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TÓPICOS DE INTERVENCAO

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DIREITO CONSTITUCIONAL - INTERVENÇÃO 1. Na federação a regra é a autonomia. Esta pode ser temporariamente afastada por meio da intervenção. 2.

Intervenção é a supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo, fundada em hipóteses taxativamente prevista no texto constitucional e visa à preservação: (é uma exceção ao princípio federativo)   Da unidade da preservação da soberania do Estado federado Das autonomias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

3. São sujeitos ativos de intervenção apenas a União e os estados-membros 4. Não existe intervenção praticada por municípios ou pelo Distrito Federal. 5. A União pode intervir nos Estados e no Distrito Federal 6. Os estados-membros podem intervir nos municípios localizados em seu território 7. Em nenhuma hipótese poderá intervir nos municípios 8. A autonomia é princípio básico da forma de Estado federado, daí pode se concluir que a intervenção é uma medida excepcional. 9. A decretação da intervenção é um ato político executado sempre, exclusivamente, pelo chefe do executivo.

INTERVENÇÃO FEDERAL ESPONTÂNEA 10. Na intervenção espontânea/(de ofício) o chefe do Poder Executivo poderá, independente de provocação dos outros órgãos, dar início ao processo interventivo. 11. A intervenção federal espontânea pode ocorrer para a defesa:    Da unidade nacional; Da ordem pública; Das finanças públicas.
São princípios sensíveis: Art. 34, VII a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; b) direitos da pessoa humana; c) autonomia municipal; d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.

INTERVENÇÃO FEDERAL PROVOCADA 12. Nessas hipóteses o chefe do executivo NÃO poderá tomar a iniciativa e, de ofício, executar a medida interventiva. 13. São formas de PROVOCAÇÃO  SOLICITAÇÃO = nesta o chefe do executivo não está obrigado a decretar a intervenção (Tem discricionariedade)  REQUISIÇÃO = nesta o chefe do executivo está obrigado a decretar a intervenção (Não tem discricionariedade) 14. A provocação mediante solicitação ocorre para garantir o livre exercício dos Poderes Legislativo ou Executivo 15. Podem dar início ao processo interventivo:   Poder Legislativo = Assembleia Legislativa estadual ou a câmara Legislativa do Distrito Federal Poder Executivo Local = Governador de Estado ou Do Distrito Federal.

EXEMPLO 1 >> Se o Poder Executivo estiver sendo coagido não poderá a União intervir naquele estado; para que haja a intervenção federal, necessário é que o chefe do executivo SOLICITE ao Presidente da República a intervenção federal (QUE PODERÁ OU NÃO ATENDER). EXEMPLO 2 >> Se o Poder Legislativo estiver sendo coagido não poderá a União intervir; para que haja a intervenção federal, necessário é que a assembleia legislativa SOLICITE ao Presidente da República a intervenção federal ( QUE PODERÁ OU NÃO ATENDER). 16. O Poder Judiciário local não tem competência para provocar, diretamente, o Presidente da República.

hipótese em que será dispensada apreciação pela assembleia legislativa. este analisará e. >> durante a intervenção federal a Constituição não poderá ser emendada. o Presidente da República ouvirá os conselhos. 27. mas isso não lhe tira a discricionariedade sobre a decretação da intervenção. INTERVENÇÃO NOS MUNICÍPIOS 29. 20. 32. >> ofensa à autonomia dos entes federados (e aos Dir. Nos dois casos anteriores o STF requisitará ao Presidente da República que declare a intervenção (ato vinculado) 24. 31. 23. No caso de recusa à execução de lei federal (ação de executoriedade de lei federal = o PGR representará perante o STF. 26. humanos) é ofensa a princípio sensível da ordem federativa. Uma vez decretada a intervenção federal pelo presidente da república ela será praticada e o Congresso Nacional aprovará mediante decreto legislativo ou suspenderá a intervenção. no caso de provimento. constitucionalmente dispensadas da apreciação do Congresso Nacional:   Prover execução de lei federal. . São situações interventivas provocadas mediante REQUISIÇÃO do Poder Judiciário.REQUISITADOR STF . ordem ou decisão judicial Ofensa aos princípios sensíveis. No caso de ofensa aos princípios sensíveis = representação interventiva ou ação direta de inconstitucionalidade interventiva = o PGR representará perante o STF. infraconstitucionais a requisição será feita pelo STJ. mas envolvendo questões legais.REQUISITADOR Presidente da República Presidente da República Presidente da República 17. 21. Em se tratando de descumprimento de decisão da Justiça do Trabalho ou da Justiça Militar a requisição cabe ao STF mesmo que envolva questão infraconstitucional. 19. 28. 25. caso envolva matéria constitucional a requisição compete ao STF. Nas hipóteses de intervenção não vinculada (espontânea e provocada mediante solicitação). 18. isto é. 22.REQUISITADOR Órgão requisitado STF (discricionário) Presidente da República No caso de desobendiência de decisão judicial Justiça Eleitorial STJ STF Justiça do Trabalho Justiça Militar TSE ..órgão coagido TJ Local Órgão Provocado . A intervenção em município localizado em território Federal é da competência da UNIÃO que o fará mediante decreto do Presidente da República. não cabe recursos extraordinário perante o STF.REQUISITADOR STJ . comunicará ao Presidente da República sua decisão REQUISITANDO. Quando a decisão descumprida for da Justiça Federal ou da Justiça Estadual.. Não há controle político do Congresso Nacional nas intervenções decididas pelo Poder Judiciário em que o Presidente da República e provocado mediante REQUISIÇÃO. NO SITUAÇÃO ACIMA. A decisão do Tribunal de Justiça na representação interventiva para viabilizar a intervenção estadual no Município tem caráter definitivo. A intervenção se dá mediante a expedição de decreto pelo Governador (chefe do executivo estadual) 30. A intervenção que tem como objetivo prover o livre exercício de qualquer dos poderes dependerá de provimento pelo TJ de representação interventiva do PGJ.

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