MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig. Fig.000 x Pabs Q 3-4 . Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão. Fig. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig.7.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico.6 .000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador. ou simplesmente rendimento.Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270. não é a pressão estática do sistema externo.Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270. Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270.5 . Pode incluir a potência absorvida por correias em V. isto é. acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador.

Bitencourt.Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.5566 . Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s. (Fig. 9. no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. e a vazão é máxima. (Fig.9 .BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada.CEP: 91150-010 . Av. 6).8 .otam.RS e-mail: comercial@otam.br www.com. 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima.br 4-4 . Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação. resultando em nenhum fluxo de ar. (Fig 7). (Fig. 1501 Fone: (51) 3364.Porto Alegre . Francisco S.Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 . Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero.) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig. para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima.Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig.com. determinado pelo fabricante.

As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total. Felizmente. 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado. entretanto. Fig. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão. estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . (Fig. uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais. de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica. ou seja. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. entretanto. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade. É importante observar-se. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho.1 . velocidade ou densidade do gás forem alterados.

densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir.3 . considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador.2 . porém baseando-se na rotação do ventilador. (Fig.Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos. 2-7 . baseando-se numa velocidade periférica constante. As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. sendo que três leis se aplicam a esta situação.Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados. com rotação.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. (Fig 2. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig.) Fig.

sistema. sistema constante e tamanho fixo do ventilador.Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 . usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão. 5) com pressão. sistema e tamanho do ventilador constantes. 6) para vazão constante. S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig.5 .6 .Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão. tamanho do ventilador e rotação constantes. A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig. Fig. Fig. Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar. Rotação variável.4 . Rotação do ventilador variável.Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. 4) com volume.

Mudança na RPM 3.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.280/2.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.560 m³/h e requer 2. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2.000 m³/h nas condições padrão. Está liberando 3.715 x (5.42 kW 600 RPM 6.7 .300 4-7 .500/19. a pressão estática e a potência? Exemplo No.5 Q x 10 3 3. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador.50 kW.42 kW Fig.50 x (679/600) = 9. Está liberando 19.000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3.280 rpm 1/ 3 = 600 x (21. O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor.500 m³/h.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.714 RPM 440 P 300 19 21.715) = 4. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente. quais são os novos valores para a rotação do ventilador.84 kW. 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2.715) = 440Pa 2 =6.300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3.8 . mais ar se faz necessário.0/2.84) = 3.560 4.280/2.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9. A fim de aumentar a vazão de ar para 21. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6.Mudança na RPM Fig.560 x (3.

77 kW. 5-7 .06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7. 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa. a pressão estática.2 kW Estas.2/0. são as leis usadas para projetar dados de catálogo.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa. para muitos diâmetros e rotações. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14.9) = 13.9 .53 m/s) e 1. o ventilador de 400 mm entrega 7. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig.Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7. mais as equações do exemplo 1.750 62. Qual será a vazão projetada. Em um ponto de operação.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1.2/0. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade.9 x (1. Está operando a 796 rpm e requer 9.750 x (800/400) = 62.90 kW.53 x (800/400) = 29.000 m³/h 3 Exemplo No. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0.9) = 335 Pa = 14.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1.77 x (800/400) = 56. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1.

BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig. Determine a rotação do ventilador e sua potência.200 m³/h com 225 Pa. veremos que. A rotação está correta em 1.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo.200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig. mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso. para entregar 15. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m.88 = 176 Pa. Exemplo No. digamos 175 6-7 .400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa.88 Densidade Standard (d d ( real std = 15.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0. 5 Um engenheiro especifica que quer 15. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig. 12): Neste caso. digamos 225 0. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig.Mudança na Densidade Fig. Q = Q real x std Densidade Real = 0. nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador.07 kW.200 x 0.88 = 13.120 rpm. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar. 11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão.120 RPM 49°C & 1000 1.1 kW Observe também. a partir deste exemplo.10 .88 = 7. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada.120 rpm. serão necessárias 1.620 Q 15. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8. que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar.4 ou 6). (Dica: há duas maneiras de resolver este problema. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6.07 x 0. A potência exigida é de 8.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão. Dessa forma.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18.

br www. A potência exigida é de 5. no sistema de ventilação. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm.7 x 454 = 14. funcionando a 418 rpm e exigindo 14.280 m³/h.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada.5566 . Corrigindo-se a rotação pela densidade. porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema.CEP: 91150-010 . 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41. Av.88) = 7. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1.RS e-mail: comercial@otam. Bitencourt.000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18.Fax: (51) 3364. obtemos: Fig.Mudança na Densidade 1.400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm.otam.br 7-7 . 1501 Fone: (51) 3364.Porto Alegre . Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa.7 kW.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade.55/(0. permanecer a mesma. vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18. a resposta é a mesma em ambas as soluções.400 Q 15.88 = 1.com. aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante.1 kW Como era de se esperar.1264 Caixa Postal 7056 .com. 13.280 x 454 = 38. de acordo com a Lei para Ventiladores 6. Francisco S. 41. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores.99 kW.12 .BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13.55 kW. tal como um filtro absoluto.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Exemplo No.

Geralmente. como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc. normalmente.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes. 1. Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q).000 RPM & 1. o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes.2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão. É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais. conforme o mencionado anteriormente.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão. poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores. A densidade do gás (r). Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar). As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador. Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig. Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. Q . estas curvas são determinadas por testes de laboratório. que raramente existem na prática. conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada.Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1. (AMCA). P ht 7 6 kW . as curvas de desempenho. Fig.1.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . Por este motivo. são as obtidas sob condições ideais. para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar.

sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers. ou seja. Se Q for duplicado. no entanto. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema. considere um sistema trabalhando com 1. 2 . Ponto de Operação O ponto de operação (Fig.Variações do Projeto . e não a falhas do ventilador ou do motor.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa. 4 . A Fig. conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. Esta curva modifica-se. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto. 2. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho.000 = Q 1. A curva de resistência do sistema (Fig. a resistência aumentará para 400 Pa.000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. Tipicamente. a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q). etc. dampers e dutos. 2-5 Pe A Fig. Observe na Fig. Por exemplo.. 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida.Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q .BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros. as serpentinas começam a condensar umidade. serpentinas. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2. se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador. Portanto. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que. 3 .Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada. Para sistemas fixos. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples.

BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade.2 . 1. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. sobre um intervalo de vazões e pressões. o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. 3 como flutuação no volume de ar e na pressão. aerofólio e radiais. Para qualquer ventilador. uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. Por exemplo. mas. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig.Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente). Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). um ventilador com instabilidade. ao contrário. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo. pulsação ou bombeamento. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%.1. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida. O Fig. em maior ou menor grau. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. 3-5 . Nesta situação. 2). Entretanto. A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas.

Fig. Por exemplo. no funcionamento em campo. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo. Entretanto. com qualquer projeto de sistema de dutos razoável. (Fig. o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas. (Fig. 5 . varia para diferentes instalações do ventilador.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. 3 .Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . Obviamente.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. Conseqüentemente. ou ambas no mesmo sistema. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório. particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. os quais permitirão uma operação estável. 5). 4 . dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação. a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento).Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig. Neste caso. Este ponto. 4). a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão.

(Ver Fig.Fax: (51) 3364. 5. são deixados nesta posição permanentemente.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. Bitencourt. o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo".br . 1501 Fone: (51) 3364. uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável.1264 Caixa Postal 7056 . Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo. pág.br www. Caso contrário. Entretanto. para cada posição do damper. há uma curva de desempenho diferente correspondente.5566 . 6 . Francisco S. A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam. Fig. Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente. 4) Para corrigir o problema. Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente. Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores. tamanho e velocidade de rotação.Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. isso poderá resultar em uma operação instável . portanto. Sendo o desempenho levemente reduzido. 6). o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto. Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. Av. O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente.CEP: 91150-010 . isso raramente é feito. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto.com. é possível haver mais de um ponto de operação. 6.otam.Porto Alegre . É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo. Geralmente.com. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada.RS e-mail: comercial@otam.

Portanto. Além disso.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. A extensão do vetor da velocidade periférica (R). e um amplo intervalo de operação. A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. conforme representado no diagrama. É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos. 1 . Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade. embora algum escorregamento possa ocorrer.Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás. geralmente. 1-4 . não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas. Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. P Fig. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos. Examinandose a extensão relativa do vetor R. porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos. os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos. 2). e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir.Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco). A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". 1). a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal.Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco . com rotor de pás radiais. um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica. indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. os ventiladores sirocco. com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil).

portanto a sobrecarga geralmente não é problema. eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. Conseqüentemente. em segundo lugar. Inerentemente. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. primeiramente. 4. Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. quanto maior o ventilador. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. 3). quando ocorre. Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. . O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais.Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado. de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco. 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. As desvantagens do ventilador Limit Load incluem. 2 . 3 . A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio. Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). Geralmente. 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. A magnitude da instabilidade. Pe e Potência Absoluta 100 he.

geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig.Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. .Ventilador Centrífugo Tubular Fig. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. 7 . sendo similares. Portanto. Fig. o rendimento estático é reduzido para um máximo de. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. 5085% da vazão máxima em descarga livre. Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. 6. Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar. 5 . 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. Pe e Potência Absorvida he. o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa. 72% e o nível de ruído é aumentado. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. 3-4 O ventilador tipo propeller (Fig. conforme ilustrado na Fig. então. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. 4 . de modo geral.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. O ar é. 7. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais. O intervalo de seleção. Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. 6 . entre sí. Entretanto. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. aproximadamente. tuboaxial e vaneaxial. Freqüentemente.

otam.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig.br 4-4 . O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre).BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que. 10) Fig.Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial.com. a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula). 9 .5566 . (Fig. Francisco S. As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos. Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável. Bitencourt. As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos. O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%. um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio. 8 . com os ventiladores axiais.Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 . 10 . com rendimento total igual. Fig. atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante. Nos últimos anos.RS e-mail: comercial@otam. 1501 Fone: (51) 3364. A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído.Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av.CEP: 91150-010 . é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r. e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos.br www.com. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula). Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W. Com ventiladores centrífugos.s e a s características do ventilador.Porto Alegre . quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático.

Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s).para obter o tamanho do ventilador. (b) Condições de Serviço. A partir destas simulações. mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade. (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). a vida esperada do ventilador. as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. Após as exigências de espaço. centrífugo ou axial. (2) Método de Seleção do Ar Equivalente . tais como transporte de materiais. e outras considerações terem sido estabelecidas. a aplicação do ventilador. normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. ou ligeiramente à direita do mesmo. intervalo de pressão. usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar. as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). 1-5 . Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. na curva de desempenho. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. temperatura e umidade relativa. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. particularmente correias em V versus acionamento direto. Sempre que estas condições não forem especificadas. assim. operação em paralelo. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. normalmente baseadas em ar padrão. temperatura do ar. A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis.

O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão. que inclui todos os acessórios exigidos. a seleção lógica.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado. atenuadores acústicos e isoladores de vibração. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e.877 x N x Q P 0. De fato. É definido por: N s = 2. No entanto. Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. rpm Q = vazão do ar.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. Por outro lado. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. m3/s P = pressão estática. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. Pa 0. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. 2-5 . Em geral. então. O custo inicial de cada ventilador. somente na descarga. sua rotação e seu rendimento. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação. deve ser determinado. a fim de se obter a potência operacional exigida. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas.75 N = rotação do ventilador. Entretanto. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. se for o caso.

onde a rotação é fixada pela velocidade do motor.000472 m3/s.Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. 1. independentemente do tamanho ou rotação. 1. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico. mais definitivo em aplicações de acionamento direto. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que. por exemplo. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0. aos produtos de qualquer fabricante em particular. Estas variações são típicas e não se aplicam. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar. o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 . O critério de rotação específica é. portanto. encontram-se demonstrados na Fig. a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. Se a rotação puder ser variada. necessariamente.

outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. em cada banda de oitava. É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. (c) se aplicam. Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis.75 kW. Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . então. informações posteriores. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga. explosivo. Além disso. e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. Uma vez que o tipo tiver sido determinado. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. (a) Se acionamento direto for exigido. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. Preferivelmente. Com freqüência.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . (b). tipo de arranjo desejado. corrosivo ou possui sólidos arrastados. com redução de rotação apropriada. (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias.490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada). então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes. Temperatura à qual (a). e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0. assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou.75 kW. embora não essenciais. ainda.

necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador.Porto Alegre . (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries. Bitencourt. etc. 1501 Fone: (51) 3364. Se houver dúvida sobre quaisquer exigências.Fax: (51) 3364. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará. (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes. é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos. temperatura.1264 Caixa Postal 7056 . etc.otam. a menos que haja alguma disposição em contrário. o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores. Francisco S. Supõe-se.CEP: 91150-010 . Se uma base de isolamento de vibração é exigida.br www. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador. foram executadas pelo usuário. Exemplos: tiragem induzida. se é de eixo horizontal ou vertical. isto é.com.com.RS e-mail: comercial@otam. Vida e tipo dos rolamentos. (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento. detalhes do suprimento elétrico. exaustão de pintura com pistola.br 5-5 .5566 . Tipo dos Mancais. que todas as correções para densidade.

Rendimento menor que o ventilador limit load. 5-6 . apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta.O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor. . cozinhas. onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias. . . . CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO .Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás. .Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais. .10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação. PROJETO DO ROTOR .Padrão de descarga circular formando redemoinhos. média e alta.Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos. PRESSÃO . .Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa.O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás.POTÊNCIA . . .POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO . . .Usado em algumas aplicações industriais. Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás.Transferência de energia primária pela pressão de velocidade.Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R .10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação. depósitos e algumas instalações comerciais. tais como galpões industriais. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . .Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica.Normalmente. . . M .Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática.A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula. Evite operar o ventilador nesta região. Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão. .Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais.Alta vazão. placa de orifício ou Venturi.Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa.Limitado às aplicações de baixa pressão.Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais.Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente. cozinhas. tais como fornalhas residenciais.O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica. .A potência aumenta continuamente até a descarga livre. A seleção do motor deve levar isso em consideração. .A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico. Estas vazões também apresentam características de pressão boas.POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) .Considere a curva de potência. . . 4 6 8 PRESSÃO . . .É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte. ar formando redemoinhos. .Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos. . cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos. .Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão.Baixo rendimento.Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico.Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico.Sistemas de exaustão de baixa pressão. 10 10 8 6 4 . . cozinhas.A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. . . .Características de alta pressão com capacidade de vazão média.Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. . APLICAÇÕES .POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre). depósitos e algumas instalações comerciais. com capacidade de pressão média.O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia.Normalmente operado sem conexão a um duto. .POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO .Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio.Padrão de descarga circular.Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA . alta ou média pressão.Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador. Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos.As mesmas aplicações de aquecimento.Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial.Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 . ventilação e ar condicionado em geral. porém isso normalmente não causa problemas. exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior.A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança. . ou auto-limitante.Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico.Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio.Fornece exaustão mecânica.Aplicações de aquecimento. .Alta vazão.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.Tipo voluta. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . .Normalmente operado sem conexão a um duto. .As pás podem ter passo fixo. onde a distribuição de ar a jusante não é crítica. . a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor. .Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais.Anel circular simples. portanto. .POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO . . AXIAIS . . .Possui fluxo de ar em linha reta.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração.Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento. tais como estufas de secagem. . mas com capacidade de pressão muito baixa. . .POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO . rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno.Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio.Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre. .Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico. .A carcaça normal não é usada. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . depósitos e algumas instalações comerciais. . PRESSÃO .Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão.Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio. . A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico. . . . . uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência. . as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. tais como galpões industriais. . cozinhas. sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado. Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO .Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar.Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás. . .Para determinada capacidade. Evite operar o ventilador nesta região. PRESSÃO .Desempenho semelhante ao ventilador limit load. .Utilizado para aplicações de renovação de ar.Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples. . .Semelhante ao ventilador aerofólio.Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller. .Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais.POTÊNCIA . B . PRESSÃO . .BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 . curvados para trás e inclinados para trás. curvados para trás e inclinados para trás. . o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. .Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno.Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°. depósitos e algumas instalações comerciais.Não é comum para aplicações HVAC.Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. 10 8 10 8 6 4 . ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio. ajustável ou variável. 2 0 10 PRESSÃO . tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos. exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores.Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente.Fornece exaustão mecânica. .Sistemas de exaustão de baixa pressão.POTÊNCIA . 2 0 10 PRESSÃO .Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. . . .Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre).Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função. .A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área. . . portanto. .A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica. em direção a descarga livre. .Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio. . .Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio. . .A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico. .Desempenho semelhante ao do ventilador limit load.Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load. exceto pela vazão e pressão serem inferiores.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. 10 8 6 4 2 0 10 .Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa. . O rotor às vezes é revestido com material especial.Possui boa distribuição de ar à jusante. .

1-7 . Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. o redemoinho sempre reduz o rendimento. Devido à variedade infinita das condições de aspiração. Por este motivo.sem veios. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. com freqüência seriamente. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. Em ambos os casos. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador. Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. conforme graficamente representado na Fig. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. ou vorticidade. 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração. Entretanto. Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. a pressão e a potência são menores do que o esperado. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. Fig. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. 2. os valores de desempenho catalogados. em cada instalação de ventilador. (b) Redemoinho ou vorticidade. algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor.

Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 . estabelece-se um desequilíbrio. causando redemoinho na aspiração do ventilador. estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig. 2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior.

4 .05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. assim sendo. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig. com um diâmetro maior. e numa área de mais baixa velocidade. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%.Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador. 5). através de uma parede. com um aumento correspondente na potência absorvida. o duto termina bruscamente (Ver Fig.5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. para corrigir a situação. ou um duto com flanges.Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0. 3). Quando o duto termina num plenum. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração. Em alguns casos. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. Nestes casos. Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e. uma perda na pressão estática será imposta. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. ou num duto com flanges. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. 3 .9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0. As pás de guia na aspiração. os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. Instalações de ventiladores. Fig. Em todos esses casos. Em algumas aplicações.4). a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. através de uma parede. Por exemplo. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. montadas no bocal. que empregam pás de guia variáveis na aspiração. Ocasionalmente. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. Sob certas condições. Quando o duto termina bruscamente.

Infelizmente. de área constante. na estação de medição. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. Basicamente. portanto. são mensuráveis. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. derivados destas condições de descarga ideais. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. de natureza espiral e não-uniforme. isto deve ser levado em consideração. parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. Perdas nas correias são uma função da tensão. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. . com freqüência. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. incluindo um endireitador de fluxo. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. da quantidade e do tipo de correias. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. o fluxo será muito uniforme. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. Como resultado. Fig. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. Além disso. num arranjo sem mancal na aspiração. com objetivo de avaliação de desempenho. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. anexos à descarga. a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. Conseqüentemente. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. 5 . conseqüentemente. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. o que resulta em vórtices de descarga de ar.

5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. A adição de um duto curto de descarga. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. 6 . pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. consideravelmente reduzida. obter uma recuperação estática ou. se isto não for possível. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos. Quando dutos de descarga retos são usados. ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. Por esta razão. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. especialmente do tipo manga.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. então. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. além das perdas já citadas. Entretanto. imediatamente na saída de descarga do ventilador. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. como fazem em muitos sistemas de ventilação. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. resultarão numa perda menor. através disso. A perda de descarga será. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. Pobre Correto 15ºmax. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. 6) Fig. Infelizmente. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. (Fig. os danos aos filtros. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. .5 mmca. Teoricamente. Preferivelmente. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. então.

uma perda adicional é introduzida. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. sem qualquer espiral. (Fig. Isto resultará na menor perda das quatro posições. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B.5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. Para a posição D. assume-se uma perda igual a 1. Nestes ventiladores. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. Deveria ser usada sempre que possível. a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto. 7 .6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. Se o fluxo fosse uniforme. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções. assume-se uma perda igual a 0. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Fig. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva. Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme.25 x velocidade de descarga do ventilador. Conseqüentemente. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições. tal curva teria uma perda de pressão de 0.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. consequentemente.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. 7 mostra uma ilustração das quatro posições). Estes fatores de perda são somente aproximados.Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 . Assume-se uma perda igual a 0. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante. não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. Para a posição A. Para a posição C. Assume-se uma perda igual a 0. Para a posição B. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração. a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto.

RS e-mail: comercial@otam. Francisco S.com. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum. Ventiladores de gabinete. 30º em cada lado. Deveria haver um duto reto de 1.Fax: (51) 3364. com freqüência. a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo. Bitencourt.1264 Caixa Postal 7056 . possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada. 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada.br www.5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição. 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.com.otam.5566 . no máximo. com um ângulo de convergência de. 1501 Fone: (51) 3364. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos. 8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max. Fig.CEP: 91150-010 .br 7-7 . Av.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes". A Fig.Porto Alegre . e as perdas já explicadas são então usadas.

000 horas. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. venha a atingir ou exceder.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação. etc. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação.21 Ocasionalmente. como segue: p L10h= 16. 1-2 .000 horas possui uma vida L50 de 240. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo. Uma definição mais clara do termo "vida" é.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. isto é. Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. o termo "vida média" ou L50 é usado. mm S = carga máxima do rolamento. T = cv x 1. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. L10. Por exemplo. N p = expoente de vida. multiplicando-se a vida L10 por 4. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento.53 0. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação.33 0. rpm P = potência instalada.44 0.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento. Para rolamentos operando em uma rotação constante. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada.62 0. que não a nominal básica. W D = diâmetro da polia. rpm C = índice de carga dinâmica básica. um rolamento com uma L10 de 60. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia. aparentemente idênticos. onde: L10h= 16. Isto é chamado de vida nominal básica. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. É calculada. é evidente. fissuras. portanto.

3 CL. C = 52.br www.com. Tipo de ventilador =RSD 800 arr. 1501 Fone: (51) 3364.667 x C ³ = 16.RS e-mail: comercial@otam.br 2-2 .com.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.Porto Alegre .700 3 =72.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. w = 2p n = 2p 700=73.3 (3) Carga Dinâmica da polia. cv = P = 30.otam. S = T x 2 = 1. P = 30kW Rotação.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo.3 Nm w 73.3 x 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações. D = 450 mm Tipo de rolamento.000 = 409.5566 .I Potência instalada.819 x 2 = 3. T = cv 1.1264 Caixa Postal 7056 . Francisco S. Av.667 x 52. Bitencourt.700 N (1) Velocidade angular. determine a vida do rolamento.Fax: (51) 3364.000 = 409.CEP: 91150-010 . L10h =16.638 N (5) Horas de Operação. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida.378 horas n S 700 3.

2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. as bolhas fluirão. quando obstruído. curvas. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. A Fig. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. Fig. portanto. o ponto de operação. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. No entanto. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. transições de expansão ou convergentes. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto. bocais. No entanto. com o volume de ar atravessando o sistema. Isso encontra-se ilustrado na Fig. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. a resistência do sistema (i. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. 1. em cada ponto de vazão de ar. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. Deste ponto em diante. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos. Esta curva é chamada de curva característica do sistema. independentemente do volume de ar. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. será bastante elevada para o ferro em fusão). 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção.e. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. telas e grelhas. haverá um ponto de intersecção das duas curvas. venezianas. Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. Esses elementos podem ser dutos. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso. Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K . Este será. portanto. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. dampers.. Aqui a resistência do sistema será constante. serpentinas de aquecimento e resfriamento. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig.

3. arroz. tais como milho.015 a 0. O valor do Número de Reynolds correspondente. Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar. Ns/m² Para o ar padrão. À parte essa exceção. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa. Pode variar de 750-5000 Pa.22 kg/m² e m = 1. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar.305) 1. aproximadamente seis vezes o valor de 0. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. o início de um fluxo ligeiramente turbulento. porém. m/s D = diâmetro do duto. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento). eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. Fig. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. que podem ter de 4 a 25 m de altura. para pressões mais altas. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo.305 m Re = (1. é de aproximadamente 2100.5 2-3 . qualquer que seja a pressão estática. a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante. aproximadamente 0. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar.015 a 0. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. Com esse objetivo.82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0. a característica do sistema continua sendo uma linha reta. soja. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. No entanto. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem.020 m/s.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. então. m m = viscosidade do ar. em kg/m³ V = velocidade média do ar. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague.22)(0. r = 1. porém. Para ar padrão. a característica do sistema é uma linha reta horizontal. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele. À medida que os filtros ficam tapados pelo pó. os ventiladores axiais podem ser usados. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam. Como resultado da área grande.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos. independentemente da velocidade do ar. são necessários ventiladores centrífugos. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade. a eficiência do filtro melhora. numa câmara de filtragem. Para pressões menores. conforme mostra a Fig.015)(0. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas.1 m/s.

Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo).BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9. A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação.4015 = 9. O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0. 4 Característica do ventilador e característica do sistema.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional.3)2 = 59 Pa. como os usados em prédios. como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa.4015m². como mostra a Fig.960 307 2100 477000 3-3 . conseqüentemente. 5. este é um fluxo definitivamente turbulento.0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa.100 9.Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos. Se um ponto da característica do sistema for conhecido. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig. como mostra a Fig. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370. o que é normal em sistemas de ventilação.96/1. para fluxo ligeiramente turbulento.0195 L Pd D é proporcional a (Q)². a curva fica mais íngreme. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1.0/0. Fig. a velocidade do ar será de V = 4.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas). Tabela 1. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito. A constante K determina o declive da curva. 4. Por exemplo. um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4. os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada.015 0.

Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor. R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g). uma força centrífuga. nunca pelo balanceamento em si. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. quando feita de forma correta. F. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. localizar e medir o desbalanceamento. e (mm). ao redor de sua posição normal. sua extremidade descrevendo um círculo. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1.000) 1-3 .3 mm/s) para balancear os rotores. buchas. Torna-se. Usando a recomendação ISO G4. e = me . Referindo-nos à Fig. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. 2. R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%. Este deslocamento é chamado de excentricidade. portanto. reduzindo substancialmente sua vida útil. ou máquina de balancear. e essa mudança.). está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo. considere um disco com raio. em um ponto em particular. irá equilibrar o rotor. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo. 3. Por exemplo. polia. Esta excentricidade. engrenagens. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado. pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6. pequeno. O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. Esta vibração induzida. etc. é necessária para detectar. torna-se necessária uma tolerância para balancear.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte.0 para valor de balanceamento. eixo. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora. eixos. As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total. eT em mm e para a velocidade de rotação. age sobre me e é transmitida para o eixo. Vide Fig. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. Quando o disco está em movimento de rotação. 1..3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. por sua vez. etc. Vide Fig. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual.

66g R 152 Fig.66 g para esta polia. Rotação. 2 2-3 . R = 152mm Grau de balanceamento.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados. 1 Posição de Repouso F E Portanto. m = 8. n = 800rpm Massa da polia. me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1. m = 50 x 8. Fig. p e = me .000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual. determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia).0 00) 800/1.1 kg Raio da polia.1 = 2. a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2. R m => me = e .

O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação. U per/m = e per em g. para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6. 1501 Fone: (51) 3364.otam.CEP: 91150-010 .5566 .1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0.br 3-3 . 4 2 1 0. 50 3 G 20 2. 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor. Av. e per .5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA .2 0. Bitencourt. 5 10 G 1 5 G 0.Porto Alegre . em micrometros.1264 Caixa Postal 7056 .RS e-mail: comercial@otam. expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.br www.com.Fax: (51) 3364.com.5 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig.mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa. Francisco S.

é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. e a força desse tom depende. o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw). por quaisquer motivos. do tipo de ventilador. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador. curvado para trás ou inclinado para trás . de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. em parte. a Tabela 1 pode ser usada. Para registrar esta freqüência de passagem da pá. Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. poderão ser estimados através do seguinte procedimento. Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica.Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . Se. O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador.Aerofólio. sob condições de teste aprovadas. Tabela 1. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. 1-3 . deverá atender essa situação. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº.Curvado para frente . é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. vazão de ar (Q). Entretanto. Se este catálogo não estiver disponível. veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12.Pá radial. Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum. ou próximo do. e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais. realizando determinado trabalho. para vários ventiladores. nas bandas de oitava. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). os níveis de potência sonora. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C. pressão total (Pt) e rendimento (h). baseado no nível de potência sonora específica. ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. construção e aplicações. conforme mostra a tabela 3. um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima. A geração de potência sonora de um determinado ventilador.

15 m³/s a 750 Pa. conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 . para o ponto de operação do ventilador.9m < 0. quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava. HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio. curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm.5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 . m³/s (cfm) 0. quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB.9m Todos > 1m 1m a 0. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4.000472. com rendimento estático de 56%.Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava.Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar.5m < 0. Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 .

Combine todos os quatro passos.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98.5 70.1264 Caixa Postal 7056 .CEP: 91150-010 .5 250 39 49 0 88 -8.8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.br 3-3 . este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%. como mostra a Tabela 4.com. Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90.Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava.8 dB(A) ( ) ( ) 4. Av.15 ( 0.57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no. Bitencourt. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz.44 + 9.5 125 43 49 0 92 -15.Fax: (51) 3364.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente. 1501 Fone: (51) 3364. P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz.5 76.000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39.2 dB = > LwA = 85. Francisco S. Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico.2 Potência Sonora 85. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25.com.br www.3 De acordo com a Tabela 3. = > Lw (linear) = 98.Porto Alegre .otam. C = 0. de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 .RS e-mail: comercial@otam.5 79.5566 .5 500 33 49 2 0 84 -3. De acordo com os dados de desempenho no catálogo.

durante a operação. alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 . tanto a vazão quanto a pressão são alterados. enquanto outros têm exigências de pressão variável. com freqüência. A fim de acomodar estas variações. A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. tais como sistemas de volume de ar variável.

A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. reciprocamente. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. . em aplicações de pressão média e baixa. Se os dampers forem usados para regular o sistema. Normalmente. Primeiro. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. Portanto. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. não é recomendado para modulação de capacidade. Em segundo lugar. uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo". Entretanto. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. Portanto. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. ao todo. Entretanto. Devido a essa segunda desvantagem. embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. a área dos dampers fica relativamente pequena. Assim. geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. O rendimento é reduzido. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. A Fig. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. conforme indica o gráfico ao lado. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. automaticamente. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. Portanto.

fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. Na verdade. Portanto. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. A vorticidade resultante tem. A construção do registro. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. como conseqüência. Além disso. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. uma redução na vazão. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. Portanto. em longos períodos de tempo. Porém. já que a economia de potência gerada. Com aplicações de acionamento por correia. para cada posição do registro. em tais ventiladores grandes. Para ventiladores muito pequenos. embora chamados de registros. seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. Como as pás do registro são moduladas. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. Por outro lado. . Primeiro. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. 2 . a redução de capacidade é substancial. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. isto não apresenta nenhum problema em particular. Independentemente dessa economia. 20 a 30 %. com ventiladores muito grandes. na pressão estática e na potência absorvida. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. a potência absorvida também aumenta. A magnitude desta economia é geralmente de. os quais são providos de acionamento direto. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas. Segundo. aproximadamente. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro.

Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho.3%. ter algum tratamento acústico.com. à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação. uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante.Porto Alegre . e aos níveis de ruído resultantes. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador.com. Av. Uma vez que os dados de teste são limitados. redutores mecânicos de velocidade. Em unidades com acionamento direto. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita. Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência).5566 . Francisco S. Terceiro. 1501 Fone: (51) 3364. Antes de se usar um registro radial. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM.br www. Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador.RS e-mail: comercial@otam.1264 Caixa Postal 7056 . para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv. maior será o custo. Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V. Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores. transmissões hidráulicas.otam. uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado.CEP: 91150-010 . Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras. todavia. o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática. geralmente. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação. Uma vez que o ventilador axial deve. dependendo da seleção original. Em ventiladores acionados por correia. Por isso.br 4-4 . Bitencourt.Fax: (51) 3364. até mesmo em uma posição totalmente aberto. incluindo: motores de multivelocidade. Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida. Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente.

dois mancais com motor montado do lado de dentro da base. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador.4 SWSI Para acionamento direto. ARR. Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K). ARR. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. ARR. Nenhum mancal no ventilador. ARR. dois mancais com motor montado do lado de fora da base.3 SWSI Para acionamento por correias. Rotor em balanço. Rotor em balanço. ARR. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. 1-7 . Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. Dois mancais ou mancal monobloco na base. Rotor em balanço. Rotor em balanço.2 SWSI Para acionamento por correias.1 SWSI Para acionamento por correias. ARR.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. ARR.3 DWDI Para acionamento por correias. ARR. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor.9 SWSI Para acionamento por correias. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. ARR.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Rotor em balanço montado no eixo do motor. 3.8 SWSI .10 SWSI Para acionamento por correias.

Caixa de aspiração pode ser auto-portante. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Carcaça auto-portante. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. ARR. Carcaça auto-portante. ARR. Carcaça auto-portante. 3. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. ARR. dois mancais ou mancal monobloco na base. ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Carcaça auto-portante. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. Rotor em balanço. Caixa de aspiração pode ser autoportante. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias. ARR.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. Rotor em balanço. 2-7 . Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador.

Motor montado dentro da carcaça. etc. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. As posições dos motores. A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação. Para descarga horizontal e vertical. são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. 90. e as fixações de motor 45. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. Motor montado independente da carcaça. portas de inspeção. Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. na parede ou no teto. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 . suportes para instalação no piso ou ambos. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. as fixações de motor 135. Para descarga horizontal e vertical. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas. Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente.. Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. suportes. Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). Geralmente. 180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. parede ou invertidos instalados no teto. Descarga horizontal.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias.

Rotor em balanço montado no eixo do motor. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto. Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais. DOIS ESTÁGIOS ARR. Rotor em balanço.3 Para acionamento por correias ou conexão direta. Motor sobre suportes internos. 4-7 . ARR. Equivalente ao arr. ARR. Rotor em balanço.7 Para acionamento por correias ou conexão direta. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos. Acionamento através da carenagem das correias.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. 3 mais base comum para o motor.1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta. ARR. Equivalente ao arr. ARR. Acionamento pela aspiração.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1. Dois mancais sobre suportes internos.4 ARR4. 1 mais base comum para o motor. ARR. Nenhum mancal no ventilador. Motor na carcaça ou na base comum.

BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. 3. O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. conforme a necessidade. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral. 5-7 . 2. 4. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. 5. Em ventiladores de simples aspiração.

BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. 6-7 . e designando-se as posições do motor com as letras W. Y ou Z. X. conforme o caso.

As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1.br 7-7 . 3. A linha de referência é o eixo do ventilador.1264 Caixa Postal 7056 .RS e-mail: comercial@otam.Porto Alegre .CEP: 91150-010 . 1501 Fone: (51) 3364. Av. 4. como mostra a ilustração.Fax: (51) 3364. 2.com.com.otam.br www. A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR. e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário.5566 . Francisco S. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Bitencourt. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior.

Em geral.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo. mesmo na ausência de carga externa. da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo.2) A W B L dst2=WB(L² . kg massa do rotor. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica.1) L dst1= 5wL³ 384EI 1.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2. dst. m . Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima. a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural. Rotação Crítica. Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração. O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão.3) A W W A L dst2=WA(3L² . é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga.B²)³ ² 9 3 EIL 2.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9. kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64. que é a velocidade crítica de rotação.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo. A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto. 2. do comprimento do eixo. conhecida como Rotação Crítica. A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações.4) L Q 1. sofre flexão durante a rotação. kg módulo de elasticidade. m4 comprimento do eixo. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal. as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2.

Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .00018 + 0.75 = 1256rpm 2-4 .000319 m Diâmetro do eixo.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2.66x10-9) =0.205)²] = 7.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0. E Massa do eixo.70 22.17 x 10-9 1178.20 Exemplo No.20 30.79 x 10-9 449.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%. W Comprimento do eixo.37 x 9.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.205 m = 125.37)² 24(200x10 8)(125.81 =30 p 0.5(0.85 5.4(0.00 15.99 9.000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.52 kg (ver Tab.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7.37)³ = 384(200x10 8 )(125. encontre a rotação crítica.37 m = 0.29 x 10-9 306.000139 = 0.4A²) 24EI Ver figura 2.85 x 10-9 19. D Massa do rotor.17 x 10-9 39. I Módulo de elasticidade.205)[3(1.47 3. w = 40 mm = 7. a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0. L Cota A Momento de inércia.51 7.66x10 -9) =0.5 kg = 1.1 5(13.76 x 10-9 73.87 =13.66 x 10-9 125.66 x 10-9 201.87 13.40 18.18 x 10-9 636.52)(1. 1 (b) Dadas as seguintes especificações.3 .

9)(1. W Momento de inércia.534m = 4.114)² 24(200x10 8 )(73. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.27(0.81 =30 p 0.5215m = 0.4kg = 73.66x10-9) =0.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.197)²] = 5.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No.4(0.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo. w (a) = 0.4A²) 24EI . (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.000055 m 3-4 . w (a) L = 0.000107 = 0.000109 + 0.197)[3(1.534)³ 8(200x10 8 )(73.66x10-9) =0. sendo um lado do mancal em balanço.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4.40(0. I Módulo de elasticidade.114m = 8.197m = 1.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . E = 35mm = 5.114)³ = 384(200x10 8 )(73.035 x 0. a rotação máxima de operação seria de: 2. D Massa do rotor.000216 =2.66x10-9) =0.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.

com.5215)³ = 3(200x10 8 )(73. isto é.000173 = 0.81 =30 p 0.000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.br www.980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.000228 m =1. Francisco S.1264 Caixa Postal 7056 .Fax: (51) 3364. Av. que é = 1.otam. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.000055 + 0.000228 =1.485 rpm Portanto.75 = 1. Bitencourt.035 rpm =1.66x10-9) =0.980 x 0.485 rpm. a menor rotação obtida.RS e-mail: comercial@otam.CEP: 91150-010 .4(0.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5.Porto Alegre .526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0. 1501 Fone: (51) 3364. a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço.com.br 4-4 . a rotação máxima de operação seria de: 1.485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2.5566 .980 rpm =1.

sem exceder suas limitações de projeto. Durante o período de partida. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e. etc. também conhecido como o momento da força. número de pólos e custo do motor. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador.10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. então. tamanhos de carcaça. ele varia de acordo com fabricantes diferentes. é necessária uma série de outros cálculos. o tipo e a quantidade de lubrificante. geralmente de 1. rad/s² g= aceleração por gravidade (9. que não serão apresentados aqui. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. conforme representado na Fig. JFP .. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor. kgm² a= aceleração angular. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 .5 vezes o torque de plena carga. Quando o motor dá a partida. ele possui um torque relativamente alto. portanto. Para o tempo real de partida. Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. caindo novamente. a temperatura. no qual a força está agindo.81 m/s²) (2) T estruturas. 1. necessário calcular o torque de partida do ventilador. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir. Equação do Torque de Partida Torna-se. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia. e outras variáveis devem ser levadas em consideração.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque. porque a freqüência de partidas. sobe para o torque máximo.5 a 2. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico.

5 x 0. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida.4/4 = 38. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador.255² 2 2 =0.4 kgm² (4) Momento de inércia total.1 x 0.19 1455 ( ( ( ( = 8. rpm nM =velocidade de rotação do motor.3 + 0.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular. kgm² JM =momento de inércia do motor.19 kgm² = 30. JM Torque de partida do motor.8 kgfm g 9.31) x 808 + 0. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida.44 kgm² (5) Velocidade angular. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor. nF = 747 rpm potência absorvida = 17. selecione um ventilador adequado.125² 2 2 =0.1 = 32. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador. m =momento de inércia da polia do ventilador.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia. JF = PD² = 105 = 26.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.1rad/s² (7) Torque de partida. J MP = m x R² = 5.44 x 38. a = w/t S= 152. rpm tS =tempo de partida do motor.000 m3/h e pressão estática 450 Pa. s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70.04 + 0. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.1 kg = 250 mm = 5.81 .9 kgfm = 450 mm = 12. J FP = m x R² = 12. kg = raio externo do rotor/polia. Ts = J x a = 8.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência. m = raio interno do rotor/polia. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular. w = 2pn M = 2p(1455) = 152. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador.

J FP = m x R² = 12.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor. J MP = m x R² = 7.1 kg = 335 mm = 7.com.3 + 0.8 x 0.22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação.RS e-mail: comercial@otam.488 kgm² = 46.12 kgm² Torque de partida.81 Uma vez calculado Ts < TM .488 965 ( ( ( ( = 17.255² 2 2 =0.31) x 761 + 0.CEP: 91150-010 .62 kgfm = 450 mm = 12.1264 Caixa Postal 7056 .124 + 0.Fax: (51) 3364.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular. 17. a = w/t S = 101.178² 2 2 =0.br www.5566 .22 = 35. Uma vez calculado Ts >TM.Porto Alegre . ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.com.8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular. Francisco S. JF = PD² = 105 = 26. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Bitencourt.16 x 20.br 3-3 . JM Torque de partida do motor. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0.1/5 = 20.1 x 0. Av. 1501 Fone: (51) 3364.otam.4 kgfm Ts = J x a = g 9.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor. w = 2pn M = 2p(965) = 101.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador. o motor de 4 pólos não é adequado para este caso. (4)Momento de inércia total.

0000001 dB (W W ( 0 onde po. O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato. pode ser medido.000 100 10 1 0.000 100. O nível de pressão sonora é proporcional. Pode ser expressa em Watts ou em decibéis. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado. gritando (média) Escritório Voz. Pode ser expressa em W/m². Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente. energia. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído.00001 0. o nível de pressão sonora. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz. é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento.001 0. No entanto. Quanto mais longe da fonte. não pode ser medida diretamente. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 . Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. . porém. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento.0001 0.000001 0. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência. em campo livre. em determinada localização.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição.01 0.1 0.000 10. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora. Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1.000. a pressão sonora de referência. uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado. menos energia por unidade de área.

9 89/10 ( 8. t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P . permita que LP1. 84 e 89 dB quando operados individualmente. i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. respectivamente. para combinação de níveis de decibéis. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB.1.4 + 10 ( 2 . níveis de ruído de 86. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. 75 e 73 dB.6 + 10 8.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência. Lpt L P . Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB. O decibel representa um décimo de um bel. 1. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza.. 81 dB e 75 dB. Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares.Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem. De acordo com a Fig. ( n L P . o nível combinado seria 82 dB. elas não podem ser somadas algebricamente. o nível de potência sonora. como vimos no exemplo anterior. conforme ilustra o exemplo seguinte.5 2 1.. utiliza o gráfico apresentado na Fig.5 1 0. Obviamente. a curva passa pela ordenada de 1 dB. . Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P . é o nível combinado. Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81. Por exemplo. 75. Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total. [ [ Fig.5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB.75 dB = 6 dB. o nível sonoro combinado não é de 140 dB. 1 em 6. em alguns casos. a determinada distância.. LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo.10 . LP2. porém menos acurado. O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. LP3. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar. também produzindo um nível sonoro de 70 dB.

o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. A Fig. e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área. Esta é uma exigência comum em controle de ruído.10 ( n L W. 75 dB + 2 dB = 77 dB. 1. a diferença é 2 dB e. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros. A partir do gráfico na Fig.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2. e o nível na banda de oitava total. 2 . os níveis são combinados de acordo com a Fig. 3. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. . de acordo com o gráfico da Fig. Um outro erro que freqüentemente ocorre. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. 1. 92 e 93 dB. 82 dB + 1. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. e 2500 Hz eram. sobre as freqüências centrais de banda de oitava.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par. estão inseridos como mneumônicos. que. 82 dB e 77 dB. de acordo com o exemplo precedente.5 dB. De modo semelhante.77 dB = 5 dB. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1. no controle de ruído.6 ) 96. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora.5 dB.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig. Considere o seguinte exemplo. de acordo com o gráfico. de acordo com a Fig. em grupos de três. A diferença = 82 dB. o gráfico apresentado na Fig. 4 pode ser muito útil.2 (-1) (+ 2. respectivamente. 3. Torna-se óbvio. 5 83. uma análise da banda de oitava seria obtida.5 dB = 83. na faixa de 2000Hz é de 96. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. sua soma é apenas 3 dB maior. Assim. Na maioria dos problemas de controle de ruído. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . 1. para combinar. Quando dois níveis são iguais. Para este caso especial. Fig. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva. Lpt.5 db 77 A partir deste exemplo.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig.8 dB. Existem alguns "truques" para economizar tempo. Agora temos os níveis combinados resultantes.5 dB. Portanto. 2 94. 3 . Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total. 2000. a contribuição do nível menor é inferior a 0. 75 dB e 73 dB. LWt de n níveis de potência sonora é: L W . t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1. 90. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora.

4. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig. 4 . para fins de análise. Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava. o aumento. o nível de incremento é de 7. Devido ao amplo intervalo de variação. A Fig. por exemplo.8 dB = 82. 2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig. 82.8 dB Alternativamente.8 dB. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB . de acordo com a Fig. 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava. . Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13. portanto. em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. 4.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB.8 = 88. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada.10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional. o nível combinado = 75 + 13. 4. 4 . o nível combinado = 75 dB + 7. A Fig.8 dB para 6 ventiladores. de 707 a 1414 Hz. engenheiros acústicos concordam. 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência.8 dB. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz. é de 6 dB. ou o espectro. 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores.8 dB + 6 dB = 88. 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó. 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência. De acordo com a Fig. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional. Exemplo No teto de uma "sala limpa". aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. ou seja.

5b . Hz Largura de Banda.11 .0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2. 5a .1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Largura de Banda.0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 .1984 e S1. Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2. Hz Freqüência Inferior. Hz Largura de Banda. Hz Freqüência Inferior. Hz Freqüência Superior.6 .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig. Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1. Hz Freqüência Superior. Hz Freqüência Superior.10 . Hz Freqüência Inferior.

6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa. Escala de ponderação E . Fig.10 .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos. A Fig. Certamente.Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 . Escala de ponderação D .para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média. apresentam aplicações bastante limitadas e especiais. Escala de Ponderação de Freqüência Por definição.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta. 6 . C e D. B. As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros.para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião. as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas. que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores.é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL). Escalas de ponderação comuns são A. com base na energia. Escala de ponderação B . como uma função da freqüência. determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora. e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados. Escala de ponderação A . porém. Escala de ponderação C .

L P.11 L P. Em sua forma mais elementar.1 e LP.11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo. está pendurada livremente ao ar livre. a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante. As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas. LP é dado por: L P = L W . obtemos: L P. Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora.20log 10 20 5 = 98 . que não pode ser medida.Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual.12 = 86 dB ( ) = 110 . O nível de pressão sonora é.2 = 20log10 (r2 ) . conforme mostrado na Fig. A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP.20log 10 (r) .11 = 73 dB 7 . Se medirmos o nível de pressão sonora LP.20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma. Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W . A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente.1 .20log 10 (r) . ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro. Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A. podemos calcular o nível de pressão sonora LP. Exemplo Uma pequena fonte.1 .20log 10 (r2) .10 . Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase.2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial.20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som. 7 .11 dB dB Fig. o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica.11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo.1 em r1. Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB.1= L W . a dependência do nível de potência sonora.2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante. O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade.20log 10 (20) . então.26 . A pressão sonora em r1 e r2 é: L P. especialmente nos ambientes industriais e públicos. L P. é eliminada. 73 dB a 20m. e a grande variedade de superfícies de reflexão.2 = L P. 7. cujo nível de potência sonora LW é 110 dB.20log 10 (r1) .2= L W .11 = 110 .

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
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dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
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Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
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BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. dispositivos de condicionamento.. Se a vazão for mudada. ventiladores. Aplicados a sistemas de aquecimento. Normalmente de construção leve e de baixo custo. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. axiais e construções especiais (AMCA 201. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. centrais O de ar-condiconado. São aplicados em sistemas de aquecimento. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo. Também usados em aplicações industriais como fornos. Aplicados em sistemas de aquecimento. 1990). filtros. possui as mesmas aplicações. média e alta pressão. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. saída do sistema. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais. Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos. é capaz de desenvolver mais pressão. Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. ventilador. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". etc. ventilação e ar-condicionado de baixa. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. grelhas. sistema de distribuição. Ex. fornalhas domésticas. cabines de pintura e exaustão de gases. ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. quanto ao projeto do rotor. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão. dispositivo de condicionamento. 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. ventilação e ar-condiconado. Os centrífugos. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior..BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. a perda de carga resultante também mudará. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo. dispositivo de controle. registros.

caixas de mistura. Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo. A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência. . se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto. e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador. Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema". nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema.20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . o sistema operará na vazão de projeto. 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema. a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida.60 .1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema. e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções. de acordo com a expressão acima é uma parábola. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2).40 . Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema. etc.Q Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida..100 . .. espera-se que tendo o ventilador bem selecionado.Q Fig.80 PONTO 3 DE PROJETO . Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas. Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas. através de registros. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC .2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista. existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema. Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1. Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida. ou perda de carga.

que é usada para teste de ventiladores. Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas.08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. não é uniforme. Entretanto podemos afirmar que são necessários. dois e meio diâmetros. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. 1995). Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. que a descarga. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador. ao efeito das condições do sistema. no mínimo. 1990). Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. Infelizmente. Como se sabe. No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. Entretanto. Curvas na Descarga. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. Os valores publicados. já citada. Outros dispositivos como endireitadores de fluxo. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema. A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. a aspiração do ventilador é mais sensível. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. tanto axial como centrífugo. muito diferentes daquelas do projeto. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto. ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. Outras Considerações quanto à Descarga. 1990). A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. A norma AMCA 210. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. .

Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. Uma contra-rotação do ar. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento. que variará com o cubo do aumento de rotação. pois podem apresentar funcionamento instável. Obstruções na aspiração.. Na prática. quando a perda de carga do sistema é subestimada. fornecendo mais vazão que o desejado. e também de investimento num motor maior que o necessário. 1990). um vortex na aspiração. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). na aspiração do ventilador. . Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. etc. porém. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série. Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. ou muito próximas dela. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. não devem ser selecionados nesta região. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. e deve-se calcular a nova potência consumida. resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. como paredes nas proximidades. Uma rotação do ar. em muitos casos. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar.. mas num grande aumento da potência consumida. por exemplo). também devem ser levadas em consideração. Vortex na Aspiração. tubulações. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. telas. Ventiladores Operando em Paralelo. fornecendo menos vazão que o previsto. produzirão fluxos nãouniformes. Outras Considerações quanto à Aspiração. colunas. A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. formando. ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. estruturas. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. na mesma direção que a rotação do ventilador. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão.

Fax: (55 51) 3349.com.001/2003 .otam. Bitencourt.Porto Alegre/RS .6364 www. Francisco S.Fone: (55 51) 3349.6363 . 1501 .Av.CEP 91150-010 .br MT .

Publication 200-95. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável. Air Systems. System Effects. Air Movement and Control Association. vibrações.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico).. Como foi visto. e todas as alternativas devem ser estudadas. PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig. todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento.. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association. devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas). Av. podem ocorrer. Fans and Systems. Dick. CONCLUSÃO Para estarmos certos.com.5566 . funcionamento instável do ventilador. aumento do nível de ruído. Illinois. etc. 1995. 1501 Fone: (51) 3364. diminuição da capacidade do sistema.3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema. pela já citada norma AMCA 210. Em razão destes fatos..Fax: (51) 3364. 1997. O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas.RS e-mail: comercial@otam. AMCA Paper 2337-97. Bitencourt. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador. em comparação com a real.CEP: 91150-010 .br www. Williamson. O desempenho do ventilador. Publication 201-90. O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.com.1264 Caixa Postal 7056 .otam. caso seja contestado.Porto Alegre . as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. Inc.br 6-6 . Inc. 1990. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. Francisco S. pode ser verificado no laboratório..

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