TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.........12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2.. 9 .1 Corte em terreno 2..... 23 . 39 .. 15 .9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.. 7 .2 Equipamento de sondagem a percussão 3. 28 .....12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1.. 26 .. 10 ...7 Profundidade de uma estaca isolada 3.1 Esquema de sondagem 3.... 8 ... 41 ... 27 ..... 12 .13 Projeto de locação de estacas 2. 24 ..... 6 . 37 . 25 .5 Cavalete 2.14 Locação de estaca 2.8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1... 43 ..10 Com cinta de amarração 3.... 5 .6 Clinômetro ou nível de Abney 1. 8 ...14 Sapata corrida sobre pilares .. 41 .10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2.6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3.... 10 ...11 Com cinta de amarração 3...2 Aterro em terreno 2.7 Clinômetro inclinado 1.. 12 .. 19 ...1 Lote regular 1..9 Utilização do nível de bolha 1..9 Sem cinta de amarração 3....12 Sapata isolada retangular 3. 16 .2.... 32 .. 29 ..11 Processo da mangueira de nível 1..10Posição da água quando não existe bolhas 1.. 42 ..... 32 . 42 .. 22 ..Lote irregular com pouco fundo 1. 11 . 6 .8 Processo da tábua corrida 2.15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3..3 Lote irregular com muita profundidade 1. 20 . 23 ..4 Aproveitamento das chapas compensadas 2...... 35 . 25 ..8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3..4 Planta de locação das sondagens 3..13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2..5 Exemplo de um perfil de subsolo 3. 5 ..13 Sapata corrida sobre parede 3....6 Processo dos cavaletes 2.3 Barracão para pequenas obras 2....4 Lote com setor curvo 1.11 Traçado de curvas de pequeno raio 2.7 Marcação sobre gabarito 2.. 36 . 38 . 34 . 41 .3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3. 21 ..5 Representação de curva de nível 1.....

11 Colocação da argamassa de assentamento 4..9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4.12 Assentamento do tijolo 4..24 Corte do tijolo maciço 4. 79 .6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4.32 Dreno horizontal 3. 67 .... 72 .22 Perfuratriz 3. 74 ...27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4..18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3..16 Ajuste inglês ou gótico 4.. 59 ..24 Execução das estacas Franki 3... 45 ...21 Perfuração das brocas 3....15 Ajuste francês 4.26 Detalhe de execução dos cantos 4.23 Empilhamento de tijolos maciços 4.21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4...... 68 .. 70 . 54 .. 73 ... 75 . 67 . 45 ..17 Esforços nas estacas 3. 80 . 75 ...5 Tijolo de solo cimento comum 4. 77 . 66 . 68 ..16 Radier 3..23 Execução das estacas Strauss 3.3 Tijolo com furo prismático 4.30 Vergas sobre e sob os vãos ........26 Tubulão a ar comprimido 3. 49 .18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4... 48 ... 71 ..13 Retirada do excesso de argamassa 4.22 Exemplo de pilares em alvenaria 4. 43 .19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4..25 Seção típica de um tubulão 3...7 Bloco de concreto 4. 50 .15 Sapata corrida com viga 3.10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4... 73 ... 67 .31 Impermeabilização em locais com ventilação 3......14 Ajuste corrente 4.8 Bloco canaleta 4.. 79 . 59 ..33 Dreno horizontal cego 3.25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4.34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4.3..27 Alvenaria de embasamento 3...28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3.. 58 .19 Bloco de coroamento 3.. 78 . 64 . 70 . 74 . 73 .....29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3... 80 .. 56 .20 Canto em parede de espelho 4.17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4... 78 .. 57 .. 44 .......1 Tijolo comum 4.30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3... 71 ..2 Tijolo com furo cilíndrico 4.20 Tipos de trado 3.. 60 ... 53 .. 57 ..28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4. 76 ... 46 . 47 ... 74 . 52 .4 Tijolo laminado 4... 51 ..29 Vão de alvenaria 4.. 76 . 66 .....

91 .33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1.. 96 ..2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5.4.. 81 .18 Manuseio da laje treliça 5.. 83 .37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4..44 Exemplo de fundação para muros 4..43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4. 82 ..0 e 1.. 96 . 82 .34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.... 81 . 100 . 96 .23Detalhe da colocação da armadura negativa 5.11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5. 84 .. 88 . 89 .. 85 .. 92 ..48 Assentamento em cordão 4.45 Preparo da argamassa manualmente 4. 98 . 90 ..32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1.10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5.....0 e 2.31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1..0m e entre 1. 95 .0m e entre 1.. 107 . 102 ..20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5...24 detalhe do apoio das tábuas da passarela ..... 94 .15 Armadura adicional de compressão 5..14 Armadura adicional de tração 5.0m 4. 81 .0m 4.. 86 .. 97 .21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5.22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5..0m 4. 92 .47 Assentamento tradicional 4..7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5... 100 . 100 ..17 Exemplo de execução de nervuras 5.12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5..... 104 .. 87 . 101 .38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4..9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5. 83 ..13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5. 104 .. 105 ... 86 . 98 .0m 4.16 reforço em laje treliça 5.40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4.19 Vigota protendida 5. revestido e viga baldrame 4......5 e 2.3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5..1 Tipos de forros de madeira 5.8 Apoio da laje comum passante em beirais 5.5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5.46 Preparo da argamassa com betoneira 4..6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5.....0 e 2.39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4.. 99 . 88 . 96 .. 106 . 83 .35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.36 Coxins de concreto 4. 100 . 89 . 82 ...42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente.49 Tipos de frizos 5 FORROS 5.41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4..5m 4.4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5..

47 Telhados com uma água . 119 . 115 .2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6. 136 . 139 . 126 . 119 .38 Áreas de contribuição condutores 6. 140 . 123 .7 Detalhe da galga 6.17 Apoio dos pontaletes em berços 6.35 Calha tipo moldura 6. 135 . 141 .40 Calha tipo platibanda 6. 120 .22 Fixação das ripas nos caibros 6. 116 . 112 . 124 . 135 . 115 .25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5.45 Desenho das linhas de um telhado 6. 121 .26 Telha plan 6.20 Detalhe da fixação por pregos menores 6. 121 . 118 . 123 .6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6.12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.36 Detalhe de uma água furtada 6. 133 .32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6. 121 .13 Detalhe da ligação entre a linha. 128 .9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6. 131 . 114 .27 Telha romana e portuguesa 6. 134 .23 Acabamento da cumeeira 6. 130 .28 Telha termoplan 6.34 Calha tipo platibanda 6.29 Telha germânica 6. 108 . 140 . 109 . 118 .4 Esquema de contraventamento das tesouras 6.33 Calha tipo coxo 6.31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8. 129 .26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6. 129 .0m 6.1 Esquema de estrutura de telhado 6.10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6.43 Beiral em telhas vã 6.37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.24 Telha francesa ou marselha 6.42 Beiral em laje 6. 125 . 137 . 138 . 132 . 121 .5.19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. 128 . 137 .15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6. 139 . 124 .18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6. 135 .30 Inclinação e caimento de telhados retos 6. 125 . 137 . 127 .25 Telha paulista 6.39 Divisão do telhado em áreas “a” 6.3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6. 120 .5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6.44 Detalhe das platibandas 6.14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6. 141 .21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6.41 Calha tipo coxo 6. asna e pendural 6. 120 .

23 Caixilho de correr 7.9 Determinação da execução do rejuntamento 8.48 Telhados com duas águas 6. 174 . 142 .8 Tipo de fechaduras para as portas 7. 152 . 157 .7 Detalhe da fixação das guarnições 7.18 Janela de enrolar 7. 167 .8 Determinação dos tipos de juntas 8.14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7.10 Batentes das janelas 7.17 Janela tipo ideal 7. 185 . 155 . 160 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7.7 Determinação da aplicação do reboco 8.3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7.51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7.11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7. 145 .21 Caixilho maximo ar 7.1 Componentes das portas de madeira 7.25 Representação das portas em planta e vista 7. 173 . 173 .30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8. 159 .13 Tacos de madeira .149 . 153 .6 Determinação da execução das guias e do emboço 8.9 Porta balcão 7.2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8.5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8. 162 . 155 .4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8. 154 . 162 . 150 . 148 . 192 .20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7. 175 .28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7. 148 .29 Representação dos caixilhos pivotante 7.5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7.24 Venezianas de projeção 7.2 Vão livre ou vão de luz 7. 143 . 146 . 186 . 142 .6.27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7.11 Determinação do assentamento dos azulejos 8. 157 . 169 .15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7. 172 .12 Caixilho de correr 7. 184 .3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8. 147 . 151 . 142 . 161 . 154 .1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8.19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7.49 Telhados com três águas 6. 158 .4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7. 156 . 183 . 146 .13 Caixilho de abrir 7.50 Telhados com quatro águas 6.10 Juntas superficiais dos azulejos 8.12 Exemplo de divisão dos azulejos 8.16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7. 163 . 162 .6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7. 161 .22 Janela veneziana 7. 154 .186 . 159 . 153 .

1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11. 256 .21 Selante para junta serrada 8.3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10. 208 . 229 .3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9. 224 . 255 .9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 194 .20 Selante para junta de construção 8. 232 . 206 .14 Parquete e tacão 8. 259 .19 Junta de expansão tipo diamante 8.5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11.15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8. 250 . 258 . 196 . 255 .1 Vesícula formada no reboco 10.6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11. 230 .8.8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11. 258 . 236 . 225 . 223 .1 Local para guarda de material 11.10 Tipos de reforços em gravatas . 221 .2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9.2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10. 193 . 259 . 246 .5 Cargas nos vidros 9. 236 .6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 248 .7 Flambagem 9. 207 . 220 . 234 . 221 .2 Baia de madeira para separar os agregados 11.4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10. 196 .7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10.4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9. 225 . 226 .5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10. 206 .4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11. 235 .22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10. 231 . 194 .8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11.6 Impacto nos vidros 9. 234 .17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8.18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8.16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11.

272 . 270 . 262 . 278 .11. 262 .11 Detalhe de uma fôrma de viga 11.18 Escoramento de madeira tipo H 11.14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11. 286 .17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11.30 Sequência da mistura em betoneira 11. 274 .38 Pastilha plásticas 11.26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11.23 Pontos de amarração usuais 11. 272 .33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11. 274 . 281 .21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11.35 Detalhe das guias de nivelamento 11. 261 . 281 .36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11. 279 .13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11. 261 . 263 . 282 .12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11. 283 . 266 .31 Aplicação do vibrador na vertical 11.25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11. 275 .39 Método mais comum de consertos de falha . 260 . 263 .19 Escoramento metálico 11.32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11.34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11.24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11. 262 . 274 .27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11.15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 267 . 268 . 265 .16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11.22 Bancadas com pino de dobramento 11. 264 .37 Pastilhas de argamassa 11. 280 .29 Colocação da água 11.28 Adição das britas 11. 269 .20 Fôrma trepante 11.15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11. 283 .

112 . 163 ..3 Desvios máximos de prumo...1 Altura total da laje (h) 5... 164 . 2 . 35 . 94 .3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8.2 Traço do reboco 8.1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4. 131 ... 143 .2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4.. 97 . 91 . 132 ... 101 .8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7. 176 ...4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6...LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Traço do emboço para as diversas bases 8.. 179 .1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3..5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6.1 Dimensões das portas 7. 133 .3 Vão máximo dos caibros (m) 6.. 18 . 132 . 15 .3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4. 33 . 117 .2 Dimensões das janelas 7.3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3..2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2. 20 . 68 .6 Ponto de cobertura 6.4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6..0m 6...1 Relação de empolamentos 2..2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5.1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2. 116 .. 89 .7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. 163 . nível e planeza . 171 .2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4.4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5..2 Vão máximo de terças (m) 6....3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5.1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6. 65 .. 97 .

Estribos 11.12 Pedras naturais mais comuns 8.1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11. externas do dano e solução 10. 237 .8. 223 .2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. 275 . 225 . 245 . 242 . 238 .4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8. externas do dano e solução 10.5 Diâmetro dos pinos de dobramento . 224 .6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11.3 Classificação dos vidros 9.7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8. 182 . 181 .9 Cobrimento das armaduras 11.8 Consumo de rejunte por m 8.10 Consumo de argamassa colante 8. 182 .3 Dimensões dos pregos em “mm” 11.5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8.198 . 284 .4 Resistência ao impacto 9. 187 .3 Patologia mais comuns das tintas 10.1 Defeitos observados. 199 .9 junta superficial entre azulejos 8. 268 .6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8. 254 . agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9. 222 . 181 .5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8.2 Característica dos fios e barras 11. 199 . 276 .8 Limite de abatimento (slump-test) 11.4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 269 .4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11. 282 . 191 . 251 . 219 .1 Identificação das causas. 243 . 271 .10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento .7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11. 184 .2 Identificação das causas.13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.

realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. Não é possível seu preenchimento completo. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. Com os dados levantados. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos.. podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc.ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada. industriais etc). Levantamento topográfico. Exame local do terreno. municipalidade. definir a planimetria e a altimetria de um terreno.PROJETO . VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. cabendo então ao profissional orientar esta entrevista. • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. entidades.1). Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. 1. Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. para obter o maior número possível de dados. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. • Utilizando métodos simples. que tem a função de orientar evitando esquecimentos.1 . • Analisar a topografia de um terreno. 1 .1 .ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente. antes de iniciarmos o projeto. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos. uma família etc. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo.

:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp. da rua: ____________ Tipo de Pav. Res. Com. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof.:____________________________________________ e-mail____________________ End.: _______________ nº casas Viz. Com.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End.Tabela 1. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .1 .Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End.

e) Ser resistente para suportar bem a construção. se o loteamento onde se situa o terreno. foi devidamente aprovado e está liberado para construção. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção.Aprox.: ________ Área aprox. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. c) Ser seco. b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão. 3 . levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos.IV Da Futura Construção Nº de Pav. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote. f ) Ter facilidade de acesso.2 . Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. é quase impossível executar-se um bom projeto. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos. colhendo-se todas as informações necessárias.

et al. bem como as dimensões dos lotes.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio.MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno. Geralmente. interpretados e manipulados corretamente. Obs. h) Verificar se passa perto do lote. que poderão ser cortadas com foice. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico.4. energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada. confirmar a posição da linha N-S. 4 . 1. f) Verificar se existem benfeitorias.1 . necessitando desgalhar.Quando houver árvores de grande porte. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais. esgoto.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis. bueiros. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. 1.3.Roçar .: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que. em declive. 1.Destocar .1 .2 . verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote. que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1. Deve retratar a conformação da superfície do terreno. e na maioria das vezes.LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. e) Com bússola de mão.Carpir . estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes.d) Situação do lote dentro da quadra. etc. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote.3. i) Verificar se existe faixa non edificandi .3 .4 .. podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr. Todo material vegetal. posição de postes. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras. unicamente a enxada.3 . cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz..(água.Quando além da vegetação rasteira. 1.3. usando para tal. em uma das divisas laterais ou fundo. medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima. linha de alta tensão. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. houver árvores de pequeno porte. 2001) 1.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos.

1-Lote regular Obs. esquina.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. devemos medir as diagonais que deverão ser iguais.(Figura 1.2). são geralmente de pequena área possibilitando.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. Figura 1. e usar o valor médio. piquetes etc). vamos mostrar em alguns desenhos. Para verificar se o lote está no esquadro. sem referência. casos mais complexos. No entanto. Figura 1. portando. os processos mais rápidos para medir um lote urbano. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha.1). Os terrenos urbanos. bastando portanto medir os seus "quatro" lados.

3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva.4). E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1.4-Lote com setor curvo 6 .c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso.3). Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda. Figura 1. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central). a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1. Medir a corda e a flecha no local.

inclinações etc. as dimensões de um terreno ou área. 3. depressões.5.1. que geralmente utilizam terrenos pequenos.0 3.0 1.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis.0 1. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1. 7 . Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar. caso necessário.0 3. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações.0 1. de uma superfície (Figura 1.0 1. mas nada nos impede de tirarmos mais. Caso seja necessário algo mais rigoroso.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno.0 2.0 2.5.3).1. 1. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2. as distâncias entre as curvas serão menores.0 RN 0.2.5) Podemos observar na Figura 1.et al. Este levantamento não é muito preciso. os ângulos.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.0 d2 Figura 1. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer.0 d1 2.0 3. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote. 1.0 RN 0.5.0 2.5 .

6 e 1.5.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5.0 em 5.7. 1972) 8 .Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5. ou de acordo com a inclinação do terreno. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1. 1972) Figura 1.0m.0m.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges.

8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges.Coloca-se o clinômetro (Figura 1. Com o auxílio do nível de bolha. Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α. a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas. nivelamos a régua (Figura 1. Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil. O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente.2 balizas.5. Utilizando o método do nível de bolha.Nível de bolha.2) Nível de bolha Materiais : . . Figura 1.9). 1972) 1.trena. 9 . na 1ª baliza a uma altura de 1. .régua . Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B. Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m".50m (ponto A).8).

Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados.5.Figura 1. azulejos etc. parede espessa para evitar dobras e ser transparente. Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas.9 Utilização do nível de bolha 1. batentes. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos. que nos fornece o nível.. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas.. A mangueira deve ter pequeno diâmetro.10 e 1. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1. Figura 1.Posição da água quando não existe bolhas 10 . Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes.10 .11).

o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição. O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”.11 . podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas.Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição.Mangueira .Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: .2 balizas . Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno). que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”. Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 .Trena Figura 1.

. Figura 1.Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 .a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h ..Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h .... Figura 1..h' . Htot = h1 + h2 + hn ..h' . h2 = H'.12 ... Htot = h1 + h2 + hn .. h2 = H'.13 .

A mangueira deve ser transparente.Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira.ANOTAÇÕES 1 . 3 . e de pequeno diâmetro. da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade.A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 .13). para não dar erro nas medições (Figura 1. 2 .

aterros. quando existirem. • Realizar as compensações de volume. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. como trincas. 2. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. • Canteiro de obras e a locação da obra. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. algumas atividades prévias. carga. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. transporte. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. descarga. 2.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno. antes do início das obras. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. para facilitar a sua entrada e retirada). antes do início da obra. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. 14 . • Analisar e executar um canteiro de obras.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra. devem ser realizadas. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas. pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo.2 . Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. 1969). Antes de iniciarmos a construção de um edifício. • Demolições. o registro das condições das construções vizinhas.

Localização do canteiro de obras. Níveis das construções vizinhas.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno.: Quando não se conhece o tipo de solo. Por exemplo. seca Argila escavada.1 . podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2. Seqüência da execução do edifício.1). ou cortes + aterros: 2. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2. cortes. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta. aterros.Corte em terreno 15 . deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média.43 metros cúbicos no estado solto.1 . Relacionamos na Tabela 2.Cortes: No caso de cortes. O empolamento é o aumento de volume de um material. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2.2. Tabela 2. conforme o levantamento altimétrico.1 alguns empolamentos.1 . Podemos executar. seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS.1). quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte.

incluindo eventual escarificação. sem vegetação nem entulhos. isto é. sem detritos. 2006). os soquetes manuais. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. é possível utilizar pequenos equipamentos. Va = Ab . não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas.Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. piçarra ou argila. acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos.Aterros e reaterros: No caso de aterros. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. quando compactado (Figura 2. Compreendem as terra em geral. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito.2). descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água. devemos empregar métodos que evitem ocorrências. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. reduzindo o volume de vazios. pedras ou entulhos. ou os próprios equipamentos de escavação. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm.2 . como os compactadores mecânicos (sapos).2 . deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. podendo fazê-lo maior. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. Quando o nível de compactação for baixo. - 2. 16 . rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. como: ruptura do terreno. tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros.2.

c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). tijolos. chapas compensadas (Figura 2.. Serviços a serem executados. pedras. se houver..3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos. Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. para evitar que materiais caiam na rua. madeiras.. tudo dependendo do vulto da obra. por empreitada global ou empreitada por viagem. 17 . Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. com tábuas alternadas ou chapas compensadas.3). Em zonas urbanas de movimento de pedestres.3 . Materiais a serem utilizados. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central. É indicado para obras com grandes movimentos de terra. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material).deverão estar próximas ao ponto de utilização. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. e deve-se registrar o número de viagens. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. deve ser feito um tapume.2. Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. o tempo de obra e a distância de centros urbanos. cal. etc.INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS .OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado. bem como distribuição de máquinas.. Máquinas e equipamentos necessários. Prazos a serem atendidos. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios. 2. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. aço.) e ferramentas. alojamento para operários. que serão utilizados durante a execução dos serviços. refeitório e instalação sanitária. "encaixotamento" do prédio.2. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. Empresas empreiteiras previstas. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem. etc. Áreas para areia.

Na Tabela 2. Caso. atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. Deve-se providenciar a ligação de energia. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia. aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente).0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância. onde ficarão os quadros de força.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro.que seja o mais distante possível dos alicerces. b) . no local. quantas máquinas serão utilizadas e. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro. Tabela 2. 18 . deve-se também fazer um pedido de estudo. como. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros.o local deve ser de pouco trânsito. Não existindo água. c) . para que sejam seguras. Antes do início da obra.0 trifásico vibrador 3.0 trifásico Maquina de corte 2.2 temos a potência de alguns equipamentos. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2.5 a 15 trifásico Betoneira 3. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária.2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. 2006). As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção.0 trifásico Bombas d’água 3.0 trifásico Serra elétrica 2. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. sendo desfeitas após o término dos serviços. ou seja. com os seguintes cuidados: a) . Se no local existir rede mais é monofásico. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. ainda. quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas. isto é. nunca a menos de 15 metros dos mesmos. não existir rede elétrica. Mas precisam ser feitas de forma correta. deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. no fundo da obra.

2.3.1 .3): Figura 2.4). como segue (Figura 2.3 . pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8. 19 . e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões.Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas. desmontável para utilizar em obras.Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2.

4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2.22 Viga 6x12 de 5.50x2.50x1.3 .44 Telhas fibrocimento 4.Figura 2.3.0mm 0.5 0. Tabela 2. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.00m Pontaletes ou caibros de 3.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.0mm 0.5 03 0.3.0m Sarrafo de 7. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.0mm Telhas fibrocimento 4.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .0 10.50m Chapas de compensado 6.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.

linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce. nos casos de obras de pequeno porte. que nos garantam certa precisão.LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra. poderão acumular erros. Devemos sempre que possível.1 . sendo conveniente. No entanto. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2.4. o auxílio da topografia. 2. sem o auxílio de aparelhos. Em quaisquer dos casos. régua. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão. evitar esse processo.4 . em obras de grande área.5 . previamente alinhados conforme o projeto.Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. portanto. tropeços. fio de prumo e trena). para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito). os métodos simples. etc. Figura 2. Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes.5).2.6) 21 .

Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm). Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção.6 .4. determinam os alinhamentos (Figura 2. Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames. Este processo é o ideal. que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes. em nível e aproximadamente 1. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção.20m das paredes da futura construção. pontaletes de pinho de (7.00m do piso (Figura 2.0m e a 1.Figura 2.determinação dos alinhamentos 2.5 x 7.50m a 2.Processo dos cavaletes .8).2 .Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas.7).5cm ou 7.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1. 22 .5 x 10.

possibilitando a conferência durante o andamento das obras.7 . devemos transferir as medidas.5 .8 .Marcação sobre gabarito Figura 2. Não obstante.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra. retiradas das plantas para o terreno. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros. 2. seja qual for o método escolhido. para auxiliar este processo. 23 .Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo.A Figura 2. pode utilizar o processo dos cavaletes. No entanto.

1 .60 x 0. É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno. pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas. cujos lados meçam 3 .9). que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos.80 x 1. O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las.Quando a obra requer um grau de precisão. Figura 2. Um método simples para isso. determinando assim o esquadro.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia. para pequenas obras. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente.10).Traçado de ângulos retos e paralelas.4 e 5m (triângulo de Pitágoras). fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2. saber locá-las com métodos simplificados. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. 2.5.9 . 24 .Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. da construção. cabendo a nós.

Figura 2.Figura 2. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2. com o auxílio de um arame ou linha. sobre a corda obtida com a flecha precedente.11 .5. podemos utilizar um método aproximado.Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão.2 .Baud.12). Consiste em aplicar. a quarta parte deste último valor (Figura 2. sucessivamente. quando temos pequenos raios. 1976) 25 .11.Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e. por aproximações sucessivas. No caso de grandes curvas. Encontram-se assim. todos os pontos da curva circular (G.10 . chamado método das quatro partes.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2.

O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas.Figura 2. caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes"). inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas. 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto.3 .1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 .Baud. fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2. tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução. com o auxílio do gabarito. 2. visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos.13).12 . 26 .Traçado de curva pelo método das quatro partes (G.5.Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas.

14). No ponto marcado pelo prumo. através de um prumo de centro (Figura 2. com dimensões 2.5 x 15. crava-se uma estaca de madeira (piquete). geralmente de peroba.Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito. 27 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.0cm.5 x 2.13 . Transfere-se esta interseção ao terreno.

No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes".14 .Figura 2.4 . para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2. na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14.15). Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes. 2. por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros. Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes.5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50.5. 28 .Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.

E D C B A 1 2 3 Figura 2.Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .15 .

6 . 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores. 5 . pilares. em relação às divisas do terreno. sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas.Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. 30 . 2 .Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas. 4 . materiais e equipamentos. 3 . as tábuas devem ser pregadas em nível.Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. 5 . elétrica ) e suas implicações. 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes. 4 .Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. 2 . facilita a conferência pelo engenheiro. Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos. canaletas ou eletro dutos. 3 . Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 .Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte.Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas. 5 – Verificar os afastamentos da obra.Os fios e cabos estendidos em locais de passagem.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos. os valores são mais precisos se o número de seções for maior. ou redes de esgoto.A marcação pelo eixo.Os taludes instáveis com mais de 1. 2 . não deixando partes descobertas. 3 . máquinas e materiais. 4 .A locação da obra deve.Na execução do gabarito. além de mais precisa. 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais. blocos e estacas. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles. de preferência. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 .ANOTAÇÕES 1 . ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo.A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. 6 .As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima. devem estar protegidos por calhas de madeira.Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. sapatas.

apenas 0.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. 3. As sondagens representam. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo.FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.005% do custo total da obra. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam. • Especificar o tipo de dreno e a sua localização.P. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. em média. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas.05 a 0.1.Standart Penetration Test.1 . ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. damos nestas anotações de aulas.3 . que consiste em abertura do furo. • Analisar um perfil de sondagem. no subsolo. .1 . A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S.T. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. o barateamento das fundações.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem. bem como a sua localização. • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. fazendo com isso. 31 . até a profundidade de interesse do projeto. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. 3.

1 . uma haste e o amostrador.Abertura 100cm 45cm .Equipamento de sondagem à percussão 32 . em cada metro faz-se.2) (Godoy.Abertura 100cm 45cm .1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente. utilizando um tripé. e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração.Ensaio Figura 3. (Figura 3. inicialmente.Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3. a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água. (Figura 3. 1971) 55cm .2 . um martelo de 65 kg.Desta forma.Ensaio 55cm .

200m² Será fixada a critério.T.1. caindo de uma altura de 75 cm. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1. No caso de fundações para edifícios. dependendo do plano de construção.3.400 m² acima de 2.2). que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas. A Tabela 3.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1.18 Compacta 19 . (Godoy. 1971) Tabela 3. Podemos ainda.41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 .1. Tabela 3. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3. Conhecido como S. O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med.400m² Nº.P. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.10 Rija 11 . considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador.Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens.P.S. significativamente.2 . no comportamento da fundação. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 .3 .2 .19 Dura > 19 3.T.200 m² de 1. 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo. e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir.1 apresenta correlações empíricas.1 .200 m² até 2. Compacta 9 .Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy.

Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens. Em geral. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m².3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. Nos terrenos argilosos. permitem a interrupção do furo. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. quatro índices elevados de resistência à penetração. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. Nos terrenos arenosos.3 . A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. em material de boa qualidade. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3. próximos aos limites da área em estudo. um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida. de maneira a cobrir toda a área em estudo. as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. A Figura 3. ou No mínimo. 34 . durante a execução da sondagem. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas.

.0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento. 1971) 35 .0m. Essa profundidade pode ser corrigida.0m. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade. à medida que os primeiros resultados forem conhecidos.00 1. nas respectivas cotas.40 2.20 25.4 .00 RN=100.NA . Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3.00 5. CALÇADA 5.13) 2. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo. da anterior.00 RUA . A posição do nível d'água .42 (100.: profundidade mínima 8.40 2.também é indicada. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3.4 . Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2.60 S2 21. A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3.4 4 S1 21. (Godoy.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem.Obs..Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem.5). Caso necessário.95) 7.60 (99.00 1. 3.00 CASA EXISTENTE Figura 3.1. em planta.

proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada.Figura 3. pode o engenheiro.2 . Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda.5 . O estudo é conduzido inicialmente.Exemplo de um perfil de subsolo 3. técnica e economicamente. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas. 36 .ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens.

2. Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3.6). verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.6 .Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3.E finalmente.Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 . 3. estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.1 .

devemos utilizar estacas ou tubulões. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. são capazes de suportar as cargas. 3.12). se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água. podemos adotar brocas. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. logo abaixo da estrutura.7 .FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3.0m. Fundações profundas.Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas. Figura 3.3 . 38 . adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3. Em terrenos firmes a mais de 6.7). S nec = P σs .0 à 6. Com o auxílio da sondagem. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo. Dividindo a carga P pela σ s do solo.Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5.0m. encontramos a área necessária da sapata (Snec).

Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1. apresentar deformação de flexão (Caputo. podendo ser bi triangular. o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3.8 . 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte.3. pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos.8).parede de 1 tijolo = 45 cm valas: .Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 .parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados. (edícula sem laje. no máximo 50cm.P. no terreno. • • Figura 3. É importante conhecer esse tipo de alicerce. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das .0 kg/cm² Regular = 2. H. água etc.Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e . 3.Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível. barraco de obra.1 . sob atuação do carregamento.). retangular ou triangular. sempre em nível.0 kg/cm² Fraca = 0.5 kg/cm² A Distribuição das pressões. abrigo de gás.

e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . • Assentamento dos tijolos é feito em nível. contudo ser utilizadas como vigas. 40 . Para economizar formas. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas.feitos com tijolo e meio. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. utilizam-se tijolos em espelho. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg.feitos com um tijolo. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. a fim de evitar o contato das paredes com o solo. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos. Paredes de 1/2 tijolo . Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. não podendo. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. podemos reaterrar as valas.

g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.11 . 1972) Parede de um tijolo Figura 3.Sem cinta de amarração (Borges.10 . 1972) Parede de meio tijolo Figura 3. 1972) 41 .9 .Com cinta de amarração (Borges.Com cinta de amarração (Borges.

2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado. Também são denominadas de Blocos.15) PAREDE h L Figura 3.0m.Obs.3. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras. devem ser usados estribos.Sapata corrida sob paredes 42 . possuindo pequena altura em relação a sua base.13.3. As sapatas de concreto simples (sem armaduras).Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3. As sapatas de concreto armado. espaçados de mais ou menos 1. o que lhes confere boa rigidez.12 . Figura 3. 3.14. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição.13 .Sapata isolada retangular 3. podem ter formato piramidal ou cônico. 3. possuem grande altura. 3. que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).3 .

4 . Colocação das tubulações de água. tem-se o que se denomina uma fundação em radier.Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3. O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno.PILAR h L Figura 3.14 . Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento. esgoto e elétrica. A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla). protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.Sapata corrida com viga 3. 43 .3.15 . Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.

1 .4 . Os principais tipos de fundações profundas são: 3. 3.Pré-moldadas .16 .FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme. Concretagem e cura.4. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier. bom para a fundação. encontra-se em camadas mais profundas do solo. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas. c) Compactação de terrenos.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).Moldadas in loco 44 . Figura 3. Podem ser: .• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo.Estacas Estacas são peças alongadas. cilíndricas ou prismáticas.

Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais).As estacas recebem esforços axiais de compressão.a) Nas estacas pré-moldadas. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca. (a) (b) Figura 3.18. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa.18 b). Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3.18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 .17. A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala.). Figura 3. Figura 3. permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3. é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento.17 . Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno. vigas etc.

1973).P.4. Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais. Figura 3.19).. distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3.3..2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas..19 – Bloco de coroamento 46 . Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS . excentricidade e outras solicitações (Caputo. H.

4.3.20 . Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada. Figura 3. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10"). que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado.20. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. utilizando pedra nº 2.Tipos de trado 47 . bem como falhas na concretagem.3 .21). 3.0m. que veremos adiante. em solo sem água. Limite de comprimento: é da ordem de 6. pois o trabalho é exclusivamente manual. as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento.0m. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm. (geralmente com 1. Ao atingir a profundidade das brocas.0 MPa conforme NBR 6122. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas. não utilizando nenhum equipamento mecânico. no mínimo de 3.0m a 4. sempre verificando se não houve fechamento do furo.Brocas São feitas a trado.

É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade. No entanto. além de trabalharem a compressão. sem nenhuma proteção. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo.Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas. pois sua execução é manual.0m.não armada ≅ 4 a 5t . 48 .armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3.não armada ≅ 7 a 8t . Forem tracionadas. Quando em algumas brocas. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: .Figura 3. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas. certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos.armada ≅ 6 a 7t . apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade. também sofrem empuxos laterais. que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água.21 .

O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações. conjunto de tração e haste de perfuração.5 . São executadas através de torres metálicas.4 .22 – Perfuratriz (Hachich et al. 49 . A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3.4. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo. 1998) Figura 3. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga. que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal. apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água. (Falconi et al.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo.22). Em ambos os casos são empregados guinchos. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade.3.4.

6 . soquete (pilão) e a sonda (balde). coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca. enche-se de concreto em trechos de 0.Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 .5 a 1. o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama.Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé.A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas. até completar o nível proposto pelo projeto. guincho. 1998). 3. exceto a formação do bulbo. O procedimento acima se repete. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al.23 .0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. Após abertura inicial do furo com o soquete. Inicia-se a perfuração utilizando o soquete.4. Alcançado o comprimento desejado da estaca. Figura 3.

1998). normalmente de seção circular revestido ou não.24 . tendo no seu interior junto à ponta.25) (Alonso et al.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre. ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo.4. e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3.4.7 . esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t. Figura 3. Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto. um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa.Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste).3. coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão. 51 . apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde).8 .

em etapas. O princípio é manter. resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3. existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água. 1973).5d H ≥ D .25 .26).x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3. 52 . tang60o sendo < 2. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço. a água afastada do interior do interior do tubulão.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin.d . Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. = 70cm D ≅ de 3 a 3. No sistema Chicago a escavação é feita com pá. Sendo a de aço perdida ou recuperada.0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido. pelo ar comprimido injetado.

9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm).4.Figura 3. Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.26 . possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame. 53 .Tubulão a ar comprimido 3.

contra a pressão hidrostática.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce. a impermeabilização para esses tipos.27). dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água. Já no Brasil. óleos. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3. quando anteriormente planejada. somam muitas vezes o custo inicial. . existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. Os romanos empregavam clara de ovos. etc. As falhas corrigidas a posteriori.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. Podemos dividir os tipos de impermeabilização. nas cidades históricas. sangue. Figura 3. Atualmente. .27 . A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. aquedutos.Alvenaria de embasamento 3.contra a umidade do solo. A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. de acordo com o ataque de água: . Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. mais 54 .contra a infiltração. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas. para impermeabilizar saunas.

sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). penetrando até a altura de 1. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. no Brasil.1. 55 .Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. Temos também.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura. E no caso de umidade do solo. pois esse produto pode ser aplicado. 3. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas. Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces. e com grande sucesso. Como podemos observar.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. local mais indicado para isso.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. membrana de asfalto com elastômetros. Tem sido bem aceito. causando sérios transtornos.. um produto mineral que se aplica na estrutura. lençóis termoplásticos. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica. No tijolo a água sobe por capilaridade.. A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso.28). em especial as de concreto. etc. já há algum tempo. Se a estrutura fissurar. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. pela inclusão de um aditivo.-. O semi flexível: . . nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc.5. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . a argamassa também o fará. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática.utilizada há mais de 50 anos.50m nas paredes superiores.

3 latas de areia (54 litros) . mas apenas alisada. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas. Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa.29).1 lata de cimento (18 litros) . A camada impermeável não deve ser queimada. Tec 100 ou similar). Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3. geralmente.28 . pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas.1. Viaplus 1000. usando.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar). Devemos aplicar duas demãos e em cruz. Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. corrigindo os pontos fracos.Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida. 56 . para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: .Figura 3. impermeável gorduroso (Vedacit ou similar).

Figura 3. 3.30 . As figuras 3.Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração).5.29 .: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção. Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários. devemos executar uma impermeabilização.2 .31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção. nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 .30 e 3.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces.Figura 3.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

5x14x24 também é bem utilizado. por outro lado. denominados tijolo furado (Figura 4.5 x 20 x 20 12.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais. o corte para passagem de tubulação é difícil e.Tabela 4. também 9x19x19. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12.0 Mpa. Exige menos mão-de-obra. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11. a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos. muitas vezes maior.5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4.5 x 20 x 25 12.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12. porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior. devido à quebra do tijolo.5 a 2.00Kg resistência do tijolo: de 1.5 x 20 x 30 12.3) com as seguintes características: • • • peso: 3.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR . Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço. menos argamassa de assentamento.1 . 65 .

O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.2 .5 a 5. • • dimensões: 23x11x5.70kg resistência do tijolo ≅ 3.Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.0MPa • • 66 .3 .Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.Figura 4.4).Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.

Podem ser maciços (Figura 4.25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.6).Figura 4.7MPa resistência à compressão média: 2.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais). e água.0MPa Figura 4. cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente.6 . São assentados por argamassa mista de cimento.1.5) ou furados (Figura 4.5 .Tijolo de solo cimento comum Figura 4.2 .Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .5cm.5x6. 23x11x5cm ou 25x12.4 . prensados mecanicamente ou manualmente. • • • • dimensões: 20x10x4.Tijolo laminado 4.Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso . cimento Portland de 4 a 10%.

Tabela 4.5un resistência do bloco: média 2.5MPa Individual 2. Figura 4.8 .Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12.7kg 8.7 .7.50 kg 19 x 19 x 39 = 18. fabricadas com cimento.6kg 15.10 kg A Tabela 4.2 . 4. Figura 4. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes.3 .1. O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica. pó de pedra e água (Figura 4.7kg . Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes. areia.Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.8).Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10.4. pedrisco.8kg 6.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares.7kg 13.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4.

e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. um dia da execução da impermeabilização.9). com características argilosas. fiada por fiada. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado. 69 . obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. leve. Os cantos são levantados primeiro porque. com a mistura de cimento. secos ao sol. fixo ou desmontável. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. desta forma. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. Devido à argila ser muito retrátil.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. gesso comum e sizal. facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases. cal. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas. estruturado. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. 4. isolamento térmico. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade. proporcionando ao material baixo peso específico. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. técnicas e materiais utilizados. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. no mínimo.4. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada). ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. resistência ao fogo. Geralmente monolítico. retiradas depois de completar a secagem. se junta palha. areia e água. resistência à compressão. para a execução de paredes de vedação. É assentado com gesso cola.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas. É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. que funciona como um elemento aglutinador.

do prumo de pedreiro e da linha.9 .10 . cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.4.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4. os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .9) Figura 4.3.1 .

12. 4.11 . verificando o nível e o prumo. Figura 4.Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha.Assentamento do tijolo 71 . a argamassa e disposta sobre a fiada anterior. conforme a Figura 4.12 .11. 1o – Colocada à linha.Colocação da argamassa de assentamento 2o .12.11.Podemos ver nos desenhos (Figura 4. Figura 4. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4. 4.13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria.

Quando as paredes atingirem a altura de 1.A sobra de argamassa é retirada com a colher.5m acima da laje e assim sucessivamente. somente uma das faces da parede pode ser aparelhada. Figura 4.5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos.1. Podendo ser: 72 . e o terceiro 1.3. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes.13 . conforme Figura 4. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2.14. 4.15.16).Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas. Por este motivo. 4.13.3o . Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1. o segundo plano será na altura da laje. 4.a .5m aproximadamente.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria.50m. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face. nota-se certa diferença de medidas. No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários. se for sobrado.

a .Ajuste Francês c .Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.16).15) Figura 4.16 .15 .14) Figura 4.Ajuste Inglês.Ajuste comum ou corrente.Ajuste corrente (comum) b . é o sistema mais utilizado (Figura 4. de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4. Figura 4.14 .Ajuste Inglês ou gótico 73 .

19. pois como já visto.3.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.4. 4.21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.19 . Nas Figuras 4. Figura 4. 4.17.Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.b . 4.1.18 .Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente.18. as paredes iniciam-se pêlos cantos.17 .20 e 4.

Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4.).21 .Canto em parede de espelho Figura 4.22) 75 . muros etc...Figura 4.3.1.c .20 .Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas. Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.

também. arrumam-se mais 10 tijolos. Figura 4.22 . pintar ou borrifar com água de cal as pilhas. para não haver confusão com as pilhas anteriores. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4. Como coroamento.23. resultando 240. Costuma-se. contendo cada 16 tijolos. perfazendo uma pilha de 250 tijolos.Empilhamento do tijolo maciço 76 . São 15 camadas.Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos.23 .Exemplo de pilares de alvenaria 4.Figura 4.1.3.d . após cada descarga do caminhão.

Corte do tijolo maciço 4.Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa. Figura 4.1. . Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4.menor tempo de assentamento e revestimento. o que facilita no momento da execução. nas espaletas e arremates do vão. .geralmente. .não permite cortes para dividi-los. se estendem rapidamente em nossas obras. Vantagens: .4. os desenhos dos blocos.24 .e .Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado. economizandomão-de-obra. O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços. Desvantagens: 77 . Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados.3. . As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo.menor consumo de argamassa para assentamento. Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos.2 .24). .melhor acabamento e uniformidade. . A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6. são necessários tijolos comuns.peso menor .3.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes.

26 . A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4.Detalhe de execução dos cantos 78 .Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração.26): Figura 4.Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4. Figura 4. a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo. Portanto. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto).25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento.25 .

3 . No entanto. não oferecem grande resistência e portanto. e o seu assentamento e feito em amarração. pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4. os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes.Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia. Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta. No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto.VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas.4. Para que isso ocorra devemos 79 .28 .27 . só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto. tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4.4 . Figura 4.28). Figura 4.27).3.Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4.

4. tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4. Figura 4.31. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura.32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 . Quando trabalha sobre o vão. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão.29). pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4. e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão.considerar o tipo de batente a ser utilizado.Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local. devido aos batentes.30 . executa-se uma só verga.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura.29 . As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria. No caso de janelas sucessivas.30). Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4.

00m OBS: Caso o vão exceda a 2.32 .0m Vãos de 1. deve-se calcular uma viga armada.50m 81 .33.00m Vãos entre 1.50m Figura 4.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.0m Figura 4.0m Figura 4.31 .0 e 2.Vãos até 1.00m e 2.00m e 1.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1. As Figuras 4. 4.00m.33 .0 a 1.Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.00m e entre 1.

00m A Figura 4.0m Figura 4.35 . de pequena carga.Vãos acima de 1.5 .36). Figura 4.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.0m Vãos de 1.50 até 2.00m 4. proveniente principalmente das coberturas.34 . executa-se coxins de concreto (Figura 4. descarrega sobre a alvenaria.50m e 2.00m Figura 4.0 a 2.Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.00m e 2.00m e entre 1.36 .OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA.Coxins de concreto 82 . Quando uma viga.

83 . (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5). no máximo entre 2. As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas). Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes).39 .Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs.00m.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4.37 e 4. devemos então calcular vigas. nestes casos para lajes de pequenos vãos. As Figuras 4. utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga. As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes.39) Figura 4. Figura 4.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4. quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos.50 a 3.38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente.37 .38 .

As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura.40). O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. grandes pórticos. Na parte superior da alvenaria deve ser executado.40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. Figura 4. o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto.4. lajes tipo cogumelo). b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos). Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. Devem. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . Devemos tomar alguns cuidados. além do chapisco. pois falta aderência neste ponto. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria.

se manifestarão também no revestimento. 4. evitando que esta se manifeste no revestimento. estar parcialmente engastado no alicerce.5 a 3.41 .41) ou revestido (Figura 4. o importante da fixação. de 10. possibilitando a movimentação do painel.À vista: Figura 4. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria. 4. para as alvenarias de vedação. No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que. Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada. NOTA: Quanto ao tipo de ligação.41).7. devemos quase sempre revesti-los. portanto a cada 2.0m executa-se um pilarete de 10 x 25. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4.00m.7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39).42). No caso “c” panos pouco extensos.esforços de grande amplitude na alvenaria. Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca. e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. Para o tijolo furado e o maciço. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout". Se a escolha for à vista. para podermos frisá-las. devemos deixar uma junta de dilatação de 1. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento. Se a escolha for para o revestimento. pórticos rígidos. ventos etc. neste caso armado. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais. provavelmente.0cm. Obs.1 . Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . desde que a junta seja frágil. formando assim os pilaretes (Figura 4. tijolo maciço ou tijolo furado.Fechamento de divisas em bloco de concreto a . O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. é tempo correto de sua execução.00 a 15. no máximo.43).

Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.2 . revestido e viga baldrame 4.b .42 .7.43 .Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .Revestido: Figura 4.

Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro.44). As brocas.5 ou 3. dependendo do terreno. devemos executar também.7. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas.0m de distância uma das outras. que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria. impermeabilização Figura 4. o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras. através de argamassa e impermeabilizantes. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado.0m de profundidade e a cada 2. uma proteção impermeável. 87 .Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro.4.3 .44 . As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2. Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4.

Podem ser preparadas (figuras 4.Manualmente Figura 4.45 e 4. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria.8.8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados. granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4. são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada. não "agarra" a colher do pedreiro.Com betoneira Figura 4.. Ela pode ser mais ou menos trabalhável.46 . 4.Preparo da argamassa com betoneira 88 .46): a) ..distribuir uniformemente as cargas .45 . etc.PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas. sendo a sua função: .1 .4.vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos. pois são fatores subjetivos que a definem. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada. junto com os elementos de alvenaria. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade.unir solidamente os elementos de alvenaria .Preparo da argamassa manualmente b) .3). conforme o desejo de quem vai manuseá-la.

8.Assentamento em cordão 89 .48 .47): Figura 4.Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4.Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.48). melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva. ideal para paredes em alvenaria aparente. Figura 4.Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.2 .47 .3 .Tabela 4.

que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4.49). 90 .b. conferindo mais resistência além de um efeito estético.49 . pode-se frisar a junta de argamassa.Tipos de frisos Os frisos a. Figura 4.c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água.Quando a alvenaria for utilizada aparente.

3 8. será necessário uma grande espessura de revestimento. pois.0 10.4). A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado.0 6.0 12.5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: . . Tabela 4. estão colocadas em polegadas. do contrário. por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4. 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos. .Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios. 91 .Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento. gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado.Equivalência das bitolas dos aços mm 5.Desencontro de juntas para uma perfeita amarração.ANOTAÇÕES 1 . Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes. .Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas.4 .As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração.

VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. presos às lajes ou nas estruturas do telhado. pinus. laje pré-fabricada. gesso. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5.1 .2. pvc.(Figura 5.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho. etc. aglomerados de celulose.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0. ipê.50 a 0. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma. 5.3) Figura 5. etc. jatobá.5 .1 . etc. laje maciça.50m.FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. o acabamento.Tipos de forros de madeira 91 . • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas. Os forros mais comuns são: madeira. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas. laje protendidas. fica a cargo do projetista a sua escolha. muiracatiara. Existem vários tipos de forros. Dependendo do tipo de obra. levando em consideração a acústica. a estética. 5.

Podemos ter segundo a NBR14859: .2 .Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. feito no local. Entre elas. A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras. colocam-se elementos intermediários de cerâmica.Protendidas (LP) 92 .3 . onde. oriundos da flexão. em geral.LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas. econômico. concreto ou outros materiais. têm a função de solidarização dos elementos.Laje comum (LC) .Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5.2 . etc.em telhado Figura 5. além de resistir os esforços à compressão.Laje treliça (LT) . e o revestimento de concreto.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

98

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

99

e no seu transporte (Figura 5.Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas.17 .16 .Armadura adicional de tração Figura 5.15 .Exemplo de execução de nervuras 100 . pergolados.17).Figura 5. etc (Figura 5.14 . para reforços em aberturas do tipo domos.18) Figura 5.Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5.

Vãos livres: Na Tabela 5. permitindo menor consumo de argamassa. . . conferido pelo próprio formato da vigota. impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga.Facilidade de montagem. o trabalho de revestimento com chapisco. onde se exija resistência à ação do fogo.Garantia de inexistência de fissuras nos tetos.Figura 5.Perfeita planimetria dos tetos. Como conseqüência. . . dada à leveza da vigota. completado na obra.Vantagens: . 101 .4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada.Facilidade de manuseio e transporte.18 .Vãos máximos para a laje treliça f) .4 . permitindo a utilização de pisos leves nas construções. Tabela 5. fica extremamente facilitado e rápido.Manuseio da laje treliça e) . porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto. emboço e reboco.Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado. dada à ausência de contraflecha inicial. de aproximadamente 12kg por metro.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. .

19).5. Após a cura do concreto de capeamento. 2008). das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa.4 .2.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça. dos elementos de enchimento. consequentemente.Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. 2008).20m. maior o esforço resistente da laje (TATU. quanto maior a altura do elemento de enchimento.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3. o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU. 2008) Figura 5.Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . Maiores vãos e menores flechas . colocação das vigotas. Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. Portanto para uma mesma vigota. Redução ou eliminação de escoramento. Escoramento (quando necessário). maior será a altura final da nervura e. concreto ou EPS. a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. b) .devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais. Vão maiores deve-se consular o fabricante. • • • 102 .

barrotes e escoras metálicas (Figura 5.20m uma linha de escoramento central (L/2). assentados sobre calços e cunhas.20). de 6. sobre chapuz.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro. Vãos de 3. b) . executa-se a cinta de amarração.2. e procedendo-se da seguinte forma: a) .5. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas.20m a 10. e são contraventados transversal e longitudinalmente. deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho. e pontaletes (Figura 5. Chegando as paredes no seu respaldo. Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3.20 a 1. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas. em base firme. quando as paredes estiverem com 1. 2008). que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante.21) 103 .00m duas linhas de escoramento (2/5L .4% do vão livre. ou uma viga armada. Já no início da obra.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista).40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). para a escolha das vigotas. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista.20m não necessitam de escoramento. deve-se pedir para o fornecedor.5 . L/5 . geralmente de aproximadamente 0. para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1.00m de altura.20m a 6. ou de acordo com o projeto.

Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .20 .21 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.Figura 5.

Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente. Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5. A primeira carreira de intermediária deve apoiar. a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada.22).c) . As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto.Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão. visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal. 105 . entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5. No caso de laje treliça.23). Não deverá ficar nas juntas.22 .Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto.Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante. Figura 5. de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio. de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota.

e) . este deve ser socado com a colher de pedreiro . 106 . O descimbramento da laje pré-fabricada. f) . Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada. ou com uma linha de escoramento. no mínimo.Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). como em qualquer estrutura. Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas. As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem. para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos. Salvo alguma restrição do calculista.Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto.23 .Figura 5. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores. salvo indicações do responsável técnico. o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa.

Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto. No item 5. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas. Pré-laje unidirecional e bidirecional.0 cm. que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas. Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. 5. Figura 5. quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas.3 .24 .24).1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra.LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções. 107 . Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais.Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. Painel alveolar de concreto protendido.g) . • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3.

f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais.5 .0 cm nos casos de pré-laje com enchimento.25). o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. montados por justaposição lateral. h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes. 108 .PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração.25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração. capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861).4 . Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais.26). As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3.LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5.5. Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Figura 5. Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. 5.0cm e larguras padronizadas. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária.0cm a 5. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2).

para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos.Figura 5. com características especificadas pelo fabricante. • 109 . Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3.0 cm. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa.

Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. 110 . 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. nas bordas da periferia da laje. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. mesmo sendo bloco de concreto. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos. com tela.ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios.

1). • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. Para facilitar. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. metálica. etc. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. • Desenhar todas as linhas de telhado. A armação é a parte estrutural. é o quadriculado constituído de terças.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. constituída pelas tesouras. concreto etc. 111 . etc. sobretudo em construções residenciais unifamiliares. Geralmente constituída por tesouras. pontaletes ou vigas. as telhas cerâmicas. P. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas.6 . são de chapas galvanizadas. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. condutores verticais. cantoneiras. 6. etc.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica. rufos. fibrocimento. O telhado é composto pela estrutura. escoras. fibrocimento. que se apóiam sobre a armação. chapa galvanizada.1 . caibros e ripas. concreto e galvanizada. podendo ser de madeira. • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado.V. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6.C. pingadeiras e rincões. alumínio.

1).1.Figura 6. Tabela 6.1 .Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 .1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.Esquema de estrutura de telhado 6.1 . no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência.

5.5.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" .4 mm 18 = 3. 5. comprimento 2. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais.0.0. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores.0cm.3 mm. 4. 113 . portanto devemos ter cuidado ao manuseálas. A cabreúva vermelha.0. 4. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira). o preço da peça aumenta. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. guaratã e taiuva têm alta dureza. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm.0 m.5.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. faveiro.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas.5.5 MPa. Ripas: 1.2. 3. No entanto. igual ou superior a 55. 3.0 m.0x5.5 MPa. chapas de aço para os estribos e presilhas. 5.As madeiras da Tabela 6. 4. anjico preto.5. • • • Obs. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. os parafusos. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. 3. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13. geralmente com 4. a = refere ao diâmetro.0. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. 3. 4. a x b . A designação dos pregos com cabeça será por dois nos. comprimento 2. a 15% de umidade. coração de negro. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm.5. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc).

encontramse. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. as demais de escoras. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6.6. Perna: Peças de sustentação da terça. : Obs. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume.1. e nos demais tirante. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura. geralmente trabalham à tração. geralmente.Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte.2). Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. transmitindo-as aos seus apoios.2 . Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume. A Figura 6. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte. Geralmente trabalham à tração. para distribuir a carga do telhado.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . geralmente trabalham à compressão. Geralmente trabalham à compressão.2 . denomina-se asna a que sai do pé do pendural. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. em posição oblíqua ao plano da linha.

Vãos até 3.Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6.0cm.A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5.3) .Vãos acima de 8. .0m. . com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.As tesouras devem ser contraventadas.Esquema de contraventamento das tesouras 115 .Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : . . .4) Figura 6. (Figura 6.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação.3 .O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura.O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3. (Figura 6.4 .00m não precisam de escoras.00m deve-se colocar tirantes. .

Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.45 2.70 2.90 2.81 a 2.50 2.85 2.75 B 3.85 2.50 2.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.40 1.45 3.00 2. Figura 6.5 .85 C 3.60 1. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.35 3.40 3.05 2.61 a 1.20 3.30 2.85 3.15 3.40 2.40 2.16. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2. Caso não se tenha certeza.95 2.00 2.40 2.30 2.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 . Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.45 2.35 A 3. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).55 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).75 2.50 2.40 2.21 a 2.90 2.41 a 1.60 2.25 B 2.20 3.75 3.80 C 3.10 3.20 2.00 2.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.20 C 2.60 3.00 a 1. 6.80 2.50 3.40 2.70 2.50m.20 1.21 a 1.65 2.80 1.50 2.35 A 3.5).50 a 3.2 .45 2.60 Seção transversal (cm) Francesa.70 2. Estes vãos são para as madeiras secas.50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.90 A 2.01 a 2.60 2.5) ou pontaletes (Figuras 6.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.80 B 3.10 3.50 3.60 2.30 3. do tipo de madeira e da telha empregada.17.20 3. 6.18).10 2.30 3.15 3.10 2. Portuguesa ou plan A 2.41 a 2.05 2.90 2.30 3.20 3.40 2. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.30 C 3.50m.30 2. Romana.20 Colonial ou paulista B 2.

Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa. São encontradas com seções de 1. com o tipo de madeira e da telha. portanto paralela às tesouras. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. São inclinados. Caso não se tenha certeza.60 2. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0.3 .40 1.80 2. Para determinar a galga média devemos: 117 .0cm (1. para garantir o espaçamento constante das ripas. Tabela 6.50m.0cm). usamos caibros de 5x7 (6x8).0x5.40 1.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros.7).00m usamos caibros de 5 x 6.00m e não ultrapassarem a 2. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6.00 2. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6.90 1.3. devemos utilizar a galga média. sendo que seu declive determina o caimento do telhado. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha). Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5. Romana. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. Portanto.60 2. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1.6).2x5.d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças. Portuguesa ou plan 1.00 5x6 1.20 2.1: : • terças espaçadas até 2. • quando as terças excederem a 2.00 2. Estes vãos são para as madeiras secas.

verificar o espaçamento entre os caibros.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6.5x5.7 . devemos. Cinco vãos. Se for maior. Se este espaçamento for de 0.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas. ou seja. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.0m.6 . podemos utilizar as ripas 1.50m.0m (peroba ou equivalente). utilizamos sarrafos de 2. portanto. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6. ou seja.50 em 0.0x5. Cinco vãos. 118 .• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.

13) Figura 6. com encaixes precisos.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas. 1992) 119 .11 e 6.3 . r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras.10) • pernas/pendural (Figuras 6.8 .6. 6. 1992) Figura 6.1.9) • escora/perna (Figura 6.8 e 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.12) • asna/pendural/linha (Figura 6. Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.9 .

12 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.11 . 1992) 120 . 1992) Figura 6.10 .Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno. 1992) Figura 6.Figura 6.

14).Detalhe da emenda das terças com pregos 121 .16). 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios.15 e 6. no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.13 . com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6. asnas e pendural (Moliterno.Detalhe da ligação entre a linha.14 .Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6.Figura 6.15 .70 m. ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0. Figura 6.

Figura 6.deverá ser acrescido aos pontaletes.4 . devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras. Nesses casos. Nas lajes maciças. mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto.19). Em construções residenciais.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. .16 . onde tudo é calculado. Para isso.1.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura .Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras.18). podemos apoiar em qualquer ponto.17 e 6.17 e 6. ter algumas precauções como: . berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços. O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6. portanto. Devemos ainda. as paredes internas oferecem apoios intermediários. Sendo assim. 122 . Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes. o custo da estrutura é menor.

Figura 6.17 .Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.18 .Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .

Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar.Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra.21). 124 .Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro. . antes do término.20 . deve ser colocado em ângulo (Figura 6.Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água. .Recomendações: .Detalhe da fixação por pregos menores .20).1. O ideal seria o prego penetrar 2/3. formando cada painel do telhado um plano uniforme. do madeiramento.5 . quando os alinhamentos das peças são perfeitos. pelo carpinteiro. incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.19 . Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra. Figura 6.Figura 6. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.

) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. não alinhar os pregos (Figura 6. assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas.Detalhe da fixação das ripas nos caibros . 125 .COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais.Fixação das ripas nos caibros 6. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas.22 .CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação. Figura 6. Essa massa passa pelas prensas de moldagem. As demais telhas (alumínio.2. acessórios etc.Figura 6.para evitar rachaduras na madeira. Não devem apresentar deformações. poliéster etc. indo diretamente para a secagem. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C. é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos. aço galvanizado. Para a sua utilização.1 . devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa. no caibro. Na próxima etapa.2 . Devem apresentar som metálico.21 . 6. e consiste na mistura de várias argilas. a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora.

chamadas termoplan entre outras. também as telhas dos beirais e oitões. romana. colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. com arame galvanizado ou fio de cobre. 126 . Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. são planas e chatas. O consumo da argamassa é na ordem de 0. Ao cobrir. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. As curvas do tipo capa e canal. Figura 6. cal e areia no traço 1:2:8. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. usar régua em vez de linha. esfoliações. paulistinha. trincas empenamentos. desde a ponta do beiral até a cumeeira. quando forem do tipo canal. também chamadas paulista.6). As somente canal. É o que se chama de emboçamento das telhas.23 . plan. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. desvios geométricos em geral.24). Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira.23) e espigões e . As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. e deslocar de acordo com a medida da telha. em até três fiadas sobrepostas. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha. portuguesa. colonial. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. e a do tipo escama (germânica).002m³/m² de telhado. rebarbas.

cutelos em sentido oposto.caimento: 25% .caimento: 33% a 35% .saturada .Para encaixe.cumeeiras: 3un/m 127 . nas bordas superiores e inferiores. Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água. .seca 83 kgf/m² .dimensões ≅ 40 cm de comp.seca 54 kgf/m² .peso unitario aproximado de 2.peso: 69 kgf/m² . canal.25).peso unitario aproximado de 2.Cumeeira: 3 un/ml Figura 6.saturada . (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) . que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.peso: 45 kgf/m² . (canal) 46 cm comp.0 kg .15 un por m² .dimensões: ≅ 46cm comp.Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes. cuja função é de conduzir a água e capa.24 .26 un por m² .tolerância ± 1 mm . . e 24 cm de largura .tolerância ± 1 mm .65 kg .

128 . somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.caimento: de 20 a 25% .peso unitario aproximado de 2. tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.tolerância ± 1 mm Figura 6.75kg .26 . mas melhoradas.Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista. A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan.dimensões: 46cm comp.26).27).25 .saturada .Figura 6.seca 86 kgf/m² . . (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) .26 un por m² .cumeeiras: 3 un/m .peso: 72 kgf/m² .(capa) 46cm comp.

30 telhas por m² 129 .5cm largura Figura 6. consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura ..peso: 54 kgf/m² .0cm comprimento 21.Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.28 .caimento mínimo: 30% .16 peças por m² .seca 58 kgf/m² .28).27 . .Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .caimento mínimo: 30% .dimensões: 45.saturada Figura 6.peso: 48kgf/m² .saturada .seca 65 kgf/m² .15 peças por m² .

Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente.saturada . São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto.peso: 49 a 54 kgf/m² .2 . Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano. para evitar o apoio da mesma com o solo.dimensões: 32.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento.caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico. Segundo informações do fornecedor. as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg. 6.. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5. agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração.Telha Germânica 6. .peso unitário: 1.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado.475g .5 peças por m² . 130 .caimento mínimo: 30% . A Tabela 6.CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes. calcular ventilação do forro. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares. e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical.10.29 .0cm comprimento 30.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.peso unitário aproximado de 4.seca 57 a 60 kgf/m² .2.0 cm de areia. Figura 6.70 kg .2. as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais.

22 – 1.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação. 6. parafusos e grampos de ferro zincado.53 – 1. 6 e 8 0.0mm) e de 2.Tabela 6.13m (8. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6.91 – 1.30). metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos. apoiadas em três pontaletes. sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda.2. Tabela 6.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .44 – 3. Figura 6.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 .83 m (6. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos.10 2.83 1. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o.05 – 3.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5. conjuntos de vedação e arruelas. Para as telhas com comprimento superior a 1. fornecidos pelo fabricante.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto.13 – 2.

35 19.0 50.7: Figura 6. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.0 45.0 30. Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos. Tabela 6. infiltrando parte das águas nos telhados.αº 1.6). O ponto de transição é onde o telhado é mais selado.0 25.0 A altura das cumeeiras. Devido ao seu traçado.0m 132 .0 100.60 45.70 5.48 24.70 8. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).31). fazendo com que as águas retornem.0 αº 18.0 15.72 d%) 3.0 d%) 33.23 26.04 16.0 10.31 . O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6.60 11.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.0 35.0 20. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.17 21.0 40.31 14. Portanto.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%.

quanto a sua largura.0 4.0m x (m) 3.12 .Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas. Portanto.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.20 1.0 ou 1. águas furtadas. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.5 2.20m de largura por 2.08 1.5 2. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.32).45 0.5 4.0 y2 (m) 0.05 1.32 .00m de comprimento. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.0 6.44 1. condutores) e arremates (rufos.20 .5 4.0 x1 (m) 1.28 .84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.60 .00m e 1.0 2.75 .15 .0 2. águas furtadas.5 3.0 8.25 .00 133 .88 1.0 3.08 3.75 2.0 5.0 y1 (m) 0.05 2.5 3.30 -33 -39 ou 40 .52 3.3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas.50 . Figura 6. as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .24 y (m) 1. Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.0 7.64 0.0 3.20m de largura e comprimento variável.60 x2 (m) 1.1. e para reduzir o preço das peças.60 0. rufos e pingadeiras. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.7 .Tabela 6.85 1.52 2. Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.33 1.

para especificar um sistema de captação de águas pluviais. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6. Além do corte. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24.coxo: Figura 6.33 . 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.3. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc.0m de largura) e o corte 30.2m de largura). A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas. 40 e 60 (para as chapas de 1. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) .Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1.Calha tipo coxo 134 .1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é.

com chapas galvanizadas nº 26 e 24.moldura Figura 6.35 .Detalhe de uma água furtada 135 . São confeccionadas.b) . como as calhas.Calha tipo platibanda c) .platibanda Figura 6.36 .34 . Figura 6.3.2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas.Calha tipo moldura 6.

3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26.6. devido ao difícil acesso a esses dados. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada).DIMENSIONAMENTO 6.3.Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6.4.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável.37 . a qual tem dado bons resultados. 6. Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm.3. 6. 136 .1 . A = [ n.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta.4 .3. em certas cidades. Figura 6.

Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50. mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado. Figura 6.40 .38 . podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos). 4º Se for pequena.6.39 . adotar calha tipo platibanda.38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6.0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande. Exemplo: Figura 6.Calha tipo platibanda 137 .Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água).

80m.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm. um ∅ de 100 mm. 0. portanto. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm². 138 .5 .1 .00m. Ex.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas. A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6. Podem ser em laje (Figura 6.Figura 6. Podemos adotar um ∅ de 75 mm.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado. o mais comum é 0.41 .40 a 1. O do centro recebe a contribuição de 50m².60.4.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 .Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena.42) ou em telhas vã (Figura 6. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado.70 e 0. geralmente tem uma largura variando entre 0.5.2 .43).FORMAS DE TELHADOS 6. adotando. Obs: 1 . 6.

Beiral em laje Figura 6.Figura 6. rufos e pingadeiras.43 .42 .5.Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6.Beiral em telhas vã 6.2 . Neste caso. 139 . sempre se coloca uma calha.44).

3 .5.águas-furtadas ou rincões Figura 6.Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6.45 .45). porém inclinados.as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas.Desenho das linhas de um telhado .os espigões são. um divisor de águas. também.Detalhe das platibandas 6.a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) .44 .cumeeiras .Figura 6. letra (B) . letra (C) 140 .espigões . As principais linhas são: .

Figura 6.5.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água. temos um telhado com duas águas e.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6.Telhados com uma água (Borges. Na figura 6.4 . portanto sem oitões.Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6. portanto dois oitões. 1972) 141 . ou um telhado de quatro águas.Telhados com duas águas (Borges.46.48 .46 . 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6.47 .

pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes. os contornos da construção.50 .REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta.6 .COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada. devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 . 142 . 3 . 2 . e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros. 4 . Indicam-se por linhas interrompidas. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos.49 .Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. fazemos a união entre as duas com um espigão.Telhado com quatro águas (Borges.Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra.50m. 6.As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro. Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6. Também é usual representá-lo na escala 1:200. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia.Telhados com três águas (Borges. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias. no mínimo 0. e facilidade de mão-de-obra. geralmente na escala 1:100.51). isto é.

7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.053 1.Figura 6.Perspectiva das linhas de um telhado 6.044 1.031 1.011 1.059 1.005 1.077 143 .8 determinando a área inclinada.020 1. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1.51 .

ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. utilizando guarda-corpo com tela. 144 . Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura). Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura. 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano.

VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens. 145 . • Nivelar e colocar no prumo os batentes. Com a sua evolução.V. alumínio) as de P. que é a peça fixada na alvenaria. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição.Componentes das portas de madeira.1 .1 .ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas. da luz natural e da água. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas. Figura 7. onde será colocada a folha por meio de dobradiças.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.C.Portas Compõem-se de batente. janelas venezianas. caixilhos etc. • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos.1). 7. ferro fundido.7 .1 .1. dado que a mão de obra era barata e o material abundante. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro. 7. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7.

3 .2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação. Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7. elevamos este nível em 1.0cm. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro). 146 . a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.0 a 14. que já devem vir montados para a obra.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes. Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente.Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 .Batente: Em geral é de peroba rosa. Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias. canafístula. podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7. chamado batente duplo. se tijolo inteiro 26.Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível.5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14. angelim (comercial). Para que isso ocorra. O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7.Para facilitar o assentamento.5cm.3): Figura 7. canela. Figura 7.2 .4).a) . Esta é à medida que aparece nos projetos. tem espessura em torno de 4.2). 2 . podendo ser também da mesma madeira da folha (especial).0m.

ou seja. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7.3 .Depois de aprumado e nivelado. 147 . parafusos.Estica-se uma linha no referido nível. igualar a marca de lápis com a linha. Figura 7.Marca-se nos montantes.4 . portanto de 1 a 2 cm embutido no piso. (assim se garante o nível). para dar melhor acabamento.Aprumar os dois montantes. coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação.09 ou 1.5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes). Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0. com lápis a medida de 1.08m da travessa para o "pé" do batente.08m. e. 7 . espuma de poliuretano ou sobre contramarco. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional).5). 4 .5 em 0. sem folga entre a alvenaria e o batente. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos.4). 5 .Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos.No assentamento do batente. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2. O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7. 6 . Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.09 ou 2. Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm.

5 . Deixar secar por uma hora. Figura 7.0cm para possibilitar a colocação da espuma.6). Não alisar a espuma. depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7. Figura 7.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura.6 .Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva. fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos. em geral. em 6 pontos sucessivamente. em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm. 148 . E os batentes por parafusos no contramarco.5).

Para se verificar se a folha foi bem colocada. OBS. no mínimo. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). envidraçadas etc. Muitas vezes. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento. choques.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. Figura 7. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. (revestimentos. protegendo-os. geralmente maciça. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. c) . Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. b) . Podem ser lisas. abrasões. com almofadas. portanto. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos.7 . etc.Guarnição: Na união do batente com a parede.7). das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente. o acabamento nunca é perfeito.Detalhe da fixação das guarnições 149 . três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la.Este sistema é o ideal. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7.

150 . Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr.8): . envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7.c.Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas. .2 .de cilindro (porta externa) .de w. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas. Podem ser consideradas como um misto de porta e janela. Podendo ser de duas ou quatro folhas. mais modernamente em qualquer ambiente.1. 7. Porta.p/ portas de correr Figura 7.9).Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada.tipo gorge (porta interna) . porque permite a iluminação e a ventilação. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7.c) . porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.Ferragens: Além das dobradiças.8 .

são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas.9 . Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7. angelim.Porta balcão 7. 151 . ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos). As janelas. Nas janelas. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor.Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo.10). canafístula. e as guarnições. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. canela. apenas de caixilhos (ambientes sociais). As janelas de madeira podem ser compostas por batentes. Uma vez instalada. exceto nas varandas. utilizando vidros duplos. caso haja necessidade. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. a) .1. devem ser completamente estanques à passagem da água.Batentes: Geralmente de peroba rosa.3 . Portando. poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais.Figura 7. de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior. mesmo tendo aberturas para passagem do ar.

quando desejamos abri-la.Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada. dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. Utilizam trilhos metálicos.Caixilhos: Podem ser de abrir. Quando fechadas. inferior e superior. basculantes. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior.14). de correr. e quando abertas. cremona e vara. ou venezianas de duas folhas.12 e 7. não cabendo nesta apostila maior detalhe.15). utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). e as palhetas que preenchem o quadro. Os caixilhos de abrir. que nesses casos são dois de correr e dois fixos. c) . Os de correr podem ser em nº de quatro. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3").13 e 7. Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum). quatro folhas ou mais. mas com venezianas de quatro folhas.11). Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo. o inferior é o caixilho interno e o superior externo. são trancadas por cremona. Na posição normal. Os caixilhos guilhotina são em nº.Batentes das janelas b) . 152 . serem de abrir ou correr.10 . pivotante ou guilhotina. geralmente em nº de dois. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7.Figura 7. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. de dois. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. mas com dobradiças especiais chamadas palmela.

Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7. utilizadas nas salas. e basculantes nos WCs.Tipos de janelas de madeira. 7.Caixilho de correr 153 .12) ou de abrir (Figuras 7. Figura 7.13).Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d .Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas. ou seja.11 . nas áreas sociais.Figura 7. a).12 . escritórios.1. áreas de serviço etc.4 .

14 .Caixilho de abrir b) .15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.13 .Figura 7.16).14). Figura 7.Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7. veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.15 .

sendo que enquanto o painel superior sobe.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .00m .16 .1.1.60m .10m . o inferior desce.00m .1.Janela tipo Ideal 155 . Figura 7.Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana.1.40m).1.30m . cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente.20m (pode-se conseguir = 1.17 .30m . As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.1.Figura 7.90m (cada corpo). Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas. largura livre: 1.

rebites ou soldas.Janela de enrolar 7. chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7. utilizam-se grapas. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis. utilizando peças perfiladas U. não perde o brilho. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro. Não podem ter contato com o reboco. em chapa etc. quadrados ou redondos.d) . não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. Podem ser também de alumínio. T. I. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra). O alumínio se for anodizado. portanto devem ser protegidas. Para a junção das diversas peças. A principal desvantagem é a rápida oxidação. a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado. 7. maior durabilidade. não oxida. com resíduos aquosos (infiltração de laje). A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra. L.Janelas: Podem ser:156 . chatos.2.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo.17).Janela de enrolar Figura 7. Depois. são utilizados. e para sua fixação na alvenaria.18 . apresenta muitas vantagens sobre o ferro.2 .1 .

20). pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7.Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7. Figura 7. A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. Figura 7. do mesmo caixilho.a) .Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) . O conjunto de báscula.Detalhe do caixilho tipo basculante 157 .20 .Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação. Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela.19).19 .

. O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro.Ferro L de contorno externo. sob pena dela se enfraquecer. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho. .Vareta de alavanca. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente.Ferro T de contorno de parte fixa. a colocação do vidro. . fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões. 158 . .Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel.Podem ser colocadas no caixilho fixo. sendo sua abertura para o exterior (figura 7. grades de segurança.Ferro L das básculas. Caso se deseje maior. onde se colocam os vidros (Figura 7. dois caixilhos de correr e dois fixos. c) . Os caixilhos basculantes são compostos por: .50m. Figura 7. pelo seu baixo custo em relação a de madeira. .60m.22).Orelha de alavanca.70x0. 0. ficando no caixilho móvel.70m etc. simples ou em arabesco. devemos compor as básculas.Matajuntas em ferro L com pingadeira.60x0.Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana. 0.Caixilho máximo ar d) .Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje.50x0. São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio.21 .21). ganharam grande mercado atualmente. 0.

e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7. O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona.23 . que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros. Podem também ser compostas com venezianas de chapa.Janela veneziana e) . f) .23). São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L.Figura 7.24) 159 . Figura 7.Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado.Caixilho de correr g) . cuja abertura se dá em torno de dobradiças.22 .de abrir: São compostas de folhas. (Figura 7. funcionando como uma porta.de correr: São compostas de folhas .

7. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão.Venezianas de projeção 7. cremonas. O postigo apenas ocupa a área da grade. mesmo com a porta fechada. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna. 160 .Figura 7. Cada folha deverá ter a largura mínima de 0. A almofada é geralmente feita em chapa nº16. No quadro do postigo é que se colocam os vidros.10m devemos usar duas folhas.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas.3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas.10m. Acima de 1. b) .24 . as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso. para evitar peso excessivo nas dobradiças.60m e máxima 1. maçanetas etc. A grade poderá ter desenho variado. A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.2 . a) .2.

1 – Portas Figura 7.4.25 .7.2 – Janelas Figura 7.Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.4 .Representação das portas em planta e vista 7.26 .4.

Figura 7.28 .Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.Representação dos caixilhos pivotante 162 .Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.29 .27 .

20 x 2.10 0.80 x 1.20 2.70 x 0.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.10 0.20 0.20 2.00 x 0.50 x 1.40 x 1.00 x 0..2 .00 1.20 x 1.Dimensões das portas 0.30 .Janelas: Tabela 7.00 1.20 x 0.50 x 0.20 x 1.60 x 0.50 0.50 x 1.70 x 2.60 x 0. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.00 2.00 1.40 0.00 0.20 2.50 0.20 1. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.20 163 .40 x 0. 7.60 x 1.20 x 0.Figura 7.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.80 x 0. 7. acessórios.00 x 1. de perfis.80 x 1.20 2.00 x 1.20 1. solicitar ao fabricante desejado.80 x 1.00 x 1.60 1.80 1.5.20 x 1.50 x 1.70 0.40 x 1.10 em madeira ou metal.10 1.20 1. etc.50 x 1.20 x 1.80 2.00 x 1.40 x 1.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.80 x 1.00 1.00 1.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.00 x 1..00 1.20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.10 0.00 x 0.00 0.20 2.20 2.50 x 1.00 x 1.00 x 1.50 x 0.20 1.80 0.80 1.70 x 0.20 1.20 x 1.40 0.00 1.00 1.60 x 1. fixação.50 x 1.2 .20 x 1.00 x 1.20 1. os manuais técnicos.60 x 1.60 x 0.80 x 1.20 x 1.00 1.00 1.50 x 0.1 .60 1.60 1.Dimensões das janelas a) Venezianas 1.20 x 1.Portas: Tabela 7.50 0.1 .00 1.10 1.00 x 1. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.00 1.00 x 0.00 x 2.80 x 0.60 0. cada indústria detém um sistema.20 1.00 x 0.20 1.00 2.50 x 1.80 x 2.60 x 2.00 x 1.00 x 1.60 1.5.00 2.20 1.60 2. para dirimir possíveis dúvidas.90 x 2.60 0.20 b) Basculante 0.80 0.20 x 1.60 x 0.20 1.00 x 1.20 1.80 1.

1) Janela que permite ventilação constante. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. 2) Facilidade de comando a distância. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. TOMBAR 1) Não libera o vão. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. 3) Boa estanqueidade. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. mesmo com chuva sem vento. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. total. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. o que permite o controle da ventilação. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. 164 . 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). pivôs com ajuste de freio. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. na totalidade do vão. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. áreas próximas a ela. 3) Fácil limpeza na face externa. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. tanto na parte superior com na parte inferior. 3) Fácil limpeza. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas.3 . 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. caso tenha panos fixos.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. vidro. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. mesmo com chuva sem vento. 3) Libera parcialmente o vão.6 . mesmo com chuva sem vento. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento.7.

evitando danificar a madeira durante o ajuste.Nos batentes fixos por parafusos. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas.Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados.Aprumar os dois montantes. nos dois lados. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira. para criar a rosca na madeira. 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado.ANOTAÇÕES 1 . 165 . 2 . devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. 3 .

• Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. eliminação das irregularidades superiores. substâncias gordurosas. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. texturas entre outros. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência. TETOS. A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. tetos e muros com argamassa convencional. com gesso.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. como: pó. Portanto devemos preparar o substrato. fuligem. cerâmicas. impermeabilizar. todos os dutos e redes de água. remoção das incrustações. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico. Quando se pretende revestir uma superfície. pedras decorativas. Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. 166 .REVESTIMENTO DAS PAREDES. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. 8. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. ela deve estar sempre isenta de poeira. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. eflorescências ou outros materiais soltos. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. graxas. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. lavagem ou jateamento de areia.8 . barro.1.

1a). independentemente das características de seus materiais. a fim de facilitar o revestimento posterior. A Figura 8.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando.25 kg m² : areia = 0.1c) (CEOTTO et al. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente. dando maior pega. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato. 1998b). devido a sua superfície porosa.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas. E no caso de superfícies lisas. pedra ou concreto. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8.1b). (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8. Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. desempenado ou rolado. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 . pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. 2005).1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. aplica-se o chapisco. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA. 2005) Os tetos. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. Consumo de materiais por cimento = 2. um rolo de espuma (Figura 8.

168 . 5:4. devemos executá-lo com cuidados especiais. ou uma argamassa de regularização. 1:3:5 ou 1:3:6. em camadas de 20 cm apiloadas. podendo assim executar o emboço. podendo usar o traço 1:2. Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro.chapisco.00m.0 cm. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8. que chamamos de contrapiso. a) . não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. Quando se tem um aterro e este for maior que 1. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto.. podendo atingir até ± 8 cm. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. base ou lastro. ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. 8.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização.0 cm. A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. Quando não se puder confiar num aterro recente. respectivamente.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). nivelando e apiloado.1. que se faz utilizando o nível de mangueira. com pequena espessura e acabamento áspero. podendo chegar até a ±10. cimento cola ou cola. Em residências. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto.

Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso.Figura 8. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. cerâmico ou sintético. pois prejudica todo e qualquer tipo de piso. Caso haja umidade.2 . apenas devemos variar as alturas das taliscas. quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar. no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento. b) .). devemos realizar uma argamassa de regularização. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. promovendo assim as caídas. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). etc. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. 169 .Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo. cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3.0cm. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. seja ele natural. que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. quando as mesmas não forem executadas com nível zero. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes).0cm. como veremos na descrição de cada piso.

se lançarmos a argamassa sobre a base. principalmente para as argamassas industrializadas. massa corrida. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. de preferência a areia média.. A areia empregada é a média ou grossa. preferencialmente. sarrafeado e desempenado. pois a massa escorre pela parede. etc. conforme a superfície a ser aplicada. do telhado para as fundações. Os revestimentos externos devem. ideal para receber o revestimento final (reboco). azulejo. ser decrescente.2. além disso. Com a adição do cimento. e eram construídas. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. pastilha. na sua grande maioria. A umidade não pode ser excessiva. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. O emboço é uma argamassa mista de cimento.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. sendo maior na primeira camada. O revestimento é iniciado de cima para baixo. ideal para receber gesso. já nas primeiras idades. ou seja. massa corrida. em contato com a base. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco. A superfície deve estar previamente molhada. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. sarrafeado. azulejo. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. gesso etc. completamente seca. 170 . 8.1 Na vertical a) .8. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá.1. contínuas e uniformes. O consumo de cimento deve. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. Por outro lado.

0 a 10.0 1. corre o risco de desprender.5 Areia (2) 8.5cm.0 1. pois o seu excesso.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos.0 1. No caso de tetos. com argamassas mistas de cimento e cal.0 3. com argamassa de cal.0 8. ou preferivelmente.5 1.0 2.0 a 10.0 1. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto.0 3. depois de seca.0 a 4.0 1. deve ser executado com argamassa de cimento e cal.0 a 12. O emboço deve ter uma espessura média de 1.5 a 3.0 2. principalmente o interno.0 11.0 a 10.5 2.0 a 12. 171 .0 9.0 1.0 11. mista de cimento e cal.0 1.4). As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.0 a 10.0 11. além do consumo inútil. na interna. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.0 a 4.0 a 10.5 8. acima do nível do terreno.0 a 3.0 a 12.0 11.0 cal hidratada 2.5 2. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo.0 1.0 1.0 1.0 3.0 1. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes.0 a 12.0 8.3 e 8.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.5 2.0 2.0 2.0 11.0 8.0 a 12.0 3. Para isso devemos fazer: a. Nas paredes externas. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.0 1.5 1.0 1.0 . resultando um painel de alvenaria.0 3.0 1.0 OBS.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1.0 Pasta(1) de cal 1.0 11.0 a 12. em contacto com o solo. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas. o emboço de superfície externa.0 a 10.Tabela 8.

0m de comprimento.3).5cm. 172 .5m a 2m entre si. favorecendo a sua aplicação. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm. Sob esta linha.4). para poder utilizar réguas de até 2. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando. quando forem colocadas as taliscas. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8.Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede.3 .No caso de paredes. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. Figura 8. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1. pois os mesmos podem regular a espessura do emboço. A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1. É importante verificar o nível dos batentes. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço. com o auxílio de fio de prumo.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

Aplicação. uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. o gesseiro inicia à camada seguinte. 3. 2. e antes que a pega esteja muito avançada. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. 4. c) . avaliação da aderência da pintura. ficando o acabamento final liso e brilhante. 5.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min. o gesseiro verifica a sua planeza. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. Com a régua de alumínio. Terminada a camada de revestimento.60 m e espessura de 4.0 m. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. 7. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. Neste caso.0 m de comprimento. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. Colher de pedreiro. Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. raspagens e a camada final de acabamento. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. avaliação da aderência do revestimento. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas). Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. 180 . e tendo revestido todas as faixas em uma direção. avaliação da dureza. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1.25 x 0. Espátula. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. 6. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). Desempenadeira de aço. que irá receber os retoques. Para pontos localizados. Régua de alumínio com 2. 1996a). Cantoneiras de alumínio. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. Para aplicar a pintura.0 mm.

Tabela 8.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. banheiros. utilizando uma régua de 20 cm.5): Tabela 8. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm.4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. tanto nas paredes como nos pisos.6) e a abrasão (Tabela 8. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 . Obs. não deve apresentar desvio superior a 3 mm. feldspatos (grês). para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas. brilhantes ou acetinados. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. 8. Antes da aplicação de pintura. podendo ser (Tabela 8. Pelas suas características. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores.4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. piscinas e saunas Pisos. Normalmente quanto menor o grau de absorção.3. piscinas. melhor será a qualidade.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2.A Tabela 8. paredes. 5 . 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento.7). retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) . o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva. talcos. saunas úmidas etc. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. Em pontos localizados. gretamento. filitos.

Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. padarias. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas.Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais.60mm/m. e as de (Figura 8. hall de residência. como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU.7): Tabela 8. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura.Tabela 8. quintais. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. consequentemente. ela representa a resistência ao desgaste superficial. show rooms. cerâmica com EPU de no máximo 0. as Estruturais. fast-food etc. Áreas públicas.8). 182 • . a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. shopping centers. destacamento da peça. aeroportos. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais. entradas de hotéis. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. corredores. e externamente no máximo 0. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica.40mm/m. Comerciais internos. Quartos de dormir etc. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. 6 . Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. 7 . Estab. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica.

Portanto.8). etc. longitudinalmente e transversalmente. estabilidade de cor.8). que devem existir em grandes áreas. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. O rejunte (material industrializado). tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8.. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos. flexibilidade. Figura 8.. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico.• • Expansão ou movimentação. contrapiso. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje. resistência a manchas etc. De Dessolidarização. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. dureza. normalmente adicionados com outros componentes. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. na 183 . que conferem características especiais a ele como: retenção de água. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8.) e ser preenchida com material deformável.

5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 . esteja atento às suas características. O excedente será retirado.9 .5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11. em gramas 2x2 5x5 7.8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m . SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8.hora de escolher a argamassa de rejuntamento. assim que começar a secar.5x7.8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa.Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8. Tabela 8. ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.9). Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo. com pano. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo.

Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço.Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal. Verificar. para melhor distribuição dos azulejos..10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima. que já deverá estar revestida. deixando neste caso um espaço próximo à laje. sobre base regularizada. 8. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias. ou com cimento-colante..O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento. se será colocado moldura de gesso. de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado. Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8.2.3.1 . a prumo ou em amarração (Figura 8.Revestimento cerâmico na vertical a) . de fiada em fiada. colas etc. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional). 185 . de uso interno ou externo.

dentro dos boxes.9. para que os recortes não fiquem muito visíveis. Portanto.1) .2) . 186 .11 .Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes.Detalhe do assentamento dos azulejos a.Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação. O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens.Figura 8. Figura 8. visto que na maioria das vezes. ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos.12). podemos deixá-los atrás das portas.12 .Exemplo de divisão dos azulejos a. no mínimo como descrito na Tabela 8.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) .15 . Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.Fixação das tábuas por pregos anelados 194 .Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas.15). sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra. que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8. ganzepes Figura 8.16). que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas.16 .d). Para melhor fixação das tábuas. Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar.

A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. verniz poliuretano ou encerado. A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. g) Recomendações Quando assentarmos taco.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento. • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. principalmente para os tacões. O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko.17 . podendo se soltar (Figura 8. deixando assim a superfície fraca.f) . • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. visando corrigir os defeitos em "baixo relevo".17). parte do tacão fica colado e outra não. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. devemos fazê-lo o mais próximo possível. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). no mínimo 24horas. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). Para o bom resultado da calafetação. • Figura 8. sem que ocorra empenamento.Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . Bonatech. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. pois se não estiverem.

com desempenadeira de aço. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso. régua metálica). serra maquita. O adesivo de contato á base de neoprene. nível. por empresas especializadas. a) .• Verificar o cerne das tábuas para piso.Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. distribuído com desempenadeira dentada metálica. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato.18 .Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal. alisada sem pó de cimento.3. O 196 .5 . que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha. espessura média de 3. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8. para evitar o empenamento das mesmas. 4. 8.0cm. piso irregular. Figura 8. sobre a regularização ( 3.0mm) e os demais podem ser soltos.18). falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola. produtos naturais sujeitos a variação de cor. 8. O procedimento correto no caso das rochas.Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs.0 e 6.0. e parafusar bem.4 .3.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção.

Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs.Aplicação da argamassa . menos resistente a riscos do que o granito. As pedras. Os mármores mais procurados são: O branco. c) . verde Ubatuba. podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. Para auxiliar a formação da pasta.Camada de pó de cimento .assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. O mármore tem dureza 3 e o granito 6. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. granito branco. a) . depois. sarrafeada.Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). verde alpe (Itália). Podendo ser: 197 .5:4. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. E os granitos mais procurados são: cinza andorinha.espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. Nas áreas externas. verde São Francisco. Na Tabela 8. granito vermelho (Capão Bonito). crema marfil (Espanha). Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas. devem ter acabamentos ásperos.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos. cinza Mauá. b) . cal e areia média sem peneirar no traço 1:0. Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . passar colher de pedreiro levemente.Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. amarelo Santa Cecília. boticcino (Itália). preto absoluto. preto São Gabriel. composta de calcita ou dolomita. . carrara (Itália). amêndoa rosa. os granitos não podem ser polidos. marrom imperador (Espanha). dependendo do lugar da aplicação. o travertino. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. pois a espessura será irregular. Não atirar o pó sobre a argamassa. formando a pasta ideal. ou seja.

todos são Nenhuma restrição. Ele é muito É o mais indicado. mas o indicados.11 . Levigado: Lixamento com abrasivos. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. deixando-a irregular e antiderrapante. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. são-tomé.13 os locais mais indicados. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. 198 . Na Tabela 8. bancadas. mármore é indicado para o piso do boxe. como o mármore e o granito.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. Seguir as travertino.Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. Tabela 8. As (mauá. Apicoado: Com martelo e uma ponteira. Dá efeito rústico. Polida a sua contém elementos químicos. pedra mineira. Por isso. Piso interno A princípio. miracema. fazem-se "furinhos" sobre a chapa.Pedras brutas Ardósia. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. e a pedra não fica escorregadia. por isso dão um visual rústico. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. madeira. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. Nas áreas externas (quintais. No piso. deixando-a antiderrapante. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. umidade. goiás. d) . Além disso. evite o problemas. como o carbono. superfície torna-se higiênica. Nenhum tipo de instruções da cozinha. escorregadios quando molhados.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. Prefira acabamentos antiderrapantes.

muito absorvente enão propaga calor. A limpeza das pedras brutas. Usada na forma bruta ou com bordas serradas. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. goiás. Resistente ao sol e chuva. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. com textura irregular. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. são tomé Arenito. dolomita. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . Aceita polimento e resina impermeabilizante.12 . Mas também aceita polimento. miracema. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. lustro e apicoamento. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. dolomita. pedramadeira. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. paralelepípedo. Aplicada em estado bruto. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina. pedra mineira. após o rejuntamento.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. A sua superfície é bem irregular. 13 .5: 5. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas. pedra-mineira. Tabela 8. miracema. pedra sabão. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. Resiste a choques mecânicos e intempéries. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. são tomé. costuma ser usado no estado bruto. Enxágüe rápido. Antiderrapante. São duros e resistentes. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. pedra goiás. Antiderrapante. Tabela 8.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. utilizando uma argamassa de cal. pedra sabão. pedra sabão Ardósia.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. pedra sabão. ela aceita polimento. Antiderrapante. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. itacolomi. itacolomi. pedra goiás Arenito.

Execução: Em imóveis recém-construídos. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade. marmorite. lavabos e outros compartimentos residenciais.0cm no mínimo. anfiteatros. b) . deverá ser refeito. proporcionando um produto bastante versátil. escadas. Sua base pode se o próprio contrapiso. 200 . plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. elevadores. escadas.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. Caso apresente problemas.3. serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. com argamassa.6 . cimento e areia no traço 1:3. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo. supermercados. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. hospitais.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. quartos de hospitais. ladrilhos. a) . São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1. É comumente utilizado em residências. ambientes de pouca utilização: quartos. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. escolas. como o hall de entrada. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. salas de aula. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. refeitórios coletivos. ou qualquer outra. 8. com espessura mínima de 3cm.6 a 3 mm. banheiros. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. fibras. Deverão ser molhadas e apiloadas. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado".e) . ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões.0cm. pisos plásticos desgastados. ou seja. lugares de passagem nas residências. lojas. na espessura de 3.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. desde que esteja firme limpa e seca. sanitários públicos e laboratórios. calcário branco ou vermelho. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. salas de consulta ou de espera. O piso de 1. risca-se com uma ponta firme. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. oralite. Além disso. escritórios.

Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água.Em imóveis que já possuem revestimentos. d) . 8. a colocação pode ser feita.7 . A colocação sobre pisos plásticos é bem simples.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento. estriada ou lisa.A. pois estes elementos atacariam o produto. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada".3. rodapés.A.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. para oito de água.V.A. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. devido a tensões internas que deformam a placa.V. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. com sabão especial e água à vontade. (1:8). Após a lavagem. A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação. c) . se existirem falhas ou pedaços soltos. de superfície pastilhada. 201 . é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. Para manchas resistentes. canaletas e faixa amarela de alerta. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. na proporção de uma parte de P. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante. o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local.V. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm.A. para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. mas que também pode ser encontrada em outras cores. No caso de pisos vitrificados. Antes de se espalhar o adesivo. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento. geralmente de cor preta. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P.V. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas. Sobre tacos e assoalhos de madeira. Possui acessórios como degraus.

mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. em locais de grande movimentação como aeroportos. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. contra a umidade. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. Depois disso. estações de metrô e trem. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. piscinas internas e áreas de rampa. indicado para o uso mais pesado. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento. Se opção for pelo piso estriado. e espessura de 4. com 15 mm de espessura. O outro é chamado piso industrial. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso.a) . exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. uma a uma. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. na Europa. 202 . São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. Para tanto basta molhá-lo com água. deve-se dispor as placas. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. corredores. É fornecido com superfície pastilhada. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. neste caso. principalmente em regiões de rampa e escada. em áreas internas ou externas. supermercados. estações rodoviárias. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2.5mm. previamente preenchidas com argamassa. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. em suas posições. estriada ou lisa. devendo ser utilizado somente em áreas internas. para aplicação em escritórios.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. recentemente. No caso do piso fixado com adesivo. passarelas públicas e. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. A pastilha em relevo. No entanto.5cm. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. Além disso.

2m por 3. sob um rígido controle de temperatura.8 . Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados.3m e 0.25m. antiderrapante. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa. Não é recomendado que a superfície fique 203 . desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. não apresenta porosidades e é antialérgico. esteja ela revestida ou não. É de difícil penetração. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos. dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. O produto proporciona um acabamento texturizado.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. No entanto.6m. Não é absorvente.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. cargas móveis. b) . a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação. a) . Nestes casos. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia. desde que se faça uma encomenda especial. As bases podem ser cimentados. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. tacos. Além disso. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto. como solventes. Além disso. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. encontradas também em réguas com larguras de 0.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. desde que estejam niveladas e sem falhas. isto é. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. seja por má fixação ou pressa na utilização. 8. resiste bem aos agentes químicos. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade.6m por 0. mas casos especiais de utilização. recobertos com material melamínico.08m x 1.3. detergentes e tintas. assoalhos. ladrilhos e outras. saltos de sapatos.c) . cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. cerâmicos.

Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações. Após a secagem. Em áreas molhadas ou em hospitais . posto de gasolina. Antes porém. usa-se a plaina. 8. uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. Devem ser armados. atingindo a metade da espessura da chapa. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. a lima e a lixa.lisa ou áspera demasiadamente. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. aumenta-se a pressão. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa. c) . isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. Não é necessário o uso de cera. o estudo das juntas. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. for necessária a descolagem de uma placa. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais.3.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. Em seguida. fechando os poros da superfície. assegurando a boa fixação. que é feito ao se marcar com um lápis. é aconselhável a eliminação da mesma. Para o desgaste lateral. isto é. o colocador deve. garagens de edifícios etc. a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. deve-se espalhar sobre a base. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. Depois disso. A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. seja ela de ordem interna ou externa. Após a evaporação do solvente.. não deverá apresentar defeitos. no entanto. que é verificada através de um teste simples . d) . pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido.onde a vedação das juntas é obrigatória . Em áreas que possuem umidades.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. sobre a face decorativa da chapa. 204 . A operação de marcar a placa exige cuidado. com um martelo ou rolete de borracha. a análise do terreno de fundação.não deve grudar nos dedos . A cola deve ser aplicada nas duas faces.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. com o auxílio de uma régua e do riscador. a linha onde se quer cortar. Se. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. marcar e aprofundar o risco. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural.

0cm. a fim de assegurar a sua homogeneidade. O isolamento entre a placa e a sub-base. 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. e também evitar a absorção de água pela subbase. . • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. escritórios. Resistência mínima do concreto: . podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. sem. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores. O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados.0cm da face inferior da placa. Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. 40% de brita 2. Nas regiões de emendas. 1998). pelos equipamentos e métodos executivos.20 Mpa – Pedestres e carros. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. Após o processo de acabamento do concreto. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. porem representam pontos frágeis no piso.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. com recobrimento máximo de 5. quadras esportivas etc. como nos salões comerciais. lojas . deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS).15mm) como as denominadas lonas pretas. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. pois permitem a redução considerável do número de juntas. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais. 205 . ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. O corte deve ter no mínimo 40 mm. obrigatoriamente. garagens.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. condições moderadas de ataque químico. estar posicionada a 1/3 da face superior da placa.Para os pisos armados pouco solicitados. dando tempo para realizar o acabamento.

Figura 8.19.20. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos.21).20 – -Selante para junta de construção 206 . A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante). 1998). 8. também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES.As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas. isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. Figura 8.19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm.

onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8. para pisos de 10 a 12. sistema mais antigo. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si.5cm de espessura. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida. para pisos de 15 a 25 cm de espessura. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento. Piso armado: placas com comprimento até 30m. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1. placas de no máximo 5. a concretagem em dama deve ser evitada.5. que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas. OBS: . 207 .Figura 8. placas de no máximo 8.0m.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto.Atualmente.0m. para pisos de 12. .5 a 15 cm de espessura e. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto.0m. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas. A recomendação para as placas de concreto simples. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez). sem gerar tensões. para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto.22). lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3.

22 .Figura 8.Detalhes da execução do piso de concreto 208 .

remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. lisa e dura. formam uma câmara de vapor. e pela texturização do concreto. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. além disso. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. com a diferença de que as lâminas são mais finas. Para a sua execução. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. que condensando pode provocar manchas no concreto. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. para produzir uma superfície densa.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. mais exigem maior cuidado com a superfície. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. algum tempo após a concretagem. Poderão ser empregados os filmes plásticos. visto que podem danificá-la na sua colocação. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. Nesta etapa. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. . fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. 209 .Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. quando o material está um pouco rígido. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. preferencialmente dupla.. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável.

• As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes.). assentados com cola. sintéticas etc.Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço. Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. que auxiliam na redução das fissuras. 210 . esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. 3 . 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação. Cuidado. 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. 4 .ANOTAÇÕES 1 .Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão). e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas.Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante.

Sua composição básica inclui pigmentos. para facilitar o empastamento dos pigmentos. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. de fácil execução. quando aplicada sobre uma superfície. álcoois. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. etc. • Especificar corretamente o esquema de pintura. visando à facilidade de aplicação. xilol.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. veículo. além de ser desinfetante. alastramento. etc. consistência. • Especificar corretamente a colocação dos vidros. na fase de enlatamento. Uma tinta pode conter vários pigmentos. 9. • Verificar a qualidade das tintas.Nas construções rurais. Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. O veículo de uma tinta é constituído por resinas. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura.1 . Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. 9.09 . • Classificar corretamente os vidros. solventes e aditivos. Podem se divididos em dois grandes grupos.1 . facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas. para regular a viscosidade da pasta de moagem. dureza. etc. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características. pigmentada que. No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade.TINTAS A tinta é uma composição líquida. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca. Caiação . torna-se uma película protetora e decorativa. cetonas. aguarrás.1. tais como lixabilidade. ativos e inertes.

se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura. Látex P.A. esta capacidade é medida em número de demãos. resultando uma película uniforme. de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente). não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. Tinta Óleo . à base de emulsões acrílicas. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável. Nas caiações em paredes externas. em solventes alifáticos.). devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão.A. para superfícies externas.. 9. quanto ao brilho. de óleos secativos e solventes. . um leite de cal mais ou menos denso. No momento de aplicação. cor e espessura. Há necessidade de. a primeira demão deve ser branca. pincéis grandes. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. à base de resinas epóxi.2 . Na prática. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²). com preponderância do teor Tinta Epóxi . três demãos.é semelhante ao esmalte sintético. Látex Acrílico .é também uma tinta aquosa. coagulação. empedramento. de alta plasticidade e de grande resistência à água. Tinta de borracha Clorada .é uma solução de resinas poliuretânicas. a tinta precisa se espalhar facilmente.V. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. Aplicação: brochas. no mínimo. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas. É 212 . galeificação.peneira fina. Verniz Poliuretano .1..é uma tinta à base de resinas alquídicas. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo. óleo. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). sendo que. de grande resistência à abrasão.SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. à base de acetato de polivinila (P.é uma tinta aquosa. ou seja. Esmalte Sintético . preferencialmente.é uma tinta em solução. no caso de aplicação de cores. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor). etc.é uma solução à base de borracha clorada.V. torna-se homogênea mediante agitação manual.

A superfície de madeira. etc. Após a secagem. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. bem como suas propriedades de proteção. 213 . desbotar. Além disso. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco.3 . aumentando a coesão da superfície. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. lixa-se novamente.1. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). apresentar resistência à ação de agentes químicos. atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. pintada pela primeira vez. provavelmente a pintura descascará. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . seca. em seguida. Rebocos deficientes. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. sabão ou mofo. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. cheia e fechada. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. eliminar o brilho de qualquer origem. tais como detergentes. não sujeitos a grande variação térmica. Normalmente. Neste caso. As tintas devem ser laváveis.fungos e bactérias.justamente aqui.. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. isenta de poeira. perder sua boa aparência. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente. Assim. usando lixa de grana adequada. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. com pouco cimento. a tinta armazenada na embalagem original. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. gordura. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. comuns no uso doméstico. água sanitária.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. enxaguar a superfície. 9. o que os pode ser feito em laboratório. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. na variação destes elementos. apresentam superfície poucas coesas. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. após um ano da data da fabricação. que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo.. causando o descascamento.

convenientemente diluído.Na repintura sobre madeira. com diluição de 20 a 30% de água. duas demãos de esmalte sintético brilhante. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. . mas sim selador para madeira. No acabamento texturado em corredores. recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. descascando. com diluição de 20 a 30% de água. No externo processe-se da mesma forma. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1).deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). No acabamento liso interno. impedindo o aparecimento de ferrugem.1. 9. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. uma demão de látex textura acrílica. Após a secagem. látex em mau estado.4 .banheiros. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. ou acrílica). apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. A repintura sobre superfícies críticas.A. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. Quando se pretende um acabamento texturizado. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. podendo haver significativas variações. uma demão de látex textura acrílica. lixar a superfície. uma demão de liqui-brilho. com a finalidade de facilitar a limpeza. etc. fazer os reparos. No entanto. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. de alto poder de penetração. No acabamento liso de áreas molháveis . com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. com diluição de até 10% de água. ou caiação. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo. finalmente. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. escadarias. duas demãos de esmalte sintético brilhante. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. etc. finalmente. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P. lixa-se e se aplica o verniz. isto é. No caso de envernizamento da madeira. para que a 214 . aumentando o brilho da superfície. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. utilizando lixa ou escova de aço.V. calcinado. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. Na repintura. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) .ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento. cozinhas. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. bem diluída (com até 100% de água).

o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. Além disso. Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. 215 . Em seguida. a umidade penetrará. Para maior resistência e durabilidade..V. deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. sobre a massa de assentamento (frisos). fissuras ou orifícios. prejudicando a pintura interna. com diluição de 30 a 40% de água.A. Em seguida. Deve-se observar. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. com diluição de 20 a 30% de água. Se forem profundas. esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. pois não havendo impermeabilização na face externa. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). lixa-se levemente para quebrar o brilho. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. sem alterar o aspecto. o que facilita a aplicação da pintura. com diluição de 20 a 30% de água. Para obter um acabamento texturizado. conforme orientação do fabricante. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. Caso isto ocorra. Neste caso. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. poderá haver trincamento na textura acrílica. uma demão de látex textura acrílica. diluído com até 100% de diluente. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes.V. de acordo com as instruções do fabricante. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). aplicam-se duas demãos de tintas látex . a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. Preferencialmente. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa. ou acrílica). Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada.superfície não se torne brilhante. deve-se aplicar uma demão de silicone. fissuradas ou orifícios. dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes.A. Se isto ocorrer. entretanto. não apresentando falhas. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã). Quando se deseja pintar o concreto aparente. esta primeira demão deve ser feita com pincel. ou acrílica .com diluição de 20 a 30% de água. o que aumentará a impermeabilização da superfície.P. Para a pintura da face interna. recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. Se isto ocorrer. os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. (usar rolo de espuma). Na face externa das telhas de fibrocimento. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. som diluição de 20 a 30% de água. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. duas demãos de tinta látex acrílica.

Para a correção. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. isto é. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada.5 . antes de pintar o reboco. 9.Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. neste caso. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. Nas superfícies de ferro. antes de iniciar a pintura. onde se deposita. que se torna pulverulento. aplicar a tinta. desagregamento e saponificação. é suficiente aguardar a secagem total da parede. Para se prevenir este inconveniente. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. causando a mancha. 216 . e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. o que demora cerca de 30 dias. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. A causa é a umidade. com até 5%. acetinado ou fosco. Aqui é tratado apenas. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. Observa-se. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. sem desagregamento.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. acetinado ou fosco. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. podendo envolver também o substrato. Primeiro é necessário eliminar a umidade. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. Lixar levemente entre as demãos. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. cura insuficiente e alcalinidade. A prevenção. se houver apenas eflorescência. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. porém. depois de preparadas adequadamente. preparar a superfície e depois. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%.1.

sem prévia preparação da superfície. Após estas providências. recomenda-se aplicar. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. pela utilização do cimento e cal. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. de grande resistência à alcalinidade. Em seguida. com água. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas.aguardar a secagem e a cura. em certos casos. repintar. neste caso. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. sempre pegajosa. antes da aplicação do reboco. As trincas e fissuras. A prevenção. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. E. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. estreitas. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. sem esfregar. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco. raspando e lixando. previamente. em seguida. escovar e lixar toda a superfície. é necessário que ele esteja seco e curado. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. no primeiro caso. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes). Como é difícil remover este tipo de tinta. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. Torna-se oportuno esclarecer que. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas.A. na primeira pintura sobre o reboco. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. uma demão de fundo à base de solvente. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. de grande resistência à alcalinidade. na presença de um certo grau de umidade. raspando-se em seguida. repintar. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar. No segundo caso. A superfície apresenta-se. de grande resistência à alcalinidade. e repintar. costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. não haverá manchas. constituindo camada pulverulenta. Esta alcalinidade. Aplica-se 217 . acarretando os defeitos já mencionados. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis.V.

em todos os casos. isto é.A. bolhas e descascamentos. não é indicada para superfícies externas. para corrigir imperfeições de madeira. 218 .V. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. Os mesmos problemas. Não se deve utilizar massa corrida P.A. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. manchas. A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. com água em abundância. no primeiro caso. Cabe aqui observar que a massa corrida P. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. quebra-se o brilho lixando suavemente. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior.A. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. A primeira precaução é evitar tais madeiras. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. A correção. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes. Este procedimento. Isto feito. Se esta aplicação resultar uma película brilhante. antes da repintura. repinta-se. Estes casos são raros e de difícil solução. No segundo caso. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina). podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. provocando a sua dilatação.V. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. após o lixamento da massa. seja pela correção da superfície ou para "pintura". má aderência e trincas. sobre massa corrida.V. O certo é o emprego de massa a óleo. como se fosse tinta.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. Em seguida. Em seguida. Aguardar a secagem total e repintar. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. Isto acontece quando. Em seguida repintar. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. principalmente em portas. para este fim. quando desejável. A correção é feita com a remoção total da pintura. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. sendo aplicada com rolo. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura. Em seguida. A correção. bem diluída.

Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta.A correção. partículas em . Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO . aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído. é feita com a eliminação da massa corrida.Defeitos observados. lixamento e eliminação de pó para. em seguida. neste caso. aplicação Alteração no aspecto . . . umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos.as condições ambientais. que podem surgir sob e película ou sobre ela. repintar.produto inadequado ao fim a que destina. . . Tabela 9. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película. intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 ..preparação inadequada da base.a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas. que provoca esforços originando os citados problemas. etc. descasc amento Perda de sais álcalis aderência.aplicação inadequada da pintura. empol amento. .pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. degradando o pigmento e veículo da pintura.pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura. correção das imperfeições com massa a óleo.a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. descasc amento. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência.podem ocorrer pela preparação inadequada da base.1 .podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. água. empol amento. . sais. .

sem escorrimentos.vidros. descoloramentos. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura .6 . etc.1 . somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca. desde que seja obedecida a variações de temperatura. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC.9.MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura. De preferência. não provoque na mesma enrugamentos. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas.. condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes. alvenarias e concretos aparentes. 9. falhas ou imperfeições. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9. Cada demão de tinta subseqüente. pisos. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta.1. de modo tal que o contato com a película. anteriormente aplicada. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem.7 . e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada. empregando-se removedor adequado. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 ..1. com o transporte de partículas em suspensão no ar. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior. etc.

sem muito esforço físico. .rolos de lã: para aplicação de látex.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa. São mais comumente usados para trabalhos artesanais.2 .rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte. ou acrílico. madeira ou metal..3 . os rolos são utilizados como segue: . etc. As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada.V. em alvenaria. Proporcionam grande rendimento. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies..• de metais: • parede: Figura 9. P. Mais comumente. São mais usados para pinturas em paredes.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9.A. 221 . verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna. Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso.

. f . c .V. certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.RENDIMENTOS Tabela 9.Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P. d .Não utilizar produtos látex (P.A. 222 . e .) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9.Não aplicar massa corrida P.V. g.9 .V.Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo.RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3.1. primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte).rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.A.6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado.1.V.2 . 9.A. em superfícies externas. Látex Acrílico Massa corrida P.8 . b .Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas.Antes de pintar uma superfície.

3 . vidros curvos: usados na ind. cloreto de sódio.VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa. Figura 9. aparelhos eletrônicos.800 kg por cm². Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas.2 . Tabela 9. vidros finos: lâmpada. óxido de ferro-verde. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. óxido. cálcio. soda. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão.4 .800 a 10. O vidro colorido.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. etc. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C. O vidro não é poroso nem absorvente. etc.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 .. além do aspecto estético. suporta pressões de 5. Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9. corantes (óxido de cobalto-azul. automobilística. magnésio. nitrato de sódio.... frascos.. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro.9. possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. alumina.4). arsênico. O vidro é composto por: sílica. portas.. vidro plano: janelas. é ótimo isolador.

A segurança reside no fato de.2 m 1.81 m 2.43 m 224 . que o transforma num material extremamente forte. não permite novos processamentos.2. rompendo-se.9.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9. Podem ser feitas opacações leves e desenhos.4 .00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio. seguindo de um rápido resfriamento. furos e recortes. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica. com menor risco de acidentes graves.). o vidro temperado.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes. . mas isto reduz sensivelmente a resistência do material. além de conferir-lhe as características de segurança.Cargas nos vidros Tabela 9. IMPORTANTE: Depois de acabado.53 m 3.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6. conservando as características de transmissão luminosa. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum. resistente aos choques mecânicos e térmicos. como cortes.1 .5 .1 m Saco de areia de 500g 0.00 m Bolas de aço de 900g 0. de aparência e de composição química.

7 .00 kgf/cm² Peso específico: 2. Figura 9.Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .6 .Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700. enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C. DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.Figura 9.5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.5 .

a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento.8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6.8 e 10 mm 226 ..8 e 10 mm bronzes 6.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .tolerâncias dimensionais: Em todos os casos. cores e espessuras: Vidro polido (cristal) .8 . 10mm = 1/10 Figura 9.Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos. furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.8 e 10 mm verde 6.incolor 0.

Em substratos muito porosos. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. 7. nem em presença de ventos fortes. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. 8. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. 15. As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. 17. 9. 5. 16. 227 . 6. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. 18. lavando bem a seguir. 14. 11. 1. 12. Remoção de sujeiras efetuada com água. sem condições de secagem. Remoção de algas.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. 10. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. Cada película deve ser contínua. nem condensação de vapor no substrato. 13. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. sem sinais de contaminação e deterioração. lavando bem a seguir. Caso insuficiente. 4. 2. usar solução de fosfato trissódico com água. 3. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. Não pintar com chuva. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico.

c. 228 . • Especificar corretamente os reparos. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. deslocando da argamassa de revestimento. f. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético.má aplicação de revestimento.o reboco endurecido empola progressivamente.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos. b. d.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. deslocando do emboço. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas.há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco.mau proporcionamento das argamassas.fatores externos ao revestimento.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. atuando sobre a argamassa de revestimento.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura. g. b. d. e. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos.há formação de manchas de umidade. com desenvolvimento de bolor. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. em placas compactas ou por desagregação completa. tais como: a. • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos. c.

A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável. exceção feita à de chapisco. mas sim. por sua vez. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos. por sua vez.Vesícula formada no reboco. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas.10. A desagregação do revestimento. No centro da vesícula. concreções ferruginosas e matéria orgânica. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. Outra alternativa é a de 229 .1 . material pulverulento escuro. quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada.1) Figura 10. a retração aumenta com o teor de finos.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica. como agregado.sulfatos e óxidos de ferro hidratados.ANÁLISE DAS CAUSAS 10. tem como causa a presença de torrões argilosos. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas .1 .1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS . mica. pirita. Dos efeitos observáveis. Mas. no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10. a areia natural essencialmente quartzosa. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. é proporcional ao teor de finos. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que. De modo a contornar o problema.1. respectivamente . em idades. maiores.

Existindo óxido de cálcio livre. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. com efeitos diferentes.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. Se utilizada logo após a fabricação. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica.2) Figura 10. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. ela se dá simultaneamente à carbonação. Comparativamente. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. mais propriamente na camada de reboco. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. o carbonato. cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. de hidratação da cal virgem. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. pode continuar após o ensacamento.2 . dá-se por uma reação contínua. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. na forma de grãos grossos. o aumento de volume causa danos ao revestimento. 230 . A etapa intermediária.

aquecedores.2 .Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa.1. como já visto. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. tubulação de água quente). mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos.3 . cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada. 10. cuja função é regularizar a superfície da base. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia. 10. areia. procedentes tanto do agregado como do aglomerante.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. 231 . a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. Assim sendo.Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. em massa superior a 1:3. Em camadas pouco espessas como as de reboco. iniciando-se na parte inferior da alvenaria. por exemplo).

A Figura 10. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base. 10. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. é aplicada a utilização de cimento e cal. A Figura 10.3 .Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas.4 . como as de emboço. 10. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais. Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação. construída de saibro e cal. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. uma 232 . ou da qualidade dos materiais empregados. o qual impede a penetração da nata do aglomerante.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação. pode apresentar problema de aderência.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. Cita-se. bem como da homogeneidade dessas propriedades. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base. como exemplo. Assim.1. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. quando aplicada como revestimento em uma única camada.

Se a pintura for aplicada prematuramente. agravado por em traço rico de cimento.5). na camada superior. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. deslocando-se. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento.Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura. com configuração de mapa. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso.1. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. 233 . No reboco. aplicação e manutenção". 10. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm. Por carbonatação. o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena. preparo. Este fato.4 .

lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces.7). A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível.Efeitos da umidade sobre o reboco. A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento. acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas. com pulverulência (Figura 10. ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10.Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente.1. 10. 234 .5 .Figura 10.6). 10.6 .5 .

a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa.8b. 235 .7 .8a.9). 10. Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10. 10.Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade.Figura 10.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria. As causas podem ser as seguintes: . No caso de tintas impermeáveis. comprometendo a aderência entre ambas. . Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta.

10. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa.(a) Figura 10. às vezes por um largo tempo. Em conseqüência.Aspecto do revestimento interno.1. solicitando um reparo constante. Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação. Nestes casos. a tendência do usuário é executar pequenos reparos. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente. Por isso mesmo.6.8b . o fenômeno alastra-se progressivamente. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido.9 . sem a preocupação com a causa. é necessária a 236 .Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10.8a e 10.

Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras.Presença de concreções ferruginosas na areia . apresentando-se as partes internas das empolas na cor: . extensão do dano e solução.preta . como segue nas Tabelas 10.identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada.1 .2. Tabela 10.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão .branca Vesículas .Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.vermelho acastanhado .1 e 10.Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia . . Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura. Revestimento em desagregação.Identificação das causas.

Traço excessivamente rico em cal .apicoamento da base .Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida.O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .Argamassa aplicada em camada muito espessa . dilatações térmicas diferenciadas. 238 .Tabela 10. etc.Traço em aglomerantes .eliminação da base hidrófuga . Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base . resultantes de causas tais como recalques de fundação.Ausência de carbonatação da cal .A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade . quebrando com dificuldade.aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada. Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida.A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga .Excesso de finos no agregado . com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: .A superfície da base é muito lisa . desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas.A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica . do óxido de magnésio da cal.2 .Argamassa muito rica .O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento.Identificação das causas. movimentação de estrutura. Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado . mas quebradiça. extensão do dano e solução.

2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . 2004). quando são escolhidos os materiais. devido a acomodação da construção. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas. 10. • Eflorescências. ou da argamassa colante.2.2 – Trincas.). Verificar com cuidado. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias. • Utilização do cimento colante vencido. quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço.10. • Ausência de detalhes construtivos (vergas. 10. É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. • Trincas. • Mão-de-obra não qualificada. • Execução do revestimento sobre base recém executada.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. ou na fase de execução. contravergas.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. juntas de dessolidarização). • Gretamento e fissuras. mãode-obra etc. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. variações higrotérmicas e de temperatura. ou se observa o estufamento da camada de acabamento. 2004). Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. • Assentamento sobre superfície contaminada.2.1 . pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto. estrutura etc. características um pouco resiliente dos rejuntes. 239 . Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas. • Deterioração das juntas.

enxaguando muito bem a superfície após seu uso. que causam a separação das placas em partes. resultanto em carbonato de cálcio. reagindo com a água. 10.2. resulta em uma base medianamente solúvel. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. o que elimina os ais solúveis). O cimento comum. denominada hidróxido de cálcio. ocasionando o contato com o ar. sal insolúvel de coloração branca. dá-se a reação entre essas duas substâncias. que por sua vez.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. 10. Ela aparece devido a um processo químico. 2004). Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. com aberturas superiores a 1 mm. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. contém anidro carbônico. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade.2. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas. em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 .As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos.

10. As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. Umidade excessiva no substrato. que. preenchimento com materiais a base de cimento. A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. por ser de origem orgânica. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). 2004).3 e 10. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). do preenchimento das juntas.• • Perda de estanqueidade. 241 . Envelhecimento do material de preenchimento.3 – PINTURAS . podem causar fissuras. bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. podem envelhecer e perder a cor.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes. A própria película da pintura. As juntas rígidas. Diluição excessiva da tinta na aplicação. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade. Formulação inadequada da tinta As tabelas 10.

restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. eflorescência. . Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. que absorve o veículo. 2007).umidade na superfície. 242 . -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. -conforme se lava o piso. mas em contato com água. causando um esfarelamento do reboco com facilidade. -verificar a existência de umidade no substrato. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco. -por excesso de cal na preparação do reboco.quando a tinta não for diluída corretamente. -perda de aderência da película. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação.não hidratação correta da cal. -paredes próximas ao chão com piso frio. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. majorado pela alta temperatura e umidade. com perda de aderência. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. semelhante ao sal. B) aplicação em substrato instável: Causas: . -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. não devem usar massa corrida PVA. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). . óleo. poeira. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. -escamação da Película. que não tenha sido preparada adequadamente.Tabela 10. porosidade e umidade.começa o estufamento da superfície. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. aparecendo um pó bem fino. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . sobre substrato úmido e alcalino. desmoldantes. graxa. depositamse na interfase do filme com o substrato. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias.aplicação sobre substrato muito poroso. .aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. . Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. . -superfície calcinada. que por evaporação e capilaridade. -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. partículas soltas. devido a diluição incorreta. .3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência.aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. como as tintas a óleo ou alquídicas.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas. . -má aderência da tinta.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. etc. C) aplicação sobre base úmida.

-aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso.Tabela 10. -em cores escuras. verde azulada e vermelho-castanho. -em caso de umidade. marrom. -algas: áreas externas. -fungos: área interna e externa. causando manchas. usados na formulação das tintas. cor verde.aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. cinza. .aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. da parte interna da parede para a externa. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. quando a tinta não está totalmente curada. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. verde e outras.por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. . Perda de brilho e de cor. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. .a tinta com filme ainda não curado.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas. 243 . durante a secagem do reboco. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: . . sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas. . aparecendo assim marcas do rolo. quando a tinta foi diluída excessivamente. que molha somente pontos isolados da parede. -incompatibilidade das várias camadads. fungos e algas). . na cor preta. pode ocorrer. apresentando bolhas e vesículas.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência. C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . faz com que aflorem materiais solúveis.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem. enrugando o filme.4 . junto com a película de tinta. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo.

nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11. cimentos. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. trabalhabilidade. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. 11. funcionalidade das estruturas em concreto armado. devido sempre a problemas referentes a custos. pega. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. em geral.11 . aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto. tecnicamente e economicamente. a cada tipo de concreto. • Especificar corretamente a cura e a desforma. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento.1): 244 . consumo de cimento e resistência. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. perda ao fogo etc. pois concretos mais fortes tem também. estrutura. em relação aos materiais inertes disponíveis.1.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados. método construtivo.1 . e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. ou mesmo. estabilidade. de resistência à compressão. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11.

É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. Empregado em geral. O cimento Portland branco se difere por coloração. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. obras submersas. além de ser resistente a sulfatos. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. Seu uso. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. Caso contrário. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. além de baixo calor de hidratação. Para aplicações gerais Adicionado com escória. 32 e 40. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. b) CPI-S. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. subterrâneas . com as mesmas características. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. Empregado em obras civis em geral. Esse Hidratação. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. apresenta resistência mecânica superior. marítimas e industriais. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. esgotos e efluentes industriais. O cimento. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto.Tabela 11. portanto. 245 . mais durável. com 5% de material pozolânico em massa. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. onde o volume é grande. suficiente. c) CPII-F-Com adição de fíler. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. O cimento Portland composto é modificado. Para uso geral. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. obras em ambientes agressivos. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. similares aos demais tipos de cimento. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. a proteção oferecida e em geral. adição recomendado para construção em geral.

tanto quanto possível. em primeiro lugar. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas. Para armazenar cimento é preciso. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. lastros etc. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º . freqüentemente. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural.1). com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade.1 .Local para guarda de materiais 246 . de ambientes úmidos e em segundo. a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. hidrata-o pouco a pouco. O empedramento às vezes é superficial. Caso contrário. por ele absorvida. o cimento deste saco pode ser utilizado. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. caso em que pode atingir 15 sacos. calçada. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. Figura 11. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão).A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. 2º . constata-se mesmo.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11.2). preservá-lo. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. isto é. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11.

é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises.1. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. sem reabastecimento. em casos específicos (uso de material pozolânicos. tipos e classes diferentes. 247 . no caso de obras de pequeno porte.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. resitência à abrasão. além de provocar uma redução de finos. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. álcali-carbonato). etc. haverá uma redução na resistência mecânica. o qual será desnecessário. RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. a quantidade. e também. álcali-silicato. carvão. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. análise petrográfica e mineralógica. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima. presença de impurezas ou materiais deletéricos. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. verificar a procedência. consequentemente. provocando exudação do mesmo.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. 11. pois torna-se antieconômico. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico. Se recebermos. siltes. • absorsão do material No entanto. Neste caso. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. por exemplo). daqueles inicialmente escolhidos.

2 . onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. Deveremos fazer uma inclinação no solo. para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados. Portanto. o problema é de ordem estrutural. para o concreto simples.1. Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. em função de meio ambiente existente na região da obra.2) ou em pilhas separadas. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. 248 .Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade.4 . se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras. pode não trazer conseqüências danosas.3 . deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira.50m. o uso de águas contendo impurezas. Se. diminuindo-se o gradiente de umidade. Estando a areia com elevada saturação. No primeiro caso. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1. impedindo o contato com o concreto.Baias de madeira para separar os agregados 11. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões. pedindo que seja bem batida para a sua total liberação.Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11. Figura 11.1. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. dentro de certos limites.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis. 11. além de manchas e eflorescências superficiais. No segundo caso de diminuição de seção. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. principalmente nas areias e pedriscos. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. o mesmo não ocorre com o concreto armado.

Cobrir com lonas plásticas. . Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: .limpeza manual com saco de estopa úmido.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente).Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11. 249 .RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas.jateamento de areia.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência. ou altamente poluídas): . .Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11. . Meios mediamente agressivos: . Meios pouco agressivos: . .4) de 30 cm de espessura.3) de 20 cm de espessura. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. . .: As barras que foram pintadas com camadas de cimento.limpeza manual com escova de aço. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada.Armazenar o menor tempo possível.Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica. Obs. a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas. . em pequenas quantidades.Receber as armaduras já montadas. para sua utilização na estrutura deverão ser removidas.Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas. .(avaliar a eficiência periodicamente).

250 .Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado.0 ou inferior.3 . fabricados por laminação a quente. E sua unidade é em milímetros (Tabela 11.Figura 11. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). As barras são produtos de diâmetro nominal 5. Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha. • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido.0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10. • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica.2). com tolerância de mais ou menos 9%. O comprimento normal das barras é de 11 m. Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm². o CA 60 em fio. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto.

094 0.034 0.163 3.2 32.163 0.0 8.0 20.115 0.072 0.313 6.245 0. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado. em toneladas.673 2.021 1.1 29.0 5.0 12.580 0.302 0. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.259 0.Tabela 11.8 69.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.805 2. • comprimento e sua tolerância.038 0. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio. rolo) 11.578 1.2 1256.187 0.175 0.089 0.963 1.320 0.355 0.3 8. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.8 4.5 100.1 490.0 32.169 0.198 0.0 9.154 0.5 10.984 3.692 9. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.8 20.5 50.4 11.906 0.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.5 16.130 0.3 50.5 10.5 18.853 4. feixe dobrado.067 0. estudadas e projetadas.123 0.9 78.2 380.654 0.614 2.434 0.109 0.3 70.2 4.5 6.145 0.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.8 31.395 0.4 3. • quantidade.484 1.4 7.6 19.1 22.036 0.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.075 0.0 10. para todos os tipos de obras.3 13.5 122.0 5.4 39.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.0 6.1 314.5 125.3 31.589 0.1 11.935 6.418 0.209 0.6 5.371 0. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.558 0.318 2. fazendo um serviço empírico.230 0.0 22.0 6.4 3.0 40.102 0. • embalagem (feixe.269 0.2 14.9 13.9 804.1 78. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra. 251 .466 2.3 62.5 17.2 38.193 0.617 0.3 17.0 25.8 19.284 0.235 0. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.8 28.253 0.622 3.865 10.084 0.6 Perímetro (mm) 7.6 23.268 0.220 0.222 0.5 9.7 201.523 0.0 25.9 16.137 0.273 9. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.238 0.084 5.

• tipo de estrutura a ser moldada. b) Antes de concretar. eventuais atrasos. • textura requerida da superfície do concreto. timburi. • cargas atuantes.1 . as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2. b) Devem ser praticamente estanques. • custo dos componentes e mão-de-obra. • investimento inicial.0 cm. e similares. dos quais os mais comuns são os de 2. as fôrmas devem ser limpas.5 x 20. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. etc. • cronograma da obra. o caminho crítico. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento. 252 . papelão etc.5 x 30. No ciclo de execução da estrutura (forma. Na concretagem devemos tomar algumas precauções. o cedrilho.0 cm ( 1"x 10 ").Nessa análise. estamos considerando os custos diretos. em relação as fôrmas. c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes. ou podemos utilizar também o aço.5 x 25. isso pode danificar os painéis.0 cm.5 x 7. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras. desdobradas em sarrafos.0 cm ( 1" x 8" ).5 x 5. Portanto. que podem alcançar níveis representativos. • equipamentos para transporte.0 cm. armação e concreto). 11.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais. e ter a resistência necessária. 2. tendo como principal componente a madeira. 2. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura.5 x 15. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e. 2. 2.2.00 cm. alumínio plástico.0 cm ( 1" x 12 "). 2. o item forma é geralmente. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º. existem os chamados indiretos.5 x 10. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto.

Devem ter as seguintes qualidades: . as vigas 6.Não ser excessivamente dura .0 cm. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem. e acabamento plastificado. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno.0 x 16. nestes casos. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. Devem. a x b .0mm. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas.0 x 6.0 cm. para utilização em estruturas de concreto armado aparente. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT.0. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos. As chapas de madeira compensada. Nos pontaletes com mais de 3. ou cola fenólica. além dos escoramentos tubulares metálicos.0 x 8.0 x 12.(Tabela 11. 5. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior. deve com certeza serem colocados.20 x 1.0 cm.3) 253 . têm dimensões de 2.00m. 8.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais.0cm e 6. coladas por cola "branca" PVA.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável . para utilização em estruturas de concreto armado revestida.0 x 7. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil.0 cm.10 m e espessura que variam de 6. Nas emendas. 12. As chapas têm acabamento resinado. para evitar recalques.0. de modo a permitir a colocação das contra flechas. e nos vãos intermediários dos escoramentos. mais usadas para fôrma. 10.

vigas altas.9 X 88. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.0 X 11.53 3. Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . sendo cortados após a desforma.50 2.7 X 47.24 3.4 X 47.4 X 40.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .4 X 67. outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.7 X 54.4 X 81.02 3. suportando a pressão do concreto fresco.Fôrmas de chapas: .46 2.4 X 61.4).02 3.4 X 54.4 mm 18 = 3.80 3.90 2.0 X 61.24 3. Tabela 11.a = refere ao diâmetro.68 2.9 X 61.9 X 74.02 3.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.0 X 47.0 X 54.0 X 67.Fôrmas de tábuas: .4 X 33. Alguns tensores podem ser perdidos.46 3.3 mm. painéis.68 2. 254 .24 3. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.3 .46 2.80 3.2.7 X 40.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura. roscas e porcas ou acessórios especiais.14 3.

serrote. Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11. etc.tensores espaguetes Figura 11. e ainda é de 255 . protegidos do sol e da chuva. As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar.4 . No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos.5 .Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez.5). Figura 11. como o martelo.Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos. lima.

Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11. 11.2 . geralmente feitas de sarrafos ou caibros.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos. geralmente feitas de sarrafos ou caibros. formadas por tábuas ou chapas.PAINÉIS: Superfícies planas. 6 . 10 .CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas.FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas. 4 . 12 . 256 . Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos.PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas. 3 .2. 8 . dos painéis de vigas. os travessões são suprimidos. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias). 7 . Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas. 2 .TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. colunas e vigas. paredes.DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes. 5 .TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas. Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ).grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11. Figura 11.Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 . no caso de utilizar tábuas.PÉS.GUIAS: Peças de suporte dos travessões. pilares.FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas.MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares. etc.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares.6 . paredes.6). pilares. 9 .

TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura.francesas): Peças inclinadas. 11.8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases. Quando os pilares forem concretados antes das vigas.CUNHAS: Peças prismáticas. 15 . para garantir o prumo.TALAS: Peças idênticas aos chapuzez.7 e 11.CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas.. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento. Consiste na ligação das fôrmas entre si.JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas.ESCORAS (mãos . Em pilares altos. 257 . 19 . Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos). destinadas a limpeza. 17 . ou como apoio extremo das escoras.13 .8). e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11.3 . temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11.CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos. fundações e vigas. geralmente usadas aos pares. 14 .2. 18 ..Detalhes de utilização: a) . 21 . 20 .CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas. 16 . lajes etc.7 e 11. geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento.Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas.ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes. trabalhando a compressão.

para concretagem em etapas nos pilares altos.0m (Figura 11. a cada 2. bem como deixar janelas intermediárias. Na parte inferior dos pilares. responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras".Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco.7 .1 9 21 10 2 Figura 11. Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. 9 10 1 2 21 Figura 11. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto.8 .Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 .8).

Tipos de reforços em gravatas 259 .Tipo 2 = dois sarrafos de 2. (1) (2) (3) Figura 11.0 ou 10 cm . de 2.0 ou 10.9 .0 ou 10 cm .Tipo 1 = sarrafo simples.0 cm Figura 11.5 x 7. ou ainda com espaguetes.Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão. tensores.5 x 7.Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).10).Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .10 .5 x 7. que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11.

que não são travadas pelos painéis de laje.11) ou contra o piso ou terreno. principalmente nas vigas altas.11). escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto. Sarrafo de pressão Figura 11.20m .00 a 1. para evitar a abertura da forma (Figura 11.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata. é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11.50 m .entre pontaletes das vigas e mestras das : 1. E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: .80m .Detalhe de uma fôrma de viga 260 . Devemos certificar se as formas têm as amarrações. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas. Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1. mãos-francesas e sarrafos de pressão. 0.para as gravatas : 0. não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10).00m lajes Nas formas laterais das vigas.60 a 0. espaguetes ou tensores .para caibros horizontais das lajes : 0.50.11 .

1969) Figura 11.Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11.12 .Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .13 .Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.

Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .14 .15a .Figura 11.15b .

17 .2.17).Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 . Figura 11. para evitar que as juntas se abram. Figura 11.16 .Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: .Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11. Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais. Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras. Pode ser utilizada mata-juntas. fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11.16).Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto.11. .4 . o que não é muito eficiente.Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem.

ou seja. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças. e as lajes formadas por escoras.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual. longarinas e transversinas de madeira (Figura 11. e somente se necessário.18 .19). São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga. sendo sua aplicação feita manualmente. Figura 11.5 . às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11. O peso próprio dessas formas variam de 0.6kN/m².11.4 a 0.2.18). b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².Escoramento de madeira tipo "H" 264 .

Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização.19 . por exemplo. consistindo como bastante leves. Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. barragens. paredes e núcleos de edificações.2. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0. 11. 265 . São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte. por uma estrutura de alumínio e compensado. geralmente. compostos por painéis leves constituídos.13kN/m2. forrando o painel.6 .Figura 11. reservatórios.6 a 1. de grua ou guindaste.00 kN/m2.

Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço.7 . para que.2.11. Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema. As mesas voadoras pesam em média de 0.2.8 kN/m2. galerias e principalmente lajes.8 . 11. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos. sem grua. As principais aplicações desses sistemas são os muros.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. Figura 11.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma. paredes. Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura. após a desforma. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos.20 .Fôrma trepante 266 .4 a 0.

São de pequena altura. núcleos de prédios.Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1.21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas. máquina ou policorte de bancada (Figura 11. poços de elevador e escadas.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11. antes de ser dobrada. revestimentos de poços. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas.2. Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados.3. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações. sobre a bancada. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. de capacidade. grandes pilares. tesoura. 11.3 .9 . Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11.1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto.20). 267 . Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas).2 ton.21). silos verticais.11. o processo exige concretagem contínua.

3. para as quais. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento. Tabela 11. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra.11.(Ganchos.4 . a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento.5 para os estribos.22). que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais.2 . Caso as barras continuem quebrando. chegando a romper por tração (Figura 11. Figura 11. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11.5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 .Diâmetros dos pinos de dobramento .3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas.

laçada e flor (Figura 11.Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11.3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18. volta-seca. Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples.Tabela 11. dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural.23 – Pontos de amarração usuais 269 . É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem.Diâmetros dos pinos de dobramento . Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11.3.23).5 .

Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 . . Caso as recomendações citadas não forem obedecidas.Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera.4 . devendo nestes casos consultar o projetista. . não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras). Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento.falta de amarração adequada.11. tais como: . recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11. deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem. as causas podem ser diversas.descuidos na locação dos pilares. é quanto ao seu posicionamento. Para que isso ocorra. recomendamos como principal a fiscalização das ferragens.movimentação das barras durante a concretagem. Para evitar esse problema. etc.3. Figura 11. pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta.24).24 .

mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio. Tabela 11.1994) Fck (Mpa) CA-50A . Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão.3.6 . quando presente em solução produz.As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. serem apoiadas diretamente sobre o solo. A pedra britada. podendo deixar as armaduras expostas. o que deve ser respeitado. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos. poderia ser utilizada como lastro. Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado. 271 .6). não devem. a ação dos sulfatos. Líquidos que possam lixiviar o cimento.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. sapatas.25 e 11.5 . levando a expansão e desagregação do concreto.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames. salvo recomendações do calculista.26. e principalmente os blocos de estacas. suas armaduras.

25 .3.barras. as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista.6 . é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 . Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial.Figura 11. alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003).26 . Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm.Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem.7 .Lastro de britas sob os blocos de estacas 11. 11. As emendas com luvas são excelentes. em várias . Quando não houver indicações. mas nunca em mais barras do que a metade.3. se necessário.Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11.

ou com latas de 18 litros.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto.27). sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm.4. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. a superfície deve ficar úmida. com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11. não fica com a mesma homogeneidade. misturando os três materiais (Figura 11.4 . 273 . caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11. 11. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá.28). Depois de bem misturados. é conveniente observar a consistência da massa. sem perder água.Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma. tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. a fim de facilitar o lançamento do concreto. Se espremido com a mão um punhado de massa. com o objetivo de garantir sua homogeneidade. a forma da espremedura deve permanecer. durabilidade e qualidade. pouco a pouco. 11.barras. pois a mistura das diversas massadas. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas.29).1 .27). de madeira ou cimento. que é prejudicial.

Colocação da água 11.1.27 .28 .Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.4. medidas de areia e pedra do item 11.Figura 11.30): • É boa a prática de colocação.Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11. 274 . pois a betoneira ficará limpa.4.29 . parte da água. e em seguida do agregado graúdo. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.Adição das britas Figura 11.2 . em primeiro lugar.

em metros (Tabela 11. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento. coloca-se o agregado miúdo.7 .Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg. Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador.30 .• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. pois havendo água e pedra. O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados.Sequência da mistura em betoneira 275 . Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. que faz um tamponamento nos materiais já colocados. Tabela 11.7). não deixando sair o graúdo em primeiro lugar. Finalmente.

20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr. deixe misturar no mínimo por 3 min. na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água. Tabela 11. Máx. até atingir a consistência adequada.4.Nunca adicione somente água.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central. Min. OBS: .3 . Se ficar seco. Depois de colocados os materiais. Máx.8 . pois é ele que controla o lançamento dos materiais.OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. pois isso diminui a resistência do concreto.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. Se o concreto ficar mole. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min. coloque mais cimento e água. Min. o que devemos saber é programar e receber o concreto. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . a) . .8 Tabela 11. adicione a areia e a pedra aos poucos. Máx.Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test). 11.

aditivo se utilizado Se tudo estiver correto. bem como o intervalo de entrega entre caminhões. • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes.Recebimento: antes de descarregar. • • • 277 . deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck). • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada. a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente.4.4 . • 11. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0. • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto.Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11. só nos resta verificar . para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada.A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. b) .5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros.31).

evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira". • e alguns cuidados nos pilares.32). facilitando assim a saída das bolhas de ar.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto. vigas. Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo. Em casos de pilares altos.Figura 11. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos". antes da concretagem. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para. Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. e contraventá-las. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. a 2.31 . e não a "marteladas" como o usual. fazer a remoção e limpeza da sua base. 278 .

32 . a sua abertura e vazamento da pasta de cimento. fazer as emendas à 45º (Figura 11. respectivamente.Cachimbo para facilitar a concretagem b) . pois os momentos negativos e positivos. caso não haja possibilidade. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez. Verificar a estanqueidade das fôrmas. onde geralmente os esforços são menores.33). são máximos. no momento de vibração. par evitar. a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio.engastalho Figura 11. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. Caso contrário. mãos-francesas etc. através de gavatas.Nas vigas Deverá ser feito formas. 279 . As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. contraventadas a cada 50 cm..

" (Figura 11. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço.após a interrupção. através de imã.33 . 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto.Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas . devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras. Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água. isenta de partículas soltas. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência.Figura 11. com a utilização dos chamados "Caranguejos.34) 280 . formando poças. transmitida pela armadura. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem. evitando que a mesma absorva água do concreto. A superfície deve ser limpa.Nas Lajes Após a armação. c) .

Detalhe das guias de nivelamento 281 .35 .Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.Figura 11.34 . (Figura 11.35) Figura 11.

36).38). para movimentação de pessoal no transporte de concreto. Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido. repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas. em geral à face externa do estribo. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha. como por exemplo. Na execução. Industrial) (Industrial. 11. (Tabela 11. mas também pelos benefícios adicionais. É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado. devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003. a resistência ao fogo.Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural.9) Tabela 11.Recomendamos ainda que as passarelas.37 e 11. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11.4. independentes da armadura (Figura 11. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas. Figura 11.36 .Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma.9 .5 . lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras.

OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11. que além de mais econômicas. banheiros. aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra. isopor (caixa de ovos).38 .38) ou de argamassa (Figura 11. • e = recobrimento Figura 11. cozinha.. • cordões de argamassa. áreas de serviço de apartamentos.Pastilhas plásticas 283 . metálica etc.37).Pastilhas de argamassa Figura 11. (para fazer gelo).37 . residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura. com o auxílio de formas de madeira.. dormitórios.

A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade.70 10 10 10 5 5 284 . 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. é necessário considerar dois aspectos fundamentais: . areia. OBS.6 .tipo de cimento. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. A resistência potencial. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura. garantindo ainda. somente serão desenvolvidas totalmente. palha.10 . Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento. bem como a durabilidade do concreto. serragem.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório. como mantas de algodão ou juta. terra. .55 3 3 5 3 3 0. conforme mostra a Tabela 11. molhagem.11.35 2 2 2 2 2 0. evitando a evaporação da água da mistura. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas. se a cura for realizada adequadamente.4. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias. uma temperatura favorável ao concreto. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água.10: Tabela 11.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto. etc.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto.65 7 7 7 5 5 0.

a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa. geometria das peças. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais. pelo menos nas peças espessas.Há. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. uma vez que. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. de alguma forma. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. 11.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. para evitar tensões internas não previstas no concreto. como pilares e vigas. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). temperatura.7 . também. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. vento e umidade relativa do ar. além de atender ao exposto acima. área de exposição/volume da peça. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. Além disso. 285 . desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. Em certas condições. que podem provocar fissuras e até trincas. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas.4. que pode ser definida pela relação. Ironicamente. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos.

11. b) Armadura • Bitolas. nas obras. que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto.O que devemos verificar antes da concretagem .4. limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem. picotar e limpar bem o lugar a ser reparado.Consertos de falhas Devemos proibir.Método mais comum de consertos de falhas 11.8 . Limpeza e aplicação de desmoldante. Tratamento da superfície de contato.9 . • • Figura 11. que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor). Estanqueidade.4. 286 . Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. • preenchimento do vazio.39 . quantidades e dimensões das barras.Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento. com concreto forte.

evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. esteira. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto.0m. vibradores de superfície (réguas vibratórias). O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. preparar rampas e caminhos de acesso. lançar o mais próximo da sua posição final. pás. Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. Programar o tempo previsto para o lançamento. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água. No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. Iniciar o adensamento logo após o lançamento. início e intervalos das cargas.. bomba estacionária. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. caçamba). A cura deve ser contínua.• • • • Posicionamento. vibradores externos (vibradores de fôrma). Fixação. lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. Providenciar ferramentas diversas (enxada. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento. adensamento e cura do concreto. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. • • d) Adensamento • • • • Providenciar. autobomba com lança. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. etc. caçamba). ponteiros. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento.0cm da camada inferior. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto. 287 . jericas. limitar o transporte a 60m. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. vibradores de imersão (agulha). encontros de pilares. guindaste. desempenadeiras. Cobrimento das armaduras (pastilhas. Especificar a forma de lançamento (convencional. guincho. paredes com vigas ou lajes).

escorregões ocasionados pela desforma. avental. poços. devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. - - - 288 . Para evitar quedas de materiais e objetos. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. metal ou telados.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas. óculos de segurança contra impactos. protetor auricular. calçado. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. luva e mangote de raspa. emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. danificadas ou improvisadas. com guarda-corpos de madeira. beirada das lajes. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. corte. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete.

valas). desbastar saliência ou alisar madeiras. como tubos. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. Afagar – Nivelar. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. vãos. Acréscimo – É o aumento de uma construção. No uso corrente. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm .12 . Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. curva. arqueada a uma superfície. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. areia em pequena quantidade. normalmente fixa peças. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. janelas. quer no vertical.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. A palavra provavelmente. aplainar. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. em geral no subsolo. linha ou outra referência. que forma normalmente a cobertura de um recinto. Abóbada – Geométricamente. escadas. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Abraçadeira – Peça metálica que. também chamada de abrigo de carros. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. realizadas ao término da estrutura. 2 289 . Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. pisos etc. conduites etc. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. A Abaular – Dar forma curva. Acesso – Passagem. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. estrume ou fibra vegetal. Carregada verticalmente. quer no sentido horizontal. indica locais como garagem. tabuleiros de ponte. Adega – Também conhecida como cava. onde se guardam os vinhos e azeites. alvenaria. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries.

Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. aglutinante) substância que. resultante da destilação de materiais (hulha.Afresco – Técnica de pintura. Alçar – Levantar a parede. Z e L. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. turfa e madeira). sem aberturas para o exterior. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. Aglomerado – Placa prensada. Alicerce – Fundação. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. com o sem adição de água. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. Agrimensor – Topógrafo. construir. I. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. forma argamassas e concretos. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. permitindo a absorção da tinta. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. peça com saliência superposta à superfície. 290 . Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. T. Geralmente fica localizada na entrada da casa. linhito. misturada a um agregado. por onde passam os eixos de simetria da seção. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. sótãos ou desvão de telhado. que principia na cumeeira e segue até a beirada. Aldrava – o mesmo de aldraba. calor ou pressão. juntamente com água e um ligante. Aglomerante – (ligante. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. Alcova – quarto pequeno de dormir. engenheiro no seu trabalho.

flexíveis e incombustíveis. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. para proteger. rés do chão. de tijolos ou blocos. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. rés do chão. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. loja ou sobre loja. Alvenaria – Conjunto de pedras. peça (biombos. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. castanho clara. Anteparo – Qualquer objeto. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. e na composição do fibrocimento. loja ou sobre loja. enfeite fixado em paredes e muros. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. de cor branca sem matizes. de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. Aplique – Ornamento. Amarração – Modo de assentar tijolos. insolúvel na água. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. acima do porão. embasamento. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. em sucessivas camadas. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). Angico – Madeira muito dura. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. que formam paredes. Andaime – Plataformas elevadas do piso. 291 . bloco. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. É utilizado na construção de refratários. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. por meio de registro escrito. muros e alicerces. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. o gás ou a energia solar. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. com argamassa ou não. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. quebra-luzes. antiderrapante.

Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Argila expandida – Agregado artificial leve. Arquitrave – Viga de sustentação que. Podendo ser elétrico ou a gás. escorar. Possui a arte da composição. complementado as moradias. a realidade social. encostar. pilares. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. excluídas as paredes. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. calcário ou feldspato usado em pisos. Arrimar – Apoiar. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. em suas extremidades.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases.000º a 1. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Rocha macia e de corte fácil. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. Arcada – Sucessão de arcos. cada fila mais elevada que a outra. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. usada no assentamento ou revestimento. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. se apóia em colunas. tendo em vista o conforto. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. e o sentido plástico da época. em forma de escada. obtido por aquecimento de 1. 292 .

Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que. de cozimento ou de secagem de materiais. Balizador – Pequena haste cilíndrica. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. pisos. esquadrias. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível. sustenta corrimãos e guarda-corpos. pastilhas e outros acabamentos. com uma ou mais lâmpadas. Auto de vistoria . favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. alinhada lado a lado. Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. disposto diante de portas e janelas. que se funde pelo calor. Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. Balcão – Elemento em balanço. 293 . na altura de pisos elevados. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. blocos. de cor entre preta e pardo-escura. sem estrutura de sustentação aparente. e no qual os constituintes são os betumes.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. É protegido com grades ou peitoril. usada em iluminação de jardins. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. Ateliê – Local de trabalho do artista. que se coloca na parte superior de portas e janelas.

Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes.5 cm de espessura. Basalto – Rocha muito dura. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. metal ou cantaria. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. plástico ou metal. Bangalô – Pequena casa alpendrada. Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. erguida no campo ou nos arredores das cidades. 294 . Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. que avança além da parede que a sustenta. Batente – Peça de madeira. presa ao guarnecimento do vão. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas. Fragmentos de pedra usados na construção civil. Bay window – Janela de três faces. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída.5 a 3. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes. que permite fixar o piso de tábua. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. protegendo-a da ação das chuvas. pedra. Tem função estrutural. Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. chumbada com massa no contrapiso. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão. Pode ser estrutural ou não. classificados em peneiras. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). usada na pavimentação de estradas e na construção.Bandeja – Conduto de instalação aparente. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. aberto superiormente em toda sua extensão. Barrote – Peça de madeira. abrindo vãos para ventilação. onde os condutores são lançados. de grão fino e cor escura. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados.

Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. ruas ec. Caiação – Pintura com cal diluída com água. com ou sem adição de cola. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. Caixa de escada – Espaço. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. estradas. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. com o martelo de calceteiro. que aplica com broxa.Broca – Estaca manual simples. critérios. fiscalização e controle de serviços e obras. implantado em anexo a área reservada a construção principal. instalada após o sifão. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. como depósitos. Também profissional que forma as pedras de calçamento. destinado à escada. 295 . na canalização de esgoto da pia de cozinha. sobre a qual se pregam as ripas. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. hidratados ou não. retiradas de um bloco de rocha. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. que permite o acesso para limpeza e inspeção. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada. execução. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. em sentido vertical.0m. pigmentos ou outros. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. Podem ser simples ou ornamentados. Capitel – Parte superior de uma coluna. Canafístula – Madeira dura. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. executada a trado. A perfuração atinge no máximo 6. Capa – Demão de tinta. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. que suporta pouco peso. elétricas ou hidráulicas. oficinas ou outros.

feito com tábuas de madeira sobrepostas. bem inclinadas. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. rica em carbonato de cálcio. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. Cachimbo – Anteparo de madeira. Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. em forma de funil. em geral envidraçada. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. Tem formato cilíndrico-cônico. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. Cerâmica – Objetos de argila. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. tipo do colonial americano. em forma de cavalete. que avançam sobre a fachada. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. tais como tijolos. de barras de aço.Caramanchão – Armação. base de extração da cal. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. para iluminar interiores de uma edificação. 296 . polias e quadros de comando. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. Os mais comuns são os têxteis. telhas e vasos. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. como um pergolado. Clarabóia – Abertura. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. feita no telhado. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. Chanfrar . Chumbar – Fixar com argamassa. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. destinado aos motores.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. Carpete – Forração de pisos. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas.

Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. destinado a espetáculos públicos. areia e pedra britada. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. que se executa no fechamento superior de um edifício. que suga a fumaça dos fogões. sobre o frechal. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. maior resistência e homogeneidade. em proporções prefixadas. Concreto – Mistura de água. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. cimento. Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. 297 . Ao longo da história da arquitetura. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. porém. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Apresenta.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico. Coifa – Cobertura feita de metal. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir.

Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado.). vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas).Corredor – É o saguão de que segue. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. cimentos etc. duro e brilhante. Desgaste – Ver abrasão. Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções. de um lote edificável para fins urbanos. Cuba – Recipiente das pias. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos. de vigas na alvenaria estrutural etc. 298 . D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. Curar – Secar madeiras. em duas ou mais áreas. Elemento metálico. demolindo ou cortando acima desta cota. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. horizontal e vertical. com o aproveitamento do sistema viário existente. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. usado para eliminar ondulações nas argamassas. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. rampas etc. Desdobro – É a divisão. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. concretos. Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. Ver abóbada.

Desvão – espaço entre a telha e o forro. ou ar. Dilatação – Aumento de dimensão. despensa. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. cerâmica ou vidro. sem profundidade ou perspectiva. resulta em uma base medianamente solúvel. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. Tem como função uniformizar as superfícies. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. denominada hidróxido de cálcio. Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente).São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. fios (conduítes). de pessoas ou mercadorias. reagindo com a água. tanto da superfície quanto de camadas profundas. ou seja. Também conhecida como oitão. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. Embasamento – Parte inferior de uma construção. Emboço – Primeira camada de argamassa. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. Drenagem – Retirada de água do solo. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. aposentos de empregados etc. 299 . biombos. construção. Edificação – Obra. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. Ver junta de dilatação. Eflorescência . Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. O cimento comum.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Tapumes. principalmente a partir de uma variação térmica. Ela aparece devido a um processo químico.

Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. ganhando aparência fosca. colocar o caixilho. podendo ou não ficar aparente na fachada. que se acumulam em demolições ou construções. ou ambientes expostos a umidades. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. Escovado – Metal polido com escovas. que coordena serviços de grupos de operários. janelas) utilizado em uma obra. 300 . que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. resultando num efeito irregular e manchado. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. embutido. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. Engastado – Encaixado. Espelhado – Superfície polida. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. Engastalho – Calço de madeira. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. Enquadrar – Emoldurar. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. fixo no concreto. de forma que fique coeso.

Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. impermeável. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra. piscinas e calhas. correr.para ser trabalhada em estado granular solto. quando são submetidas à compressão. de impedir a passagem de fluídos. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. Fissura – Abertura inferior a 1. Filete – Moldura estreita. Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. fechar. empregado na fabricação de banheiras. cremonas. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. aço ou madeira. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. régua do boxe.) empregados em portas. e quando necessário podem ser abertos. Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. sem causar divisão do sólido em partes separadas. conferida pela impermeabilização. protendido. fixando-as em sua devida posição.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. janelas. Também usada para fazerem forros e ornatos. desde à ruptura. pivotar etc. Estanqueidade – Propriedade. puxador. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore. 301 . na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. friso. Semelhantes ao canelado. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. puxadores etc. que é cravada nos terrenos. Fibra de vidro – Material resistente. geralmente de concreto armado. a mais freqüente é a fibra do amianto. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir. dobradiças. chave ou tranqueta. estruturas de madeira ou metálicas.

verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. drenagem. tornando a passagem coberta. Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. drenantes. Duto subterrâneo para escoamento de águas. como hera. sapatas etc. Fôrma – Elemento de madeira. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. serve para exposição de obras de arte. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro. além da circulação de pessoas. Plantas rasteiras. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. pivotar). ligando entre si dois logradouros. Galeria – Corredor largo que. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. Forro – Material que reveste o teto. Recuo da construção no pavimento térreo. ocultar canalizações ou estruturas. que fazem o acabamento de um jardim. Utilizados como muros de contenção. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. entre a base e o capitel. musgo ou grama. utilizando uma bigorna. que irão compor a estrutura da construção. após aquecimento. 302 . servindo de apoio à tesoura. canalizações etc. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura.correr. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. Depois desse processo. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. armados. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção.

geralmente dobrada. com parede de meação. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. composta de quartzo. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. como as rosáceas. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. Gambiarra – Instalação provisória. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. guardas etc.50 a 2. uma encostada à outra. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. sacadas. Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. Granilite – Mistura do cimento. Gleba – É uma porção de terra. Grapa – Peça de ferro. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. 303 . Grana – Conjunto de rochas diversas. usada para revestir paredes e pisos. causado por uma variação brusca na velocidade da água. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. para dar segurança aos usuários. a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos. para proteção de vigia. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. válvula. sentinelas. pó de mármore e grana. feldspato e mica.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. torneira. dura. batentes. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. corrimões etc. que entra na composição do granilite. geralmente fora das recomendações técnicas. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. etc. com peso específico de 2. Podendo ter um lado fechado por parede. de qualquer natureza. Granito – Rocha ígnea granular. minúsculas. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. janelas. Ver guindaste.

rampas etc. O mesmo que locação da obra. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. Hotel – Prédio destinado a alojamento. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. quase sempre temporário. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. Hidrófugo – Produto químico. I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. como as portas de correr etc. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. para compor coberturas. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. 304 . com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. escadas. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. acrescentado a argamassa. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. nos grandes edifícios. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas.

305 . que evita o transbordamento do excesso de água. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. do som e da umidade. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. banheiras ou reservatórios. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. de cerâmica. Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. colocado na parte superior de cubas. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. feita em uma só peça. mármore etc. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. hidráulicas. com pouca espessura. Ladrão – Tubo de escoamento. Janela basculante . Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. Junta – Articulação. Também conjunto das instalações elétricas. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. além de permitir a visão externa. barro cozido. gás etc. Jardim-de-inverno – Local. em geral envidraçado. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos. linha ou fenda que separa dois elementos. cimento.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra.

Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. servindo também para puxar ou empurrar a porta. cunhar. Lambris – Revestimento interno de parede. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. 306 . Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. apoiada em vigas e pilares.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. muro etc. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. propiciando ventilação. Parte de uma escada que se limita por patamar. Loft – Palavra inglesa. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. que divide os pavimentos de uma construção. resistente às intempéries e ao ataque de fungos. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. que significa depósito. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. Madeira de lei – Madeira dura. feito de tábuas. Lavrar – Gravar. usados para moradia. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. proveniente da infiltração de águas de chuva. brocas e cupins. Geralmente situado à entrada da casa. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. azulejo e outros aplicados à meia altura. Lance – Comprimento de um pano de parede. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. pelo cubo. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância. Listelo – Filete. à pressão atmosférica. placas de mármore. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. Hoje são espaços amplos sem divisórias. com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes.

água e cal empregada para rebocar as paredes. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço.. Não pode ser retocada e. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. cal. escada externa etc. Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. plásticas ou elásticas. Massa raspada – Mistura de areia. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. é penteada com uma escova. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. coberturas e contrapisos. Maquete – Reprodução tridimensional. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. ela se projeta para além da parede da construção. ou filme de polietileno de alta densidade. Massa fina – Mistura de areia fina. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. água e cimento usado no emboço. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado. depois de aplicada. diminuindo o vão livre. cimento e corante. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. em miniatura. pedras em obras de marcenaria. cal.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. o produto final. 307 . Massa grossa – Mistura de areia média. Meio-fio ou guia . geralmente calcítico ou dolomitico. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. Mástique – Material de consistência pastosa. Ver batente. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. deixando-a pronta para receber a pintura. dá acabamento liso a parede. usada como divisória. adquirindo. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. com cargas adicionais a si. formando desenhos. de um projeto arquitetônico.

prateleiras etc. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. Mirante – Parte alta. 308 . Mísula – Peça de pedra. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. a fim de assegurar ventilação e sombra e. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. empuxos de águas de infiltração. sacadas ou balcões. Montante – Peça vertical que. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. em toda a altura da janela. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno. no caixilho divide as folhas. sobre-aterros. especificando o material que são necessários à obra. acima do telhado da construção.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. também. do qual se quer uniformizar o emprego. etc. madeira ou concreto que sustenta beirais. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. por uma treliça de madeira. roupas etc. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. da fundação ao acabamento. sobrecarga de construções. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. Muxarabiê – Balcão protegido.

obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. Apresenta composição de mosaicos. verba disponível etc. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. tanto no interior como no exterior da construção.O Ofurô – Banheira arredondada. P Painel – Grande superfície decorada. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. cerâmicas etc. que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. Passadiço – Corredor. porcelana ou vidro. terraços. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. Pátina – Efeito oxidado. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. necessidades de quem vai habitar. 309 . que dá aspecto antigo às superfícies. sacadas etc. Parquete – Piso feito da composição de tacos. feita de cedro. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. Parapeito – Peitoril. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. condições locais. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. pastilhas. Pano – Extensão de parede ou muro. feita de cerâmica. presentes em janelas. Oxidação – Ferrugem. obtido a partir das sementes do linho. geralmente construído de alvenaria. Proteção que atinge a altura do peito. Pastilha – Pequena peça de revestimento. típica do Japão. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres.

Piso . Pavimento – Andar. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. Andar. metálicas ou têxteis. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. píncaro. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. Toda esta trama é. 310 . Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. alvenaria ou concreto.Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. concreto. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. argamassas e concretos de cimento. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. caldas. Pavimento. pegajosa. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. feito de pedra. de pequena seção em relação à sua altura. Pilar – Elemento estrutural vertical. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. para demarcações no terreno. tijolo. Piche – Substância negra. Pilastra – Pilar com quatro faces. posteriormente. metálico e outros. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). destinados a suportar carga vertical. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. Pilarete – Pequeno pilar. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais.Revestimento de base o qual se pode caminhar. resinosa. a linha. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. por meio de suspensório (estribo). preenchida com barro. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. tiras plásticas. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. cume. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo.

com baixa absorção de água. formatados por aquecimento. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. fabricado e depois montado na própria obra. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. muros ou painéis. fabricado previamente em instalações industriais. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. cuja cobertura é apoiada em colunas.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. Escora. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. utilizado com laminados plásticos colados. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. inquebrável. Polir – Lustrar uma superfície. depósito ou outro fim similar. Porcelanato – Revestimento. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. baixa porosidade. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. O mesmo que planalto. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. Pórtico – Portal de entrada de uma casa. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. terraços ou varandas. para depois ser montado na obra. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. Policarbonato – Material sintético transparente. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. Pré-moldado . Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. Apoio.Parte ou componente de uma edificação. de alta resistência. Ver sarilho. Prédio – Construção destinada à moradia. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. 311 . Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. que serve de vedação ou acesso a um ambiente.

Prumada – Posição vertical da linha do prumo. Projeto – Plano geral de uma construção. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. composta de chave geral e disjuntores. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. a imbuia e o pinho-de-riga. Reator – Peça das lâmpadas halógenas. Quiosque – Pequena construção. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. reunindo plantas. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. detalhamentos etc. cortes. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. 312 . colunas etc. Radier – Tipo de fundação direta. Rancho – Habitação rústica do campo. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. elevação. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. como a nogueira. recebendo pintura diretamente. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar. uma laje de concreto armado.

Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. Servente – Ajudante. e a saliente. Rufo – Chapa metálica dobrada que. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. e pequena quantidade de argila. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. Sarrafo – Tira de madeira. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. 313 . dos profissionais que trabalham nas obras. auxiliar. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. Muito comum em portas divisórias retráteis. A tábua reentrante é chamada de saia. no encontro de telhados e paredes. Sapé – Tipo de gramínea que. estreita e comprida. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. Pode ou não embutir iluminação. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo.5 cm. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres. quando seca. e no qual se enrola corda.5 e 2. Podem ser isolada ou corrida. junto ao forro.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. baldes etc. junto ao piso. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. Como ficam isoladas. de camisa ou blusa. é usada para cobrir casas e quiosques. Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto. evita a penetração das águas das chuvas.

50m. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. não inferior a 2. Ver lanternim. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. caraterísticas dadas pelas águas dos rios. 314 . telefone etc. É um duto de alvenaria ou de concreto. Sóculo – É uma base de alvenaria.Seteira – Janela estreita e comprida. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. como a manta asfáltica. que serve para passar as tubulações elétricas. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. muito usado em construção de vários pavimentos. com rosca interna. de água. onde se encaixa a lâmpada. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. Soquete – Receptáculo. de madeira ou ouro material. Shaft – Palavra inglesa. Silicone – Material usado na vedação. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. que facilitam o acesso às tubulações. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. de onde são retiradas. mantendo o mesmo nível. em relação ao terreno circundante. inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. Arremate na mudança de acabamento de piso. formando um degrau na parte de fora. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. que pode ser revestida ou não. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. e nas portas externas. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. Ele tem geralmente portas ou tampas. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados.

Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. 315 . Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. As telhas e a estrutura ficam aparentes. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. Telha-vã – Telhado sem forro. por meio de colunas e pilares. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos. Tabuado – Porção de tábuas. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. destinada ao seu assentamento. descarga e compactação. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. Terracota – Argila modelada e cozida. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. executadas para a construção de aterros e cortes. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. formando a moldura que guarnece os telhados. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. pelo menos em parte. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo.Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. carga. Terraço – Cobertura plana. Teodolito – Instrumento ótico portátil. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. Galeria descoberta. transporte. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. desviada angularmente em relação ao plano vertical.

compondo os pisos. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. nas instalações de esgotos de prédios elevados. Unifamiliar – Uma única família. Treliça – Estrutura estaticamente definida. constituída por articulações em múltipla triangulação. graduada em uma ou ambas as faces. deixando-a áspera. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. Barra de ferro. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. cabo de aço que se presta aos esforços de tração. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. usada em telhados para vencer grandes vãos. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. está sujeita aos esforços de tração.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Tulha – Depósito de café e cereais. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. nas tesouras. Textura – Massa. sem auxilio de apoios intermediários. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. Tirante – Viga horizontal que. no sistema métrico e/ou no sistema inglês. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. Trincha – Tipo de pincel achatado. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. 316 . Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. formando um conjunto de barras interligadas. crespa. U Umbral – Parte superior das portas. Tubo de queda – Tubo vertical que. fibra ou tecido.

Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga).) para os pilares. apropriado para revestir pisos.É um mineral semelhante a mica. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. que permite a ventilação permanente dos ambientes. madeira. concreto etc. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. Veneziana – Tipo de esquadria. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas. Vermiculita . tirando-as das esquadrias. feita de aço. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. Vedação – Ato de fechar. Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. Viga – Peça estrutural. Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. plastificantes. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. vedar. Vergalhão – Barra de ferro comprida. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. Varanda – Alpendre grande e profundo.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias. cargas minerais e pigmentos. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. 317 . Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente.

Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. evita a ferrugem. Vitrô – Pequena janela fechada com vidros. 318 . do solo etc. dos agregados. Zincado – Material que foi revestido de zinco. industriais ou mistas. comerciais. de cor alaranjada.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. quando executar trabalhos acima de 2.00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp.Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho .Substituir. obrigatoriamente.Tornar obrigatório o uso do EPI . em beiradas de laje. quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar. como limitador de espaço. valas etc. quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # .Fornecer aos empregados gratuitamente. Qualquer função deve utilizar.Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI .Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ .Observar as Normas de Segurança do Trabalho .Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina . o EPI adequado ao risco e em perfeito estado. imediatamente. . o EPI danificado ou extraviado .EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar. Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg.

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

8 x 3.46 6.0 x 8.38 4.4 65.5 x 4.59 x 1.1 217.1 8.0 0.0 6.0 x 9.TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.61 3.2 x 4.8 1.75 x 0.97 10.38 x 1.4 323.46 x 2.0 6.8 57.5 264.6 x 5.13 x 1. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long. Trans.1 45.83 3.83 x 2.0 285.20m e 6.0 x 3.1 356.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.92 3. .59 5.96 x 1.0 6.37 6.36 x 6.5 1.96 5.61 x 0.0 6.13 4.0 9.0 8.11 3.9 78.92 x 0.97 1.0 6.75 0.03 x 5.20 2.0 1.0 x 6.96 5.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .1 x 7.0 6.35 3.0 6.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .2 148. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.0 x 8.91 4.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.47 3.09 120 120 120 60 60 60 222.47 x 0.PESO COMPR.2 x 4.0 2.0 37.48 5.75 4.3 117.0 x 5.8 0.2 0.6 2.21 1.96 x 3.45m 4.0 6.0 7.80 2.9 92.28 7.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2.4 0.8 x 3.48 1. cm cm cm²/m cm²/m 3. Longc Trans.2 1.4 x 3.03 6.35 x 3.52 3.

328 .

5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0.85 1.60 0. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .bw(cm).25.1.3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp. 1.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij. um tij.2 tf/m³ 1.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.6 tf/m³ 1.10 .

6 8 0.9 23.84 1.41 1.7 28.4 28.7 28.5 4 3.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.4 28. de Concr.6 22.9 168. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.1 240.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.6 181.9 23.14 1.5 28.82 1.4 33.2 133.9 5 1.0 Brita Nº 2 22.37 1. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.6 36.1 33.35 x 0.5 27.6 1 0.2 203.04 1.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.4 19.4 4 0.6 33.2 145.9 28.0 33.6 29.9 312.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.6 5 0.6 28.7 28.9 28.5 60.6 22.0 35.7 1 0.1 33.5 39.20 24.6 33. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.48 m 330 .27 2.6 29.7 5 0.7 23.7 129.5 30.5 1 6 6 6 5.47 1.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.6 22.7 23.4 19.6 22.4 9 0.83 14.5 5 0.27 97.54 1.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0. Peq.7 9 0.0 33.0 17.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.7 21.0 218.5 34.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.6 28.4 33.8 6 0.7 28.5 187.3 170.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.5 32.05 0.

331 .

ESPIGÃO 332 . TERÇAS E PONTALETES DET.TESOURAS.

00 3.0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant.0 4.Ripas acrescentar 10% .00 3.0 4.0 4. . (m) 24 07 05 26 30 2.0 Viga 6 x 12 Quant.CAIBROS Obs.50 3. .) 07 01(Berço) 2.0 (m) 15.00 4.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas.) 03 (Pont.50 4.00 333 .5 x 10.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas. Compr.50 3. Compr.5 3. (m) 01 26 04 04 02 03 2.00 Sarrafo 2. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.5 5. (m) 01 (Pont.50 520.50 4. .Sarrafo para travamento na linha da cumeeira. Compr.

1998. J. A . Rio de Janeiro. 2a edição. et al. 1996 12 MOLITERNO. Celso.Vilela. 15 SAMPAIO. São Paulo. Rio de Janeiro. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção. 334 .B. G. desenhos de concreto armado. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. P. Antonio.P. 3a edição. J. Materiais de Construção. 2 volumes. 4a edição. 1992 13 PIANCA. São Paulo. 10 LIMA.Caio. 4a edição.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Sistema treliçado global . 1969 7 DIAS. 9 FUSCO. 1o volume. Batista. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação. C Arruda. Manual de Construção.F. Prática das Pequenas Construções. 6a edição. Editora Calcitec. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. A.O. Editora Glob. São Paulo. Pisos Indistriais de Concreto Armado. J. 1974 14 RODRIGUES. F.2 volumes. L..Boletim Técnico de Edifício. Tesouras de Telhados. Editora Edgard Blucher. Porto Alegre. 1993 3 BORGES. São Paulo. Editora Tecnoprint. Editora Globo. Rio de Janeiro. 1993 11 MELLO. Curitiba/PR. São Paulo. Fundações Teoria e prática. Ed.Falcão. P. 5 volumes. Copiare. 9a edição. Edvaldo G. PCMAT. São Paulo 1995 6 CARDÀO. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. Estruturas.C. 1976 5 BAUER.R. Técnica da Construção. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. P. Editora Edgard Blucher. São Paulo 1998. 2000 8 FALCONI.1992 4 BAUD. Firme. Editora Pini. Manual do Construtor. 1995. 2a edição. Editora Pini. 16 SANTOS. Editora Pini. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. Editora Hemus. Editora Pini.et al.. Técnica de armar as estruturas de concreto. C. F.

Walid. Detalhaes de execução .17 TERZIAN. P. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas .Fôrma e Ferragens.Publicação ABESC Manual de execução de Telhado . 1998.Construção Mercado e Téchne . São Paulo. Campinas/SP. 1978. Editora Pini. A técnica de Edificar. Apostila 4oSimpatcon. 18 YAZIGI.IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua.Editora Pini Manual Técnico Blindex . Roberto. 335 . Jornal da AFALA .Associação dos Fabricantes de Lajes.

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