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Respiração Aeróbia Anaeróbia e Fotossíntese

Respiração Aeróbia Anaeróbia e Fotossíntese

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Publicado porRanielle Montanini
A Respiração Celular é um processo de obtenção de energia pela célula, que é
derivado da energia acumulada pelas plantas no processo de Fotossíntese. O termo
Fotossíntese refere-se à obtenção de compostos carbonados (glicose e outros
açúcares como sacarose, frutose e o amido) a partir de compostos inorgânicos como
hidrogênio, carbono, nitrogênio e oxigênio, impulsionados pela energia luminosas
que vem do Sol. As plantas são os únicos organismos do planeta capazes de executar
a fotossíntese (incluindo aqui as cianobactérias ou algas azuis). Quimiossíntese é o
processo que alguns grupos de bactérias são capazes de desenvolver para a obtenção
também de glicose, mas elas fazem o processo a partir de outras fontes oxidantes que
não seja o oxigênio, por exemplo, o ácido sulfídrico (H2S). A organela responsável
pela respiração ao nível das células é a Mitocôndria, tanto em animais como vegetais
e fungos.
A Respiração Celular é um processo de obtenção de energia pela célula, que é
derivado da energia acumulada pelas plantas no processo de Fotossíntese. O termo
Fotossíntese refere-se à obtenção de compostos carbonados (glicose e outros
açúcares como sacarose, frutose e o amido) a partir de compostos inorgânicos como
hidrogênio, carbono, nitrogênio e oxigênio, impulsionados pela energia luminosas
que vem do Sol. As plantas são os únicos organismos do planeta capazes de executar
a fotossíntese (incluindo aqui as cianobactérias ou algas azuis). Quimiossíntese é o
processo que alguns grupos de bactérias são capazes de desenvolver para a obtenção
também de glicose, mas elas fazem o processo a partir de outras fontes oxidantes que
não seja o oxigênio, por exemplo, o ácido sulfídrico (H2S). A organela responsável
pela respiração ao nível das células é a Mitocôndria, tanto em animais como vegetais
e fungos.

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A Respiração Celular é um processo de obtenção de energia pela célula, que é derivado da energia acumulada pelas plantas no processo de Fotossíntese

. O termo Fotossíntese refere-se à obtenção de compostos carbonados (glicose e outros açúcares como sacarose, frutose e o amido) a partir de compostos inorgânicos como hidrogênio, carbono, nitrogênio e oxigênio, impulsionados pela energia luminosas que vem do Sol. As plantas são os únicos organismos do planeta capazes de executar a fotossíntese (incluindo aqui as cianobactérias ou algas azuis). Quimiossíntese é o processo que alguns grupos de bactérias são capazes de desenvolver para a obtenção também de glicose, mas elas fazem o processo a partir de outras fontes oxidantes que não seja o oxigênio, por exemplo, o ácido sulfídrico (H2S). A organela responsável pela respiração ao nível das células é a Mitocôndria, tanto em animais como vegetais e fungos.

A partir da análise da equação da respiração, podemos inferir que ela depende de uma fonte de carbonos (um açúcar), que na presença de Oxigênio (02) libera energia, gás carbônico e água. Existe outro tipo de respiração, a respiração anaeróbia, que é feita na ausência de oxigênio, executada por bactérias e fungos, que veremos mais adiante. A energia liberada é a energia química presente nas ligações entre átomos, que em última instância é energia cinética originária do movimento dos elétrons. A respiração celular é subdividida em 3 etapas: Glicólise, Ciclo de Krebs e Cadeia Respiratória. A Glicólise ocorre ao nível do citoplasma, enquanto o ciclo de Krebs e a Cadeia Respiratória ocorrem na matriz mitocondrial. Na Glicólise um açúcar de 6 carbonos (a glicose) é quebrado em dois compostos de 3 carbonos, o Ácido Pirúvico ou Piruvato. Neste processo que é mediado por várias enzimas (proteínas) há liberação de energia suficiente para formar 2 moléculas de ATP ( Adenosina Trifosfato) a partir de ADP ( Adenosina Di-fosfato). O ATP é considerado uma moeda energética universal, isto é, ele é a forma de acumulação de energia que ocorre em todos os seres vivos, desde bactérias até o homem. Ele é formado a partir de um núcleo de Adenosina (semelhante a Adenina do DNA) e 3 grupamentos P04 ( fosfato). Entre os grupamentos fosfato há muita energia química ligando as moléculas. No momento em que o corpo precisa de energia, ele rompe uma ou mais ligações de ATP, formando ADP ou AMP (Adenosina Mono-fosfato), assim pode utilizar a energia para outras funções vitais como andar, correr, falar, pensar, etc. A Glicólise é partilhada também nos processos fermentativos da Respiração Anaeróbia, também formando o Ácido Pirúvico e liberando 2 moléculas de ATP para o organismo. Há dois tipos de Fermentação: a Fermentação Lática e a Fermentação Alcoólica. Na fermentação lática o produto final é o Ácido Lático (C3lk03), na Fermentação Alcóolica o produto final é o Álcool Etílico (C2lkO) e C02 (gás

carbônico). A Fermentação Lática é feita pelas bactérias e excepcionalmente em mamíferos submetidos a stress muscular, onde a demanda de oxigênio não é suficiente para liberar toda a energia necessária, sendo utilizada a fermentação ao nível das células musculares. A Fermentação Alcoólica é executada por fungos, sendo imprescindível no modelo atual das economias baseadas na obtenção de álcool para motores de veículos.

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Produtos da Fermentação (retirado www.unb.br/ .../metabolismo/metabolismo.html. acessado em 27.out.2008) Ciclo de Krebs - o Ciclo de Krebs é restrito aos organismos de respiração aeróbia e ocorre dentro da mitocôndria. Chama-se Ciclo porque a primeira molécula formada (Ácido Oxalacético) é reconstituída ao final do processo depois de várias etapas. Neste processo são formadas 2 moléculas de ATP e 4 moléculas de C02, além de vários íons Hidrogênio (H+). Tais íons irão reduzir moléculas denominadas de Aceptores de Hidrogênio, tais como o NAD (Nicotinamida Adenina), o NADP (Nicotinamida Adenina Di-fosfato), o FAD (Flavina Adenina) e o FADP (Flavina

Adenina Di-fosfato). Tais moléculas serão vitais no processo que ocorre depois do Ciclo de Krebs, a Cadeia Respiratória. Cadeia Respiratória - recebe este nome porque depende fundamentalmente do Oxigênio para que o processo se realize (na sua ausência ela não ocorre). Recebe também o nome de Cadeia porque ocorre uma série de reações de oxi-reduação (cede e recebe elétrons numa reação química), onde os íons H+ vão passando de um elemento químico a outro (os Citocromos) e nesta passagem desestabilizam a molécula redutora, liberando elétrons. Os Citocromos são moléculas bastante semelhantes à Hemoglobina presente no sangue de vertebrados. Tais elétrons possuem energia cinética, capaz de fornecer a energia suficiente para que um grupamento fosfato (P04) venha a se unir a um ADP. Com isto forma-se 1 ATP. Neste processo de passagem "mão a mão", formam-se 34 ATP, rendimento energético muitas vezes superior ao da Glicólise e por conseqüência ao da Fermentação. Isto explica porque os organismos aeróbios podem alcançar maior tamanho como mamíferos e aves, porque as suas produtividades energéticas são maiores. Os processos fermentativos restringem-se a organismos microscópicos, como bactérias e fungos, onde também as demandas de energia são bem menores. O fato de não existir respiração aeróbia nestes organismos sustenta-se em que eles já existiam antes do surgimento das plantas, que liberaram o oxigênio atmosférico que temos hoje. Produto Final da Respiração Aeróbia - como produtos finais, além das 36 moléculas de ATP formadas, haverá a liberação de 2 moléculas de C02 através do Ciclo de Krebs e 1 molécula de Água (H20), como produto final dos íons W que se unem ao Oxigênio inalado pelas vias respiratórias.

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A fotossíntese é desenvolvida nos plastos dos vegetais, não somente cloroplastos (de cor verde), mas também nos eritroplastos (de cor vermelha), nos ficoplastos (de cor azul) e nos xantoplastos de cor laranja. A fotossíntese depende fundamentalmente de pigmentos fotossintetizantes, isto é, moléculas capazes de receber estimulação da energia luminosa e liberar elétrons. Estes elétrons, à semelhança do que ocorre na respiração celular, irão fornecer a energia suficiente para os processos oxi-redutivos posteriores.

Pigmentos Fotossintetizadores - os pigmentos fotossintetizadores são as clorofilas (a, b e c), os carotenóides (xantofilas e carotenos) e as ficobilinas (ficoeritrina e ficocianina). A clorofila fornece a cor visível verde, na verdade a cor verde predominante nos vegetais decorre da não absorção do espectro de luz visível na faixa do verde pelas plantas (a clorofila a absorve luz próximo à faixa de cor vermelha e a clorofila b absorve luz próximo à faixa do azul). Os carotenóides absorvem luz na faixa do verde e as ficobilinas absorvem luz nas faixas do verde e amarelo. O único pigmento fundamental para as plantas (e para os demais seres vivos) é a clorofila a, porque é apenas ela que assimila a energia solar e a transfere para a formação de carbohidratos; os demais pigmentos transferem a energia assimilada para a clorofila a, mas são importantes porque são capazes de captar energia em outros comprimentos de onda diferentes, otimizando o processo fotossintético. A Fotossíntese é dividida em duas etapas: Fase Clara ou a chamada Fotoquímica e a Fase Escura, também chamada de Ciclo de Calvin.

Pela Equação da Fotossíntese podemos observar que o a molécula doadora de átoml de Carbono é o C02, enquanto que a Água fornece os íons W e 02. O Oxigênio, que perdido para o ambiente, provem da água, o que contraria a antiga teoria que ele vir do C02. A água é absorvida pelas raízes ou entra nas células por difusão (em planti aquáticas), O C02 também pode entrar por difusão ou por orificios especiais di células epidérmicas das folhas chamados Estômatos. Os Estômatos possuem urr estrutura capaz de controlar a entrada e saída de gases (incluindo a água): se a plan estiver em atividade fotossintética, os estômatos estarão abertos para captar o C02 liberar o 02, mas isto não pode ocorrer durante todo o dia, porque a planta pode : desidratar (perder água excessivamente). O controle estomático é um capítulo bastan interessante da Botânica, inclusive o seu surgimento permitiu que as plantas, origináric do meio aquático, pudessem sobreviver no ambiente terrestre, em virtude de podere controlar a perda de água por transpiração.

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Esquema Geral da Fotossíntese. http://profs.ccems.pUOlgaFranco/l Oanolbiomoleculas ficheiros/imageO18.ipg, acessado em 27110/2008.

Na Fase Clara a energia cinética proveniente do Sol, que é captada pela clorofila a (primeiramente os elétrons da clorofila a são elevados a um estado de excitação e são liberados da clorofila), é transferida para a molécula de água, liberando íons H+ e 02. Como já dito anteriormente o Oxigênio é liberado para o ambiente pelos estômatos das folhas, enquanto os íons hidrogênio irão reduzir o NADP, formando NADP2. O NADP2 irá fornecer na etapa seguinte (fase escura) os hidrogênios necessários para reduzir o C02 a um composto hidrogenado, com fónnula genérica (CH20)n' Este será um açúcar (carbohidrato) com número de átomos de hidrogênio sempre em dobro em relação aos átomos de Carbono. Por exemplo, substitua n por 6 e terá a glicose ( C6H1206).

Os elétrons nesta fase irão fornecer a energia suficiente para a formação de 3 moléculas de ATP a partir de ADP, que serão utilizados para a Fixação do C02.
FASE ESCURA OU CICLO DE CALVIN

Esta fase recebe este nome porque independe da luz, sendo até desenvolvida à noite em plantas com fotossíntese CAM ou Fotossíntese das Crassuláceas. Crassulaceae é uma família de plantas de ambientes bastante áridos, até desérticos (ex., gênero Sedum, popularmente conhecido como dedinho-de-moça ou o gênero Kalanchoe), onde a planta deve permanecer a maior parte do dia com estômatos

fechados e, por isso, não há entrada de C02. À noite, quando o perigo de desidratação anula-se, a planta pode abrir seus estômatos e com isto executar a segunda etapa do processo fotossintético. A conversão do gás carbônico em um composto orgânico é chamada de Fixação do Carbono. De início este gás liga-se a um açúcar de 5 carbonos denominado Ribulose Di-fosfato (RuDP), que funciona como "suporte" para a incorporação do gás e formando 2 moléculas de Ácido Fosfo-glicérico (de 3 carbonos). No fim do processo formam-se 2 moléculas de aldeído fosfoglicérico (3C), que seguem para a biossíntese de carbohidratos, ácidos graxos (gorduras) e proteínas, elementos de constituição bioquímica dos vegetais.

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1 = Carboxilação 2 = Redução 3 = Regeneração

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http://www.herbario.com.br/cie/universi/teoriacontll 003fo13.gi acessado 27/10/2008 FATORES AMBIENTAIS QUE INTERFEREM NA FOTOSSÍNTESE

Há vários fatores que podem interferir na fotossíntese, especialmente aqueles de caráter nutricional, pois a planta depende de muitos elementos químicos para executar a fotossíntese, não somente gás carbônico e água, especialmente enzimas

como Ribulose- carboxilase, que tem alta afinidade ao C02. Um íon importante para todas as plantas é o Magnésio (Mg +2), pois ele constitui o anel benzeno da clorofila, sendo necessário para a constituição da molécula. Os fatores nutricionais dependem da qualidade o solo, por isso o solo deve apresentar boa adubação. C02 - é um fator limitante para a fotossíntese, pois na sua ausência ela não ocorre, mas o inverso pode ser considerado verdadeiro, não adiantar super saturar a atmosfera com gás carbônico, que as plantas não irão reagir. As plantas trabalham numa atmosfera saturada com C02 na faixa de 360 p.p.m. (partes por milhão); o excesso não é assimilado pelas plantas. Num momento de aquecimento global, onde as plantas desempenham um importante papel como sumidouros de C02 atmosférico, seria interessante que elas pudessem assimilar mais e mais deste gás para neutralizar os seus efeitos climáticos. Estudos científicos vêm sido conduzidos para aumentar a taxa de requisição de C02 pelas plantas, conhecida na nossa flora existe o Jatobá (Hymenea courbaril varo stilocarpa), que é capaz de assimilar C02 até 720 p.p.m., o que significa dizer o dobro das demais espécies. Luz - A variação da intensidade luminosa é outro fator de importância para as plantas, porque desempenha um mesmo padrão ao C02: a fotossíntese vai crescendo até chegar num máximo de eficiência por fótons de luz (w/m2), quando estabelece um patamar e não mais progride. Plantas submetidas a altas incidências solares tendem a degradar pigmentos fotossintetizantes, levando à perca de coloração e a necrose. Quando a planta é submetida a baixíssimas incidências luminosas podemos dizer que ela estará Estiolada, isto é, apresentará coloração branca pela falta de pigmentos fotossintetizantes e também crescimento por alongamento celular (a planta fica comprida, porque as células não crescem no volume mas por afrouxamento das paredes celulósicas e às despensas dos nutrientes presentes nas sementes).

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