MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador.020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig.5 . Pode incluir a potência absorvida por correias em V. Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270.6 .Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270. Fig. não é a pressão estática do sistema externo. Fig. Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão. isto é. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1.Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente.000 x Pabs Q 3-4 .000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador. ou simplesmente rendimento.7. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico.

Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av.com. 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima.com.1264 Caixa Postal 7056 . para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima. e a vazão é máxima. Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s. resultando em nenhum fluxo de ar.8 . no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente.br www.br 4-4 . Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero. (Fig.) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig.CEP: 91150-010 . (Fig.RS e-mail: comercial@otam. determinado pelo fabricante. 1501 Fone: (51) 3364.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada.Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig. (Fig 7).5566 .otam. Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação. Francisco S. Bitencourt.9 . (Fig. 9.Porto Alegre . 6).Fax: (51) 3364.

que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. (Fig. estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada.1 . ou seja. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho. em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado. 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado. velocidade ou densidade do gás forem alterados. entretanto. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão. É importante observar-se. de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade. entretanto. Fig.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais. Felizmente. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total.

(Fig. porém baseando-se na rotação do ventilador. densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo. densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador. com rotação. (Fig 2.Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig.3 .Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos. baseando-se numa velocidade periférica constante.) Fig. 2-7 . sendo que três leis se aplicam a esta situação.2 . As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador.

sistema e tamanho do ventilador constantes. Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar.Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig.5 . 4) com volume.6 .Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão. Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig. 6) para vazão constante. Rotação do ventilador variável. Rotação variável. tamanho do ventilador e rotação constantes. Fig. usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão. sistema.4 . 5) com pressão. A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade. S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig. sistema constante e tamanho fixo do ventilador.Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 .

300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3.0/2. Está liberando 19.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9.714 RPM 440 P 300 19 21.84 kW. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.5 Q x 10 3 3. A fim de aumentar a vazão de ar para 21.000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3.Mudança na RPM Fig.84) = 3. O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor.42 kW Fig. 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2.560 4.280/2.280 rpm 1/ 3 = 600 x (21.7 .8 .42 kW 600 RPM 6. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente.000 m³/h nas condições padrão.560 m³/h e requer 2.300 4-7 .500 m³/h. Está liberando 3.50 kW.715) = 4. a pressão estática e a potência? Exemplo No.280/2. mais ar se faz necessário.560 x (3.715) = 440Pa 2 =6. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador.50 x (679/600) = 9.500/19. quais são os novos valores para a rotação do ventilador.715 x (5.Mudança na RPM 3. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.

4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0. Em um ponto de operação.53 m/s) e 1. Está operando a 796 rpm e requer 9.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14. 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro. o ventilador de 400 mm entrega 7.9 . Qual será a vazão projetada.77 x (800/400) = 56. mais as equações do exemplo 1.06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9.2/0.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1.750 62.90 kW.2/0.000 m³/h 3 Exemplo No.53 x (800/400) = 29. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa.750 x (800/400) = 62.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18. para muitos diâmetros e rotações.9) = 13.9) = 335 Pa = 14.2 kW Estas. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1.77 kW.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7. são as leis usadas para projetar dados de catálogo.Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7. 5-7 .9 x (1. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig. a pressão estática.

11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão. 12): Neste caso.200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa. Q = Q real x std Densidade Real = 0. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8.4 ou 6). Determine a rotação do ventilador e sua potência.1 kW Observe também.200 m³/h com 225 Pa.88 = 13. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig.88 = 7.88 Densidade Standard (d d ( real std = 15. que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar. a partir deste exemplo. Exemplo No. A rotação está correta em 1. (Dica: há duas maneiras de resolver este problema.Mudança na Densidade Fig.88 = 176 Pa. Dessa forma.120 rpm. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig. veremos que.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0.120 rpm.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig.10 . 5 Um engenheiro especifica que quer 15. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m.120 RPM 49°C & 1000 1.07 x 0. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada. para entregar 15.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18. nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador. serão necessárias 1.400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão. digamos 175 6-7 .07 kW. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo.200 x 0.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima. digamos 225 0. mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso.620 Q 15. A potência exigida é de 8. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6.

no sistema de ventilação. 13.Porto Alegre .88) = 7.000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18. Francisco S. Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa.1264 Caixa Postal 7056 .br 7-7 . tal como um filtro absoluto. aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante.280 m³/h. 1501 Fone: (51) 3364.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada.5566 .120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5.7 kW.br www. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade.com. A potência exigida é de 5. permanecer a mesma. 41.Mudança na Densidade 1.99 kW.88 = 1.400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13.RS e-mail: comercial@otam.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema.1 kW Como era de se esperar. de acordo com a Lei para Ventiladores 6. obtemos: Fig. Bitencourt.400 Q 15.otam.Fax: (51) 3364. 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41. Corrigindo-se a rotação pela densidade. Exemplo No. funcionando a 418 rpm e exigindo 14.com.55/(0.CEP: 91150-010 .7 x 454 = 14.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0. vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18. a resposta é a mesma em ambas as soluções.12 .280 x 454 = 38.55 kW. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores. Av. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1.

o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados. normalmente.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 .Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão. Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig. Q . para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar).2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão. Por este motivo. estas curvas são determinadas por testes de laboratório. como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc.1. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes. conforme o mencionado anteriormente. poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores.000 RPM & 1. são as obtidas sob condições ideais. Fig. conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada. As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes. Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. 1. Geralmente. que raramente existem na prática. É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais. P ht 7 6 kW .Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1. (AMCA). A densidade do gás (r). as curvas de desempenho.

conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig. isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada. Observe na Fig. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que.Variações do Projeto . considere um sistema trabalhando com 1.. o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado.Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real. 2 .000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. Esta curva modifica-se. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. Portanto.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador. as serpentinas começam a condensar umidade. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema.Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . Se Q for duplicado. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada. 2.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2. 2-5 Pe A Fig. e não a falhas do ventilador ou do motor. a resistência aumentará para 400 Pa. 4 .000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa. Ponto de Operação O ponto de operação (Fig. Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho. ou seja. A Fig.000 = Q 1. sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers. Para sistemas fixos. se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. A curva de resistência do sistema (Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros. a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q). dampers e dutos. etc. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto. 3 . Tipicamente. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. Por exemplo. 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. no entanto. serpentinas.

3 como flutuação no volume de ar e na pressão. Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load).Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. pulsação ou bombeamento. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. em maior ou menor grau. Por exemplo. Nesta situação. (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente). sobre um intervalo de vazões e pressões. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. um ventilador com instabilidade. a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável.2 . mas. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. aerofólio e radiais. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. Entretanto. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida. 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse.1. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema. Para qualquer ventilador. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. 3-5 . elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig. o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. O Fig. 2). quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores. INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. ao contrário.

particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. Fig. Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo. varia para diferentes instalações do ventilador. 4 . no funcionamento em campo. 4). com qualquer projeto de sistema de dutos razoável. Obviamente. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. 5 . Este ponto. o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas.Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig. a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão.Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . Neste caso. (Fig. (Fig. 5). ou ambas no mesmo sistema. Por exemplo.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. Entretanto. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. Conseqüentemente. os quais permitirão uma operação estável. 3 . dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação.

é possível haver mais de um ponto de operação. isso poderá resultar em uma operação instável . 4) Para corrigir o problema.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas.com.br www. o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho. Fig. Geralmente. isso raramente é feito.5566 .Porto Alegre . 6).Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto.br . Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente. o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam.1264 Caixa Postal 7056 . Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. Entretanto.com. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo". Francisco S. (Ver Fig. Av. 6.Fax: (51) 3364.RS e-mail: comercial@otam.CEP: 91150-010 . Bitencourt. 1501 Fone: (51) 3364. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. Caso contrário.otam. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. 6 . Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig. pág. para cada posição do damper. uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores. tamanho e velocidade de rotação. 5. há uma curva de desempenho diferente correspondente. Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente. O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável. Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo. Sendo o desempenho levemente reduzido. A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada. são deixados nesta posição permanentemente. portanto. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto.

embora algum escorregamento possa ocorrer. Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. os ventiladores sirocco. O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil). Além disso. Portanto. 1 . As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. e um amplo intervalo de operação.Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás. 1-4 .Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . P Fig. enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica. Examinandose a extensão relativa do vetor R. 2). A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos. O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. geralmente. com rotor de pás radiais. um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. 1). os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos.Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco . indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas. Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade. É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos. (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal. e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos. conforme representado no diagrama. Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco). As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. A extensão do vetor da velocidade periférica (R). A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações.

Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. 3 . Pe e Potência Absoluta 100 he. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio. em segundo lugar. um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. primeiramente. 4. a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e. As desvantagens do ventilador Limit Load incluem. Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado. 2 . O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. Geralmente.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). quando ocorre. O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais. 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade. As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. . eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade. Conseqüentemente. de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco. 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. quanto maior o ventilador. O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). portanto a sobrecarga geralmente não é problema. 3). As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. Inerentemente.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he.Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. A magnitude da instabilidade. Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído.

tuboaxial e vaneaxial. entre sí. 6 . o rendimento estático é reduzido para um máximo de. conforme ilustrado na Fig. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. 72% e o nível de ruído é aumentado. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais. Portanto. 5 . 3-4 O ventilador tipo propeller (Fig. Freqüentemente. Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. 7. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares. Fig. 4 . então. . Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar. Entretanto.Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. aproximadamente.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador. O ar é. 6. geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. de modo geral. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig. Pe e Potência Absorvida he. O intervalo de seleção.Ventilador Centrífugo Tubular Fig. 7 . o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. 5085% da vazão máxima em descarga livre. sendo similares.

Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W.RS e-mail: comercial@otam. a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula). Nos últimos anos. 8 . um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio.br 4-4 . Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável.1264 Caixa Postal 7056 . As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos. 10 .5566 .br www. Com ventiladores centrífugos.otam. A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído. Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante. Fig.Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial.Fax: (51) 3364. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula). O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%.com. 9 .s e a s características do ventilador.Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av. O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre).com. As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos. 10) Fig. e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos. é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r. Bitencourt.Porto Alegre . Francisco S. (Fig.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig. com os ventiladores axiais. com rendimento total igual.CEP: 91150-010 . quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que. 1501 Fone: (51) 3364.

tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. na curva de desempenho. Sempre que estas condições não forem especificadas. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. assim. Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. particularmente correias em V versus acionamento direto. e outras considerações terem sido estabelecidas. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica. (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. (b) Condições de Serviço. e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". intervalo de pressão. Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. A partir destas simulações. normalmente baseadas em ar padrão. (2) Método de Seleção do Ar Equivalente . temperatura do ar. tais como transporte de materiais. (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s). o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. centrífugo ou axial. ou ligeiramente à direita do mesmo. 1-5 . Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar. possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. operação em paralelo. Após as exigências de espaço.para obter o tamanho do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. a aplicação do ventilador. temperatura e umidade relativa. a vida esperada do ventilador. três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade.

atenuadores acústicos e isoladores de vibração. somente na descarga. sua rotação e seu rendimento. Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores. se for o caso. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. que inclui todos os acessórios exigidos. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado. rpm Q = vazão do ar. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. deve ser determinado. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências.877 x N x Q P 0. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. No entanto. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. a fim de se obter a potência operacional exigida. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica. a seleção lógica. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. Por outro lado. É definido por: N s = 2. De fato. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. Em geral. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual. m3/s P = pressão estática.75 N = rotação do ventilador. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas. Entretanto. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. Pa 0. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. 2-5 . O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será. O custo inicial de cada ventilador. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. então.

Se a rotação puder ser variada. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0. O critério de rotação específica é. onde a rotação é fixada pela velocidade do motor. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. Estas variações são típicas e não se aplicam. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que. aos produtos de qualquer fabricante em particular. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento.Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. 1. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico. encontram-se demonstrados na Fig. o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. Fig. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador. por exemplo. portanto.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 . a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar. independentemente do tamanho ou rotação.000472 m3/s.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. mais definitivo em aplicações de acionamento direto. 1. necessariamente.

com redução de rotação apropriada. embora não essenciais. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado.75 kW. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto.490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada). explosivo.75 kW. Com freqüência. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. tipo de arranjo desejado. corrosivo ou possui sólidos arrastados. (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias. Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. ainda. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. informações posteriores. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo. outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco. então.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . (c) se aplicam. (b). Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1. em cada banda de oitava. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0. Além disso. (a) Se acionamento direto for exigido. Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga. Preferivelmente. A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador. e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. Temperatura à qual (a). o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica. Uma vez que o tipo tiver sido determinado.

com. Supõe-se. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador. exaustão de pintura com pistola.CEP: 91150-010 .5566 . 1501 Fone: (51) 3364. o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores. etc. é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos. foram executadas pelo usuário.br www. (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries.1264 Caixa Postal 7056 . Exemplos: tiragem induzida. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará.Porto Alegre . a menos que haja alguma disposição em contrário. que todas as correções para densidade. Se houver dúvida sobre quaisquer exigências. (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes. etc. se é de eixo horizontal ou vertical. isto é. Vida e tipo dos rolamentos. detalhes do suprimento elétrico.otam.br 5-5 . Francisco S. temperatura.com. Tipo dos Mancais. (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento.RS e-mail: comercial@otam. Av. Bitencourt.Fax: (51) 3364. Se uma base de isolamento de vibração é exigida. necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.

Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio. curvados para trás e inclinados para trás. tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos. .Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio. . .POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) . tais como fornalhas residenciais. mas com capacidade de pressão muito baixa. portanto. APLICAÇÕES . .A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula.Possui fluxo de ar em linha reta. PRESSÃO .Características de alta pressão com capacidade de vazão média. as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. . .Tipo voluta.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA . . uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência. onde a distribuição de ar a jusante não é crítica. cozinhas. . .Rendimento menor que o ventilador limit load.Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico.Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°.A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico. . 10 8 10 8 6 4 . ventilação e ar condicionado em geral. . M . Evite operar o ventilador nesta região. ou auto-limitante.O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia.Limitado às aplicações de baixa pressão. . . depósitos e algumas instalações comerciais. cozinhas.A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área. .Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO .Sistemas de exaustão de baixa pressão. 4 6 8 PRESSÃO .É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte.Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão.Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos.Padrão de descarga circular formando redemoinhos.Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico. .A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa. . . .Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller. CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO . . PRESSÃO . .Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador. . Evite operar o ventilador nesta região.POTÊNCIA . exceto pela vazão e pressão serem inferiores. porém isso normalmente não causa problemas.A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança. PRESSÃO .POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO . ajustável ou variável.Usado em algumas aplicações industriais. exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior. . exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa. A seleção do motor deve levar isso em consideração.A carcaça normal não é usada.Desempenho semelhante ao do ventilador limit load.Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta.POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO . opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor. Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos. . sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado. .Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio.Sistemas de exaustão de baixa pressão. . tais como galpões industriais. O rotor às vezes é revestido com material especial.Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento. . Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás. cozinhas. tais como galpões industriais.Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão.Não é comum para aplicações HVAC.Desempenho semelhante ao ventilador limit load.As mesmas aplicações de aquecimento.|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre).Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial.Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais. . . . . depósitos e algumas instalações comerciais.Transferência de energia primária pela pressão de velocidade. . . . . ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio. .Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno.Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função. .Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente. com capacidade de pressão média.A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. 10 10 8 6 4 .Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. .POTÊNCIA . . .Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais. . cozinhas.O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica.Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais. tais como estufas de secagem. alta ou média pressão. onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias. . Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão. .Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico.Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos. .A potência aumenta continuamente até a descarga livre. depósitos e algumas instalações comerciais.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica. . . .Fornece exaustão mecânica. . .POTÊNCIA . . 2 0 10 PRESSÃO .O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo.Normalmente operado sem conexão a um duto. em direção a descarga livre.Para determinada capacidade. .POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Alta vazão.Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa.Fornece exaustão mecânica.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. . .10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação.Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás.Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais. .Aplicações de aquecimento. . . .Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador. .Padrão de descarga circular. .Anel circular simples. exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores.Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia.Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio.Utilizado para aplicações de renovação de ar.O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor. .Alta vazão. portanto. 10 8 6 4 2 0 10 .Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás.POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO . A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico.Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 .Normalmente operado sem conexão a um duto. .POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R . cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais.A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico. . . B . . ar formando redemoinhos.Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre). . .Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática. . placa de orifício ou Venturi.10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação.Normalmente. .Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio. .POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Baixo rendimento.Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento.As pás podem ter passo fixo.Semelhante ao ventilador aerofólio.Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples.Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar. . curvados para trás e inclinados para trás.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 . PROJETO DO ROTOR .Possui boa distribuição de ar à jusante.Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio. .Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais. depósitos e algumas instalações comerciais. .Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load.Considere a curva de potência. AXIAIS . . Estas vazões também apresentam características de pressão boas. apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos. .Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente. . PRESSÃO . 5-6 . . . média e alta. . . 2 0 10 PRESSÃO .

algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. os valores de desempenho catalogados. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem. Devido à variedade infinita das condições de aspiração. em cada instalação de ventilador. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. Fig. Em ambos os casos. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. Por este motivo. 1-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. o redemoinho sempre reduz o rendimento. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior.sem veios. 2. Entretanto. Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador. Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais. com freqüência seriamente. 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador. a pressão e a potência são menores do que o esperado. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. (b) Redemoinho ou vorticidade. conforme graficamente representado na Fig. ou vorticidade.

2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig. estabelece-se um desequilíbrio. causando redemoinho na aspiração do ventilador. estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum. Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 .

Quando o duto termina num plenum.Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. As pás de guia na aspiração. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador. o duto termina bruscamente (Ver Fig. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum. Em todos esses casos.5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado.9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0.05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. que empregam pás de guia variáveis na aspiração. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. 3). há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. através de uma parede. Em alguns casos. Nestes casos. assim sendo. ou num duto com flanges. Instalações de ventiladores. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas. através de uma parede. Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador. com um diâmetro maior. Fig. Ocasionalmente.4). Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. uma perda na pressão estática será imposta. para corrigir a situação. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. Por exemplo. ou um duto com flanges. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração. 5). com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig. 3 . 4 . Em algumas aplicações. Quando o duto termina bruscamente. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%.Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . Sob certas condições. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro. e numa área de mais baixa velocidade. com um aumento correspondente na potência absorvida. montadas no bocal.

estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. com objetivo de avaliação de desempenho. Basicamente. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. portanto. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. . A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). na estação de medição. anexos à descarga. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. num arranjo sem mancal na aspiração. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. Perdas nas correias são uma função da tensão. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. conseqüentemente. de área constante. com freqüência. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. são mensuráveis. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. o que resulta em vórtices de descarga de ar. exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. o fluxo será muito uniforme. parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. Infelizmente. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. da quantidade e do tipo de correias. 5 . incluindo um endireitador de fluxo.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática. de natureza espiral e não-uniforme. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador. Além disso. derivados destas condições de descarga ideais. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. Conseqüentemente. Fig. isto deve ser levado em consideração. Como resultado. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida.

Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. Entretanto. (Fig. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. A perda de descarga será. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. Por esta razão. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. além das perdas já citadas. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos. resultarão numa perda menor.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. obter uma recuperação estática ou. através disso. Infelizmente. Preferivelmente. A adição de um duto curto de descarga. 6 . 6) Fig. ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. especialmente do tipo manga.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. Quando dutos de descarga retos são usados. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos. então. se isto não for possível. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. . os danos aos filtros. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. como fazem em muitos sistemas de ventilação. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. Teoricamente. então. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. Pobre Correto 15ºmax. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. consideravelmente reduzida. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. imediatamente na saída de descarga do ventilador.5 mmca. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga.

(Fig. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções. onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva. Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme. Deveria ser usada sempre que possível.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. Assume-se uma perda igual a 0. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva. assume-se uma perda igual a 0.25 x velocidade de descarga do ventilador. não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências. sem qualquer espiral. Para a posição C. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva. tal curva teria uma perda de pressão de 0. a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva. Conseqüentemente. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante. Isto resultará na menor perda das quatro posições. uma perda adicional é introduzida. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. Para a posição B. Nestes ventiladores. Para a posição D. Assume-se uma perda igual a 0. a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração. assume-se uma perda igual a 1.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração. 7 .5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições. Estes fatores de perda são somente aproximados. 7 mostra uma ilustração das quatro posições).75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. Se o fluxo fosse uniforme. consequentemente. Para a posição A. Fig. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas.Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 .

br www. 1501 Fone: (51) 3364.5566 . A Fig.CEP: 91150-010 .RS e-mail: comercial@otam. 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada.5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição. Bitencourt. e as perdas já explicadas são então usadas. com freqüência. Francisco S.com. Deveria haver um duto reto de 1. possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada.Fax: (51) 3364.otam.Porto Alegre . Fig. no máximo. 30º em cada lado. 8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max.br 7-7 .com.1264 Caixa Postal 7056 . a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo. Av.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes". Ventiladores de gabinete. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos. com um ângulo de convergência de.

como segue: p L10h= 16. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes. venha a atingir ou exceder. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação. o termo "vida média" ou L50 é usado. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação. que não a nominal básica. onde: L10h= 16. W D = diâmetro da polia. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. um rolamento com uma L10 de 60. 1-2 . Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0. portanto. L10.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. multiplicando-se a vida L10 por 4. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento. Para rolamentos operando em uma rotação constante. Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. Isto é chamado de vida nominal básica. rpm P = potência instalada.62 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir.44 0.000 horas possui uma vida L50 de 240. isto é. etc.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. mm S = carga máxima do rolamento. é evidente. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO. É calculada. Por exemplo. rpm C = índice de carga dinâmica básica. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento. aparentemente idênticos. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo. fissuras. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia.53 0.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação.33 0. T = cv x 1. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação.21 Ocasionalmente. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. N p = expoente de vida.000 horas. Uma definição mais clara do termo "vida" é.

000 = 409. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento.3 (3) Carga Dinâmica da polia.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo.5566 . w = 2p n = 2p 700=73.RS e-mail: comercial@otam. Tipo de ventilador =RSD 800 arr. T = cv 1.CEP: 91150-010 .3 x 1.3 CL. D = 450 mm Tipo de rolamento.667 x C ³ = 16.700 3 =72.br www. Francisco S.I Potência instalada.1264 Caixa Postal 7056 . S = T x 2 = 1. determine a vida do rolamento.667 x 52. L10h =16. Bitencourt.com.378 horas n S 700 3. C = 52.3 Nm w 73.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.Fax: (51) 3364. cv = P = 30. 1501 Fone: (51) 3364. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações.Porto Alegre . P = 30kW Rotação.otam.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.br 2-2 . Av.com.819 x 2 = 3.638 N (5) Horas de Operação.700 N (1) Velocidade angular.000 = 409.

Este será. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K .e.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. independentemente do volume de ar. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig. curvas.. Aqui a resistência do sistema será constante. Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. Fig. dampers. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. Esses elementos podem ser dutos. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. o ponto de operação. Isso encontra-se ilustrado na Fig. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso. será bastante elevada para o ferro em fusão). 1. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. portanto. as bolhas fluirão. transições de expansão ou convergentes. haverá um ponto de intersecção das duas curvas. A Fig. venezianas. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos. em cada ponto de vazão de ar. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. com o volume de ar atravessando o sistema. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. No entanto. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. serpentinas de aquecimento e resfriamento.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. bocais. telas e grelhas. a resistência do sistema (i. Deste ponto em diante. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências. portanto. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto. quando obstruído. 2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. No entanto. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. Esta curva é chamada de curva característica do sistema.

tais como milho. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas. o início de um fluxo ligeiramente turbulento. conforme mostra a Fig. Pode variar de 750-5000 Pa.22)(0. Para ar padrão. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague. O valor do Número de Reynolds correspondente. No entanto. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo. independentemente da velocidade do ar. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa.5 2-3 .82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0.020 m/s. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade.015 a 0. m m = viscosidade do ar. os ventiladores axiais podem ser usados. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. são necessários ventiladores centrífugos. em kg/m³ V = velocidade média do ar. À medida que os filtros ficam tapados pelo pó. a eficiência do filtro melhora. eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar. À parte essa exceção.22 kg/m² e m = 1. porém.305 m Re = (1. então. qualquer que seja a pressão estática. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0. aproximadamente seis vezes o valor de 0. Para pressões menores.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele. Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar. a característica do sistema continua sendo uma linha reta. arroz. porém. aproximadamente 0.015)(0.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. que podem ter de 4 a 25 m de altura.015 a 0. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento). é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa. Fig. para pressões mais altas.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar.305) 1. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. é de aproximadamente 2100. soja. numa câmara de filtragem. r = 1. Com esse objetivo.1 m/s. a característica do sistema é uma linha reta horizontal. Ns/m² Para o ar padrão. Como resultado da área grande. 3. m/s D = diâmetro do duto.

a velocidade do ar será de V = 4. Por exemplo. Fig.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito. 5. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento. um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4.0195 L Pd D é proporcional a (Q)².96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9. o que é normal em sistemas de ventilação. conseqüentemente. como mostra a Fig. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento. 4 Característica do ventilador e característica do sistema. a curva fica mais íngreme. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370.0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa. este é um fluxo definitivamente turbulento.4015m².3)2 = 59 Pa. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. para fluxo ligeiramente turbulento. A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos. O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem.015 0. Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo).960 307 2100 477000 3-3 .100 9. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa.96/1. como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem. Se um ponto da característica do sistema for conhecido.Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0.4015 = 9. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig.0/0. os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada. A constante K determina o declive da curva. como mostra a Fig. como os usados em prédios. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas). indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação. Tabela 1.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1. 4.

Vide Fig. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. Torna-se. O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor.3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g). Por exemplo. pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. eixos.000) 1-3 . está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo. Este deslocamento é chamado de excentricidade. As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. 3. Esta vibração induzida. irá equilibrar o rotor. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. uma força centrífuga. Vide Fig. por sua vez. polia. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. eixo. ao redor de sua posição normal. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. e = me .. age sobre me e é transmitida para o eixo. eT em mm e para a velocidade de rotação. localizar e medir o desbalanceamento. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado. e (mm). engrenagens. nunca pelo balanceamento em si. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual. buchas. etc.0 para valor de balanceamento. é necessária para detectar. estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6. em um ponto em particular. Esta excentricidade. R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. considere um disco com raio. ou máquina de balancear. Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora. torna-se necessária uma tolerância para balancear.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. etc.). reduzindo substancialmente sua vida útil. Quando o disco está em movimento de rotação. portanto. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. 2. sua extremidade descrevendo um círculo. Usando a recomendação ISO G4. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo. 1. Referindo-nos à Fig. pequeno.3 mm/s) para balancear os rotores. F. quando feita de forma correta. e essa mudança. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%.

1 kg Raio da polia. 1 Posição de Repouso F E Portanto. n = 800rpm Massa da polia.000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual. p e = me .1 = 2.66g R 152 Fig. determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual. R m => me = e . me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1.66 g para esta polia. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia). Rotação.0 00) 800/1. m = 8. 2 2-3 .BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados. a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2. R = 152mm Grau de balanceamento. m = 50 x 8. Fig.

Francisco S.2 0.br 3-3 . Av.Porto Alegre .1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0.com. 4 2 1 0.5 0. U per/m = e per em g. expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 50 3 G 20 2. 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor.1264 Caixa Postal 7056 .5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA . para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.RS e-mail: comercial@otam.5566 .BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig. Bitencourt. 1501 Fone: (51) 3364. 5 10 G 1 5 G 0.com.Fax: (51) 3364. em micrometros.mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa.O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação.otam.CEP: 91150-010 . e per .br www.

O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima. Entretanto. a Tabela 1 pode ser usada. o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. realizando determinado trabalho. construção e aplicações. é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. do tipo de ventilador. poderão ser estimados através do seguinte procedimento. veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. e a força desse tom depende. conforme mostra a tabela 3. as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. A geração de potência sonora de um determinado ventilador. Se. Tabela 1. vazão de ar (Q). Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum. 1-3 .Pá radial. pressão total (Pt) e rendimento (h). nas bandas de oitava. Para registrar esta freqüência de passagem da pá.Aerofólio. os níveis de potência sonora. Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. para vários ventiladores. baseado no nível de potência sonora específica. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C. por quaisquer motivos. se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. ou próximo do. os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores.Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . sob condições de teste aprovadas. em parte. O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw). Se este catálogo não estiver disponível. deverá atender essa situação. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador. Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. curvado para trás ou inclinado para trás . Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá.Curvado para frente . ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais.

para o ponto de operação do ventilador. m³/s (cfm) 0.Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava.15 m³/s a 750 Pa.Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar. Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 . quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4.5m < 0. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava. quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB.9m < 0. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm. HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio.5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 . com rendimento estático de 56%. curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 . conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair.000472. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador.9m Todos > 1m 1m a 0.

de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 . Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico. P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25.br 3-3 . Bitencourt.8 dB(A) ( ) ( ) 4. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz. Av.com.5 79.44 + 9.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente.1264 Caixa Postal 7056 .5 125 43 49 0 92 -15.5 250 39 49 0 88 -8.RS e-mail: comercial@otam. Combine todos os quatro passos.otam.Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão. como mostra a Tabela 4. C = 0.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98. = > Lw (linear) = 98.Porto Alegre .Fax: (51) 3364.CEP: 91150-010 .5566 .15 ( 0.5 70.3 De acordo com a Tabela 3. 1501 Fone: (51) 3364.57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no. Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90.5 76.br www.8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.com. este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%. Francisco S. De acordo com os dados de desempenho no catálogo.000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39.2 dB = > LwA = 85.5 500 33 49 2 0 84 -3.2 Potência Sonora 85.

durante a operação. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 . tanto a vazão quanto a pressão são alterados. tais como sistemas de volume de ar variável. A fim de acomodar estas variações. alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação. A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. com freqüência. enquanto outros têm exigências de pressão variável.

a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. Normalmente. Em segundo lugar. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. a área dos dampers fica relativamente pequena. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. Portanto. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo". geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. A Fig. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. O rendimento é reduzido. reciprocamente. automaticamente. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. Devido a essa segunda desvantagem. Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. Portanto. Primeiro. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. ao todo. . Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). Portanto. uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. Entretanto. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. Entretanto. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. não é recomendado para modulação de capacidade. A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. Assim. embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. em aplicações de pressão média e baixa. Se os dampers forem usados para regular o sistema. uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. conforme indica o gráfico ao lado. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade.

20 a 30 %. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. Por outro lado. Segundo. A magnitude desta economia é geralmente de. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. já que a economia de potência gerada.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. na pressão estática e na potência absorvida. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. em tais ventiladores grandes. a potência absorvida também aumenta. uma redução na vazão. como conseqüência. seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. Independentemente dessa economia. Com aplicações de acionamento por correia. Porém. com ventiladores muito grandes. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. embora chamados de registros. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. Portanto. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. 2 . A vorticidade resultante tem. Na verdade. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. para cada posição do registro. Para ventiladores muito pequenos. aproximadamente. isto não apresenta nenhum problema em particular. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. os quais são providos de acionamento direto. Portanto. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. em longos períodos de tempo. Como as pás do registro são moduladas. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro. . a redução de capacidade é substancial. Além disso. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração. Primeiro. A construção do registro.

Por isso. Uma vez que o ventilador axial deve.5566 . Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras.Porto Alegre .br www. Av. redutores mecânicos de velocidade. geralmente. Terceiro. ter algum tratamento acústico. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita.RS e-mail: comercial@otam. uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado. se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas. dependendo da seleção original.CEP: 91150-010 . incluindo: motores de multivelocidade. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante. o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V. e aos níveis de ruído resultantes.com. Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto. Francisco S. Uma vez que os dados de teste são limitados.otam. Em ventiladores acionados por correia. Antes de se usar um registro radial. Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente. Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação.br 4-4 . e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência). mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática.1264 Caixa Postal 7056 . Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. 1501 Fone: (51) 3364. maior será o custo. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação.com. todavia. Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração.Fax: (51) 3364. Bitencourt. Em unidades com acionamento direto. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.3%. transmissões hidráulicas. para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv. até mesmo em uma posição totalmente aberto.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total. Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida. uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador.

Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. ARR.8 SWSI .7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta. ARR. 3.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K).2 SWSI Para acionamento por correias.1 SWSI Para acionamento por correias. 1-7 . ARR. Rotor em balanço.9 SWSI Para acionamento por correias. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. Rotor em balanço. Rotor em balanço. dois mancais com motor montado do lado de dentro da base.10 SWSI Para acionamento por correias.3 SWSI Para acionamento por correias. ARR. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. ARR. dois mancais com motor montado do lado de fora da base. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Nenhum mancal no ventilador. ARR. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. ARR.3 DWDI Para acionamento por correias.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. Rotor em balanço.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. ARR. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. Rotor em balanço montado no eixo do motor. Dois mancais ou mancal monobloco na base.4 SWSI Para acionamento direto. ARR.

Caixa de aspiração pode ser autoportante. 2-7 . Carcaça auto-portante. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Carcaça auto-portante. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor. Rotor em balanço. dois mancais ou mancal monobloco na base. ARR. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. Caixa de aspiração pode ser auto-portante.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. ARR. Carcaça auto-portante. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias. ARR. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Rotor em balanço. Carcaça auto-portante. ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. 3. ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias.

180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. suportes para instalação no piso ou ambos. Descarga horizontal. na parede ou no teto. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça.. A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). Geralmente. etc. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Para descarga horizontal e vertical. Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. Motor montado independente da carcaça. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 . portas de inspeção. Motor montado dentro da carcaça. e as fixações de motor 45. as fixações de motor 135. suportes. Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente. Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas. As posições dos motores. Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. parede ou invertidos instalados no teto.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. Para descarga horizontal e vertical. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. 90. Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita.

1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias. ARR. Acionamento através da carenagem das correias.7 Para acionamento por correias ou conexão direta. ARR. ARR. Rotor em balanço. 1 mais base comum para o motor. Motor na carcaça ou na base comum. Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais. Equivalente ao arr.4 ARR4.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1. Motor sobre suportes internos. ARR. Rotor em balanço. DOIS ESTÁGIOS ARR. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice. ARR. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto. Acionamento pela aspiração.3 Para acionamento por correias ou conexão direta.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. Nenhum mancal no ventilador. 3 mais base comum para o motor. 4-7 . Rotor em balanço montado no eixo do motor.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta. Dois mancais sobre suportes internos. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos. Equivalente ao arr.

O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. 2. 4. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. Em ventiladores de simples aspiração. 3. conforme a necessidade. a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. 5-7 . 5. Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador.

6-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. e designando-se as posições do motor com as letras W. X. conforme o caso. Y ou Z.

e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário. Francisco S. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.CEP: 91150-010 .Porto Alegre . 3. 2.RS e-mail: comercial@otam.Fax: (51) 3364.br www.br 7-7 .com. Bitencourt. A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR.1264 Caixa Postal 7056 .5566 . A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior. 1501 Fone: (51) 3364.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1.otam.com. A linha de referência é o eixo do ventilador. 4. As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos. como mostra a ilustração. Av.

que é a velocidade crítica de rotação. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9. kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64. kg módulo de elasticidade.2) A W B L dst2=WB(L² .4) L Q 1. Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário. conhecida como Rotação Crítica. m . que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica. kg massa do rotor. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal. é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga.1) L dst1= 5wL³ 384EI 1. 2. as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley.B²)³ ² 9 3 EIL 2.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica. O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão. do comprimento do eixo. A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. mesmo na ausência de carga externa. dst. da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo.3) A W W A L dst2=WA(3L² . Rotação Crítica.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo. Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração. sofre flexão durante a rotação. Em geral. m4 comprimento do eixo. a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2.

205)²] = 7.81 =30 p 0.99 9.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.3 . W Comprimento do eixo.51 7.17 x 10-9 1178.52)(1.17 x 10-9 39.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2.29 x 10-9 306.70 22.205 m = 125. encontre a rotação crítica.4A²) 24EI Ver figura 2.5 kg = 1. D Massa do rotor. E Massa do eixo.52 kg (ver Tab.66 x 10-9 125.79 x 10-9 449. I Módulo de elasticidade.85 5.1 5(13.000139 = 0. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0.66 x 10-9 201.20 Exemplo No.47 3.40 18.00 15.00018 + 0.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1. w = 40 mm = 7.37 x 9.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.000319 m Diâmetro do eixo.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.18 x 10-9 636.66x10 -9) =0.000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1.85 x 10-9 19.4(0.87 13.37 m = 0.75 = 1256rpm 2-4 .37)³ = 384(200x10 8 )(125. L Cota A Momento de inércia.205)[3(1.37)² 24(200x10 8)(125.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7.66x10-9) =0.5(0.76 x 10-9 73. 1 (b) Dadas as seguintes especificações.20 30.87 =13.

27(0.197m = 1. w (a) L = 0. D Massa do rotor.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No. W Momento de inércia.81 =30 p 0. w (a) = 0.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4. I Módulo de elasticidade.035 x 0.114m = 8. sendo um lado do mancal em balanço.114)³ = 384(200x10 8 )(73.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .000055 m 3-4 . E = 35mm = 5.534)³ 8(200x10 8 )(73.035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%.40(0.5215m = 0.4(0. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.197)²] = 5.114)² 24(200x10 8 )(73.000107 = 0.66x10-9) =0.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.000216 =2.534m = 4.4kg = 73.66x10-9) =0.000109 + 0.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.197)[3(1.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo. a rotação máxima de operação seria de: 2.66x10-9) =0.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.9)(1.4A²) 24EI .

980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.035 rpm =1.RS e-mail: comercial@otam.br www. a menor rotação obtida.75 = 1.000228 m =1. Bitencourt.980 x 0. Francisco S.Porto Alegre .5566 .CEP: 91150-010 .000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.Fax: (51) 3364.485 rpm Portanto. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. Av.980 rpm =1.5215)³ = 3(200x10 8 )(73. que é = 1.526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.000228 =1.000173 = 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5. a rotação máxima de operação seria de: 1.otam. isto é.000055 + 0.com.br 4-4 .66x10-9) =0.4(0.81 =30 p 0.1264 Caixa Postal 7056 . a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço.com.485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2.485 rpm. 1501 Fone: (51) 3364.

1. o tipo e a quantidade de lubrificante. caindo novamente. rad/s² g= aceleração por gravidade (9. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . geralmente de 1. sobe para o torque máximo. Para o tempo real de partida. e outras variáveis devem ser levadas em consideração. sem exceder suas limitações de projeto. no qual a força está agindo. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor.5 vezes o torque de plena carga. etc. portanto. ele varia de acordo com fabricantes diferentes. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico. tamanhos de carcaça. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque.5 a 2. Quando o motor dá a partida. Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir. necessário calcular o torque de partida do ventilador. Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. Durante o período de partida. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 . número de pólos e custo do motor. conforme representado na Fig. então. JFP . que não serão apresentados aqui.. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor.10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. Equação do Torque de Partida Torna-se. é necessária uma série de outros cálculos. a temperatura. ele possui um torque relativamente alto. kgm² a= aceleração angular.81 m/s²) (2) T estruturas. porque a freqüência de partidas. também conhecido como o momento da força. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e.

4 kgm² (4) Momento de inércia total. nF = 747 rpm potência absorvida = 17.000 m3/h e pressão estática 450 Pa. kg = raio externo do rotor/polia. Ts = J x a = 8.9 kgfm = 450 mm = 12.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.1 = 32.1rad/s² (7) Torque de partida. rpm nM =velocidade de rotação do motor. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor. JM Torque de partida do motor. rpm tS =tempo de partida do motor. m =momento de inércia da polia do ventilador.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador. kgm² JM =momento de inércia do motor.8 kgfm g 9.1 x 0.81 .19 kgm² = 30. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor. a = w/t S= 152. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0. selecione um ventilador adequado.44 kgm² (5) Velocidade angular. s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70.125² 2 2 =0.31) x 808 + 0. m = raio interno do rotor/polia.4/4 = 38.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular.3 + 0. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador.255² 2 2 =0. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor.44 x 38. J FP = m x R² = 12. JF = PD² = 105 = 26. w = 2pn M = 2p(1455) = 152.19 1455 ( ( ( ( = 8.1 kg = 250 mm = 5. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência. J MP = m x R² = 5. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador.04 + 0.5 x 0. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia.

17.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação. Uma vez calculado Ts >TM.255² 2 2 =0.488 965 ( ( ( ( = 17.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.22 = 35.1/5 = 20. w = 2pn M = 2p(965) = 101.8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular. Francisco S. JF = PD² = 105 = 26.5566 .RS e-mail: comercial@otam. J FP = m x R² = 12.otam.3 + 0. (4)Momento de inércia total. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação. o motor de 4 pólos não é adequado para este caso. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0. J MP = m x R² = 7. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.62 kgfm = 450 mm = 12.CEP: 91150-010 . ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.178² 2 2 =0.81 Uma vez calculado Ts < TM .com.4 kgfm Ts = J x a = g 9.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor. Av.br 3-3 . JM Torque de partida do motor.Fax: (51) 3364.com.br www.8 x 0.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.1 kg = 335 mm = 7.12 kgm² Torque de partida.1264 Caixa Postal 7056 .31) x 761 + 0.Porto Alegre .124 + 0.16 x 20. a = w/t S = 101.1 x 0. Bitencourt.22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador.488 kgm² = 46. 1501 Fone: (51) 3364.

.1 0. o nível de pressão sonora.0000001 dB (W W ( 0 onde po. Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. No entanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição. Pode ser expressa em Watts ou em decibéis. em campo livre. pode ser medido. em determinada localização.001 0. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados. menos energia por unidade de área.0001 0. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente. porém. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual.000 100 10 1 0.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora.00001 0. a pressão sonora de referência. Pode ser expressa em W/m². energia.000001 0. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado. Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1.01 0. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância. O nível de pressão sonora é proporcional. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado. é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz.000.000 10. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 . Quanto mais longe da fonte. não pode ser medida diretamente. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento. gritando (média) Escritório Voz. uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento.000 100. O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato.

permita que LP1. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza. O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. 75 e 73 dB. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par.1. é o nível combinado. para combinação de níveis de decibéis. como vimos no exemplo anterior.Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total. 1. o nível combinado seria 82 dB.9 89/10 ( 8. Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. Obviamente. se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. Por exemplo. o nível de potência sonora. Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P . [ [ Fig. também produzindo um nível sonoro de 70 dB. O decibel representa um décimo de um bel. Lpt L P . elas não podem ser somadas algebricamente. 1 em 6. utiliza o gráfico apresentado na Fig. LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo.. . i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem.5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB. 84 e 89 dB quando operados individualmente. LP2. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747. a determinada distância. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes. i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar.4 + 10 ( 2 . LP3. 75. ( n L P . e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou. respectivamente. 81 dB e 75 dB.10 .5 1 0.75 dB = 6 dB. Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares. conforme ilustra o exemplo seguinte.6 + 10 8. níveis de ruído de 86. Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis. De acordo com a Fig. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. em alguns casos. porém menos acurado.5 2 1..BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência. o nível sonoro combinado não é de 140 dB.. a curva passa pela ordenada de 1 dB. t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P . Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81.

A Fig. 3. em grupos de três. sobre as freqüências centrais de banda de oitava.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig. 4 pode ser muito útil. 2 . e 2500 Hz eram. sua soma é apenas 3 dB maior. Considere o seguinte exemplo. 2000. Torna-se óbvio. de acordo com a Fig. uma análise da banda de oitava seria obtida. respectivamente. Fig. estão inseridos como mneumônicos.5 dB. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. 1. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora.2 (-1) (+ 2. Agora temos os níveis combinados resultantes. Assim. e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . De modo semelhante.8 dB. o gráfico apresentado na Fig.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig.10 ( n L W. de acordo com o gráfico. de acordo com o exemplo precedente. 82 dB e 77 dB. . na faixa de 2000Hz é de 96. de acordo com o gráfico da Fig. que. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros. t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1. Para este caso especial. Portanto. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. 82 dB + 1. 1. Um outro erro que freqüentemente ocorre. 3 . os níveis são combinados de acordo com a Fig. 5 83.77 dB = 5 dB. 3. Lpt. 1. A partir do gráfico na Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par.5 db 77 A partir deste exemplo. Na maioria dos problemas de controle de ruído. Quando dois níveis são iguais. 75 dB + 2 dB = 77 dB. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. a contribuição do nível menor é inferior a 0. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva. A diferença = 82 dB. no controle de ruído. 90.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2.5 dB. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área. e o nível na banda de oitava total. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. a diferença é 2 dB e. 2 94. 75 dB e 73 dB. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total. LWt de n níveis de potência sonora é: L W . refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava.5 dB. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável.6 ) 96.5 dB = 83. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. Esta é uma exigência comum em controle de ruído. Existem alguns "truques" para economizar tempo. para combinar. 92 e 93 dB. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo.

A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional. portanto. 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência. ou seja. A Fig. Devido ao amplo intervalo de variação. . de acordo com a Fig. 2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB. 4. 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores.8 dB = 82. 82.10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. o nível combinado = 75 dB + 7. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias. De acordo com a Fig. o nível combinado = 75 + 13. A Fig. Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB. por exemplo. Exemplo No teto de uma "sala limpa". Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB . 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava. 4 . ou o espectro.8 = 88. Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência. o aumento. 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó.8 dB. 4.8 dB. de 707 a 1414 Hz. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional. o nível de incremento é de 7. engenheiros acústicos concordam. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig.8 dB + 6 dB = 88. em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar. 4 . 4.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada. 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência.8 dB Alternativamente. para fins de análise. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. é de 6 dB.8 dB para 6 ventiladores. aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig.

Hz Freqüência Inferior. Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.1984 e S1. Hz Freqüência Inferior.0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 . Hz Largura de Banda. 5a . Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1.11 .0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2. Hz Largura de Banda. Hz Freqüência Inferior. Hz Freqüência Superior.10 .Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig.6 . 5b . Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig. Hz Freqüência Superior.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2. Hz Largura de Banda.1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Freqüência Superior.

6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz. apresentam aplicações bastante limitadas e especiais. que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores.é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL). como uma função da freqüência. uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora. com base na energia.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos. C e D. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados. A Fig. Escala de ponderação D .para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa. 6 . Escala de Ponderação de Freqüência Por definição. e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências.para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião. Escalas de ponderação comuns são A. Escala de ponderação C . as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas. Certamente.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média. determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. Escala de ponderação A . porém. Escala de ponderação E . Fig.Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 . Escala de ponderação B . B.10 . As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros.

conforme mostrado na Fig.11 dB dB Fig.20log 10 20 5 = 98 . Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W .1 e LP.Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual. a dependência do nível de potência sonora.11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo. está pendurada livremente ao ar livre.20log 10 (r1) . L P. então.1 .11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo. 7. ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro. 7 .2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente. o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica. especialmente nos ambientes industriais e públicos.2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial. Exemplo Uma pequena fonte. As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas.20log 10 (r) .20log 10 (20) . 73 dB a 20m. podemos calcular o nível de pressão sonora LP. é eliminada. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante.11 = 110 . Se medirmos o nível de pressão sonora LP.26 .20log 10 (r2) .1 . A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente. Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A.2 = L P. Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) . Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB.20log 10 (r) .11 = 73 dB 7 . deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som.10 . O nível de pressão sonora é. cujo nível de potência sonora LW é 110 dB.12 = 86 dB ( ) = 110 . obtemos: L P. Em sua forma mais elementar. A pressão sonora em r1 e r2 é: L P.L P.1= L W .2= L W .20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma. Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora. A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP. LP é dado por: L P = L W .1 em r1. a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante. e a grande variedade de superfícies de reflexão.20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade. que não pode ser medida.11 L P.2 = 20log10 (r2 ) .

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
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dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
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Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
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BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. ventilação e ar-condiconado. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller. Aplicados em sistemas de aquecimento. filtros. 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. ventilação e ar-condicionado de baixa. cabines de pintura e exaustão de gases. ventilador.. centrais O de ar-condiconado. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. Ex. Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo. saída do sistema. Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos. sistema de distribuição. Normalmente de construção leve e de baixo custo. dispositivo de condicionamento. Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". fornalhas domésticas. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho.. etc. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. é capaz de desenvolver mais pressão. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. dispositivo de controle. ventiladores. possui as mesmas aplicações. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. média e alta pressão. Se a vazão for mudada. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. Também usados em aplicações industriais como fornos. grelhas. Os centrífugos. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . axiais e construções especiais (AMCA 201. registros. 1990). quanto ao projeto do rotor. São aplicados em sistemas de aquecimento. a perda de carga resultante também mudará. A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. Aplicados a sistemas de aquecimento. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo. dispositivos de condicionamento.

Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1. As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema. Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida. espera-se que tendo o ventilador bem selecionado. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto. ou perda de carga. Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema. o sistema operará na vazão de projeto. . através de registros.80 PONTO 3 DE PROJETO . A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência. se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto. Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema". Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo. Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas.1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2).2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista. 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA .60 . Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC . caixas de mistura.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida.40 . .Q Fig.100 . e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador. e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções.20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema. nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema. a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida.Q Fig. etc... de acordo com a expressão acima é uma parábola.

já citada. Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. Infelizmente. o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador. . surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema. Outras Considerações quanto à Descarga. a aspiração do ventilador é mais sensível. ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. 1990). que a descarga. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. Curvas na Descarga. tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída.08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. não é uniforme. Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. A norma AMCA 210. Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. ao efeito das condições do sistema. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. 1990). quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. muito diferentes daquelas do projeto. Entretanto. No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). 1995). dois e meio diâmetros. Os valores publicados. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. no mínimo. A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. Como se sabe. que é usada para teste de ventiladores. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. tanto axial como centrífugo. No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. Entretanto podemos afirmar que são necessários. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. Outros dispositivos como endireitadores de fluxo. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas.

5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. na mesma direção que a rotação do ventilador. quando a perda de carga do sistema é subestimada. telas. Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. também devem ser levadas em consideração. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. e deve-se calcular a nova potência consumida. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador.. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. Uma rotação do ar. tubulações. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). Vortex na Aspiração. estruturas. A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. ou muito próximas dela. Na prática. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3. pois podem apresentar funcionamento instável. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. fornecendo mais vazão que o desejado. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão. colunas. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. que variará com o cubo do aumento de rotação. Obstruções na aspiração. um vortex na aspiração. como paredes nas proximidades. 1990). Outras Considerações quanto à Aspiração.. em muitos casos. Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. . etc. resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). porém. por exemplo). Ventiladores Operando em Paralelo.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série. formando. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2. não devem ser selecionados nesta região. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar. produzirão fluxos nãouniformes. mas num grande aumento da potência consumida. e também de investimento num motor maior que o necessário. Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. Uma contra-rotação do ar. fornecendo menos vazão que o previsto. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex. na aspiração do ventilador. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento.

br MT .com.Fax: (55 51) 3349.otam.Fone: (55 51) 3349.CEP 91150-010 . 1501 .001/2003 . Bitencourt.Porto Alegre/RS .6363 .Av.6364 www. Francisco S.

em comparação com a real. O desempenho do ventilador. Como foi visto.. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável. vibrações. 1990. as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. Air Systems.3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema. pela já citada norma AMCA 210. AMCA Paper 2337-97.br 6-6 . diminuição da capacidade do sistema.Porto Alegre .RS e-mail: comercial@otam. Air Movement and Control Association.otam. Inc. O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Publication 200-95. aumento do nível de ruído. e todas as alternativas devem ser estudadas. Av.br www. devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema. Francisco S. Inc. Dick. System Effects. O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas. Fans and Systems..5566 . PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig. CONCLUSÃO Para estarmos certos. 1501 Fone: (51) 3364.. caso seja contestado. Bitencourt. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas). pode ser verificado no laboratório. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema. 1997. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador.com. Illinois. Williamson. todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento.CEP: 91150-010 .com.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico). 1995. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. Em razão destes fatos..Fax: (51) 3364. etc. podem ocorrer. Publication 201-90.1264 Caixa Postal 7056 . funcionamento instável do ventilador.