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Nome: Atividade de Informática Professora Sandra Felippe Exercitando - Word Data: 4º ano Como Domar

Nome:

Atividade de Informática

Professora Sandra Felippe

Exercitando - Word

Data:

4º ano

Como Domar um Hacker Ricardo Falzetta

Um aluno aprontou com o sistema de informática da escola? Não faça alarde nem pense em punição exemplar. Trate a questão individualmente e, depois, discuta ética com a turma.

Dizer a um adolescente que algo é proibido é o caminho mais curto para aguçar sua curiosidade. Junte um tempero informático e diga que, para entrar em determinada área, é preciso uma senha. A curiosidade vira desafio. Se ele tiver alguma destreza com a linguagem de computação e sede pela superação de obstáculos, pronto. Está preparado o terreno para a violação de um sistema de computação, ainda que o resultado seja mera satisfação pessoal do hacker (nome dado aos piratas eletrônicos).

A vítima pode ser um site, uma intranet ou a própria rede da escola. Felizmente, casos assim não

acontecem com freqüência. Quando são detectados, porém, exigem uma atuação cuidadosa porque no moderno mundo da comunidade virtual, as velhas reprimendas públicas não surtem efeito.

A professora Rosemary Soffner, coordenadora de informática do Colégio Magno, em São Paulo,

ensina que a lição número um é agir com discrição. "Muitas vezes, destacar o fato pode servir de

estímulo ao aluno e abrir espaço para a reincidência ou para que outros façam o mesmo", diz. "Prefira uma conversa reservada, explicando as conseqüências do ato."

Especialistas garantem que a melhor estratégia é mostrar que a natureza desse comportamento não difere, por exemplo, da de um senador que viola o painel de votação ou da de quem rouba a senha de banco de um idoso. "Comparações desse tipo provocam um estalo na mente do estudante", explica Rose. Um tempo depois, com a questão já resolvida individualmente, os professores podem usar o tema para discutir ética com toda a turma. Mais uma vez, não se deve expor o incidente nem seu autor

O consenso entre coordenadores pedagógicos é não haver punição restritiva. "Em vez de afastar,

devemos canalizar o potencial desse aluno", acredita Cecília Regina Bigattão, diretora da Escola Alberto Cardoso de Mello, em São Paulo.

"Até porque ele certamente tem ótimos conhecimentos de informática." Outro cuidado que contribui para afastar o risco de comportamentos antiéticos é utilizado no Colégio Santa Cruz, de São Paulo. "Nossos alunos têm acesso à informática desde bem cedo", explica o professor Sylvio de Lima Nepomuceno, diretor de 5a a 8a série. "Com uma boa orientação desde o início, os mais novos são formados levando em conta três preocupações: o respeito ao trabalho, às pessoas e ao patrimônio da escola, no caso, aos equipamentos que todos usam." Silvia Fischmann, da Escola do Futuro, centro de pesquisas da Universidade de São Paulo, concorda: "Se não houver alguém bem preparado para traçar as rotas iniciais, as crianças naufragam rapidamente na Internet em vez de fazer uma boa navegação".