Você está na página 1de 29

Extensões Vocais

Extensão (música)

Em música extensão refere-se ao conjunto de todas as notas capazes de serem produzidas por um determinado instrumento musical. No caso da voz humana, refere-se ao conjunto de todas as notas que um cantor consegue articular, sem que importe o timbre. A extensão tem, portanto, uma abrangência maior que a tessitura. Enquanto que a extensão representa todas as notas fisicamente realizáveis, a tessitura refere-se às notas mais frequentemente utilizáveis.

Femininas

Masculinas

Barítono

Outras classificações

Extensões Femininas

Soprano

Soprano é o nome do registro da voz (ou naipe) feminina mais aguda.

A voz de soprano normalmente recobre a extensão do Dó4 ao Lá5, em alguns casos

mais raros até o Dó6 (os números correspondem às oitavas do piano). Em termos gerais, corresponde à faixa de emissão do tenor, no caso masculino, e é o mais alto, ou seja, o mais agudo dentre os registros femininos, distinguindo-se desse modo das vozes de mezzo-soprano e de contralto.

Usualmente, apenas adultos do sexo feminino são capazes de emitir confortavelmente notas na altura correspondente à faixa de um soprano, pois as pregas vocais dos homens engrossam após a puberdade, produzindo vozes mais graves. Por meio de técnica especial que envolve o emprego do falsete, alguns cantores líricos ainda se especializam em papéis de soprano, e são, por isso, denominados sopranistas. As vozes infantis são, por vezes, denominadas sopraninos.

Tipos de soprano

Na ópera, existem diferentes classificações para sopranos, que levam em consideração principalmente a extensão vocal, o peso relativo e a coloração do timbre. Os três tipos básicos de voz de soprano são o ligeiro, lírico e dramático. Da combinação desses, surgiram vários outros referentes a estilos ou exigências técnicas particulares, assim como a diferenças relativas de cor vocal. [1]

Portanto, também se consideram certas habilidades técnicas exigidas para desempenhar certos papéis. Assim, aos tipos de voz se costuma acrescentar a expressão de coloratura (ou d'agilità) para identificar a soprano que possui flexibilidade e agilidade para cantar escalas e ornamentos vocais, sobretudo no registro mais agudo. Devido a tais características, costuma-se associar certas especificidades ao tipo de voz, fazendo surgir subdivisões como lírico-coloratura e dramático-coloratura.

Nas escolas francesa e alemã, as sopranos são classificadas de modo diferente, usando classificações especiais e divindo-as por categorias que podem abranger dois a três tipos de vozes da classificação tradicionalmente usada em outros países.

A classificação alemã em "fach" é a mais rigidamente estruturada, tendo sido criado

pelas casas de ópera da Alemanha para definir estritamente os papéis aos quais um cantor poderia se dedicar, sendo assim mais que uma categoria de voz, mas também de repertório. Assim, um cantor que firmasse contrato com uma companhia operística alemã, sob uma dada "fach", ficaria responsável por todo o repertório descrito para aquele tipo de voz. É um sistema usado hoje em apenas alguns lugares. [2]

Originalmente, não se realizava qualquer tipologia das vozes de soprano, que, além disso, eram incluídas juntamente com as atuais mezzo-sopranos em uma só categoria. A progressiva separação dos tipos de vozes, como forma de indicar mais ou menos estritamente o peso, a extensão e o repertório adequado de umas sopranos relativamente às outras, vai aparecendo após meados do século XIX. [3] De fato, até o período do Bel Canto, cantoras que são consideradas atualmente como mezzo-sopranos, como Maria Malibran, cantavam papéis também interpretados por sopranos e hoje consagrados a elas. [4]

Há muitas controvérsias quanto à classificação das vozes, devido às muitas e variadas características delas. Na tentativa de melhor definir vozes individuais, surgem freqüentemente combinações de vários dos tipos consagrados, como soprano spinto dramático [5] ou lírico-dramático spinto. [6] Há ainda compreensões diferentes, de acordo com a escola de canto ou mesmo com o indivíduo, sobre os conceitos expressos pelas classificações usuais ou sobre os critérios para realizar tal categorização. O termo lírico- dramático, por exemplo, é ora usado como categoria à parte, ora como sinônimo de lírico-spinto. [7]

Contudo, a classificação básica e usualmente utilizada nos países lusófonos é a seguinte:

Soprano ligeiro (ou leggero) Soprano ligeiro (ou leggero)

Soprano lírico-ligeiro (ou lírico-leggero) Soprano lírico-ligeiro (ou lírico-leggero)

Soprano lírico-spinto (ou lírico-dramático) Soprano lírico-spinto (ou lírico-dramático)

A classificação alemã as divide em: [3][8]

Soubrette (soprano coloratura ) soprano coloratura)

Lyrischer Koloratursopran (soprano lírico-coloratura ) soprano lírico-coloratura)

Dramatischer Koloratursopran (soprano dramático-coloratura ) soprano dramático-coloratura)

Lyrischer Sopran (soprano lírico ) soprano lírico)

Jugendlich-dramatischer Sopran (soprano lírico-spinto ) soprano lírico-spinto)

Dramatischer Sopran (soprano dramático ) soprano dramático)

Charaktersopranlírico-spinto ) Dramatischer Sopran ( soprano dramático ) Hochdramatischer Sopran ( soprano dramática/heróica,

Hochdramatischer Sopran (soprano dramática/heróica, soprano wagneriana ) soprano dramática/heróica, soprano wagneriana)

Mezzosoprano

Mezzosoprano, do Italiano (em Português, meio soprano), é voz feminina intermédia entre o soprano e o contralto. O mezzo geralmente apresenta um timbre mais encorpado que o soprano e tem uma extensão maior na região central-grave.

Características vocais

Como um contralto legítimo é uma voz rara, muitas vezes o mezzo é quem canta as partes de contralto nos "divisis" dos arranjos corais e vocais em geral. Isso gera um pouco de confusão, trazendo a idéia de que o mezzo tem uma voz grave, o que nem sempre é verdade. É uma voz que tem maiores possibilidade de "misturar" a voz no centro e descer com o som mais equalizado do que um soprano faria. Mas, na verdade, um bom mezzo pode e deve ter seus agudos bem desenvolvidos.

Mezzosopranos por timbres e escolas

Mezzo Contralto

O Mezzocontralto é o timbre intermediário entre o mezzosoprano e o contralto, trata-se

do correspondente ao baixo-barítono, de fato é um contralto com âmbito de mezzosoprano, e nunca um mezzosoprano com âmbito de contralto, que no caso seria um mezzo dramático. Sua tessitura usual é do Mib3 ao Lá5.

Registros

Registro agudo

É metálico, tem grande dificuldade nas articulações e em matizes como piano e

pianíssimo, mas, mantém uma boa extensão em vocalizes. Possui uma cor escura e sonoridade semelhante a um fagote.

Registro central

É muito intenso, aveludado, ao contrario do contralto, é menos flexível e de pouca

propensão para qualquer tipo de agilidade, dificultando a clareza das palavras

pronunciadas.

Registro grave

Alcança a potencia do contralto, a mesma intensidade e sonoridade.

Mezzocontraltos famosas

Contralto

O Contralto é o timbre feminino mais pesado, e soa quase que com a plenitude de uma

voz masculina. É um timbre robusto e vigoroso, chamado também de contralto profundo. Sua extensão aguda é curta e compensada no registro grave. Não tem divisão interna por timbre, e raramente canta papéis em Óperas. Sua tessitura usual é do Fá3 ao

Fá5.

Registros

Registro agudo

É curto e pouco usado, de sonoridade escura e rica em harmônicos.

Registro central

É amplo, muito intenso e escuro, mas é ágil e dinamicamente flexível, muito potente e

de articulação pronta.

Registro grave

Possui uma grande extensão e timbre por vezes semelhante ao barítono, e pode alcançar notas gravíssimas até o Lá1.

Coloratura

O timbre de contralto é muito flexível, e usado antigamente em óperas de Donizetti e

Rossini, muitos dos contraltos tinham que exceder sua tessitura para fazer papéis de

extrema agilidade.

Contralto popular

Contralto popular é um timbre muito raro até mesmo entre as cantoras populares. Os contraltos populares tem uma voz muito masculina e cantam sempre na região grave da voz.

Contraltos populares brasileiros

Extensões Masculinas

Castrato

Castrato (plural castrati ) é um cantor masculino cuja extensão vocal corresponde em pleno à das vozes femininas, seja de (soprano, mezzo-soprano, ou contralto). Esta faculdade numa voz masculina só é verificável na sequência de uma operação de corte dos canais provenientes dos testículos, ou então por um problema endocrinológico que impeça a maturidade sexual. Consequentemente, a chamada "mudança de voz" não ocorre.

A castração antes da puberdade (ou na sua fase inicial) impede então a libertação para a

corrente sanguínea das hormonas sexuais produzidas pelos testículos, as quais provocariam o crescimento normal da laringe masculina (para o dobro do comprimento)

entre outras características sexuais secundárias, como o crescimento da barba.

Quando o jovem castrato chega à idade adulta, o seu corpo desenvolve-se, nomeadamente em termos de capacidade pulmonar e força muscular, mas a sua laringe não. A sua voz adquire assim uma tessitura única, com um poder e uma flexibilidade muito diferentes, tanto da voz da mulher adulta, como da voz mais aguda do homem não castrado (contratenor). Por outro lado, a maturidade e a crescente experiência musical do castrato tornavam a sua voz marcadamente diferente da de um jovem.

O termo castrato designa não só o cantor mas também o próprio registo da sua voz.

Os castrati na história

A prática de castração de jovens cantores (ou castratismo) teve início no século XVI,

tendo surgido devido à necessidade de vozes agudas nos coros das igrejas da Europa

Ocidental, já que a Igreja Católica Romana não aceitava mulheres no coro das igrejas. No fim da década de 1550, o duque de Ferrara tinha castrati no coro da sua capela. Está documentada a sua existência no coro da igreja de Munique a partir de 1574 e no coro da Capela Sistina a partir de 1599. Na bula papal de 1589, o papa Sisto V aprovou formalmente o recrutamento de castrati para o coro da Igreja de S. Pedro.

Na ópera, esta prática atingiu o seu auge nos séculos XVII e XVIII. O papel do herói era muitas vezes escrito para castrati, como por exemplo nas óperas de Handel. Nos dias de hoje, esses papéis são frequentemente desempenhados por cantoras ou por contratenores. Todavia, a parte composta para castrati de algumas óperas barrocas é de execução tão complexa e difícil que é quase impossível cantá-la.

Muitos rapazes que eram alvo da castração eram crianças órfãs ou abandonadas. Algumas famílias pobres, incapazes de criar a sua prole numerosa, entregavam um filho para ser castrado. Em Nápoles, recebiam a sua instrução em conservatórios pertencentes à Igreja, onde leccionavam músicos de renome. Algumas fontes referem que muitas barbearias napolitanas tinham à entrada um dístico com a indicação "Qui si castrano ragazzi" (Aqui castram-se rapazes).

Em 1870, a prática de castração destinada a este fim foi proibida em Itália, o último país onde ainda era efectuada. Em 1902, o papa Leão XIII proibiu definitivamente a utilização de castrati nos coros das igrejas. O último castrato a abandonar o coro da Capela Sistina foi Alessandro Moreschi, em 1913.

Na segunda metade do século XVIII, a chegada do verismo na ópera fez com que a popularidade dos castrati entrasse em declínio. Por alguns anos, ainda existiram desses cantores na Itália. Com o tempo, porém, esses papéis foram transferidos aos contratenores e, algumas vezes, às sopranos.

Sopranista

Um sopranista é um cantor que alcança o registro vocal do soprano. Diferente de um contratenor, que treina sua voz para usar o máximo de suas pregas vocais para produzir um tom mais cheio, o sopranista usa menos a parte grave de suas pregas vocais - desse modo permitindo o acesso a um registro extremamente elevado. Um dos motivos para isso é a voz insustentável do falseto. (Existe especulação de sobre a verdadeira técnica deste tipo de voz).

Existe um vasto repertório escrito para sopranos masculinos, que foram criados na época em que era comum encontrar castrati - um tipo da voz que, para todas as intenções e finalidades, não existe mais. Sopranistas são muito raros, e não tem o poder da voz que um castrato teria naturalmente.

Sopranista

É a voz masculina desenvolvida na tessitura do Soprano em falsete, este é um gênero, isto é cada vez mais apropriado. Possivelmente há cem homens em cada país que possuem vozes inusitadamente agudas e passíveis de nao sofrerem qualquer dano.

Naturalmente, isto começa a desfocar a linha entre quem são verdadeiramente vozes agudas masculinas ou quem são “Castrati Naturais”. Isto é uma excelente especialidade

e como é freqüentemente verdadeira esta terminologia não é necessariamente

importante. Em alguns casos este tipo de cantores são menos inibidos para apresentar

suas verdadeiras cores, e eles são freqüentemente chamados para cantar Arias de sopranos ou papéis de Soprano castrati. É interessante ressaltar que há sopranistas no mundo que não utilizam falsete para emitirem notas agudas como mezzo-sopranos e sopranos, pois, seu organismo vai preparado, naturalmente,para tais ações. Radu Marian

é um exemplo claro disso. Há homens com muito menos hormõnios que outros, o que,

na época da puberdade, não faz desenvolver várias regiões responsávis pelo canto, como as pregas vocais , a laringe e etc, e isso, faz com que haja tanta variação em vozes de

homens com tons de sopranos naturais, já que nem tudo é claro e igual como em outras classes.

Registros

Registro agudo

É brilhante e com uma cor aveludada, possui diversos padrões de cores e matizes, sendo

às vezes metálico e vibrante e até redondo e aveludado. Pode ter uma extensão pequena

até o Dó5 e pode emitir até um Fá5, ou até mais dependendo da elasticidade a membrana vocal podendo emitir notas estratosféricas. Como Adam Lopes,que alcança uma incrível extensão de sete oitavas emitindo até o Dó#8 e Nicola Gedda,que possui uma extensão do Mi1 ao Lá9.

As vozes são classificadas pela sua mudança de registro, seu timbre, e não pelo alcance/extensão.

Assim temos as seguintes vozes masculinas:

Baixo: Com brilho nos graves. Voz grave. Barítono: Timbre grave, com brilho nos tons médios.Possui agudos. Tenor: Brilho nos agudos. Voz de timbre nos tons médios. Contra-tenor: Esse cantor possui agudos comparados a voz feminina. Não se trata de falsete, é a voz mesmo do contratenor que tem esse alcance. Ouvindo um contratenor podemos confundi-lo com uma contralto tranquilamente. Em cada uma dessas classificações existem subdivisões.

Registro central

Por ser uma voz em falsete pode variar a intensidade até mesmo na cor que pode ser escura como um mezzosoprano ou clara como de um soprano, geralmente mantem um padrão um pouco escuro e rico em matizes, possui grande agilidade para passagens de coloratura.

Registro grave

É menos intenso que um contratenor, por usar a voz numa tessitura muito aguda usa-se

menos a voz de peito, geralmente um sopranista em falsete é um tenor na voz de peito.

Quando se canta muito em falsete a tendência da voz de peito “natural” acaba ficando fraca e pouco proveitosa.

Cantores Famosos

Sopranistas brasileiros

Tessitura usual

Lá2 ao Ré6

Contratenor

Contratenor é um cantor masculino adulto que canta numa tessitura correspondente à do alto ou até mesmo à do soprano, adoptando normalmente a técnica do falsete. Apesar de as propriedades vocais variarem entre contratenores, é comum a todos eles o timbre perceptivelmente distinto da voz feminina, para um ouvido atento.

A voz de contratenor teve um ressurgimento massivo em popularidade na segunda

metade do séc. XX, parcialmente devido a pioneiros como Alfred Deller e pelo aumento

de popularidade da ópera Barroca. Apesar de serem considerados um fenômeno da música renascentista e barroca, alguns contratenores modernos exploram um repertório

bem extenso. O termo contratenor deve ser usado exclusivamente no contexto do canto lírico.

História

No início da polifonia, a voz de contratenor era uma parte melódica em contraponto com a do tenor. Era escrito quase que na mesma extensão de um tenor. No século 15, o contratenor foi dividido em contratenor altus e contratenor bassus (contratenor alto e contratenor baixo), que estavam respectivamente acima e abaixo da voz de tenor. Já no século 16, entretanto, o termo se tornou obsoleto já que o Latin perdeu a sua popularidade. Na Itália, o contratenor alto se tornou simplesmente alto; na França, haute-contre; na Inglaterra, contratenor.

Os contratenores permaneceram no nicho da música vocal sacra, em parte porque as mulheres não tinham permissão para cantar nos cultos das igrejas. Entretanto, eles não foram bem recebidos na ópera. Handel iria ocasionalmente escrever papeis específicos para contratenores, mas os castratos eram bem mais populares. Como resultado, a voz de contratenor era encontratada apenas em coros de catedrais e em ocasionais músicas renascentistas.

O ícone mais visível do redescobrimento dos contratenores foi Alfred Deller, um cantor inglês e campeão de performances autenticamente renascentistas. Deller inicialmente chamava a si mesmo de "alto", mas seu colaborador Michael Tippett recomendou o termo arcaico "contratenor" para descrever sua voz.

Nos idos de 1950 e 60, seu grupo, o Deller Consort, conseguiu aumentar o interesse (e a apreciação) pelo Renascimento e a música Barroca. Benjamin Britten escreveu o papel de Oberon em sua ópera Sonhos de uma noite de verão para ele. Deller foi o primeiro contratenor da era moderna a conseguir tanto prestígio, mas ele não seria o último.

Russell Oberlin foi a contraparte americana de Deller, e também outro pioneiro da música renascentista. O sucesso de Oberlin foi inteiramente sem precedentes em um país que tinha visto pouco exposição para qualquer coisa antes de Bach, e assim, o caminho para a próximo geração de contratenores foi pavimentado.

Hoje, contratenores atendem uma demanda requisitada por várias formas de música erudita. Na ópera, muitos papeis escritos originalmente para castrados são cantados agora por contratenores, assim como alguns papeis que são apresentados invertidos (homens interpretando mulheres e vice-versa). Compositores modernos escrevem papeis para contratenores, tanto para trabalhos em corais quanto na ópera. Grupos corais masculinos como o Chanticleer e The King's Singers (Os Cantores do Rei) os empregam com grande efeito em uma variedade de gêneros, incluindo música renascentista, gospel e até mesmo música folclórica.

Tipologia vocal

A grande maioria dos contratenores utiliza a técnica do falsete para chegar ao registro

agudo, pelo que, em vozes masculinas destreinadas, o timbre tende a soar harmonicamente débil. No entanto, trabalhada com a técnica adequada, a voz de contratenor pode alcançar grande ressonância e volume.

Muitos contratenores passam do falsete para a voz de peito em notas graves com grande suavidade. Com efeito, a passagem suave entre os registros vocais é dos controles mais difíceis de se conseguir para o contratenor novato.

Poucos contratenores tem um registro comparável à de um soprano. Nesse caso são chamados sopranistas, cantando frequentemente as árias escritas para os castratos. Apesar de os resultados variarem significamente entre cantores, um contratenor soa bem diferente de uma mulher cantando no mesmo registro.

Há ainda muita polêmica sobre esse tipo de voz pelo fato de a produção vocal no homem ser definida pela estrutura física [anatomia/fisiologia] e também sofrer influências de fatores psicológicos. Nesse caso, na atualidade, não havendo mais castrati [vozes infantis mantidas por meio de procedmento cirúrgico] a voz de um contratenor hoje se torna ainda mais rara, estando atrelada à alterações hormonais, anomalias no aparelho sexual [hermafroditismo], fabricação de voz/'voz falsa' [uso demasiado do falsete ou das pregas falsas - construindo-se uma segunda voz, no caso de tenores e barítonos] e alteração da voz por conta da personalidade/identidade vinculada à orientação sexual [homossexualidade].

Registro

Registro agudo

É escuro muito intenso, possui um veludo brilhante e riqueza em matizes podendo

variar a coloração e até alcançar a tessitura de soprano. A agilidade é espontânea e necessária para os diversos papéis escritos para esta voz. Os que conseguem ter a tessitura de mezzo-soprano ou de uma soprano entram facilmente na escala sobreaguda, passando de Dó5 para cima, como o contratenor sopranista Aris Christofellis que atingi

um belíssimo e sonoro Dó6.

Registro Central

De timbre geralmente escuro semelhante ao do contralto, possui uma variedade de matizes especiais, mantendo um timbre único e aveludado. É de grande agilidade em coloraturas e pode alcançar altos níveis de virtuosidade.

Registro Grave

É fácil e geralmente feito com a voz de peito “natural”, mas possui uma certa

dificuldade para manter uma cor única entre o falsete e a voz natural, possuindo uma

zona de transição a mais que as vozes comuns.

==Cantores famosos==

Haute-contre

É a forma mais aguda do tenor leggero, cultivada na França desde o período

barroco. Sua tessitura é mais aguda que a do tenor leggero e une a emissão em voz de peito e voz de cabeça combinados, alcançando notas extremamente agudas sem recorrer ao falsete; o termo servia para identificar certos tenores que cantavam na tessitura de contralto, sem recorrer ao uso de falsete, o que é pouco provável. É possível encontrar tenores ultraleggeros e flexíveis, denominados "Tenores agudos” “high tenors" o

britânico (Rogers Covey-Crump e Simon Berridge

cabeça passam muito bem ao disco certas obras (por exemplo, Charles Daniels ou Rodrigo del Pozzo nos motetos solistas de Mondonville). Em contrapartida, mesmo restabelecendo o diapasão mais baixo em uso aos séculos XVII e XVIII, utilizando instrumentos de época (ou cópias) e respeitando os efeitos originais, estes cantores não teriam o tecido vocal, a potência requerida para encarnar os papéis heróicos de certas tragédias. Recorre-se geralmente a tenores que dominam a técnica da voz mista e o estilo declamatório muito específico em vigor na ópera francesa. Certamente, cada

papel deve considerar-se individual. Jean- Paul Fouchécourt, dotado de uma voz naturalmente muito leve, especializou-se nos empregos de haute contre e desenvolveu esta voz mista, combinação hábil dos registros de peito e falsete, tomando exemplo sobre o tenor mozartiano Léopold Simoneau. Sua tessitura usual é do Ré2 ao Ré4

(Sol4).

que atinge facilmente as vozes de

),

Registros

Registro agudo

É sem duvida o que define o Haute contre, a interpretação de Haute Contre hoje representa de reais dificuldades: as tessituras são às vezes muito elevadas é nomeadamente o caso de David em David e Jonathas, de Charpentier, e, sobretudo os vários papéis criados por Jélyotte (Castor, Platée, Pygmalion, Zoroastre) ou por Legros (O Orphée de Gluck que abunda Si3, Dó4 e Ré4). E requer muitas vozes de tenor

naturalmente agudas, flexíveis e ágeis e ao mesmo tempo suficientemente potentes, sonoros para cobrir as passagens acompanhadas de coros ou pela orquestra.

Registro central

É semelhante aos tenores leggeros, leve, de intensidade media e gracioso.

Registro grave

É fraco quase sem cor alguma, às vezes quase inexpressiva, de pouco volume e de

extensão curta.

Haute-Contres famosos

Andrew Kingde pouco volume e de extensão curta. Haute-Contres famosos Bruce Brewer Charles Daniels Cyril Auvity François-Nicolas

Bruce Brewere de extensão curta. Haute-Contres famosos Andrew King Charles Daniels Cyril Auvity François-Nicolas Geslot Gilles

Charles Danielscurta. Haute-Contres famosos Andrew King Bruce Brewer Cyril Auvity François-Nicolas Geslot Gilles Ragon Guy de

Cyril Auvityfamosos Andrew King Bruce Brewer Charles Daniels François-Nicolas Geslot Gilles Ragon Guy de Mey Henri

François-Nicolas GeslotAndrew King Bruce Brewer Charles Daniels Cyril Auvity Gilles Ragon Guy de Mey Henri Ledroit Howard

Gilles RagonBrewer Charles Daniels Cyril Auvity François-Nicolas Geslot Guy de Mey Henri Ledroit Howard Crook Hugues Cuenod

Guy de MeyDaniels Cyril Auvity François-Nicolas Geslot Gilles Ragon Henri Ledroit Howard Crook Hugues Cuenod Ian Partridge

Henri LedroitAuvity François-Nicolas Geslot Gilles Ragon Guy de Mey Howard Crook Hugues Cuenod Ian Partridge Jean-Claude Orliac

Howard CrookGeslot Gilles Ragon Guy de Mey Henri Ledroit Hugues Cuenod Ian Partridge Jean-Claude Orliac Jean-Paul

Hugues CuenodGeslot Gilles Ragon Guy de Mey Henri Ledroit Howard Crook Ian Partridge Jean-Claude Orliac Jean-Paul Fouchécourt

Ian PartridgeRagon Guy de Mey Henri Ledroit Howard Crook Hugues Cuenod Jean-Claude Orliac Jean-Paul Fouchécourt Jeffrey B

Jean-Claude OrliacMey Henri Ledroit Howard Crook Hugues Cuenod Ian Partridge Jean-Paul Fouchécourt Jeffrey B Thompson John Aler

Jean-Paul FouchécourtHoward Crook Hugues Cuenod Ian Partridge Jean-Claude Orliac Jeffrey B Thompson John Aler John Elwes John

Jeffrey B ThompsonIan Partridge Jean-Claude Orliac Jean-Paul Fouchécourt John Aler John Elwes John Mark Ainsley Joseph Cornwell Kurt

John AlerJean-Claude Orliac Jean-Paul Fouchécourt Jeffrey B Thompson John Elwes John Mark Ainsley Joseph Cornwell Kurt Equiluz

John ElwesOrliac Jean-Paul Fouchécourt Jeffrey B Thompson John Aler John Mark Ainsley Joseph Cornwell Kurt Equiluz Léopold

John Mark AinsleyFouchécourt Jeffrey B Thompson John Aler John Elwes Joseph Cornwell Kurt Equiluz Léopold Simoneau Mark Padmore

Joseph CornwellJeffrey B Thompson John Aler John Elwes John Mark Ainsley Kurt Equiluz Léopold Simoneau Mark Padmore

Kurt EquiluzJohn Aler John Elwes John Mark Ainsley Joseph Cornwell Léopold Simoneau Mark Padmore Martyn Hill Michael

Léopold SimoneauJohn Elwes John Mark Ainsley Joseph Cornwell Kurt Equiluz Mark Padmore Martyn Hill Michael Goldthorpe Michel

Mark PadmoreMark Ainsley Joseph Cornwell Kurt Equiluz Léopold Simoneau Martyn Hill Michael Goldthorpe Michel Sénéchal Neil

Martyn HillJoseph Cornwell Kurt Equiluz Léopold Simoneau Mark Padmore Michael Goldthorpe Michel Sénéchal Neil Jenkins Neil

Michael GoldthorpeKurt Equiluz Léopold Simoneau Mark Padmore Martyn Hill Michel Sénéchal Neil Jenkins Neil Mackie Paul Agnew

Michel SénéchalSimoneau Mark Padmore Martyn Hill Michael Goldthorpe Neil Jenkins Neil Mackie Paul Agnew Paul Elliott Philippe

Neil JenkinsPadmore Martyn Hill Michael Goldthorpe Michel Sénéchal Neil Mackie Paul Agnew Paul Elliott Philippe Langridge

Neil MackieHill Michael Goldthorpe Michel Sénéchal Neil Jenkins Paul Agnew Paul Elliott Philippe Langridge Phillip Salmon

Paul AgnewGoldthorpe Michel Sénéchal Neil Jenkins Neil Mackie Paul Elliott Philippe Langridge Phillip Salmon Richard Croft

Paul ElliottMichel Sénéchal Neil Jenkins Neil Mackie Paul Agnew Philippe Langridge Phillip Salmon Richard Croft Rodrigo del

Philippe LangridgeSénéchal Neil Jenkins Neil Mackie Paul Agnew Paul Elliott Phillip Salmon Richard Croft Rodrigo del Pozo

Phillip SalmonNeil Mackie Paul Agnew Paul Elliott Philippe Langridge Richard Croft Rodrigo del Pozo Rogers Covey-Crump Rufus

Richard CroftPaul Agnew Paul Elliott Philippe Langridge Phillip Salmon Rodrigo del Pozo Rogers Covey-Crump Rufus Muller Russell

Rodrigo del PozoPaul Elliott Philippe Langridge Phillip Salmon Richard Croft Rogers Covey-Crump Rufus Muller Russell Oberlin Simon

Rogers Covey-CrumpPaul Elliott Philippe Langridge Phillip Salmon Richard Croft Rodrigo del Pozo Rufus Muller Russell Oberlin Simon

Rufus MullerElliott Philippe Langridge Phillip Salmon Richard Croft Rodrigo del Pozo Rogers Covey-Crump Russell Oberlin Simon Berridge

Russell OberlinElliott Philippe Langridge Phillip Salmon Richard Croft Rodrigo del Pozo Rogers Covey-Crump Rufus Muller Simon Berridge

Simon BerridgeElliott Philippe Langridge Phillip Salmon Richard Croft Rodrigo del Pozo Rogers Covey-Crump Rufus Muller Russell Oberlin

William KendallZager Vandersteene Tenor O tenor é a voz masculina (ou naipe) mais aguda, produzida sem

Zager VandersteeneWilliam Kendall Tenor O tenor é a voz masculina (ou naipe) mais aguda, produzida sem recorrer

Tenor

O tenor é a voz masculina (ou naipe) mais aguda, produzida sem recorrer à técnica de

Características

De acordo com a classificação tradicional, a voz de tenor corresponde à faixa de sons mais aguda que pode ser emitida, no canto lírico, por um indivíduo do sexo masculino. Ela distingue-se do barítono e do baixo por ter sua extensão padrão dentro dos limites do Dó3 ao Lá4, em alguns casos mais raros até o Dó5.

O termo tenor provém do latim tenere, que significa sustentar. Na música medieval, era

a esta voz a que era atribuída, via de regra, a linha principal do canto. Por esta razão, o intérprete deveria ser capaz de "sustentar" as notas enquanto as outras vozes, mais graves, realizavam floreios vocais.

A rigor, existem outras duas vozes masculinas ainda mais agudas do que o tenor. Elas

são o contratenor, onde o cantor atinge o alcance vocal que corresponde à voz feminina de mezzo-soprano, e o sopranista, que chega mesmo a emitir notas na faixa de um soprano.

Indivíduos do sexo masculino não são capazes de atingir "naturalmente" o alcance vocal de um contratenor ou sopranista, porque durante a puberdade os hormônios masculinos fazem as pregas vocais engrossarem e a voz desloca-se para uma zona de emissão mais grave. Para especializarem-se nestas funções, os intérpretes necessitam deste modo de um treinamento especial. Por esta razão, o tenor ainda é tradicionalmente considerado a mais aguda dentre as vozes masculinas.

No repertório operístico clássico e romântico, os tenores costumam desempenhar os papéis masculinos principais, enquanto os coadjuvantes mais importantes estão a cargo das vozes mais graves (barítono ou baixo). Em muitos casos, o enredo gira em torno de uma disputa entre "herói" e "vilão", com o primeiro quase invariavelmente atribuído a um tenor.

Tipos de tenores

Na ópera, costuma-se distinguir entre diferentes tipos de tenores, conforme a altura e as habilidades técnicas exigidas por um determinado papel:

Tenores Famosos

Baritenor

O barítenor é o timbre intermediário entre o tenor e o barítono, é uma voz muito

intensa robusta encorpada, a extensão é excepcionalmente grande, a cor do timbre é todo baritonal desde o registro grave ao registro agudo. Distinto do barítono leggero pela cor do timbre e pelo veludo vocal, não é uma voz metálica e sim redonda e harmônica. O barítono leggero tem menos intensidade e o registro agudo mais claro e vocalizante. Também mantém diferenças entre o tenor dramático, que possui um timbre mais metálico e pouca beleza em harmônicos e menor propensão ao legato. Sua tessitura usual é do Sol1 ao Si3 (Dó4).

Registros

Registro agudo

É um registro muito excepcional tanto na cor escura quanto na potencia vocal. Pode

alcançar a mesma extensão de um tenor, às vezes com maior facilidade que o Tenor Dramático. Possui qualidades metálicas e harmônicas ao mesmo tempo e um veludo generoso, a propensão para linhas legatas é mais abundante do que no Tenor Dramático.

Registro central

Possui muita semelhança com o barítono na cor, no veludo, na intensidade, no vigor e flexibilidade. É dinamicamente flexível desde o pianíssimo ao fortíssimo, possuem natural espontaneidade ao legato e aptidão aos textos declamativos e dramáticos.

Registro grave

É um registro generoso de grande vigor, a cor é escura e o timbre é muito pesado,

prestando-se a papéis dramático e muito viril.

Barítenores famosos

Carlos Guichanduta papéis dramático e muito viril. Barítenores famosos Clifton Forbis José Cura Placido Domingo Ramon Vinay

Clifton Forbise muito viril. Barítenores famosos Carlos Guichandut José Cura Placido Domingo Ramon Vinay Vladimir Galouzine

José Curaviril. Barítenores famosos Carlos Guichandut Clifton Forbis Placido Domingo Ramon Vinay Vladimir Galouzine Drew Seeley

Placido Domingofamosos Carlos Guichandut Clifton Forbis José Cura Ramon Vinay Vladimir Galouzine Drew Seeley Colby O'Donis

Ramon VinayCarlos Guichandut Clifton Forbis José Cura Placido Domingo Vladimir Galouzine Drew Seeley Colby O'Donis Tiziano

Vladimir GalouzineClifton Forbis José Cura Placido Domingo Ramon Vinay Drew Seeley Colby O'Donis Tiziano Ferro Barítono

Barítono

Barítono, voz masculina que se encontra entre as extensões vocais de um baixo e um tenor. Se trata de uma voz mais grave e aveludada que a dos tenores, porém que, quase nunca, conta com agilidades. Um barítono tem sua extensão vocal dentro dos limites do La2 ao La4 (O barítono lírico, pode chegar a Si4).

Tipos de barítono

Dentro da voz de barítono encontramos tipos distintos:

Barítono leggero

O Barítono Leggero é o timbre mais leve entre os barítonos, de grande extensão aguda

e cor clara, possui grande agilidade e é flexível dinamicamente, é conhecido no repertório francês em operetas e óperas escritas para a voz de Jean-Blaise Martin – “Barítono Martin” que criou diversos papéis em operetas e um estilo de técnica anasalada que torna o timbre mais claro e menos volumoso, o idioma francês ajuda na emissão anasalada e nas palavras pronunciadas. Sua tessitura usual é do Sol1 ao Sib3

(Dó4).

Barítonos leggero famosos

Barítono lírico

Barítono lírico é o timbre típico do barítono: É expressivo, igualmente timbrado, de sonoridade melódica e harmônica, dinamicamente flexível. Possui uma cor escura e aveludada, a agilidade não é espontânea, mas não é impossível. Sua tessitura usual é do Sol1 ao Sol3.

Famosos

Barítono alto

O Barítono Alto ou de Carater é o um tipo de Barítono dramático mais intenso e com um registro agudo seguro, é expressivo, muito metálico de grande amplidão sonora, é o barítono típico do repertorio de Verdi, cheio de dramatismo e vigor. Sua tessitura usual é do Sol1 ao Lá3.

Barítonos Altos famosos

Barítono dramático

O barítono dramático é o timbre mais pesado dos barítonos, mais escuro e mais metálico, um timbre igualado em ambos os registros com grande amplidão sonora, com generosidade em interpretações dramáticas. Sua tessitura usual vai do Fá1 ao Sol3.

Exemplos de cantores

Barítono popular

Barítono popular é um tipo comum de voz e que não necessita de uma grande extensão vocal. É encontrado em canções de blues, jazz, musicais e operetas vienenses (que aparece numa classificação a parte, bariton viennois), e que também é encontrado no rock and rolle na MPB.

Baritonos Populares no Mundo

Baritonos Populares brasileiros

Joaquim Cezar Motta Kim do Catedral Joaquim Cezar Motta Kim do Catedral

Sidney MagalMotta Kim do Catedral Pedro Geraldo Mazza Cantor PG Baixo-barítono O baixo-barítono é o timbre

Baixo-barítono

O baixo-barítono é o timbre intermediário com uma extensão vocal que pode abranger tanto baixo como barítono, mais extenso e ao mesmo tempo mais dramático que o Baixo Cantante, é de uso comum em operas germânicas ou russas, embora se presta na maioria das vezes a papéis dramáticos, pode também interpretar papéis cômicos e buffos dedicados para baixos bufos. Este termo surgiu no século 19 para especificar o tipo particular de voz precisa para cantar personagens baixos (voz) nas obras de Richard Wagner, como Wotan (em Der Ring des Nibelungen) e Hans Sachs (em Die Meistersinger von Nürnberg). Wagner deu o nome a estes personagens de Hoher Bass ("Baixos Agudos" ou "Baixos Altos").

O baixo-barítono é distinguido por dois atributos. Primeiro, é capaz de cantar

confortavelmente em uma tessitura de barítono, e por ter também a ressonância típica associada com o baixo. Sua tessitura usual é do Fá1 ao Sol3.

Registros

Registro agudo

É um registro quase semelhante ao barítono dramático: Brilhante, escuro, muito potente

e metálico.

Registro central

É onde situa a verdadeira tessitura e brilho do baixo-barítono, nos papéis dramáticos

uma variação de cor metálica e robusta, passando as vezes a ser doce e redonda em legatos expressivos que soam naturalmente, ou em papéis buffos com uma variação de cor mais clara e dicção muito hábil.

Registro grave

É um registro muito extenso e com qualidades semelhantes ao baixo cantante, podendo

assim interpretar e até ser classificado como um baixo.

Baixo-barítonos famosos

Baixo (voz)

O baixo é a voz ou naipe masculino com a extensão mais grave. Um baixo tipicamente

tem uma tessitura que vai do Fá1 ao Fá3. Nas primeiras óperas era usado principalmente em papéis de deuses ou figuras misteriosas, embora mais tarde também tenha caracterizado personagens de pais idosos e reis.

Tipos de baixos

O timbre do baixo divide-se em:

Baixo leggero

O Baixo Leggero é o timbre mais leve entre os baixos é mais raro e muito brilhante

usado bastante em papéis buffos ou de coloraturas em operetas francesas. O timbre é semelhante ao baixo-barítono, mas é mais leve de dicção clara, muito ágil e com agudos mais leves e brilhantes. Sua tessitura usual é do Fá1 ao Fá3,raramente vai do Lá3

Registros

Registro agudo

É um registro muito leve, de menor intensidade que o baixo-barítono, com maior

propensão para coloraturas e passagens rápidas de grande virtuosismo, tem natural aptidão ao legato e a voz é sempre muito doce. Embora possa ser grotesca e jocosa na mais pura tradição do Bell canto.

Registro central

É um registro menos volumoso e menos escuro que os demais baixos, geralmente

harmonioso, redondo e suave, com natural aptidão a agilidade, de articulação sempre

pronta e muito fácil, podendo interpretar um vasto repertório cômico e lírico.

Registro grave

É o registro que o diferencia dos barítonos um timbre não muito escuro mais sonoro e

de extensão generosa.

Categorias

O Baixo Leggero é mais comum na categoria Popular.È muito comum em adolescentes cantores e em jovens.Na Categoria popular,o cantor que possui o timbre de Baixo Leggero,consegue,usualmente, atingir notas altas,usam mais falsetes para atingir notas altas e raramente o Belting.

Baixos leggeros famosos

Baixo cantante

Baixo Cantante é o timbre típico do baixo: Igualmente timbrado em toda gama, rico em harmônicos, notavelmente expressivo e capaz de maior vocalização que o Barítono. Sua tessitura usual é do Mib1 ao Fá3.

Registros

Registro agudo

É um registro escuro e ao mesmo tempo harmonioso, é redondo, com natural aptidão ao

legato expressivo, brilhante e muito seguro, pode ser resistente e vigoroso, quando assim pede a interpretação.

Registro central

É um registro potente de boa intensidade, rico em matizes e com padrão variado de

cores, desde um aveludado e de sonoridade suave e doce a um áspero e metálico. O

baixo cantante está apto a fazer mais coloraturas que um barítono.

Registro grave

É o registro que identifica o baixo, podendo emitir as notas graves com grande

facilidade, e possuir uma beleza encantadora, dando assim uma base sólida em seus grandes papéis, que estão quase sempre ligados a interpretações de pai, juiz, rei, ancião e às vezes até o grande rival.

Baixos Cantantes e Colatura/Brillante famosos

David Thomas (coloratura barroco). David Thomas (coloratura barroco).

Harry Van der Kamp (coloratura barroco). Harry Van der Kamp (coloratura barroco).

Baixo profondo

O Baixo Profundo é o timbre mais grave e mais pesado entre todas as vozes. Muito intenso conseqüentemente menos igual, que atinge no registro grave uma sonoridade cavernosa e no registro agudo uma qualidade enérgica e um pouco áspera. Sua tessitura usual é do Sib-1 ao Mi3.

Registros

Registro agudo

É um registro muito intenso de amplidão sonora imensa e qualidades metálicas e

enérgicas abundantes. Tem uma variedade de cor áspera e pouco harmônica, é menos apto ao legato expressivo e pouca suavidade de matizes.

Registro central

É de uma cor muito escura, que prejudica na dicção das palavras com menor clareza de

articulação, embora alguns baixos possuam uma facilidade maior para vocalizações e

agilidade em passagens que exige grande virtuosidade.

Registro grave

Sem duvida é o registro mais cobiçado e mais gratificante em um baixo, a beleza está em produzir notas muito graves e com sons cavernosos, embora nem todos baixos possuam um registro grave muito extenso. A variação de matizes faz ser dividida em duas classificações: O Baixo Nobre: Um baixo com graves cavernosos que lembra os tubos de um órgão, como por exemplo, Matti Salminem e Kurt Moll, e o Baixo Serio:

Um baixo profundo mais lírico com graves mais asperos e metálicos como, por exemplo: Ferrucio Furlanetto, Samuel Ramey e Cesare Siepi.

Baixos Profundos famosos

Baixo superprofundo

O Baixo Superprofundo é o timbre mais grave masculino, com um registro raríssimo,

que abarca cerca de duas oitavas abaixo da media, alcançando notas muito graves, o timbre é uma continuação do baixo profundo com um registro grave muito extenso. Sua tessitura usual é do Dó-1 ao Dó3.

Registros

Registro agudo

É um registro muito intenso de amplidão sonora imensa e qualidades metálicas e

enérgicas abundantes. Tem uma variedade de cor áspera e pouco harmônica, é menos apto ao legato expressivo e pouca suavidade de matizes.

Registro central

É de uma cor muito escura, que prejudica na dicção das palavras com menor clareza de

articulação, embora alguns baixos possuam uma facilidade maior para vocalizações e agilidade em passagens que exige grande virtuosidade.

Registro grave

É um registro muito extenso que abarca cerca de duas oitavas, é muito raro para um baixo emitir notas muito graves, mas não impossível. Alcança até o Dó-1 ou até mais grave, dependendo do cantor. Os baixos com vozes mais graves se encontram na Rússia, mantendo um palpite de que o fator para sua fisiologia vocal deva-se ao clima frio daquela região.

Baixos Profundos famosos

Outras Classificações

Vozes Brancas

Sopranino: Voz infantil masculina ou feminina mais aguda. Tessitura : Sib2 – Tessitura: Sib2

Fá5.

Contraltino: Voz infantil masculina ou feminina intermediária. Tessitura: Sol2-ou feminina mais aguda. Tessitura : Sib2 – Fá5. Fá4. Tenorino: Voz infantil masculina grave. Tessitura:

Fá4.

Tenorino: Voz infantil masculina grave. Tessitura: Mi2 – Mi3. Mi3.

Barítono adolescente: Voz infantil masculina mais grave antes da puberdade. Tessitura: Dó2-Dó3.Voz infantil masculina grave. Tessitura: Mi2 – Mi3. Soprano popular Soprano popular são cantoras de música

Soprano popular

Soprano popular são cantoras de música popular que têm o timbre de soprano, mas não possuem a empostação necessária na música erudita.

Algumas cantoras usam seu registro de peito em uma extensão muito aguda, outras cantam com a voz de cabeça e/ou falsete, algumas possuem o Whistle register (registro de apito).

Sopranos populares

Laura Branigan (falecida em 2004) Laura Branigan (falecida em 2004)

Sopranos populares brasileiros

Meio-soprano popular

Meio-soprano popular são as cantoras de músicas populares que tem o timbre de mezzosoprano, mas não possuem a empostação necessária na música erudita.

A maioria da cantoras que tem esse timbre usam sempre seu registro de peito.

Mezzo-sopranos populares

Meio-sopranos populares brasileiros

Contralto popular

Contralto popular é um timbre muito raro até mesmo entre as cantoras populares. Os contraltos populares tem uma voz muito masculina e cantam sempre na região grave da voz.

Contraltos populares

Contraltos populares brasileiros

Tenor popular

Tenor Popular é o tipo de voz mais comum entre os cantores de música popular e também em musicais da Broadway, não é necessário a empostação da voz para interpretar canções e sempre cantam no registro médio-agudo, alguns fazem muito o uso do falsete para alcançar uma região mais aguda.

Tenores populares no mundo

John W. Bubbles (tenor de Musicais e vaudeville) John W. Bubbles (tenor de Musicais e vaudeville)

Tenores populares brasileiros

Bruno (da dupla Bruno e Marrone ) Bruno (da dupla Bruno e Marrone)

Mauro Henrique (Vocalista do Oficina G3) Mauro Henrique (Vocalista do Oficina G3)

Barítono popular

Barítono popular é um tipo comum de voz e que não necessita de uma grande extensão vocal. É encontrado em canções de blues, jazz, musicais e operetas vienenses (que aparece numa classificação a parte, bariton viennois), e que também é encontrado no rock and rolle na MPB.

Baritonos Populares no Mundo

Baritonos Populares brasileiros

Joaquim Cezar Motta Kim do Catedral Joaquim Cezar Motta Kim do Catedral

José Carlosivo Pessoa Joaquim Cezar Motta Kim do Catedral Pedro Geraldo Mazza Cantor PG Eugênio Jorge Sergio