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Manual Tecnico

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MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

não é a pressão estática do sistema externo.000 x Pabs Q 3-4 . É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig. Fig. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente.020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador.Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270.7.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico. ou simplesmente rendimento. Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão. Pode incluir a potência absorvida por correias em V. isto é. Fig. Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270.6 .5 .Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração. acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador.

9. Av.5566 .) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig.CEP: 91150-010 .1264 Caixa Postal 7056 . (Fig.br www. Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação.Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig.Porto Alegre .BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada. Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s. determinado pelo fabricante. (Fig.Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Bitencourt. e a vazão é máxima.9 . 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima.8 . 1501 Fone: (51) 3364.br 4-4 . para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima.com.otam.RS e-mail: comercial@otam. Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero.com.Fax: (51) 3364. resultando em nenhum fluxo de ar. (Fig. 6). Francisco S. no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. (Fig 7).

de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. ou seja. Felizmente. em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado. 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado. Fig. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada. (Fig. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior.1 . velocidade ou densidade do gás forem alterados. estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente. entretanto. entretanto. As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. É importante observar-se. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão.

baseando-se numa velocidade periférica constante. 2-7 . 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig.) Fig. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir. densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. (Fig 2. densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo.2 .Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos.Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador.3 . As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. (Fig. com rotação. sendo que três leis se aplicam a esta situação. porém baseando-se na rotação do ventilador. considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador.

Fig. sistema constante e tamanho fixo do ventilador. Fig. sistema.Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig. Rotação do ventilador variável. 5) com pressão.Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig.Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 . Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar.5 . 6) para vazão constante.4 . 4) com volume. tamanho do ventilador e rotação constantes. sistema e tamanho do ventilador constantes. Rotação variável. S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig. usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão. A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade.6 .

2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2.50 x (679/600) = 9.715) = 4. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6. a pressão estática e a potência? Exemplo No.280/2. Está liberando 3. mais ar se faz necessário. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.50 kW.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.84 kW.300 4-7 . O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor.560 m³/h e requer 2. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador.42 kW Fig.7 .560 4.300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3. Está liberando 19.84) = 3.560 x (3.Mudança na RPM Fig.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.500/19.280 rpm 1/ 3 = 600 x (21.000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3.280/2. A fim de aumentar a vazão de ar para 21.Mudança na RPM 3.42 kW 600 RPM 6.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9.0/2.500 m³/h.8 .714 RPM 440 P 300 19 21.715) = 440Pa 2 =6.000 m³/h nas condições padrão. quais são os novos valores para a rotação do ventilador.5 Q x 10 3 3.715 x (5.

Qual será a vazão projetada.06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9.750 62.90 kW. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC. mais as equações do exemplo 1. o ventilador de 400 mm entrega 7.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1.77 x (800/400) = 56. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa.Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7.000 m³/h 3 Exemplo No.53 m/s) e 1.2/0.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18.750 x (800/400) = 62.77 kW.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. a pressão estática. 5-7 . Em um ponto de operação.9) = 13. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18.9) = 335 Pa = 14.9 .53 x (800/400) = 29. são as leis usadas para projetar dados de catálogo. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14. para muitos diâmetros e rotações. Está operando a 796 rpm e requer 9.9 x (1.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig.2/0.2 kW Estas.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0. 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro.

a partir deste exemplo.Mudança na Densidade Fig. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig.200 x 0. Determine a rotação do ventilador e sua potência. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo.88 = 13.10 . nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador. digamos 175 6-7 . que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar.120 rpm. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0.1 kW Observe também. A rotação está correta em 1. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1.4 ou 6). serão necessárias 1. Dessa forma. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m.400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa. digamos 225 0.120 rpm. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão. Q = Q real x std Densidade Real = 0. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6.120 RPM 49°C & 1000 1. (Dica: há duas maneiras de resolver este problema. veremos que. Exemplo No. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada.200 m³/h com 225 Pa.88 = 7. A potência exigida é de 8.88 Densidade Standard (d d ( real std = 15.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig. para entregar 15.620 Q 15.200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa. 12): Neste caso.88 = 176 Pa. 11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18. mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso.07 kW.07 x 0. 5 Um engenheiro especifica que quer 15.

obtemos: Fig. 13. a resposta é a mesma em ambas as soluções.88) = 7.br www. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores.com.280 x 454 = 38. funcionando a 418 rpm e exigindo 14. A potência exigida é de 5. permanecer a mesma. porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema. Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade.5566 . no sistema de ventilação.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa.88 = 1.280 m³/h.7 kW. Bitencourt.CEP: 91150-010 .400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm.Porto Alegre .br 7-7 .RS e-mail: comercial@otam. vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18.000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18. 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41.Fax: (51) 3364.otam.1264 Caixa Postal 7056 . 1501 Fone: (51) 3364. de acordo com a Lei para Ventiladores 6.Mudança na Densidade 1. 41.7 x 454 = 14.99 kW.400 Q 15.55/(0. Av. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.com. Corrigindo-se a rotação pela densidade.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada.1 kW Como era de se esperar.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5. tal como um filtro absoluto. Exemplo No.55 kW. aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13.12 . Francisco S.

que raramente existem na prática. poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores.000 RPM & 1. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar). Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. conforme o mencionado anteriormente. como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc. Por este motivo. É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes. normalmente. o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados. Geralmente.1. são as obtidas sob condições ideais.2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão. Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . A densidade do gás (r). Q . 1. As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador. as curvas de desempenho. (AMCA).Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1. conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada. Fig.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão. para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar. P ht 7 6 kW . Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). estas curvas são determinadas por testes de laboratório.

. o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada.Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador. serpentinas. 2-5 Pe A Fig. Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho. isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema.Variações do Projeto .000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. A Fig. 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. 2. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. considere um sistema trabalhando com 1. 3 . Se Q for duplicado. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. 2 . a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira. as serpentinas começam a condensar umidade. a resistência aumentará para 400 Pa. se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2. 4 . Tipicamente. ou seja. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. dampers e dutos. etc. Para sistemas fixos. Por exemplo. A curva de resistência do sistema (Fig.000 = Q 1. Observe na Fig. a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q). no entanto.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa. Portanto.Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers. e não a falhas do ventilador ou do motor. Ponto de Operação O ponto de operação (Fig. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que. Esta curva modifica-se. conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig.

sobre um intervalo de vazões e pressões. Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema. 3-5 . O Fig. um ventilador com instabilidade. (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo. elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. 3 como flutuação no volume de ar e na pressão.2 . A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". aerofólio e radiais. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida. mas. pulsação ou bombeamento. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. em maior ou menor grau.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. ao contrário. Entretanto. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. Por exemplo. quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores.1. 1. Para qualquer ventilador. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo. 2). o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente).Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema. Nesta situação.

o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas. Por exemplo. ou ambas no mesmo sistema. dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório. Fig. a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão. Este ponto. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. (Fig. Obviamente. 5 . no funcionamento em campo. 4). a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo. uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia.Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 .Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig. Entretanto. os quais permitirão uma operação estável. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). 5). 3 . Neste caso. varia para diferentes instalações do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. 4 .Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. com qualquer projeto de sistema de dutos razoável. (Fig. Conseqüentemente.

Geralmente.com. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto. isso raramente é feito. Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. portanto. 5.Fax: (51) 3364. Caso contrário. Sendo o desempenho levemente reduzido. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada. 6). Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo.RS e-mail: comercial@otam. Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente.com.5566 . Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig. Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente. Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores. tamanho e velocidade de rotação. uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo". o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. Fig. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto.Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo. Av. há uma curva de desempenho diferente correspondente.CEP: 91150-010 . o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas. (Ver Fig. 1501 Fone: (51) 3364. Bitencourt. 4) Para corrigir o problema.otam. o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam.br . O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado.Porto Alegre . Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. isso poderá resultar em uma operação instável . são deixados nesta posição permanentemente. A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão.1264 Caixa Postal 7056 . 6 . é possível haver mais de um ponto de operação. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho. Entretanto.br www.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores. Francisco S. pág. 6. para cada posição do damper.

e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir. porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos. e um amplo intervalo de operação. enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica. (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. 1). com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil). O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás.Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . 2). Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. conforme representado no diagrama. embora algum escorregamento possa ocorrer. P Fig. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. geralmente. Além disso. É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos. 1-4 . As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos. A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. 1 . pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade.Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco . A extensão do vetor da velocidade periférica (R). Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco). a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal. com rotor de pás radiais. não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas. A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". os ventiladores sirocco.Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. Portanto. Examinandose a extensão relativa do vetor R.

2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. quando ocorre. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio. Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). As desvantagens do ventilador Limit Load incluem.Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. 4. portanto a sobrecarga geralmente não é problema. quanto maior o ventilador. Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado. Inerentemente. Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. 2 . Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e. Geralmente. eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade. O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais. Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. 3 .BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. Conseqüentemente. O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). Pe e Potência Absoluta 100 he. primeiramente. em segundo lugar. .Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade. 3). A magnitude da instabilidade. de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco.

então. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he. Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa. Fig. Freqüentemente. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. de modo geral. Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar. Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. 5 . O intervalo de seleção. 6. 72% e o nível de ruído é aumentado. aproximadamente. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. Pe e Potência Absorvida he. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. o rendimento estático é reduzido para um máximo de. 3-4 O ventilador tipo propeller (Fig. tuboaxial e vaneaxial. O ar é. geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro.Ventilador Centrífugo Tubular Fig. 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. 4 .Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador. entre sí. . Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. 5085% da vazão máxima em descarga livre.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. 7 . Entretanto. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig. sendo similares. conforme ilustrado na Fig. Portanto. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. 6 . 7.

Nos últimos anos. com os ventiladores axiais. Fig. atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante. Bitencourt. Com ventiladores centrífugos. é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r. Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. (Fig.RS e-mail: comercial@otam. 10 . quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático. Francisco S. As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos. A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído. e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos. Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W.Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial.br www. Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável. As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig.Fax: (51) 3364. a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula).Porto Alegre .BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que.otam. com rendimento total igual.com.br 4-4 . um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio. O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%.5566 .com. O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre). 8 . a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula).s e a s características do ventilador.CEP: 91150-010 .1264 Caixa Postal 7056 . 9 . 1501 Fone: (51) 3364.Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av. 10) Fig.

três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). (b) Condições de Serviço. Sempre que estas condições não forem especificadas. tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. tais como transporte de materiais. A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. (2) Método de Seleção do Ar Equivalente . Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica.para obter o tamanho do ventilador. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. a vida esperada do ventilador. quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s). possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. temperatura e umidade relativa.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. e outras considerações terem sido estabelecidas. a aplicação do ventilador. Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. operação em paralelo. A partir destas simulações. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. particularmente correias em V versus acionamento direto. assim. Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar. O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. Após as exigências de espaço. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). centrífugo ou axial. Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis. normalmente baseadas em ar padrão. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. 1-5 . Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. ou ligeiramente à direita do mesmo. intervalo de pressão. (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade. normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. temperatura do ar. o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. na curva de desempenho. e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores".

que inclui todos os acessórios exigidos. Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. De fato. sua rotação e seu rendimento. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas. No entanto. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. Por outro lado. Em geral. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. m3/s P = pressão estática. a fim de se obter a potência operacional exigida. se for o caso. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica. atenuadores acústicos e isoladores de vibração. 2-5 . muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. então. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas. rpm Q = vazão do ar. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. O custo inicial de cada ventilador. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão. O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será. Pa 0. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão.75 N = rotação do ventilador. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis.877 x N x Q P 0. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. a seleção lógica. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. somente na descarga.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. deve ser determinado. É definido por: N s = 2.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual. Entretanto. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador.

então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador. Se a rotação puder ser variada.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0. necessariamente. o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. 1.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 . a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. O critério de rotação específica é. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas. independentemente do tamanho ou rotação. portanto. aos produtos de qualquer fabricante em particular. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que.000472 m3/s. porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento. mais definitivo em aplicações de acionamento direto. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. onde a rotação é fixada pela velocidade do motor.Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. Fig. por exemplo. 1. encontram-se demonstrados na Fig. Estas variações são típicas e não se aplicam. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico.

Temperatura à qual (a). (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. tipo de arranjo desejado. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco. Preferivelmente. então. embora não essenciais. ainda. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. em cada banda de oitava. Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. (c) se aplicam. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. explosivo.490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada). com redução de rotação apropriada. Além disso. então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes. A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica. É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo. corrosivo ou possui sólidos arrastados. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . e a exigência de potência seria de aproximadamente 0.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . informações posteriores.75 kW.75 kW. e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0. Uma vez que o tipo tiver sido determinado. Com freqüência. Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume. (a) Se acionamento direto for exigido. (b). Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga.

br 5-5 .com.1264 Caixa Postal 7056 .CEP: 91150-010 . etc. Supõe-se. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará. que todas as correções para densidade. temperatura. isto é. exaustão de pintura com pistola.com. Se houver dúvida sobre quaisquer exigências. Tipo dos Mancais.otam. (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries. Se uma base de isolamento de vibração é exigida.Fax: (51) 3364. Bitencourt.Porto Alegre . (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento. foram executadas pelo usuário. Av. necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.br www. 1501 Fone: (51) 3364. o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador. é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos. (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes. etc. a menos que haja alguma disposição em contrário.5566 . Exemplos: tiragem induzida.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador. se é de eixo horizontal ou vertical. detalhes do suprimento elétrico. Vida e tipo dos rolamentos. Francisco S.RS e-mail: comercial@otam.

.Padrão de descarga circular. .Fornece exaustão mecânica.A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área. . . . Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás. a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor.A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula. .10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação. .POTÊNCIA .Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load. APLICAÇÕES . .Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função.Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento. .POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO .Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais.Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás. .Para determinada capacidade. .É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte. cozinhas. onde a distribuição de ar a jusante não é crítica.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática.O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor. .A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Rendimento menor que o ventilador limit load. portanto. AXIAIS . CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO .Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.Fornece exaustão mecânica. . . com capacidade de pressão média.A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. ventilação e ar condicionado em geral. média e alta. B . . .Baixo rendimento.Usado em algumas aplicações industriais. uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência. tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos.Possui boa distribuição de ar à jusante. PRESSÃO . ar formando redemoinhos. .O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo. PRESSÃO . . . . . curvados para trás e inclinados para trás. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio. . exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores. .BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 .A carcaça normal não é usada. Evite operar o ventilador nesta região. .Anel circular simples.Sistemas de exaustão de baixa pressão. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. . . .Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa.Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador.Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos.Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais. PROJETO DO ROTOR . . . . . Estas vazões também apresentam características de pressão boas. .A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico.Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre).Utilizado para aplicações de renovação de ar. PRESSÃO .Desempenho semelhante ao do ventilador limit load. .|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre).Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração. . . .Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico. . .Não é comum para aplicações HVAC. . mas com capacidade de pressão muito baixa. .POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) . .Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial. .Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio. . o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. . depósitos e algumas instalações comerciais. PRESSÃO . . placa de orifício ou Venturi. ou auto-limitante. . Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO . 10 8 10 8 6 4 .Considere a curva de potência.POTÊNCIA . .Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . ajustável ou variável. .Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples. em direção a descarga livre. cozinhas. . .Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente. . tais como estufas de secagem.Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás.Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais. . .Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico.A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica.Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio. 5-6 . . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Aplicações de aquecimento.Alta vazão. .Características de alta pressão com capacidade de vazão média. O rotor às vezes é revestido com material especial.O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. . apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos. sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado.A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico. .Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. .Alta vazão. .Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 . 10 10 8 6 4 .Tipo voluta.Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais. . . . curvados para trás e inclinados para trás. . .POTÊNCIA .POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO .Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia.A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança.Possui fluxo de ar em linha reta. A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico.Desempenho semelhante ao ventilador limit load. .Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre. . 4 6 8 PRESSÃO . opera com pressão muito baixa e vazão muito alta.Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão. . depósitos e algumas instalações comerciais.Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio.Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°.As mesmas aplicações de aquecimento.Limitado às aplicações de baixa pressão.Normalmente.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. depósitos e algumas instalações comerciais. .As pás podem ter passo fixo.Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador.Semelhante ao ventilador aerofólio.Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos.Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA . depósitos e algumas instalações comerciais. tais como fornalhas residenciais.Normalmente operado sem conexão a um duto. Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão.Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio. .10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação.Padrão de descarga circular formando redemoinhos. exceto pela vazão e pressão serem inferiores.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais.Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno.Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico. cozinhas.Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás. .Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica. as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. . .O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica. . alta ou média pressão.Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico. Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos. rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno. portanto. Evite operar o ventilador nesta região.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R . A seleção do motor deve levar isso em consideração.Sistemas de exaustão de baixa pressão.POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO . o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO . exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa.Transferência de energia primária pela pressão de velocidade.Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar.Normalmente operado sem conexão a um duto. 2 0 10 PRESSÃO .Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente. porém isso normalmente não causa problemas. M . cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos. 2 0 10 PRESSÃO . tais como galpões industriais.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. . . cozinhas. 10 8 6 4 2 0 10 .Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio.Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa. exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior.O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia. tais como galpões industriais. onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias.Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. .Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão. . ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio. .

1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . (b) Redemoinho ou vorticidade. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. Entretanto. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. conforme graficamente representado na Fig. em cada instalação de ventilador. os valores de desempenho catalogados. Devido à variedade infinita das condições de aspiração. Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração. Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. Em ambos os casos. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. 2. ou vorticidade. a pressão e a potência são menores do que o esperado. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. o redemoinho sempre reduz o rendimento.sem veios. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. com freqüência seriamente. 1-7 . Por este motivo.

causando redemoinho na aspiração do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig. 2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior. Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 . estabelece-se um desequilíbrio. estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum.

ou um duto com flanges. Quando o duto termina bruscamente. ou num duto com flanges. os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração.9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro.5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. o duto termina bruscamente (Ver Fig. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração. Quando o duto termina num plenum. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. que empregam pás de guia variáveis na aspiração. através de uma parede. As pás de guia na aspiração. Por exemplo. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. para corrigir a situação. Em alguns casos. 3). 3 . Nestes casos. Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador. Ocasionalmente. através de uma parede. assim sendo. Em algumas aplicações. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador. Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração.4). Instalações de ventiladores. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. com um aumento correspondente na potência absorvida. Sob certas condições. 4 .05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. montadas no bocal.Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . uma perda na pressão estática será imposta. e numa área de mais baixa velocidade. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig.Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0. Em todos esses casos. com um diâmetro maior. Fig. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. 5).

Quando o desempenho dos ventiladores é testado. o fluxo será muito uniforme. 5 . Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. Fig. parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. isto deve ser levado em consideração. o que resulta em vórtices de descarga de ar. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática. anexos à descarga. conseqüentemente. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. Além disso. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty).Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. da quantidade e do tipo de correias. com freqüência. Conseqüentemente. a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida. Infelizmente. Como resultado. portanto. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial. são mensuráveis. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. na estação de medição. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. de área constante.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. . Basicamente. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. com objetivo de avaliação de desempenho. Perdas nas correias são uma função da tensão. e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. de natureza espiral e não-uniforme. incluindo um endireitador de fluxo. derivados destas condições de descarga ideais. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. num arranjo sem mancal na aspiração.

Pobre Correto 15ºmax. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. como fazem em muitos sistemas de ventilação. Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga. (Fig. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. obter uma recuperação estática ou.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos. Quando dutos de descarga retos são usados. criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. 6 . A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. Teoricamente. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. então. através disso. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. 6) Fig. então. Entretanto. imediatamente na saída de descarga do ventilador. se isto não for possível. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. Preferivelmente. A adição de um duto curto de descarga. resultarão numa perda menor. A perda de descarga será. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas. os danos aos filtros. Infelizmente. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração.5 mmca. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. especialmente do tipo manga. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. consideravelmente reduzida.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos. . além das perdas já citadas. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. Por esta razão.

onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências. assume-se uma perda igual a 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. Isto resultará na menor perda das quatro posições. Estes fatores de perda são somente aproximados. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto.25 x velocidade de descarga do ventilador. 7 mostra uma ilustração das quatro posições).5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. Conseqüentemente. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções. Fig. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração. assume-se uma perda igual a 0. Assume-se uma perda igual a 0. Nestes ventiladores. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas. (Fig. Para a posição C. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições. Se o fluxo fosse uniforme. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. sem qualquer espiral. a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva. Deveria ser usada sempre que possível. a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva. Para a posição A. a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva. Assume-se uma perda igual a 0. Para a posição D. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Para a posição B.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. 7 .Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 .75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. consequentemente. tal curva teria uma perda de pressão de 0. uma perda adicional é introduzida. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto.

8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max. Deveria haver um duto reto de 1. 1501 Fone: (51) 3364. com freqüência. Francisco S.1264 Caixa Postal 7056 .BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes". a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum.com.Fax: (51) 3364. a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo. Fig.otam. 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Ventiladores de gabinete. no máximo.br www.5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição. e as perdas já explicadas são então usadas.RS e-mail: comercial@otam.com.5566 . A Fig. 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada.br 7-7 . possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada. 30º em cada lado. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos. Bitencourt.Porto Alegre . com um ângulo de convergência de.CEP: 91150-010 .

um rolamento com uma L10 de 60. 1-2 . venha a atingir ou exceder. etc. rpm P = potência instalada. T = cv x 1. mm S = carga máxima do rolamento. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. N p = expoente de vida. Uma definição mais clara do termo "vida" é. onde: L10h= 16. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. aparentemente idênticos. W D = diâmetro da polia. É calculada. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica. que não a nominal básica. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO. Para rolamentos operando em uma rotação constante. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento. Por exemplo. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia. multiplicando-se a vida L10 por 4.000 horas. é evidente.44 0.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. rpm C = índice de carga dinâmica básica. como segue: p L10h= 16.33 0. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação. L10. Isto é chamado de vida nominal básica.000 horas possui uma vida L50 de 240. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste.53 0. portanto.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. isto é. fissuras.21 Ocasionalmente. o termo "vida média" ou L50 é usado. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática.62 0.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação.

Francisco S.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações.5566 .CEP: 91150-010 . determine a vida do rolamento. 1501 Fone: (51) 3364. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento. w = 2p n = 2p 700=73. S = T x 2 = 1.3 Nm w 73.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.819 x 2 = 3.RS e-mail: comercial@otam. cv = P = 30.Fax: (51) 3364. Av. L10h =16.638 N (5) Horas de Operação.Porto Alegre . D = 450 mm Tipo de rolamento.1264 Caixa Postal 7056 .com.700 3 =72. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida.000 = 409.700 N (1) Velocidade angular.378 horas n S 700 3.3 CL.3 (3) Carga Dinâmica da polia.br www. C = 52.3 x 1.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo.667 x C ³ = 16.com.667 x 52. Tipo de ventilador =RSD 800 arr. Bitencourt. T = cv 1.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.otam. P = 30kW Rotação.br 2-2 .I Potência instalada.000 = 409.

com o volume de ar atravessando o sistema. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. portanto. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. a resistência do sistema (i. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. portanto. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. No entanto. Fig. 2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. Aqui a resistência do sistema será constante. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. 1. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. será bastante elevada para o ferro em fusão). Esta curva é chamada de curva característica do sistema. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. No entanto. haverá um ponto de intersecção das duas curvas. 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. quando obstruído. o ponto de operação. A Fig. Esses elementos podem ser dutos. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. serpentinas de aquecimento e resfriamento. Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. curvas. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar.. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. dampers. Deste ponto em diante. venezianas. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. independentemente do volume de ar. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. telas e grelhas. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos. Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. Isso encontra-se ilustrado na Fig. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K . Este será. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso.e. as bolhas fluirão. em cada ponto de vazão de ar. bocais. transições de expansão ou convergentes.

A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. À parte essa exceção. aproximadamente 0. r = 1. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele. os ventiladores axiais podem ser usados. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam. a característica do sistema é uma linha reta horizontal.015 a 0. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar.015)(0. eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0. m m = viscosidade do ar. Para pressões menores. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa. aproximadamente seis vezes o valor de 0. soja. Com esse objetivo. é de aproximadamente 2100. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana. Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar. então.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados. 3. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas.1 m/s.22)(0.22 kg/m² e m = 1. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos. porém. No entanto. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar. que podem ter de 4 a 25 m de altura. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento).82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0. Como resultado da área grande. m/s D = diâmetro do duto. para pressões mais altas. a eficiência do filtro melhora.5 2-3 . À medida que os filtros ficam tapados pelo pó. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem. qualquer que seja a pressão estática. conforme mostra a Fig. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante. porém.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. o início de um fluxo ligeiramente turbulento. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague.015 a 0. Para ar padrão. Fig.305) 1. a característica do sistema continua sendo uma linha reta.020 m/s. Ns/m² Para o ar padrão. Pode variar de 750-5000 Pa. O valor do Número de Reynolds correspondente.305 m Re = (1. tais como milho. numa câmara de filtragem. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa. são necessários ventiladores centrífugos. independentemente da velocidade do ar. arroz. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar. em kg/m³ V = velocidade média do ar.

0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa. Por exemplo. A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação. 4. como mostra a Fig. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas).0195 L Pd D é proporcional a (Q)². como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento.0/0.3)2 = 59 Pa.96/1. Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo).100 9. os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1. 4 Característica do ventilador e característica do sistema.015 0. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação. como mostra a Fig. como os usados em prédios. O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0. este é um fluxo definitivamente turbulento. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig. A constante K determina o declive da curva. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. o que é normal em sistemas de ventilação. a curva fica mais íngreme. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa. um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4. para fluxo ligeiramente turbulento. Tabela 1.Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1. Se um ponto da característica do sistema for conhecido.4015m².960 307 2100 477000 3-3 . Fig. conseqüentemente.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem. a velocidade do ar será de V = 4. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito. 5.4015 = 9. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370.

000) 1-3 . age sobre me e é transmitida para o eixo. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora. eixos. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. Por exemplo. R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g). buchas. uma força centrífuga. Esta excentricidade. Usando a recomendação ISO G4. 1. O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. nunca pelo balanceamento em si. Referindo-nos à Fig. Esta vibração induzida. e (mm). 2. pequeno. sua extremidade descrevendo um círculo. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. Este deslocamento é chamado de excentricidade. pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. quando feita de forma correta. e essa mudança. em um ponto em particular. Quando o disco está em movimento de rotação. Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. é necessária para detectar. estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6. irá equilibrar o rotor.). reduzindo substancialmente sua vida útil. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. Vide Fig. As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total.. F. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo. eT em mm e para a velocidade de rotação. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo. ao redor de sua posição normal. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor. ou máquina de balancear. Vide Fig. por sua vez. localizar e medir o desbalanceamento. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual. portanto. R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. etc. Torna-se. polia. considere um disco com raio. etc.0 para valor de balanceamento. 3. torna-se necessária uma tolerância para balancear. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado.3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. e = me .3 mm/s) para balancear os rotores. engrenagens. eixo.

66 g para esta polia. me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1. R = 152mm Grau de balanceamento.1 = 2.0 00) 800/1. m = 8. m = 50 x 8. Rotação.66g R 152 Fig. 1 Posição de Repouso F E Portanto. Fig. n = 800rpm Massa da polia.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados.000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual. R m => me = e . 2 2-3 .1 kg Raio da polia. determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia). a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2. p e = me .

br www.1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0.O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação. expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.2 0.com.otam.mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa. 50 3 G 20 2.1264 Caixa Postal 7056 .BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig. 1501 Fone: (51) 3364. Francisco S.RS e-mail: comercial@otam.Porto Alegre . e per . U per/m = e per em g. 4 2 1 0.Fax: (51) 3364. em micrometros.com. 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor. Av.5566 .CEP: 91150-010 . Bitencourt.5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA .br 3-3 .5 0. 5 10 G 1 5 G 0.

em parte. poderão ser estimados através do seguinte procedimento. ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador. deverá atender essa situação.Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . do tipo de ventilador. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. Para registrar esta freqüência de passagem da pá. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). a Tabela 1 pode ser usada. o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12. de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. conforme mostra a tabela 3. Se. nas bandas de oitava. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C. se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. os níveis de potência sonora. sob condições de teste aprovadas.Pá radial. baseado no nível de potência sonora específica. ou próximo do. Se este catálogo não estiver disponível. curvado para trás ou inclinado para trás .Aerofólio. pressão total (Pt) e rendimento (h). O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica. os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. e a força desse tom depende. as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador. é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. realizando determinado trabalho. Entretanto. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). construção e aplicações.Curvado para frente . Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. 1-3 . A geração de potência sonora de um determinado ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw). e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima. é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. vazão de ar (Q). Tabela 1. Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum. por quaisquer motivos. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. para vários ventiladores.

15 m³/s a 750 Pa. curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0.5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 .BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 . Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 . Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador.5m < 0. m³/s (cfm) 0.9m < 0.9m Todos > 1m 1m a 0. para o ponto de operação do ventilador.Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava. HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm. conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair.000472. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4. com rendimento estático de 56%. quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249. quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB.Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava.

5 76. Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90.br 3-3 .Fax: (51) 3364.8 dB(A) ( ) ( ) 4. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25.5 70.8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98.5 125 43 49 0 92 -15. como mostra a Tabela 4.2 dB = > LwA = 85.57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no. P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz. C = 0.15 ( 0.3 De acordo com a Tabela 3.44 + 9.otam.1264 Caixa Postal 7056 .5566 .Porto Alegre . de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 . De acordo com os dados de desempenho no catálogo. = > Lw (linear) = 98.br www. Av. Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico.000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39.RS e-mail: comercial@otam.2 Potência Sonora 85.CEP: 91150-010 . este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%.5 500 33 49 2 0 84 -3. Bitencourt. Francisco S. 1501 Fone: (51) 3364.com.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente.5 79. Combine todos os quatro passos.5 250 39 49 0 88 -8.Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava.com.

enquanto outros têm exigências de pressão variável. durante a operação. A fim de acomodar estas variações. com freqüência. tais como sistemas de volume de ar variável. A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 . tanto a vazão quanto a pressão são alterados.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação. alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida.

em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. em aplicações de pressão média e baixa. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. não é recomendado para modulação de capacidade. geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. a área dos dampers fica relativamente pequena. A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre).BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. Entretanto. Portanto. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. reciprocamente. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. Entretanto. Primeiro. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo". eles não devem ser usados para a modulação da vazão. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. Se os dampers forem usados para regular o sistema. . deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. A Fig. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. Portanto. Em segundo lugar. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. Devido a essa segunda desvantagem. 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. Normalmente. O rendimento é reduzido. ao todo. conforme indica o gráfico ao lado. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. automaticamente. Portanto. Assim.

o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. Além disso. para cada posição do registro. A construção do registro. Portanto. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. Portanto. Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. 20 a 30 %. Independentemente dessa economia. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro. a potência absorvida também aumenta. aproximadamente. Na verdade. cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%. Primeiro. Segundo. uma redução na vazão. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. isto não apresenta nenhum problema em particular. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. Porém. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. A magnitude desta economia é geralmente de. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. com ventiladores muito grandes. a redução de capacidade é substancial. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. Como as pás do registro são moduladas. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. já que a economia de potência gerada. os quais são providos de acionamento direto. . seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. A vorticidade resultante tem.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. na pressão estática e na potência absorvida. Para ventiladores muito pequenos. como conseqüência. Por outro lado. em longos períodos de tempo. 2 . a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. Com aplicações de acionamento por correia. em tais ventiladores grandes. embora chamados de registros.

br www. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V. dependendo da seleção original. incluindo: motores de multivelocidade. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.1264 Caixa Postal 7056 . ter algum tratamento acústico.RS e-mail: comercial@otam. Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência). Bitencourt. Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto. e aos níveis de ruído resultantes. à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração. Uma vez que os dados de teste são limitados. Av. Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores.com. redutores mecânicos de velocidade.Fax: (51) 3364. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação.otam. Uma vez que o ventilador axial deve. mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente. uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho.br 4-4 .CEP: 91150-010 . Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles. Em unidades com acionamento direto. Terceiro. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM. Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador. maior será o custo.com. Em ventiladores acionados por correia. Por isso.3%.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo. se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas. Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente. Francisco S. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo. Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9.Porto Alegre .5566 . geralmente. para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv. Antes de se usar um registro radial. o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. transmissões hidráulicas. Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras. todavia. Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida. 1501 Fone: (51) 3364. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação. até mesmo em uma posição totalmente aberto.

dois mancais com motor montado do lado de dentro da base. ARR.8 SWSI . Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. Rotor em balanço. Rotor em balanço. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. Nenhum mancal no ventilador.3 SWSI Para acionamento por correias. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K).3 DWDI Para acionamento por correias. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. dois mancais com motor montado do lado de fora da base.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador. 1-7 .9 SWSI Para acionamento por correias. ARR. Rotor em balanço. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. ARR. ARR. ARR. 3. Rotor em balanço montado no eixo do motor.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor.1 SWSI Para acionamento por correias. Dois mancais ou mancal monobloco na base. ARR. ARR. Rotor em balanço. ARR.4 SWSI Para acionamento direto. ARR.10 SWSI Para acionamento por correias.2 SWSI Para acionamento por correias.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta.

ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. ARR.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. 2-7 . dois mancais ou mancal monobloco na base. ARR. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias. Rotor em balanço. Caixa de aspiração pode ser auto-portante.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. Rotor em balanço. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor. Carcaça auto-portante. ARR.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Carcaça auto-portante. Caixa de aspiração pode ser autoportante. Carcaça auto-portante. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. Carcaça auto-portante. 3. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. ARR.

180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação. Motor montado independente da carcaça. são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. parede ou invertidos instalados no teto. Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente.. 90. suportes.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. Motor montado dentro da carcaça. e as fixações de motor 45. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. Geralmente. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas. etc. Descarga horizontal. suportes para instalação no piso ou ambos. Para descarga horizontal e vertical. As posições dos motores. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 . Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. as fixações de motor 135. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. Para descarga horizontal e vertical. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. na parede ou no teto. portas de inspeção. Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça.

ARR. ARR. ARR.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias. 3 mais base comum para o motor.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta.7 Para acionamento por correias ou conexão direta. Motor na carcaça ou na base comum. Equivalente ao arr. Acionamento através da carenagem das correias. Equivalente ao arr. Rotor em balanço. DOIS ESTÁGIOS ARR.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1. Motor sobre suportes internos. 4-7 .4 ARR4. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice. Acionamento pela aspiração. Nenhum mancal no ventilador.3 Para acionamento por correias ou conexão direta. Rotor em balanço montado no eixo do motor. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto. Dois mancais sobre suportes internos. 1 mais base comum para o motor. Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos. ARR.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. Rotor em balanço.1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica. ARR.

O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. 3. 2. Em ventiladores de simples aspiração. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral. o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. 5. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador. 5-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. conforme a necessidade. 4.

Y ou Z.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. conforme o caso. X. 6-7 . e designando-se as posições do motor com as letras W.

A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR. Bitencourt.Fax: (51) 3364. A linha de referência é o eixo do ventilador. 2. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 1501 Fone: (51) 3364.CEP: 91150-010 . e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário.Porto Alegre .RS e-mail: comercial@otam.5566 . 4. Francisco S.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior. como mostra a ilustração.br 7-7 .com.1264 Caixa Postal 7056 . 3. Av.otam. As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos.br www.com.

O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo. Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima. mesmo na ausência de carga externa.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude. m . a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural. A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica. do comprimento do eixo. Rotação Crítica. que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo. m4 comprimento do eixo.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2. kg massa do rotor. kg módulo de elasticidade.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo.B²)³ ² 9 3 EIL 2. dst. é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário. conhecida como Rotação Crítica. 2.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2. que é a velocidade crítica de rotação.4) L Q 1. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9. Em geral. kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica.2) A W B L dst2=WB(L² . A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto.3) A W W A L dst2=WA(3L² . Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração. as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley.1) L dst1= 5wL³ 384EI 1. sofre flexão durante a rotação. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal.

encontre a rotação crítica. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .37 x 9.79 x 10-9 449.66 x 10-9 125.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2. I Módulo de elasticidade.000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1.3 .18 x 10-9 636.5 kg = 1.4(0.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.47 3.37)² 24(200x10 8)(125.37 m = 0.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.99 9.17 x 10-9 39.00018 + 0.205 m = 125.000319 m Diâmetro do eixo.66x10-9) =0. D Massa do rotor.76 x 10-9 73.70 22.51 7.5(0.000139 = 0.1 5(13.87 13. L Cota A Momento de inércia.66x10 -9) =0.20 Exemplo No.81 =30 p 0. E Massa do eixo.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0. a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0.40 18. W Comprimento do eixo.37)³ = 384(200x10 8 )(125.17 x 10-9 1178.87 =13.52 kg (ver Tab.00 15.4A²) 24EI Ver figura 2.205)²] = 7.205)[3(1.20 30. w = 40 mm = 7.85 5.66 x 10-9 201.29 x 10-9 306.52)(1.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7.85 x 10-9 19. 1 (b) Dadas as seguintes especificações.75 = 1256rpm 2-4 .

114)² 24(200x10 8 )(73.4kg = 73.197)[3(1.197)²] = 5.9)(1.000109 + 0. w (a) = 0.40(0.000216 =2.81 =30 p 0.114m = 8.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.5215m = 0. a rotação máxima de operação seria de: 2.000107 = 0. w (a) L = 0.534)³ 8(200x10 8 )(73. (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0. E = 35mm = 5.4(0.114)³ = 384(200x10 8 )(73.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo.27(0.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. W Momento de inércia.4A²) 24EI .75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.035 x 0. D Massa do rotor.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4.534m = 4. I Módulo de elasticidade.66x10-9) =0.000055 m 3-4 .197m = 1.66x10-9) =0.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8. sendo um lado do mancal em balanço.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No.66x10-9) =0.

1264 Caixa Postal 7056 .66x10-9) =0. 1501 Fone: (51) 3364.br 4-4 .000055 + 0.com.485 rpm. Francisco S.485 rpm Portanto.5215)³ = 3(200x10 8 )(73. Av.81 =30 p 0. Bitencourt.526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.035 rpm =1. que é = 1.000228 =1.000228 m =1.980 rpm =1. a menor rotação obtida.Fax: (51) 3364.Porto Alegre .4(0.5566 . a rotação máxima de operação seria de: 1.980 x 0. a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço.otam.RS e-mail: comercial@otam.000173 = 0.br www. isto é.75 = 1. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2.CEP: 91150-010 .BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5.com.980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.

é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico. Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. tamanhos de carcaça. a temperatura. é necessária uma série de outros cálculos.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. também conhecido como o momento da força. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e. necessário calcular o torque de partida do ventilador. Para o tempo real de partida. Equação do Torque de Partida Torna-se. sobe para o torque máximo. ele varia de acordo com fabricantes diferentes. geralmente de 1. conforme representado na Fig. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor. o tipo e a quantidade de lubrificante. e outras variáveis devem ser levadas em consideração. kgm² a= aceleração angular. 1. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 . rad/s² g= aceleração por gravidade (9.5 vezes o torque de plena carga. Quando o motor dá a partida. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . porque a freqüência de partidas. Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir. caindo novamente. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia. sem exceder suas limitações de projeto. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. JFP . ele possui um torque relativamente alto.81 m/s²) (2) T estruturas.10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. etc.5 a 2. número de pólos e custo do motor. no qual a força está agindo. portanto.. que não serão apresentados aqui. Durante o período de partida. então.

m = raio interno do rotor/polia.4 kgm² (4) Momento de inércia total.1 x 0.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência. selecione um ventilador adequado. J FP = m x R² = 12. s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70.255² 2 2 =0.8 kgfm g 9. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular.9 kgfm = 450 mm = 12.81 .4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.125² 2 2 =0.19 1455 ( ( ( ( = 8.19 kgm² = 30.31) x 808 + 0.44 kgm² (5) Velocidade angular.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador. nF = 747 rpm potência absorvida = 17. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.000 m3/h e pressão estática 450 Pa. w = 2pn M = 2p(1455) = 152. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador. kg = raio externo do rotor/polia. rpm nM =velocidade de rotação do motor. a = w/t S= 152. JM Torque de partida do motor. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador.5 x 0.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor. JF = PD² = 105 = 26.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular.4/4 = 38.3 + 0.1 = 32. J MP = m x R² = 5. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor. Ts = J x a = 8. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida.1rad/s² (7) Torque de partida. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador. kgm² JM =momento de inércia do motor.04 + 0. rpm tS =tempo de partida do motor. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0.44 x 38.1 kg = 250 mm = 5. m =momento de inércia da polia do ventilador.

br www.22 = 35.255² 2 2 =0. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0.4 kgfm Ts = J x a = g 9. (4)Momento de inércia total.8 x 0. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação.178² 2 2 =0. 17.otam.Fax: (51) 3364.124 + 0. 1501 Fone: (51) 3364. Bitencourt.RS e-mail: comercial@otam. JM Torque de partida do motor.1/5 = 20.31) x 761 + 0.12 kgm² Torque de partida.1264 Caixa Postal 7056 . w = 2pn M = 2p(965) = 101. JF = PD² = 105 = 26.5566 . ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação.16 x 20.br 3-3 . J FP = m x R² = 12.488 kgm² = 46.com. Francisco S.CEP: 91150-010 .1 x 0.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.488 965 ( ( ( ( = 17.81 Uma vez calculado Ts < TM .1 kg = 335 mm = 7. o motor de 4 pólos não é adequado para este caso.8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular. Uma vez calculado Ts >TM.3 + 0.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.com. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.Porto Alegre .22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador. Av. J MP = m x R² = 7. a = w/t S = 101.62 kgfm = 450 mm = 12.

000 100 10 1 0. O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns.00001 0.001 0. Pode ser expressa em W/m². uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento. a pressão sonora de referência. Pode ser expressa em Watts ou em decibéis. o nível de pressão sonora. em campo livre. em determinada localização.000001 0. é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar. energia.0001 0.01 0. O nível de pressão sonora é proporcional. Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição. não pode ser medida diretamente. Quanto mais longe da fonte.0000001 dB (W W ( 0 onde po. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento.000. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual.000 10. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 . . Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente. Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1.1 0. gritando (média) Escritório Voz. porém. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora. pode ser medido. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência. menos energia por unidade de área. No entanto. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis.000 100. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora.

é o nível combinado. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total.Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P . que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem. respectivamente. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. Obviamente.5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB. Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar.4 + 10 ( 2 .. Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis. i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. também produzindo um nível sonoro de 70 dB. 1 em 6. LP2. Por exemplo. elas não podem ser somadas algebricamente. O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P .6 + 10 8.. a determinada distância. LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. porém menos acurado. níveis de ruído de 86.75 dB = 6 dB. 75.5 2 1. 75 e 73 dB. De acordo com a Fig. Lpt L P . utiliza o gráfico apresentado na Fig.9 89/10 ( 8.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência. O decibel representa um décimo de um bel. o nível de potência sonora. 84 e 89 dB quando operados individualmente. a curva passa pela ordenada de 1 dB. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB. se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. como vimos no exemplo anterior. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza.1. 81 dB e 75 dB. para combinação de níveis de decibéis. o nível sonoro combinado não é de 140 dB.. Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81. ( n L P .5 1 0. [ [ Fig. o nível combinado seria 82 dB. em alguns casos. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou. Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares.10 . permita que LP1. 1. conforme ilustra o exemplo seguinte. LP3. .

Na maioria dos problemas de controle de ruído. Esta é uma exigência comum em controle de ruído. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava. os níveis são combinados de acordo com a Fig. a diferença é 2 dB e.5 dB. A Fig.5 dB = 83. Considere o seguinte exemplo. Fig. 4 pode ser muito útil. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. 1. uma análise da banda de oitava seria obtida. 92 e 93 dB. 3 . A diferença = 82 dB. sobre as freqüências centrais de banda de oitava. Um outro erro que freqüentemente ocorre. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. De modo semelhante. estão inseridos como mneumônicos. Para este caso especial. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. 2000. e 2500 Hz eram. Lpt. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. 82 dB + 1. A partir do gráfico na Fig.5 dB. Torna-se óbvio. o gráfico apresentado na Fig. 2 94. 3. que. 82 dB e 77 dB. Assim. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. de acordo com o gráfico. e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área. para combinar. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros.5 db 77 A partir deste exemplo. em grupos de três. a contribuição do nível menor é inferior a 0. de acordo com a Fig. 1.5 dB. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. de acordo com o gráfico da Fig.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig. Quando dois níveis são iguais. Agora temos os níveis combinados resultantes. .77 dB = 5 dB.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . 2 . t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1. 75 dB + 2 dB = 77 dB. LWt de n níveis de potência sonora é: L W . o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1.8 dB. Existem alguns "truques" para economizar tempo. 5 83. e o nível na banda de oitava total. 1. na faixa de 2000Hz é de 96.10 ( n L W.2 (-1) (+ 2. Portanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par.6 ) 96. respectivamente. 90. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora. no controle de ruído. sua soma é apenas 3 dB maior. de acordo com o exemplo precedente. 3. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total. 75 dB e 73 dB. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva.

em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar.8 dB. aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig.10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência. para fins de análise.8 dB = 82. . engenheiros acústicos concordam. Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13.8 dB Alternativamente. por exemplo. Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência. 4 . Devido ao amplo intervalo de variação. 4. 4. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava. o aumento. A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional. 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava.8 dB.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. 82. A Fig. De acordo com a Fig. Exemplo No teto de uma "sala limpa". ou o espectro.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB . 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig. 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência. de 707 a 1414 Hz. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias. 4.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz. o nível combinado = 75 dB + 7. o nível combinado = 75 + 13. portanto. 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores. de acordo com a Fig. A Fig. 2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB. 4 .8 dB para 6 ventiladores.8 dB + 6 dB = 88. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada. o nível de incremento é de 7. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. é de 6 dB. ou seja.8 = 88.

5b . 5a . Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.6 . Hz Freqüência Superior. Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1.11 . Hz Largura de Banda. Hz Freqüência Superior.0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2.10 . Hz Largura de Banda.1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Freqüência Inferior. Hz Freqüência Inferior.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2.0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 .Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig.1984 e S1. Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig. Hz Freqüência Inferior. Hz Freqüência Superior. Hz Largura de Banda.

uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora. As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta. Escala de ponderação D . Escala de ponderação B .para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média. 6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz. A Fig. porém. C e D. e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências. apresentam aplicações bastante limitadas e especiais.10 .é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL). 6 . Escala de ponderação C . Escala de ponderação A .para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa. Escala de Ponderação de Freqüência Por definição.Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 . determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores. Fig. como uma função da freqüência. Certamente. com base na energia. Escala de ponderação E . Escalas de ponderação comuns são A.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos. as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas. B.para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião.

2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial. então.20log 10 (20) .20log 10 20 5 = 98 .2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente.1 .11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo. que não pode ser medida. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante. o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica.12 = 86 dB ( ) = 110 . 7 . Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora.20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma. A pressão sonora em r1 e r2 é: L P.2 = 20log10 (r2 ) . Se medirmos o nível de pressão sonora LP. Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) . ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro. 7.1= L W . a dependência do nível de potência sonora. Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB. L P.2= L W . podemos calcular o nível de pressão sonora LP. cujo nível de potência sonora LW é 110 dB. O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade.2 = L P. é eliminada. Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase.1 em r1. 73 dB a 20m. Em sua forma mais elementar.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A.11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo. a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante.11 = 110 . deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som.1 .26 .10 . obtemos: L P. Exemplo Uma pequena fonte. O nível de pressão sonora é.Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual. está pendurada livremente ao ar livre.L P.20log 10 (r) .11 dB dB Fig.11 = 73 dB 7 . A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente.20log 10 (r) .11 L P. especialmente nos ambientes industriais e públicos.20log 10 (r1) . LP é dado por: L P = L W . e a grande variedade de superfícies de reflexão. Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W .20log 10 (r2) .20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP. conforme mostrado na Fig. As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas.1 e LP.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
8 - 10

dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
9 - 10

Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
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BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

Ex. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. dispositivo de condicionamento. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. Os centrífugos. ventilação e ar-condicionado de baixa. Se a vazão for mudada. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo. Normalmente de construção leve e de baixo custo. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". fornalhas domésticas. ventilador. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo.. média e alta pressão. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. quanto ao projeto do rotor. São aplicados em sistemas de aquecimento. registros. Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. axiais e construções especiais (AMCA 201. Também usados em aplicações industriais como fornos. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. ventilação e ar-condiconado. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. ventiladores. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais. é capaz de desenvolver mais pressão. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. 1990). centrais O de ar-condiconado. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. possui as mesmas aplicações. dispositivos de condicionamento. Aplicados a sistemas de aquecimento. grelhas. sistema de distribuição. saída do sistema. A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa.. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. cabines de pintura e exaustão de gases. ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. etc. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller. dispositivo de controle. a perda de carga resultante também mudará. Aplicados em sistemas de aquecimento. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. filtros.

60 . se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC . de acordo com a expressão acima é uma parábola. Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas. espera-se que tendo o ventilador bem selecionado. Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema.100 .Q Fig. etc. o sistema operará na vazão de projeto.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida. A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2). . caixas de mistura. Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas. As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema.80 PONTO 3 DE PROJETO .Q Fig. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto. através de registros..2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista. ou perda de carga.40 . nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema. Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema". 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . .20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA .1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema. e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções. a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida. Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida.. Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1. Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo. e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador. existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema.

ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. ao efeito das condições do sistema. Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. 1990). muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador. Outros dispositivos como endireitadores de fluxo. surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. Entretanto. Entretanto podemos afirmar que são necessários. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. 1990). Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. . 1995). Curvas na Descarga. que é usada para teste de ventiladores. dois e meio diâmetros. A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação.08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. A norma AMCA 210. muito diferentes daquelas do projeto. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. tanto axial como centrífugo. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto. Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. Infelizmente. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). Como se sabe.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. a aspiração do ventilador é mais sensível. já citada. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes. que a descarga. Outras Considerações quanto à Descarga. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. Os valores publicados. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. no mínimo. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". não é uniforme. A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva.

. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. e também de investimento num motor maior que o necessário. Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento. fornecendo mais vazão que o desejado. Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. produzirão fluxos nãouniformes. mas num grande aumento da potência consumida. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. um vortex na aspiração. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. não devem ser selecionados nesta região. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. Uma rotação do ar. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex. na aspiração do ventilador. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. Vortex na Aspiração. estruturas. porém. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3. em muitos casos. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar. Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. Ventiladores Operando em Paralelo. Na prática. como paredes nas proximidades. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). também devem ser levadas em consideração. formando. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. que variará com o cubo do aumento de rotação. Uma contra-rotação do ar. quando a perda de carga do sistema é subestimada. ou muito próximas dela. Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. . pois podem apresentar funcionamento instável. Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. etc. O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. Obstruções na aspiração. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. por exemplo). e deve-se calcular a nova potência consumida. fornecendo menos vazão que o previsto. colunas. telas. A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio).BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. 1990). na mesma direção que a rotação do ventilador. Outras Considerações quanto à Aspiração. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. tubulações. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada.. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2.

Fone: (55 51) 3349.com.6364 www.Av.001/2003 .Fax: (55 51) 3349.Porto Alegre/RS . Bitencourt. 1501 .CEP 91150-010 .otam. Francisco S.br MT .6363 .

pode ser verificado no laboratório..Fax: (51) 3364.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico). Como foi visto. funcionamento instável do ventilador. Fans and Systems. 1995. Bitencourt. System Effects. caso seja contestado.otam. O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas.3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema.Porto Alegre . Williamson.1264 Caixa Postal 7056 . PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig. Illinois. Inc.br 6-6 . ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas). de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. Dick. Francisco S. O desempenho do ventilador. Air Movement and Control Association.CEP: 91150-010 . podem ocorrer. Air Systems. vibrações.com. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador. todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento. Em razão destes fatos.RS e-mail: comercial@otam. e todas as alternativas devem ser estudadas. pela já citada norma AMCA 210. AMCA Paper 2337-97.com. diminuição da capacidade do sistema. 1997. 1501 Fone: (51) 3364. Inc.br www.. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável. O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. Publication 201-90. devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema. aumento do nível de ruído..5566 . em comparação com a real. Publication 200-95. etc.. CONCLUSÃO Para estarmos certos. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association. 1990. Av.

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