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PROCESSOS IDENTITÁRIOS

A busca de novas características identitárias na


sociedade em rede, a partir da formação de
comunidades virtuais, reflecte directamente os
efeitos da globalização que implica um
movimento de distanciamento da ideia
sociológica clássica da “sociedade” como um
sistema bem delimitado, passando a vigorar uma
perspectiva baseada na forma como a vida social está ordenada ao longo do tempo e
do espaço, que desencadeia um processo de enfraquecimento e fragmentação das
identidades, particularmente da identidade nacional.

As identidades são “um modo de dominação assente num modo de produção de


poder que designo por diferenciação desigual, em que quem tem poder para declarar
ou silenciar/inviabilizar a diferença, tem poder para hierarquizar as diferenças.
Essas relações tecem-se de modo narrativo visual. As identidades são
simultaneamente narrativas e (trans) visibilidades.

A identidade cruza-se com a visibilidade na corporalidade, fazendo desta


local de legibilidade mas também de produção de informação. Apesar de o corpo ser
vivido pelo próprio mais como um sistema individual de acção, um conjunto de
práticas, do que como um sistema de informação (em que estas práticas estão
culturalmente padronizadas e são, desde logo, também representações. A
identidade é a narrativa da localização do sujeito na estrutura social (de notar que
a identidade é a narrativa duma história com a qual o sujeito se identifica e que
utiliza para se orientar no tecido social, mesmo que não seja a única nem a
definitiva; não é uma simples e dispensável etiqueta atribuída por outrem).

Ingressei no mercado laboral aos 15 anos. Trabalhei com diversos patrões e


exerci as mais diversas actividades profissionais. O primeiro objectivo a alcançar
era compreender a multiculturalidade das pessoas que nela laboravam com vista à
aceitação e integração.

Diariamente entravam e saíam pessoas, cada uma com os seus ideais, cultura
ou credo. Por vezes em actos de brincadeira escarnecíamos de nós próprios, era
uma forma de socialização e bom relacionamento, tendo em vista as dificuldades e

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necessidades de cada um, ora relacionadas com o trabalho ora com saudades
familiares.
De quando em vez, havia disputas laborais entre os mestres que eram
encaradas como um processo mental positivo que estimulava a iniciativa e
determinava o nível de entusiasmo e esforço que a pessoa aplicava no
desenvolvimento das suas actividades. Este processo motivacional é por vezes
responsável pela intensidade, direcção e persistência desses esforços. O nível de
motivação é influenciado por diversos factores como a personalidade da pessoa, as
suas percepções do meio ambiente, as interacções humanas e as emoções.

Mais tarde movido pelo espírito de aventura emigrei para Inglaterra.


Novamente me deparei com o fenómeno da multiculturalidade dos mais vinculados
credos. Aqui coloquei em prática todo um conjunto de normas, princípios, costumes
e valores que norteavam o comportamento no meu grupo social. Pela lógica, e
confrontado com este fenómeno até então pouco conhecido, foram postas à prova
todos as minhas capacidades estruturais de cidadania, cultura e nacionalidade.
Nestas paragens sentia-se muito a discriminação e os emigrantes eram vistos
como pessoas de segunda ou alternativa à máquina, não lhes sendo concedido o
privilégio de sonhar e os que sonhavam, faziam-no em silêncio. Os patrões eram
pouco éticos e regiam-se por códigos deontológicos que não favoreciam o
trabalhador. Era o seu modo de ser era bom para eles e para a sua sociedade. A
ética pessoal e profissional reveste-se de particular relevância para todos quantos
colaboram numa empresa ou grupo social.

Dentro da comunidade de emigrantes em que me inseria procurávamos


integrar-nos e organizarmo-nos, envidávamos esforços individuais que tinham por
finalidade realizar propósitos colectivos, criando colectividades desportivas, e ao
mesmo tempo convivendo com os naturais de lá.
Foi graças a esta participação e à conjugação de esforços aliados à ética
pessoal e profissional e aos conhecimentos adquiridos que consegui superar esta
discriminação, encetei relações interpessoais que me facilitaram a comunicação e a
linguagem ao ponto de ter feito amigos e absorver profundamente a cultura local,
um marco importante na minha vida e que ainda hoje “observo como uma janela”.

A instituição que sirvo, está estruturada e organizada, hierarquicamente.


Tem uma estrutura de comando que se concretiza a nível da lei que define, além dos
órgãos de inspecção, conselho e apoio às áreas abrangidas pelos órgãos superiores
de comando e direcção e o respectivo nível de enquadramento, habilitando o
Governo a definir o número, as competências e a estrutura interna dos serviços
destes órgãos, bem como o posto correspondente à respectiva chefia.

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Nestes serviços sempre estiveram presentes o espírito de não discriminação;
abertura mural, espírito ético e diversidade racional e religioso. Pautamo-nos pelo
espírito de tolerância e obediência, que fazem parte intrínseca do nosso código de
conduta ético e deontológico, os quais nos exigem permanentemente uma cultura de
rigor, responsabilidade, acção e planeamento objectivo, relacionado com o tempo e
valor, contribuindo desta forma para a melhor compreensão do binómio identidade –
alteridade. Tanto podemos instruir pessoas de outras nacionalidades ou credos,
como sermos instruídos por eles. Pois somos uma organização multirracial,
multicultural e multi étnica e sempre que recebemos pessoas oriundas de outros
países recebemo-las a todas com o mesmo carinho e esforçamo-nos para que nada
lhes falte e se sintam como nas suas próprias terras.
Este processo, estimula a iniciativa e determina o nível de entusiasmo e
esforço que a pessoa aplica no desenvolvimento das suas actividades. Este
processos é influenciado por diversos factores tais como a personalidade da pessoa,
o meio ambiente e as interacções ou as emoções humanas.

É Código de conduta dos militares da GNR;


Cumprir a Missão de acordo com a Causa Pública, o Interesse Público e a Lei;
Servir a Colectividade Nacional e proteger todas as pessoas contra os actos ilegais.

Código Deontológico; Artigo 2º

Princípios Fundamentais
1. Os membros das Forças de Segurança cumprem os deveres que a Lei lhes impõe,
servem o interesse público, defendem as instituições democráticas, protegem todas
as pessoas contra actos ilegais e respeitam os direitos humanos.

Resumo:
Martin Luther King, tinha um sonho, no fundo é aquilo que todos nós temos, pois
estamos sempre a sonhar, a divagar, só que uns lutam e vêem os seus sonhos
realizarem-se enquanto outros ficam simplesmente pelos sonhos. Uns aplicam a sua
tenacidade, têm o dom da palavra, tem a ideia do eu e do outro e vão tão longe que
arrastam multidões, enquanto que outros se ficam pelo simples sonho, ou porque não
lutaram ou porque nem hipóteses tiveram para o fazer.
Mas em tudo quanto fazemos ou perspectivamos na vida temos de ter em
conta que para conseguirmos algum êxito temos que ter sempre presente a
identidade e a alteridade, ser ético e deontológico, ter modos de conduta para com
as pessoas, ser organizado, participativo e em tudo aplicar uma cultura de rigor, ser
responsável e perspicaz, cultivando relações interpessoais e fazendo do seu código
de ética e deontologia a sua meta.

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Conclusão:

Esta experiência tem-me servido de “lamparina” ao longo da minha carreira


profissional. Tenho-me pautado pelos bons princípios e ditames e fazendo-me
acreditar, cada vez mais, que a humanidade é una e só tem um género o humano.

Bibliografia:
http://www.psicologia.com.pt/profissional/etica/

http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx

http://www.wikipedia.org/

http://web.portoeditora.pt/default.asp?param=

Coimbra, 23 de Junho de 2009

José António da Costa Silva