MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig. Fig. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência. Pode incluir a potência absorvida por correias em V.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico. ou simplesmente rendimento.6 . acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador. não é a pressão estática do sistema externo. isto é.000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador.000 x Pabs Q 3-4 . 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente. Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão.Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270.5 . Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270.Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270. Fig.020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig.7. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador.

br 4-4 . (Fig. Bitencourt. Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s.Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.Fax: (51) 3364. (Fig.) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig. (Fig.RS e-mail: comercial@otam. para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima.8 .5566 . Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero. 1501 Fone: (51) 3364.com. no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. (Fig 7). 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima. Francisco S. 9.9 . Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação.Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig. resultando em nenhum fluxo de ar.1264 Caixa Postal 7056 .br www.com.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada.Porto Alegre . Av.otam.CEP: 91150-010 . 6). determinado pelo fabricante. e a vazão é máxima.

BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total. (Fig. Fig. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado.1 . uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais. Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica. entretanto. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade. ou seja. As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. velocidade ou densidade do gás forem alterados. estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente. de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. entretanto. Felizmente. em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . É importante observar-se. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho.

Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados. com rotação. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig. (Fig 2.3 . baseando-se numa velocidade periférica constante.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. 2-7 . densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir. (Fig. porém baseando-se na rotação do ventilador. sendo que três leis se aplicam a esta situação. considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador.Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos. densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo.) Fig. As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador.2 .

5 .6 . P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 .Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig.Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig. Rotação variável. tamanho do ventilador e rotação constantes. 4) com volume.4 .Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão. sistema constante e tamanho fixo do ventilador. 5) com pressão. Fig. A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade. 6) para vazão constante. usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão. Rotação do ventilador variável. sistema e tamanho do ventilador constantes. sistema. S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig. Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar. Fig.

560 4.500 m³/h.300 4-7 . Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.280/2.42 kW Fig.7 . mais ar se faz necessário.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. quais são os novos valores para a rotação do ventilador.50 x (679/600) = 9.50 kW. Está liberando 19. Está liberando 3.000 m³/h nas condições padrão. a pressão estática e a potência? Exemplo No.84 kW.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.Mudança na RPM Fig. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2.280/2.715) = 440Pa 2 =6.714 RPM 440 P 300 19 21.8 . 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2.560 x (3.715) = 4.280 rpm 1/ 3 = 600 x (21.5 Q x 10 3 3.Mudança na RPM 3.84) = 3.300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3. O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor.560 m³/h e requer 2.000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3.42 kW 600 RPM 6.0/2.500/19.715 x (5. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador. A fim de aumentar a vazão de ar para 21.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6.

9) = 335 Pa = 14. Em um ponto de operação. para muitos diâmetros e rotações. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa.9 .53 x (800/400) = 29. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18.77 kW. 5-7 .2/0.000 m³/h 3 Exemplo No.53 m/s) e 1.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0.77 x (800/400) = 56. Qual será a vazão projetada.Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7.06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9. o ventilador de 400 mm entrega 7. são as leis usadas para projetar dados de catálogo.90 kW. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1.2 kW Estas. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig. mais as equações do exemplo 1. 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. Está operando a 796 rpm e requer 9. a pressão estática. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC.9) = 13.750 62.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7.750 x (800/400) = 62.2/0.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1.9 x (1.

400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa.120 RPM 49°C & 1000 1. serão necessárias 1. A potência exigida é de 8. 5 Um engenheiro especifica que quer 15. 11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão.120 rpm. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig.10 .200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6. que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo.4 ou 6). Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0. nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador.200 m³/h com 225 Pa. veremos que.88 = 13.1 kW Observe também. 12): Neste caso. A rotação está correta em 1.07 x 0. a partir deste exemplo. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão.88 = 7. Determine a rotação do ventilador e sua potência.88 = 176 Pa. digamos 175 6-7 .88 Densidade Standard (d d ( real std = 15.Mudança na Densidade Fig. Exemplo No.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1. Dessa forma.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18.200 x 0. mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso. digamos 225 0. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8. (Dica: há duas maneiras de resolver este problema. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m. Q = Q real x std Densidade Real = 0.120 rpm.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig.620 Q 15.07 kW. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada.200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa. para entregar 15.

5566 . Av.otam.400 Q 15. 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41. a resposta é a mesma em ambas as soluções.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa. obtemos: Fig. A potência exigida é de 5.280 m³/h.com. Bitencourt.000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18. Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm. Corrigindo-se a rotação pela densidade.88 = 1.88) = 7.Fax: (51) 3364.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5. no sistema de ventilação.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13.com. porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema.Mudança na Densidade 1.7 kW. aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante.280 x 454 = 38.Porto Alegre . tal como um filtro absoluto.1264 Caixa Postal 7056 . Francisco S. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1. 1501 Fone: (51) 3364.RS e-mail: comercial@otam.1 kW Como era de se esperar.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.12 .99 kW.55/(0.55 kW. de acordo com a Lei para Ventiladores 6.400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada. 13. Exemplo No.br 7-7 .CEP: 91150-010 . vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18.7 x 454 = 14. permanecer a mesma. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade.br www. 41. funcionando a 418 rpm e exigindo 14.

Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. normalmente. como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . P ht 7 6 kW . conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada. conforme o mencionado anteriormente. Geralmente. estas curvas são determinadas por testes de laboratório. Fig.Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1. as curvas de desempenho. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar).000 RPM & 1.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão. Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). A densidade do gás (r). 1.2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão. É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais. (AMCA). Por este motivo. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes. Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig. que raramente existem na prática. poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores. Q .1. são as obtidas sob condições ideais.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes. As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador. para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar. o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados.

sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers. 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples.Variações do Projeto . a resistência aumentará para 400 Pa. conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig. A Fig. serpentinas. Esta curva modifica-se. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa.Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . no entanto. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto.000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. dampers e dutos.Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema. ou seja. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. 3 . 4 . isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema.. Para sistemas fixos. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que. Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho. as serpentinas começam a condensar umidade. se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada. 2-5 Pe A Fig. Se Q for duplicado. etc. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. 2.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros. 2 . Por exemplo. considere um sistema trabalhando com 1. A curva de resistência do sistema (Fig. Tipicamente.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2. Ponto de Operação O ponto de operação (Fig. Portanto.000 = Q 1. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira. o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado. e não a falhas do ventilador ou do motor. a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q). Observe na Fig.

sobre um intervalo de vazões e pressões. Para qualquer ventilador. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig. Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). 2). Por exemplo. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável. quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. aerofólio e radiais. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema. mas. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo.1. pulsação ou bombeamento. uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. 3 como flutuação no volume de ar e na pressão. (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente). (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo. Nesta situação. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade.Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. ao contrário. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema. Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores. 3-5 . a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. 1. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida.2 . e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. Entretanto. um ventilador com instabilidade. O Fig. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. em maior ou menor grau.

4). Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo. a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão.Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . (Fig. no funcionamento em campo. (Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). os quais permitirão uma operação estável. o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas. Obviamente. com qualquer projeto de sistema de dutos razoável. 5). a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação. 5 . Por exemplo. 3 . Este ponto. varia para diferentes instalações do ventilador. uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. ou ambas no mesmo sistema. 4 . particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. Entretanto.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. Conseqüentemente. Neste caso. Fig.Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório.

5566 . Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. 1501 Fone: (51) 3364. A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente.Fax: (51) 3364. tamanho e velocidade de rotação. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada. Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente. Caso contrário. (Ver Fig. Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores.br www. Francisco S.RS e-mail: comercial@otam. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho.1264 Caixa Postal 7056 . é possível haver mais de um ponto de operação. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo. O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e.otam. são deixados nesta posição permanentemente.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas. pág. Fig. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto. Geralmente. 4) Para corrigir o problema.Porto Alegre . o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. 6 . Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo". Bitencourt. Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente. Sendo o desempenho levemente reduzido. A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão.br . Entretanto. o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam. Av. há uma curva de desempenho diferente correspondente. 5. Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig.com. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. isso poderá resultar em uma operação instável . O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. para cada posição do damper. uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável.com. 6. portanto. Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo. 6).Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.CEP: 91150-010 . A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores. isso raramente é feito.

A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos. a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal. Além disso. 1 . com rotor de pás radiais. As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. A extensão do vetor da velocidade periférica (R). 1-4 .Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . e um amplo intervalo de operação. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás. indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. 1). As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". embora algum escorregamento possa ocorrer. A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica.Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade. Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco). É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos. O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig.Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco . com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil). não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas. Examinandose a extensão relativa do vetor R. P Fig. os ventiladores sirocco.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática. Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos. Portanto. um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir. geralmente. 2). (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. conforme representado no diagrama.

de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco. Pe e Potência Absoluta 100 he. quando ocorre. quanto maior o ventilador. 4. 2 . Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. portanto a sobrecarga geralmente não é problema. eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. Conseqüentemente. Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio. O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. 3). Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. As desvantagens do ventilador Limit Load incluem. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade.Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. Geralmente. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. A magnitude da instabilidade.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado. 3 . Inerentemente. um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. em segundo lugar. A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. primeiramente. . uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig.

Pe e Potência Absorvida he.Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller. aproximadamente. Freqüentemente. Entretanto. 3-4 O ventilador tipo propeller (Fig. 4 . Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. de modo geral. o rendimento estático é reduzido para um máximo de. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. 6. Fig.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. Portanto. 5 . 7.Ventilador Centrífugo Tubular Fig. Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais. 6 . Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he. 5085% da vazão máxima em descarga livre. 7 . O intervalo de seleção. então. . entre sí. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador. O ar é.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig. sendo similares. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. 72% e o nível de ruído é aumentado. conforme ilustrado na Fig. tuboaxial e vaneaxial. Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares. o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa.

1264 Caixa Postal 7056 . Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. com os ventiladores axiais. Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável. Fig.RS e-mail: comercial@otam. Com ventiladores centrífugos. com rendimento total igual. (Fig. O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre).Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial. 10) Fig. Bitencourt. 9 . a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula). atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante. 1501 Fone: (51) 3364. Nos últimos anos. Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W.otam.s e a s características do ventilador. um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio.Fax: (51) 3364.Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av. 10 .BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que.CEP: 91150-010 . O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%.br www. e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig.com. As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos. é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r. Francisco S. quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático.br 4-4 .com. As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos.5566 . 8 .Porto Alegre . A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula).

centrífugo ou axial. normalmente baseadas em ar padrão. (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade. Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. A partir destas simulações. (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica. três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). particularmente correias em V versus acionamento direto. temperatura do ar. possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. e outras considerações terem sido estabelecidas. assim. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. operação em paralelo. (b) Condições de Serviço. O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". a vida esperada do ventilador. (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. tais como transporte de materiais. (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. a aplicação do ventilador. Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. ou ligeiramente à direita do mesmo. Após as exigências de espaço. tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. 1-5 . temperatura e umidade relativa. Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. na curva de desempenho. (2) Método de Seleção do Ar Equivalente . A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. intervalo de pressão. o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. Sempre que estas condições não forem especificadas. quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s). A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema.para obter o tamanho do ventilador. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar.

Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. a fim de se obter a potência operacional exigida. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado. atenuadores acústicos e isoladores de vibração. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. deve ser determinado. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. sua rotação e seu rendimento. que inclui todos os acessórios exigidos. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão. então. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores. se for o caso. 2-5 . os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. De fato. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas. m3/s P = pressão estática. a seleção lógica. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será. somente na descarga.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual. O custo inicial de cada ventilador. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. Em geral. Entretanto. Pa 0. Por outro lado.877 x N x Q P 0. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor. rpm Q = vazão do ar. É definido por: N s = 2. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. No entanto. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica.75 N = rotação do ventilador. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão.

1. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. por exemplo. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada. mais definitivo em aplicações de acionamento direto. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar. independentemente do tamanho ou rotação. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 .BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0. o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. necessariamente. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. aos produtos de qualquer fabricante em particular. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que.000472 m3/s. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento. onde a rotação é fixada pela velocidade do motor. a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar. encontram-se demonstrados na Fig. Estas variações são típicas e não se aplicam.Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. Se a rotação puder ser variada. 1. Fig. portanto. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. O critério de rotação específica é.

(Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. tipo de arranjo desejado. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica.75 kW. embora não essenciais.490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada). assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes. explosivo. Com freqüência. ainda. com redução de rotação apropriada. corrosivo ou possui sólidos arrastados. A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador. Preferivelmente. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0. (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1. então.75 kW. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco. Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. (a) Se acionamento direto for exigido. informações posteriores. outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. Além disso. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado. Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). Uma vez que o tipo tiver sido determinado. Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . em cada banda de oitava. (c) se aplicam.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . (b). Temperatura à qual (a). este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante.

Exemplos: tiragem induzida. isto é. (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries. foram executadas pelo usuário.1264 Caixa Postal 7056 .Fax: (51) 3364. exaustão de pintura com pistola. etc. a menos que haja alguma disposição em contrário. Se uma base de isolamento de vibração é exigida. detalhes do suprimento elétrico. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador.CEP: 91150-010 . (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes.com. Vida e tipo dos rolamentos. é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos.RS e-mail: comercial@otam. Bitencourt. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará.br 5-5 . Av. que todas as correções para densidade.Porto Alegre . necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Tipo dos Mancais.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador.5566 . 1501 Fone: (51) 3364. etc.com. o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores.br www. temperatura. Supõe-se. Se houver dúvida sobre quaisquer exigências.otam. se é de eixo horizontal ou vertical. Francisco S. (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento.

.Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre.Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração. 10 8 6 4 2 0 10 .As pás podem ter passo fixo.Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás.Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples. ou auto-limitante. depósitos e algumas instalações comerciais.O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor. . . .Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar.Considere a curva de potência.Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio. .Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio.Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento.Sistemas de exaustão de baixa pressão. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Fornece exaustão mecânica. . . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. curvados para trás e inclinados para trás. .A potência aumenta continuamente até a descarga livre. . . . .Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. tais como fornalhas residenciais.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. .Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio.POTÊNCIA . . .Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load. tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos. M .Para determinada capacidade.Baixo rendimento.É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte. 4 6 8 PRESSÃO .O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás.Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico. .POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica. onde a distribuição de ar a jusante não é crítica.Usado em algumas aplicações industriais. A seleção do motor deve levar isso em consideração.Tipo voluta.Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão.Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente. Evite operar o ventilador nesta região.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico. .Alta vazão. . depósitos e algumas instalações comerciais.Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial. . tais como estufas de secagem.Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica. cozinhas.POTÊNCIA .Padrão de descarga circular.Rendimento menor que o ventilador limit load. curvados para trás e inclinados para trás. . .Transferência de energia primária pela pressão de velocidade. . PRESSÃO . .A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. . portanto. com capacidade de pressão média. . .Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função.Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais. . . Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás. onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias. AXIAIS .Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. ajustável ou variável.Alta vazão.Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais.Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 . . .Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais. .A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança.Desempenho semelhante ao ventilador limit load. exceto pela vazão e pressão serem inferiores. . cozinhas. .Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa. portanto.Desempenho semelhante ao do ventilador limit load.Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno. .Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico. 5-6 . . . O rotor às vezes é revestido com material especial. ar formando redemoinhos.10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação. tais como galpões industriais.POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO .Semelhante ao ventilador aerofólio. . . . .10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação.O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia. . .|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre).POTÊNCIA .Fornece exaustão mecânica. . .POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R . PRESSÃO .Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre).Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão.Normalmente operado sem conexão a um duto. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta.Anel circular simples. Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão. sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado. . cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos.Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa.A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. . em direção a descarga livre.Padrão de descarga circular formando redemoinhos. . apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos.Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática.Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico. . Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. .Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°. alta ou média pressão. 10 10 8 6 4 .Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller. APLICAÇÕES . opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. .Normalmente. rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno.Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos. PROJETO DO ROTOR . uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência. Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . . .Normalmente operado sem conexão a um duto.Utilizado para aplicações de renovação de ar. .Possui boa distribuição de ar à jusante. 2 0 10 PRESSÃO .Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio. ventilação e ar condicionado em geral.Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA .POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO .Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente. porém isso normalmente não causa problemas.Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico. .Aplicações de aquecimento. exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa.O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo. . .Possui fluxo de ar em linha reta.Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio. mas com capacidade de pressão muito baixa. cozinhas.A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica.Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos. as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. . .Não é comum para aplicações HVAC.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 .POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO .As mesmas aplicações de aquecimento. depósitos e algumas instalações comerciais. a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor. ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio. 10 8 10 8 6 4 . . . PRESSÃO . exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores. Evite operar o ventilador nesta região. .POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) . PRESSÃO . . exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior. média e alta. 2 0 10 PRESSÃO .Limitado às aplicações de baixa pressão. CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO . . .Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás.Sistemas de exaustão de baixa pressão.Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador.POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO . . cozinhas. Estas vazões também apresentam características de pressão boas. . .Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio. .A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área.Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador. . placa de orifício ou Venturi. . . depósitos e algumas instalações comerciais. . . .Características de alta pressão com capacidade de vazão média. . B .Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. .A carcaça normal não é usada.A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico. tais como galpões industriais. . . A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico.

Devido à variedade infinita das condições de aspiração. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração. Fig. com freqüência seriamente. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. 2. o redemoinho sempre reduz o rendimento. Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais. os valores de desempenho catalogados. a pressão e a potência são menores do que o esperado. Em ambos os casos. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. Entretanto. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior. (b) Redemoinho ou vorticidade. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem. Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. Por este motivo. ou vorticidade. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador.sem veios. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. em cada instalação de ventilador. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . conforme graficamente representado na Fig. 1-7 .

causando redemoinho na aspiração do ventilador. estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum. 2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior. estabelece-se um desequilíbrio. Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig.

ou num duto com flanges.Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0.05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. Quando o duto termina bruscamente. e numa área de mais baixa velocidade. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. Em alguns casos. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. 5). Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro. Sob certas condições. Por exemplo. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador. que empregam pás de guia variáveis na aspiração. Nestes casos. assim sendo. 4 . com um aumento correspondente na potência absorvida. com um diâmetro maior. 3 . Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. para corrigir a situação.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig.4). Em algumas aplicações. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%. montadas no bocal. uma perda na pressão estática será imposta. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas.9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0.Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . através de uma parede. Fig. 3). As pás de guia na aspiração. Instalações de ventiladores. o duto termina bruscamente (Ver Fig. Ocasionalmente. Em todos esses casos. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. Quando o duto termina num plenum. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. através de uma parede.5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. ou um duto com flanges.

anexos à descarga. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. da quantidade e do tipo de correias. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. Conseqüentemente. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador. parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. o que resulta em vórtices de descarga de ar. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. com objetivo de avaliação de desempenho. Basicamente. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. derivados destas condições de descarga ideais. Fig. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. na estação de medição. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. . Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. de área constante. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. portanto. a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. conseqüentemente. são mensuráveis.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. Além disso. Perdas nas correias são uma função da tensão. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. de natureza espiral e não-uniforme. Infelizmente. isto deve ser levado em consideração. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é. incluindo um endireitador de fluxo. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. num arranjo sem mancal na aspiração. com freqüência. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. Como resultado. o fluxo será muito uniforme. 5 .

através disso. 6 . Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. os danos aos filtros. A perda de descarga será. Quando dutos de descarga retos são usados. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. especialmente do tipo manga.5 mmca. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. Pobre Correto 15ºmax.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. além das perdas já citadas. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. consideravelmente reduzida. Preferivelmente.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. imediatamente na saída de descarga do ventilador. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. então. então. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. Teoricamente. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. . ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. Por esta razão. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. A adição de um duto curto de descarga.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. resultarão numa perda menor. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. (Fig. Infelizmente. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. como fazem em muitos sistemas de ventilação. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. 6) Fig. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. obter uma recuperação estática ou. criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga. se isto não for possível. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. Entretanto.

a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. 7 mostra uma ilustração das quatro posições). Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme. 7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. assume-se uma perda igual a 0. a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração. consequentemente. (Fig. Assume-se uma perda igual a 0.25 x velocidade de descarga do ventilador. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva.Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 . tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. assume-se uma perda igual a 1. Para a posição D. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva. Esta posição é a mais desfavorável das quatro.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. Estes fatores de perda são somente aproximados. não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração.5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. Se o fluxo fosse uniforme.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. Para a posição A. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva. Assume-se uma perda igual a 0. a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva. Para a posição B. Para a posição C. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto. tal curva teria uma perda de pressão de 0. uma perda adicional é introduzida. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições. Deveria ser usada sempre que possível. Isto resultará na menor perda das quatro posições. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. Fig. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. Nestes ventiladores. Conseqüentemente. sem qualquer espiral.

Deveria haver um duto reto de 1.5566 .com. A Fig.1264 Caixa Postal 7056 .br 7-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes". 1501 Fone: (51) 3364. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum. 8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max. 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada. 30º em cada lado.otam. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos. Ventiladores de gabinete. Francisco S. Fig.br www.RS e-mail: comercial@otam. Bitencourt. com um ângulo de convergência de. Av. possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada. a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo.com. e as perdas já explicadas são então usadas.Porto Alegre .CEP: 91150-010 .Fax: (51) 3364. com freqüência.5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição. no máximo.

que não a nominal básica. fissuras. é evidente.000 horas possui uma vida L50 de 240.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto.33 0. T = cv x 1. Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. multiplicando-se a vida L10 por 4. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos.44 0.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. L10. Por exemplo. venha a atingir ou exceder. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia. 1-2 . como segue: p L10h= 16. Isto é chamado de vida nominal básica. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste. portanto. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação. isto é. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação. É calculada. Uma definição mais clara do termo "vida" é. N p = expoente de vida. rpm C = índice de carga dinâmica básica. um rolamento com uma L10 de 60. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica. rpm P = potência instalada.62 0. mm S = carga máxima do rolamento. onde: L10h= 16. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. etc. aparentemente idênticos. o termo "vida média" ou L50 é usado. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO. W D = diâmetro da polia.000 horas. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver.21 Ocasionalmente.53 0. Para rolamentos operando em uma rotação constante. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento.

5566 . P = 30kW Rotação.I Potência instalada. Av.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.700 N (1) Velocidade angular.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo.3 x 1.3 (3) Carga Dinâmica da polia. S = T x 2 = 1.667 x C ³ = 16. cv = P = 30.Porto Alegre . Francisco S. w = 2p n = 2p 700=73. Bitencourt.667 x 52. C = 52. T = cv 1.3 CL.700 3 =72. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida.3 Nm w 73.378 horas n S 700 3. L10h =16.819 x 2 = 3.com. D = 450 mm Tipo de rolamento. Tipo de ventilador =RSD 800 arr.RS e-mail: comercial@otam.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações. 1501 Fone: (51) 3364.Fax: (51) 3364.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.br www. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento.638 N (5) Horas de Operação.000 = 409.000 = 409.com.CEP: 91150-010 .br 2-2 .otam.1264 Caixa Postal 7056 . determine a vida do rolamento.

telas e grelhas. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. Aqui a resistência do sistema será constante. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. 1. a resistência do sistema (i. Esta curva é chamada de curva característica do sistema. No entanto. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K . haverá um ponto de intersecção das duas curvas. o ponto de operação. Fig. será bastante elevada para o ferro em fusão). venezianas. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. portanto. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. serpentinas de aquecimento e resfriamento. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto. Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. Este será. Esses elementos podem ser dutos. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente.. Deste ponto em diante. com o volume de ar atravessando o sistema. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. portanto. dampers. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. curvas. 2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão. transições de expansão ou convergentes. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. bocais. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. em cada ponto de vazão de ar. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. A Fig. 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. No entanto. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências. Isso encontra-se ilustrado na Fig. quando obstruído. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. as bolhas fluirão. independentemente do volume de ar.e.

a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante. a eficiência do filtro melhora. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. Para ar padrão. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar.020 m/s. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar. é de aproximadamente 2100. são necessários ventiladores centrífugos. Fig.305 m Re = (1. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas. arroz. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. soja. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento). Ns/m² Para o ar padrão. À parte essa exceção. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade. a característica do sistema continua sendo uma linha reta. os ventiladores axiais podem ser usados. Para pressões menores. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó.22)(0. O valor do Número de Reynolds correspondente. No entanto. aproximadamente seis vezes o valor de 0. 3. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam. Como resultado da área grande. m m = viscosidade do ar. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. Pode variar de 750-5000 Pa. o início de um fluxo ligeiramente turbulento.305) 1. À medida que os filtros ficam tapados pelo pó.015 a 0. a característica do sistema é uma linha reta horizontal. porém. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa. m/s D = diâmetro do duto. que podem ter de 4 a 25 m de altura. eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa.015 a 0.015)(0.5 2-3 . r = 1. então.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. aproximadamente 0. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. qualquer que seja a pressão estática. em kg/m³ V = velocidade média do ar. porém. para pressões mais altas. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague. conforme mostra a Fig. Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar. tais como milho.82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0.22 kg/m² e m = 1. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar. numa câmara de filtragem. Com esse objetivo. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem. independentemente da velocidade do ar.1 m/s.

Tabela 1.100 9. A constante K determina o declive da curva. Fig. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0. para fluxo ligeiramente turbulento.3)2 = 59 Pa. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento. a velocidade do ar será de V = 4. 4.96/1. O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0. como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem. A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig.0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa.0195 L Pd D é proporcional a (Q)².4015 = 9. como mostra a Fig. os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada.Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1. o que é normal em sistemas de ventilação. este é um fluxo definitivamente turbulento. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito.0/0. um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4. 4 Característica do ventilador e característica do sistema. Se um ponto da característica do sistema for conhecido. a curva fica mais íngreme. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação. Por exemplo. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas). como mostra a Fig. como os usados em prédios.960 307 2100 477000 3-3 . conseqüentemente.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9. 5. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0. Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo).4015m².015 0.

portanto. quando feita de forma correta.. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo.0 para valor de balanceamento. é necessária para detectar. por sua vez. Referindo-nos à Fig. eixo.). Torna-se. As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. Vide Fig. localizar e medir o desbalanceamento.3 mm/s) para balancear os rotores. nunca pelo balanceamento em si. 1. F. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. em um ponto em particular. sua extremidade descrevendo um círculo. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual. Esta vibração induzida. ou máquina de balancear. 3. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora. buchas. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. Esta excentricidade. considere um disco com raio. age sobre me e é transmitida para o eixo. Usando a recomendação ISO G4. e essa mudança. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6. etc.000) 1-3 . R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g). e = me . As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado. Por exemplo. eixos. R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. Vide Fig. irá equilibrar o rotor. está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo. uma força centrífuga. Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. Este deslocamento é chamado de excentricidade. pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. polia. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. reduzindo substancialmente sua vida útil. torna-se necessária uma tolerância para balancear. pequeno. e (mm). Quando o disco está em movimento de rotação. O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre. ao redor de sua posição normal. 2. eT em mm e para a velocidade de rotação.3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. etc. engrenagens.

1 kg Raio da polia.000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual. 2 2-3 .BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados. Rotação.1 = 2. determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual. R = 152mm Grau de balanceamento. Fig.66g R 152 Fig. 1 Posição de Repouso F E Portanto. R m => me = e . m = 50 x 8. p e = me .0 00) 800/1. me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1. n = 800rpm Massa da polia.66 g para esta polia. m = 8. a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia).

Av.1264 Caixa Postal 7056 . 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor. U per/m = e per em g.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig. 50 3 G 20 2. expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação. 5 10 G 1 5 G 0.com.5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA .Fax: (51) 3364.com. Francisco S. em micrometros.otam.mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa. para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.Porto Alegre .5566 .5 0.br 3-3 . e per .1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0. 1501 Fone: (51) 3364.br www.CEP: 91150-010 .2 0.RS e-mail: comercial@otam. 4 2 1 0. Bitencourt.

Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima. construção e aplicações. nas bandas de oitava. baseado no nível de potência sonora específica. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C.Pá radial. para vários ventiladores. O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). em parte. o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. 1-3 . veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12.Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. Entretanto. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. sob condições de teste aprovadas. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. por quaisquer motivos. Para registrar esta freqüência de passagem da pá.Curvado para frente . ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. Tabela 1. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. realizando determinado trabalho. Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum. O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica. a Tabela 1 pode ser usada. curvado para trás ou inclinado para trás . do tipo de ventilador. poderão ser estimados através do seguinte procedimento.Aerofólio. Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador. vazão de ar (Q). ou próximo do. Se. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. A geração de potência sonora de um determinado ventilador. Se este catálogo não estiver disponível. deverá atender essa situação. os níveis de potência sonora. pressão total (Pt) e rendimento (h). as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador. e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais. conforme mostra a tabela 3.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw). é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. e a força desse tom depende.

conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair. para o ponto de operação do ventilador. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm.9m < 0. quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB. com rendimento estático de 56%. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador. Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 . quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249.9m Todos > 1m 1m a 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 .Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar. curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0. m³/s (cfm) 0. HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio.Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava.15 m³/s a 750 Pa.000472.5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 .5m < 0.

Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava.1264 Caixa Postal 7056 . de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 .Fax: (51) 3364.5566 . Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90.8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz. Combine todos os quatro passos.5 70. De acordo com os dados de desempenho no catálogo.44 + 9. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25.com.RS e-mail: comercial@otam.5 76.otam.8 dB(A) ( ) ( ) 4. Francisco S.2 Potência Sonora 85.3 De acordo com a Tabela 3.000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39. 1501 Fone: (51) 3364. C = 0. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão.Porto Alegre .5 79.CEP: 91150-010 . como mostra a Tabela 4. este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente. = > Lw (linear) = 98.5 500 33 49 2 0 84 -3. Bitencourt. Av.2 dB = > LwA = 85.57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no.15 ( 0.br www. Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico.5 125 43 49 0 92 -15.br 3-3 .com.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98.5 250 39 49 0 88 -8.

1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 . com freqüência. enquanto outros têm exigências de pressão variável. A fim de acomodar estas variações. tanto a vazão quanto a pressão são alterados. tais como sistemas de volume de ar variável. A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. durante a operação. alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação.

Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. Portanto. em aplicações de pressão média e baixa. a área dos dampers fica relativamente pequena. uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. Devido a essa segunda desvantagem. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. ao todo. A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. Em segundo lugar. 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. Normalmente. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. Assim. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. A Fig. Entretanto. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. reciprocamente. Entretanto. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. Portanto. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. automaticamente. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo". . Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. Portanto. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. não é recomendado para modulação de capacidade. O rendimento é reduzido. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. conforme indica o gráfico ao lado. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. Primeiro. Se os dampers forem usados para regular o sistema.

com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. Portanto. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. em longos períodos de tempo. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração. em tais ventiladores grandes. embora chamados de registros. Para ventiladores muito pequenos. Além disso. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%. aproximadamente. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas. Segundo. A construção do registro. uma redução na vazão. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. Portanto. A magnitude desta economia é geralmente de. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. a redução de capacidade é substancial. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. Por outro lado. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. já que a economia de potência gerada. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. 2 .BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. . Com aplicações de acionamento por correia. a potência absorvida também aumenta. Na verdade. na pressão estática e na potência absorvida. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. Primeiro. Independentemente dessa economia. Porém. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. como conseqüência. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. os quais são providos de acionamento direto. para cada posição do registro. Como as pás do registro são moduladas. A vorticidade resultante tem.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. isto não apresenta nenhum problema em particular. 20 a 30 %. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. com ventiladores muito grandes.

Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador. Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. Uma vez que o ventilador axial deve. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação. uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita.br 4-4 . Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo.RS e-mail: comercial@otam.3%.Fax: (51) 3364. mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática. Em ventiladores acionados por correia. incluindo: motores de multivelocidade. Av. transmissões hidráulicas. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V. Uma vez que os dados de teste são limitados. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. ter algum tratamento acústico. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante.5566 . todavia. redutores mecânicos de velocidade. Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida. uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado. 1501 Fone: (51) 3364.br www. Francisco S. maior será o custo. geralmente. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total. Terceiro. Por isso. se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas. Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles. Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras.1264 Caixa Postal 7056 . o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação.com.otam. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo.com. e aos níveis de ruído resultantes. Em unidades com acionamento direto.Porto Alegre . Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. até mesmo em uma posição totalmente aberto. Antes de se usar um registro radial. à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração.CEP: 91150-010 . para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv. dependendo da seleção original. Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador. Bitencourt. Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência).

dois mancais com motor montado do lado de dentro da base. Rotor em balanço. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. 3. ARR. Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. 1-7 . ARR. ARR.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta. ARR. ARR.3 SWSI Para acionamento por correias. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K).1 SWSI Para acionamento por correias. Rotor em balanço.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica.2 SWSI Para acionamento por correias. ARR.4 SWSI Para acionamento direto. Rotor em balanço montado no eixo do motor. ARR. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. Rotor em balanço.10 SWSI Para acionamento por correias. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor. Nenhum mancal no ventilador. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. ARR. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador.9 SWSI Para acionamento por correias. dois mancais com motor montado do lado de fora da base.8 SWSI .BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral. Dois mancais ou mancal monobloco na base.3 DWDI Para acionamento por correias. Rotor em balanço.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta. ARR.

ARR. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Carcaça auto-portante. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. Rotor em balanço. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Caixa de aspiração pode ser auto-portante. Rotor em balanço. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. 3. dois mancais ou mancal monobloco na base. Carcaça auto-portante. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. Carcaça auto-portante.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. ARR. ARR. Caixa de aspiração pode ser autoportante. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. ARR. Carcaça auto-portante.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor. ARR.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. 2-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR.

Motor montado dentro da carcaça. e as fixações de motor 45. Para descarga horizontal e vertical. parede ou invertidos instalados no teto. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. 90. A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação. suportes. suportes para instalação no piso ou ambos. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. Descarga horizontal. Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. Para descarga horizontal e vertical. etc. Geralmente. Motor montado independente da carcaça. são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. portas de inspeção. Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente.. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. 180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. na parede ou no teto. as fixações de motor 135. As posições dos motores. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 . Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas.

Rotor em balanço. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos. ARR.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. Rotor em balanço. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice. Dois mancais sobre suportes internos. ARR. Motor sobre suportes internos.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta. Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais. Equivalente ao arr. DOIS ESTÁGIOS ARR.3 Para acionamento por correias ou conexão direta. Rotor em balanço montado no eixo do motor. Acionamento pela aspiração. Nenhum mancal no ventilador. ARR. ARR.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias. 3 mais base comum para o motor. 1 mais base comum para o motor.7 Para acionamento por correias ou conexão direta. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto. Motor na carcaça ou na base comum. ARR.4 ARR4. Acionamento através da carenagem das correias. 4-7 .1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica. Equivalente ao arr.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1.

3. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. 4. Em ventiladores de simples aspiração. conforme a necessidade. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. 2. 5-7 . o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador. O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. 5.

BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. conforme o caso. e designando-se as posições do motor com as letras W. 6-7 . Y ou Z. X.

Bitencourt.Porto Alegre .com.RS e-mail: comercial@otam. As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos.br 7-7 . OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 2.Fax: (51) 3364.CEP: 91150-010 . A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR.br www.com. como mostra a ilustração. Francisco S. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior. 3. Av.5566 . 4. 1501 Fone: (51) 3364. e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário. A linha de referência é o eixo do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1.1264 Caixa Postal 7056 .otam.

A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2. kg módulo de elasticidade.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude. Em geral.3) A W W A L dst2=WA(3L² . as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley.B²)³ ² 9 3 EIL 2. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto. O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão. kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64. mesmo na ausência de carga externa. Rotação Crítica. sofre flexão durante a rotação. da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo. m . que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2.1) L dst1= 5wL³ 384EI 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo.4) L Q 1. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica. 2. que é a velocidade crítica de rotação. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário.2) A W B L dst2=WB(L² . de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal. dst. Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima. é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga. a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural. do comprimento do eixo.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo. kg massa do rotor. conhecida como Rotação Crítica. m4 comprimento do eixo. Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração.

85 x 10-9 19.20 30.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2.29 x 10-9 306.000319 m Diâmetro do eixo.37)³ = 384(200x10 8 )(125.4(0. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . 1 (b) Dadas as seguintes especificações.51 7.37)² 24(200x10 8)(125.20 Exemplo No.52)(1. D Massa do rotor.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0. L Cota A Momento de inércia.87 13.205)²] = 7.66x10-9) =0.000139 = 0.99 9.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.00 15.37 x 9.17 x 10-9 1178. W Comprimento do eixo.3 .5(0.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.1 5(13.52 kg (ver Tab.18 x 10-9 636.37 m = 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7.76 x 10-9 73.40 18.47 3.70 22.00018 + 0. w = 40 mm = 7.5 kg = 1.87 =13. a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0. E Massa do eixo.75 = 1256rpm 2-4 .66 x 10-9 201.4A²) 24EI Ver figura 2.205)[3(1.85 5.17 x 10-9 39.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.81 =30 p 0.205 m = 125.000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1.79 x 10-9 449.66 x 10-9 125. I Módulo de elasticidade.66x10 -9) =0. encontre a rotação crítica.

197)²] = 5.000216 =2.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No.000109 + 0.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%. E = 35mm = 5. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.114)² 24(200x10 8 )(73. D Massa do rotor. sendo um lado do mancal em balanço.534m = 4.035 x 0.000107 = 0. I Módulo de elasticidade.4A²) 24EI .4(0.197m = 1. W Momento de inércia.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo.66x10-9) =0.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.000055 m 3-4 .66x10-9) =0.114m = 8.40(0.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4.66x10-9) =0.4kg = 73. w (a) = 0.5215m = 0. w (a) L = 0.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . a rotação máxima de operação seria de: 2.114)³ = 384(200x10 8 )(73.9)(1.197)[3(1.27(0. (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.81 =30 p 0.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.534)³ 8(200x10 8 )(73.

RS e-mail: comercial@otam. 1501 Fone: (51) 3364.com.1264 Caixa Postal 7056 .Fax: (51) 3364.035 rpm =1.000173 = 0. isto é. que é = 1.000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.otam.485 rpm.5566 .485 rpm Portanto. a rotação máxima de operação seria de: 1.br www.980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5.5215)³ = 3(200x10 8 )(73. Francisco S.br 4-4 .Porto Alegre .485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2.81 =30 p 0.000228 =1.526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.75 = 1.000055 + 0. a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço. Av. a menor rotação obtida. Bitencourt.980 rpm =1.CEP: 91150-010 .66x10-9) =0.4(0.com.980 x 0. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.000228 m =1.

tamanhos de carcaça. JFP . Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 . que não serão apresentados aqui. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . e outras variáveis devem ser levadas em consideração. portanto. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico. etc. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque. Equação do Torque de Partida Torna-se. necessário calcular o torque de partida do ventilador. conforme representado na Fig.10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia.81 m/s²) (2) T estruturas. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor. ele possui um torque relativamente alto. ele varia de acordo com fabricantes diferentes. a temperatura.. caindo novamente. Para o tempo real de partida. o tipo e a quantidade de lubrificante. também conhecido como o momento da força. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor.5 vezes o torque de plena carga. Durante o período de partida. porque a freqüência de partidas. no qual a força está agindo. Quando o motor dá a partida. rad/s² g= aceleração por gravidade (9. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e. sobe para o torque máximo. é necessária uma série de outros cálculos. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. número de pólos e custo do motor. sem exceder suas limitações de projeto.5 a 2. então. 1. kgm² a= aceleração angular. é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. geralmente de 1.

J FP = m x R² = 12.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.19 kgm² = 30.31) x 808 + 0.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência.19 1455 ( ( ( ( = 8. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular.81 .125² 2 2 =0. m = raio interno do rotor/polia. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor. w = 2pn M = 2p(1455) = 152. kg = raio externo do rotor/polia. JM Torque de partida do motor. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador. s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70. rpm tS =tempo de partida do motor.44 kgm² (5) Velocidade angular. J MP = m x R² = 5.4 kgm² (4) Momento de inércia total.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor. selecione um ventilador adequado. rpm nM =velocidade de rotação do motor.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia. nF = 747 rpm potência absorvida = 17.000 m3/h e pressão estática 450 Pa. a = w/t S= 152.44 x 38.5 x 0.255² 2 2 =0.1rad/s² (7) Torque de partida. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.4/4 = 38.8 kgfm g 9.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular. m =momento de inércia da polia do ventilador.1 = 32.1 kg = 250 mm = 5. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0.04 + 0.1 x 0.9 kgfm = 450 mm = 12.3 + 0. kgm² JM =momento de inércia do motor. JF = PD² = 105 = 26. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador. Ts = J x a = 8.

4 kgfm Ts = J x a = g 9. w = 2pn M = 2p(965) = 101. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação. Bitencourt.br 3-3 .124 + 0.488 kgm² = 46.CEP: 91150-010 . Av.5566 . OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.br www.3 + 0.com. 17.Porto Alegre .8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor. o motor de 4 pólos não é adequado para este caso.RS e-mail: comercial@otam. J FP = m x R² = 12. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. J MP = m x R² = 7.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.81 Uma vez calculado Ts < TM .62 kgfm = 450 mm = 12. 1501 Fone: (51) 3364.12 kgm² Torque de partida.488 965 ( ( ( ( = 17.255² 2 2 =0. Uma vez calculado Ts >TM.1/5 = 20. JF = PD² = 105 = 26.1 x 0.otam. Francisco S.1264 Caixa Postal 7056 . a = w/t S = 101.8 x 0.31) x 761 + 0.178² 2 2 =0.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0.16 x 20.Fax: (51) 3364.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.1 kg = 335 mm = 7.22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador.com. (4)Momento de inércia total. JM Torque de partida do motor.22 = 35.

Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual.000. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente. uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento. Pode ser expressa em W/m².0001 0. No entanto. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz.0000001 dB (W W ( 0 onde po.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado.000001 0. o nível de pressão sonora. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora.000 100 10 1 0. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância.00001 0. energia. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência. O nível de pressão sonora é proporcional. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento. Quanto mais longe da fonte. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado.001 0. Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. gritando (média) Escritório Voz. não pode ser medida diretamente. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 .01 0. . O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados. é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns. pode ser medido. em campo livre. porém. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis. menos energia por unidade de área.000 10.1 0. a pressão sonora de referência.000 100. em determinada localização. Pode ser expressa em Watts ou em decibéis.

respectivamente. i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. 84 e 89 dB quando operados individualmente. 75 e 73 dB. porém menos acurado. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. permita que LP1. Obviamente.. o nível sonoro combinado não é de 140 dB. O decibel representa um décimo de um bel.. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes. Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81.5 2 1. se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. para combinação de níveis de decibéis. 1 em 6. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747.75 dB = 6 dB.5 1 0. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. a curva passa pela ordenada de 1 dB. [ [ Fig. Por exemplo.Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. 1. t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P . em alguns casos.6 + 10 8. conforme ilustra o exemplo seguinte.4 + 10 ( 2 . Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem. LP2. ( n L P . utiliza o gráfico apresentado na Fig. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou. 75.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência. Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P . Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis. como vimos no exemplo anterior.5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB. O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. a determinada distância. o nível combinado seria 82 dB. é o nível combinado.1. elas não podem ser somadas algebricamente. Lpt L P . Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar. níveis de ruído de 86. o nível de potência sonora. De acordo com a Fig. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total.10 . LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo. Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares. . LP3.. também produzindo um nível sonoro de 70 dB.9 89/10 ( 8. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. 81 dB e 75 dB.

Um outro erro que freqüentemente ocorre. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora.8 dB. 5 83.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros.2 (-1) (+ 2. Existem alguns "truques" para economizar tempo. Para este caso especial. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. A Fig. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1. na faixa de 2000Hz é de 96. e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. Quando dois níveis são iguais. 75 dB e 73 dB. LWt de n níveis de potência sonora é: L W .10 ( n L W. 1. sua soma é apenas 3 dB maior. 1.5 dB. Portanto.5 dB. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área.77 dB = 5 dB. de acordo com o gráfico da Fig. e 2500 Hz eram. t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1. o gráfico apresentado na Fig. uma análise da banda de oitava seria obtida. para combinar. Fig. e o nível na banda de oitava total. 4 pode ser muito útil. respectivamente. Agora temos os níveis combinados resultantes. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. que. A diferença = 82 dB. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. Torna-se óbvio.6 ) 96.5 db 77 A partir deste exemplo. 3 . Esta é uma exigência comum em controle de ruído. 3. 2 . de acordo com o gráfico. 1. Assim. 2 94. no controle de ruído. 82 dB e 77 dB. Lpt. a contribuição do nível menor é inferior a 0. 90. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava. 3. A partir do gráfico na Fig. De modo semelhante. Na maioria dos problemas de controle de ruído. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva. sobre as freqüências centrais de banda de oitava. de acordo com o exemplo precedente.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par.5 dB. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total. os níveis são combinados de acordo com a Fig.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. . a diferença é 2 dB e. em grupos de três. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais.5 dB = 83. 2000. estão inseridos como mneumônicos. Considere o seguinte exemplo. 82 dB + 1. de acordo com a Fig. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. 92 e 93 dB. 75 dB + 2 dB = 77 dB.

portanto. 4 . para fins de análise. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada.8 dB. 4. de acordo com a Fig. Exemplo No teto de uma "sala limpa".8 dB Alternativamente.8 dB para 6 ventiladores. o nível de incremento é de 7.8 = 88. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz. 4. De acordo com a Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig. 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB . A Fig. A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB. de 707 a 1414 Hz. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava. A Fig.8 dB. 4. ou seja. o nível combinado = 75 + 13. 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava. engenheiros acústicos concordam. é de 6 dB.8 dB = 82. 2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig. 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência. Devido ao amplo intervalo de variação. aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional. o aumento. 4 . Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência. por exemplo. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores.8 dB + 6 dB = 88. 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência.10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias. ou o espectro. o nível combinado = 75 dB + 7. . 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores. 82.

Hz Largura de Banda. Hz Largura de Banda.1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Freqüência Inferior.6 .0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig. Hz Freqüência Inferior.11 . Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig.0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 . Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Freqüência Superior.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.1984 e S1. Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1. Hz Freqüência Inferior. Hz Largura de Banda. 5b .Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2. Hz Freqüência Superior.10 . Hz Freqüência Superior. 5a .

Escala de ponderação E . as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média. C e D. uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora. determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava.10 . A Fig.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta. e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados. porém.Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 . Escala de Ponderação de Freqüência Por definição. Fig. com base na energia. B. como uma função da freqüência. As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros. 6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz.para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião.é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL). Escalas de ponderação comuns são A. Escala de ponderação A . que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores. 6 . Escala de ponderação C . apresentam aplicações bastante limitadas e especiais. Certamente. Escala de ponderação B .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos. Escala de ponderação D .

a dependência do nível de potência sonora.2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente.20log 10 (20) . As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas. O nível de pressão sonora é.20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) . Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora. O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade. e a grande variedade de superfícies de reflexão.11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo. Se medirmos o nível de pressão sonora LP.2 = 20log10 (r2 ) .11 dB dB Fig.20log 10 (r) . 73 dB a 20m.2 = L P. ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro. 7 .1 . Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W .26 . a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante. cujo nível de potência sonora LW é 110 dB.L P.20log 10 (r) .1 em r1.20log 10 20 5 = 98 . obtemos: L P.20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma.Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual. Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase.1 e LP.12 = 86 dB ( ) = 110 . que não pode ser medida.20log 10 (r1) .2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial.11 = 73 dB 7 . deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som.2= L W . L P. A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente. 7. podemos calcular o nível de pressão sonora LP. LP é dado por: L P = L W . A pressão sonora em r1 e r2 é: L P. Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB. então.11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo. conforme mostrado na Fig. Em sua forma mais elementar. o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica. especialmente nos ambientes industriais e públicos. é eliminada.20log 10 (r2) .1= L W . A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP. está pendurada livremente ao ar livre. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante.10 .1 . Exemplo Uma pequena fonte.11 = 110 .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A.11 L P.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
8 - 10

dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
9 - 10

Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
10 - 10

BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

São aplicados em sistemas de aquecimento. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. ventilador. Os centrífugos. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. quanto ao projeto do rotor. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. centrais O de ar-condiconado. grelhas. axiais e construções especiais (AMCA 201. 1990). Aplicados a sistemas de aquecimento. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. saída do sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. dispositivos de condicionamento. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo. etc. a perda de carga resultante também mudará. ventilação e ar-condiconado. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. fornalhas domésticas. Também usados em aplicações industriais como fornos. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. cabines de pintura e exaustão de gases. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. filtros. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão.. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. média e alta pressão. possui as mesmas aplicações. Se a vazão for mudada. Normalmente de construção leve e de baixo custo.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". ventilação e ar-condicionado de baixa. Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. ventiladores. A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. Aplicados em sistemas de aquecimento. sistema de distribuição. Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos. registros. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. é capaz de desenvolver mais pressão. dispositivo de condicionamento.. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. dispositivo de controle. Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller. Ex. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais.

Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1. e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador. Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas. Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas. A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC . Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo. e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções. ou perda de carga.2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista.. Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida.80 PONTO 3 DE PROJETO . Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema". espera-se que tendo o ventilador bem selecionado. de acordo com a expressão acima é uma parábola. Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema. .60 . As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida. nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2).Q Fig.40 . caixas de mistura. o sistema operará na vazão de projeto. existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto.1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema.20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . através de registros. 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . etc.Q Fig.100 .. a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida. . se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto.

A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. Entretanto podemos afirmar que são necessários. que é usada para teste de ventiladores. Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. Outros dispositivos como endireitadores de fluxo.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. Como se sabe. ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. não é uniforme. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). ao efeito das condições do sistema. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. já citada. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. muito diferentes daquelas do projeto. registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. Infelizmente. a aspiração do ventilador é mais sensível. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. Curvas na Descarga. Entretanto. Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. tanto axial como centrífugo. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes. 1990).08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema. o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador. A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. Os valores publicados. dois e meio diâmetros. 1995). Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. que a descarga. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. . A norma AMCA 210. No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. 1990). no mínimo. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. Outras Considerações quanto à Descarga. Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação.

por exemplo). EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. em muitos casos. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2. Outras Considerações quanto à Aspiração. resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série. Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. estruturas. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. mas num grande aumento da potência consumida. porém. Obstruções na aspiração. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. ou muito próximas dela. formando. como paredes nas proximidades. Na prática. etc. . tubulações. e deve-se calcular a nova potência consumida. Vortex na Aspiração. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. Uma contra-rotação do ar.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração.. A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador.. pois podem apresentar funcionamento instável. ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. fornecendo menos vazão que o previsto. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. fornecendo mais vazão que o desejado. também devem ser levadas em consideração. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. e também de investimento num motor maior que o necessário. O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. telas. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. colunas. 1990). haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). não devem ser selecionados nesta região. Ventiladores Operando em Paralelo. na aspiração do ventilador. Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. produzirão fluxos nãouniformes. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão. Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. um vortex na aspiração. quando a perda de carga do sistema é subestimada. A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). que variará com o cubo do aumento de rotação. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar. Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. na mesma direção que a rotação do ventilador. Uma rotação do ar.

Av.6364 www.br MT .com.001/2003 .Porto Alegre/RS . Bitencourt. 1501 .Fone: (55 51) 3349.Fax: (55 51) 3349.CEP 91150-010 .6363 . Francisco S.otam.

aumento do nível de ruído. e todas as alternativas devem ser estudadas.otam..Fax: (51) 3364.3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema. Illinois. O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.. Fans and Systems. Como foi visto. Francisco S. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável. funcionamento instável do ventilador. Publication 200-95. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema. em comparação com a real.1264 Caixa Postal 7056 . caso seja contestado. pela já citada norma AMCA 210. 1995. System Effects. Williamson. Air Movement and Control Association. PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig. 1990. diminuição da capacidade do sistema..com.5566 .com.br 6-6 . CONCLUSÃO Para estarmos certos. Bitencourt.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico). AMCA Paper 2337-97. 1997.RS e-mail: comercial@otam. Inc. vibrações. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. Em razão destes fatos. Inc. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador. podem ocorrer. Publication 201-90. devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema. O desempenho do ventilador. Av.. pode ser verificado no laboratório.Porto Alegre .br www. etc. O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas. Dick. 1501 Fone: (51) 3364. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association.CEP: 91150-010 . Air Systems. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas). as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful