa profundidade pode ser corrigida.40 2.00 1. Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3.. em planta.0m. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento.1. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3.

O estudo é conduzido inicialmente. técnica e economicamente. proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas. 36 .Exemplo de um perfil de subsolo 3. Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas.Figura 3.2 .ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens. pode o engenheiro.5 .

Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3. 3.1 . verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.6 .Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 .6). estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.2.E finalmente.Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3.

podemos adotar brocas. Fundações profundas.Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5.0 à 6. Com o auxílio da sondagem. 3. logo abaixo da estrutura.0m. Dividindo a carga P pela σ s do solo.FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. devemos utilizar estacas ou tubulões. encontramos a área necessária da sapata (Snec).7). 38 . são capazes de suportar as cargas.7 .3 . se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água. S nec = P σs .0m. Em terrenos firmes a mais de 6. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo. Figura 3.Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas.12). Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3.

retangular ou triangular.Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4.5 kg/cm² A Distribuição das pressões. água etc.0 kg/cm² Regular = 2. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível. • • Figura 3. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das . pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos. sempre em nível.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados. É importante conhecer esse tipo de alicerce.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: . no terreno. no máximo 50cm.Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 . o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3. sob atuação do carregamento.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga.3. 3.P. (edícula sem laje. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1.).8).0 kg/cm² Fraca = 0. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e .1 . 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte. H.8 . barraco de obra. abrigo de gás. podendo ser bi triangular. apresentar deformação de flexão (Caputo.

40 . f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. contudo ser utilizadas como vigas. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". • Assentamento dos tijolos é feito em nível. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno.feitos com um tijolo. Para economizar formas. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. não podendo. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . Paredes de 1/2 tijolo . podemos reaterrar as valas. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização.feitos com tijolo e meio. • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado. utilizam-se tijolos em espelho. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. a fim de evitar o contato das paredes com o solo. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg.

g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.Com cinta de amarração (Borges.Sem cinta de amarração (Borges.9 . 1972) Parede de um tijolo Figura 3.Com cinta de amarração (Borges. 1972) 41 .11 . 1972) Parede de meio tijolo Figura 3.10 .

espaçados de mais ou menos 1.15) PAREDE h L Figura 3.3. 3.12 . possuindo pequena altura em relação a sua base. As sapatas de concreto simples (sem armaduras).13 .0m.Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3.14.Obs. As sapatas de concreto armado. 3.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado. Também são denominadas de Blocos.Sapata corrida sob paredes 42 . A função desses estribos é somente posicionar as armaduras. o que lhes confere boa rigidez. que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns). Figura 3.Sapata isolada retangular 3. devem ser usados estribos. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição. 3. possuem grande altura.13. podem ter formato piramidal ou cônico.3.3 .

43 . Colocação das tubulações de água. tem-se o que se denomina uma fundação em radier. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno.Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3. protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata. esgoto e elétrica.3. Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado.Sapata corrida com viga 3.14 . Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento.15 .PILAR h L Figura 3. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla).4 .

c) Compactação de terrenos. cilíndricas ou prismáticas.1 . bom para a fundação.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme.Pré-moldadas . Figura 3.Moldadas in loco 44 . Os principais tipos de fundações profundas são: 3. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas. Podem ser: . Concretagem e cura. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa.Estacas Estacas são peças alongadas.• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo.4.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas). 3.16 .4 . encontra-se em camadas mais profundas do solo.

Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais). vigas etc.18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 . permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3.18 b). Figura 3. Figura 3. Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior.).17 . é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas.18. Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca.As estacas recebem esforços axiais de compressão. (a) (b) Figura 3.17.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento.a) Nas estacas pré-moldadas. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento. A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala.

excentricidade e outras solicitações (Caputo. Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais.4.P. 1973).19 – Bloco de coroamento 46 .. distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3..2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas..19).3. Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS . Figura 3. H.

de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10").0m a 4. em solo sem água. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca.4. Figura 3.Tipos de trado 47 .20.Brocas São feitas a trado. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas. as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15. pois o trabalho é exclusivamente manual.0m.20 . A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas.0m. Limite de comprimento: é da ordem de 6. não utilizando nenhum equipamento mecânico.3. (geralmente com 1.21). que veremos adiante.3 . bem como falhas na concretagem. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. no mínimo de 3. 3. sempre verificando se não houve fechamento do furo. utilizando pedra nº 2.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada.0 MPa conforme NBR 6122. Ao atingir a profundidade das brocas.

encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3. pois sua execução é manual. Forem tracionadas. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade. sem nenhuma proteção. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático.21 . geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo. além de trabalharem a compressão.armada ≅ 6 a 7t . Quando em algumas brocas. No entanto. certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos.não armada ≅ 7 a 8t .Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas. 48 .Figura 3.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. também sofrem empuxos laterais. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: .não armada ≅ 4 a 5t .0m.

Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga.5 . São executadas através de torres metálicas. 1998) Figura 3. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações. A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3. 49 .3.4.22 – Perfuratriz (Hachich et al.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo. Em ambos os casos são empregados guinchos.22).4. (Falconi et al.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água.4 . conjunto de tração e haste de perfuração. que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal.

6 .5 a 1. Figura 3. Alcançado o comprimento desejado da estaca. Inicia-se a perfuração utilizando o soquete. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. guincho. exceto a formação do bulbo.Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. soquete (pilão) e a sonda (balde). 1998).0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. até completar o nível proposto pelo projeto. enche-se de concreto em trechos de 0. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama. O procedimento acima se repete.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 . coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca. Após abertura inicial do furo com o soquete.4.A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas.23 . 3.

Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). 51 .8 .4. normalmente de seção circular revestido ou não. Figura 3. apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde. Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3.24 .25) (Alonso et al. coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão.7 .4. e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). 1998).3. um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa. tendo no seu interior junto à ponta. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto. esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t. Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente. ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo.

tang60o sendo < 2. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço.x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3. No sistema Chicago a escavação é feita com pá. 1973).0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido.26). O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água.25 . Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo.5d H ≥ D . Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. O princípio é manter. Sendo a de aço perdida ou recuperada. em etapas.d . 52 . resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto. pelo ar comprimido injetado. = 70cm D ≅ de 3 a 3. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. a água afastada do interior do interior do tubulão. existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow.

4.Tubulão a ar comprimido 3.Figura 3. Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm). possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame. 53 .26 .

contra a infiltração. quando anteriormente planejada. Já no Brasil. nas cidades históricas. Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. Atualmente. . etc. para impermeabilizar saunas. aquedutos. Os romanos empregavam clara de ovos.contra a pressão hidrostática. A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3. . Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas. mais 54 . a impermeabilização para esses tipos. de acordo com o ataque de água: .Alvenaria de embasamento 3.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. Podemos dividir os tipos de impermeabilização. sangue. somam muitas vezes o custo inicial. A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água. As falhas corrigidas a posteriori.27 . Figura 3.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce. óleos.contra a umidade do solo.27). existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia.

. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura. e com grande sucesso. penetrando até a altura de 1.. lençóis termoplásticos. Temos também. Se a estrutura fissurar. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas. já há algum tempo. Tem sido bem aceito.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. No tijolo a água sobe por capilaridade. 3. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. O semi flexível: . A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso. pois esse produto pode ser aplicado. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. pela inclusão de um aditivo. Como podemos observar. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces.1. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. 55 . nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc.28).-.5. um produto mineral que se aplica na estrutura. local mais indicado para isso. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática. etc. causando sérios transtornos. no Brasil. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: .50m nas paredes superiores.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. a argamassa também o fará.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. . é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem. em especial as de concreto.utilizada há mais de 50 anos. membrana de asfalto com elastômetros. E no caso de umidade do solo.

Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas. Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. impermeável gorduroso (Vedacit ou similar).3 latas de areia (54 litros) .Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: . corrigindo os pontos fracos. Devemos aplicar duas demãos e em cruz. 56 . Viaplus 1000.Figura 3.1. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar).1 lata de cimento (18 litros) . A camada impermeável não deve ser queimada. Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. mas apenas alisada. para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. usando.28 .29). Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. Tec 100 ou similar). geralmente. Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3.

30 e 3. 3.30 .29 . devemos executar uma impermeabilização.5. nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 .Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs. Figura 3.Figura 3. As figuras 3. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).2 . Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários.31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11.5 x 20 x 30 12. 65 . por outro lado. Exige menos mão-de-obra. denominados tijolo furado (Figura 4.5 a 2. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais.0 Mpa.3) com as seguintes características: • • • peso: 3.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.5 x 20 x 25 12. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12.1 . devido à quebra do tijolo.Tabela 4.5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4. menos argamassa de assentamento. muitas vezes maior. o corte para passagem de tubulação é difícil e.5 x 20 x 20 12.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR . também 9x19x19.00Kg resistência do tijolo: de 1. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12.5x14x24 também é bem utilizado.

5 a 5.2 . • • dimensões: 23x11x5. O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.Figura 4.3 .Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.0MPa • • 66 .Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .4).70kg resistência do tijolo ≅ 3.

25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.5) ou furados (Figura 4.6 .1.Figura 4. cimento Portland de 4 a 10%.Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso . prensados mecanicamente ou manualmente.4 . São assentados por argamassa mista de cimento.7MPa resistência à compressão média: 2. • • • • dimensões: 20x10x4.6).0MPa Figura 4.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais). Podem ser maciços (Figura 4.5cm. 23x11x5cm ou 25x12.5x6.Tijolo de solo cimento comum Figura 4. cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente.2 . e água.Tijolo laminado 4.5 .

7.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares.1.50 kg 19 x 19 x 39 = 18. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes. fabricadas com cimento.4.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13.3 .6kg 15. pó de pedra e água (Figura 4.8 .2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.2 .5MPa Individual 2.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4.8).Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12. Tabela 4. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes.7kg 8. pedrisco.5un resistência do bloco: média 2. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica.7kg . e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.10 kg A Tabela 4. Figura 4. 4.7 . Figura 4. areia.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm.7kg 13.8kg 6.

obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. para a execução de paredes de vedação. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. com características argilosas. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. resistência ao fogo. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. Os cantos são levantados primeiro porque.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada). desta forma.9). se junta palha. areia e água. Devido à argila ser muito retrátil. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. um dia da execução da impermeabilização. proporcionando ao material baixo peso específico. técnicas e materiais utilizados.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. retiradas depois de completar a secagem. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas. estruturado. fixo ou desmontável. É assentado com gesso cola. que funciona como um elemento aglutinador. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. fiada por fiada. resistência à compressão. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. 69 . É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. cal. com a mistura de cimento. isolamento térmico. secos ao sol. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. Geralmente monolítico. gesso comum e sizal. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. no mínimo. 4. leve. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados.4. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados.

4.9) Figura 4.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4.Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.10 .9 .3. os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .1 . cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4. do prumo de pedreiro e da linha.

Podemos ver nos desenhos (Figura 4. 4. conforme a Figura 4. Figura 4.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior.12.12 .11.12. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4.Colocação da argamassa de assentamento 2o .13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria. 4.11 . verificando o nível e o prumo. Figura 4.11. 1o – Colocada à linha.Assentamento do tijolo 71 .

13 .5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos. e o terceiro 1. o segundo plano será na altura da laje. nota-se certa diferença de medidas.1. 4.3.a .14.50m. 4. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face.5m aproximadamente. Podendo ser: 72 . No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada.13.A sobra de argamassa é retirada com a colher.15.3o . Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1. Figura 4. conforme Figura 4. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes. Quando as paredes atingirem a altura de 1.5m acima da laje e assim sucessivamente.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria. se for sobrado. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4. Por este motivo. 4.16).

Figura 4.Ajuste comum ou corrente.Ajuste Inglês. é o sistema mais utilizado (Figura 4.14 .Ajuste Francês c .Ajuste corrente (comum) b .15 .14) Figura 4.Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.Ajuste Inglês ou gótico 73 .a .16 .16). de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.15) Figura 4.

4. 4. 4.1.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.18.20 e 4.17.18 .b .Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente.17 .Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .3. as paredes iniciam-se pêlos cantos. Figura 4. Nas Figuras 4. pois como já visto.19 .21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.19.4.

20 .Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4.Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas..21 .22) 75 .3.).. muros etc. Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.Canto em parede de espelho Figura 4.c .1.Figura 4.

23. contendo cada 16 tijolos.d .3. resultando 240. pintar ou borrifar com água de cal as pilhas. para não haver confusão com as pilhas anteriores. após cada descarga do caminhão. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4. Figura 4. também. São 15 camadas.Figura 4.1. perfazendo uma pilha de 250 tijolos.Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos. arrumam-se mais 10 tijolos.22 .23 .Exemplo de pilares de alvenaria 4. Costuma-se.Empilhamento do tijolo maciço 76 . Como coroamento.

são necessários tijolos comuns.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes.menor consumo de argamassa para assentamento.Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado.4. .nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa.24). . As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo.não permite cortes para dividi-los. Figura 4. Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos.menor tempo de assentamento e revestimento.Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.24 . . os desenhos dos blocos. Vantagens: . se estendem rapidamente em nossas obras. . Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados. .e . . Desvantagens: 77 . economizandomão-de-obra. nas espaletas e arremates do vão.1.3.peso menor . Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4.3. O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços.Corte do tijolo maciço 4. A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6. o que facilita no momento da execução.melhor acabamento e uniformidade.geralmente.2 .

26): Figura 4.25 . Figura 4.26 .Detalhe de execução dos cantos 78 .Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4.Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração.25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento. a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo. Portanto. A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto).

27). Figura 4.28 . No entanto.4 . não oferecem grande resistência e portanto.27 . só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto. tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4. Para que isso ocorra devemos 79 .Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto.4. No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto.3 .28).Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia. e o seu assentamento e feito em amarração. os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes. Figura 4. pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4.3. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4.VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas.

executa-se uma só verga. Quando trabalha sobre o vão.considerar o tipo de batente a ser utilizado.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura. Figura 4. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão.32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 . e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão.30 . No caso de janelas sucessivas. devido aos batentes. tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura. os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura. pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4. 4.31.30).29).29 .

50m 81 .32 .34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.50m Figura 4.00m e 1.Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.33. As Figuras 4.0m Figura 4.00m e 2.00m.00m Vãos entre 1.0 e 2. deve-se calcular uma viga armada. 4.Vãos até 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.0 a 1.0m Figura 4.0m Vãos de 1.00m e entre 1.00m OBS: Caso o vão exceda a 2.31 .33 .

proveniente principalmente das coberturas. de pequena carga.0m Vãos de 1. Quando uma viga. descarrega sobre a alvenaria.50m e 2.00m A Figura 4.0 a 2.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.00m e 2.35 .0m Figura 4.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.50 até 2.00m Figura 4.00m 4. executa-se coxins de concreto (Figura 4.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.36).00m e entre 1.Vãos acima de 1.Coxins de concreto 82 .34 .36 . Figura 4.5 .

38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente. Figura 4. Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4.Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs.38 . quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos.37 e 4.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes).00m.39 . As Figuras 4.39) Figura 4. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas). nestes casos para lajes de pequenos vãos. no máximo entre 2. As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes. 83 .50 a 3. (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5). utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga. devemos então calcular vigas.37 .

grandes pórticos. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 .4. O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. além do chapisco. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. Na parte superior da alvenaria deve ser executado. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas.40). lajes tipo cogumelo). Figura 4. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. pois falta aderência neste ponto. Devem. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4.40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. Devemos tomar alguns cuidados. As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura.

Obs. pórticos rígidos. tijolo maciço ou tijolo furado.À vista: Figura 4. formando assim os pilaretes (Figura 4.0cm. se manifestarão também no revestimento. Se a escolha for para o revestimento. devemos quase sempre revesti-los.41) ou revestido (Figura 4.43). torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais. provavelmente. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. Para o tijolo furado e o maciço. Se a escolha for à vista. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta.41 . Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca. é tempo correto de sua execução. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4. portanto a cada 2.5 a 3. possibilitando a movimentação do painel. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. evitando que esta se manifeste no revestimento. e sofrer movimentação proveniente da variação térmica.42).00m. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout".00 a 15. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. No caso “c” panos pouco extensos. estar parcialmente engastado no alicerce. NOTA: Quanto ao tipo de ligação. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. no máximo.7. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. para as alvenarias de vedação.7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39).41).0m executa-se um pilarete de 10 x 25. neste caso armado. ventos etc.Fechamento de divisas em bloco de concreto a .esforços de grande amplitude na alvenaria. desde que a junta seja frágil. para podermos frisá-las.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . 4.1 . devemos deixar uma junta de dilatação de 1. de 10. 4. o importante da fixação.

revestido e viga baldrame 4.7.b .2 .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.Revestido: Figura 4.43 .Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .42 .

geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras.7. através de argamassa e impermeabilizantes.44). As brocas. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4.4.0m de distância uma das outras. Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria.3 . para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro. devemos executar também.0m de profundidade e a cada 2.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. uma proteção impermeável. 87 .Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro. impermeabilização Figura 4. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2. As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria.44 . dependendo do terreno.5 ou 3.

granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4.Com betoneira Figura 4.unir solidamente os elementos de alvenaria .Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados. são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada.vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos.distribuir uniformemente as cargas . conforme o desejo de quem vai manuseá-la.8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .45 .Preparo da argamassa manualmente b) .PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas. Podem ser preparadas (figuras 4.3). não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria. pois são fatores subjetivos que a definem. Ela pode ser mais ou menos trabalhável.8..1 .Manualmente Figura 4.45 e 4.46 . As argamassas devem ter boa trabalhabilidade.. sendo a sua função: .46): a) . 4. não "agarra" a colher do pedreiro. etc.4. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada. junto com os elementos de alvenaria.Preparo da argamassa com betoneira 88 .

Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.47): Figura 4. Figura 4.Tabela 4. melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.2 .47 .Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.8.Assentamento em cordão 89 .3 .Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.48 .48). ideal para paredes em alvenaria aparente.

pode-se frisar a junta de argamassa.c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água. conferindo mais resistência além de um efeito estético.49). que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4. 90 .Quando a alvenaria for utilizada aparente.b.Tipos de frisos Os frisos a.49 . Figura 4.

0 6. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado. . Tabela 4. será necessário uma grande espessura de revestimento.4). do contrário.5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: . pois.0 10. .ANOTAÇÕES 1 .0 12. 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento.Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios.As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração.4 . gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado. estão colocadas em polegadas.Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas. 91 .3 8. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4.Equivalência das bitolas dos aços mm 5. Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes. .

3) Figura 5. a estética. 5. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. Existem vários tipos de forros. aglomerados de celulose. laje protendidas.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5.50m.Tipos de forros de madeira 91 .(Figura 5.2.50 a 0. pinus. laje pré-fabricada. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas. gesso. o acabamento. jatobá. Dependendo do tipo de obra. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas. muiracatiara. fica a cargo do projetista a sua escolha. Os forros mais comuns são: madeira. 5.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho.1 . etc. pvc. levando em consideração a acústica.5 . ipê. etc. etc.1 . laje maciça.

onde. oriundos da flexão.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5.2 . feito no local. A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural.em telhado Figura 5.Laje treliça (LT) .LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras.Protendidas (LP) 92 . etc. colocam-se elementos intermediários de cerâmica.3 . concreto ou outros materiais. e o revestimento de concreto.Laje comum (LC) . têm a função de solidarização dos elementos.Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. econômico.2 . Podemos ter segundo a NBR14859: . Entre elas. além de resistir os esforços à compressão. em geral.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

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c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

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18) Figura 5.15 .14 .Exemplo de execução de nervuras 100 . etc (Figura 5.17 .Armadura adicional de tração Figura 5.Figura 5. para reforços em aberturas do tipo domos.Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.16 . pergolados. e no seu transporte (Figura 5.Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.17).

Como conseqüência. . impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga. .Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado. . .4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada. permitindo menor consumo de argamassa. o trabalho de revestimento com chapisco. . porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto.Facilidade de manuseio e transporte. Tabela 5. emboço e reboco.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. conferido pelo próprio formato da vigota.Vantagens: .Garantia de inexistência de fissuras nos tetos.Vãos livres: Na Tabela 5. onde se exija resistência à ação do fogo.Perfeita planimetria dos tetos. completado na obra.Facilidade de montagem.Manuseio da laje treliça e) . de aproximadamente 12kg por metro.Figura 5.Vãos máximos para a laje treliça f) .4 .18 . permitindo a utilização de pisos leves nas construções. fica extremamente facilitado e rápido. dada à leveza da vigota. dada à ausência de contraflecha inicial. 101 .

Vão maiores deve-se consular o fabricante. • • • 102 .19). Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais. das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. dos elementos de enchimento.20m. Maiores vãos e menores flechas . Redução ou eliminação de escoramento. Após a cura do concreto de capeamento.2. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU.4 .19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3.5. b) . quanto maior a altura do elemento de enchimento. maior o esforço resistente da laje (TATU.Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. Portanto para uma mesma vigota. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”.Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . 2008) Figura 5. 2008). concreto ou EPS. maior será a altura final da nervura e. colocação das vigotas.devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. Escoramento (quando necessário). 2008).Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça. consequentemente.

para a escolha das vigotas. e pontaletes (Figura 5.20 a 1.00m de altura. assentados sobre calços e cunhas.20m não necessitam de escoramento. ou de acordo com o projeto. para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada.5 . Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes. e procedendo-se da seguinte forma: a) . Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1.20m a 10. sobre chapuz. deve-se pedir para o fornecedor. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante.20).21) 103 . deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. Chegando as paredes no seu respaldo.4% do vão livre. geralmente de aproximadamente 0.5. b) . ou uma viga armada.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1.2.20m a 6. em base firme. barrotes e escoras metálicas (Figura 5. L/5 . 2008).Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista). de 6.40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente).00m duas linhas de escoramento (2/5L . executa-se a cinta de amarração. e são contraventados transversal e longitudinalmente. Já no início da obra.20m uma linha de escoramento central (L/2). quando as paredes estiverem com 1. Vãos de 3.

Figura 5.20 .21 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .

Não deverá ficar nas juntas. a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada.Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5. visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal.22). 105 . As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto. No caso de laje treliça.23). de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. Figura 5. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto.Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) .Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota.22 .c) . Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5. A primeira carreira de intermediária deve apoiar. Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente.

Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. f) . salvo indicações do responsável técnico. como em qualquer estrutura. 106 . o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos).Figura 5.Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. e) . três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). Salvo alguma restrição do calculista.Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas. Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada.23 . O descimbramento da laje pré-fabricada. ou com uma linha de escoramento. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem. este deve ser socado com a colher de pedreiro . no mínimo. Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas.

no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas. Pré-laje unidirecional e bidirecional.1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais.0 cm. 107 .3 .g) . 5.LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais. Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas. Painel alveolar de concreto protendido. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.24 . • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. No item 5.24).Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto. Figura 5.

4 .26).5. montados por justaposição lateral. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.0cm a 5.25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861). g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento. As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2). • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.0cm e larguras padronizadas. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes.5 . quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa.25).PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5. englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. 108 . Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais.LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5. Figura 5. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. 5.

Figura 5. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3. • 109 . Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura. com características especificadas pelo fabricante.0 cm. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa.

110 . nas bordas da periferia da laje. mesmo sendo bloco de concreto. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. com tela.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje.

chapa galvanizada. as telhas cerâmicas. Geralmente constituída por tesouras. P. cantoneiras. constituída pelas tesouras. que se apóiam sobre a armação. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. alumínio. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. sobretudo em construções residenciais unifamiliares. O telhado é composto pela estrutura. pingadeiras e rincões. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. caibros e ripas. A armação é a parte estrutural. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado. 6.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. é o quadriculado constituído de terças. são de chapas galvanizadas. escoras. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. 111 . concreto e galvanizada. etc. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica.C. • Desenhar todas as linhas de telhado.6 . • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. etc. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. pontaletes ou vigas.1). rufos. etc. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas.V. podendo ser de madeira. fibrocimento. metálica. condutores verticais. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. fibrocimento. Para facilitar. concreto etc.1 .

1 .1. no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.1). Tabela 6.Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 .Figura 6.Esquema de estrutura de telhado 6.1 .1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.

a = refere ao diâmetro. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm.0.As madeiras da Tabela 6.0cm.0.5 MPa. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores. 3. • • • Obs.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc).0 m. Ripas: 1. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais.2. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos. guaratã e taiuva têm alta dureza. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas. 3.5. a x b . OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila.0.5 MPa.0x5. 4.3 mm. o preço da peça aumenta. comprimento 2.5.5. chapas de aço para os estribos e presilhas.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. os parafusos. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira). 3.0.0 m.5. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm. 4. 113 . 5. faveiro. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13.5.4 mm 18 = 3. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. No entanto. 4.5. igual ou superior a 55. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. 4. anjico preto. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. geralmente com 4. 3. coração de negro. a 15% de umidade. A cabreúva vermelha.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas. comprimento 2. 5.

encontramse. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume. : Obs.1. denomina-se asna a que sai do pé do pendural.2 .Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6.2 . geralmente trabalham à compressão. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. geralmente. A Figura 6. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. geralmente trabalham à tração. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. e nos demais tirante. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte.2). em posição oblíqua ao plano da linha.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. as demais de escoras.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna.6. para distribuir a carga do telhado. Geralmente trabalham à tração. Geralmente trabalham à compressão. Perna: Peças de sustentação da terça. transmitindo-as aos seus apoios. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura.

4 .3) . (Figura 6. . .00m não precisam de escoras.0cm. .As tesouras devem ser contraventadas.Vãos até 3.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.00m deve-se colocar tirantes.O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.4) Figura 6. .3 .Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : . .Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.0m.Esquema de contraventamento das tesouras 115 .O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura. (Figura 6. com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5.Vãos acima de 8.

80 1.20 Colonial ou paulista B 2.75 B 3.70 2. 6.50m. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.40 2.00 2.40 2.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.81 a 2.30 C 3.20 2.20 3.40 3.5).5) ou pontaletes (Figuras 6.90 2.60 3.75 2.55 2.60 2.40 2.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.15 3.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.21 a 1.18). Portuguesa ou plan A 2.85 C 3.21 a 2.30 2.16.45 2.50 2. Estes vãos são para as madeiras secas.85 3.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.75 3.50 a 3.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.05 2.17.25 B 2.50 2.40 1.10 2.40 2.90 2.35 A 3. Romana. Figura 6.41 a 1.10 2. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2. 6.20 3.60 Seção transversal (cm) Francesa.61 a 1. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.45 3.50 2.85 2.45 2.60 2.90 2.00 2.80 B 3. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).40 2.5 .50 3.50m.10 3.30 3.01 a 2. Caso não se tenha certeza. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.70 2.30 3.60 1.20 3.90 A 2.60 2.85 2.65 2.41 a 2.30 2.05 2.15 3.80 2.40 2.20 1.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .10 3.00 2.50 3. do tipo de madeira e da telha empregada.35 3.50 2.30 3.70 2.80 C 3.95 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).20 3.30 2.45 2.20 C 2.2 .00 a 1.35 A 3.

50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5.1: : • terças espaçadas até 2.60 2. • quando as terças excederem a 2.00m usamos caibros de 5 x 6. Estes vãos são para as madeiras secas. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0. com o tipo de madeira e da telha.40 1. Tabela 6.20 2.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças. para garantir o espaçamento constante das ripas. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha).2x5. usamos caibros de 5x7 (6x8).40 1. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6. sendo que seu declive determina o caimento do telhado.0cm). Caso não se tenha certeza. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.80 2. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha. portanto paralela às tesouras.60 2. devemos utilizar a galga média.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1.00 2.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros.00 2.6).3.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa.00 5x6 1. Para determinar a galga média devemos: 117 .0cm (1. Romana.3 . devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. São inclinados.00m e não ultrapassarem a 2. Portuguesa ou plan 1. São encontradas com seções de 1.90 1. Portanto.50m.7).0x5. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira.

• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.50 em 0. podemos utilizar as ripas 1. Se for maior. Cinco vãos.50m.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6. devemos.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas.7 . 118 . verificar o espaçamento entre os caibros. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6.0m. Cinco vãos. utilizamos sarrafos de 2.6 .5x5. ou seja.0m (peroba ou equivalente).0x5. Se este espaçamento for de 0. ou seja. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio. portanto.

3 . Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.9 .Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.13) Figura 6. 6.10) • pernas/pendural (Figuras 6.11 e 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno. com encaixes precisos. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras. 1992) 119 .Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas.1.9) • escora/perna (Figura 6.6.8 e 6. 1992) Figura 6.12) • asna/pendural/linha (Figura 6.8 .

1992) Figura 6.11 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno. 1992) Figura 6.10 .Figura 6.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno. 1992) 120 .Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.12 .

ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0.Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6.Figura 6. com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6.14).15 .15 e 6.13 .Detalhe da ligação entre a linha. 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios. Figura 6.70 m.14 .16). asnas e pendural (Moliterno.Detalhe da emenda das terças com pregos 121 . no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.

122 . O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes.19).a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras. Devemos ainda. as paredes internas oferecem apoios intermediários. devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. Nesses casos. Para isso. Em construções residenciais.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. Nas lajes maciças. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6. o custo da estrutura é menor.17 e 6.17 e 6. podemos apoiar em qualquer ponto.16 . ter algumas precauções como: . a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura .Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. . berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços.deverá ser acrescido aos pontaletes. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. onde tudo é calculado.1. Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes. portanto. mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. Sendo assim.18).Figura 6.4 .

18 .Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.Figura 6.17 .Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .

deve ser colocado em ângulo (Figura 6.Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.Detalhe da fixação por pregos menores . quando os alinhamentos das peças são perfeitos.Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro. Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra.20).20 . antes do término.19 .21). Figura 6.Figura 6.Recomendações: . O ideal seria o prego penetrar 2/3. . 124 .Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água.Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra. . pelo carpinteiro. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto. incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.1. do madeiramento.5 . formando cada painel do telhado um plano uniforme.Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar.

Essa massa passa pelas prensas de moldagem.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa.Fixação das ripas nos caibros 6. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora. Não devem apresentar deformações. devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa. acessórios etc.22 .1 . é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos. no caibro. assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. indo diretamente para a secagem. não alinhar os pregos (Figura 6. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C. poliéster etc.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais.para evitar rachaduras na madeira.Detalhe da fixação das ripas nos caibros .CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila.2. Figura 6.Figura 6. aço galvanizado. 125 .2 . onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais.21 . e consiste na mistura de várias argilas. Para a sua utilização. As demais telhas (alumínio. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação. 6. Na próxima etapa. Devem apresentar som metálico.

O consumo da argamassa é na ordem de 0. romana. 126 .23 . em até três fiadas sobrepostas. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. e deslocar de acordo com a medida da telha. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento.002m³/m² de telhado. rebarbas. As curvas do tipo capa e canal. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. desvios geométricos em geral. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha. desde a ponta do beiral até a cumeeira. portuguesa. colonial. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. Ao cobrir. esfoliações. plan. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical.23) e espigões e . É o que se chama de emboçamento das telhas. cal e areia no traço 1:2:8. colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . usar régua em vez de linha. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. também as telhas dos beirais e oitões. são planas e chatas. trincas empenamentos. chamadas termoplan entre outras. quando forem do tipo canal. e a do tipo escama (germânica).defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular.24). com arame galvanizado ou fio de cobre. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. paulistinha. Figura 6. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento.6). As somente canal. também chamadas paulista. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente.

65 kg .peso: 45 kgf/m² .seca 83 kgf/m² .saturada . cutelos em sentido oposto.15 un por m² .caimento: 33% a 35% .seca 54 kgf/m² .caimento: 25% . canal.0 kg .dimensões: ≅ 46cm comp.tolerância ± 1 mm .saturada . cuja função é de conduzir a água e capa.tolerância ± 1 mm .Cumeeira: 3 un/ml Figura 6.peso unitario aproximado de 2.peso unitario aproximado de 2. (canal) 46 cm comp. .Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes.24 . (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) .dimensões ≅ 40 cm de comp. que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6. .peso: 69 kgf/m² .cumeeiras: 3un/m 127 .25). Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água. nas bordas superiores e inferiores.Para encaixe.26 un por m² . e 24 cm de largura .

26 .Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista.Figura 6. mas melhoradas.tolerância ± 1 mm Figura 6. .(capa) 46cm comp. A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.75kg .26). somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan.cumeeiras: 3 un/m .25 . tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.caimento: de 20 a 25% .dimensões: 46cm comp.26 un por m² .peso unitario aproximado de 2. 128 .27). (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) .seca 86 kgf/m² .peso: 72 kgf/m² .saturada .

16 peças por m² .28 .5cm largura Figura 6.seca 58 kgf/m² .caimento mínimo: 30% .Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.27 .saturada Figura 6.caimento mínimo: 30% .saturada . ..28).dimensões: 45.peso: 48kgf/m² .15 peças por m² .30 telhas por m² 129 .0cm comprimento 21. consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .seca 65 kgf/m² .peso: 54 kgf/m² .

CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes..2 .0 cm de areia. e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical. para evitar o apoio da mesma com o solo. agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração. 130 .5 peças por m² .caimento mínimo: 30% . as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg. Figura 6.2.0cm comprimento 30.2. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5. .29 .caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico.70 kg . Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano.peso unitário aproximado de 4.peso: 49 a 54 kgf/m² .4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.seca 57 a 60 kgf/m² .Telha Germânica 6. 6.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado. as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais. Segundo informações do fornecedor.475g .10.peso unitário: 1. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto. calcular ventilação do forro.dimensões: 32.saturada . A Tabela 6. Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares.

O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o. conjuntos de vedação e arruelas.30). Figura 6. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades. 6 e 8 0.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação. fornecidos pelo fabricante. Para as telhas com comprimento superior a 1. 6. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 .66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira.83 m (6. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos.0mm) e de 2.2.44 – 3. parafusos e grampos de ferro zincado. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos.10 2. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio. Tabela 6.Tabela 6. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda.13m (8.05 – 3.83 1.22 – 1.91 – 1. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5.13 – 2. apoiadas em três pontaletes.53 – 1.

6).0 50. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.60 11.72 d%) 3.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8.35 19.0 35. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.0 100.60 45.31 . As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6. fazendo com que as águas retornem.0 25.0 d%) 33.0 αº 18. Portanto.7: Figura 6.0 10.0 30.0 15. infiltrando parte das águas nos telhados. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.αº 1.0 A altura das cumeeiras.0 40.23 26.48 24.0m 132 .70 5. O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6.31 14.0 20. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão. Devido ao seu traçado.70 8. Tabela 6.0 45.17 21.31).04 16. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).

e para reduzir o preço das peças. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas.5 2. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.0 y1 (m) 0.0 5.0 2. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.75 .7 .60 0. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros. Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.08 1.60 x2 (m) 1.45 0.3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.64 0.0 3. águas furtadas.15 .08 3.0 3. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .0 x1 (m) 1.0 7.Tabela 6.85 1.20 .24 y (m) 1. Figura 6.5 3.0 y2 (m) 0.28 .00m de comprimento.32).20 1.0 2.60 .20m de largura por 2.05 2.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8.20m de largura e comprimento variável.5 4. quanto a sua largura.33 1.00 133 .75 2.32 . mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.44 1. águas furtadas.25 .0 4. Portanto. condutores) e arremates (rufos.12 .Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.05 1.52 3.30 -33 -39 ou 40 .88 1. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.0m x (m) 3.84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6. rufos e pingadeiras.50 .0 8.0 6.52 2.5 3.5 2.5 4.1.0 ou 1.00m e 1.

Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1. 40 e 60 (para as chapas de 1.Calha tipo coxo 134 .0m de largura) e o corte 30.33 .3. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) . 28 e 26 para os rufos e pingadeiras. A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas.1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente.2m de largura). devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc.coxo: Figura 6. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24. para especificar um sistema de captação de águas pluviais. Além do corte.

Calha tipo platibanda c) . com chapas galvanizadas nº 26 e 24.platibanda Figura 6. Figura 6.Calha tipo moldura 6.2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas.36 .3.35 . como as calhas.moldura Figura 6.Detalhe de uma água furtada 135 .b) . São confeccionadas.34 .

DIMENSIONAMENTO 6. em certas cidades.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.1 .Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. 6. a qual tem dado bons resultados.4 .Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm. Figura 6.3.4. 6.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável. A = [ n.6.3.3.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26. 136 . devido ao difícil acesso a esses dados. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada).37 .

38 .39 . adotar calha tipo platibanda.Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água). Figura 6.Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50. podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos). Exemplo: Figura 6.40 .Calha tipo platibanda 137 .0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande. 4º Se for pequena.38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6.6. mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado.

42) ou em telhas vã (Figura 6.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado. Podem ser em laje (Figura 6. 6. O do centro recebe a contribuição de 50m². Ex.40 a 1.70 e 0.2 .FORMAS DE TELHADOS 6.4.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 .5. um ∅ de 100 mm. adotando.5 . o mais comum é 0.41 . Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm².00m.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm. 0. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado. 138 .60.Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena.1 .43).Figura 6. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6. portanto. Podemos adotar um ∅ de 75 mm. geralmente tem uma largura variando entre 0. Obs: 1 .Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas.80m.

Neste caso.43 .Figura 6.Beiral em laje Figura 6.5. sempre se coloca uma calha.42 . 139 .2 . rufos e pingadeiras.Beiral em telhas vã 6.Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6.44).

porém inclinados. letra (B) .cumeeiras . As principais linhas são: .Detalhe das platibandas 6.45 .as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas.Figura 6.44 .5.Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6. letra (C) 140 .águas-furtadas ou rincões Figura 6.a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) .os espigões são.3 . um divisor de águas. também.45).espigões .Desenho das linhas de um telhado .

46 . Figura 6.Telhados com duas águas (Borges.5.47 .Telhados com uma água (Borges. portanto dois oitões.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. portanto sem oitões.48 . 1972) 141 .O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água.Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6. 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6. Na figura 6.4 . ou um telhado de quatro águas.46. temos um telhado com duas águas e.

49 . 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada.50 .Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 . fazemos a união entre as duas com um espigão. 4 . formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias.Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. os contornos da construção.REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta. Indicam-se por linhas interrompidas. pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes. 142 . e facilidade de mão-de-obra.As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro.COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6. 6. Também é usual representá-lo na escala 1:200. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia. 3 . e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada. geralmente na escala 1:100.50m. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros.Telhados com três águas (Borges.51).As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos.6 . no mínimo 0. isto é. 2 .Telhado com quatro águas (Borges. Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6.

044 1.51 .011 1.053 1.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.020 1.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.Figura 6. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.Perspectiva das linhas de um telhado 6.005 1. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.031 1.8 determinando a área inclinada.059 1.077 143 .

utilizando guarda-corpo com tela. 144 . Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura. Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança.ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas.

Com a sua evolução. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens. 7. Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro. ferro fundido.1 . Figura 7.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas.V. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas. caixilhos etc.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.1). 7. • Nivelar e colocar no prumo os batentes.Portas Compõem-se de batente. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas.Componentes das portas de madeira.7 . janelas venezianas. onde será colocada a folha por meio de dobradiças. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7.1.C. alumínio) as de P. que é a peça fixada na alvenaria. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição.1 . da luz natural e da água. • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. dado que a mão de obra era barata e o material abundante.1 . 145 .

canafístula.5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14.2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação.Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível. Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente. podendo ser também da mesma madeira da folha (especial). Esta é à medida que aparece nos projetos.0m.0cm. podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7.0 a 14. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro). O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7.a) .Batente: Em geral é de peroba rosa.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes.5cm.2). Figura 7.3): Figura 7.3 . tem espessura em torno de 4. elevamos este nível em 1. Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7. que já devem vir montados para a obra. chamado batente duplo. 2 . angelim (comercial).Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 .2 .4). a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.Para facilitar o assentamento. Para que isso ocorra. Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias. 146 . se tijolo inteiro 26. canela.

portanto de 1 a 2 cm embutido no piso.09 ou 2. 4 .Estica-se uma linha no referido nível. coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação. Figura 7. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional). 6 . O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7. para dar melhor acabamento. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos.Depois de aprumado e nivelado.5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2. espuma de poliuretano ou sobre contramarco.3 . 147 . (assim se garante o nível).09 ou 1. e. igualar a marca de lápis com a linha. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7. parafusos. 7 .4 .08m da travessa para o "pé" do batente. com lápis a medida de 1.5 em 0.Aprumar os dois montantes. Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.Marca-se nos montantes.No assentamento do batente. sem folga entre a alvenaria e o batente.4).5).Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm. 5 . (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes).08m. Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0. ou seja.

Figura 7.6 . Figura 7.6). fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm.5 . Deixar secar por uma hora. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura. requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco.Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva. E os batentes por parafusos no contramarco. em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola).Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7.5). depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7.0cm para possibilitar a colocação da espuma. Não alisar a espuma. em 6 pontos sucessivamente. 148 . em geral.

O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. etc. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. geralmente maciça. Figura 7.7 . Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. c) . envidraçadas etc. Para se verificar se a folha foi bem colocada. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços.7).Guarnição: Na união do batente com a parede. no mínimo. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. o acabamento nunca é perfeito. abrasões. Podem ser lisas. Muitas vezes. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos. b) .Este sistema é o ideal. protegendo-os. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. OBS. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. portanto. com almofadas. (revestimentos. choques.Detalhe da fixação das guarnições 149 . três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada.

8): .Ferragens: Além das dobradiças.tipo gorge (porta interna) . mais modernamente em qualquer ambiente. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7.de w. Porta.Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada.9). Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr. porque permite a iluminação e a ventilação. 150 . 7.2 . .p/ portas de correr Figura 7.de cilindro (porta externa) .c) . Podem ser consideradas como um misto de porta e janela.8 . Podendo ser de duas ou quatro folhas. porque permite comunicação entre dois ambientes e janela. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas.1.c.Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas. envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7.

são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas. a) . utilizando vidros duplos. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. 151 .Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo.Batentes: Geralmente de peroba rosa. Uma vez instalada. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. canela.1.Porta balcão 7. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. mesmo tendo aberturas para passagem do ar. As janelas. angelim.Figura 7. canafístula.3 . e as guarnições. Nas janelas. exceto nas varandas.10). As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. caso haja necessidade. Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos). com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. devem ser completamente estanques à passagem da água. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais.9 . Portando. de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. apenas de caixilhos (ambientes sociais).

Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7.12 e 7. mas com venezianas de quatro folhas. e as palhetas que preenchem o quadro. serem de abrir ou correr. que nesses casos são dois de correr e dois fixos. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. mas com dobradiças especiais chamadas palmela. c) . As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3"). são trancadas por cremona. Os caixilhos de abrir. inferior e superior.15). e quando abertas. pivotante ou guilhotina.Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. o inferior é o caixilho interno e o superior externo. 152 . Os caixilhos guilhotina são em nº. Os de correr podem ser em nº de quatro. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum).Batentes das janelas b) . Quando fechadas. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. Na posição normal. utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). de correr.Caixilhos: Podem ser de abrir. quando desejamos abri-la. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7. quatro folhas ou mais. Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo.13 e 7.11). de dois.10 . não cabendo nesta apostila maior detalhe. Utilizam trilhos metálicos. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. basculantes. cremona e vara. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. geralmente em nº de dois. ou venezianas de duas folhas.Figura 7.14).

Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas.Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7.11 . ou seja.Caixilho de correr 153 . e basculantes nos WCs. nas áreas sociais. utilizadas nas salas.Figura 7.Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d .12) ou de abrir (Figuras 7.12 . escritórios.13).4 . Figura 7.Tipos de janelas de madeira. a).1. áreas de serviço etc. 7.

Figura 7.Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .16).Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.15 .14 . veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.13 .Caixilho de abrir b) .14).

00m .Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana. Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas. Figura 7.60m .Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .40m).17 .1. sendo que enquanto o painel superior sobe. cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente.30m .30m .90m (cada corpo).1.1. o inferior desce.Janela tipo Ideal 155 . largura livre: 1.1.1.16 .1.20m (pode-se conseguir = 1.00m .10m .Figura 7. As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.

apresenta muitas vantagens sobre o ferro. O alumínio se for anodizado. rebites ou soldas. utilizando peças perfiladas U. T. não oxida. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo.18 . Descrevemos neste item as esquadrias de ferro.Janela de enrolar Figura 7. Podem ser também de alumínio.Janela de enrolar 7. Depois. utilizam-se grapas. não perde o brilho. são utilizados.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. quadrados ou redondos. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra).d) . 7. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra. em chapa etc. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado.2 . e para sua fixação na alvenaria. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. com resíduos aquosos (infiltração de laje).Janelas: Podem ser:156 . chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7. portanto devem ser protegidas.2. maior durabilidade. A principal desvantagem é a rápida oxidação.1 . Para a junção das diversas peças. L. I.17). Não podem ter contato com o reboco. chatos.

Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação. pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7. Figura 7.Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) .Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7.20). O conjunto de báscula. do mesmo caixilho. A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela. Figura 7.19).Detalhe do caixilho tipo basculante 157 .20 .19 .a) .

onde se colocam os vidros (Figura 7.Ferro T de contorno de parte fixa. a colocação do vidro.Matajuntas em ferro L com pingadeira. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente. .Caixilho máximo ar d) .21). . 158 . sob pena dela se enfraquecer.22).Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje.Podem ser colocadas no caixilho fixo.70m etc.Ferro L das básculas. simples ou em arabesco. Os caixilhos basculantes são compostos por: . 0. Figura 7. sendo sua abertura para o exterior (figura 7. . c) . São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio. devemos compor as básculas. 0.70x0. 0.50x0. grades de segurança.Vareta de alavanca.60x0. Caso se deseje maior.60m. ficando no caixilho móvel. . . O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro.Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel. fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões.50m. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho.Ferro L de contorno externo. pelo seu baixo custo em relação a de madeira. ganharam grande mercado atualmente.Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana.21 . dois caixilhos de correr e dois fixos.Orelha de alavanca.

22 .Figura 7.de abrir: São compostas de folhas. (Figura 7. que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros.Caixilho de correr g) . e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7.de correr: São compostas de folhas .23 . Figura 7.24) 159 . Podem também ser compostas com venezianas de chapa.23).Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado. funcionando como uma porta.Janela veneziana e) . f) . cuja abertura se dá em torno de dobradiças. O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona. São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L.

Figura 7.2 . A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão. para evitar peso excessivo nas dobradiças.10m. A almofada é geralmente feita em chapa nº16. 7. a) . b) . Cada folha deverá ter a largura mínima de 0. maçanetas etc. O postigo apenas ocupa a área da grade.2.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr. A grade poderá ter desenho variado.24 . mesmo com a porta fechada. cremonas.Venezianas de projeção 7. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso.10m devemos usar duas folhas.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas.60m e máxima 1. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. Acima de 1. 160 . No quadro do postigo é que se colocam os vidros.

Representação das portas em planta e vista 7.25 .Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .4 .REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.26 .4.2 – Janelas Figura 7.1 – Portas Figura 7.7.4.

Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.28 .Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.29 .27 .Representação dos caixilhos pivotante 162 .Figura 7.

60 x 1.50 x 1.20 1.20 x 1.70 x 0.60 1.2 .60 0.60 x 1.00 x 1.60 0.00 1.20 x 1.00 0.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.70 x 0.00 x 0.80 x 2. solicitar ao fabricante desejado. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.00 1. os manuais técnicos.10 0.60 x 0.20 x 1.00 x 1.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.20 2..70 0.00 x 1.50 0.60 x 0.00 x 1.Portas: Tabela 7.00 x 1.40 0.20 x 1..Dimensões das portas 0.20 1.00 x 1.00 1.20 x 1.40 x 1.00 x 0.5.00 1.80 x 1.80 x 1.00 x 0.00 x 1. acessórios.00 1.00 2.00 x 1.20 1.Janelas: Tabela 7.80 1.20 0.40 0.50 x 1.80 x 0.00 1.00 1. cada indústria detém um sistema.00 2.50 x 1.50 x 1. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.10 em madeira ou metal.2 .Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.00 1.Dimensões das janelas a) Venezianas 1.60 2.60 1.90 x 2.80 0.00 x 1. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado. 7.50 x 1.20 x 0.30 .20 2. fixação.00 2.60 x 0.60 1.20 1.20 2.10 1.80 0.00 x 2.40 x 1.20 1.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.80 1. 7.20 1.40 x 1.50 0.00 0.00 x 0.20 x 2.50 x 1.80 2.20 1.50 x 0.80 x 1.Figura 7.20 1.50 x 0.20 1. etc.20 b) Basculante 0.50 x 0.00 1.00 1.1 .20 2.60 x 0.70 x 2.10 1.20 x 1.40 x 0.00 x 1.60 1.80 x 1.60 x 1. de perfis.1 .20 x 1.20 x 1.20 2.80 x 0.60 x 2.5.20 1.20 2.20 x 1.80 x 1.00 1.50 x 1.10 0.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1. para dirimir possíveis dúvidas.20 x 0.80 1.20 1.00 1.20 163 .00 x 1.10 0.00 x 0.50 0.00 x 1.

1) Boa estanqueidade ao ar e à água. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. mesmo com chuva sem vento. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. o que permite o controle da ventilação. áreas próximas a ela. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. 164 . tanto na parte superior com na parte inferior. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas.3 . 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. na totalidade do vão. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 1) Janela que permite ventilação constante.6 . mesmo com chuva sem vento. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. 3) Libera parcialmente o vão. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. 3) Fácil limpeza. vidro.7. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. pivôs com ajuste de freio. caso tenha panos fixos. TOMBAR 1) Não libera o vão.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. 2) Facilidade de comando a distância. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. 3) Boa estanqueidade. total. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 3) Fácil limpeza na face externa. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. mesmo com chuva sem vento.

ANOTAÇÕES 1 . 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. evitando danificar a madeira durante o ajuste.Aprumar os dois montantes.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados. para criar a rosca na madeira. devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado. 2 . 165 . nos dois lados. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira.Nos batentes fixos por parafusos. 3 .

• Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). eflorescências ou outros materiais soltos. 8. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. barro. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. fuligem. com gesso. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos.REVESTIMENTO DAS PAREDES. essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa.1. remoção das incrustações. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. ela deve estar sempre isenta de poeira. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. Quando se pretende revestir uma superfície.8 . • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. todos os dutos e redes de água. texturas entre outros. como: pó. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. pedras decorativas. eliminação das irregularidades superiores. 166 . A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. TETOS. Portanto devemos preparar o substrato. impermeabilizar. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. cerâmicas. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). lavagem ou jateamento de areia. tetos e muros com argamassa convencional. graxas. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. substâncias gordurosas.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos.

Consumo de materiais por cimento = 2. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. a fim de facilitar o revestimento posterior. A Figura 8.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. dando maior pega. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8.25 kg m² : areia = 0. 1998b). Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. pedra ou concreto. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8.1a).1c) (CEOTTO et al.1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco.1b). um rolo de espuma (Figura 8. devido a sua superfície porosa. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente. independentemente das características de seus materiais. 2005). 2005) Os tetos. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. desempenado ou rolado. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. aplica-se o chapisco. E no caso de superfícies lisas. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 .

0 cm. podendo assim executar o emboço. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. podendo atingir até ± 8 cm. que chamamos de contrapiso. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. 8. A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação.0 cm. Em residências. devemos executá-lo com cuidados especiais. a) . 1:3:5 ou 1:3:6.1.chapisco. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. nivelando e apiloado. base ou lastro. que se faz utilizando o nível de mangueira. ou uma argamassa de regularização. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). 5:4.00m.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. Quando não se puder confiar num aterro recente. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. podendo usar o traço 1:2. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. podendo chegar até a ±10. em camadas de 20 cm apiloadas. cimento cola ou cola. com pequena espessura e acabamento áspero. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7. Quando se tem um aterro e este for maior que 1.. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. respectivamente. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). 168 .

2 . E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. b) . seja ele natural.). Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. cerâmico ou sintético.Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo.0cm.0cm. pois prejudica todo e qualquer tipo de piso. etc.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização. quando as mesmas não forem executadas com nível zero.Figura 8. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. apenas devemos variar as alturas das taliscas. no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. devemos realizar uma argamassa de regularização. Caso haja umidade. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento. como veremos na descrição de cada piso. promovendo assim as caídas. 169 .

em contato com a base. Por outro lado. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. além disso. massa corrida. O consumo de cimento deve. de preferência a areia média. O emboço é uma argamassa mista de cimento. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. na sua grande maioria. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. sendo maior na primeira camada. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. etc. pastilha. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. ou seja. O revestimento é iniciado de cima para baixo. ser decrescente. já nas primeiras idades. Com a adição do cimento. pois a massa escorre pela parede.. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. 8. ideal para receber gesso. 170 . De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado.2. A superfície deve estar previamente molhada. azulejo.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. massa corrida. se lançarmos a argamassa sobre a base. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. sarrafeado e desempenado. sarrafeado. completamente seca. principalmente para as argamassas industrializadas. do telhado para as fundações. Os revestimentos externos devem. ideal para receber o revestimento final (reboco). desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. A umidade não pode ser excessiva. contínuas e uniformes. gesso etc. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado.1. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. conforme a superfície a ser aplicada. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. azulejo. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. preferencialmente.8. A areia empregada é a média ou grossa. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura.1 Na vertical a) . e eram construídas.

1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8.0 1.0 a 12.0 2. ou preferivelmente.5 Areia (2) 8.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.0 8.0 2.0 1.0 .5 1.0 cal hidratada 2.0 3.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água. na interna.0 a 12.0 1. resultando um painel de alvenaria.0 3.0 a 4.0 3.5 8. em contacto com o solo.0 a 10.0 a 10.0 1.0 11.0 8. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto. deve ser executado com argamassa de cimento e cal.0 11.0 1. 171 .5 a 3.0 a 10.0 a 12.0 1. acima do nível do terreno.0 11.0 OBS.4).0 1.0 11.0 2.5 1. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos.5 2. corre o risco de desprender.0 3.5 2.0 a 12. mista de cimento e cal. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.Tabela 8.0 a 3.0 1. depois de seca.0 2.0 a 10. o emboço de superfície externa.0 a 10. além do consumo inútil.0 a 10.0 1.3 e 8.0 1. O emboço deve ter uma espessura média de 1. Nas paredes externas. Para isso devemos fazer: a.0 11. pois o seu excesso.5 2. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento. com argamassas mistas de cimento e cal.0 a 12. No caso de tetos.0 a 12.0 Pasta(1) de cal 1. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.0 1.0 9.0 a 4. principalmente o interno.0 1.5cm. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede.0 8.0 11.0 3.0 1. com argamassa de cal. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.0 1.

pois os mesmos podem regular a espessura do emboço.3 . favorecendo a sua aplicação. 172 .5m a 2m entre si.4). quando forem colocadas as taliscas. Sob esta linha. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. Figura 8.3). é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. com o auxílio de fio de prumo. É importante verificar o nível dos batentes. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8.5cm. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos.No caso de paredes. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. para poder utilizar réguas de até 2.0m de comprimento. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. Desempenadeira de aço. raspagens e a camada final de acabamento. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. 5. Cantoneiras de alumínio.0 m de comprimento. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. Espátula. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras).25 x 0. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. c) . falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. ficando o acabamento final liso e brilhante.60 m e espessura de 4. avaliação da aderência da pintura. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. avaliação da dureza. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. o gesseiro verifica a sua planeza. Para aplicar a pintura.0 mm. Neste caso.0 m. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. Régua de alumínio com 2. 180 .Aplicação. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. Colher de pedreiro. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. que irá receber os retoques. Terminada a camada de revestimento. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. e antes que a pega esteja muito avançada. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. 6. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. 1996a). pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. Com a régua de alumínio. 7. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). 4. o gesseiro inicia à camada seguinte.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. Para pontos localizados. 3. 2. avaliação da aderência do revestimento.

gretamento. Obs. tanto nas paredes como nos pisos. Em pontos localizados.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. 5 . Antes da aplicação de pintura. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) . 8.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. banheiros. melhor será a qualidade. piscinas. não deve apresentar desvio superior a 3 mm. Normalmente quanto menor o grau de absorção.6) e a abrasão (Tabela 8.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al. paredes. filitos. feldspatos (grês). Pelas suas características.A Tabela 8. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. brilhantes ou acetinados.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. Tabela 8. o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva. piscinas e saunas Pisos. utilizando uma régua de 20 cm.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. saunas úmidas etc. talcos.7).3.5): Tabela 8. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 . podendo ser (Tabela 8.

Estab. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais. cerâmica com EPU de no máximo 0. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. consequentemente. Áreas públicas. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. padarias. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar.60mm/m.8).7): Tabela 8.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais. destacamento da peça. shopping centers. e as de (Figura 8. 6 . Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. Comerciais internos. e externamente no máximo 0. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. corredores.40mm/m. ela representa a resistência ao desgaste superficial. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. show rooms.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão. entradas de hotéis. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. 7 . hall de residência. as Estruturais. 182 • . aeroportos. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. Quartos de dormir etc. quintais. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. fast-food etc.Tabela 8. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade.

e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações.. O rejunte (material industrializado). longitudinalmente e transversalmente. que conferem características especiais a ele como: retenção de água. Figura 8. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras.8). tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8.. normalmente adicionados com outros componentes. flexibilidade.8). vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. na 183 .) e ser preenchida com material deformável. Portanto. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje. estabilidade de cor. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. etc. que devem existir em grandes áreas. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. resistência a manchas etc. dureza. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. De Dessolidarização.• • Expansão ou movimentação. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico. contrapiso.

SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8.8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa.hora de escolher a argamassa de rejuntamento.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 . esteja atento às suas características. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final. com pano.Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8.9).8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m . ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8. assim que começar a secar.9 . Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo.5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo. em gramas 2x2 5x5 7.5x7. Tabela 8. O excedente será retirado.

a prumo ou em amarração (Figura 8. de uso interno ou externo.1 . de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas.Revestimento cerâmico na vertical a) . 185 . Verificar. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos. 8. deixando neste caso um espaço próximo à laje.10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado..10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8.2. colas etc.3. para melhor distribuição dos azulejos. de fiada em fiada. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional).. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado. sobre base regularizada. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias. se será colocado moldura de gesso. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. que já deverá estar revestida. ou com cimento-colante.Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos.

ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8.9. Figura 8. dentro dos boxes.Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação.Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes.2) . Portanto. 186 .Figura 8. no mínimo como descrito na Tabela 8.Exemplo de divisão dos azulejos a. podemos deixá-los atrás das portas.11 .12). visto que na maioria das vezes.12 .1) . O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens. para que os recortes não fiquem muito visíveis. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos.Detalhe do assentamento dos azulejos a.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8. Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar. ganzepes Figura 8. Para melhor fixação das tábuas.15).Fixação das tábuas por pregos anelados 194 .Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) .Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas. que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.16 . sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra.d).15 . Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas.16).

• O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação.f) . principalmente para os tacões. verniz poliuretano ou encerado. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . Para o bom resultado da calafetação. são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso.17 . podendo se soltar (Figura 8. Bonatech. g) Recomendações Quando assentarmos taco.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento. sem que ocorra empenamento. devemos fazê-lo o mais próximo possível. no mínimo 24horas. parte do tacão fica colado e outra não. O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko. para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). • Figura 8. deixando assim a superfície fraca. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo". • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. pois se não estiverem.17).

distribuído com desempenadeira dentada metálica. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato.5 . alisada sem pó de cimento. Figura 8. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção. serra maquita. a) .18). falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola. piso irregular.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs. régua metálica).4 . nível. produtos naturais sujeitos a variação de cor. O 196 . sobre a regularização ( 3. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso.• Verificar o cerne das tábuas para piso. 8.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha.0.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas.0cm. e parafusar bem.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3. O procedimento correto no caso das rochas. 8. por empresas especializadas. para evitar o empenamento das mesmas. O adesivo de contato á base de neoprene.0mm) e os demais podem ser soltos. com desempenadeira de aço.3. espessura média de 3.3. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8.0 e 6.18 . 4.

os granitos não podem ser polidos. devem ter acabamentos ásperos. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). crema marfil (Espanha).será espalhada e apertada firmemente com a colher e. verde São Francisco. depois. Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas. composta de calcita ou dolomita. amêndoa rosa. Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. o travertino. Os mármores mais procurados são: O branco. Não atirar o pó sobre a argamassa. boticcino (Itália). . ou seja. formando a pasta ideal.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. O mármore tem dureza 3 e o granito 6.assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. Podendo ser: 197 .espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². cinza Mauá. pois a espessura será irregular. As pedras. granito branco. verde alpe (Itália). c) . a) .Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. amarelo Santa Cecília. cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo.5:4. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. menos resistente a riscos do que o granito. Na Tabela 8. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. sarrafeada. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . granito vermelho (Capão Bonito). preto São Gabriel. b) . Para auxiliar a formação da pasta. marrom imperador (Espanha). dependendo do lugar da aplicação. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento.Camada de pó de cimento . passar colher de pedreiro levemente. verde Ubatuba. carrara (Itália). E os granitos mais procurados são: cinza andorinha.Aplicação da argamassa .Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola. preto absoluto. Nas áreas externas.

e a pedra não fica escorregadia. Nas áreas externas (quintais. como o mármore e o granito. Tabela 8. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. Apicoado: Com martelo e uma ponteira.Pedras brutas Ardósia. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. Na Tabela 8. por isso dão um visual rústico. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. miracema. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. Piso interno A princípio. Nenhum tipo de instruções da cozinha.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. bancadas. d) . Polida a sua contém elementos químicos. Dá efeito rústico. Por isso. No piso.13 os locais mais indicados. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. evite o problemas. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. são-tomé. todos são Nenhuma restrição. mármore é indicado para o piso do boxe. deixando-a irregular e antiderrapante. Prefira acabamentos antiderrapantes. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. como o carbono. 198 . fazem-se "furinhos" sobre a chapa. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. pedra mineira. Ele é muito É o mais indicado. Além disso. superfície torna-se higiênica. escorregadios quando molhados. deixando-a antiderrapante. goiás. Seguir as travertino. umidade. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes .11 .Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. mas o indicados. madeira. Levigado: Lixamento com abrasivos. As (mauá.

12 . dolomita. muito absorvente enão propaga calor. Mas também aceita polimento. são tomé Arenito. lustro e apicoamento. após o rejuntamento. paralelepípedo. pedra goiás Arenito. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. itacolomi. pedra sabão Ardósia. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. A limpeza das pedras brutas. Tabela 8. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. Antiderrapante. pedra sabão. goiás. itacolomi. miracema. Aplicada em estado bruto. A sua superfície é bem irregular. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. Resiste a choques mecânicos e intempéries. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . 13 . pedra sabão. Tabela 8. São duros e resistentes. utilizando uma argamassa de cal. Antiderrapante. Resistente ao sol e chuva. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. Enxágüe rápido.5: 5. pedra-mineira. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. dolomita. com textura irregular. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. miracema. são tomé. ela aceita polimento. pedra goiás. pedramadeira. costuma ser usado no estado bruto. Antiderrapante. Aceita polimento e resina impermeabilizante. pedra sabão. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. pedra mineira. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma.

Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. refeitórios coletivos. É comumente utilizado em residências. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. banheiros. calcário branco ou vermelho. lavabos e outros compartimentos residenciais. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada.6 a 3 mm. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. salas de aula. marmorite. na espessura de 3. ladrilhos. ou seja. supermercados. como o hall de entrada. Além disso. Caso apresente problemas. elevadores. escadas. oralite. O piso de 1. ambientes de pouca utilização: quartos.0cm no mínimo.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. cimento e areia no traço 1:3. lugares de passagem nas residências. salas de consulta ou de espera. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais.e) .3.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. desde que esteja firme limpa e seca.Execução: Em imóveis recém-construídos. com espessura mínima de 3cm. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. 8. Sua base pode se o próprio contrapiso. sanitários públicos e laboratórios. fibras. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. escadas. quartos de hospitais.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. deverá ser refeito. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. hospitais. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. escritórios. risca-se com uma ponta firme. 200 .6 . ou qualquer outra. lojas. proporcionando um produto bastante versátil.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito.0cm. b) . anfiteatros. com argamassa. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. escolas. a) . Deverão ser molhadas e apiloadas. pisos plásticos desgastados. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação.

geralmente de cor preta. Após a lavagem. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto.A. com sabão especial e água à vontade.A. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. Antes de se espalhar o adesivo. pois estes elementos atacariam o produto. (1:8). devido a tensões internas que deformam a placa. 8. Sobre tacos e assoalhos de madeira. Para manchas resistentes. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. 201 . estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas.V. Possui acessórios como degraus.V.V. canaletas e faixa amarela de alerta.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética.A. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. na proporção de uma parte de P. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante.Em imóveis que já possuem revestimentos. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. estriada ou lisa. c) . estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. mas que também pode ser encontrada em outras cores. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. rodapés. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. para oito de água.3.7 . No caso de pisos vitrificados.A. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. a colocação pode ser feita. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento.V. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. se existirem falhas ou pedaços soltos. de superfície pastilhada. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. d) .

que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias.5mm. para aplicação em escritórios. passarelas públicas e. estriada ou lisa. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. com 15 mm de espessura. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. piscinas internas e áreas de rampa. recentemente. na Europa. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. Para tanto basta molhá-lo com água.a) . Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. O outro é chamado piso industrial.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. e espessura de 4. principalmente em regiões de rampa e escada. Além disso. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. em suas posições. devendo ser utilizado somente em áreas internas. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. É fornecido com superfície pastilhada. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. No entanto. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. No caso do piso fixado com adesivo. deve-se dispor as placas. 202 . este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. estações rodoviárias. contra a umidade. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. previamente preenchidas com argamassa. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. em locais de grande movimentação como aeroportos. uma a uma. A pastilha em relevo. Depois disso. em áreas internas ou externas. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. Se opção for pelo piso estriado. supermercados. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. indicado para o uso mais pesado. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. neste caso. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2.5cm. corredores. estações de metrô e trem. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas.

tacos. detergentes e tintas. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. mas casos especiais de utilização. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta.6m. como solventes. desde que estejam niveladas e sem falhas. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa.c) . É de difícil penetração. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. a) . O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. resiste bem aos agentes químicos. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos. b) . as placas fixadas com argamassa soltarem-se.3. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. Não é absorvente.08m x 1. desde que se faça uma encomenda especial. recobertos com material melamínico. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. Além disso. não apresenta porosidades e é antialérgico.25m. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. esteja ela revestida ou não. 8.3m e 0. seja por má fixação ou pressa na utilização.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. No entanto.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. encontradas também em réguas com larguras de 0. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia.6m por 0. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. cerâmicos. As bases podem ser cimentados. assoalhos. Não é recomendado que a superfície fique 203 . Nestes casos. ladrilhos e outras.2m por 3. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. sob um rígido controle de temperatura.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada.8 . O produto proporciona um acabamento texturizado. cargas móveis. Além disso. isto é. saltos de sapatos. antiderrapante.

a análise do terreno de fundação. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. A cola deve ser aplicada nas duas faces. 204 . assegurando a boa fixação. sobre a face decorativa da chapa. posto de gasolina..não deve grudar nos dedos .3. c) . atingindo a metade da espessura da chapa. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. fechando os poros da superfície. 8. Se. que é verificada através de um teste simples . a lima e a lixa. d) . a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. Para o desgaste lateral. com um martelo ou rolete de borracha. uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. o estudo das juntas.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. Em áreas que possuem umidades. deve-se espalhar sobre a base. usa-se a plaina. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. Em seguida. marcar e aprofundar o risco. é aconselhável a eliminação da mesma. Não é necessário o uso de cera. for necessária a descolagem de uma placa. A operação de marcar a placa exige cuidado.lisa ou áspera demasiadamente.onde a vedação das juntas é obrigatória .Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. que é feito ao se marcar com um lápis. no entanto. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. com o auxílio de uma régua e do riscador. não deverá apresentar defeitos. seja ela de ordem interna ou externa. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. Devem ser armados. aumenta-se a pressão. a linha onde se quer cortar.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. Após a evaporação do solvente. isto é. isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. o colocador deve. Depois disso. Após a secagem. Antes porém. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. Em áreas molhadas ou em hospitais . garagens de edifícios etc. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado.

estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. O corte deve ter no mínimo 40 mm. • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. 1998). 205 . pois permitem a redução considerável do número de juntas. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1. a fim de assegurar a sua homogeneidade. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. Após o processo de acabamento do concreto. escritórios.0cm. condições moderadas de ataque químico. - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. como nos salões comerciais. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída.15mm) como as denominadas lonas pretas. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. e também evitar a absorção de água pela subbase. garagens.Para os pisos armados pouco solicitados. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. sem. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais. 40% de brita 2. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. quadras esportivas etc. Nas regiões de emendas. lojas .20 Mpa – Pedestres e carros. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. O isolamento entre a placa e a sub-base. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. pelos equipamentos e métodos executivos. . Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). com recobrimento máximo de 5. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ).0cm da face inferior da placa. obrigatoriamente. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. porem representam pontos frágeis no piso. Resistência mínima do concreto: . dando tempo para realizar o acabamento.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto.

20. somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante). Figura 8. 8.20 – -Selante para junta de construção 206 .19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos. 1998). A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8. Figura 8.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8.21). isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes.19. também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES.

0m. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga.Atualmente. A recomendação para as placas de concreto simples. Piso armado: placas com comprimento até 30m. para pisos de 15 a 25 cm de espessura. onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1. sistema mais antigo.0m.22).Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida. a concretagem em dama deve ser evitada.Figura 8.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez). placas de no máximo 5. 207 . placas de no máximo 8.5. OBS: .5cm de espessura. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto.0m. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. para pisos de 10 a 12. para pisos de 12. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa. sem gerar tensões. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto.5 a 15 cm de espessura e. .

Figura 8.Detalhes da execução do piso de concreto 208 .22 .

remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. preferencialmente dupla. com a diferença de que as lâminas são mais finas. quando o material está um pouco rígido. 209 . Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. algum tempo após a concretagem. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. . Poderão ser empregados os filmes plásticos. lisa e dura. que condensando pode provocar manchas no concreto. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. Para a sua execução. formam uma câmara de vapor. além disso. visto que podem danificá-la na sua colocação. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento.. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. para produzir uma superfície densa. e pela texturização do concreto. mais exigem maior cuidado com a superfície. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. Nesta etapa.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte.

2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes. e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão). • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. 4 . sintéticas etc. • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade.).Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos. esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. 210 . Cuidado.Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço.ANOTAÇÕES 1 . assentados com cola. 3 . que auxiliam na redução das fissuras.

etc. • Classificar corretamente os vidros.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca. quando aplicada sobre uma superfície.1 . VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . para facilitar o empastamento dos pigmentos. álcoois. visando à facilidade de aplicação. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. torna-se uma película protetora e decorativa. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. aguarrás. solventes e aditivos. tais como lixabilidade. Uma tinta pode conter vários pigmentos.1. Caiação . para regular a viscosidade da pasta de moagem. etc. etc. Sua composição básica inclui pigmentos. dureza. além de ser desinfetante.1 . 9. • Especificar corretamente a colocação dos vidros. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. na fase de enlatamento. xilol. cetonas. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade. veículo. de fácil execução. • Verificar a qualidade das tintas. pigmentada que. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. Podem se divididos em dois grandes grupos. 9. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura.TINTAS A tinta é uma composição líquida. ativos e inertes. O veículo de uma tinta é constituído por resinas.09 . • Especificar corretamente o esquema de pintura. consistência.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. alastramento.Nas construções rurais.

é também uma tinta aquosa. Há necessidade de.). Tinta Óleo . Verniz Poliuretano . No momento de aplicação.V. Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. esta capacidade é medida em número de demãos.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez.A. a primeira demão deve ser branca. Na prática. Esmalte Sintético . de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas.V.é uma tinta aquosa. com preponderância do teor Tinta Epóxi .1. ou seja. no mínimo. pincéis grandes. etc. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor). um leite de cal mais ou menos denso. empedramento. três demãos. à base de emulsões acrílicas. É 212 . coagulação. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável.é uma tinta em solução. para superfícies externas. Tinta de borracha Clorada .A. se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. quanto ao brilho. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo. torna-se homogênea mediante agitação manual. de alta plasticidade e de grande resistência à água. à base de acetato de polivinila (P. de óleos secativos e solventes. a tinta precisa se espalhar facilmente. não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. cor e espessura.peneira fina. Aplicação: brochas. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. Látex P.. . resultando uma película uniforme. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. Látex Acrílico .é semelhante ao esmalte sintético. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. preferencialmente.é uma tinta à base de resinas alquídicas. Nas caiações em paredes externas. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. galeificação. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. 9. à base de resinas epóxi. O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²).é uma solução de resinas poliuretânicas.. óleo. sendo que. no caso de aplicação de cores. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. em solventes alifáticos. separação de pigmentos ou formação de pele (nata).é uma solução à base de borracha clorada.2 . de grande resistência à abrasão.

Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. perder sua boa aparência. na variação destes elementos. bem como suas propriedades de proteção. desbotar. A superfície de madeira. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. lixa-se novamente. gordura. cheia e fechada. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. Rebocos deficientes. Assim. após um ano da data da fabricação. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento.3 . A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. água sanitária. 9. com pouco cimento. aumentando a coesão da superfície. isenta de poeira. Após a secagem. 213 . a tinta armazenada na embalagem original. As tintas devem ser laváveis. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. o que os pode ser feito em laboratório. em seguida. sabão ou mofo. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. apresentar resistência à ação de agentes químicos. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado.. comuns no uso doméstico. tais como detergentes. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. Normalmente. causando o descascamento. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . Neste caso. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. seca. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. apresentam superfície poucas coesas.justamente aqui. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. eliminar o brilho de qualquer origem. Além disso. usando lixa de grana adequada.. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. etc. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. não sujeitos a grande variação térmica. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. provavelmente a pintura descascará. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco.1.fungos e bactérias. enxaguar a superfície. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. pintada pela primeira vez.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente.

etc. A repintura sobre superfícies críticas. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. uma demão de látex textura acrílica. com diluição de até 10% de água. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. lixar a superfície. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. ou acrílica). duas demãos de esmalte sintético brilhante. com diluição de 20 a 30% de água. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). bem diluída (com até 100% de água). duas demãos de esmalte sintético brilhante. calcinado. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado.4 . elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. com diluição de 20 a 30% de água. No externo processe-se da mesma forma. No acabamento texturado em corredores. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. Após a secagem. cozinhas. finalmente. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. Quando se pretende um acabamento texturizado. ou caiação. látex em mau estado. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. podendo haver significativas variações. para que a 214 . duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água.V. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. isto é. de alto poder de penetração. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. etc.1. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. . descascando. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) .ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. utilizando lixa ou escova de aço. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. uma demão de liqui-brilho. No acabamento liso interno. No caso de envernizamento da madeira. com a finalidade de facilitar a limpeza. No acabamento liso de áreas molháveis .banheiros. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. fazer os reparos. 9. uma demão de látex textura acrílica. lixa-se e se aplica o verniz. escadarias. No entanto. mas sim selador para madeira. aumentando o brilho da superfície. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica.Na repintura sobre madeira. finalmente. impedindo o aparecimento de ferrugem. Na repintura. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). convenientemente diluído. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento.A.

não apresentando falhas. com diluição de 20 a 30% de água. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. duas demãos de tinta látex acrílica. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. ou acrílica).A. diluído com até 100% de diluente.V. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões.. com diluição de 20 a 30% de água. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. conforme orientação do fabricante. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. Para maior resistência e durabilidade. o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. Para obter um acabamento texturizado. Na face externa das telhas de fibrocimento. deve-se aplicar uma demão de silicone. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar.P. poderá haver trincamento na textura acrílica. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. som diluição de 20 a 30% de água. Em seguida. Neste caso. ou acrílica . Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. prejudicando a pintura interna. pois não havendo impermeabilização na face externa. Se forem profundas. entretanto. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. sobre a massa de assentamento (frisos). dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo).superfície não se torne brilhante.com diluição de 20 a 30% de água. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. a umidade penetrará. (usar rolo de espuma). sem alterar o aspecto. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. Para a pintura da face interna. Em seguida. o que facilita a aplicação da pintura. com diluição de 30 a 40% de água. lixa-se levemente para quebrar o brilho.A. Deve-se observar. de acordo com as instruções do fabricante. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. Caso isto ocorra. Além disso. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. fissuras ou orifícios. recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. 215 . Se isto ocorrer. o que aumentará a impermeabilização da superfície.V. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. Preferencialmente. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. aplicam-se duas demãos de tintas látex . Quando se deseja pintar o concreto aparente. uma demão de látex textura acrílica. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. fissuradas ou orifícios. Se isto ocorrer. esta primeira demão deve ser feita com pincel.

que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. 9. Para a correção.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. Para se prevenir este inconveniente. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. antes de iniciar a pintura. sem desagregamento. isto é. preparar a superfície e depois. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. podendo envolver também o substrato. se houver apenas eflorescência.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade.5 . a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. Primeiro é necessário eliminar a umidade. 216 . Observa-se. A causa é a umidade. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. A prevenção. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. causando a mancha. acetinado ou fosco. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. é suficiente aguardar a secagem total da parede. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. que se torna pulverulento. Lixar levemente entre as demãos. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. desagregamento e saponificação. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. o que demora cerca de 30 dias.1. cura insuficiente e alcalinidade. depois de preparadas adequadamente. antes de pintar o reboco. onde se deposita. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. neste caso. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. Nas superfícies de ferro. Aqui é tratado apenas. aplicar a tinta. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. porém. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. com até 5%. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. acetinado ou fosco. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar.

de grande resistência à alcalinidade. constituindo camada pulverulenta. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. sem prévia preparação da superfície.A. de grande resistência à alcalinidade. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. uma demão de fundo à base de solvente. não haverá manchas. A superfície apresenta-se. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. na primeira pintura sobre o reboco. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. Como é difícil remover este tipo de tinta. em certos casos. neste caso. raspando e lixando. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). As trincas e fissuras. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. na presença de um certo grau de umidade. Em seguida. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. estreitas. escovar e lixar toda a superfície. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. é necessário que ele esteja seco e curado. Torna-se oportuno esclarecer que. sem esfregar. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. Aplica-se 217 . aplicar uma demão de fundo à base de solventes. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. repintar. No segundo caso. em seguida. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. acarretando os defeitos já mencionados. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. raspando-se em seguida. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. sempre pegajosa. de grande resistência à alcalinidade. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. A prevenção.V. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. Após estas providências. Esta alcalinidade. antes da aplicação do reboco. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. pela utilização do cimento e cal. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). recomenda-se aplicar. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. e repintar.aguardar a secagem e a cura. no primeiro caso. previamente. com água. E. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. repintar.

Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. não é indicada para superfícies externas. em todos os casos. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. A correção é feita com a remoção total da pintura. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. A primeira precaução é evitar tais madeiras. A correção. bolhas e descascamentos.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. antes da repintura. para este fim. isto é. com água em abundância. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. como se fosse tinta.V. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. para corrigir imperfeições de madeira. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. Em seguida. Aguardar a secagem total e repintar. após o lixamento da massa. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. Os mesmos problemas. repinta-se.A. no primeiro caso. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes.V.V. Não se deve utilizar massa corrida P. seja pela correção da superfície ou para "pintura". Em seguida. provocando a sua dilatação. A correção. Estes casos são raros e de difícil solução. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. quebra-se o brilho lixando suavemente. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. sendo aplicada com rolo. quando desejável. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. O certo é o emprego de massa a óleo. Isto acontece quando. No segundo caso. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. manchas. Em seguida. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina).A. Isto feito. principalmente em portas. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. má aderência e trincas. Em seguida repintar. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior.A. bem diluída. Cabe aqui observar que a massa corrida P. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. sobre massa corrida. Este procedimento. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. 218 . deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno.

.preparação inadequada da base. correção das imperfeições com massa a óleo. intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . .. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência.podem ocorrer pela preparação inadequada da base. descasc amento.produto inadequado ao fim a que destina.pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura.podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. em seguida. . .aplicação inadequada da pintura. . Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. Tabela 9. aplicação Alteração no aspecto . descasc amento Perda de sais álcalis aderência. . partículas em . empol amento. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO . que provoca esforços originando os citados problemas.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. neste caso.a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. sais. etc. repintar. umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos.Defeitos observados. água.as condições ambientais.1 .a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas. é feita com a eliminação da massa corrida. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película. aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído. lixamento e eliminação de pó para. degradando o pigmento e veículo da pintura. empol amento.A correção. . que podem surgir sob e película ou sobre ela.

etc.7 .6 .9.MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme. anteriormente aplicada. com o transporte de partículas em suspensão no ar. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca.. não provoque na mesma enrugamentos.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC. de modo tal que o contato com a película. sem escorrimentos.vidros. Cada demão de tinta subseqüente. falhas ou imperfeições. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 . descoloramentos. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9. somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca. desde que seja obedecida a variações de temperatura. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes. pisos. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior.1. alvenarias e concretos aparentes. etc. empregando-se removedor adequado.1 . Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura . De preferência.. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada.1. 9.

.A.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9. Mais comumente.2 ..• de metais: • parede: Figura 9. P.rolos de lã: para aplicação de látex. os rolos são utilizados como segue: . sem muito esforço físico. São mais comumente usados para trabalhos artesanais. madeira ou metal. ou acrílico. verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna.rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa.. Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso.V. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies.3 . São mais usados para pinturas em paredes. em alvenaria. Proporcionam grande rendimento. 221 . etc. As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada.

Látex Acrílico Massa corrida P.6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .A.2 . c .1.RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3.A.Não aplicar massa corrida P.V.V.V. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.A. b . primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte). d .V. g. em superfícies externas. e ..A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.Não utilizar produtos látex (P.Antes de pintar uma superfície.8 . 222 . certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado. f .Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P.Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo. 9.9 .RENDIMENTOS Tabela 9.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.1.Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.

vidros finos: lâmpada.2 .. O vidro não é poroso nem absorvente. nitrato de sódio. corantes (óxido de cobalto-azul. portas. possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. O vidro é composto por: sílica.9. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência. Tabela 9.. etc.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 . vidros curvos: usados na ind. suporta pressões de 5.. cloreto de sódio. além do aspecto estético. frascos.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista.4).. vidro plano: janelas. arsênico. automobilística. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza.. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas.3 . óxido de ferro-verde.. óxido. é ótimo isolador.800 kg por cm². obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. cálcio. Figura 9.4 . O vidro colorido. magnésio. soda.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa.800 a 10. etc. aparelhos eletrônicos. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro. alumina.

81 m 2. de aparência e de composição química.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6. que o transforma num material extremamente forte. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material.1 m Saco de areia de 500g 0. .). resistente aos choques mecânicos e térmicos.00 m Bolas de aço de 900g 0. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica.53 m 3.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C. como cortes. o vidro temperado. não permite novos processamentos. conservando as características de transmissão luminosa. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes. IMPORTANTE: Depois de acabado. furos e recortes. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum.43 m 224 .00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0.2 m 1. além de conferir-lhe as características de segurança. seguindo de um rápido resfriamento.5 .Cargas nos vidros Tabela 9.2. Podem ser feitas opacações leves e desenhos. A segurança reside no fato de.4 .9.1 . rompendo-se. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio. com menor risco de acidentes graves.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9.

6 . Figura 9.00 kgf/cm² Peso específico: 2.Figura 9.Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .7 . DADOS TÉCNICOS: Tabela 9. enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.5 .Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700.

8 e 10 mm bronzes 6. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos.tolerâncias dimensionais: Em todos os casos. a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento. 10mm = 1/10 Figura 9..8 .8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .incolor 0. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .8 e 10 mm verde 6.8 e 10 mm 226 .

1. 16. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. 3. 2. Não pintar com chuva. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. Remoção de sujeiras efetuada com água. Cada película deve ser contínua. 18. 5. 12. nem condensação de vapor no substrato. 227 . 7. Remoção de algas. 11. 8. 9. 15. sem condições de secagem. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. Em substratos muito porosos. nem em presença de ventos fortes. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. lavando bem a seguir. 14. 13. lavando bem a seguir. 17. usar solução de fosfato trissódico com água. 4. Caso insuficiente. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. 6. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. 10.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. sem sinais de contaminação e deterioração.

10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. 228 . c. deslocando do emboço. atuando sobre a argamassa de revestimento. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos.o reboco endurecido empola progressivamente.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. tais como: a. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a. g. deslocando da argamassa de revestimento. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos.mau proporcionamento das argamassas. d. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura.há formação de manchas de umidade. c. f. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas. b. em placas compactas ou por desagregação completa.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. d.fatores externos ao revestimento. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos.má aplicação de revestimento. b. e.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. com desenvolvimento de bolor. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário. • Especificar corretamente os reparos.

1) Figura 10. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. a retração aumenta com o teor de finos. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que. A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. Dos efeitos observáveis. A desagregação do revestimento. como agregado. De modo a contornar o problema. Mas. mica.sulfatos e óxidos de ferro hidratados. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10.1 . com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. respectivamente .Vesícula formada no reboco. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. por sua vez. exceção feita à de chapisco. maiores. mas sim. No centro da vesícula.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. concreções ferruginosas e matéria orgânica. em idades. a areia natural essencialmente quartzosa. material pulverulento escuro.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada. tem como causa a presença de torrões argilosos. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas .10.1 .ANÁLISE DAS CAUSAS 10. Outra alternativa é a de 229 . é proporcional ao teor de finos.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS .1. por sua vez. pirita.

quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal. mais propriamente na camada de reboco. ela se dá simultaneamente à carbonação. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. Se utilizada logo após a fabricação. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. com efeitos diferentes. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. A etapa intermediária. pode continuar após o ensacamento.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. dá-se por uma reação contínua. Comparativamente. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta.2 . como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação. Existindo óxido de cálcio livre. na forma de grãos grossos. 230 . melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa.2) Figura 10. o aumento de volume causa danos ao revestimento. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. o carbonato. de hidratação da cal virgem.

iniciando-se na parte inferior da alvenaria. 231 . 10. mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos. Assim sendo. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. cuja função é regularizar a superfície da base. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. areia.3 . 10.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. como já visto. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. em massa superior a 1:3. Em camadas pouco espessas como as de reboco. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. por exemplo). condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. tubulação de água quente).Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa. procedentes tanto do agregado como do aglomerante. aquecedores.1.2 . a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada.Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal.

Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação.A Figura 10. 10.1. pode apresentar problema de aderência. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação. o qual impede a penetração da nata do aglomerante. bem como da homogeneidade dessas propriedades. Assim. é aplicada a utilização de cimento e cal.3 . construída de saibro e cal. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico.4 . como exemplo.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais. Cita-se. como as de emboço. 10. uma 232 . ou da qualidade dos materiais empregados. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. A Figura 10. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. quando aplicada como revestimento em uma única camada. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco.

Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. deslocando-se. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. 233 . Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. Este fato. Por carbonatação. preparo. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. Se a pintura for aplicada prematuramente.1. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. aplicação e manutenção". na camada superior.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento.4 . agravado por em traço rico de cimento. com configuração de mapa. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. No reboco. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10.5). Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. 10.

5 . A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível.Efeitos da umidade sobre o reboco. A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor.Figura 10.7).Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente. com pulverulência (Figura 10.6 .Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces. lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade. 10. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas.1.5 . A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento. 10. 234 . ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10.6).

10. comprometendo a aderência entre ambas. No caso de tintas impermeáveis.7 .8a.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa. A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. 10. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco.9).Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade.Figura 10.8b. Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10. Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta. . 235 . As causas podem ser as seguintes: .

solicitando um reparo constante. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação.Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10. Por isso mesmo.8b . Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.6.(a) Figura 10. Nestes casos.8a e 10. o fenômeno alastra-se progressivamente. é necessária a 236 . às vezes por um largo tempo. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente.9 .1. a tendência do usuário é executar pequenos reparos. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido.Aspecto do revestimento interno. sem a preocupação com a causa. Em conseqüência. 10. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa.

bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão .Presença de concreções ferruginosas na areia . extensão do dano e solução.identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .branca Vesículas .2.1 e 10. Tabela 10.1 . Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras. como segue nas Tabelas 10.preta . Revestimento em desagregação.vermelho acastanhado . . apresentando-se as partes internas das empolas na cor: . Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura.Identificação das causas.Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia .

movimentação de estrutura.O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento. do óxido de magnésio da cal. extensão do dano e solução.eliminação da base hidrófuga . Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base . desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas. com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: .Traço em aglomerantes .2 .Ausência de carbonatação da cal . quebrando com dificuldade. mas quebradiça.O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .Tabela 10.Traço excessivamente rico em cal .A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica .Argamassa muito rica .apicoamento da base .A superfície da base é muito lisa .aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada. Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado .Identificação das causas. Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida. dilatações térmicas diferenciadas.Excesso de finos no agregado .Argamassa aplicada em camada muito espessa .Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida. resultantes de causas tais como recalques de fundação.A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga . etc.A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade . 238 .

características um pouco resiliente dos rejuntes. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas.10. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica. 10. ou se observa o estufamento da camada de acabamento.2. 2004). 239 . Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base. juntas de dessolidarização).2 – Trincas. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. contravergas. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias. • Mão-de-obra não qualificada.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . • Ausência de detalhes construtivos (vergas. mãode-obra etc.). ou na fase de execução. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. • Trincas. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. • Execução do revestimento sobre base recém executada. • Eflorescências. ou da argamassa colante. • Deterioração das juntas. quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço. 10. estrutura etc. devido a acomodação da construção. • Assentamento sobre superfície contaminada.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto.1 . • Gretamento e fissuras.2. 2004). variações higrotérmicas e de temperatura. quando são escolhidos os materiais. • Utilização do cimento colante vencido. Verificar com cuidado.

contém anidro carbônico. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas. resultanto em carbonato de cálcio. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. 10. com aberturas superiores a 1 mm. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. dá-se a reação entre essas duas substâncias.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. enxaguando muito bem a superfície após seu uso.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. ocasionando o contato com o ar. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 . que por sua vez. Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. 2004). em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. sal insolúvel de coloração branca. resulta em uma base medianamente solúvel.2.2. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas. reagindo com a água. denominada hidróxido de cálcio. 10. O cimento comum. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. o que elimina os ais solúveis). que causam a separação das placas em partes. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. Ela aparece devido a um processo químico.

somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. 2004). As juntas rígidas. 10. Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas. Umidade excessiva no substrato. A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. do preenchimento das juntas. que. Envelhecimento do material de preenchimento. Diluição excessiva da tinta na aplicação.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. podem envelhecer e perder a cor. 241 . preenchimento com materiais a base de cimento. bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. A própria película da pintura. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). podem causar fissuras. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato.3 e 10.• • Perda de estanqueidade.3 – PINTURAS . Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. por ser de origem orgânica.

restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. majorado pela alta temperatura e umidade. . aparecendo um pó bem fino. Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. . eflorescência. porosidade e umidade. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. . . como as tintas a óleo ou alquídicas.aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. que por evaporação e capilaridade.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. -perda de aderência da película. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação. óleo.aplicação sobre substrato muito poroso. 2007). não devem usar massa corrida PVA. -por excesso de cal na preparação do reboco. .Tabela 10.não hidratação correta da cal. sobre substrato úmido e alcalino. que não tenha sido preparada adequadamente.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. etc. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . desmoldantes. . C) aplicação sobre base úmida. partículas soltas. poeira. que absorve o veículo. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. -conforme se lava o piso. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. 242 . a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. com perda de aderência. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. semelhante ao sal. -paredes próximas ao chão com piso frio. -verificar a existência de umidade no substrato. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. -escamação da Película. mas em contato com água. .umidade na superfície.começa o estufamento da superfície. B) aplicação em substrato instável: Causas: .3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. devido a diluição incorreta. depositamse na interfase do filme com o substrato. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. graxa. -superfície calcinada. -má aderência da tinta.quando a tinta não for diluída corretamente.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó.

-aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. marrom.por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. junto com a película de tinta. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. . na cor preta.Tabela 10. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. usados na formulação das tintas. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. fungos e algas). cinza. -incompatibilidade das várias camadads.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. durante a secagem do reboco. apresentando bolhas e vesículas. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. cor verde. . . tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. da parte interna da parede para a externa. quando a tinta não está totalmente curada.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: . . . -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas. C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . Perda de brilho e de cor. 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. -algas: áreas externas. 243 . sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo.aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. pode ocorrer. -fungos: área interna e externa. enrugando o filme. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor.a tinta com filme ainda não curado. quando a tinta foi diluída excessivamente. verde azulada e vermelho-castanho. causando manchas. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. -em cores escuras. -em caso de umidade. . verde e outras. aparecendo assim marcas do rolo. que molha somente pontos isolados da parede.4 . com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. faz com que aflorem materiais solúveis.

cimentos. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados.. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. consumo de cimento e resistência. método construtivo. 11. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. pega. • Especificar corretamente a cura e a desforma. tecnicamente e economicamente. funcionalidade das estruturas em concreto armado.1. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. estrutura. trabalhabilidade. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto.11 .1 . Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. em geral. perda ao fogo etc. em relação aos materiais inertes disponíveis.1): 244 .MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. estabilidade. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. devido sempre a problemas referentes a custos. ou mesmo. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. a cada tipo de concreto. de resistência à compressão. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. pois concretos mais fortes tem também.

O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. Para uso geral. obras submersas. suficiente. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. c) CPII-F-Com adição de fíler. onde o volume é grande. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. O cimento Portland branco se difere por coloração. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. Esse Hidratação. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. marítimas e industriais. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. esgotos e efluentes industriais. b) CPI-S. 32 e 40. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. apresenta resistência mecânica superior. Empregado em obras civis em geral. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. similares aos demais tipos de cimento. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. O cimento. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. adição recomendado para construção em geral. subterrâneas . O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. Caso contrário. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. além de ser resistente a sulfatos. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. mais durável. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. a proteção oferecida e em geral.Tabela 11. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. O cimento Portland composto é modificado. Seu uso. com 5% de material pozolânico em massa. portanto. Empregado em geral. obras em ambientes agressivos. 245 . Para aplicações gerais Adicionado com escória. além de baixo calor de hidratação. com as mesmas características.

Caso contrário. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11. lastros etc.1). depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). O cimento hidratado é facilmente reconhecível. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas. isto é. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. de ambientes úmidos e em segundo. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. caso em que pode atingir 15 sacos.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. O empedramento às vezes é superficial. com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade. hidrata-o pouco a pouco. o cimento deste saco pode ser utilizado. Figura 11. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. 2º . reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. preservá-lo.1 .A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. Para armazenar cimento é preciso.2). por ele absorvida.Local para guarda de materiais 246 . em primeiro lugar. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º . Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado. tanto quanto possível. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. freqüentemente. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos. calçada. constata-se mesmo.

álcali-carbonato). a quantidade. verificar a procedência. álcali-silicato. tipos e classes diferentes. análise petrográfica e mineralógica. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. 247 . no caso de obras de pequeno porte. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. • absorsão do material No entanto. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. resitência à abrasão. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. haverá uma redução na resistência mecânica. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. sem reabastecimento. além de provocar uma redução de finos. por exemplo). provocando exudação do mesmo.1. daqueles inicialmente escolhidos. consequentemente. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. pois torna-se antieconômico. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. etc.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. 11. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. em casos específicos (uso de material pozolânicos. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. o qual será desnecessário. Se recebermos. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. presença de impurezas ou materiais deletéricos. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. siltes. Neste caso. e também. carvão.

principalmente nas areias e pedriscos. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. impedindo o contato com o concreto. Estando a areia com elevada saturação. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras.1.3 . para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados. Figura 11. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. o uso de águas contendo impurezas. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. 11. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. para o concreto simples. 248 . Se. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis. No primeiro caso. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto.50m. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira. dentro de certos limites. pode não trazer conseqüências danosas.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida.2) ou em pilhas separadas. em função de meio ambiente existente na região da obra. Portanto. No segundo caso de diminuição de seção. o problema é de ordem estrutural.1.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade.2 . além de manchas e eflorescências superficiais. Deveremos fazer uma inclinação no solo. pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. o mesmo não ocorre com o concreto armado. diminuindo-se o gradiente de umidade. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11.Baias de madeira para separar os agregados 11.4 .

Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11. 249 . .Armazenar o menor tempo possível. Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: . . apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada.limpeza manual com saco de estopa úmido. . .jateamento de areia. .RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente).Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas. em pequenas quantidades.: As barras que foram pintadas com camadas de cimento.(avaliar a eficiência periodicamente). Meios mediamente agressivos: .Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11.4) de 30 cm de espessura.limpeza manual com escova de aço. . Meios pouco agressivos: . a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas. . Obs.Receber as armaduras já montadas.Cobrir com lonas plásticas.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência.3) de 20 cm de espessura. ou altamente poluídas): . apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita.Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica. para sua utilização na estrutura deverão ser removidas. .

com tolerância de mais ou menos 9%.Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado.0 ou inferior. 250 . o CA 60 em fio. fabricados por laminação a quente. As barras são produtos de diâmetro nominal 5. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. O comprimento normal das barras é de 11 m.Figura 11. E sua unidade é em milímetros (Tabela 11. Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras.3 . • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica. Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto.2). • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm². fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio).0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10.

220 0.2 1256.094 0.235 0.2 4.130 0.3 17. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.8 19.4 3. em toneladas. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.187 0. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio. rolo) 11.614 2. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.Tabela 11.5 125.175 0.8 20.906 0.320 0.9 804.2 38.102 0.0 22.3 50.589 0.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.2 380.238 0. • embalagem (feixe.198 0.853 4.115 0.6 Perímetro (mm) 7.3 31.5 18.1 314.622 3.0 6.6 23. fazendo um serviço empírico.284 0.0 5.6 19.9 78.3 62.075 0.6 5.123 0.5 50. estudadas e projetadas.163 0.230 0.1 11.4 11.2 14.1 490.4 39.558 0.9 16.8 31.269 0.137 0.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.1 29. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.036 0. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.021 1.578 1.084 5.371 0.0 20.673 2.0 25.4 3.5 122.193 0.3 70.253 0.5 16. • quantidade. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.5 9.318 2.169 0.072 0.0 5.0 10.313 6.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.154 0.245 0. 251 . feixe dobrado.0 40.805 2.1 22.355 0.3 8.8 28.268 0.145 0.984 3.8 69.5 10.0 25.466 2. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.5 6.0 32.935 6.084 0.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.523 0.418 0.2 32. • comprimento e sua tolerância.5 17.434 0.8 4.067 0.3 13.259 0.034 0.0 8.7 201.273 9.089 0.302 0.4 7.5 10. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.9 13.963 1.395 0.0 12.038 0.0 6.692 9.484 1.865 10.0 9.580 0.222 0.5 100.1 78.617 0.163 3.209 0. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.109 0. para todos os tipos de obras.654 0.

desdobradas em sarrafos.5 x 25.5 x 20.00 cm. No ciclo de execução da estrutura (forma. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º. eventuais atrasos. isso pode danificar os painéis.5 x 15. • cronograma da obra.0 cm. • tipo de estrutura a ser moldada. 2. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem.2. etc. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. as fôrmas devem ser limpas. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. papelão etc.5 x 5. tendo como principal componente a madeira. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto. estamos considerando os custos diretos. armação e concreto). 2. • cargas atuantes. alumínio plástico. 2.Nessa análise.5 x 7. • custo dos componentes e mão-de-obra. que podem alcançar níveis representativos. • textura requerida da superfície do concreto. o caminho crítico.0 cm ( 1"x 10 "). As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. o cedrilho.1 . o item forma é geralmente. Na concretagem devemos tomar algumas precauções. 2. b) Antes de concretar. • equipamentos para transporte. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução.5 x 30.5 x 10.0 cm ( 1" x 8" ). dos quais os mais comuns são os de 2. timburi. ou podemos utilizar também o aço. e similares. 11. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras. 2. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e. b) Devem ser praticamente estanques. 252 .0 cm.0 cm ( 1" x 12 "). em relação as fôrmas. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. existem os chamados indiretos. • investimento inicial.0 cm. e ter a resistência necessária. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar. Portanto.

0.0 cm. coladas por cola "branca" PVA. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior.Devem ter as seguintes qualidades: . além dos escoramentos tubulares metálicos. para utilização em estruturas de concreto armado aparente. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum. 5. As chapas têm acabamento resinado. e nos vãos intermediários dos escoramentos. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm. as vigas 6.00m. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno. para utilização em estruturas de concreto armado revestida. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade. para evitar recalques. de modo a permitir a colocação das contra flechas. As chapas de madeira compensada. Devem. deve com certeza serem colocados.0 cm.0 x 12. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. mais usadas para fôrma.(Tabela 11. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas.0 x 16.3) 253 . Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda.0cm e 6. a x b . nestes casos.20 x 1. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5.0 cm. 10. 8.0. ou cola fenólica. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento.0 cm.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável .0 x 8.0mm. têm dimensões de 2.Não ser excessivamente dura . Nas emendas.0 x 6.0 x 7.10 m e espessura que variam de 6. Nos pontaletes com mais de 3. e acabamento plastificado. 12.

Alguns tensores podem ser perdidos. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.4 X 33.24 3.4 X 61.9 X 74.24 3.90 2. suportando a pressão do concreto fresco. sendo cortados após a desforma. vigas altas.24 3.7 X 40.a = refere ao diâmetro.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.02 3.4 X 47.Fôrmas de tábuas: . e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.4).80 3.0 X 67.46 3.2.02 3.68 2.80 3.4 X 54.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura. roscas e porcas ou acessórios especiais.46 2.0 X 47.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .46 2.4 X 81.9 X 61.50 2.9 X 88. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.3 mm.02 3. painéis.0 X 61.4 X 67.4 mm 18 = 3.53 3.7 X 54.3 .Fôrmas de chapas: . outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.0 X 11.0 X 54.68 2. 254 . Tabela 11.14 3. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas.4 X 40.7 X 47.

4 .Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez. serrote. e ainda é de 255 . como o martelo.tensores espaguetes Figura 11. protegidos do sol e da chuva. Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro.Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos. etc. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos.5). se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11.5 . lima. As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar. Figura 11.

DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes.2 . 6 . 7 . destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias).Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11.PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas. paredes. 4 . 2 . 12 . 5 . no caso de utilizar tábuas. dos painéis de vigas. paredes. 256 .MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares.GUIAS: Peças de suporte dos travessões. 8 .Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 . pilares. 9 . os travessões são suprimidos. 3 .TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas. 10 . Figura 11.grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11. colunas e vigas.6).FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. formadas por tábuas ou chapas. geralmente feitas de sarrafos ou caibros. Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ). 11.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares. pilares.PAINÉIS: Superfícies planas. Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas.6 .PÉS.TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos. geralmente feitas de sarrafos ou caibros.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga. Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos. etc.2.CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas.FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas.

2. Quando os pilares forem concretados antes das vigas.. 257 .3 . prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura. Consiste na ligação das fôrmas entre si. 11.ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes. para garantir o prumo. trabalhando a compressão.francesas): Peças inclinadas.TALAS: Peças idênticas aos chapuzez. e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11. 15 . 20 .13 .CUNHAS: Peças prismáticas. 14 .TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem. geralmente usadas aos pares. 19 . Em pilares altos.Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas. lajes etc.ESCORAS (mãos . 18 .CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos. 21 . 16 .7 e 11.8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases..8).CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas.JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas.Detalhes de utilização: a) . ou como apoio extremo das escoras.CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas. geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento. 17 . Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos). destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento.7 e 11. fundações e vigas. destinadas a limpeza. temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11.

1 9 21 10 2 Figura 11. bem como deixar janelas intermediárias. 9 10 1 2 21 Figura 11.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco. Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 .0m (Figura 11. a cada 2.7 . as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras". Na parte inferior dos pilares. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto. para concretagem em etapas nos pilares altos.8 .8).

5 x 7. (1) (2) (3) Figura 11.0 cm Figura 11.10 .Tipos de reforços em gravatas 259 . ou ainda com espaguetes.Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .10). de 2.5 x 7.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.Tipo 1 = sarrafo simples.0 ou 10 cm . tensores.5 x 7.0 ou 10.9 . que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.0 ou 10 cm .Tipo 2 = dois sarrafos de 2.Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.

11).20m .Detalhe de uma fôrma de viga 260 .00m lajes Nas formas laterais das vigas. para evitar a abertura da forma (Figura 11. escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto. não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10).60 a 0.para as gravatas : 0. mãos-francesas e sarrafos de pressão. 0.11 . Devemos certificar se as formas têm as amarrações. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas.para caibros horizontais das lajes : 0. que não são travadas pelos painéis de laje.80m .entre mestras ou até apoio nas vigas : 1. é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11. principalmente nas vigas altas.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata. Sarrafo de pressão Figura 11.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1.11) ou contra o piso ou terreno. Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”.50.00 a 1.50 m . E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: . espaguetes ou tensores .

13 .Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11.Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.12 . 1969) Figura 11.

Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.15a .15b .Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .14 .

17).Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11.2.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 . Figura 11. o que não é muito eficiente.Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto.16). Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais.17 . para evitar que as juntas se abram. Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras. fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11. .16 .4 .Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem. Pode ser utilizada mata-juntas.Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: . Figura 11.11.

e as lajes formadas por escoras.2. e somente se necessário.4 a 0. O peso próprio dessas formas variam de 0.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças.19).Escoramento de madeira tipo "H" 264 . b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m². São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga.18 . sendo sua aplicação feita manualmente.5 .11. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11.18). ou seja.6kN/m². longarinas e transversinas de madeira (Figura 11. Figura 11.

Figura 11.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização. por uma estrutura de alumínio e compensado.6 .19 . Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0. consistindo como bastante leves.6 a 1. de grua ou guindaste. barragens.2.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. 265 . As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0. compostos por painéis leves constituídos.00 kN/m2. geralmente. paredes e núcleos de edificações. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte. reservatórios. forrando o painel. por exemplo.13kN/m2. 11.

20 . paredes.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos.8 .7 . após a desforma. Figura 11.8 kN/m2. As principais aplicações desses sistemas são os muros. As mesas voadoras pesam em média de 0.4 a 0.Fôrma trepante 266 . galerias e principalmente lajes.2.11.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos. 11. Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço. sem grua. Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura.2. para que.

e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. São de pequena altura.21).2.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas.2 ton. com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas.Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1. o processo exige concretagem contínua. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados.11. revestimentos de poços. antes de ser dobrada.3. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11.20).1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. grandes pilares.3 . chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações. 267 . 11. máquina ou policorte de bancada (Figura 11. sobre a bancada. de capacidade. poços de elevador e escadas. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas). Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto. silos verticais.9 . núcleos de prédios. tesoura.

a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento.4 . dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6.(Ganchos. Tabela 11.5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 .Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço. Caso as barras continuem quebrando. Figura 11.5 para os estribos. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas. chegando a romper por tração (Figura 11.3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote.11.Diâmetros dos pinos de dobramento . que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11.3.2 .22). quando do seu dobramento através de ferramentas manuais.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos. para as quais.

É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem.3. Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples.23 – Pontos de amarração usuais 269 . dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural. Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11.5 .3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18. laçada e flor (Figura 11.Tabela 11.23). volta-seca.Diâmetros dos pinos de dobramento .Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11.

descuidos na locação dos pilares.24). as causas podem ser diversas.Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem. tais como: . etc. Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11. . Figura 11.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera.4 . .movimentação das barras durante a concretagem. devendo nestes casos consultar o projetista. não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras). recomendamos como principal a fiscalização das ferragens.24 . pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. Caso as recomendações citadas não forem obedecidas.falta de amarração adequada.3. é quanto ao seu posicionamento. Para evitar esse problema. Para que isso ocorra.11.

serem apoiadas diretamente sobre o solo. levando a expansão e desagregação do concreto.5 . freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. 271 . Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos.6).3. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. suas armaduras. Tabela 11. podendo deixar as armaduras expostas. Líquidos que possam lixiviar o cimento. A pedra britada. salvo recomendações do calculista. a ação dos sulfatos. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão. sapatas. o que deve ser respeitado. poderia ser utilizada como lastro.26. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado.1994) Fck (Mpa) CA-50A .Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. e principalmente os blocos de estacas. quando presente em solução produz.6 .As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. não devem.25 e 11. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames.

Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista. mas nunca em mais barras do que a metade. As emendas com luvas são excelentes.26 .6 .Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11. se necessário. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003).Figura 11.barras. 11. é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 .Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem. Quando não houver indicações.Lastro de britas sob os blocos de estacas 11.7 . em várias . as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.3. Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial.3. Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.25 .

4 . e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. a forma da espremedura deve permanecer. ou com latas de 18 litros. 11. com o objetivo de garantir sua homogeneidade.29). Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm.27). limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água.1 . A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma.4. 11. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas. misturando os três materiais (Figura 11. que é prejudicial. Se espremido com a mão um punhado de massa. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. a superfície deve ficar úmida. pouco a pouco.barras. sem perder água.28). a fim de facilitar o lançamento do concreto. com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. não fica com a mesma homogeneidade. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto. durabilidade e qualidade. é conveniente observar a consistência da massa. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra.Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. Depois de bem misturados. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. 273 . de madeira ou cimento.27). pois a mistura das diversas massadas. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11.

Adição das britas Figura 11. pois a betoneira ficará limpa. em primeiro lugar.2 . medidas de areia e pedra do item 11.28 .29 .Figura 11.4.30): • É boa a prática de colocação. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11. 274 . parte da água. e em seguida do agregado graúdo.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.1.4.27 .Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.Colocação da água 11.

Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados. coloca-se o agregado miúdo.7). que faz um tamponamento nos materiais já colocados. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento. em metros (Tabela 11. Finalmente.7 .Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador. pois havendo água e pedra.30 .• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. não deixando sair o graúdo em primeiro lugar. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento.Sequência da mistura em betoneira 275 . Tabela 11.

3 .OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. Depois de colocados os materiais. na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. Máx. Min. 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr.Nunca adicione somente água. OBS: .Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. pois é ele que controla o lançamento dos materiais. a) . o que devemos saber é programar e receber o concreto. até atingir a consistência adequada. adicione a areia e a pedra aos poucos.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. Min. . Máx.Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. deixe misturar no mínimo por 3 min. Se o concreto ficar mole. pois isso diminui a resistência do concreto. Máx. Se ficar seco.8 Tabela 11. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . coloque mais cimento e água.8 .Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central. Tabela 11. • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test). 11.4.

deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck).31).A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. aditivo se utilizado Se tudo estiver correto.5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto. só nos resta verificar .Recebimento: antes de descarregar. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11. b) . a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada.4. • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto. • • • 277 . para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. • 11. • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. bem como o intervalo de entrega entre caminhões.4 . Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0.

vigas. antes da concretagem. • e alguns cuidados nos pilares.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm. e contraventá-las. evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". fazer a remoção e limpeza da sua base. Em casos de pilares altos.31 . lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm.32). O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. 278 . Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para.Figura 11. a 2. facilitando assim a saída das bolhas de ar. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. e não a "marteladas" como o usual. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos".

Verificar a estanqueidade das fôrmas. 279 . a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. respectivamente. par evitar. fazer as emendas à 45º (Figura 11. são máximos.. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos.Nas vigas Deverá ser feito formas. onde geralmente os esforços são menores. mãos-francesas etc. contraventadas a cada 50 cm.33). pois os momentos negativos e positivos. através de gavatas.engastalho Figura 11. caso não haja possibilidade. As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento.Cachimbo para facilitar a concretagem b) . Caso contrário. no momento de vibração.32 .

" (Figura 11. evitando que a mesma absorva água do concreto.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas . O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. com a utilização dos chamados "Caranguejos. isenta de partículas soltas. transmitida pela armadura. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. através de imã.34) 280 . e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência.33 . A superfície deve ser limpa. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço.após a interrupção.Figura 11.Nas Lajes Após a armação. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo. c) . devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras. formando poças. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem.

34 .Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.35) Figura 11.Detalhe das guias de nivelamento 281 .35 . (Figura 11.Figura 11.

para movimentação de pessoal no transporte de concreto. (Tabela 11.Recomendamos ainda que as passarelas. Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. independentes da armadura (Figura 11. repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . em geral à face externa do estribo.Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural.9 . lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa.9) Tabela 11.38). devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade.36).Passarela para concretagem apoiadas na fôrma. como por exemplo.37 e 11. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras.5 .36 . Na execução. Industrial) (Industrial. Figura 11. mas também pelos benefícios adicionais.4. 11. a resistência ao fogo.

para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura. banheiros. metálica etc.38) ou de argamassa (Figura 11. • e = recobrimento Figura 11.37).37 .Pastilhas plásticas 283 . • cordões de argamassa. que além de mais econômicas. isopor (caixa de ovos).OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas.38 .Pastilhas de argamassa Figura 11. (para fazer gelo). cozinha. com o auxílio de formas de madeira.. áreas de serviço de apartamentos. aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra.. dormitórios.

vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água. somente serão desenvolvidas totalmente. conforme mostra a Tabela 11. bem como a durabilidade do concreto. areia. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento. garantindo ainda. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias. terra.4.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. molhagem.65 7 7 7 5 5 0. uma temperatura favorável ao concreto. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: . como mantas de algodão ou juta. . etc.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento.10: Tabela 11.tipo de cimento.10 . OBS. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade.6 . 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. A resistência potencial.11. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas.70 10 10 10 5 5 284 . palha.35 2 2 2 2 2 0.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório. se a cura for realizada adequadamente.55 3 3 5 3 3 0.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto. evitando a evaporação da água da mistura. serragem. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes.

evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. 285 . Ironicamente. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. uma vez que. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. geometria das peças. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). de alguma forma. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. temperatura. Em certas condições. além de atender ao exposto acima.7 . Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. Além disso.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. para evitar tensões internas não previstas no concreto. 11. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa.4. vento e umidade relativa do ar. pelo menos nas peças espessas. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. como pilares e vigas. que pode ser definida pela relação.Há. área de exposição/volume da peça. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. que podem provocar fissuras e até trincas. também. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados.

que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto. que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto. quantidades e dimensões das barras.O que devemos verificar antes da concretagem .4. Tratamento da superfície de contato.Consertos de falhas Devemos proibir.Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. nas obras. Estanqueidade. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento.39 . 286 . Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto.11. • • Figura 11.Método mais comum de consertos de falhas 11. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado. Limpeza e aplicação de desmoldante.9 . com concreto forte. b) Armadura • Bitolas. • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento.8 . limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem.4. • preenchimento do vazio. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor).

) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. Providenciar ferramentas diversas (enxada. limitar o transporte a 60m. Programar o tempo previsto para o lançamento. desempenadeiras. encontros de pilares. Cobrimento das armaduras (pastilhas. Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. Iniciar o adensamento logo após o lançamento. caçamba). lançar o mais próximo da sua posição final. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior.. etc. caçamba). autobomba com lança. Fixação. Especificar a forma de lançamento (convencional. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. jericas. paredes com vigas ou lajes). pás. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. guindaste. vibradores de superfície (réguas vibratórias). prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. adensamento e cura do concreto.• • • • Posicionamento. esteira.0m. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. guincho.0cm da camada inferior. Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. vibradores de imersão (agulha). preparar rampas e caminhos de acesso. 287 . vibradores externos (vibradores de fôrma). No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. início e intervalos das cargas. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. bomba estacionária. lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. A cura deve ser contínua. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. ponteiros.

corte. com guarda-corpos de madeira. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. óculos de segurança contra impactos. protetor auricular. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. metal ou telados. luva e mangote de raspa. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. escorregões ocasionados pela desforma. beirada das lajes. avental. danificadas ou improvisadas. poços. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). - - - 288 . Para evitar quedas de materiais e objetos. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. calçado. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas.

como tubos. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. conduites etc. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. valas). Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. em geral no subsolo. janelas. normalmente fixa peças. vãos. curva. Acesso – Passagem. linha ou outra referência. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. aplainar. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm . a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. quer no vertical. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. realizadas ao término da estrutura. Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. alvenaria. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries.12 . indica locais como garagem. escadas. Abraçadeira – Peça metálica que. Acréscimo – É o aumento de uma construção. Carregada verticalmente. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. Afagar – Nivelar. areia em pequena quantidade. desbastar saliência ou alisar madeiras. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. A palavra provavelmente. que forma normalmente a cobertura de um recinto. Adega – Também conhecida como cava. pisos etc. também chamada de abrigo de carros. quer no sentido horizontal. arqueada a uma superfície. estrume ou fibra vegetal. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. No uso corrente. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. tabuleiros de ponte. Abóbada – Geométricamente. 2 289 . onde se guardam os vinhos e azeites. A Abaular – Dar forma curva. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa.

Alicerce – Fundação. peça com saliência superposta à superfície. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. misturada a um agregado. 290 . Agrimensura – Medição da superfície do terreno. resultante da destilação de materiais (hulha. engenheiro no seu trabalho. Aglomerado – Placa prensada. com o sem adição de água. linhito. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. Alçar – Levantar a parede. Aglomerante – (ligante. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. forma argamassas e concretos. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. calor ou pressão. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. por onde passam os eixos de simetria da seção. permitindo a absorção da tinta. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. aglutinante) substância que. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. Alcova – quarto pequeno de dormir. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. que principia na cumeeira e segue até a beirada. Geralmente fica localizada na entrada da casa. juntamente com água e um ligante. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto.Afresco – Técnica de pintura. sótãos ou desvão de telhado. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. Agrimensor – Topógrafo. I. Z e L. T. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. construir. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. turfa e madeira). Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. sem aberturas para o exterior. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Aldrava – o mesmo de aldraba. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto.

Alvenaria – Conjunto de pedras. para proteger. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. com argamassa ou não. enfeite fixado em paredes e muros. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. bloco. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. insolúvel na água. em sucessivas camadas. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). É utilizado na construção de refratários. antiderrapante. rés do chão. de cor branca sem matizes. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. castanho clara. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. de tijolos ou blocos. flexíveis e incombustíveis. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. por meio de registro escrito. loja ou sobre loja. loja ou sobre loja. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. peça (biombos. rés do chão. Angico – Madeira muito dura. embasamento. quebra-luzes. o gás ou a energia solar. Aplique – Ornamento. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. que formam paredes. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. 291 . pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. e na composição do fibrocimento. Amarração – Modo de assentar tijolos. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. muros e alicerces. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. Anteparo – Qualquer objeto. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. acima do porão. Andaime – Plataformas elevadas do piso.

Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. e o sentido plástico da época. Podendo ser elétrico ou a gás. calcário ou feldspato usado em pisos. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. escorar. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. em suas extremidades. Arquitrave – Viga de sustentação que. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. complementado as moradias. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. Possui a arte da composição.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. se apóia em colunas. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. em forma de escada.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. Argila expandida – Agregado artificial leve. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. obtido por aquecimento de 1. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. a realidade social. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. excluídas as paredes. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível.000º a 1. usada no assentamento ou revestimento. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. tendo em vista o conforto. cada fila mais elevada que a outra. 292 . pilares. Arcada – Sucessão de arcos. Arrimar – Apoiar. encostar. Rocha macia e de corte fácil. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção.

Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. Balizador – Pequena haste cilíndrica. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. sem estrutura de sustentação aparente. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. 293 . É protegido com grades ou peitoril. alinhada lado a lado. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. disposto diante de portas e janelas. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. pisos. Balcão – Elemento em balanço. com uma ou mais lâmpadas. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. e no qual os constituintes são os betumes. sustenta corrimãos e guarda-corpos. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. usada em iluminação de jardins. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. que se funde pelo calor. que se coloca na parte superior de portas e janelas. esquadrias. pastilhas e outros acabamentos. na altura de pisos elevados. de cor entre preta e pardo-escura. Assentar – Colocar e ajustar tijolos.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. blocos. Ateliê – Local de trabalho do artista. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. Auto de vistoria . favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. de cozimento ou de secagem de materiais. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados.

Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. Barrote – Peça de madeira. usada na pavimentação de estradas e na construção. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. plástico ou metal. Tem função estrutural. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Bangalô – Pequena casa alpendrada. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. protegendo-a da ação das chuvas. metal ou cantaria. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira.5 a 3. Pode ser estrutural ou não. de grão fino e cor escura. classificados em peneiras. presa ao guarnecimento do vão. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. Basalto – Rocha muito dura. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. que permite fixar o piso de tábua. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas.Bandeja – Conduto de instalação aparente. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. Batente – Peça de madeira. aberto superiormente em toda sua extensão. Fragmentos de pedra usados na construção civil. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. pedra. que avança além da parede que a sustenta. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2.5 cm de espessura. 294 . Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. chumbada com massa no contrapiso. abrindo vãos para ventilação. erguida no campo ou nos arredores das cidades. Bay window – Janela de três faces. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). onde os condutores são lançados. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão.

estradas. Caiação – Pintura com cal diluída com água. na canalização de esgoto da pia de cozinha. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. hidratados ou não. elétricas ou hidráulicas. A perfuração atinge no máximo 6. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. sobre a qual se pregam as ripas. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. Camada de betume aplicada sobre uma superfície.0m. Caixa de escada – Espaço. como depósitos. fiscalização e controle de serviços e obras. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. Canafístula – Madeira dura. em sentido vertical. execução.Broca – Estaca manual simples. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. que suporta pouco peso. implantado em anexo a área reservada a construção principal. retiradas de um bloco de rocha. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. que permite o acesso para limpeza e inspeção. executada a trado. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. oficinas ou outros. destinado à escada. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. Também profissional que forma as pedras de calçamento. com o martelo de calceteiro. Capa – Demão de tinta. Capitel – Parte superior de uma coluna. 295 . com ou sem adição de cola. ruas ec. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. instalada após o sifão. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. que aplica com broxa. Podem ser simples ou ornamentados. pigmentos ou outros. critérios. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais.

Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. Clarabóia – Abertura.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. polias e quadros de comando. Tem formato cilíndrico-cônico. em geral envidraçada. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. para iluminar interiores de uma edificação. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. tipo do colonial americano. Cachimbo – Anteparo de madeira. Chumbar – Fixar com argamassa. Cerâmica – Objetos de argila. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. Carpete – Forração de pisos. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. tais como tijolos. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. Os mais comuns são os têxteis. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. feito com tábuas de madeira sobrepostas. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. Chanfrar . rica em carbonato de cálcio. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. em forma de cavalete. base de extração da cal. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. de barras de aço. em forma de funil. como um pergolado.Caramanchão – Armação. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. telhas e vasos. destinado aos motores. feita no telhado. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. 296 . que avançam sobre a fachada. bem inclinadas. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação.

Apresenta. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. sobre o frechal. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. porém. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. em proporções prefixadas. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. areia e pedra britada. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. Concreto – Mistura de água. Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. que se executa no fechamento superior de um edifício. que suga a fumaça dos fogões. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Ao longo da história da arquitetura. destinado a espetáculos públicos. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. cimento. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. maior resistência e homogeneidade. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. 297 . Coluna – Elemento estrutural de sustentação. Coifa – Cobertura feita de metal.

Croqui – Primeiro esboço de um projeto. de um lote edificável para fins urbanos. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. rampas etc. demolindo ou cortando acima desta cota. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). Curar – Secar madeiras. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas.). Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. Ver abóbada. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Desgaste – Ver abrasão. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. de vigas na alvenaria estrutural etc. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. horizontal e vertical. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. duro e brilhante. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. Elemento metálico. Craquelê – Rachaduras em esmaltes.Corredor – É o saguão de que segue. concretos. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. com o aproveitamento do sistema viário existente. Desdobro – É a divisão. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. cimentos etc. Cuba – Recipiente das pias. em duas ou mais áreas. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. 298 .

Ver junta de dilatação. reagindo com a água. Desvão – espaço entre a telha e o forro. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. ou ar. sem profundidade ou perspectiva. Drenagem – Retirada de água do solo. Elemento vazado – Peça produzida em concreto.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. principalmente a partir de uma variação térmica. de pessoas ou mercadorias. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. Ela aparece devido a um processo químico. despensa. cerâmica ou vidro. 299 . resulta em uma base medianamente solúvel. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). aposentos de empregados etc. biombos.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. O cimento comum. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. Dilatação – Aumento de dimensão. Embasamento – Parte inferior de uma construção. denominada hidróxido de cálcio. Tapumes. tanto da superfície quanto de camadas profundas. Eflorescência . construção. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. ou seja. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. Emboço – Primeira camada de argamassa. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. fios (conduítes). Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. Tem como função uniformizar as superfícies. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. Também conhecida como oitão. Edificação – Obra.

que se acumulam em demolições ou construções. fixo no concreto.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. Engastalho – Calço de madeira. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. de forma que fique coeso. resultando num efeito irregular e manchado. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. 300 . Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. Escovado – Metal polido com escovas. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. Espelhado – Superfície polida. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. janelas) utilizado em uma obra. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. Enquadrar – Emoldurar. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. ganhando aparência fosca. que coordena serviços de grupos de operários. Engastado – Encaixado. podendo ou não ficar aparente na fachada. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. embutido. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. colocar o caixilho. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. ou ambientes expostos a umidades. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados.

proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. aço ou madeira. correr. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. Também usada para fazerem forros e ornatos. Filete – Moldura estreita. cremonas. 301 . chave ou tranqueta.) empregados em portas.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. friso. régua do boxe. fixando-as em sua devida posição. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. Fissura – Abertura inferior a 1. Fibra de vidro – Material resistente. geralmente de concreto armado. quando são submetidas à compressão. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. e quando necessário podem ser abertos.para ser trabalhada em estado granular solto. dobradiças. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. Estanqueidade – Propriedade. impermeável. empregado na fabricação de banheiras. conferida pela impermeabilização. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. Semelhantes ao canelado. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. janelas. puxador. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. que é cravada nos terrenos. fechar. desde à ruptura.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. protendido. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. sem causar divisão do sólido em partes separadas. pivotar etc. puxadores etc. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. a mais freqüente é a fibra do amianto. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. piscinas e calhas. estruturas de madeira ou metálicas. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. de impedir a passagem de fluídos.

Plantas rasteiras. como hera. Forro – Material que reveste o teto. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. Galeria – Corredor largo que. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. Duto subterrâneo para escoamento de águas. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. serve para exposição de obras de arte. Depois desse processo. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. drenagem. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. musgo ou grama. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. armados. tornando a passagem coberta. que fazem o acabamento de um jardim. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. além da circulação de pessoas. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias.correr.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. Fôrma – Elemento de madeira. canalizações etc. ligando entre si dois logradouros. pivotar). entre a base e o capitel. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. servindo de apoio à tesoura. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. após aquecimento. utilizando uma bigorna. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. ocultar canalizações ou estruturas. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. sapatas etc. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Utilizados como muros de contenção. Recuo da construção no pavimento térreo. que irão compor a estrutura da construção. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. drenantes. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. 302 .

a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. uma encostada à outra. 303 . minúsculas. batentes. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. dura.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. geralmente fora das recomendações técnicas. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. para dar segurança aos usuários. com peso específico de 2. para proteção de vigia. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. etc. Gambiarra – Instalação provisória. que entra na composição do granilite. Grana – Conjunto de rochas diversas. sacadas. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. de qualquer natureza. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. feldspato e mica.50 a 2. janelas. com parede de meação. Grapa – Peça de ferro. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. sentinelas. geralmente dobrada. usada para revestir paredes e pisos. composta de quartzo. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. corrimões etc. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. causado por uma variação brusca na velocidade da água. Gleba – É uma porção de terra. válvula. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. Granito – Rocha ígnea granular. Granilite – Mistura do cimento. torneira. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. Ver guindaste. Podendo ter um lado fechado por parede. guardas etc. pó de mármore e grana. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. como as rosáceas.

Hotel – Prédio destinado a alojamento. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. escadas. para compor coberturas. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. nos grandes edifícios. como as portas de correr etc. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. Hidrófugo – Produto químico. quase sempre temporário. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. rampas etc. O mesmo que locação da obra.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. acrescentado a argamassa. 304 . Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção.

Jardim-de-inverno – Local. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. Também conjunto das instalações elétricas. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. em geral envidraçado. feita em uma só peça. barro cozido. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. Junta – Articulação. que evita o transbordamento do excesso de água. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. linha ou fenda que separa dois elementos.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. com pouca espessura. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. gás etc. Janela basculante . 305 . para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. banheiras ou reservatórios. mármore etc. de cerâmica. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. cimento. hidráulicas. do som e da umidade. colocado na parte superior de cubas. além de permitir a visão externa. Ladrão – Tubo de escoamento.

Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. proveniente da infiltração de águas de chuva. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. Hoje são espaços amplos sem divisórias. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. azulejo e outros aplicados à meia altura. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. à pressão atmosférica. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. que divide os pavimentos de uma construção. 306 . M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. Listelo – Filete. Loft – Palavra inglesa. Levigado – Tipo de acabamento semipolido.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. muro etc. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. apoiada em vigas e pilares. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. servindo também para puxar ou empurrar a porta. cunhar. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. Madeira de lei – Madeira dura. pelo cubo. Lance – Comprimento de um pano de parede. feito de tábuas. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. brocas e cupins. usados para moradia. Lambris – Revestimento interno de parede. propiciando ventilação. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. que significa depósito. Lavrar – Gravar. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. placas de mármore. Geralmente situado à entrada da casa. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. Parte de uma escada que se limita por patamar. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito.

Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. Meio-fio ou guia . Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. Massa grossa – Mistura de areia média. água e cimento usado no emboço.. Massa raspada – Mistura de areia. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. adquirindo. pedras em obras de marcenaria. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. coberturas e contrapisos. cal. escada externa etc. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. Ver batente. dá acabamento liso a parede. com cargas adicionais a si. de um projeto arquitetônico. deixando-a pronta para receber a pintura. em miniatura. diminuindo o vão livre. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. 307 . Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. plásticas ou elásticas. cal. Mástique – Material de consistência pastosa.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. ela se projeta para além da parede da construção. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. formando desenhos. depois de aplicada.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. cimento e corante. é penteada com uma escova. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. Maquete – Reprodução tridimensional. ou filme de polietileno de alta densidade. usada como divisória. o produto final. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. Massa fina – Mistura de areia fina. água e cal empregada para rebocar as paredes. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. geralmente calcítico ou dolomitico. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. Não pode ser retocada e.

Muxarabiê – Balcão protegido. Mísula – Peça de pedra. por uma treliça de madeira. Montante – Peça vertical que. etc. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. sacadas ou balcões. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. do qual se quer uniformizar o emprego. especificando o material que são necessários à obra. roupas etc. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. acima do telhado da construção. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. madeira ou concreto que sustenta beirais. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. também. em toda a altura da janela. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. empuxos de águas de infiltração. sobrecarga de construções. no caixilho divide as folhas. prateleiras etc. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. Mirante – Parte alta. 308 . sobre-aterros. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. da fundação ao acabamento. a fim de assegurar ventilação e sombra e.

sacadas etc. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. Parquete – Piso feito da composição de tacos. porcelana ou vidro. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. 309 . Pátina – Efeito oxidado. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. condições locais. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. Proteção que atinge a altura do peito. necessidades de quem vai habitar. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. que dá aspecto antigo às superfícies. típica do Japão. tanto no interior como no exterior da construção. terraços. P Painel – Grande superfície decorada. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. Oxidação – Ferrugem. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. feita de cerâmica. feita de cedro. cerâmicas etc. obtido a partir das sementes do linho. presentes em janelas. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Pano – Extensão de parede ou muro. pastilhas. Apresenta composição de mosaicos. Pastilha – Pequena peça de revestimento. Passadiço – Corredor. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. Parapeito – Peitoril.O Ofurô – Banheira arredondada. geralmente construído de alvenaria. verba disponível etc.

feito de pedra. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. Pavimento – Andar. tiras plásticas. Piche – Substância negra. para demarcações no terreno. Piso . de pequena seção em relação à sua altura. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). alvenaria ou concreto. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. concreto. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. a linha. tijolo. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. pegajosa. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. 310 . Pilar – Elemento estrutural vertical. destinados a suportar carga vertical. Pavimento. Andar. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. posteriormente. Toda esta trama é. píncaro. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. por meio de suspensório (estribo). unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. cume. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. metálicas ou têxteis. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. Pilarete – Pequeno pilar. argamassas e concretos de cimento. metálico e outros.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. caldas. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. preenchida com barro.Revestimento de base o qual se pode caminhar. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. Pilastra – Pilar com quatro faces. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. resinosa. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível.

de alta resistência. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. fabricado previamente em instalações industriais. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. Policarbonato – Material sintético transparente. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. muros ou painéis. terraços ou varandas. formatados por aquecimento. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. Polir – Lustrar uma superfície. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. baixa porosidade. que serve de vedação ou acesso a um ambiente.Parte ou componente de uma edificação. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. Prédio – Construção destinada à moradia. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. 311 . com baixa absorção de água. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. depósito ou outro fim similar. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. Porcelanato – Revestimento. O mesmo que planalto. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. Pré-moldado . Platô – Parte elevada e plana de um terreno. para depois ser montado na obra. inquebrável. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. Escora. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. utilizado com laminados plásticos colados. Ver sarilho. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. Apoio. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. fabricado e depois montado na própria obra. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. cuja cobertura é apoiada em colunas. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo.

Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Quiosque – Pequena construção. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. 312 . Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. Projeto – Plano geral de uma construção. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. uma laje de concreto armado. reunindo plantas. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. elevação. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. detalhamentos etc. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Rancho – Habitação rústica do campo. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. Radier – Tipo de fundação direta. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. colunas etc.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. cortes. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. a imbuia e o pinho-de-riga. recebendo pintura diretamente. composta de chave geral e disjuntores. como a nogueira. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies.

junto ao piso. Sapé – Tipo de gramínea que. dos profissionais que trabalham nas obras. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. no encontro de telhados e paredes.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. Muito comum em portas divisórias retráteis. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. e pequena quantidade de argila. quando seca. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. Como ficam isoladas. Podem ser isolada ou corrida. auxiliar. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. Sarrafo – Tira de madeira. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. 313 .) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. Rufo – Chapa metálica dobrada que. estreita e comprida. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. A tábua reentrante é chamada de saia. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras.5 cm. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona.5 e 2. Pode ou não embutir iluminação. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. evita a penetração das águas das chuvas. de camisa ou blusa. Servente – Ajudante. e no qual se enrola corda. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. baldes etc. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. junto ao forro. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. e a saliente. é usada para cobrir casas e quiosques.

passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. mantendo o mesmo nível. de madeira ou ouro material. Silicone – Material usado na vedação. que facilitam o acesso às tubulações. em relação ao terreno circundante. que pode ser revestida ou não. de água.Seteira – Janela estreita e comprida. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro.50m. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. de onde são retiradas. com rosca interna. e nas portas externas. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. 314 . e situado imediatamente acima do pavimento térreo. É um duto de alvenaria ou de concreto. Soquete – Receptáculo. telefone etc. Sóculo – É uma base de alvenaria. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. formando um degrau na parte de fora. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. Shaft – Palavra inglesa. Ver lanternim. Ele tem geralmente portas ou tampas. muito usado em construção de vários pavimentos. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. que serve para passar as tubulações elétricas. onde se encaixa a lâmpada. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. como a manta asfáltica. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. não inferior a 2. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. Arremate na mudança de acabamento de piso. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado.

Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. Telha-vã – Telhado sem forro. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. carga. Terracota – Argila modelada e cozida. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. 315 . formando a moldura que guarnece os telhados. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. transporte. As telhas e a estrutura ficam aparentes. por meio de colunas e pilares. Tabuado – Porção de tábuas. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. desviada angularmente em relação ao plano vertical. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. descarga e compactação. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. Galeria descoberta. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. pelo menos em parte. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. destinada ao seu assentamento. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. executadas para a construção de aterros e cortes. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. Teodolito – Instrumento ótico portátil. Terraço – Cobertura plana.

graduada em uma ou ambas as faces. U Umbral – Parte superior das portas. crespa. está sujeita aos esforços de tração. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. Unifamiliar – Uma única família. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. deixando-a áspera. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. nas instalações de esgotos de prédios elevados. Tirante – Viga horizontal que. constituída por articulações em múltipla triangulação. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. Trincha – Tipo de pincel achatado. sem auxilio de apoios intermediários. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. 316 . no sistema métrico e/ou no sistema inglês. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). Tulha – Depósito de café e cereais. formando um conjunto de barras interligadas. Treliça – Estrutura estaticamente definida. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. nas tesouras. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. compondo os pisos. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. Textura – Massa. usada em telhados para vencer grandes vãos. fibra ou tecido. Barra de ferro. Tubo de queda – Tubo vertical que.

apropriado para revestir pisos. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. tirando-as das esquadrias. Vedação – Ato de fechar. concreto etc. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados.É um mineral semelhante a mica. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. Vergalhão – Barra de ferro comprida. cargas minerais e pigmentos. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. Veneziana – Tipo de esquadria. Vermiculita . vedar. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. plastificantes.) para os pilares. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. feita de aço. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. madeira. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. 317 . o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. que permite a ventilação permanente dos ambientes. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. Varanda – Alpendre grande e profundo. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. Viga – Peça estrutural.

do solo etc. comerciais. de cor alaranjada. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. 318 . evita a ferrugem. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas.Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Zincado – Material que foi revestido de zinco. industriais ou mistas. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. dos agregados.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

Qualquer função deve utilizar. quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar.00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp. imediatamente.EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar. em beiradas de laje. quando executar trabalhos acima de 2.Tornar obrigatório o uso do EPI . obrigatoriamente.Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina . quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . o EPI danificado ou extraviado .Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI . valas etc. Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg.Fornecer aos empregados gratuitamente.Substituir.Observar as Normas de Segurança do Trabalho .Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ . o EPI adequado ao risco e em perfeito estado. Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. como limitador de espaço. .Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho .

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

80 2.4 0.0 6.0 6.0 6.2 148.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.3 117.4 323.8 x 3.97 1.59 x 1.0 1.47 x 0.61 x 0.0 0.0 6. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.92 x 0.45m 4.0 x 8.75 0.92 3.4 65.0 x 5.5 x 4.PESO COMPR.61 3.5 1.75 x 0.2 x 4.83 3.2 0.1 45.48 1.0 6.1 217. Trans.37 6.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.0 x 9.83 x 2. Longc Trans.52 3.5 264.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .6 x 5.96 x 3.36 x 6.0 2.96 5.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.46 x 2.9 78.2 x 4.4 x 3.1 8.0 8.91 4.0 x 3.38 4.46 6. cm cm cm²/m cm²/m 3.0 6.0 x 8.03 x 5.2 1.8 57.0 6.48 5.03 6.0 6.35 x 3.8 x 3.09 120 120 120 60 60 60 222.13 x 1.13 4.0 9.1 x 7. .75 4.11 3.1 356.0 37.28 7.6 2. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.8 1.8 0.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .47 3.20 2.96 5.96 x 1.97 10.20m e 6.35 3.0 285.0 x 6.9 92.21 1.0 7.38 x 1.59 5.

328 .

1.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.25. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .bw(cm).5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0.60 0.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.85 1.1. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.2 tf/m³ 1.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.10 .6 tf/m³ 1. um tij.

0 Brita Nº 2 22.1 33.6 33.04 1.7 28.3 170.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.7 21.27 2.05 0.4 33.1 240.9 312. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.6 28. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.5 39.5 27.4 33.48 m 330 .4 19.6 29.37 1.8 6 0.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.20 24.9 28.7 5 0.14 1.0 35.6 8 0.5 32.6 36.4 28.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.9 168.6 22.83 14.82 1.5 5 0.4 9 0.2 145.35 x 0.6 22.6 181.6 28.6 1 0.5 4 3.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.0 33.6 22. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.5 28.4 19.2 203.6 29.5 30.2 133.7 23.5 187.5 34.7 28.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.7 28.7 129.7 1 0.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.4 28.7 23.6 5 0.7 9 0.6 22.84 1.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.7 28.5 60.6 33.9 5 1.27 97.0 17.54 1.9 28.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.4 4 0. de Concr.0 218.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0.0 33.9 23.47 1.41 1.1 33.9 23.5 1 6 6 6 5. Peq.

331 .

TERÇAS E PONTALETES DET. ESPIGÃO 332 .TESOURAS.

0 4.0 (m) 15.50 520. Compr.00 Sarrafo 2. .50 3.0 Viga 6 x 12 Quant. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.00 333 .Ripas acrescentar 10% . Compr.50 4.0 4.5 5. (m) 24 07 05 26 30 2. Compr.00 4.50 4.00 3.) 03 (Pont.) 07 01(Berço) 2.50 3.CAIBROS Obs.5 x 10.Sarrafo para travamento na linha da cumeeira. (m) 01 26 04 04 02 03 2.0 4. .Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas. .00 3. (m) 01 (Pont.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant.5 3.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas.

2a edição. et al. 15 SAMPAIO. Sistema treliçado global . J. F. Editora Edgard Blucher. C.. 2a edição.F. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. São Paulo. 1993 11 MELLO. Técnica da Construção. São Paulo.Boletim Técnico de Edifício. F. A . PCMAT. Rio de Janeiro. São Paulo. 1969 7 DIAS. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. 3a edição.B. Prática das Pequenas Construções. Editora Pini. 1998. Rio de Janeiro. 9 FUSCO. Porto Alegre. C Arruda. Batista. Firme.C. Rio de Janeiro. 2000 8 FALCONI. Ed. Editora Glob. 10 LIMA.. Copiare.R.Caio.Vilela.O. Editora Pini. A. Celso. Pisos Indistriais de Concreto Armado. Materiais de Construção. 2 volumes. 1993 3 BORGES. P.P.1992 4 BAUD. Curitiba/PR. 9a edição. 1976 5 BAUER. São Paulo 1995 6 CARDÀO. 1992 13 PIANCA. 5 volumes. São Paulo. 16 SANTOS. 334 . São Paulo 1998. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. Editora Hemus. Tesouras de Telhados. P. Antonio. Editora Pini.et al. São Paulo. 1974 14 RODRIGUES. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. 1o volume. Técnica de armar as estruturas de concreto. desenhos de concreto armado. Editora Edgard Blucher. 1995. 4a edição. Estruturas. L. 6a edição. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. 4a edição. P.2 volumes. Fundações Teoria e prática. Editora Tecnoprint. J. Editora Pini. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. Manual do Construtor. Editora Calcitec. Editora Globo.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Manual de Construção. 1996 12 MOLITERNO. Edvaldo G.Falcão. J. G. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação.

A técnica de Edificar. Roberto.Editora Pini Manual Técnico Blindex .Associação dos Fabricantes de Lajes. 335 . Detalhaes de execução . 18 YAZIGI. P. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas .Publicação ABESC Manual de execução de Telhado .IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. Apostila 4oSimpatcon. Jornal da AFALA .Fôrma e Ferragens. Campinas/SP. Walid. 1998.17 TERZIAN. 1978.Construção Mercado e Téchne . Editora Pini. São Paulo.

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