MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig. não é a pressão estática do sistema externo. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.7. Fig. isto é.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1.Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270.5 .000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador. Pode incluir a potência absorvida por correias em V. Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente. Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. ou simplesmente rendimento.000 x Pabs Q 3-4 . acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico.6 .020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig. Fig. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração.Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270.

com.CEP: 91150-010 . Bitencourt. (Fig. Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s.RS e-mail: comercial@otam. no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente.br www. (Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada.) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig. 9. Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação.Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.1264 Caixa Postal 7056 .Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig. (Fig. determinado pelo fabricante. 1501 Fone: (51) 3364. Francisco S. e a vazão é máxima. para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima.com.5566 . 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima. Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero.Fax: (51) 3364. (Fig 7).9 .br 4-4 . resultando em nenhum fluxo de ar.8 .otam. 6).Porto Alegre . Av.

em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica. É importante observar-se.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento. velocidade ou densidade do gás forem alterados. de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. (Fig. ou seja. Fig. Felizmente.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho.1 . Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. entretanto. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais. entretanto. estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão.

densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo. As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador.2 . com rotação. considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador.3 . 2-7 .Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados. densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. sendo que três leis se aplicam a esta situação. baseando-se numa velocidade periférica constante. (Fig. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig.Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos. porém baseando-se na rotação do ventilador.) Fig. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir. (Fig 2.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador.

6 .Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig. usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão. Rotação do ventilador variável. S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig. 6) para vazão constante. Rotação variável. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 .5 . 4) com volume. tamanho do ventilador e rotação constantes. Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar.Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão.4 . 5) com pressão. A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade. sistema e tamanho do ventilador constantes. Fig. sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig.Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. sistema constante e tamanho fixo do ventilador. Fig.

300 4-7 . mais ar se faz necessário.000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador.000 m³/h nas condições padrão.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.84) = 3.715) = 440Pa 2 =6. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6.42 kW Fig. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente.714 RPM 440 P 300 19 21.500/19.280 rpm 1/ 3 = 600 x (21.8 .500 m³/h.715 x (5. Está liberando 3.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.50 kW.5 Q x 10 3 3.280/2.Mudança na RPM Fig.7 . quais são os novos valores para a rotação do ventilador.715) = 4.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.50 x (679/600) = 9.560 4.300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3.Mudança na RPM 3.280/2.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9. 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2.84 kW.0/2.560 x (3.560 m³/h e requer 2. O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor. Está liberando 19. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2. a pressão estática e a potência? Exemplo No.42 kW 600 RPM 6. A fim de aumentar a vazão de ar para 21.

9 x (1. mais as equações do exemplo 1.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1. o ventilador de 400 mm entrega 7.9 . Qual será a vazão projetada.2/0.9) = 335 Pa = 14.06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9. Está operando a 796 rpm e requer 9. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC. 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro.77 x (800/400) = 56.9) = 13.750 x (800/400) = 62.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18. Em um ponto de operação. 5-7 .2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0. são as leis usadas para projetar dados de catálogo. a pressão estática. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig.Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1.2/0.000 m³/h 3 Exemplo No. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade.77 kW.53 m/s) e 1.53 x (800/400) = 29.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14.750 62.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18.2 kW Estas.90 kW.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1. para muitos diâmetros e rotações.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.

12): Neste caso.Mudança na Densidade Fig.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0. que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig.200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18.120 rpm. nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig.120 rpm. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão.1 kW Observe também.400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa. Q = Q real x std Densidade Real = 0.4 ou 6). mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso. (Dica: há duas maneiras de resolver este problema. Determine a rotação do ventilador e sua potência. A rotação está correta em 1.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1. a partir deste exemplo. Exemplo No. Dessa forma.10 . Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig.07 x 0.07 kW.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada. digamos 225 0.88 = 13. veremos que.200 x 0.88 = 7. A potência exigida é de 8. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo.620 Q 15. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar. para entregar 15. 5 Um engenheiro especifica que quer 15.120 RPM 49°C & 1000 1.88 = 176 Pa. 11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão. serão necessárias 1.88 Densidade Standard (d d ( real std = 15. digamos 175 6-7 .200 m³/h com 225 Pa.

12 .Fax: (51) 3364. Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41.99 kW.280 m³/h.400 Q 15. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores.CEP: 91150-010 . aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante.Mudança na Densidade 1. Av. Corrigindo-se a rotação pela densidade.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa. tal como um filtro absoluto.55/(0. 1501 Fone: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 . permanecer a mesma.280 x 454 = 38.com. 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41.RS e-mail: comercial@otam.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0.1 kW Como era de se esperar. a resposta é a mesma em ambas as soluções.7 kW. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade.br www.000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18. funcionando a 418 rpm e exigindo 14. 13. vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18.br 7-7 .5566 .Porto Alegre .88) = 7. no sistema de ventilação. Exemplo No.otam. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13. obtemos: Fig. porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema. 41. de acordo com a Lei para Ventiladores 6. Francisco S. Bitencourt.7 x 454 = 14.55 kW.400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm.88 = 1.com.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5. A potência exigida é de 5.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.

que raramente existem na prática. Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada. estas curvas são determinadas por testes de laboratório. são as obtidas sob condições ideais. (AMCA). o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes. para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . A densidade do gás (r).2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão. conforme o mencionado anteriormente. normalmente. poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores.Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão. As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador. É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais. 1. Geralmente. Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig. P ht 7 6 kW . como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc. Q . Fig.1. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar). Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. Por este motivo. as curvas de desempenho.000 RPM & 1.

Por exemplo. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. 4 . a resistência aumentará para 400 Pa.Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig. etc. Observe na Fig.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa. Para sistemas fixos.000 = Q 1. Tipicamente. isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto. se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado. 2. Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho. e não a falhas do ventilador ou do motor.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. considere um sistema trabalhando com 1. dampers e dutos. A Fig. conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. no entanto. serpentinas. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira. Se Q for duplicado.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2. a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q).Variações do Projeto . Portanto. as serpentinas começam a condensar umidade. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers.. 2-5 Pe A Fig.Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . 2 . 3 .000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. Esta curva modifica-se.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros. ou seja. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada. 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. Ponto de Operação O ponto de operação (Fig. A curva de resistência do sistema (Fig.

Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida.Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida.2 .1. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável. (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente). INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema. 3 como flutuação no volume de ar e na pressão. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. Nesta situação. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. Entretanto. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo. Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. 3-5 . sobre um intervalo de vazões e pressões. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse. um ventilador com instabilidade. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. O Fig. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema. ao contrário. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo. aerofólio e radiais. Por exemplo. A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade. Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. em maior ou menor grau. mas. 1. pulsação ou bombeamento. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. Para qualquer ventilador. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. 2).

4).BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. varia para diferentes instalações do ventilador. 4 . O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação. os quais permitirão uma operação estável. Por exemplo. 5). Este ponto. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório.Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig.Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . Obviamente. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. ou ambas no mesmo sistema. o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas. a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão. (Fig. 5 . uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo. Fig. Entretanto. (Fig. com qualquer projeto de sistema de dutos razoável. Neste caso. particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. no funcionamento em campo. Conseqüentemente.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. 3 .

Av. isso poderá resultar em uma operação instável . 4) Para corrigir o problema.1264 Caixa Postal 7056 . Bitencourt.Fax: (51) 3364. Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente.br .BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão.Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. isso raramente é feito. Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores. pág. Fig. portanto. tamanho e velocidade de rotação. Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig. uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável. Entretanto.CEP: 91150-010 .5566 . são deixados nesta posição permanentemente. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto. O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável. é possível haver mais de um ponto de operação. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto. 1501 Fone: (51) 3364. 6 . O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. Sendo o desempenho levemente reduzido. o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível.RS e-mail: comercial@otam. Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores.otam. A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo.com. A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. 6). Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo". Caso contrário. o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas.Porto Alegre .com. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho. Geralmente. para cada posição do damper. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. 6. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. (Ver Fig. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. Francisco S.br www. 5. há uma curva de desempenho diferente correspondente. o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam.

BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. geralmente. com rotor de pás radiais. As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco). A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. 1-4 . A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade. e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir. Além disso. um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos. embora algum escorregamento possa ocorrer. Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática. indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás. As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. Examinandose a extensão relativa do vetor R. A extensão do vetor da velocidade periférica (R). A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. 1 . O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos. O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos. 1). os ventiladores sirocco. Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas. enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica. P Fig. a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal. e um amplo intervalo de operação. com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil). 2). porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos. Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. conforme representado no diagrama.Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load .Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. Portanto.Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco .

As desvantagens do ventilador Limit Load incluem. . 2 . eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade. Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. primeiramente. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade. 3 . em segundo lugar. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio. de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco. Pe e Potência Absoluta 100 he. Inerentemente. O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. A magnitude da instabilidade. 3). As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. Conseqüentemente. 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). quando ocorre.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. portanto a sobrecarga geralmente não é problema. Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado. Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. quanto maior o ventilador. a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e. um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. 4. Geralmente.Curva Característica para Ventilador Siroco Fig.

3-4 O ventilador tipo propeller (Fig. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais. Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. conforme ilustrado na Fig. 5085% da vazão máxima em descarga livre. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. 4 . 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. de modo geral. geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. 7 . sendo similares.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. Entretanto. Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares. aproximadamente. o rendimento estático é reduzido para um máximo de. entre sí. 6 . Portanto.Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller. Pe e Potência Absorvida he. O ar é. Freqüentemente. . uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador. 7. 6. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he. Fig. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig. 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. O intervalo de seleção. então. o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa. Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. 72% e o nível de ruído é aumentado.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. 5 . Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. tuboaxial e vaneaxial.Ventilador Centrífugo Tubular Fig. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio.

As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos. um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio.Porto Alegre .br 4-4 .CEP: 91150-010 . 1501 Fone: (51) 3364.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig. Bitencourt. Fig. Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante. Francisco S.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que. 10) Fig. a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula).br www. Com ventiladores centrífugos. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula). 10 .Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial. é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r.com.RS e-mail: comercial@otam.otam. As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos.1264 Caixa Postal 7056 .com. (Fig.5566 . e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos. O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%. O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre). Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W. 9 . A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído. quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático. com os ventiladores axiais.s e a s características do ventilador.Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av. com rendimento total igual.Fax: (51) 3364. 8 . Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável. Nos últimos anos.

para obter o tamanho do ventilador. Após as exigências de espaço. (b) Condições de Serviço. a vida esperada do ventilador. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). (2) Método de Seleção do Ar Equivalente . (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. A partir destas simulações. o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". ou ligeiramente à direita do mesmo. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar. 1-5 . a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). a aplicação do ventilador. particularmente correias em V versus acionamento direto. tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. temperatura e umidade relativa. três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. assim. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. e outras considerações terem sido estabelecidas. tais como transporte de materiais. possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. operação em paralelo. (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. Sempre que estas condições não forem especificadas. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica. quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s). na curva de desempenho. intervalo de pressão. Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. normalmente baseadas em ar padrão. A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. temperatura do ar. centrífugo ou axial.

ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. De fato. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. deve ser determinado. Por outro lado. se for o caso. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão. 2-5 .BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. então. a fim de se obter a potência operacional exigida. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. a seleção lógica. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão. Entretanto. que inclui todos os acessórios exigidos. No entanto. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. somente na descarga. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. O custo inicial de cada ventilador. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado. m3/s P = pressão estática.75 N = rotação do ventilador. atenuadores acústicos e isoladores de vibração. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. É definido por: N s = 2. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. Em geral. Pa 0. Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. rpm Q = vazão do ar. O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será.877 x N x Q P 0. sua rotação e seu rendimento.

o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1.Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. encontram-se demonstrados na Fig. por exemplo. O critério de rotação específica é. independentemente do tamanho ou rotação. Se a rotação puder ser variada. 1. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas. aos produtos de qualquer fabricante em particular. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 . onde a rotação é fixada pela velocidade do motor. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. necessariamente. Fig. porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar. Estas variações são típicas e não se aplicam. 1. portanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que. a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada.000472 m3/s. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. mais definitivo em aplicações de acionamento direto. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico.

Com freqüência.75 kW. (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. Temperatura à qual (a). (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias. corrosivo ou possui sólidos arrastados. (c) se aplicam. outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. (a) Se acionamento direto for exigido. Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. ainda. e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0. informações posteriores. então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. Preferivelmente. então.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . Uma vez que o tipo tiver sido determinado. Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga. tipo de arranjo desejado.490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada). Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica. embora não essenciais. com redução de rotação apropriada.75 kW. explosivo. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado. podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. (b). A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador. É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. Além disso. em cada banda de oitava. Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume.

Se uma base de isolamento de vibração é exigida. detalhes do suprimento elétrico. Supõe-se. Bitencourt. se é de eixo horizontal ou vertical. etc. Exemplos: tiragem induzida.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador. Tipo dos Mancais. isto é.Fax: (51) 3364.5566 . exaustão de pintura com pistola.CEP: 91150-010 . Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador. Se houver dúvida sobre quaisquer exigências. (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes. a menos que haja alguma disposição em contrário. 1501 Fone: (51) 3364.com. Av. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará. é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos. (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento.RS e-mail: comercial@otam. que todas as correções para densidade.Porto Alegre . (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries.otam. o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores. temperatura.br www. Vida e tipo dos rolamentos.br 5-5 . necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.1264 Caixa Postal 7056 . etc.com. foram executadas pelo usuário. Francisco S.

Transferência de energia primária pela pressão de velocidade. 2 0 10 PRESSÃO .O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R . 2 0 10 PRESSÃO . depósitos e algumas instalações comerciais.Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar. PRESSÃO . cozinhas.Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre). . .Sistemas de exaustão de baixa pressão. 10 8 10 8 6 4 . opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. portanto. .Padrão de descarga circular. . . . tais como estufas de secagem. . . exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior.Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função. ou auto-limitante.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. . . rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno. . .Anel circular simples. Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás. ar formando redemoinhos. .Baixo rendimento.POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . . .O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA . Evite operar o ventilador nesta região.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO . .Limitado às aplicações de baixa pressão.Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente.Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos. PRESSÃO . .É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte. . . . . . .O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais.Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio. em direção a descarga livre. .Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller.Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais. . apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos. sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado.Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio. ventilação e ar condicionado em geral. . depósitos e algumas instalações comerciais.Desempenho semelhante ao do ventilador limit load. .Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico. .POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) . placa de orifício ou Venturi. onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias.Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão. . a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor. tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos.Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 .Possui boa distribuição de ar à jusante.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. O rotor às vezes é revestido com material especial. . . B .Desempenho semelhante ao ventilador limit load.A carcaça normal não é usada.Tipo voluta.Possui fluxo de ar em linha reta.Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás. Estas vazões também apresentam características de pressão boas.Normalmente.Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 . .Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais. . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento. .Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa.A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. .Aplicações de aquecimento.Fornece exaustão mecânica. tais como fornalhas residenciais. cozinhas.10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação.Sistemas de exaustão de baixa pressão.POTÊNCIA . .POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO .Rendimento menor que o ventilador limit load.POTÊNCIA .Alta vazão. cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos. . porém isso normalmente não causa problemas.A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança. . CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO .Normalmente operado sem conexão a um duto.Padrão de descarga circular formando redemoinhos. . tais como galpões industriais.O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás.Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre. AXIAIS . .Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio.A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica. .Características de alta pressão com capacidade de vazão média. ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio. .Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais.Semelhante ao ventilador aerofólio. .POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO .Fornece exaustão mecânica.Usado em algumas aplicações industriais. média e alta.A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico.A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula. . tais como galpões industriais.Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão. PRESSÃO . . 5-6 . . . . cozinhas. Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO . M .Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio.POTÊNCIA . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . . . .As mesmas aplicações de aquecimento.Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio. ajustável ou variável.Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa. .|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre).Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração. alta ou média pressão. . . portanto.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. .Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. .Utilizado para aplicações de renovação de ar. com capacidade de pressão média. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática. .POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO . . .Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load. . . 4 6 8 PRESSÃO . . . A seleção do motor deve levar isso em consideração. depósitos e algumas instalações comerciais.O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia.Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. exceto pela vazão e pressão serem inferiores.Para determinada capacidade. as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. .Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação. APLICAÇÕES . . .Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°.Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples.Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos.As pás podem ter passo fixo. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico.A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico. Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos.Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio.Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia. exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores.Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico. curvados para trás e inclinados para trás. .A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área. 10 10 8 6 4 . cozinhas. PROJETO DO ROTOR . .Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico. . opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. . . . . . PRESSÃO .Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente.Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador.Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica. uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência. onde a distribuição de ar a jusante não é crítica. . .Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno.Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial. . depósitos e algumas instalações comerciais. Evite operar o ventilador nesta região.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. mas com capacidade de pressão muito baixa.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.Normalmente operado sem conexão a um duto. curvados para trás e inclinados para trás.Alta vazão.Não é comum para aplicações HVAC. .Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás. 10 8 6 4 2 0 10 . exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa.Considere a curva de potência. Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão.

Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador. Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. (b) Redemoinho ou vorticidade. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador.sem veios. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior. Entretanto. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. Em ambos os casos.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. em cada instalação de ventilador. Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais. a pressão e a potência são menores do que o esperado. 2. com freqüência seriamente. Por este motivo. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. Devido à variedade infinita das condições de aspiração. 1-7 . Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. os valores de desempenho catalogados. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem. 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . o redemoinho sempre reduz o rendimento. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. Fig. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. conforme graficamente representado na Fig. ou vorticidade. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração.

2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior. Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 . causando redemoinho na aspiração do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig. estabelece-se um desequilíbrio. estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum.

5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador. e numa área de mais baixa velocidade. com um diâmetro maior. ou um duto com flanges.Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador. 5). uma perda na pressão estática será imposta. 4 . Ocasionalmente. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. através de uma parede. 3).Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0. que empregam pás de guia variáveis na aspiração. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro.4). os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas. Por exemplo. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. As pás de guia na aspiração. para corrigir a situação. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum. o duto termina bruscamente (Ver Fig. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. 3 .9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0. assim sendo. montadas no bocal. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. Nestes casos. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração. através de uma parede. Sob certas condições. Quando o duto termina bruscamente. Em algumas aplicações. Quando o duto termina num plenum.05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. Em todos esses casos. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. com um aumento correspondente na potência absorvida. Instalações de ventiladores.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. ou num duto com flanges. Em alguns casos. Fig.

são mensuráveis. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. incluindo um endireitador de fluxo.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. o que resulta em vórtices de descarga de ar. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. de área constante. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. da quantidade e do tipo de correias. Infelizmente. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. Fig. Basicamente. portanto. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é. com objetivo de avaliação de desempenho. Conseqüentemente. . de natureza espiral e não-uniforme. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). o fluxo será muito uniforme. Perdas nas correias são uma função da tensão. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. 5 . Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. isto deve ser levado em consideração. com freqüência. Além disso. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. anexos à descarga. num arranjo sem mancal na aspiração. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. Como resultado. conseqüentemente. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. derivados destas condições de descarga ideais. na estação de medição. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador. e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas.

A adição de um duto curto de descarga. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. imediatamente na saída de descarga do ventilador. então. Teoricamente. criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga. através disso. Por esta razão. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. 6) Fig. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. A perda de descarga será.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. então. obter uma recuperação estática ou. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração. Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. (Fig. Entretanto. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. Preferivelmente. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. resultarão numa perda menor. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. especialmente do tipo manga.5 mmca.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. os danos aos filtros. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. como fazem em muitos sistemas de ventilação. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. Quando dutos de descarga retos são usados. além das perdas já citadas. Pobre Correto 15ºmax. Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. . consideravelmente reduzida. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. Infelizmente. se isto não for possível. 6 .

a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva. Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. tal curva teria uma perda de pressão de 0.Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 . Conseqüentemente.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. Deveria ser usada sempre que possível. onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. sem qualquer espiral. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. Isto resultará na menor perda das quatro posições. (Fig. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções. Para a posição C. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva. 7 . Para a posição B. Fig. assume-se uma perda igual a 0. uma perda adicional é introduzida. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas. não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências. Para a posição D. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. consequentemente. a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva. Estes fatores de perda são somente aproximados. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Se o fluxo fosse uniforme. Assume-se uma perda igual a 0. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. assume-se uma perda igual a 1. 7 mostra uma ilustração das quatro posições). Assume-se uma perda igual a 0. Para a posição A. a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração.5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições. Nestes ventiladores.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal.25 x velocidade de descarga do ventilador.

5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição. com um ângulo de convergência de. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos.1264 Caixa Postal 7056 . 1501 Fone: (51) 3364. 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.CEP: 91150-010 .5566 .br www. Ventiladores de gabinete. no máximo. A Fig. 30º em cada lado.br 7-7 . Francisco S.com. Deveria haver um duto reto de 1. possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada.otam. Bitencourt.RS e-mail: comercial@otam. Av. a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes". Fig.Porto Alegre . e as perdas já explicadas são então usadas.com.Fax: (51) 3364. 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada. 8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max. com freqüência.

000 horas possui uma vida L50 de 240. é evidente. É calculada.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. que não a nominal básica. N p = expoente de vida. fissuras. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento. 1-2 . o termo "vida média" ou L50 é usado.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto. L10. multiplicando-se a vida L10 por 4.33 0. Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia. Para rolamentos operando em uma rotação constante. rpm C = índice de carga dinâmica básica. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. etc. um rolamento com uma L10 de 60.53 0. rpm P = potência instalada.44 0. Uma definição mais clara do termo "vida" é. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica. mm S = carga máxima do rolamento.62 0.21 Ocasionalmente. T = cv x 1. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes. W D = diâmetro da polia. onde: L10h= 16. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação. aparentemente idênticos.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir. como segue: p L10h= 16. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. portanto. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver.000 horas. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. Por exemplo. venha a atingir ou exceder. Isto é chamado de vida nominal básica. isto é. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste.

BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações.700 N (1) Velocidade angular.667 x C ³ = 16.br 2-2 . Tipo de ventilador =RSD 800 arr.I Potência instalada.667 x 52. Bitencourt.819 x 2 = 3. w = 2p n = 2p 700=73.5566 .Fax: (51) 3364.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.000 = 409.000 = 409. C = 52.br www.com.com.3 CL.RS e-mail: comercial@otam. T = cv 1.1264 Caixa Postal 7056 .CEP: 91150-010 . Francisco S.3 x 1.700 3 =72. P = 30kW Rotação. L10h =16. cv = P = 30.3 Nm w 73.378 horas n S 700 3. D = 450 mm Tipo de rolamento. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento.638 N (5) Horas de Operação. S = T x 2 = 1. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida.3 (3) Carga Dinâmica da polia.Porto Alegre . 1501 Fone: (51) 3364. determine a vida do rolamento. Av.otam.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.

Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. Fig. portanto. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. serpentinas de aquecimento e resfriamento. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. Deste ponto em diante. venezianas. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. quando obstruído.. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. Esta curva é chamada de curva característica do sistema. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão. bocais. haverá um ponto de intersecção das duas curvas. 2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos. Esses elementos podem ser dutos. transições de expansão ou convergentes. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. em cada ponto de vazão de ar. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. Isso encontra-se ilustrado na Fig. A Fig. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K . 1. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. Aqui a resistência do sistema será constante. Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. dampers. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. No entanto. telas e grelhas. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. portanto. Este será. o ponto de operação.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. as bolhas fluirão.e. curvas. independentemente do volume de ar. 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. com o volume de ar atravessando o sistema. será bastante elevada para o ferro em fusão).BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. No entanto. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. a resistência do sistema (i.

arroz. a eficiência do filtro melhora. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. tais como milho. Como resultado da área grande. m/s D = diâmetro do duto. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar. À parte essa exceção. então. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos. O valor do Número de Reynolds correspondente. o início de um fluxo ligeiramente turbulento. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. No entanto.015 a 0. aproximadamente seis vezes o valor de 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar.82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0.305 m Re = (1. a característica do sistema continua sendo uma linha reta.015 a 0. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele. os ventiladores axiais podem ser usados. independentemente da velocidade do ar. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa.015)(0.22)(0. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno. Pode variar de 750-5000 Pa. Fig.1 m/s. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam.5 2-3 .305) 1. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague.22 kg/m² e m = 1.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados. numa câmara de filtragem.020 m/s.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar. conforme mostra a Fig. a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante. Com esse objetivo. aproximadamente 0. Para ar padrão. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas. em kg/m³ V = velocidade média do ar. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana. qualquer que seja a pressão estática. porém. r = 1. que podem ter de 4 a 25 m de altura. são necessários ventiladores centrífugos. porém. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo. é de aproximadamente 2100. soja. Para pressões menores. a característica do sistema é uma linha reta horizontal. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0. 3. Ns/m² Para o ar padrão. À medida que os filtros ficam tapados pelo pó. para pressões mais altas. m m = viscosidade do ar. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento). Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar.

100 9. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370. como mostra a Fig.0195 L Pd D é proporcional a (Q)². este é um fluxo definitivamente turbulento. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas). os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada. Se um ponto da característica do sistema for conhecido.4015m².Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação.96/1. um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento.4015 = 9.960 307 2100 477000 3-3 . o que é normal em sistemas de ventilação. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento. O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0.0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa. Tabela 1.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional. a velocidade do ar será de V = 4.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0. como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0. 5.0/0. como os usados em prédios. 4 Característica do ventilador e característica do sistema. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. para fluxo ligeiramente turbulento. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito.015 0. A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação. 4. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1. como mostra a Fig. Fig. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos. conseqüentemente. Por exemplo. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa. a curva fica mais íngreme. A constante K determina o declive da curva. Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo).3)2 = 59 Pa.

3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. age sobre me e é transmitida para o eixo. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre. etc. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual. eT em mm e para a velocidade de rotação. Este deslocamento é chamado de excentricidade. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor. pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. Vide Fig. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. Por exemplo. F. em um ponto em particular.. e essa mudança. Vide Fig. está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo. nunca pelo balanceamento em si. quando feita de forma correta. por sua vez. eixo. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. Referindo-nos à Fig. ou máquina de balancear. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. torna-se necessária uma tolerância para balancear.000) 1-3 . Quando o disco está em movimento de rotação. etc. e = me . localizar e medir o desbalanceamento. considere um disco com raio. As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total. 2. sua extremidade descrevendo um círculo. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora.3 mm/s) para balancear os rotores. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. Esta vibração induzida. Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. polia. e (mm). R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. eixos. Usando a recomendação ISO G4. uma força centrífuga. pequeno. 1. reduzindo substancialmente sua vida útil. irá equilibrar o rotor. engrenagens.). estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6. R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g). é necessária para detectar. buchas. Torna-se.0 para valor de balanceamento. 3. portanto. ao redor de sua posição normal. Esta excentricidade.

1 kg Raio da polia.1 = 2. me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1. R = 152mm Grau de balanceamento. R m => me = e . determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual. Rotação. p e = me . m = 50 x 8. m = 8. n = 800rpm Massa da polia.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados.0 00) 800/1. 2 2-3 . 1 Posição de Repouso F E Portanto.000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual.66 g para esta polia.66g R 152 Fig. a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2. Fig. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia).

Fax: (51) 3364. Av.br www.O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação. Bitencourt.5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA . 50 3 G 20 2.mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa.5566 .2 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig. 1501 Fone: (51) 3364.RS e-mail: comercial@otam.1264 Caixa Postal 7056 . expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.com. 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor. 5 10 G 1 5 G 0. Francisco S. e per .1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0. U per/m = e per em g.CEP: 91150-010 . em micrometros.otam.5 0. 4 2 1 0.com.Porto Alegre .br 3-3 .

1-3 . sob condições de teste aprovadas. ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. A geração de potência sonora de um determinado ventilador. baseado no nível de potência sonora específica. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. Entretanto. Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. a Tabela 1 pode ser usada. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. vazão de ar (Q). veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12. Se este catálogo não estiver disponível. Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. para vários ventiladores. nas bandas de oitava. e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais.Pá radial. em parte. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. do tipo de ventilador. curvado para trás ou inclinado para trás . realizando determinado trabalho. um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima. ou próximo do.Curvado para frente .Aerofólio. construção e aplicações. O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). por quaisquer motivos. pressão total (Pt) e rendimento (h). Tabela 1. e a força desse tom depende.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw).Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum. as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador. de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. deverá atender essa situação. Para registrar esta freqüência de passagem da pá. o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. os níveis de potência sonora. Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador. Se. O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica. é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). poderão ser estimados através do seguinte procedimento. conforme mostra a tabela 3.

000472. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4. quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB. quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador. Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 .9m Todos > 1m 1m a 0. com rendimento estático de 56%. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava. curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0.15 m³/s a 750 Pa.5m < 0. m³/s (cfm) 0. HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio.9m < 0.5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 .Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava.Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar. para o ponto de operação do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 . conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair.

P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz.2 dB = > LwA = 85.com.Porto Alegre . HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25. Bitencourt. = > Lw (linear) = 98.5 79.5 76. Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98.8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.Fax: (51) 3364. Francisco S. 1501 Fone: (51) 3364. Av.CEP: 91150-010 .000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39.5 70. este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%.57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no. como mostra a Tabela 4.5 500 33 49 2 0 84 -3. C = 0. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão.otam. Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico.2 Potência Sonora 85.5 250 39 49 0 88 -8.br 3-3 . de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 .BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente.Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava.com.3 De acordo com a Tabela 3. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz. De acordo com os dados de desempenho no catálogo.5 125 43 49 0 92 -15.8 dB(A) ( ) ( ) 4.RS e-mail: comercial@otam.5566 . Combine todos os quatro passos.15 ( 0.br www.44 + 9.1264 Caixa Postal 7056 .

A fim de acomodar estas variações. A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. tais como sistemas de volume de ar variável. enquanto outros têm exigências de pressão variável. tanto a vazão quanto a pressão são alterados. durante a operação.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação. com freqüência. alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 .

Portanto. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. Primeiro. não é recomendado para modulação de capacidade. Assim. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. O rendimento é reduzido. conforme indica o gráfico ao lado. em aplicações de pressão média e baixa. ao todo. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. A Fig. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. . uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. Portanto. Portanto. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo". Normalmente. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. Em segundo lugar. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. Entretanto. Entretanto. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. automaticamente.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. reciprocamente. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. Se os dampers forem usados para regular o sistema. a área dos dampers fica relativamente pequena. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. Devido a essa segunda desvantagem. uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas.

curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro. Por outro lado. Independentemente dessa economia. uma redução na vazão. seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. na pressão estática e na potência absorvida. em longos períodos de tempo. Portanto. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. 2 . Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. como conseqüência. Na verdade. em tais ventiladores grandes. Porém. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. Primeiro.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. embora chamados de registros. para cada posição do registro. a redução de capacidade é substancial.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. os quais são providos de acionamento direto. cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. A construção do registro. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração. 20 a 30 %. A vorticidade resultante tem. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. . Com aplicações de acionamento por correia. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. já que a economia de potência gerada. Segundo. Além disso. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. isto não apresenta nenhum problema em particular. com ventiladores muito grandes. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. aproximadamente. Portanto. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. A magnitude desta economia é geralmente de. Como as pás do registro são moduladas. Para ventiladores muito pequenos. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%. a potência absorvida também aumenta.

CEP: 91150-010 . uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente. Por isso.com. Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente.br 4-4 . se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas. Av. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V. Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador. Terceiro. Uma vez que o ventilador axial deve.RS e-mail: comercial@otam. Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles. Antes de se usar um registro radial. Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto. e aos níveis de ruído resultantes. o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita. Uma vez que os dados de teste são limitados. Em ventiladores acionados por correia. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. até mesmo em uma posição totalmente aberto.Porto Alegre . todavia. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante. geralmente.3%.br www. mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática. dependendo da seleção original.5566 . Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras. maior será o custo. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho. Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores. Em unidades com acionamento direto. redutores mecânicos de velocidade. Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. incluindo: motores de multivelocidade. uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência).com. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação. Bitencourt. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total. à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração. para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv. Francisco S. 1501 Fone: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 .otam. ter algum tratamento acústico.Fax: (51) 3364. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo. transmissões hidráulicas. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo.

dois mancais com motor montado do lado de fora da base. ARR.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta.3 DWDI Para acionamento por correias. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. ARR. Nenhum mancal no ventilador.10 SWSI Para acionamento por correias. ARR. Rotor em balanço.8 SWSI . Rotor em balanço. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor. ARR. ARR.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor.4 SWSI Para acionamento direto. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. 1-7 . Dois mancais ou mancal monobloco na base. ARR. Rotor em balanço. dois mancais com motor montado do lado de dentro da base.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta. 3. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral. Rotor em balanço montado no eixo do motor.1 SWSI Para acionamento por correias. Rotor em balanço. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador.2 SWSI Para acionamento por correias.9 SWSI Para acionamento por correias.3 SWSI Para acionamento por correias. Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. ARR. ARR. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K). ARR.

7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. ARR.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. Rotor em balanço.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. Caixa de aspiração pode ser autoportante. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. 2-7 . com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. dois mancais ou mancal monobloco na base.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. 3. Carcaça auto-portante. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. ARR.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. ARR. Caixa de aspiração pode ser auto-portante. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. ARR. Carcaça auto-portante. Carcaça auto-portante. Carcaça auto-portante. ARR. Rotor em balanço.

A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 . na parede ou no teto. suportes para instalação no piso ou ambos. portas de inspeção. Geralmente. Motor montado dentro da carcaça. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. 180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. 90. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). e as fixações de motor 45. Descarga horizontal. Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. etc. as fixações de motor 135. Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. suportes. Para descarga horizontal e vertical. Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas. Para descarga horizontal e vertical. Motor montado independente da carcaça.. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. parede ou invertidos instalados no teto. As posições dos motores.

1 mais base comum para o motor. Dois mancais sobre suportes internos. Rotor em balanço. 3 mais base comum para o motor. Equivalente ao arr. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos. Motor na carcaça ou na base comum. Nenhum mancal no ventilador.1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica. Acionamento pela aspiração. ARR. ARR. ARR.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta. Equivalente ao arr.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. Motor sobre suportes internos. Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais. 4-7 .3 Para acionamento por correias ou conexão direta. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice. Acionamento através da carenagem das correias.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1.7 Para acionamento por correias ou conexão direta. DOIS ESTÁGIOS ARR. ARR.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias. ARR. Rotor em balanço montado no eixo do motor. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto. Rotor em balanço.4 ARR4.

a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador. 5-7 . O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. 5.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. conforme a necessidade. 3. Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral. Em ventiladores de simples aspiração. 4. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. 2.

6-7 . X. Y ou Z.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. e designando-se as posições do motor com as letras W. conforme o caso.

1264 Caixa Postal 7056 .Porto Alegre .otam. As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos. Av.br 7-7 .Fax: (51) 3364.com.CEP: 91150-010 .br www. 4.com. 2. A linha de referência é o eixo do ventilador. Francisco S. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1. e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário.5566 . como mostra a ilustração. A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR. 3. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior. 1501 Fone: (51) 3364. Bitencourt.RS e-mail: comercial@otam.

1) L dst1= 5wL³ 384EI 1.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo. Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração. kg módulo de elasticidade. kg massa do rotor.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo. m4 comprimento do eixo.2) A W B L dst2=WB(L² . dst. sofre flexão durante a rotação. 2. que é a velocidade crítica de rotação. conhecida como Rotação Crítica. Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima. A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica. mesmo na ausência de carga externa. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica. O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão. m . A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto. Em geral.B²)³ ² 9 3 EIL 2. que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. Rotação Crítica. do comprimento do eixo. a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural.3) A W W A L dst2=WA(3L² . é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2. A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo.4) L Q 1. as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley. kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário.

79 x 10-9 449.1 5(13.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.205)[3(1.5(0. W Comprimento do eixo. I Módulo de elasticidade.85 5.205)²] = 7.20 Exemplo No.18 x 10-9 636.000319 m Diâmetro do eixo.37)³ = 384(200x10 8 )(125.66 x 10-9 201.00 15.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7.37 m = 0.37 x 9. E Massa do eixo.5 kg = 1.47 3.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2.66 x 10-9 125. 1 (b) Dadas as seguintes especificações.76 x 10-9 73.37)² 24(200x10 8)(125.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.99 9.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.52)(1.87 13.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9. D Massa do rotor. encontre a rotação crítica. w = 40 mm = 7.66x10 -9) =0.205 m = 125.51 7.3 .29 x 10-9 306. a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .17 x 10-9 1178.85 x 10-9 19.00018 + 0.000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1.81 =30 p 0.66x10-9) =0.75 = 1256rpm 2-4 .4(0.4A²) 24EI Ver figura 2.52 kg (ver Tab.17 x 10-9 39. L Cota A Momento de inércia.000139 = 0.20 30.40 18.70 22.87 =13.

534m = 4.000055 m 3-4 .66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%.4kg = 73.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.197m = 1. W Momento de inércia.000107 = 0. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.4(0. (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.66x10-9) =0.197)[3(1.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4. a rotação máxima de operação seria de: 2.035 x 0.66x10-9) =0.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.114)² 24(200x10 8 )(73. E = 35mm = 5. D Massa do rotor.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo.9)(1. w (a) L = 0.81 =30 p 0.000216 =2.000109 + 0.197)²] = 5.27(0.5215m = 0. sendo um lado do mancal em balanço.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No.4A²) 24EI . I Módulo de elasticidade.534)³ 8(200x10 8 )(73.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . w (a) = 0.40(0.114m = 8.114)³ = 384(200x10 8 )(73.66x10-9) =0.

CEP: 91150-010 .485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2.980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.Porto Alegre .000228 m =1. Bitencourt.5215)³ = 3(200x10 8 )(73.4(0.1264 Caixa Postal 7056 .com.526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0. a menor rotação obtida.Fax: (51) 3364.otam. a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço. 1501 Fone: (51) 3364. Francisco S.000228 =1.485 rpm Portanto. Av.com.035 rpm =1. que é = 1.66x10-9) =0.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5.485 rpm. a rotação máxima de operação seria de: 1.980 rpm =1.75 = 1.br www.980 x 0.000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.000055 + 0.RS e-mail: comercial@otam.br 4-4 . isto é.81 =30 p 0. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.5566 .000173 = 0.

Quando o motor dá a partida. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e. conforme representado na Fig. Equação do Torque de Partida Torna-se. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . sobe para o torque máximo. ele possui um torque relativamente alto. também conhecido como o momento da força. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 .10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. Durante o período de partida. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor. que não serão apresentados aqui. é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor. kgm² a= aceleração angular.. o tipo e a quantidade de lubrificante. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico. ele varia de acordo com fabricantes diferentes. Para o tempo real de partida.5 vezes o torque de plena carga. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. caindo novamente. portanto. necessário calcular o torque de partida do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque. Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. então. Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir. tamanhos de carcaça. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia.5 a 2. etc. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. no qual a força está agindo. rad/s² g= aceleração por gravidade (9.81 m/s²) (2) T estruturas. e outras variáveis devem ser levadas em consideração. a temperatura. número de pólos e custo do motor. sem exceder suas limitações de projeto. 1. JFP . porque a freqüência de partidas. geralmente de 1. é necessária uma série de outros cálculos. dependendo do tipo de máquina sendo acionada.

1 = 32. J FP = m x R² = 12.5 x 0. kgm² JM =momento de inércia do motor. rpm tS =tempo de partida do motor.1rad/s² (7) Torque de partida.255² 2 2 =0.44 x 38. s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70. Ts = J x a = 8. kg = raio externo do rotor/polia.19 kgm² = 30.1 x 0.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência.3 + 0. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0.19 1455 ( ( ( ( = 8.4/4 = 38. nF = 747 rpm potência absorvida = 17.1 kg = 250 mm = 5.9 kgfm = 450 mm = 12. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor. J MP = m x R² = 5.8 kgfm g 9.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia.4 kgm² (4) Momento de inércia total. selecione um ventilador adequado. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. m = raio interno do rotor/polia. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida.000 m3/h e pressão estática 450 Pa. a = w/t S= 152.81 .31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida.125² 2 2 =0. w = 2pn M = 2p(1455) = 152.44 kgm² (5) Velocidade angular.04 + 0.31) x 808 + 0. JM Torque de partida do motor. rpm nM =velocidade de rotação do motor. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular. m =momento de inércia da polia do ventilador. JF = PD² = 105 = 26.

8 x 0.81 Uma vez calculado Ts < TM .16 x 20. 1501 Fone: (51) 3364. w = 2pn M = 2p(965) = 101.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador. Av. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Uma vez calculado Ts >TM.5566 .8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular.488 965 ( ( ( ( = 17. 17. o motor de 4 pólos não é adequado para este caso.12 kgm² Torque de partida.178² 2 2 =0. Francisco S.otam.4 kgfm Ts = J x a = g 9.1/5 = 20.Fax: (51) 3364.RS e-mail: comercial@otam.3 + 0.255² 2 2 =0.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.31) x 761 + 0.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.Porto Alegre . TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0.124 + 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação.br www.com. J MP = m x R² = 7.1 x 0. JF = PD² = 105 = 26.br 3-3 .22 = 35. JM Torque de partida do motor. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor. (4)Momento de inércia total. Bitencourt. J FP = m x R² = 12.1 kg = 335 mm = 7.488 kgm² = 46. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação.1264 Caixa Postal 7056 .22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador.CEP: 91150-010 .com.62 kgfm = 450 mm = 12. a = w/t S = 101.

000 100 10 1 0.000 10.00001 0.000. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis. em determinada localização. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado.0001 0. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento. Pode ser expressa em W/m². o nível de pressão sonora.001 0. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual. não pode ser medida diretamente. No entanto. é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar. Quanto mais longe da fonte.000 100.0000001 dB (W W ( 0 onde po. Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz. porém. menos energia por unidade de área. Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição. O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato. pode ser medido. energia. Pode ser expressa em Watts ou em decibéis.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora.1 0. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído. O nível de pressão sonora é proporcional. a pressão sonora de referência. gritando (média) Escritório Voz. uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento. .000001 0. em campo livre. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado.01 0. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 .

a curva passa pela ordenada de 1 dB.75 dB = 6 dB. permita que LP1.5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. 84 e 89 dB quando operados individualmente. 75 e 73 dB.6 + 10 8. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem. utiliza o gráfico apresentado na Fig.9 89/10 ( 8. como vimos no exemplo anterior. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou. Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar. o nível combinado seria 82 dB. a determinada distância.4 + 10 ( 2 . i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. . uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza.5 2 1. elas não podem ser somadas algebricamente. Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P . LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo. Lpt L P .. LP3. conforme ilustra o exemplo seguinte. Por exemplo.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência. respectivamente. Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis. níveis de ruído de 86. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747.5 1 0. t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P . o nível de potência sonora. [ [ Fig. Obviamente.. 1. Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares. De acordo com a Fig. também produzindo um nível sonoro de 70 dB. se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. 81 dB e 75 dB. é o nível combinado. porém menos acurado. o nível sonoro combinado não é de 140 dB. para combinação de níveis de decibéis. Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB. 1 em 6..Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. O decibel representa um décimo de um bel. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total. 75. LP2.1. ( n L P . Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81.10 . O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. em alguns casos.

A Fig. estão inseridos como mneumônicos. o gráfico apresentado na Fig. Agora temos os níveis combinados resultantes. Quando dois níveis são iguais. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig. 3. na faixa de 2000Hz é de 96. Esta é uma exigência comum em controle de ruído. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. 90. em grupos de três. .8 dB. 1. 3 . Para este caso especial. 75 dB + 2 dB = 77 dB.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. Existem alguns "truques" para economizar tempo. 92 e 93 dB. Na maioria dos problemas de controle de ruído. a diferença é 2 dB e. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. 2000. a contribuição do nível menor é inferior a 0. para combinar. 3. sobre as freqüências centrais de banda de oitava. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora.10 ( n L W.77 dB = 5 dB. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. 82 dB e 77 dB. Assim. de acordo com a Fig. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. e 2500 Hz eram.2 (-1) (+ 2. respectivamente.5 db 77 A partir deste exemplo. uma análise da banda de oitava seria obtida. Fig. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. 4 pode ser muito útil. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. de acordo com o gráfico. Portanto. LWt de n níveis de potência sonora é: L W . Considere o seguinte exemplo. de acordo com o gráfico da Fig. 5 83. Um outro erro que freqüentemente ocorre.6 ) 96. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava. os níveis são combinados de acordo com a Fig. A diferença = 82 dB.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par. 1. no controle de ruído. de acordo com o exemplo precedente. t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1. 2 94. Lpt. e o nível na banda de oitava total.5 dB. Torna-se óbvio. 75 dB e 73 dB. 2 . que.5 dB.5 dB = 83. De modo semelhante. 1. 82 dB + 1. sua soma é apenas 3 dB maior.5 dB. A partir do gráfico na Fig.

A Fig. 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó. o aumento. 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência. o nível combinado = 75 + 13. 4 . 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência. 4.8 = 88. Exemplo No teto de uma "sala limpa". Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência.8 dB = 82. ou o espectro.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz. de 707 a 1414 Hz. A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional. 4. por exemplo.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13. . 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava. 2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB. de acordo com a Fig. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB . A Fig. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias.8 dB + 6 dB = 88. 4. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig. ou seja.8 dB. para fins de análise. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional. portanto. em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada.8 dB Alternativamente. o nível combinado = 75 dB + 7. aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. o nível de incremento é de 7.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig. 82. engenheiros acústicos concordam.8 dB. De acordo com a Fig.8 dB para 6 ventiladores. é de 6 dB. 4 .10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores. Devido ao amplo intervalo de variação.

Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1.1984 e S1. Hz Freqüência Inferior. Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Freqüência Inferior. Hz Largura de Banda.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig. Hz Freqüência Superior. 5b .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Freqüência Superior. Hz Freqüência Superior. Hz Largura de Banda. Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig.11 .0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2.6 .1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 .Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2. Hz Freqüência Inferior. 5a .10 . Hz Largura de Banda.

A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados.10 . determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. Escala de ponderação B .para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média. Escala de ponderação D . uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora. Certamente. Escala de ponderação C . C e D.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos. Escala de ponderação E . e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências. 6 . apresentam aplicações bastante limitadas e especiais. porém.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta. que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores. Fig. B. Escala de ponderação A . como uma função da freqüência. com base na energia. A Fig. 6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz. as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas.Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 .para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa. As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros.para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião. Escala de Ponderação de Freqüência Por definição. Escalas de ponderação comuns são A.é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL).

conforme mostrado na Fig.20log 10 (r) . A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente. Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora. a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante. O nível de pressão sonora é. que não pode ser medida. ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante.20log 10 (r2) .20log 10 20 5 = 98 .11 = 73 dB 7 .12 = 86 dB ( ) = 110 .11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo.20log 10 (r1) . a dependência do nível de potência sonora. Se medirmos o nível de pressão sonora LP. obtemos: L P. Em sua forma mais elementar.20log 10 (20) .20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma. e a grande variedade de superfícies de reflexão.10 . As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas.1 em r1. deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som. A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP. 7 . podemos calcular o nível de pressão sonora LP. o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica. 73 dB a 20m.1= L W .26 . O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade.11 dB dB Fig.Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual.20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. Exemplo Uma pequena fonte.11 L P.2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente. Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) .11 = 110 . é eliminada.2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial.2 = L P. Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB. LP é dado por: L P = L W .1 e LP.L P.1 . Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A. especialmente nos ambientes industriais e públicos. 7. Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase. então.1 .2= L W . A pressão sonora em r1 e r2 é: L P.2 = 20log10 (r2 ) . L P.20log 10 (r) . está pendurada livremente ao ar livre. cujo nível de potência sonora LW é 110 dB.11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
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dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
9 - 10

Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
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BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

cabines de pintura e exaustão de gases. ventilação e ar-condicionado de baixa.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. Aplicados em sistemas de aquecimento. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. é capaz de desenvolver mais pressão. Ex. ventilador. ventilação e ar-condiconado. quanto ao projeto do rotor. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais. ventiladores. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. axiais e construções especiais (AMCA 201. média e alta pressão.. A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. grelhas. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller. Também usados em aplicações industriais como fornos. Se a vazão for mudada. dispositivos de condicionamento. ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. 1990). Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo. 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas.. saída do sistema. a perda de carga resultante também mudará. Aplicados a sistemas de aquecimento. Normalmente de construção leve e de baixo custo. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. etc. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. fornalhas domésticas. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. filtros. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. São aplicados em sistemas de aquecimento. dispositivo de controle. centrais O de ar-condiconado. registros. dispositivo de condicionamento. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos. sistema de distribuição. possui as mesmas aplicações. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos. Os centrífugos.

caixas de mistura. ou perda de carga. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto.40 .80 PONTO 3 DE PROJETO . PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC .20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA .Q Fig.100 .. . de acordo com a expressão acima é uma parábola. Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas. A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência.2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista. etc.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida. As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema. 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida. o sistema operará na vazão de projeto. espera-se que tendo o ventilador bem selecionado. Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas.60 . nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema. e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções. existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema. Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo. Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida. Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema".Q Fig. através de registros.. e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador. .1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema. se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2). Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1. Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema.

A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. 1990). surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". Os valores publicados. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. a aspiração do ventilador é mais sensível. No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto. Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes.08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. . Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. que a descarga. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. Outros dispositivos como endireitadores de fluxo. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. que é usada para teste de ventiladores. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). Entretanto podemos afirmar que são necessários. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. já citada.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. tanto axial como centrífugo. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. ao efeito das condições do sistema. Outras Considerações quanto à Descarga. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. 1995). resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. Infelizmente. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. Entretanto. A norma AMCA 210. Como se sabe. dois e meio diâmetros. no mínimo. Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. muito diferentes daquelas do projeto. 1990). Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema. o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador. Curvas na Descarga. A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. não é uniforme. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas.

Outras Considerações quanto à Aspiração. telas.. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. . Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão. não devem ser selecionados nesta região. A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador. ou muito próximas dela. fornecendo mais vazão que o desejado. ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. e deve-se calcular a nova potência consumida. também devem ser levadas em consideração. Uma rotação do ar. como paredes nas proximidades. em muitos casos. Obstruções na aspiração. Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex. na aspiração do ventilador. Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. etc.. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. quando a perda de carga do sistema é subestimada. na mesma direção que a rotação do ventilador. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. Uma contra-rotação do ar. produzirão fluxos nãouniformes. 1990). porém. por exemplo). O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. colunas. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. Ventiladores Operando em Paralelo. Na prática. A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. mas num grande aumento da potência consumida. um vortex na aspiração. estruturas. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. que variará com o cubo do aumento de rotação. tubulações. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2. resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. e também de investimento num motor maior que o necessário. pois podem apresentar funcionamento instável. fornecendo menos vazão que o previsto. formando. Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). Vortex na Aspiração. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração.

Francisco S.com. 1501 .Av.CEP 91150-010 .Porto Alegre/RS .001/2003 .Fone: (55 51) 3349.otam.br MT . Bitencourt.Fax: (55 51) 3349.6363 .6364 www.

CONCLUSÃO Para estarmos certos. pode ser verificado no laboratório. caso seja contestado.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico). Bitencourt.Porto Alegre . todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento.CEP: 91150-010 . Publication 201-90. e todas as alternativas devem ser estudadas. O desempenho do ventilador. Air Movement and Control Association.com.RS e-mail: comercial@otam. O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Williamson. pela já citada norma AMCA 210. 1997.5566 . Dick. 1990. Fans and Systems. Air Systems. AMCA Paper 2337-97.br www. em comparação com a real. Como foi visto. podem ocorrer. funcionamento instável do ventilador.. diminuição da capacidade do sistema. System Effects... devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema. Em razão destes fatos. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association.otam. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema.. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. etc.1264 Caixa Postal 7056 . PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig.3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema. Illinois. Av. vibrações. 1995. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador. aumento do nível de ruído. Publication 200-95. Inc.com. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável. as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. Inc. 1501 Fone: (51) 3364. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas).Fax: (51) 3364.br 6-6 . O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas. Francisco S.

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