MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270.000 x Pabs Q 3-4 .5 . É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. Pode incluir a potência absorvida por correias em V.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1. isto é. não é a pressão estática do sistema externo.Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270.6 .BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig. ou simplesmente rendimento. Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig.7. Fig.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico. Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão. acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador.000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração. Fig. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente.

BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada. Francisco S. 6). 9. (Fig. Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero.9 .8 .Porto Alegre . determinado pelo fabricante.otam.) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig.br www.RS e-mail: comercial@otam.com.1264 Caixa Postal 7056 . Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação. para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima. (Fig 7).Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig. (Fig. e a vazão é máxima.com. 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima.Fax: (51) 3364. (Fig.br 4-4 .CEP: 91150-010 . Av. no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. Bitencourt. 1501 Fone: (51) 3364. Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s. resultando em nenhum fluxo de ar.5566 .

entretanto. (Fig. velocidade ou densidade do gás forem alterados. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total. entretanto. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento. uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais. As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada. É importante observar-se. de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. Felizmente. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado. ou seja. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade.1 . estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho.

considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador.Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados.) Fig.Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos. As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. baseando-se numa velocidade periférica constante. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir.2 . com rotação. densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig.3 . porém baseando-se na rotação do ventilador. sendo que três leis se aplicam a esta situação. 2-7 . (Fig. densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo. (Fig 2.

5) com pressão.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig. Rotação do ventilador variável. sistema e tamanho do ventilador constantes. Fig. sistema constante e tamanho fixo do ventilador.4 .Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig. sistema. S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig. 6) para vazão constante. Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar. A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade.Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão.6 .Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. 4) com volume. tamanho do ventilador e rotação constantes. usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão. Rotação variável. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 . Fig.5 .

280 rpm 1/ 3 = 600 x (21.560 x (3.300 4-7 . Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2.42 kW Fig. a pressão estática e a potência? Exemplo No. A fim de aumentar a vazão de ar para 21. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6.000 m³/h nas condições padrão.84 kW.50 kW.500 m³/h.0/2.7 .714 RPM 440 P 300 19 21. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador.300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3. Está liberando 3.Mudança na RPM Fig.280/2. quais são os novos valores para a rotação do ventilador.500/19. O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor. 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.5 Q x 10 3 3.715) = 440Pa 2 =6.Mudança na RPM 3.000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3.84) = 3. mais ar se faz necessário.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9.42 kW 600 RPM 6.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.280/2.715) = 4.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.8 .715 x (5.50 x (679/600) = 9.560 4. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente.560 m³/h e requer 2. Está liberando 19.

o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1.77 x (800/400) = 56. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14.750 x (800/400) = 62. são as leis usadas para projetar dados de catálogo. o ventilador de 400 mm entrega 7.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0.9 x (1.9) = 13.2/0.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7.90 kW.2/0. a pressão estática. Está operando a 796 rpm e requer 9. mais as equações do exemplo 1.Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa.77 kW. 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18.53 m/s) e 1. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1. Em um ponto de operação.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1.750 62. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18.000 m³/h 3 Exemplo No.9) = 335 Pa = 14. Qual será a vazão projetada. para muitos diâmetros e rotações.9 .2 kW Estas.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa. 5-7 .06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9.53 x (800/400) = 29.

5 Um engenheiro especifica que quer 15.07 x 0. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão. A rotação está correta em 1. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig.88 Densidade Standard (d d ( real std = 15.620 Q 15.1 kW Observe também.120 rpm. serão necessárias 1. digamos 225 0.200 x 0. Determine a rotação do ventilador e sua potência. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m.07 kW. para entregar 15.120 rpm. nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador. mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso. veremos que. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada. (Dica: há duas maneiras de resolver este problema. A potência exigida é de 8. que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig. digamos 175 6-7 .11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1. Dessa forma. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig.120 RPM 49°C & 1000 1.88 = 13.200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa.400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima.88 = 176 Pa. Exemplo No. Q = Q real x std Densidade Real = 0. a partir deste exemplo.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo.10 .Mudança na Densidade Fig.4 ou 6). 11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão.88 = 7.200 m³/h com 225 Pa.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0. 12): Neste caso.

de acordo com a Lei para Ventiladores 6. porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema.1 kW Como era de se esperar. vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18. Bitencourt.otam. permanecer a mesma. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm. A potência exigida é de 5.RS e-mail: comercial@otam. Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41.280 m³/h.88) = 7. Corrigindo-se a rotação pela densidade. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1.000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18.Fax: (51) 3364.400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm. 41. funcionando a 418 rpm e exigindo 14. no sistema de ventilação.7 x 454 = 14.400 Q 15. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores. Francisco S. obtemos: Fig. aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante. 13. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada.5566 .280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa.br www.1264 Caixa Postal 7056 . 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41.55 kW. a resposta é a mesma em ambas as soluções.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0.99 kW. Av.12 . tal como um filtro absoluto.55/(0.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5.280 x 454 = 38.Porto Alegre .7 kW.br 7-7 .com.CEP: 91150-010 .com. 1501 Fone: (51) 3364.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13. Exemplo No.88 = 1.Mudança na Densidade 1.

Fig. conforme o mencionado anteriormente. como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes. conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada. são as obtidas sob condições ideais.Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1. poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores. Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig. Q . Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. que raramente existem na prática. normalmente.1. P ht 7 6 kW . para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes. 1. o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados. (AMCA).000 RPM & 1.2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão. estas curvas são determinadas por testes de laboratório. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar). Geralmente.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão. As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . A densidade do gás (r). Por este motivo. as curvas de desempenho. Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais.

2 . Se Q for duplicado.Variações do Projeto . Tipicamente. 3 . 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada. Ponto de Operação O ponto de operação (Fig. Portanto. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado.Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa. serpentinas. Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho. Para sistemas fixos. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. a resistência aumentará para 400 Pa. se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. ou seja. Por exemplo.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real. as serpentinas começam a condensar umidade.000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. Esta curva modifica-se. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador. A curva de resistência do sistema (Fig. 2-5 Pe A Fig. sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema. considere um sistema trabalhando com 1. isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema. conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig. etc.. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que. e não a falhas do ventilador ou do motor. Observe na Fig. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada. A Fig. 4 . no entanto.000 = Q 1. dampers e dutos. 2. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira.Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q).

desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. 3-5 . em maior ou menor grau. A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás.Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). O ventilador de pás radiais é uma exceção notável. o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. pulsação ou bombeamento. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. ao contrário. elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse. 1. (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. Nesta situação. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores. quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. sobre um intervalo de vazões e pressões.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig. aerofólio e radiais. 3 como flutuação no volume de ar e na pressão. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. Para qualquer ventilador. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. Entretanto. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema.1. um ventilador com instabilidade. 2). (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente). Por exemplo. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo.2 . Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema. O Fig. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. mas. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema.

Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . 3 . a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. (Fig.Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig. Obviamente. (Fig. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório. com qualquer projeto de sistema de dutos razoável. Entretanto. particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. ou ambas no mesmo sistema. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. varia para diferentes instalações do ventilador. no funcionamento em campo. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. Conseqüentemente. 4 . os quais permitirão uma operação estável. Este ponto.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo. 4). 5 . 5). o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas. O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). Por exemplo. Neste caso. Fig. dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação. a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão.

isso poderá resultar em uma operação instável . 4) Para corrigir o problema.CEP: 91150-010 . A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. isso raramente é feito. Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento.otam. Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente. pág. A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho. O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável. Bitencourt.Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 . O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto.5566 .com. Av. Geralmente. Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. 6). Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente. o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam. Fig. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. para cada posição do damper. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores. 5. portanto.Porto Alegre . há uma curva de desempenho diferente correspondente. uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável. Francisco S. 6 . tamanho e velocidade de rotação. 6. (Ver Fig. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente. Sendo o desempenho levemente reduzido. Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig. Caso contrário. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto. é possível haver mais de um ponto de operação.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. 1501 Fone: (51) 3364.br www. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo". o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo.com. Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada. são deixados nesta posição permanentemente.Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.RS e-mail: comercial@otam. Entretanto.br . o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas.

com rotor de pás radiais. enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica. 1-4 . com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil). A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos. os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos. A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática.Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . embora algum escorregamento possa ocorrer. Portanto. P Fig. conforme representado no diagrama. É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos. geralmente. Examinandose a extensão relativa do vetor R. Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. 1 . Além disso. 2). Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás. 1). As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. A extensão do vetor da velocidade periférica (R). não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas.Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal. Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco). A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. os ventiladores sirocco. O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. e um amplo intervalo de operação. Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos.Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco . e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir.

Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade. As desvantagens do ventilador Limit Load incluem. Geralmente. Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio. Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade.Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. quanto maior o ventilador. Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado. 3 . 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). Inerentemente. A magnitude da instabilidade. a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e. portanto a sobrecarga geralmente não é problema. As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. 3). 4. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). Pe e Potência Absoluta 100 he. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais. primeiramente. . quando ocorre. em segundo lugar. Conseqüentemente. um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. 2 .

3-4 O ventilador tipo propeller (Fig. Freqüentemente. aproximadamente. entre sí. . 5085% da vazão máxima em descarga livre. o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa.Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller. tuboaxial e vaneaxial.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. 6. 5 . conforme ilustrado na Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. 4 . Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais. Fig. o rendimento estático é reduzido para um máximo de. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. O ar é. Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. Portanto. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. então. 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. 72% e o nível de ruído é aumentado. O intervalo de seleção. Pe e Potência Absorvida he. 6 . Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. de modo geral. 7.Ventilador Centrífugo Tubular Fig. Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig. sendo similares. Entretanto. 7 .

br 4-4 . As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos. (Fig. com os ventiladores axiais. com rendimento total igual.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que. 1501 Fone: (51) 3364.otam. O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre).1264 Caixa Postal 7056 . 10) Fig.CEP: 91150-010 . um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio. a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula). Com ventiladores centrífugos.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig.5566 . 10 .Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial. Bitencourt. e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos. quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático. Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. Fig.Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av.com. A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído.Porto Alegre .br www.RS e-mail: comercial@otam. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula). é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r. 9 . As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos. Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W.com. Francisco S. O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%.Fax: (51) 3364.s e a s características do ventilador. Nos últimos anos. atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante. Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável. 8 .

(2) Método de Seleção do Ar Equivalente . E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade. Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s). Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. ou ligeiramente à direita do mesmo. e outras considerações terem sido estabelecidas. assim. e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". normalmente baseadas em ar padrão. A partir destas simulações. usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar. centrífugo ou axial. na curva de desempenho.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. particularmente correias em V versus acionamento direto. temperatura e umidade relativa. (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. a vida esperada do ventilador. O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. (b) Condições de Serviço. intervalo de pressão. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica. Sempre que estas condições não forem especificadas. Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". temperatura do ar. A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo).para obter o tamanho do ventilador. 1-5 . três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis. tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. tais como transporte de materiais. o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. a aplicação do ventilador. operação em paralelo. Após as exigências de espaço.

m3/s P = pressão estática. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. a fim de se obter a potência operacional exigida.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas. Entretanto. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. É definido por: N s = 2. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão. então. deve ser determinado. Pa 0. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. No entanto. a seleção lógica. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. Em geral. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores. 2-5 . se for o caso. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. De fato. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão. O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será.877 x N x Q P 0. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação. somente na descarga. Por outro lado. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. O custo inicial de cada ventilador. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. sua rotação e seu rendimento. atenuadores acústicos e isoladores de vibração. que inclui todos os acessórios exigidos.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor.75 N = rotação do ventilador. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. rpm Q = vazão do ar. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica.

Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. mais definitivo em aplicações de acionamento direto. Estas variações são típicas e não se aplicam. a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 . Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. independentemente do tamanho ou rotação.000472 m3/s. 1. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. 1. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. necessariamente. onde a rotação é fixada pela velocidade do motor. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada. aos produtos de qualquer fabricante em particular. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico. o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. portanto. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador. por exemplo.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que. encontram-se demonstrados na Fig. Se a rotação puder ser variada. Fig. O critério de rotação específica é.

Uma vez que o tipo tiver sido determinado. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. Além disso. informações posteriores.75 kW. podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica. Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado. tipo de arranjo desejado. Com freqüência. corrosivo ou possui sólidos arrastados. Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1. em cada banda de oitava. e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes. A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador. com redução de rotação apropriada.75 kW. embora não essenciais. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias. então. ainda. Preferivelmente. o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. (a) Se acionamento direto for exigido.490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada). (b). explosivo. (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. (c) se aplicam. É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. Temperatura à qual (a). outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador.

Vida e tipo dos rolamentos.5566 . Av.RS e-mail: comercial@otam. Bitencourt. temperatura. (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador. é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos. a menos que haja alguma disposição em contrário. Tipo dos Mancais. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará. (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes.com. exaustão de pintura com pistola.com. Exemplos: tiragem induzida.br 5-5 . foram executadas pelo usuário. isto é. necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. que todas as correções para densidade. Se houver dúvida sobre quaisquer exigências. (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries. Supõe-se. Se uma base de isolamento de vibração é exigida.br www.Porto Alegre . etc.otam. o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador.Fax: (51) 3364.CEP: 91150-010 . 1501 Fone: (51) 3364. se é de eixo horizontal ou vertical. Francisco S. detalhes do suprimento elétrico. etc.1264 Caixa Postal 7056 .

em direção a descarga livre. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. .Padrão de descarga circular formando redemoinhos.Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio. .Transferência de energia primária pela pressão de velocidade. .Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás. . depósitos e algumas instalações comerciais.Possui boa distribuição de ar à jusante. . . tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos. A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico. 2 0 10 PRESSÃO . .A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área.POTÊNCIA .A potência aumenta continuamente até a descarga livre. .Alta vazão. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação. cozinhas.Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão. 4 6 8 PRESSÃO .BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 . PRESSÃO .A potência aumenta continuamente até a descarga livre.O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia. . depósitos e algumas instalações comerciais.Usado em algumas aplicações industriais.POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO .Utilizado para aplicações de renovação de ar.Possui fluxo de ar em linha reta. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta.As pás podem ter passo fixo.Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás. . 5-6 .Semelhante ao ventilador aerofólio. ajustável ou variável.Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 . mas com capacidade de pressão muito baixa.A carcaça normal não é usada.Não é comum para aplicações HVAC. com capacidade de pressão média. 10 8 10 8 6 4 . Estas vazões também apresentam características de pressão boas. PRESSÃO .A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança. .Desempenho semelhante ao do ventilador limit load.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R . . cozinhas. .Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia. . PRESSÃO . . .Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás. cozinhas. 10 10 8 6 4 .Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre.Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais.Sistemas de exaustão de baixa pressão.Considere a curva de potência. . .Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa. PROJETO DO ROTOR .POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO . . . depósitos e algumas instalações comerciais.Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre).Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio.O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor.Características de alta pressão com capacidade de vazão média. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. .A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. 2 0 10 PRESSÃO .POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO .POTÊNCIA . . 10 8 6 4 2 0 10 .Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico. Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO . ventilação e ar condicionado em geral. Evite operar o ventilador nesta região. . . . ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio.Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio. . M . .Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio.Padrão de descarga circular.Baixo rendimento. .Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA .10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação. média e alta. alta ou média pressão. .Normalmente operado sem conexão a um duto.Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais. .Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno. . .Alta vazão.Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico. .Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos.Aplicações de aquecimento. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . portanto. .Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial. . . . . cozinhas.Tipo voluta. curvados para trás e inclinados para trás. exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores. sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado.A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico.Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load.POTÊNCIA . exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. PRESSÃO .A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica.Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples. . .É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte.Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função. . . .Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos.Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio.Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática. . .Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. . ar formando redemoinhos. . exceto pela vazão e pressão serem inferiores. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos. ou auto-limitante.Desempenho semelhante ao ventilador limit load. . .POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) . CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO .Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller. .POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO . A seleção do motor deve levar isso em consideração.Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente. . . . .As mesmas aplicações de aquecimento.Rendimento menor que o ventilador limit load.Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico. B . . .Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração. . .Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico. . .Fornece exaustão mecânica. as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor. curvados para trás e inclinados para trás. onde a distribuição de ar a jusante não é crítica.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. .O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás.Limitado às aplicações de baixa pressão.Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar.Normalmente. . .Fornece exaustão mecânica. . .Para determinada capacidade.Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento. . apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos. .Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais. porém isso normalmente não causa problemas. . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . .Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador. Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão.O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo.Sistemas de exaustão de baixa pressão.Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador. tais como estufas de secagem.Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente. Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos.Anel circular simples.O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica. Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás. rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno.Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio. portanto. placa de orifício ou Venturi. APLICAÇÕES . O rotor às vezes é revestido com material especial. tais como galpões industriais. depósitos e algumas instalações comerciais.A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico. . . onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias. .Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre). . exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior. tais como fornalhas residenciais.Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa. .A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula. . . Evite operar o ventilador nesta região. AXIAIS .Normalmente operado sem conexão a um duto. uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência. . tais como galpões industriais.Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°. .

conforme graficamente representado na Fig. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. em cada instalação de ventilador. Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. ou vorticidade. 1-7 . o redemoinho sempre reduz o rendimento. Em ambos os casos. os valores de desempenho catalogados. algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. 2. (b) Redemoinho ou vorticidade. Fig. a pressão e a potência são menores do que o esperado. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. Devido à variedade infinita das condições de aspiração. Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem. Por este motivo. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais. Entretanto. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador.sem veios. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador. com freqüência seriamente. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior.

Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 . 2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior. causando redemoinho na aspiração do ventilador. estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum. estabelece-se um desequilíbrio.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig.

5). Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e.Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0. os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas.5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. Nestes casos. 4 . Ocasionalmente. Quando o duto termina bruscamente. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. 3). Em todos esses casos. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro. Em algumas aplicações. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%. Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador. ou num duto com flanges. As pás de guia na aspiração. para corrigir a situação. Sob certas condições. Quando o duto termina num plenum. e numa área de mais baixa velocidade. 3 .Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . uma perda na pressão estática será imposta. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig.05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. Instalações de ventiladores. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. assim sendo. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração. Por exemplo. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. montadas no bocal. Fig. Em alguns casos. o duto termina bruscamente (Ver Fig. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. com um diâmetro maior. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador.9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. com um aumento correspondente na potência absorvida. através de uma parede. que empregam pás de guia variáveis na aspiração. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum. através de uma parede. ou um duto com flanges.4).

Conseqüentemente. o que resulta em vórtices de descarga de ar. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. de área constante. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. anexos à descarga. num arranjo sem mancal na aspiração. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. derivados destas condições de descarga ideais. de natureza espiral e não-uniforme. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. incluindo um endireitador de fluxo. 5 . conseqüentemente. Infelizmente. Perdas nas correias são uma função da tensão. com objetivo de avaliação de desempenho. Basicamente. da quantidade e do tipo de correias. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. o fluxo será muito uniforme. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial. Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida. com freqüência. portanto. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática. são mensuráveis.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. Além disso. isto deve ser levado em consideração. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. na estação de medição. Como resultado. . a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz.

consideravelmente reduzida. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. Por esta razão. além das perdas já citadas. Infelizmente. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos. Entretanto. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. obter uma recuperação estática ou. criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas. especialmente do tipo manga. através disso. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração. Preferivelmente. A adição de um duto curto de descarga.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. Quando dutos de descarga retos são usados. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. os danos aos filtros. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. então. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. 6 . Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. Teoricamente. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. A perda de descarga será.5 mmca. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. resultarão numa perda menor. imediatamente na saída de descarga do ventilador. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. (Fig. Pobre Correto 15ºmax. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. 6) Fig. . ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. então. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. como fazem em muitos sistemas de ventilação. se isto não for possível. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo.

Conseqüentemente. 7 mostra uma ilustração das quatro posições). O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva. Se o fluxo fosse uniforme. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas. assume-se uma perda igual a 1. Estes fatores de perda são somente aproximados.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. uma perda adicional é introduzida.5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. Deveria ser usada sempre que possível.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções. assume-se uma perda igual a 0. tal curva teria uma perda de pressão de 0. onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva. Nestes ventiladores.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. consequentemente. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Para a posição D. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração. Para a posição C. (Fig. Para a posição A.25 x velocidade de descarga do ventilador. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante. Isto resultará na menor perda das quatro posições. Assume-se uma perda igual a 0. a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva. a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva. Para a posição B. sem qualquer espiral. Assume-se uma perda igual a 0. Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva.Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 . Fig. não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto. 7 .

br 7-7 .com.RS e-mail: comercial@otam. 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada.5566 . no máximo.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes". 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. A Fig. Av.Fax: (51) 3364. e as perdas já explicadas são então usadas. Ventiladores de gabinete. Deveria haver um duto reto de 1. 30º em cada lado. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos.5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição.1264 Caixa Postal 7056 . com um ângulo de convergência de.br www. com freqüência.otam. Francisco S. Fig. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum.CEP: 91150-010 . 1501 Fone: (51) 3364.com. 8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max. possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada. Bitencourt. a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo.Porto Alegre .

É calculada.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação. aparentemente idênticos.44 0. multiplicando-se a vida L10 por 4. onde: L10h= 16. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO. rpm C = índice de carga dinâmica básica. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. fissuras. mm S = carga máxima do rolamento. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0. o termo "vida média" ou L50 é usado. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento. T = cv x 1. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento.53 0.000 horas possui uma vida L50 de 240.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. Por exemplo.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir. 1-2 . portanto.62 0. Isto é chamado de vida nominal básica. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. rpm P = potência instalada. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia. Uma definição mais clara do termo "vida" é. venha a atingir ou exceder.000 horas. N p = expoente de vida. etc. W D = diâmetro da polia. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver. que não a nominal básica.33 0.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. um rolamento com uma L10 de 60. L10. como segue: p L10h= 16. isto é.21 Ocasionalmente. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto. Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste. Para rolamentos operando em uma rotação constante. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos. é evidente.

1264 Caixa Postal 7056 .3 CL.000 = 409.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações.br www. 1501 Fone: (51) 3364.Fax: (51) 3364. Francisco S.5566 .667 x C ³ = 16.Porto Alegre .700 N (1) Velocidade angular. S = T x 2 = 1. Av.700 3 =72.com. determine a vida do rolamento. cv = P = 30. Tipo de ventilador =RSD 800 arr.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.667 x 52. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida.I Potência instalada.com. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento. D = 450 mm Tipo de rolamento. T = cv 1.RS e-mail: comercial@otam.3 (3) Carga Dinâmica da polia.000 = 409.819 x 2 = 3.638 N (5) Horas de Operação.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo. w = 2p n = 2p 700=73. L10h =16.otam.CEP: 91150-010 . C = 52. Bitencourt.378 horas n S 700 3. P = 30kW Rotação.br 2-2 .3 Nm w 73.3 x 1.

e. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K . 2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. No entanto.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. Fig. haverá um ponto de intersecção das duas curvas. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão. telas e grelhas. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. independentemente do volume de ar. Esta curva é chamada de curva característica do sistema. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. transições de expansão ou convergentes. curvas. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos.. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. Este será. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig. será bastante elevada para o ferro em fusão). Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto. portanto. serpentinas de aquecimento e resfriamento. venezianas. Isso encontra-se ilustrado na Fig. quando obstruído. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz. o ponto de operação. Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. em cada ponto de vazão de ar. Aqui a resistência do sistema será constante.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso. bocais. a resistência do sistema (i. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. as bolhas fluirão. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. 1. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências. No entanto. com o volume de ar atravessando o sistema. Esses elementos podem ser dutos. A Fig. Deste ponto em diante. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. dampers. portanto. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador.

O valor do Número de Reynolds correspondente.82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0. conforme mostra a Fig. Ns/m² Para o ar padrão. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele.020 m/s.22 kg/m² e m = 1.1 m/s. a eficiência do filtro melhora. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. a característica do sistema é uma linha reta horizontal. Pode variar de 750-5000 Pa. é de aproximadamente 2100. 3. aproximadamente seis vezes o valor de 0. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa. a característica do sistema continua sendo uma linha reta. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos. numa câmara de filtragem. Para pressões menores. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo.22)(0. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam. No entanto. soja. porém. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. arroz. que podem ter de 4 a 25 m de altura. porém. Como resultado da área grande. Fig. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar. À parte essa exceção. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar. tais como milho.015)(0. independentemente da velocidade do ar. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. o início de um fluxo ligeiramente turbulento. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno.305 m Re = (1. os ventiladores axiais podem ser usados. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento). em kg/m³ V = velocidade média do ar. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0.305) 1. r = 1. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague. m m = viscosidade do ar. eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa.015 a 0. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados. são necessários ventiladores centrífugos.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar. a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante. À medida que os filtros ficam tapados pelo pó. qualquer que seja a pressão estática. aproximadamente 0. Para ar padrão. então. m/s D = diâmetro do duto. para pressões mais altas. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem. Com esse objetivo.5 2-3 .015 a 0.

Por exemplo. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0.960 307 2100 477000 3-3 . O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0. Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370. um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4.96/1. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento. Se um ponto da característica do sistema for conhecido.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional. os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada. 5.100 9. a velocidade do ar será de V = 4.0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa. 4. Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo). Tabela 1. como mostra a Fig. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos.0/0. como mostra a Fig. conseqüentemente.Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa. A constante K determina o declive da curva. como os usados em prédios. como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem.4015 = 9. este é um fluxo definitivamente turbulento. a curva fica mais íngreme.4015m². Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação.0195 L Pd D é proporcional a (Q)².015 0. 4 Característica do ventilador e característica do sistema.3)2 = 59 Pa. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas). o que é normal em sistemas de ventilação.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9. para fluxo ligeiramente turbulento. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito.

O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre. engrenagens. etc. reduzindo substancialmente sua vida útil. polia. em um ponto em particular. Vide Fig..000) 1-3 . portanto. Vide Fig. Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. Torna-se.3 mm/s) para balancear os rotores. uma força centrífuga. age sobre me e é transmitida para o eixo. sua extremidade descrevendo um círculo. por sua vez. buchas.3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. quando feita de forma correta. Quando o disco está em movimento de rotação. localizar e medir o desbalanceamento. Esta excentricidade. pequeno. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. Referindo-nos à Fig. 1. eixos. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%. nunca pelo balanceamento em si. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. torna-se necessária uma tolerância para balancear. F. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g). R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora. pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado.). é necessária para detectar. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor. 3. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. irá equilibrar o rotor. Este deslocamento é chamado de excentricidade. considere um disco com raio. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. 2. está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo. estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6. ou máquina de balancear. eT em mm e para a velocidade de rotação. e (mm). Esta vibração induzida. e = me .BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo. eixo. etc. Por exemplo. As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total. e essa mudança. Usando a recomendação ISO G4. ao redor de sua posição normal.0 para valor de balanceamento.

determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual. R m => me = e .0 00) 800/1. R = 152mm Grau de balanceamento. m = 8. me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1. a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados. Rotação. 1 Posição de Repouso F E Portanto. n = 800rpm Massa da polia.000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual. 2 2-3 . p e = me . m = 50 x 8.1 = 2.1 kg Raio da polia.66 g para esta polia.66g R 152 Fig. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia). Fig.

5 10 G 1 5 G 0. 1501 Fone: (51) 3364.br 3-3 .CEP: 91150-010 .BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig. expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0.Porto Alegre .O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação. para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.5 0.Fax: (51) 3364. U per/m = e per em g. Bitencourt. Francisco S.5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA .2 0. 50 3 G 20 2.otam. em micrometros.5566 .com. 4 2 1 0.com.RS e-mail: comercial@otam.mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa. 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor. Av. e per .br www.1264 Caixa Postal 7056 .

Se este catálogo não estiver disponível. veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12. O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica. Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. realizando determinado trabalho. Entretanto. construção e aplicações. o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. os níveis de potência sonora. ou próximo do. vazão de ar (Q). Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. sob condições de teste aprovadas. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador.Aerofólio. ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. conforme mostra a tabela 3. e a força desse tom depende.Curvado para frente . Se. é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. em parte. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C. baseado no nível de potência sonora específica. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais. poderão ser estimados através do seguinte procedimento. deverá atender essa situação. do tipo de ventilador. por quaisquer motivos. um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima. de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. a Tabela 1 pode ser usada. os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). curvado para trás ou inclinado para trás .BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw). 1-3 . nas bandas de oitava. para vários ventiladores. Para registrar esta freqüência de passagem da pá. Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária.Pá radial. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores.Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. pressão total (Pt) e rendimento (h). as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador. O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). A geração de potência sonora de um determinado ventilador. Tabela 1.

BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 .9m < 0. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador.Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar. curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0. m³/s (cfm) 0.5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 . HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio. quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava.000472. Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 . Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4.5m < 0. conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair. quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB.Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava. para o ponto de operação do ventilador. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm. com rendimento estático de 56%.15 m³/s a 750 Pa.9m Todos > 1m 1m a 0.

Bitencourt. 1501 Fone: (51) 3364. este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98.5 500 33 49 2 0 84 -3.Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava.com. Francisco S.5 250 39 49 0 88 -8.8 dB(A) ( ) ( ) 4.RS e-mail: comercial@otam.3 De acordo com a Tabela 3.5566 .otam. P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz.8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. como mostra a Tabela 4.5 79.2 Potência Sonora 85. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão. Av.44 + 9. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25.com.Fax: (51) 3364.5 76.Porto Alegre .15 ( 0. C = 0. Combine todos os quatro passos.br www.1264 Caixa Postal 7056 . Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90. Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico.57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente. de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 . De acordo com os dados de desempenho no catálogo.CEP: 91150-010 .br 3-3 . = > Lw (linear) = 98. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz.5 125 43 49 0 92 -15.2 dB = > LwA = 85.000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39.5 70.

A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 . durante a operação. tanto a vazão quanto a pressão são alterados. tais como sistemas de volume de ar variável. alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida. enquanto outros têm exigências de pressão variável.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação. A fim de acomodar estas variações. com freqüência.

Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. Portanto. Portanto. uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. Portanto. 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. não é recomendado para modulação de capacidade. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. O rendimento é reduzido. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. Se os dampers forem usados para regular o sistema. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. Em segundo lugar. Devido a essa segunda desvantagem. em aplicações de pressão média e baixa. A Fig. reciprocamente. Primeiro. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. Entretanto. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. ao todo. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo".BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. . Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. a área dos dampers fica relativamente pequena. automaticamente. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. Entretanto. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. Normalmente. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. Assim. conforme indica o gráfico ao lado.

Na verdade. embora chamados de registros. cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. a potência absorvida também aumenta. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. Além disso. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. aproximadamente. com ventiladores muito grandes. 20 a 30 %. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro. Por outro lado. Portanto. Como as pás do registro são moduladas. em longos períodos de tempo. na pressão estática e na potência absorvida. para cada posição do registro. em tais ventiladores grandes. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. como conseqüência. seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração. os quais são providos de acionamento direto. isto não apresenta nenhum problema em particular. A construção do registro. . uma redução na vazão. Para ventiladores muito pequenos. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. 2 . a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. Primeiro. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. A magnitude desta economia é geralmente de. Segundo.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. a redução de capacidade é substancial. Portanto. Porém. já que a economia de potência gerada. Independentemente dessa economia.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. A vorticidade resultante tem. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. Com aplicações de acionamento por correia.

Terceiro. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação. Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática. Francisco S. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho.com. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. todavia. dependendo da seleção original. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita. Uma vez que o ventilador axial deve. Av. Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total. uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado. Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente. Em ventiladores acionados por correia.3%. Antes de se usar um registro radial. até mesmo em uma posição totalmente aberto.RS e-mail: comercial@otam. para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência). e aos níveis de ruído resultantes. redutores mecânicos de velocidade. maior será o custo. Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles.5566 . se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas. ter algum tratamento acústico. Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V. o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM. incluindo: motores de multivelocidade.br www.otam. Uma vez que os dados de teste são limitados.1264 Caixa Postal 7056 . geralmente.com. Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente. Em unidades com acionamento direto.CEP: 91150-010 . Bitencourt.Porto Alegre . Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida.Fax: (51) 3364. Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador. Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador. 1501 Fone: (51) 3364. Por isso.br 4-4 . à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração. transmissões hidráulicas.

ARR. Rotor em balanço. Rotor em balanço. Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Rotor em balanço montado no eixo do motor.4 SWSI Para acionamento direto.9 SWSI Para acionamento por correias. ARR. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor. 1-7 .2 SWSI Para acionamento por correias. ARR. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. Nenhum mancal no ventilador. 3. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral.8 SWSI . 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K). Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. ARR. Dois mancais ou mancal monobloco na base. ARR. Rotor em balanço.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta.10 SWSI Para acionamento por correias.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta. ARR.3 DWDI Para acionamento por correias. Rotor em balanço.1 SWSI Para acionamento por correias. dois mancais com motor montado do lado de fora da base.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. dois mancais com motor montado do lado de dentro da base. ARR. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador. ARR. ARR. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1.3 SWSI Para acionamento por correias.

BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. ARR. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias. Caixa de aspiração pode ser auto-portante. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. ARR.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. Carcaça auto-portante. ARR. Carcaça auto-portante. dois mancais ou mancal monobloco na base. ARR. Carcaça auto-portante. Carcaça auto-portante. Caixa de aspiração pode ser autoportante. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. Rotor em balanço. Rotor em balanço.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. 3. 2-7 . ARR. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR.

Geralmente. Para descarga horizontal e vertical. Para descarga horizontal e vertical. Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. e as fixações de motor 45.. A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. portas de inspeção. 90. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 . Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. as fixações de motor 135. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas. parede ou invertidos instalados no teto. Descarga horizontal. Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Motor montado dentro da carcaça. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. 180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). Motor montado independente da carcaça. na parede ou no teto. etc. Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente. As posições dos motores. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. suportes. suportes para instalação no piso ou ambos. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça.

ARR. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto. ARR. Motor sobre suportes internos. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice. Equivalente ao arr.7 Para acionamento por correias ou conexão direta. 1 mais base comum para o motor.1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica. ARR.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. Nenhum mancal no ventilador. Rotor em balanço. DOIS ESTÁGIOS ARR. Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais. Acionamento pela aspiração. 3 mais base comum para o motor. Rotor em balanço montado no eixo do motor. ARR. Dois mancais sobre suportes internos.4 ARR4. Acionamento através da carenagem das correias. ARR.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta. 4-7 . Motor na carcaça ou na base comum. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias.3 Para acionamento por correias ou conexão direta.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1. Rotor em balanço. Equivalente ao arr.

4. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador. Em ventiladores de simples aspiração. 2. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. 3. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral. 5-7 . o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. conforme a necessidade. 5.

e designando-se as posições do motor com as letras W. Y ou Z. X.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. 6-7 . conforme o caso.

Bitencourt.otam.com. Francisco S.CEP: 91150-010 . 1501 Fone: (51) 3364. e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário. Av. 4.br www. A linha de referência é o eixo do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.br 7-7 .Porto Alegre . 2.RS e-mail: comercial@otam. As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos. 3. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior.com.5566 . A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR.Fax: (51) 3364. como mostra a ilustração.1264 Caixa Postal 7056 .

Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima. kg massa do rotor. kg módulo de elasticidade. 2. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica. Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude.B²)³ ² 9 3 EIL 2. kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64.2) A W B L dst2=WB(L² . as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley.3) A W W A L dst2=WA(3L² . O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão. do comprimento do eixo. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo. é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9. que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo. A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. conhecida como Rotação Crítica. dst. mesmo na ausência de carga externa. m4 comprimento do eixo.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2. m . Em geral.4) L Q 1. a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural. sofre flexão durante a rotação. que é a velocidade crítica de rotação. Rotação Crítica.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2. A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica.1) L dst1= 5wL³ 384EI 1.

E Massa do eixo.000319 m Diâmetro do eixo.52)(1.29 x 10-9 306.37)³ = 384(200x10 8 )(125.4A²) 24EI Ver figura 2.17 x 10-9 1178.4(0.87 13.37 m = 0. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .5(0.85 5.40 18.20 30. W Comprimento do eixo.87 =13. encontre a rotação crítica.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7.18 x 10-9 636.5 kg = 1.85 x 10-9 19.75 = 1256rpm 2-4 .81 =30 p 0.51 7.66x10 -9) =0.52 kg (ver Tab.205 m = 125.00018 + 0.76 x 10-9 73.20 Exemplo No.17 x 10-9 39.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2. w = 40 mm = 7.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.205)[3(1.99 9.37 x 9. a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0.66 x 10-9 201. I Módulo de elasticidade.47 3.70 22.66x10-9) =0.000139 = 0. L Cota A Momento de inércia. D Massa do rotor.37)² 24(200x10 8)(125.1 5(13.205)²] = 7.66 x 10-9 125.79 x 10-9 449. 1 (b) Dadas as seguintes especificações.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.3 .000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.00 15.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.

(c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo. E = 35mm = 5. sendo um lado do mancal em balanço. W Momento de inércia.114m = 8.197)²] = 5.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.66x10-9) =0.197)[3(1.197m = 1.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No.534)³ 8(200x10 8 )(73.000107 = 0.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4.000216 =2.66x10-9) =0.81 =30 p 0.40(0. w (a) L = 0.27(0.5215m = 0.000055 m 3-4 . D Massa do rotor.114)² 24(200x10 8 )(73.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . I Módulo de elasticidade.4A²) 24EI .4kg = 73.035 x 0.66x10-9) =0.534m = 4.9)(1.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo.035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%. w (a) = 0.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.114)³ = 384(200x10 8 )(73.4(0.000109 + 0. a rotação máxima de operação seria de: 2.

br www.526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.980 x 0. Av.000173 = 0.5566 .485 rpm Portanto. que é = 1. a rotação máxima de operação seria de: 1. isto é.035 rpm =1.5215)³ = 3(200x10 8 )(73.980 rpm =1.com.000228 =1.otam. a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço.CEP: 91150-010 .000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.81 =30 p 0. Bitencourt.000055 + 0.980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.RS e-mail: comercial@otam.br 4-4 .75 = 1. a menor rotação obtida.66x10-9) =0.Porto Alegre .4(0.1264 Caixa Postal 7056 .485 rpm.485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2. 1501 Fone: (51) 3364.000228 m =1.Fax: (51) 3364.com. Francisco S. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5.

10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. a temperatura. que não serão apresentados aqui. sobe para o torque máximo. no qual a força está agindo. Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. necessário calcular o torque de partida do ventilador. então. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico. 1. o tipo e a quantidade de lubrificante. sem exceder suas limitações de projeto. caindo novamente. número de pólos e custo do motor. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador. ele varia de acordo com fabricantes diferentes. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia. JFP . o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e.5 vezes o torque de plena carga. Durante o período de partida. porque a freqüência de partidas. portanto. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 . Equação do Torque de Partida Torna-se. rad/s² g= aceleração por gravidade (9. ele possui um torque relativamente alto. kgm² a= aceleração angular.81 m/s²) (2) T estruturas. é necessária uma série de outros cálculos. e outras variáveis devem ser levadas em consideração. geralmente de 1. Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir. também conhecido como o momento da força. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. Quando o motor dá a partida.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque.. conforme representado na Fig. Para o tempo real de partida. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. etc. tamanhos de carcaça.5 a 2. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor.

s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70. m =momento de inércia da polia do ventilador. rpm nM =velocidade de rotação do motor. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular.19 1455 ( ( ( ( = 8. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0. rpm tS =tempo de partida do motor. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida.04 + 0. kgm² JM =momento de inércia do motor.255² 2 2 =0. w = 2pn M = 2p(1455) = 152. J MP = m x R² = 5. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor. JF = PD² = 105 = 26. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor. nF = 747 rpm potência absorvida = 17. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.1 x 0.19 kgm² = 30. m = raio interno do rotor/polia.1rad/s² (7) Torque de partida.81 .4 kgm² (4) Momento de inércia total. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador.44 kgm² (5) Velocidade angular. Ts = J x a = 8.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.3 + 0.1 kg = 250 mm = 5. kg = raio externo do rotor/polia. a = w/t S= 152.125² 2 2 =0.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.4/4 = 38.1 = 32. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular.9 kgfm = 450 mm = 12.8 kgfm g 9.5 x 0. selecione um ventilador adequado.44 x 38.000 m3/h e pressão estática 450 Pa.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência. JM Torque de partida do motor.31) x 808 + 0. J FP = m x R² = 12.

488 965 ( ( ( ( = 17.16 x 20. J FP = m x R² = 12.RS e-mail: comercial@otam. Bitencourt.31) x 761 + 0.8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular.81 Uma vez calculado Ts < TM . OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.br 3-3 .8 x 0.12 kgm² Torque de partida.22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador.62 kgfm = 450 mm = 12.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.1 x 0.com. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0.Fax: (51) 3364.com.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor. 1501 Fone: (51) 3364. JM Torque de partida do motor. Av.488 kgm² = 46.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação.1264 Caixa Postal 7056 . ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. Francisco S.4 kgfm Ts = J x a = g 9.3 + 0.178² 2 2 =0. a = w/t S = 101.otam.br www.1 kg = 335 mm = 7.124 + 0.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor.1/5 = 20. 17. Uma vez calculado Ts >TM. J MP = m x R² = 7.Porto Alegre .255² 2 2 =0. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação. JF = PD² = 105 = 26. (4)Momento de inércia total. w = 2pn M = 2p(965) = 101.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.5566 .CEP: 91150-010 . o motor de 4 pólos não é adequado para este caso.22 = 35.

Pode ser expressa em Watts ou em decibéis.000.000 10. Pode ser expressa em W/m². uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência.001 0. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis. No entanto. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora. O nível de pressão sonora é proporcional. o nível de pressão sonora. a pressão sonora de referência.1 0. Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1.000001 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição.00001 0. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento. não pode ser medida diretamente. gritando (média) Escritório Voz.0001 0. energia. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado. Quanto mais longe da fonte. é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar.0000001 dB (W W ( 0 onde po. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado. porém.000 100 10 1 0. em campo livre. em determinada localização. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz. menos energia por unidade de área. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância. O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato. pode ser medido. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 . Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. .000 100.01 0. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento.

Por exemplo. respectivamente. Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P . Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis.75 dB = 6 dB. LP2. 1.. i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. em alguns casos. como vimos no exemplo anterior. se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza.6 + 10 8. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. 75 e 73 dB. para combinação de níveis de decibéis. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem.5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou. permita que LP1.Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo. é o nível combinado.5 1 0.. . o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes. utiliza o gráfico apresentado na Fig. o nível de potência sonora. LP3. conforme ilustra o exemplo seguinte. [ [ Fig. Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar. o nível sonoro combinado não é de 140 dB. 84 e 89 dB quando operados individualmente. a curva passa pela ordenada de 1 dB. ( n L P . t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P . elas não podem ser somadas algebricamente.. níveis de ruído de 86. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total. Obviamente. 75.10 . Lpt L P . a determinada distância. De acordo com a Fig. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747. Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81.4 + 10 ( 2 .9 89/10 ( 8. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. o nível combinado seria 82 dB.1. Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB. O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. também produzindo um nível sonoro de 70 dB. 81 dB e 75 dB. O decibel representa um décimo de um bel. porém menos acurado. 1 em 6.5 2 1.

5 db 77 A partir deste exemplo. Lpt. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1. t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1.5 dB. o gráfico apresentado na Fig. estão inseridos como mneumônicos. uma análise da banda de oitava seria obtida. Um outro erro que freqüentemente ocorre.5 dB = 83.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. 4 pode ser muito útil. de acordo com o gráfico da Fig. a contribuição do nível menor é inferior a 0. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. 5 83. sua soma é apenas 3 dB maior.10 ( n L W. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros. 82 dB + 1. 3.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par. Esta é uma exigência comum em controle de ruído. 75 dB e 73 dB. 1.77 dB = 5 dB.5 dB. Agora temos os níveis combinados resultantes. de acordo com a Fig. A Fig. e o nível na banda de oitava total. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. . i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. 3 . Fig. Quando dois níveis são iguais. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora.2 (-1) (+ 2. respectivamente.5 dB. A partir do gráfico na Fig. os níveis são combinados de acordo com a Fig. 82 dB e 77 dB. Para este caso especial. 2 . de acordo com o gráfico. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . 2 94. 90. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. 3. para combinar. Assim.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig. e 2500 Hz eram. na faixa de 2000Hz é de 96. 75 dB + 2 dB = 77 dB. Portanto. e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área.6 ) 96. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva. A diferença = 82 dB. Torna-se óbvio. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total.8 dB. Na maioria dos problemas de controle de ruído. 1. 1. sobre as freqüências centrais de banda de oitava. De modo semelhante. em grupos de três. de acordo com o exemplo precedente.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. que. 2000. Considere o seguinte exemplo. 92 e 93 dB. LWt de n níveis de potência sonora é: L W . Existem alguns "truques" para economizar tempo. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. no controle de ruído. a diferença é 2 dB e.

4 . o nível combinado = 75 dB + 7.10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. Exemplo No teto de uma "sala limpa". 82. de 707 a 1414 Hz. por exemplo.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB. o aumento.8 dB para 6 ventiladores. 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava.8 = 88. ou seja.8 dB + 6 dB = 88. o nível de incremento é de 7.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. 4. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB . em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar. o nível combinado = 75 + 13.8 dB = 82. . 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores. A Fig. Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz. portanto. engenheiros acústicos concordam.8 dB Alternativamente. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. A Fig. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava. Devido ao amplo intervalo de variação. 4. é de 6 dB. A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional. para fins de análise. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional. ou o espectro.8 dB. 4.8 dB. aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig. 2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig. 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência. 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó. de acordo com a Fig. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias. De acordo com a Fig. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada. Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13. 4 . 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência.

Hz Freqüência Inferior. Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 . Hz Largura de Banda.10 .0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2. Hz Freqüência Superior.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2. Hz Freqüência Inferior.11 . Hz Largura de Banda. Hz Freqüência Inferior.1984 e S1. 5a . Hz Freqüência Superior.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig. Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig.6 .1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Largura de Banda. Hz Freqüência Superior. 5b . Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.

C e D. apresentam aplicações bastante limitadas e especiais. Escalas de ponderação comuns são A. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados. Escala de ponderação E . e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências. Escala de ponderação C .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos.é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL). 6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz. As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros. Escala de ponderação B . as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas. porém. Fig.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa. Escala de ponderação A . como uma função da freqüência. Escala de ponderação D . que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores. A Fig. B. determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. Escala de Ponderação de Freqüência Por definição.para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião. Certamente. com base na energia. 6 .para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média. uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora.10 .Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 .

Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB.20log 10 (r1) .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A.1 . O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade. podemos calcular o nível de pressão sonora LP.11 = 73 dB 7 . Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W .20log 10 (r) . 7 . conforme mostrado na Fig. O nível de pressão sonora é. Exemplo Uma pequena fonte.1 em r1. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante. A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP.1 e LP. o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica.12 = 86 dB ( ) = 110 .11 = 110 .10 .11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo. L P. Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) . ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro.11 dB dB Fig. cujo nível de potência sonora LW é 110 dB.1= L W . A pressão sonora em r1 e r2 é: L P.20log 10 (r) . a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante. Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase.L P. e a grande variedade de superfícies de reflexão. Em sua forma mais elementar. a dependência do nível de potência sonora. especialmente nos ambientes industriais e públicos. é eliminada.2 = 20log10 (r2 ) .20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma.11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo. LP é dado por: L P = L W . então.11 L P. Se medirmos o nível de pressão sonora LP. que não pode ser medida. 73 dB a 20m.20log 10 (r2) .20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. obtemos: L P.2 = L P.1 . está pendurada livremente ao ar livre. A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente.20log 10 20 5 = 98 .Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual. 7.26 .2= L W .20log 10 (20) .2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial.2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente. deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som. Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora. As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
8 - 10

dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
9 - 10

Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
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BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. 1990). possui as mesmas aplicações. registros. Ex.. cabines de pintura e exaustão de gases. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. São aplicados em sistemas de aquecimento. centrais O de ar-condiconado. ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. ventiladores. dispositivo de condicionamento. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. fornalhas domésticas. dispositivo de controle. Aplicados em sistemas de aquecimento. grelhas. A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. sistema de distribuição. Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo. Normalmente de construção leve e de baixo custo. etc. quanto ao projeto do rotor. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. Aplicados a sistemas de aquecimento. ventilador. filtros. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) .. a perda de carga resultante também mudará. 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. axiais e construções especiais (AMCA 201. Os centrífugos.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. ventilação e ar-condiconado. Também usados em aplicações industriais como fornos. ventilação e ar-condicionado de baixa. Se a vazão for mudada. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. é capaz de desenvolver mais pressão. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. dispositivos de condicionamento. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. saída do sistema. média e alta pressão. Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo.

A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência. ou perda de carga.Q Fig.40 ..2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista. As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema. Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas.. . Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema. Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo. espera-se que tendo o ventilador bem selecionado.1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema. o sistema operará na vazão de projeto. Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1. se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto.20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . através de registros.100 . e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador.80 PONTO 3 DE PROJETO .Q Fig. caixas de mistura. a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida. e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC . nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida. Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida. de acordo com a expressão acima é uma parábola. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2). etc. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto.60 . existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema. 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas. Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema". .

Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. Entretanto. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. Curvas na Descarga. surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. 1990). Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. dois e meio diâmetros. no mínimo. Os valores publicados. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. 1995). Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. tanto axial como centrífugo. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. 1990). que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. A norma AMCA 210. Como se sabe. ao efeito das condições do sistema. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. Entretanto podemos afirmar que são necessários. Outros dispositivos como endireitadores de fluxo. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. . que a descarga. a aspiração do ventilador é mais sensível. Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total.08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. Infelizmente. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. que é usada para teste de ventiladores. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. muito diferentes daquelas do projeto. não é uniforme. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. Outras Considerações quanto à Descarga. No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. já citada. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema.

tubulações. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. produzirão fluxos nãouniformes. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). e também de investimento num motor maior que o necessário. etc. Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3. e deve-se calcular a nova potência consumida. em muitos casos. um vortex na aspiração. fornecendo menos vazão que o previsto. 1990). A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. por exemplo). resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. mas num grande aumento da potência consumida. não devem ser selecionados nesta região. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. Na prática. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. Obstruções na aspiração. também devem ser levadas em consideração. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar. quando a perda de carga do sistema é subestimada. Uma rotação do ar. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex. colunas. A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador.. pois podem apresentar funcionamento instável. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. Outras Considerações quanto à Aspiração. como paredes nas proximidades. ou muito próximas dela.. na mesma direção que a rotação do ventilador. porém. Ventiladores Operando em Paralelo. ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. que variará com o cubo do aumento de rotação. formando. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. fornecendo mais vazão que o desejado. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. estruturas. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. Vortex na Aspiração. telas. Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento. . na aspiração do ventilador. Uma contra-rotação do ar.

6364 www.br MT . Bitencourt.CEP 91150-010 . Francisco S. 1501 .Porto Alegre/RS .6363 .001/2003 .otam.Av.Fone: (55 51) 3349.Fax: (55 51) 3349.com.

Dick. Av. O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. aumento do nível de ruído. funcionamento instável do ventilador. O desempenho do ventilador. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association.br 6-6 . 1990. diminuição da capacidade do sistema.Porto Alegre . Publication 200-95. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador. todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento..com. Fans and Systems.com. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas). vibrações..5566 .otam. 1501 Fone: (51) 3364. Em razão destes fatos. pela já citada norma AMCA 210. em comparação com a real. PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig.CEP: 91150-010 . Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável. 1995. O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas. System Effects. Inc. CONCLUSÃO Para estarmos certos. Publication 201-90. pode ser verificado no laboratório. etc. as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. Como foi visto. podem ocorrer. Bitencourt. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. 1997. e todas as alternativas devem ser estudadas. caso seja contestado. Air Movement and Control Association.. Francisco S.1264 Caixa Postal 7056 . devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema.3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema.Fax: (51) 3364. Illinois.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico).. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema. Williamson. Air Systems.br www. Inc. AMCA Paper 2337-97.RS e-mail: comercial@otam.

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