1 SÉRIE

ENSINO MÉDIO Caderno do Professor Volume 2

a

LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA
Linguagens

governo do estado de são paulo secretaria da educação

MATERIAL DE APOIO AO CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO CADERNO DO PROFESSOR

LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA
ENSINO MÉDIO – 1a SÉRIE VOLUME 2
1 edição revista
a

São Paulo, 2013

Governo do Estado de São Paulo Governador Geraldo Alckmin Vice-Governador Guilherme Afif Domingos Secretário da Educação Herman Voorwald Secretário-Adjunto João Cardoso Palma Filho Chefe de Gabinete Fernando Padula Novaes Subsecretária de Articulação Regional Rosania Morales Morroni Coordenadora da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores – EFAP Silvia Andrade da Cunha Galletta Coordenadora de Gestão da Educação Básica Maria Elizabete da Costa Coordenador de Gestão de Recursos Humanos Jorge Sagae Coordenadora de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional Maria Lucia Guardia Coordenadora de Infraestrutura e Serviços Escolares Ana Leonor Sala Alonso Coordenadora de Orçamento e Finanças Claudia Chiaroni Afuso Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE Herman Voorwald

CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL COORDENADORIA DE GESTÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – CGEB Coordenadora Maria Elizabete da Costa Diretor do Departamento de Desenvolvimento Curricular de Gestão da Educação Básica João Freitas da Silva Diretora do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação Profissional – CEFAF Valéria Tarantello de Georgel Coordenação Técnica Roberto Canossa Roberto Liberato EQUIPES CURRICULARES Área de Linguagens Arte: Carlos Eduardo Povinha, Kátia Lucila Bueno, Pio de Sousa Santana e Roseli Ventrela. Educação Física: Marcelo Ortega Amorim, Maria Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt, Rosangela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto Silveira. Língua Estrangeira Moderna (Inglês e Espanhol): Ana Paula de Oliveira Lopes, Jucimeire de Souza Bispo, Neide Ferreira Gaspar e Sílvia Cristina Gomes Nogueira. Língua Portuguesa e Literatura: Claricia Akemi Eguti, Idê Moraes dos Santos, João Mário Santana, Kátia Regina Pessoa, Mara Lúcia David, Roseli Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno Alves. Área de Matemática Matemática: João dos Santos, Juvenal de Gouveia, Otavio Yoshio Yamanaka, Patrícia de Barros Monteiro, Sandra Maira Zen Zacarias e Vanderley Aparecido Cornatione. Área de Ciências da Natureza Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth Reymi Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e Rodrigo Ponce. Ciências: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli e Maria da Graça de Jesus Mendes. Física: Carolina dos Santos Batista, Fábio Bresighello Beig, Renata Cristina de Andrade Oliveira e Tatiana Souza da Luz Stroeymeyte. Química: Ana Joaquina Simões S. de Matos Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, João Batista Santos Junior e Natalina de Fátima Mateus. Área de Ciências Humanas Filosofia: Tânia Gonçalves e Teônia de Abreu Ferreira. Geografia: Andréia Cristina Barroso Cardoso, Débora Regina Aversan e Sérgio Luiz Damiati. História: Cynthia Moreira Marcucci, Lydia Elisabeth Menezello e Maria Margarete dos Santos. Sociologia: Carlos Fernando de Almeida, Sérgio Roberto Cardoso e Tony Shigueki Nakatani.

PROFESSORES COORDENADORES DO NÚCLEO PEDAGÓGICO Área de Linguagens Educação Física: Ana Lucia Steidle, Daniela Peixoto Rosa, Eliana Cristine Budisk de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali Rodrigues dos Santos, Mônica Antonia Cucatto da Silva, Patrícia Pinto Santiago, Sandra Pereira Mendes, Sebastiana Gonçalves Ferreira, Silvana Alves Muniz, Thiago Candido Biselli Farias e Welker José Mahler. Língua Estrangeira Moderna (Inglês): Célia Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva, Ednéa Boso, Edney Couto de Souza, Elana Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba Kozokoski, Fabiola Maciel Saldão, Isabel Cristina dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos, Kátia Vitorian Gellers, Lídia Maria Batista Bomfim, Lindomar Alves de Oliveira, Lúcia Aparecida Arantes, Mauro Celso de Souza, Neusa A. Abrunhosa Tápias, Patrícia Helena Passos, Renata Motta Chicoli Belchior, Renato José de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de Campos, Silmara Santade Masiero e Sílvia Cristina Gomes Nogueira. Língua Portuguesa: Andrea Righeto, Angela Maria Baltieri Souza, Edilene Bachega R. Viveiros, Eliane Cristina Gonçalves Ramos, Graciana B. Ignacio Cunha, João Mário Santana, Letícia M. de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz, Márcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina Cunha Riondet Costa, Maria José de Miranda Nascimento, Maria Márcia Zamprônio Pedroso, Patrícia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar Alexandre Formici, Selma Rodrigues e Sílvia Regina Peres. Área de Matemática Matemática: Carlos Alexandre Emídio, Clóvis Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi, Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia, Evaristo Glória, Everaldo José Machado de Lima, Fabio Augusto Trevisan, Inês Chiarelli Dias, Ivan Castilho, José Maria Sales Júnior, Luciana Moraes Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello, Mário José Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi, Rodrigo Soares de Sá, Rosana Jorge Monteiro, Rosângela Teodoro Gonçalves, Roseli Soares Jacomini, Silvia Ignês Peruquetti Bortolatto e Zilda Meira de Aguiar Gomes. Área de Ciências da Natureza Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Claudia Segantino Leme, Evandro Rodrigues Vargas Silvério, Fernanda Rezende Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli de Araujo e Sofia Valeriano Silva Ratz. Ciências: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson Luís Prati. Física: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula Vieira Costa, André Henrique Ghelfi Rufino, Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael Plana Simões e Rui Buosi.

Química: Armenak Bolean, Cirila Tacconi, Daniel B. Nascimento, Elizandra C. S. Lopes, Gerson N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura C. A. Xavier, Marcos Antônio Gimenes, Massuko S. Warigoda, Roza K. Morikawa, Sílvia H. M. Fernandes, Valdir P. Berti e Willian G. Jesus. Área de Ciências Humanas Filosofia: Álex Roberto Genelhu Soares, Anderson Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio Nitsch Medeiros e José Aparecido Vidal. Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Célio Batista da Silva, Edison Luiz Barbosa de Souza, Edivaldo Bezerra Viana, Elizete Buranello Perez, Márcio Luiz Verni, Milton Paulo dos Santos, Mônica Estevan, Regina Célia Batista, Rita de Cássia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Libório, Sandra Raquel Scassola Dias, Selma Marli Trivellato e Sonia Maria M. Romano. História: Aparecida de Fátima dos Santos Pereira, Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete Silva, Cristiane Gonçalves de Campos, Cristina de Lima Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso Doretto, Ester Galesi Gryga, Karin Sant’Ana Kossling, Marcia Aparecida Ferrari Salgado de Barros, Mercia Albertina de Lima Camargo, Priscila Lourenço, Rogerio Sicchieri, Sandra Maria Fodra e Walter Garcia de Carvalho Vilas Boas. Sociologia: Aparecido Antônio de Almeida, Jean Paulo de Araújo Miranda, Neide de Lima Moura e Tânia Fetchir. GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO EDITORIAL FUNDAÇÃO CARLOS ALBERTO VANZOLINI Presidente da Diretoria Executiva Antonio Rafael Namur Muscat Vice-presidente da Diretoria Executiva Hugo Tsugunobu Yoshida Yoshizaki GESTÃO DE TECNOLOGIAS APLICADAS À EDUCAÇÃO Direção da Área Guilherme Ary Plonski Coordenação Executiva do Projeto Angela Sprenger e Beatriz Scavazza Gestão Editorial Denise Blanes Equipe de Produção Editorial: Ana C. S. Pelegrini, Cíntia Leitão, Mariana Góis, Michelangelo Russo, Natália S. Moreira, Olivia Frade Zambone, Priscila Risso, Regiane Monteiro Pimentel Barboza, Rodolfo Marinho, Stella Assumpção Mendes Mesquita e Tatiana F. Souza. Direitos autorais e iconografia: Débora Arécio, Érica Marques, José Carlos Augusto, Maria Aparecida Acunzo Forli e Maria Magalhães de Alencastro.

COORDENAÇÃO TÉCNICA Coordenadoria de Gestão da Educação Básica – CGEB COORDENAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DOS CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS CADERNOS DOS ALUNOS Ghisleine Trigo Silveira CONCEPÇÃO Guiomar Namo de Mello Lino de Macedo Luis Carlos de Menezes Maria Inês Fini (coordenadora) Ruy Berger (em memória) AUTORES Linguagens Coordenador de área: Alice Vieira. Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins, Geraldo de Oliveira Suzigan, Jéssica Mami Makino e Sayonara Pereira. Educação Física: Adalberto dos Santos Souza, Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti, Renata Elsa Stark e Sérgio Roberto Silveira. LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges, Alzira da Silva Shimoura, Lívia de Araújo Donnini Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Fidalgo. LEM – Espanhol: Ana Maria López Ramírez, Isabel Gretel María Eres Fernández, Ivan Rodrigues Martin, Margareth dos Santos e Neide T. Maia González. Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar, José Luís Marques López Landeira e João Henrique Nogueira Mateos.

Matemática Coordenador de área: Nílson José Machado. Matemática: Nílson José Machado, Carlos Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz Pastore Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério Ferreira da Fonseca, Ruy César Pietropaolo e Walter Spinelli. Ciências Humanas Coordenador de área: Paulo Miceli. Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Luís Martins e Renê José Trentin Silveira. Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime Tadeu Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina Araujo e Sérgio Adas. História: Paulo Miceli, Diego López Silva, Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli e Raquel dos Santos Funari. Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe, Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina Schrijnemaekers. Ciências da Natureza Coordenador de área: Luis Carlos de Menezes. Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana, Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo. Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite, João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto, Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro, Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão, Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume.

Física: Luis Carlos de Menezes, Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Ivã Gurgel, Luís Paulo de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti, Maurício Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell Roger da Purificação Siqueira, Sonia Salem e Yassuko Hosoume. Química: Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Denilse Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valença de Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidião. Caderno do Gestor Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de Felice Murrie. EQUIPE DE PRODUÇÃO Coordenação executiva: Beatriz Scavazza. Assessores: Alex Barros, Antonio Carlos de Carvalho, Beatriz Blay, Carla de Meira Leite, Eliane Yambanis, Heloisa Amaral Dias de Oliveira, José Carlos Augusto, Luiza Christov, Maria Eloisa Pires Tavares, Paulo Eduardo Mendes, Paulo Roberto da Cunha, Pepita Prata, Renata Elsa Stark, Solange Wagner Locatelli e Vanessa Dias Moretti. EQUIPE EDITORIAL Coordenação executiva: Angela Sprenger. Assessores: Denise Blanes e Luis Márcio Barbosa. Projeto editorial: Zuleika de Felice Murrie. Edição e Produção editorial: Jairo Souza Design Gráfico e Occy Design (projeto gráfico). APOIO Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE CTP, Impressão e Acabamento Esdeva Indústria Gráfica S.A.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo autoriza a reprodução do conteúdo do material de sua titularidade pelas demais secretarias de educação do país, desde que mantida a integridade da obra e dos créditos, ressaltando que direitos autorais protegidos*deverão ser diretamente negociados com seus próprios titulares, sob pena de infração aos artigos da Lei nº- 9.610/98. * Constituem “direitos autorais protegidos” todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que não estejam em domínio público nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais.

Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas
S239c S239c São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. CCaderno do professor: língua portuguesa, ensino médio - 1ª série, volume 2 da / Secretaria dacoordenação Educação; coordenação Maria Inês Fini; Caderno do professor: química, ensino médio - 1a série, volume 1 / Secretaria Educação; geral, Mariageral, Inês Fini; equipe, equipe, Débora Zambom, Mallet Pezarim Angelo, Eliane Aparecida de Cruz Aguiar, João Henrique Nogueira Mateos, José Luís Marques López Landeira.– São Denilse Morais Fabio de Luiz de Souza, Hebe Ribeiro da Peixoto, Isis Valença de Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Eunice Paulo : SEE, 2009. Maria Fernanda Penteado Lamas, Yvone Mussa Esperidião. – São Paulo: SEE, 2013. Ribeiro Marcondes, ISBN 978-85-7849-289-2 978-85-7849-172-7 1. Língua Portuguesa 2. Ensino Fundamental 3. I. Estudo e ensino I. II. Fini, Maria Inês. II. Ângelo, Mallet Pezarim de. III. Aguiar,Hebe Eliane Química 2. Ensino Médio 3. Estudo e ensino Fini, Maria Inês. Zambom, Denilse Morais.Débora III. Souza, Fabio Luiz de. IV. Peixoto, Aparecida IV. V. Mateos, João Henrique Nogueira. V. Landeira, Luciane José Luís Marques VI. Título. Ribeiro da de. Cruz. Santos, Isis Valença de Sousa. VI. Akahoshi, Hiromi. VII.López. Marcondes, Maria Eunice Ribeiro. VIII. Lamas, Maria Fernanda Penteado. IX. Esperidião, Yvone Mussa. X. Título. CDU: 373.3:806.90 CDU: 373.5:54

* Nos Cadernos do Programa São Paulo faz escola são indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos, como fonte de consulta dos conteúdos apresentados e como referências bibliográficas. Todos esses endereços eletrônicos foram checados. No entanto, como a internet é um meio dinâmico e sujeito a mudanças, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo não garante que os sites indicados permaneçam acessíveis ou inalterados. * As fotografias da agência Abblestock/Jupiter publicadas no material são de propriedade da Getty Images. * Os mapas reproduzidos no material são de autoria de terceiros e mantêm as características dos originais, no que diz respeito à grafia adotada e à inclusão e composição dos elementos cartográficos (escala, legenda e rosa dos ventos).

Para isso. Enfim. O Caderno tem a proposição de apoiá-los no planejamento de suas aulas para que explorem em seus alunos as competências e habilidades necessárias que comportam a construção do saber e a apropriação dos conteúdos das disciplinas. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sente-se honrada em tê-los como colaboradores na reedição do Caderno do Professor. o trabalho realizado em parceria com os PCNP e com os professores da rede de ensino tem sido basal para o aprofundamento analítico e crítico da abordagem dos materiais de apoio ao currículo. Bom trabalho! Herman Voorwald Secretário da Educação do Estado de São Paulo . é de fundamental importância para a Pasta. efetivada por meio do programa Educação — Compromisso de São Paulo. criado pelo programa São Paulo Faz Escola. que despende. apresenta orientações didático-pedagógicas e traz como base o conteúdo do Currículo Oficial do Estado de São Paulo. seus maiores esforços ao intensificar ações de avaliação e monitoramento da utilização dos diferentes materiais de apoio à implementação do currículo e ao empregar o Caderno nas ações de formação de professores e gestores da rede de ensino. ora apresentado. por meio do Saresp e do Ideb. objetivando a diversificação do ensino e a melhoria da qualidade do fazer pedagógico. Observem que as atividades ora propostas podem ser complementadas por outras que julgarem pertinentes ou necessárias. o Caderno do Professor. neste programa. Revigoram-se assim os esforços desta Secretaria no sentido de apoiá-los e mobilizá-los em seu trabalho e esperamos que o Caderno. das práticas metodológicas em sala de aula. contínua e renovada implementação do currículo. realizada a partir dos estudos e análises que permitiram consolidar a articulação do currículo proposto com aquele em ação nas salas de aula de todo o Estado de São Paulo. Além disso. dependendo do seu planejamento e da adequação da proposta de ensino deste material à realidade da sua escola e de seus alunos. firma seu dever com a busca por uma educação paulista de qualidade ao promover estudos sobre os impactos gerados pelo uso do material do São Paulo Faz Escola nos resultados da rede. além de permitir uma avaliação constante. contribua para valorizar o ofício de ensinar e elevar nossos discentes à categoria de protagonistas de sua história. por parte dos docentes. Essa ação. Contamos com nosso Magistério para a efetiva. que pode ser utilizado como complemento à Matriz Curricular.Senhoras e senhores docentes.

. dois.. ação! Proposta de questões para aplicação em avaliação Proposta de Situações de Recuperação 54 51 37 Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema 55 . três.Sumário Ficha do Caderno 7 8 Orientação sobre os conteúdos do volume Situações de Aprendizagem 10 Situação de Aprendizagem 1 — Exposição de fotojornalismo – O sabor da Língua Portuguesa 10 Situação de Aprendizagem 2 — Divulgando a exposição! 20 26 Situação de Aprendizagem 3 — Quando as palavras resolvem fazer arte! Situação de Aprendizagem 4 — Um.

Ficha do caderno A palavra une o ser e o tempo Nome da disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Linguagens Ensino Médio 1a 2 Linguagem – a constituição subjetiva e social do sujeito Área: Etapa da educação básica: Série: Volume: Temas e conteúdos: 7 .

tornando o verbo um valor operativo. ff Identificar o valor estilístico do verbo (pretérito e presente do indicativo) em textos literários. Competências e habilidades gerais para o volume 2 ff Relacionar textos visando encontrar entre eles a intertextualidade temática. como instrumento construtor da cultura e da realidade. as competências e as habilidades que pretendemos? Neste volume. uma relação afetiva com a língua materna. competências e habilidades que devem ganhar importância em todas as Situações de Aprendizagem propostas. ff Adaptar textos em diferentes linguagens. privilegiamos alguns aspectos que podem contribuir para que o desenvolvimento pretendido seja trabalhado na escola e. Multiplicidade de “outros” que nos interpelam em uma delicada e complexa rede que nos instiga a desenvolver a habilidade de compreender. Por isso. A linguagem e seu ensino.Orientação sobre os conteúdos do VOLUME A palavra constitui o ser humano e. continuar tecendo essa rede viva de linguagem através da existência humana. A continuidade dos conteúdos. como parte essencial de sua identidade e. ff Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário com os contextos de produção e circulação social da arte. que se funde com essas duas como parte integrante delas. seu valor operativo no processo de leitura e escrita. por um lado. por outro. Mas como trabalhar com este Caderno de modo que se desenvolvam os conteúdos. ff Construir e valorizar expectativas producentes de leitura. elaboram e polemizam a cultura e a realidade. para atribuir significados de leituras críticas em diferentes situações. espera-se que as aulas de Língua Portuguesa contribuam para que os alunos desenvolvam. Por isso. neste Caderno. Somente assim podemos. Gerações que vieram ao nosso encontro por meio da palavra. históricos e sociais. tema ou assunto principal em um texto a partir da síntese das ideias centrais. bem como o conceito de adequação social. A escola é um espaço privilegiado para que novas gerações compreendam e utilizem amplamente os textos produzidos em sociedade. ao mesmo tempo. obra de muitas gerações humanas. conteúdos. 8 . de forma autônoma e criativa. vistos dessa forma. A seguir. analisar e interpretar os textos produzidos em sociedade. formem uma rede articulada com a vida dos alunos. na verdade. sugerimos que sejam recapituladas as orientações fornecidas no Caderno anterior. Para tornar clara essa relação. competências e habilidades tratados na escola contribui para que os alunos não vejam o ensino como algo fragmentado e desconectado da vida. progressivamente. reconhecendo-a. as Situações de Aprendizagem dão continuidade às trabalhadas no volume 1. remete-o ao mundo da cultura e do outro: o mundo exterior. ff Inferir tese. A organização dos fenômenos a que chamamos de “mundo” é. ao mesmo tempo. levando em conta aspectos linguísticos.

o professor desenvolverá. Por exemplo. pela produção/ recepção textual. então. ff Organização da informação. é necessária a reflexão estilística das construções morfossintáticas e lexicais empregadas. ff Literatura como instituição social. que 9 . ff Intertextualidade temática. que incluirão a estruturação da atividade escrita de um novo texto. inclusive nós mesmos e nossas obras. Metodologia e estratégias É importante ressaltar que os conteúdos não devem ser desenvolvidos sob uma perspectiva linear. 2007.Língua Portuguesa . nosso encontro com eles é constituído e assim o vir-a-ser do mundo. Como parte desse processo. ff Linguagem e projeto de atividades. é o fato básico do ser que nos é acessível como seres existentes. é importante que conteúdos de ortografia. regência e concordância sejam dados pertinentemente pelo professor conforme as necessidades que observar entre os alunos. Aprofundando conhecimentos Todos esses seres são constituídos. diante de um texto. permitirão aos alunos ver o texto como palco da construção de uma identidade que interage socialmente visando a atender. mas articulados em rede. antes de iniciar a leitura específica do texto. Tradução de Carlos Almeida Pereira. de acordo com a avaliação que fizer da produção textual. nós somos constituídos.1a série . Além disso.Volume 2 Conteúdos gerais para o volume 2 ff Discurso e valores pessoais e sociais. Campinas: Verus. Esse ser-constituído do universo. visando compreender as diferentes possibilidades de construção de sentidos. ff Uso expressivo do verbo. Nesse processo de leitura e escrita. que se dá por meio de nós. BUBER. diversas estratégias de pré-leitura. com os alunos. é constituído. p. Eclipse de Deus: considerações sobre a relação entre religião e filosofia. a uma intencionalidade comunicativa. a diferentes estratégias de pós-leitura. o professor realizará exercícios de identificação das palavras e ideias-chave e chegará. Martin. Também deverão ser feitas considerações específicas sobre o indivíduo e os pontos de vista e valores sociais. 65.

fotografias e textos de livros extraclasse. dessa maneira. Sondagem A escolha adotada no Caderno do Aluno permite que se aprofunde. projeto de exposição fotojornalística. o tema do Barroco. Avaliação: produção de texto expositivo. Recursos: livro didático. desenvolver e valorizar expectativas de leitura. construir expectativas de progressão textual. Conteúdos e temas: a exposição artística e o uso da palavra. Nesse fundo. revisão de atividades feitas. dá-se início. para este caso. Finalmente. Além disso. o grego Domenikos Theotokopoulos. elaborar estratégias de leitura e produção de textos expositivos. texto expositivo: valor estilístico do verbo. O objetivo da atividade. conforme interpretado por três grandes mestres da arte: o holandês Jan Sanders van Hemessen (15001566). dicionário de língua portuguesa. Observe que os mesmos objetivos permeiam a inclusão do soneto Buscando a Cristo. preparação de exposição de fotojornalismo a partir da construção gradual do conceito. Estratégias: aula interativa. embora outras imagens também possam ser utilizadas. interação social formal. a uma breve e significativa discussão sobre o Barroco que poderá ser ampliada pela utilização adequada do livro didático. paralelamente. relacionar linguagens verbais e não verbais possibilitando transmitir conteúdos que revelem posicionamento crítico e social. de Gregório de Matos. escolhemos a de Carol Quintanilha. com a participação dialógica do aluno e com a preparação e o conhecimento de conteúdos e estratégias por parte do professor. não é discutir aspectos religiosos. o El Greco (1541-1614). relacionar textos visando a encontrar entre eles a intertextualidade temática. e o brasileiro Antônio Francisco Lisboa. que tem como situação-problema a preparação de uma exposição de fotojornalismo na escola. ao observá-las. Competências e habilidades: projetar atividades futuras envolvendo a linguagem. por meio de discussão e sistematização dos temas discutidos. 10 . As reproduções artísticas com que abrimos esta Situação de Aprendizagem no Caderno do Aluno apresentam-nos “Cristo carregando a cruz”. emerge a proposta desta Situação de Aprendizagem. a análise é polemizada pela comparação com a imagem fotográfica atual. o Aleijadinho (1730/38?1814).SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM Situação de Aprendizagem 1 Exposição de Fotojornalismo – O Sabor da Língua Portuguesa Esta Situação de Aprendizagem tem por objetivo desenvolver habilidades que possibilitem aos alunos relacionar a linguagem verbal e não verbal em espaços de comunicação e Tempo previsto: 8 a 10 aulas. mas investigar relações de semelhança e diferença entre elas. produção de texto coletivo.

Lembramos que o objetivo é “fotografar” um espaço que possibilite um olhar crítico. de Sebastião Salgado. trabalhamos em torno do projeto jornalístico “O sabor da Língua Portuguesa”. longe de nós. embora elas. No plano superior. presente também no Caderno do Aluno. de Carol Quintanilha. Nesse caso.com> (acesso em: 8 out. conferindo à imagem um ar transcendente. sacas de café os separam.Volume 2 No volume anterior.1a série . em que as figuras humanas ganham aspectos de divindade por meio do trabalho. Muitas são encontradas na internet.flickr. provavelmente. O ambiente é interno e raios de sol filtrados incidem sobre eles. 11 . 1 2 O importante é analisar detalhadamente as características da foto e procurar construir sentido a partir de seus diferentes elementos. quase religioso. que não aceite as injustiças sociais. sobram sacas de café. do outro lado. Outras fotos podem ser usadas. Sugerimos a Colheita de sisal 2. Acesso em: 8 out. trabalhadores braçais realizam o seu trabalho.org/spanish/newsroom/field/042005_salgado_photo_gallery/salgado3. Entre o plano quase sagrado do trabalho braçal e duro e o público. propomos que se parta de uma fotografia jornalística que tenha na “denúncia social” o seu foco central. não deixe de notar as semelhanças entre o menino (trabalho infantil) Disponível em: <http://www. Há outras opções de fotografias que poderão ser usadas. trabalho a ser feito não pelos que o veem. Sugerimos Allana coffee curing works1.fao. 2012. a não ser por contemplação.Língua Portuguesa . serão carregadas manualmente para os caminhões. Acesso em: 8 out. 2012. Em Colheita de sisal. elaborando as fotos e as legendas que serão expostas neste volume. Sebastião Salgado diz-nos por imagens que o trabalho dignifica o homem. Para isso.flickr. possam exigir adaptações para a atividade aqui proposta.com/photos/quintacarol/1714027304/>. sabemos. especialmente aquelas que desvalorizam a riqueza plural da nossa língua. Exiba a fotografia. Observe que a foto divide o espaço em dois planos: no inferior. por exemplo. que. não deixe de perguntar: ff O que as pessoas na foto estão fazendo? ff Quais os dois planos em que se divide a fotografia? ff O que sugerem os raios de sol incidindo sobre o grupo? ff Qual é a importância das sacas de café nessa fotografia? Peça aos alunos que sugiram como completar a legenda da foto. 2012). no site <http://www. professor! Consulte o site antes de realizar a atividade. O público que assiste a tudo não participa dessa esfera divina. Assim. Disponível em: <http://www. © Carol Quintanilha Para você.htm>. mas pelos que estão lá.

o lide do texto: Exposição de fotojornalismo Diálogos EUA-Brasil: Um olhar fotográfico sobre 50 anos de história. com o objetivo de desenvolver estratégias de leitura do texto expositivo. ff Texto expositivo: valor estilístico do verbo Análise do valor expressivo do verbo. Momento de reflexão 1 (discuta oralmente com os alunos) ff O que lhe sugere o título do texto expositivo? ff Que expectativas de leitura se formam em sua mente a partir do título? Analise. a episódios da história. Momento de reflexão 2 (peça aos alunos que registrem a pergunta e as respostas por escrito) ff Que relações podem ser estabelecidas entre esse primeiro parágrafo (também chamado de lide) e o título do texto? Observe que o termo flashes tanto faz referência a fotografias – muitas vezes feitas com o recurso do flash – como. seja este o próprio fato. em especial aqueles que abordam o jogo entre contrastes. relembra fatos e personalidades marcantes dos dois países. em cartaz na Galeria Olido. legenda e projeto. mas.carregando o sisal e a imagem clássica da tradição cristã de Jesus carregando a cruz. relacionar e interpretar informações para tomar decisões que permitam a construção de expectativas de progressão do texto. Durante a leitura. ao final. Nosso primeiro objetivo é desenvolver o conceito de “exposição” ao mesmo tempo que aprofundaremos esse gênero textual. Pressupõe que qualquer texto publicado no jornal disponha de um núcleo de interesse. em especial o presente do indicativo no texto expositivo. em sentido figurado. Leia o texto a seguir com os alunos. ajude-os a melhorar o tom de voz. Intercale partes do texto com as reflexões. Ao mesmo tempo possibilita organizar. antes da leitura do texto. uma 12 . Temas associados ao barroco podem ser desenvolvidos. Flashes da história Roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 1 ff A exposição de fotojornalismo e o uso da palavra Conceito da exposição de fotojornalismo: foto. Ele aparece propositadamente “fatiado”. Aprofundando conhecimentos O lide tem por objetivo introduzir o leitor na reportagem e despertar seu interesse pelo texto já nas linhas iniciais. uma discussão inicial com eles a respeito do título permite valorizar as expectativas que ele gera. peça a alguns alunos que leiam o texto todo em voz alta. Isso reforça a importância do título no texto e a necessidade de que suas diferentes partes se articulem adequadamente entre si. o ritmo dialogante de leitura e a postura do corpo. O Caderno do Aluno desenvolve essas aproximações. a seguir. Observe que.

Folha de S. Por essa razão.Língua Portuguesa . serão 13 . Matt Zimmerman e Justin Newman. tiveram suas imagens frequentemente estampadas nos principais jornais de todo o mundo. por muitos especialistas. [. Paulo. o outro. a mostra. The New York Times e The Washington Post. estadunidense. Manual de redação: Folha de S. Muitos deles integram também os acervos da Agência de Fotojornalismo Magnum. Não se menciona o mês. considerados os melhores atletas de todos os tempos em suas modalidades: um. Em cartaz na Galeria Olido a partir do dia 10. São Paulo: Publifolha. O Globo. 2001. foram escolhidos para compor a exposição Diálogos EUA-Brasil: Um Olhar Fotográfico Sobre 50 Anos de História.Volume 2 revelação. Continuemos o texto.Paulo. Momento de reflexão 4 (discuta oralmente com os alunos) O segundo parágrafo responde a perguntas básicas sobre o acontecimento: ff Qual é a proposta do acontecimento? ff Onde ocorre? ff Quando ocorre? Uma mostra fotográfica ocorre na Galeria Olido a partir do dia 10. no entanto.1a série . não existe. O que o jogador brasileiro Pelé e o americano Michael Jordan teriam em comum? Por terem sido considerados.. Agora vamos à continuidade do texto. ff Qual é o objetivo de se apresentar esse exemplo? Introduz a proposta da exposição anunciada. o que nos faz pensar que deve ser no momento em que o texto circula na sociedade. com escrita burocrática.. Com 120 imagens coloridas e em preto e branco. Momento de reflexão 3 (discuta oralmente com os alunos) ff Qual é o exemplo apresentado no primeiro parágrafo? Faz referência a Pelé e Michael Jordan.Paulo. patrocinada pelo Programa Fullbright. os melhores atletas de todos os tempos em suas modalidades. o aspecto mais curioso ou polêmico de um evento ou a declaração de maior impacto ou originalidade de um personagem. Os trabalhos selecionados ocupam as páginas de publicações como O Estado de S. a ideia mais significativa de um debate. um modelo para a redação do texto do lide. Não pode ele ser realizado de maneira automática. de autoria de fotógrafos renomados como Jorge Araújo. Victor Jorgensen. faz um paralelo entre a produção brasileira e norte-americana de fotojornalismo das últimas décadas. brasileiro.] Por ser uma síntese da notícia e da reportagem. Arquivo Nacional Americano e The Associated Press.

e dos Direitos Civis. no Brasil. p. vários fatos vividos em conjunto. escreve-se uma resposta única. n. relembrados momentos e personalidades dos dois países. 3a a sáb. No segundo exemplo. Dentro do texto. Emoção. com base na análise do texto estudado. O professor anota na lousa as respostas. nos Estados Unidos. apresenta distanciamento e término da ação. Grátis. Dia 10/11. o verbo no pretérito. anotam no caderno esse texto produzido em conjunto.. curador da mostra.. elabore um texto coletivo. ou separadamente. Atividade 2 Agora. o que é uma exposição de fotojornalismo? A partir das respostas obtidas. flagrantes de artistas e esportistas. Centro. força e paixão.. nov. Por meio deles. africanas e indígenas. a partir dessas anotações e utilizando-se das sugestões dos alunos. Momento de reflexão 5 (peça aos alunos que registrem as perguntas e as respostas por escrito) ff Qual é a finalidade do segundo e do terceiro parágrafos dentro do texto? Eles fornecem uma descrição do evento.7. Cidadania. pois o verbo no presente. das 12h às 21h30. a preocupação comum com a preservação da natureza. Em cartaz – Guia da Secretaria Municipal de Cultura. Galeria Olido – 1o pavimento. Para facilitar a compreensão. 15h (abertura).. Os alunos. 54-55. Segundo João Kulcsár. aproxima a ação do interlocutor ao acontecimento. Depois. Chico Buarque e Ayrton Senna..] reforçam a proximidade entre o Brasil e os Estados Unidos” com (2) “vários fatos vividos [. o público poderá. “nos últimos anos. momentos de conquista dos cidadãos. como os Movimentos das Diretas. Cultura e Meio ambiente. Prefeitura da Cidade de São Paulo – Secretaria da Cultura. comparar registros das heranças europeias. a seguir. discuta com os alunos: Afinal. ff Compare: (1) “vários fatos vividos [. Para você. os trabalhos serão agrupados em seis temas: Herança comum. reforçam a proximidade entre o Brasil e os Estados Unidos”. por exemplo. “reforçaram”. 2007.] reforçaram a proximidade entre o Brasil e os Estados Unidos”. Política. De 11/11 a 30/12. como Frank Sinatra.. “reforçam”. isso faria diferença? Por quê? Sim. Dom. os presidentes depostos Nixon e Collor. São Paulo. 14 . professor! O que é um texto coletivo? Os alunos vão dando diversas respostas à pergunta feita. das 12h às 19h30.Continuemos a leitura.

um projeto para a exposição.1a série . na 15 . as diversas séries/anos deverão expor os trabalhos em sala de aula – esta parte é o mínimo obrigatório! As melhores fotos de cada classe. em conjunto. novamente. Utilize também o dicionário. Na construção do texto coletivo. Primeiro. se possível. aproximando-os. por exemplo. aprofunde o uso dos conectivos que permitem a coesão entre os diferentes pensamentos apresentados pela turma. em uma exposição aberta a toda a comunidade estudantil ou até local. é muito importante porque ele deve permitir que todos os trabalhos sejam vistos pelo maior número de pessoas. sem se preocupar se coincidem com a formação original dos grupos que fizeram as fotos anteriormente e peça a eles que discutam as seguintes questões: ff Objetivo: Que benefícios a exposição trará para o espectador? Ou seja. ff O local onde a exposição ocorrerá é importante? Deve ser planejado? Sim.Volume 2 ff Segundo o texto.Língua Portuguesa . divida a classe em grupos heterogêneos. Chamamos também de exposição ao local onde essas fotografias ficarão expostas. Para você. deve ser adequado ao tema proposto e ao público esperado. a do texto coletivo. Além disso. Inicialmente. em parceria com outro professor da mesma série/ano. a fim de diluir quaisquer dúvidas de grafia ou significado dos vocábulos. agora. serão exibidas. o que amarra os diferentes trabalhos expostos? O tema da exposição que perpassa todos os trabalhos expostos. elabore. professor! Cabe decidir a quem será aberta a exposição! Talvez seja importante apresentar este projeto ao coordenador da escola. A atividade sugerida é. segundo uma comissão instituída pela coordenação – podemos pensar. no Grêmio da Escola –. o que vocês querem atingir com a exposição? ff Justificativa: Por que alguém deveria aprofundar o tema proposto (O sabor da língua)? ff Metodologia: Como vocês vão expor as fotos? Quem vai fazer o que nessa exposição? Haverá partes orais ou somente escritas? Mas o que é uma exposição fotojornalística? Trata-se do conjunto de fotografias com características próprias sobre um tema. ff Como planejar uma exposição de fotojornalismo? Aproveite para adequar essa pergunta à realidade local vivida pela comunidade onde está inserida a escola. ATPC. uma outra estratégia. na ATPC. Sugerimos que pense na exposição em dois momentos. Outra questão a pensar: onde serão expostas as fotografias? Novamente. expostas para visitação pública. com sua turma. recomendamos que converse com o coordenador da escola. mas seguiremos. Atividade 3 Depois das respostas para as questões anteriores.

ninguém escreveria uma legenda para uma fotografia 16 . fizeram. é contínuo. professor! A atividade aqui proposta tem como objetivo criar condições para que o aluno desenvolva a habilidade de retornar ao texto feito a fim de melhorá-lo. por exemplo. Isso poderá levar alguns alunos a dizer também que. Além disso. houve acontecimentos na vida do aluno. um lugar. como já vimos no volume anterior.Para você. Lembre os alunos do trabalho anteriormente feito e reforce a importância de projetar aquilo que se pretende fazer ou escrever. A legenda não pode resumir-se a repetir aquilo que é visto na fotografia. desse jeito. que será a pauta da classe para a organização da exposição. que ele nunca ficará pronto. uma exposição fotojornalística é uma apresentação organizada a partir de um assunto a que o público tem acesso por meio de explicações orais ou escritas. Atividade 4 Reúna as fotografias. se a participação oral complementará as explicações escritas. em conjunto com os alunos. construindo um texto único. Lembramos que legenda é um pequeno texto escrito que explica e amplia a compreensão das fotos. coletivo. estaremos sempre mexendo em um texto. Decida. dizer que não há nada a mudar pode ser deixar de lado uma oportunidade de refletir e verificar as mudanças que ocorreram em nossa maneira de pensar desde a última vez em que mexemos no texto. Depois. Comentem o texto a seguir: Para você. Uma foto sobre um atentado terrorista. esse sim. as legendas e seus alunos. embora não signifique que possamos ficar com o texto o resto da vida em nossas mãos. Por isso. Então. não teria a seguinte legenda: “Não vejo a hora de acabar com tudo isto!”. professor! Observe que esta atividade retoma. o projeto da reportagem fotográfica do volume 1. da mesma forma. mas o processo de aprender a escrever. Esses acontecimentos mudam a nossa maneira de ser e de pensar. nomes. A tendência natural de alguns alunos será dizer que não há nada a melhorar na legenda que A importância da legenda A legenda de uma foto normalmente é neutra e informativa: uma data. nas legendas das fotos. chamando a atenção do leitor para detalhes importantes. E isso é verdade. destaque que desde que as legendas foram feitas até agora. certamente. Essas informações escritas aparecem. e. sob outra perspectiva. uma vez que o objetivo final de qualquer texto é o destinatário. socialize as respostas da turma. apresentamos um texto que permite valorizar o papel social da legenda na interação com a fotografia. Em geral.

...... de esgotar o assunto........... A menos que seja uma mentira.. pontua De acordo com a artista... Atividade 6 Utilizando-se do livro didático adotado. Instalações.... mas alguns verbos foram retirados.. os alunos mantêm as mesmas legendas? Ou há algo que gostariam de mudar? É bom lembrar que. ff Como aplicar as sugestões dadas antes às legendas feitas? ff Depois de tudo o que aprenderam desde então........... que será retomado nas próximas Situações de Aprendizagem...... Para cada espaço vazio. Na nave principal...... 17 ...Volume 2 de um homem com a perna engessada: “O paciente na certa vai ficar manco!”... compõe do material que as ..... enquanto a cerâmica branca ............. as evocam (7) leveza.. reúne tir do dia 24..... em analisar com os alunos o presente do indicativo. na Capela do Morumbi...... neste momento.Língua Portuguesa .. Claro que o fotógrafo viu...... naturalmente.... instalações da artista plástiganham (2) leitura contemporânea na exposição Terra apresentada a parca Heloísa Galvão ...... (5).1a série ..... Preocupamo-nos..... explicar bem não significa necessariamente explicar muito... Não se trata. (6) o conceito de peso....... temos três possibilidades. quanto mais clara estiver a legenda.... O texto expositivo a seguir explica o tema de uma exposição ocorrida em São Paulo.. explique a função do verbo na construção do texto expositivo. A mostra ... sete peças – imponentes asas com imagens construídas..... às 14h. mas de apresentar uma recapitulação do tema que permita a reflexão..... Além disso.. (3) peças suspensas que sugerem (4) a reflexão sobre a aparente fragilidade de suas formas em detrimento da densidade .............. Algum tempo já se passou desde que os grupos desenvolveram essa atividade......... Também não há necessidade de a legenda mencionar algo como “Eu vi isto acontecer”.... brincam (1) com conceito de gravidade Produzidas a partir de material tradicional – a porcelana chinesa –.... Cabe a você escolher a mais apropriada: (1) brincão – brincam – brinca (2) ganhão – ganham – ganha (3) reúne – reúnem – reunirão (4) sujerem – sugerem – sujeriram (5) compõe – compõem – compuseram (6) pontuaram – pontua – pontuam (7) evoca – evocão – evocam (8) espelharam – espelharão – espelham (9) criou – criando – cria (10) brinque – brincam – brinquem (11) esplica – explica – ezplica Atividade 5 Este é o momento de trabalhar a revisão da escrita.. mais fácil ficará qualquer explicação oral....

espelham (8) a transposição do solo para o ar. Note que a ideia de passado já é transmitida pelo verbo “morreu”. por assim dizer. na correção. Ou seja........... O ponto de partida é que.... além de questões ligadas à concordância e ortografia.... nov. mantenham a ideia de passado.... induzindo o interlocutor à ação... mesmo no presente. 56... Desperta o interesse a fim de estimular o desejo. o chão. a importância do uso do tempo presente neste gênero textual.cerca de três metros – . O segundo exemplo apresenta-nos um hábito: Pedro come todos os dias naquele boteco........ ff A água ferve a cem graus. mais do que indicar uma ação no presente. para manipulá-la. 18 . São Paulo: Prefeitura da Cidade de São Paulo – Secretaria da Cultura.. n. explica (11)... Apelando para a emoção do consumidor. .... ff João vai para Manaus amanhã.. mudamos o sentido do verbo.. Mudando o advérbio. ff Aqui você compra mais barato! No primeiro exemplo. Em vez de “Compre aqui!”. ao término da atividade.. Os verbos no presente nos aproximam...... com isso.. o que permite que os outros (“viaja” e “arruma”)... contudo. do acontecimento. esse tempo verbal aproxima a ação do interlocutor. No quinto exemplo.. alguns aspectos importantes semântico-pragmáticos do verbo. Em cartaz – Guia da Secretaria Municipal de Cultura.. uma definição que abranja toda a realidade do uso do presente do indicativo..... a frase publicitária apresenta-se como um conselho. os verbos “viaja” e “arruma” estão no presente do indicativo.. brincam (10) com a ideia de gravidade”. Em “A água ferve a cem graus”... Além disso... 7. “Desloco a terra de seu espaço original. para fortalecer a expressão de verdade e proximidade entre texto e leitor.. É o que se verifica no terceiro caso: o verbo “vai”. criando (9) formas que . mostrando a sua atemporalidade. outros aspectos morfossintáticos associados ao uso normativo do verbo. ff Pedro come naquele boteco todos os dias.... o locutor afirma: “Aqui você compra mais barato!” O uso do presente do indicativo Muitos ensinam que o presente é o tempo verbal que indica a ação praticada ao mesmo tempo em que se fala. aumenta mais ainda o nosso espanto: o marido mal tinha morrido e ela já estava viajando e arrumando novos amores.. tem aqui sentido de futuro e isso é marcado pela presença do advérbio “amanhã”... Esse hábito é indicado pela locução adverbial “todos os dias”. uma verdade científica é apresentada à comunidade por meio do presente do indicativo... a viúva viaja para Londres e arruma um namorado. o verbo “compra” tem sentido de imperativo. Escreva na lousa as seguintes frases: ff Assim que o marido morreu. você pode discutir com os alunos. apesar de estar no presente.. Observe...... Esta atividade permite que sejam trabalhados. É como se a viagem da viúva e o novo namorado que ela “arrumou” fossem ações que se tornassem mais próximas e. p. de acordo com as necessidades locais. .. já o verbo “morreu” está no pretérito perfeito. 2007.. Essa não é. come hoje e comerá amanhã... suavizando a ideia de ordem. comeu ontem..

A intencionalidade comunicativa obriga-nos a pensar em quem fala ou escreve. é importante dividi-la com os amigos. produzir um texto expositivo seguindo o modelo de Flashes da História (o texto trabalhado no início desta Situação de Aprendizagem). Para você. conversar animadamente sobre livros. as dos outros. ff presença de informações precisas sobre o que é a exposição. autores. em que lugar o texto será ouvido ou lido. para quem se fala ou se escreve e para onde se fala ou se escreve. ff uso do verbo adequado ao texto proposto. o interesse do leitor e estimula-se o desejo. por exemplo. narrativas. ouve. Siga no entanto algumas estratégias de pré-leitura – levantando expectativas – e de pós-leitura.1a série . Neste momento. a produção de um texto escrito. professor! É sempre recomendável que o aluno conheça os critérios pelos quais o seu trabalho será avaliado antes mesmo de começá-lo.Língua Portuguesa . Recomendar a leitura. por exemplo. desperta-se. Explique que critérios orientarão o olhar para o texto: Atividade 9 Incentive seus alunos a ler um conto ou um outro texto literário. ou seja. discutir. explícitas ou não. 19 . f f preocupação com a intencionalidade comunicativa. como. de forma bem visível. ao mesmo tempo que ele expressa suas ideias e impressões. explique o que é intencionalidade comunicativa: trata-se do conjunto de intenções. Para isso. Ao terminar de ler uma narrativa de que gostamos. na hora do intervalo. de modo diferente de outros momentos educativos. professor! Observe que os verbos no presente do indicativo aproximam o evento do leitor. por meio do uso do presente. Para você. esses critérios. De uma forma muito sutil. Questione qual o sentido no uso do presente do indicativo no título e no texto. Atividade 8 Os mesmos grupos que realizaram as fotos no primeiro volume devem. O texto será usado para fazer a publicidade do evento junto à comunidade.Volume 2 Atividade 7 Analise com seus alunos o texto Instalações brincam com conceito de gravidade. existentes na linguagem dos interlocutores que participam de uma situação comunicativa. Neste momento. evite controlar o processo de leitura. de um modo gostoso. atentamente. ff limpeza e boa organização no trabalho. quando e onde ela ocorrerá. ff correção nas informações apresentadas. A discussão enriquece qualquer leitor se. ff clareza e coerência das explicações dadas. escreva na lousa. agora.

Com isso. dicionário de língua portuguesa. Estratégias: aula interativa com a participação dialógica do aluno. possibilitando a transmissão de conteúdos que revelem intenções comunicativas. Situação de Aprendizagem 2 Divulgando a exposição! A partir do projeto da exposição de fotojornalismo. fotografias e textos de livros extraclasse. projetar textos e atividades. refletiremos sobre um gênero textual que transita entre o informativo e o persuasivo. transformando-os em momentos de agradável discussão cultural. junto com seu coordenador e/ou diretor. revisam textos dos colegas. uma vez que objetiva tanto informar a comunidade de um conteúdo específico como convencê-la a ir ao evento. desenvolver estratégias de argumentação. foco. desenvolver e valorizar expectativas de leitura. Para isso. expandiremos o projeto para mais uma situação-problema – a elaboração de um folheto de divulgação. possibilidades de ampliar o espaço educativo dos corredores e intervalos escolares.Com criatividade. uma vez que esse gênero textual é conhecido de grande parte dos alunos e faz referência direta ao universo em que eles se encontram nesse momento de sua aprendizagem. Conteúdos e temas: gênero textual – folheto de divulgação. Avaliação: produção de folheto informativo de divulgação em situação de avaliação na qual os alunos. com o desenvolvimento de conteúdos a partir de estratégias específicas do professor. talvez descubra. preparação da divulgação da exposição de fotojornalismo. Recursos: livro didático. Competências e habilidades: relacionar linguagens verbais e não verbais. 20 . Tempo previsto: 5 a 6 aulas. projeto de folheto informativo de divulgação. É uma excelente oportunidade para iniciarmos o nosso trabalho com a argumentação. preocupar-se com a coesão e coerência em um texto. de posse de orientações sobre características do gênero de texto trabalhado. avançaremos no desenvolvimento da compreensão dos fenômenos linguísticos na circulação social dos textos.

São textos facilmente encontráveis em cinemas. Apresente-lhes também um convite de casamento tradicional.: (11) 299-9900 até o dia 12/05 com sra. fundos.Volume 2 Sondagem Apresente aos alunos diversos folhetos de divulgação de um evento. Rua Conde de Além-Mar. SP Av. A seguir. Uma sugestão é pedir aos alunos que tragam tais textos para a sala de aula. Jardim Esperança – Cubatão. professor! Embora esta seção não vise à transmissão de conteúdos. 12. instituições culturais etc.S.Língua Portuguesa . na Avenida da Igualdade. ela pode tornar-se. Estudantes. Após a cerimônia. 138. Centro.1a série . Ateíldes Discutam em classe: ff Quanto à finalidade. lanchonetes.P. na Igreja da Santidade. Centro. na Avenida da Igualdade. 125. para que servem esses textos? ff Que diferenças e semelhanças existem entre eles? ff Como você definiria um texto informativo? Para você. os noivos receberão os convidados no Salão de Festas do Buffet Cotia. SP R. uma sugestão: José da Silva Maria da Silva Convidam para a cerimônia religiosa do casamento de seus filhos Ignácio Pereira Santos Aparecida Santos Olaveilton Silva e Ignacida Pereira Santos A realizar-se no dia vinte e três de maio de dois mil e oito. uma excelente oportunidade 21 .V. 190 Boa Viagem – São Paulo. São Paulo-SP. Até em semáforos somos abordados por esses textos. São Paulo. neste momento. – Tel. supermercados.

não dominamos uma forma linguística. de preferência. o convite de casamento procura ser mais neutro e centra-se em transmitir as informações necessárias. levando em conta fatores linguísticos e sociais. Neste momento. mais facilmente chamar a atenção dos leitores. São Paulo – SP Exposição de Fotojornalismo “O Sabor da Língua” Os primeiros anos do Ensino Médio têm muito prazer em apresentar para a comunidade esta interessante exposição de fotojornalismo com uma importante reflexão sobre o delicioso sabor da língua portuguesa 22 . Estevão Mendonça. Para isso. Vila Santa Catarina.para recapitular conceitos desenvolvidos no primeiro volume. dessa forma. E. Vale a pena repassar. Aprofundando conhecimentos Ao dominarmos certo gênero textual. Ou seja. oportunamente. Mas como produzir um eficiente folheto informativo de divulgação de uma atividade como essa? As recomendações a seguir devem ser. Roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 2 ff Gênero textual: folheto de divulgação Estudo das características do gênero a partir de seu uso na comunidade linguística a que pertence o aluno. Além disso. de acordo com o leitor visado. Chegou a hora de anunciar esse trabalho. o que permite brincar com fontes diferentes e. vamos produzir folhetos que divulguem no colégio. na sala de informática. mas um modo de realizar linguisticamente objetivos determinados em contextos sociais específicos. João Amos Comenius Av. ff Projeto de folheto informativo de divulgação Planejamento do texto. a exposição. E. antes de ministrar a aula. chame a atenção dos seus alunos para certas tendências dos textos informativos: enquanto os folhetos visam a persuadir o leitor. 439. Vejamos primeiro aquilo que você deve lembrar aos alunos para NÃO fazer. e até mesmo fora dele. as fotografias que integrarão a mais nova exposição do colégio já estão prontas e legendadas. ff Foco Estudo da seleção feita entre o que se vai destacar em um texto. Sugerimos fazer os folhetos no computador. transmitidas em sala de aula. os contraexemplos. O tema centrado na expressividade da língua portuguesa apresenta o conflito constante entre vanguarda e tradição que está presente na linguagem. o conceito de texto informativo.

. p. Gêneros textuais. Aprofundando conhecimentos [. por isso. Ainda há mais a NÃO fazer! Mas. Ouse e use contrastes! ff Preste atenção nas quebras de linha: não interrompa a linha em pontos que quebram a coesão do texto. como fazer? 23 .Língua Portuguesa .de valorizarmos a língua portuguesa. Contraste esses contraexemplos com a intenção comunicativa do texto e com o diálogo social que esse texto forçosamente fará com as fotografias. MUITA ATENÇÃO. . como Times New Roman ou Arial. com repetições desnecessárias de conteúdos e de formas.] Muitos textos são produzidos. Anastácia Miranda Rua Almeida Torres. entre “sabemos a importância” e “de valorizarmos a língua portuguesa. E o que é mais significante.Não falte! A galera vai amar. Esses fatos não poderiam existir se as pessoas não os realizassem por meio da criação de textos. ff Evite construir uma página cansativa.. 2147 Aclimação São Paulo .! Local: E. diversos fatos sociais são produzidos. 2005.Volume 2 ff Não coloque tudo em quadros! Forme quadros com linhas invisíveis nos quais devem ser inseridos os textos.Todos sabemos da importância . E..SP Para você. como. pela negativa. Questione: “De que forma a qualidade de um lança expectativas sobre a qualida­ de do outro?”. São Paulo: Cortez. por isso”. “Não falte!” ff Não oscile o registro de linguagem entre o formal e o informal. então. Note que se repete desnecessariamente a informação do evento e o tipo de letra permanece sempre o mesmo. teremos no próximo sábado.. professor! O objetivo de apresentar contraexemplos é fazer com que o aluno perceba. 21. GALERA! Exposição de fotojornalismo O sabor da língua no Anastácia Miranda! . como construir e aplicar conceitos das diferentes áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos linguísticos na materialização do texto informativo de divulgação. por exemplo.1a série . ou entre esse trecho e o que vem na sequência. ff Não utilize o mesmo espaço livre entre os quadros. f f Não use hífens no lugar de sinais de tópicos. uma exposição de fotojornalismo intitulada O sabor da língua.Inaugurando mais uma atividade cultural do nosso colégio..Não falte! . BAZERMAN. anunciando uma manifestação artística específica. ff Não use tipos de letra muito comuns. . tipificação e interação..A exposição fotografou momentos em que a língua portuguesa ganha sabor especial na vida dos brasileiros.. Charles.

Ou seja. ou seja. ideia essencial. ff Use subtítulos fortes. o leitor interromperá a leitura. ff A repetição em um folheto deve ser pensada com cuidado. Se os subtítulos não despertarem o interesse. optamos por não apresentar nenhum exemplo positivo de folheto informativo. A tendência é deixar tudo grande para “chamar a atenção”! No entanto. Explique que cada grupo produzirá um folheto informativo de divulgação. raciocine com seus alunos: se o texto for escrito inteiramente em letras grandes. O objetivo do texto informativo não é aprofundar o conhecimento (esse é o objetivo do texto expositivo). por exemplo. uma das fotos da exposição. figura ou clip-art grande. É apropriado não centralizar o título e alinhar o texto à esquerda. ff O texto deve apresentar um alinhamento devidamente pensado. temos de selecionar as informações: ff O que é mais importante no texto? ff O que deve vir em letras grandes? ff O que é menos importante e pode vir em letras menores? Usar o contraste possibilitará criar um foco forte para organizar apropriadamente as informações e orientar o olhar do leitor pela página. O objetivo é que os leitores possam passar os olhos rapidamente pelo folheto e captar a Atividade 1 Proponha que os alunos se reúnam em grupos. professor! O foco é uma seleção feita entre o que se vai destacar no texto de acordo com o leitor visado. na forma (aspecto visual) e no conteúdo (significado). nada poderá despertar a atenção do leitor. repetir um ou outro detalhe assegura a coesão textual. Se o foco atrair o leitor. segundo a divisão feita para a realização das fotografias. mas sem subtítulos.Muitos folhetos cometem o erro de não tirar proveito do contraste e da hierarquia de informações. Então. Ousadia com propósitos específicos garantirá a criatividade do trabalho. Prefira uma imagem visual que não confunda o leitor com muitas informações. o leitor achará muito cansativo ler todas as palavrinhas do texto a fim de compreender a mensagem. Para você. ele se sentirá mais inclinado a ler o restante do texto. Mas como desenvolver esses conteúdos em sala de aula? ff Coloque um título. Contudo. na forma de tópicos. como. antes de tudo. professor! A fim de não minar a criatividade dos grupos e fortalecer a compreensão verbal do trabalho. o que será focado como mais importante no texto deve priorizar a quem se destina o texto. Pergunte: quantos “sobrevivem” à análise de qualidade a partir dos critérios estabelecidos? Por quê? 24 . perdendo-se assim a intencionalidade comunicativa do texto. Contraste essas explicações com os folhetos da sondagem. Antes de tudo. Assegure-se de exemplificar essas explicações. Para você. Esse será o seu foco forte. explique o que não deve ser feito.

Eles podem até ser escritos na lousa. Sutilmente. Cada grupo fará uma observação sobre pontos positivos ou pontos a melhorar no trabalho dos colegas. a lápis e de forma sutil. mas.1a série . Peça que anotem as sugestões no próprio boneco. já terão escolhido o registro de linguagem mais apropriado. Mesmo assim. Outros tempos verbais serão estudados oportunamente. elaborar um projeto de texto dos folhetos informativos.Língua Portuguesa . No entanto. embora não constituam o foco central? ff A que público específico destina-se o folheto? De acordo com essas informações. ao mesmo tempo. os grupos vão elaborar um “boneco” do folheto em papel A4. explore as potencialidades da pergunta “por quê?”. Além disso. Trata-se de uma forma simples de ensinar a argumentar e defender pontos de vista. Peça a eles que levem em conta a função do tempo verbal no texto. tentando encontrar o porquê do por quê. Destaque a importância de. Atividade 4 Peça aos alunos que troquem os diferentes trabalhos entre os grupos. é uma boa oportunidade para uma recapitulação extra ou para exercícios de fixação que você pode encontrar no livro didático. a fim de obter os resultados desejados. o que deve vir em tipos grandes e o que deve aparecer em tipos menores. professor! Atividade 2 Explique as características próprias de um folheto informativo eficiente. presente do indicativo. permitirá que eles consigam relacionar teoria e prática linguísticas. 25 . os grupos já terão selecionado. Atividade 3 Agora. sem talvez se darem conta disso.Volume 2 Para você. em especial do Retome as explicações sobre o uso expressivo do presente do indicativo desenvolvidas na Situação de Aprendizagem anterior. Seria interessante apresentar os contraexemplos visualmente. Acompanhe o interesse e a dedicação dos alunos durante a execução da atividade. não há motivos para rivalidades entre os grupos. Como o objetivo da classe é o mesmo. Avise aos alunos que o boneco deve reproduzir o mais fielmente possível o resultado final. tomar a decisão de seguir ou não as sugestões apresentadas cabe a cada grupo. Isso assegurará o desenvolvimento gradativo dos conhecimentos teóricos dos alunos. se necessário. Para você. Pode ser apresentada gradativamente. Procure compreender o ponto de vista dos alunos e. professor! A explicação pode vir junto com a atividade de sondagem dos folhetos que os alunos têm em mãos. Esse projeto de texto deve responder às seguintes questões: ff Qual é a informação mais importante do texto? ff Quais são as informações essenciais no texto. pergunte o motivo da justificativa apresentada.

Competências e habilidades: distinguir as marcas próprias do texto literário e estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção. passei a gostar mais dela!”). Estratégias: aula interativa. de forma geral. A literatura participa na consolidação da teia humana que chamamos “sociedade”. relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário com os contextos de produção. Situação de Aprendizagem 3 Quando as palavras resolvem fazer arte! Abordar literatura na escola é abordar o gosto pela leitura. Incentive ao máximo a criatividade dos grupos. Verifique previamente a possibilidade de esse trabalho ser impresso. Para você. crônica. Recursos: livro didático. Compreender esse jogo é o objetivo central das nossas atividades nesta Situação de Aprendizagem. daquilo que se conhece. Conteúdos e temas: literatura e arte. a escola acaba preferindo trabalhar a história da literatura em vez de desenvolver a autonomia leitora literária do aluno. dicionário de língua portuguesa. a verdade é que. entende. seguindo. Avaliação: produção de folheto informativo de divulgação. compreende (como quando ouvimos: “Depois que eu a conheci melhor. Embora muitos concordem que o ser humano pode aprender a gostar de algo (ouvimos até pessoas falando: “Puxa. critérios adequados.Atividade 5 Leve os alunos à sala de informática. atividades individuais e em grupo. situando aspectos do contexto histórico. inferir tese. discussões orais. desenvolver estratégias de leitura de texto literário. Fale com o seu coordenador para resolver as dúvidas. há poucas estratégias desenvolvidas no Ensino Médio visando à construção do gosto literário dos alunos. Ou seja. professor! Certifique-se previamente de saber como esses trabalhos serão impressos! Quais as suas opções? Verifique se é possível imprimir na sala de informática de sua escola ou na sala dos professores ou na secretaria. Então. porém. com o desenvolvimento de conteúdos a partir de estratégias específicas do professor. Lamentavelmente. não é apenas compreensão de texto ou um jogo emocional de gosta-não-gosta. compreender a literatura como sistema social em que se concretizam valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional. com a participação dialógica do aluno. o prazer do texto constitui-se como jogo entre a compreensão do próprio texto como fenômeno de leitura literária e a interação com a delicada trama social que é a instituição literária. para atribuir significados de leituras críticas em diferentes situações. por não ser uma tarefa fácil. eu aprendi a gostar de Sicrana!”). social e político. 26 . tema ou assunto principal em um texto. o que seria o primeiro passo para a construção do gosto pela leitura. fotografias e textos de livros extraclasse. Mas a literatura é também uma instituição. porque acreditamos que é muito mais fácil gostar Tempo previsto: 10 a 12 aulas. Claro. que deverá eleger um representante para digitar o trabalho. projetar texto narrativo. O ideal é que haja um computador para cada grupo.

busquem riquezas. 27 . que considerem “bonito” ou “belo”. andar sempre dos homens apartado. no livro didático que adotou. mas que.do?select_action=&co_ obra=1872>. fogo. mas abrir-nos para a argumentação e para o diálogo. tenho por baixo. quem não é com meu mal engrandecido. Pergunte: ff Por que considera esse texto bonito? ff Acha que se trata de uma obra de arte? Para você. que sofre influências de fatores sociais e psíquicos. Solicite que comparem esse texto com o que trouxeram. o que é arte? ff Você sente necessidade de arte? Escolha. Desejamos mostrar a literatura como um sistema aberto. e quase que sobre ele ando dobrado. que tenho o mundo conhecido. Disponível em: <http://www. apresentando um ponto de vista único. Julga-me a gente toda por perdido. para os três anos do Ensino Médio. Acesso em: 8 out. frio e calma. professor! Observe que estamos considerando a literatura um conceito aberto. Pergunte: Qual deles considera mais artístico? Por quê? Qual deles permite que pensemos melhor em nossa identidade e existência? Por quê? Para você. O desenvolvimento de um conceito de literatura é uma atividade gradativa. o mar e o vento. Vá revolvendo a terra.br/ pesquisa/DetalheObraForm.Volume 2 Sondagem Peça previamente aos alunos que tragam para a sala de aula um texto que eles gostem de ler. Permita que os alunos apresentem os motivos que os levam a considerar cada texto como “belo”. um poema que considera bonito. Roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 3 ff Literatura e Arte Conceito de Literatura como expressão artística e instituição social. e dos tratos humanos esquecido. 2012. vendo-me tão entregue a meu cuidado. ao mesmo tempo. de trazer esculpido eternamente vosso fermoso gesto dentro n´alma. vencendo ferro. mas um processo que tem seu início nesta Situação de Aprendizagem. além. Que eu só em humilde estado me contento. ff Crônica Características da crônica literária e estratégias de leitura e escrita. presente na sociedade.Língua Portuguesa . seja também considerado uma obra literária importante. é claro. do tecido textual.dominiopublico. honras a outra gente. enganado.gov. Sonetos. Fornecemos um texto literário como sugestão: Questione os alunos para saber se consideram o texto bonito e peça a eles que apresentem os motivos para isso. não devemos ser dogmáticos.1a série . Luís de. rústico. Esta Situação de Aprendizagem dedica-se ao estudo da Literatura. Ou seja. Mas eu. CAMÕES.

uma estreita relação com as ideologias sociais. distinguida por certas propriedades comuns. E isso se dá porque a literatura é uma experiência a ser realizada. Estes denominadores são.. 2. além das características internas (língua. CANDIDO. não é de estranhar que. 2006. que se manifestam historicamente. Os juízos de valor que a constituem [isto é. não apenas ao gosto particular.Mas o que é literatura? De um modo simplificado. não existe. EAGLETON. Letramento literário: teoria e prática. desdobramentos e pontos de vista. 2001. Rildo. o que significa? Falar de gostos é um assunto difícil. Antonio. Trecho 1 Na leitura e na escritura do texto literário. Atividade 1 Leia os trechos a seguir com seus alunos. consideramos literário o texto que se apresenta ao interlocutor como uma obra de arte. Eles se referem. no sentido de uma coleção de obras de valor real e inalterável.br>. 22. embora literariamente organizados. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul. ela é a 28 . Teoria da literatura: uma introdução. mas [. <http://www. Nem todos gostam das mesmas coisas. 2012. É mais que um conhecimento a ser reelaborado. COSSON.com. nov. incorporação do outro em mim sem renúncia de minha própria identidade. Trecho 2 A literatura. eles próprios. a literatura seria a forma de arte que utiliza as palavras como matéria-prima. p. Ou seja. mas aos pressupostos pelos quais certos grupos sociais exercem e mantêm o poder sobre os outros. A literatura nos diz o que somos e nos incentiva a desejar e a expressar o mundo por nós mesmos. São Paulo: Contexto. arte é aquilo que é belo. imagens). Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos. certos elementos de natureza social e psíquica. a literatura] são historicamente variáveis. São Paulo: Martins Fontes. que permitem reconhecer as notas dominantes duma fase. Mas isso apenas nos leva de um problema para outro: o que é a beleza? Como a beleza influencia a ponto de fazer com que uma obra seja considerada artística? E o ditado que diz que “Gosto e cor não se discutem”. E o que é arte? Para muitos.] esses juízos têm. assim como a pintura é a forma de arte que se utiliza das imagens pintadas.. tentando explicar o que faz com que um texto seja considerado literário. encontramos o senso de nós mesmos e da comunidade a que pertencemos.editoracontexto. vários conceitos de literatura tenham se desenvolvido. p. no decorrer da história. Trecho 3 [A literatura]. Tradução de Waltensir Dutra. Com tantas variáveis. considerada aqui um sistema de obras ligadas por denominadores comuns. Terry. em última análise. ed. 15. 2a reimp. tema. 17.

[. chegando a uma compreensão mais profunda de si mesmo e do homem. em papéis separados. Observe o desenvolvimento das habilidades de localizar e relacionar itens concorrentes ou contrários de uma informação explícita. São Paulo: EPU. Durante a atividade.1a série . Trecho 4: A literatura é um modo de satisfazer às nossas necessidades de fantasia e ficção. Em seguida.. para atribuir significados de leituras críticas em diferentes situações. destaque que o conceito de literatura é aberto. assim como outras formas de manifestação artística. No entanto. VIEIRA.. ou seja. efetivamente.. promova. Para esse fim. durante a correção. peça aos grupos que procurem o trecho que melhor combine com a frase sorteada. Observe que. em que os alunos exponham suas opiniões pessoais. Observe que esse é também um primeiro passo para desenvolver a habilidade de relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário com os contextos de produção. esclarecendo dúvidas pontuais e estimulando o uso do dicionário. 13. procurar a ideia-chave nos trechos dados. Cada um de nós deve construir a sua e saber defendê-la diante dos outros. possibilitando-lhe por meio da palavra a recriação e reinvenção do universo. através dos sentimentos e conflitos existenciais das personagens de ficção. Faça essa relação a cada ideia-chave sor­ teada. as opiniões dos estudiosos no assunto podem ajudar-nos a construir a nossa e a evitar que caiamos em erros e deturpações. mas utilize-se das letras de música. O prazer do texto: perspectivas para o ensino de literatura.Língua Portuguesa . eles estão tanto relacionando informações sobre diferentes conceitos de literatura como sintetizando ideias-chave. Trecho 1: A literatura é uma experiência que permite a construção da minha identidade. Com base nessas diferentes definições.] [uma pessoa é levada] a refletir sobre a sua própria existência. Conforme elas forem saindo. p. Reúna os alunos em grupos de quatro. um espírito de questionamento constante. 26. É possível que o repertório literário da maioria dos alunos não seja muito amplo.] Observando e analisando a condição humana. faça um sorteio. circule pela classe incentivando os alunos a encontrar as relações. acreditamos. Para você.. Alice. e não simplesmente fazer uma relação direta. preenche a necessidade de ficção do homem. [. professor! É muito importante não deixar de fazer o sorteio para que os alunos possam. Trecho 3: A literatura é uma herança cultural transmitida para todos nós.Volume 2 Trecho 4 A literatura. Anote. a maioria apresenta um melhor repertório e que permite igual questionamento do que é considerado “bom” ou “ruim”. que não há apenas uma definição válida. 29 . Trecho 2: A literatura é o conjunto de textos que os poderosos decidem que seja arte. 1989. Ou seja: por que as letras de música de Chico Buarque são consideradas clássicos de bom gosto e muitos viram a cara ao rap ou ao axé? Relacione os comentários com os diferentes pontos de vista sobre o texto literário. as ideias-chave abaixo. campo em que. nesse momento.

fazem isso por 30 . professor! É importante destacar aqui o papel social da literatura. as pessoas cantam e ouvem músicas. Neste momento. valorize a dimensão social do texto literário. p. Os textos literários. grupos sociais tentam impor o seu conceito de literatura para outros. que nem todos consideram literatura como o mesmo conjunto de textos. Ao final da Situação de Aprendizagem. In: MURRIE. a lista de livros da biblioteca. Quando as palavras resolvem fazer arte. Ela será reexaminada em outras ocasiões. a lista de livros mais vendidos que encontramos em revistas e jornais etc. Muitas vezes. Aprendemos a viver e a valorizar a necessidade que todos nós temos de gostar. Consegue até aprender a gostar do que não gostava. Linguagens. Com esse enfoque. o lugar e o grupo social. meio de instituições como a escola.). Trata-se de um gênero importante. Ocorre. Atividade 3 Discutam a seguinte questão: se um aluno vai prestar vestibular e encontra. que deve ser copiada em uma folha A4 e afixada no mural da classe. acaba por selecionar o que é texto literário e o que não é. uma lista de livros de literatura. Uma pessoa consegue aprender a gostar. solicite que cada grupo elabore a sua própria definição de literatura.Atividade 2 Pergunte a seus alunos: podemos aprender a gostar de algo de que não gostávamos? Os gostos de música de antigamente são os mesmos de hoje? Por que mudaram? Explique a eles que grande parte daquilo que gostamos é resultado de termos aprendido a gostar. orais e escritos. Aprendemos a gostar de coisas novas e a valorizar coisas antigas. que procuram atender a essa necessidade humana de arte são chamados de literatura. que. em especial de Língua Portuguesa. LANDEIRA. 84. não considera aqueles livros literários? Aprofundando conhecimentos Muitos concordariam ser verdade que o homem consegue aprender a gostar das coisas. por ter grande aceitação e circulação social. de sonhar. Aprendemos a satisfazer as nossas necessidades de arte e beleza. Atividade 4 A seguir. adianta dizer que não vai ler porque ele. José Luís. Para você. Outros exemplos poderão ser considerados: a adaptação de um texto literário para o cinema ou para a televisão. Os gostos mudam de acordo com a época. copiam versos para a pessoa amada. Por isso. Zuleika de Felice (Coord. assistem a uma novela na televisão ou leem um livro. códigos e suas tecnologias: livro do estudante (Ensino Médio). Brasília: MEC/Inep. a crônica. Além disso. vamos considerar mais de perto um gênero literário específico. pessoalmente. por meio das bibliotecas e dos textos adotados pelos professores. ao se preparar para o exame. no entanto. retome essa definição e procure novos modos de aprofundá-la. de aprender. inclusive aprender a desenvolver os gostos que vão atender à sua necessidade pessoal de arte. 2002. a seleção de livros das livrarias.

eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. 2012.Língua Portuguesa . No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. Avalie o ritmo de leitura. além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar. é um lock-out. a articulação das palavras e as pausas. ia uma crônica ou artigo com o meu nome. Ah.. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar. SABINO. Rubem. fazia o trabalho noturno. Está bem. Assim ficara sabendo que não era ninguém. quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados.Crônicas. Tomo o meu café com pão dormido.com.br/aloescola/literatura/cronicas/rubembraga. que não é tão ruim assim. Acesso em: 8 out.. como pão saído do forno.Volume 2 A crônica é um gênero textual que surgiu nos jornais. é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?” Ele abriu um sorriso largo. O padeiro Rubem Braga Levanto cedo. o jornal ainda quentinho da máquina. Fernando. Rubem. para não incomodar os moradores. faço minhas abluções. misturando o cotidiano do autor com o cotidiano do mundo. é o padeiro!” E assobiava pelas escadas. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal. mas. Para você.1a série . e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre. Naquele tempo eu também. ainda que menos importante. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha. 12.. ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. O padeiro. “não é ninguém. 63-69. Depois peça aos alunos que leiam o texto. Carlos Drummond de. eu era rapaz. não senhora. BRAGA. Faça comentários e incentive-os conforme notar que seja necessário. São Paulo: Ática. que suspenderam o trabalho noturno. Pela sensibilidade do texto e do olhar atualizado que ela exige. ed. e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém. v. Disponível em: <http://www. De resto não é bem uma greve. 1989. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer. como os padeiros. 31 . é o padeiro”. avisava gritando: – Não é ninguém. e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era. In: ANDRADE. Braga. Ele me contou isso sem mágoa nenhuma.htm>. e o outro continua daí.tvcultura. professor! Faça a leitura do texto em voz alta. Paulo Mendes. Para gostar de ler.”.. acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo. Dois alunos podem encarregar-se de ler o texto todo: um lê do título até “Assim ficara sabendo que não era ninguém. greve dos patrões. e se despediu ainda sorrindo. CAMPOS. I . ganhou um espaço na literatura de tal maneira que hoje podemos considerá-la um texto que tanto pertence à lista de textos jornalísticos como à de textos literários. p.

permite que você avalie a habilidade dos alunos de inferir o tema e o assunto principal em um texto e desenvolva estratégias de recuperação de conteúdos que ainda não tenham sido devidamente assimilados. Entre os textos narrativos literários de maior circulação na sociedade desponta a crônica. A lembrança do diálogo entre as personagens motivado pelo anúncio do padeiro: “Não é ninguém. Desse modo. em que o narrador lembra. Mas será que existiu mesmo um padeiro do modo como o descreve Rubem Braga? Em matéria de ficção. É possível que o livro didático adotado tenha informações complementares sobre esse tema. Na casa do narrador. em que o narrador dialoga com o padeiro. Surgiu no século XIX. derivada de um gênero anterior chamado folhetim . professor! Essa atividade. o resumo da crônica. é o padeiro!”. O tempo atual. Atividade 6 Com base na crônica lida. caiam no jogo proposto pelo narrador e sintam o cheiro de pão fresquinho que vem do passado. Faz parte do trabalho dos escritores de ficção confundir os leitores ao escrever. A crônica é um gênero literário de origem brasileira. além de possibilitar que se desenvolva a habilidade de elaborar sínteses de textos lidos. O valor da humildade no exercício profissional. A 32 . ação. Aprofunde esse conhecimento. Tire dúvidas sobre essas questões. não adianta ter tais dúvidas.Atividade 5 Peça aos alunos que narrem. tempo. oralmente. que significa “tempo”. enquanto toma o café. Para você. acompanhados da reflexão mais abrangente do escritor sobre o comportamento humano. A origem da palavra “crônica” é grega. lugar. Qual o acontecimento narrado? Em que lugar ocorre ? Quanto tempo passa? Que reflexão sobre o comportamento humano nos apresenta o narrador? Explique os elementos da narrativa: personagens. Ser confundido faz parte do nosso papel de leitor. e o tempo passado. solicite que seus alunos preencham o quadro a seguir: Quais as personagens envolvidas? O narrador e o padeiro. de chronos. Isso porque uma das características definidoras da crônica é o seu caráter atual: fatos atuais são apresentados ao leitor.

com um olhar entre a comédia e a seriedade. no entanto. a partir de uma lembrança da véspera (“greve do pão dormido”) viaja ainda mais para o passado e traz um detalhe da vida cotidiana: o encontro do narrador e do seu padeiro. O folhetim evolui para crônica e esta para a crônica literária. Nesse encontro. no entanto. conservando. mas sempre com bom gosto e delicadeza. De Machado de Assis. José de Alencar surge como o principal nome do gênero. Para você. A crônica é o texto que procura surpreender os momentos da vida que merecem ficar na memória. no entanto. Em seus comentários. Atividade 7 A respeito da crônica O padeiro. Crônicas podem.1a série . seguindo aquela narrada por Rubem Braga. a criação literária e a atividade jornalística. eles acreditam que dariam boas crônicas. por volta de 1859. procurando encontrar nos comentários a compreensão das características do gênero crônica. mais própria da literatura.Língua Portuguesa . Dessa forma. ser encontradas nos livros de sua biblioteca ou sala de leitura ou no livro 33 . em que se revelam reflexões críticas e até poéticas sobre aspectos do comportamento humano. professor! Observe que essa socialização é um momento ideal para reforçar a definição de crônica: Crônica é um gênero textual caracterizado por representar um olhar diferenciado do autor. peça aos alunos que respondam individualmente às seguintes questões: Que imagem você formou do narrador da crônica O padeiro quanto à idade que ele tem e à forma como vê a vida? Que elementos do texto contribuíram para formar essa imagem? A seguir. há espaço para toda uma reflexão sobre a existência humana e a necessidade de sermos humildes em tudo o que fazemos. Discuta as experiências pessoais dos alunos que. socialize as respostas. reforce tudo aquilo que o aluno disser que revele alguma compreensão dessas relações de atualidade e sensibilidade lírica. Para Machado de Assis. Em 1854. A memória. preocupado em ser sensível aos acontecimentos. o folhetim se origina da mistura entre o “útil e o fútil”. o folhetim foi misturando cada vez mais características próprias do texto jornalístico – como o conteúdo crítico e informativo – com a linguagem elaborada e crítica.Volume 2 proposta do folhetim era juntar. herdamos o modelo de crônica para a atualidade. facilmente. em um único texto. essa mistura entre a linguagem do cotidiano e a reflexão crítica e poética. ofereça outra oportunidade de leitura de uma crônica. Observe que a vida do narrador é apresentada ao leitor a partir da rotina: nada de especialmente excitante ou diferente ocorre. Atividade 8 Agora.

as miscigenações estão acontecendo vigorosamente. De novo ouvi os jogos pelo rádio – a televisão não tinha chegado ainda. A Copa de 58 foi o momento de revelação do futebol. Naquela Copa. no entanto. que tanto adoçou o Brasil. e. quando tinha seis anos de idade. a torcer pelo Brasil. E o menino Pelé. Eu só tinha seis anos e ainda nada sabia de futebol. tamanha foi a emoção que vivi. e as imagens mais fortes daqueles dias de Copa são do meu pai. é claro. hoje. Em 1962 eu já tinha dez anos e o futebol tinha me fisgado de vez. O fato é que. Mas foi lindo ganhar.didático. Tive inúmeras outras alegrias. Duas loiras terem a coragem de abraçar um negro? O comentário mais sóbrio dizia que elas não tinham vergonha na cara. na época (e que continua por aí. e atravessamos. e deverão aumentar de intensidade no futuro. Antes de começá-la. Esta atividade. Naquela época. Mas falávamos em futebol. e explodindo em gritos de gol quando chegávamos a ele. porém. e sentia nascer em mim a primeira emoção violenta da vida. aparecia abraçado com duas suecas loiríssimas. sugerimos a leitura de uma crônica da escritora catarinense Urda Alice Klueger. é ter as fotos da minha irmã Mariana. Ou seja. por exemplo. que quebrei o pé de palito do mesmo. onde Pelé. se tivesse sorte. neste país mestiço. Maravilhosos mexicanos. pulei tanto sobre o sofá novo pé de palito que a minha mãe acabara de ganhar. Para a tacanha mentalidade que predominava em Santa Catarina. mas do maravilhoso calor humano daquele povo que se colocou. eu tinha 18 anos. como o gênero e o título influenciam o leitor antes que ele inicie a leitura? Em outras palavras. depois que o seu país foi eliminado da disputa. na revista O Cruzeiro. viam-se as fotos dos gols uma semana depois. no jornal que era apresentado antes dos filmes. mas formei um firme propósito: não morrer antes de ver o Brasil campeão de novo. seus filhos e netos se miscigenarem com a gloriosa e alegre etnia negra. mas gritava junto com meu pai. aquilo era quase um atentado ao pudor. mas tinha a certeza de que não iria 34 . em plena época da televisão. decididamente. minha alegria ficou um pouco acobertada pela surra que levei quando. vocês ficaram no meu coração! Na ocasião. a minha grande admiração pelo México não advém dos Maias e Astecas. e podem me perguntar que sei ainda todinho o Hino da Seleção daquele ano. apresente o título e pergunte: o que podemos esperar de uma crônica chamada Futebol. entrevistando Pelé em Johannesburgo. ébrios de patriotismo. Tive que esperar 24 anos para que tal acontecesse. de ouvido encostado no rádio. centra-se em construir uma expectativa de leitura a partir do gênero e do título. e nunca mais vamos ter uma Seleção como aquela! Por mais que curta História. Estava fora de cogitação os adultos da época pensarem na probabilidade de. tive que amargar todas as derrotas do intervalo. ah! como foi! E aí chegamos em 1970. menino de 16 anos. hoje é rei e tem incontestável majestade e um dos orgulhos da minha família. na época mais ou menos perdoado por seus gols pela indecência de abraçar duas loiras. para mim. aqueles anos de 58 a 62. ouvia-se o jogo pelo rádio. quantas alegrias já me trouxe A seguir. algum dia. que é jornalista na África do Sul. mas nenhuma tão gratuita e intensa como as que o futebol me proporciona desde 1958. Outra das imagens que ficou da Copa de 58 foi uma foto na revista. por baixo dos panos). Em 1958 fomos campeões do mundo pela primeira vez. uns dois meses depois podia-se ver os gols no cinema. num dos gols do Brasil. o que o leitor pode esperar de um texto com tal título e com as características de crônica? Uma crônica de memórias Futebol. quantas alegrias já me trouxe? Que alegrias podem tornar-se crônica? Costumo dizer que as mais puras e intensas alegrias da minha vida vieram do futebol.

Lembre aos alunos que a crônica pode versar sobre qualquer assunto atual: de uma ida à padaria ao jogo da final da Copa do Mundo. o famoso Poema em linha reta de Álvaro de Campos. uma crônica literária. e aquelas fitas são. o coração aquecido pela mais pura e intensa alegria. bom gosto e expressão poética da linguagem. Para finalizarmos esta Situação de Aprendizagem. professor! Independentemente da crônica que adotar. em dupla ou trio. heterônimo de Fernando Pessoa (1888-1935). Minha meta foi atingida: vi o Brasil campeão mais uma vez. na frente da televisão. Esta atividade deve ser feita em oito movimentos: I. Esperei 94 do mesmo jeito que esperara todas as outras copas: de camisa da Seleção. gravei todos os jogos da nossa Seleção. Neste momento. quando surgem os problemas e fica difícil sair do baixo-astral. ff presença de atualidade e sensibilidade na escolha do tema. não há necessidade de aprofundar historicamente a identidade de Fernando Pessoa. 35 . ff utilização de projeto de texto. permita que os alunos expressem livremente suas opiniões pessoais a respeito do poema. Quando alguma coisa não vai bem. bandeiras na varanda. quantas alegrias já me trouxe! KLUEGER. Só que agora não quero morrer sem ver o Brasil campeão de novo. e coração pulsando na mão. ff criatividade. solicite que os alunos escrevam. Pode rir quem quiser. Afixe ou escreva na lousa a seguinte lista de critérios de correção do texto: ff uso apropriado da norma-padrão da língua. II. mas sou daquelas torcedoras que ouve o Hino Nacional de pé e em silêncio. que é vista aqui como uma construção contínua e dinâmica feita pelo aluno-leitor. A importância de dar significação a algum acontecimento atual. propomos.Língua Portuguesa . Esclareça dúvidas sobre o assunto. Ah! Futebol. Mantenha um tom de voz cordial e uma boa articulação. Depois. A seguir. espaço. divida a leitura do texto entre diversos alunos. individua­ lidade ao mesmo tempo subjetiva e social. ff preocupação com a intencionalidade comunicativa. Atividade 9 Para você. pergunte: qual a ideia-chave do que foi lido? O que podemos esperar em seguida? Verifique sempre o ritmo de leitura e a clareza na pronúncia daquilo que se lê. Em 94. na frente da televisão. e quase tem um enfarto a cada jogada. um monte de simpatias para dar sorte. Os exercícios propostos permitem aprofundar o conceito de literatura. tempo. ff uso producente dos elementos da narrativa: personagem. a minha certeza de alegria e de bom humor. Urda Alice. eu revejo um dos jogos da World Cup. ação. Por isso. A cada aluno.1a série . Discuta as características da crônica. daqueles que acontecem conosco no nosso íntimo ou na relação com os outros. varie as estratégias de leitura desenvolvidas: leia primeiro todo o texto em voz alta. Não demora muitos minutos para que eu esteja rindo sozinha igual a uma boba. Escritora e historiadora. hoje. no Caderno do Aluno.Volume 2 morrer antes de reviver a intensidade da alegria.

professor! Durante este ano. Os alunos elaboram o texto. Forneça o modelo de projeto de texto: Para você. dando opiniões construtivas. Elementos da narrativa Tema a ser abordado na crônica: Personagens: Ação principal: Espaço: Tempo: Estrutura do texto Introdução: (Questão básica: Como despertar a atenção do leitor para que ele leia o texto?) Desenvolvimento da narrativa: Conclusão/Desfecho: (Que reflexão eu gostaria de oferecer ao meu leitor? Deve harmonizar-se com a introdução. que raramente produz efeitos didáticos de melhoria da escrita.) V. tirando dúvidas. aquelas pertinentes a questões ortográficas e de concordância e regência. VI. É uma oportunidade para avaliar as dificuldades de interpretação e leitura dos alunos. Os alunos corrigem os problemas encontrados e reescrevem a crônica. Para isso. detalhando aqueles em que sentir maior dificuldade por parte da classe (observe que o item “Utilização de projeto de texto” será explicado a seguir. 36 . além das dificuldades de domínio do gênero. mas de resolver os problemas encontrados. identificando nelas as principais dificuldades dos alunos. utilize pequenos trechos dos textos produzidos pelos alunos.). IV. Identifique. de acordo com os critérios apresentados no enunciado do exercício. Não se trata de fazer outra redação. vamos nos esforçar para que o projeto de texto substitua o rascunho borrão. incentive-os a trocá-lo com os colegas para que possam promover melhorias na produção textual. O professor discute e exemplifica as principais dificuldades encontradas. Explique os itens. O professor corrige as crônicas.III. Antes que entreguem o texto. VII. VIII. O professor participa circulando pela classe. incentivando o uso do dicionário.

Competências e habilidades: reconhecer características básicas do texto dramático teatral. e os reflexos na produção do texto narrativo e poé­ tico. em que um deles. Divida a classe em grupos. A expressão deve ser dita em um ponto culminante da representação. três. No entanto. fotografias e textos de livros extraclasse. propomo-nos a investigar. retomaremos algumas habilidades que começamos a desenvolver em Situações de Aprendizagem anteriores e avançaremos com novos conhecimentos.. com os alunos. texto teatral: diferenças entre texto teatral e texto espetacular. desenvolver estratégias de leitura e produção do texto literário. Sondagem Jogo teatral: Até logo! Um grupo de três ou quatro alunos desenvolve e representa uma cena curta. como veremos.Língua Portuguesa . verbo: aspectos estilísticos. ação! Nesta Situação de Aprendizagem. usa a expressão “Até logo!”. ff Dizer “até logo!” a um cliente que acaba de fechar uma compra. mas com quem se deve ser gentil para causar boa impressão.Volume 2 Situação de Aprendizagem 4 Um. determine uma das possibilidades de contextualizar a expressão: ff Dizer “até logo!” a um amigo que nos ajuda em uma grande necessidade. O primeiro é narrativo. dramático.1a série . analisar textos teóricos que tratam do assunto abordado permitindo familiarizar o aluno com a linguagem própria do texto acadêmico. com a participação dialógica do aluno. dicionário de língua portuguesa. Estratégias: aula interativa. Tempo previsto: 10 a 12 aulas.. em dado momento. especialmente no modo indicativo. compreender a literatura como sistema social em que concretizam valores sociais e humanos. de aproximadamente três minutos. trabalhando dois gêneros textuais bem diversos: a fábula e o texto teatral. Conteúdos e temas: conceito de gênero. por meio de perguntas e respostas orais. Além disso. 37 . I. contrastar o mesmo tema em diferentes textos e solicitar. Recursos: livro didático. polissemia. não pode ser jogada logo no começo. o valor estilístico do pretérito verbal. o termo “fábula” é também usado em contexto teatral. compreender a linguagem verbal como realização cotidiana em circulação social por meio de gêneros textuais. o segundo. com o desenvolvimento de conteúdos a partir de estratégias específicas do professor. a fábula. ff Dizer “até logo!” a um parente de quem não se gosta muito. identificar o valor estilístico do verbo (pretérito do indicativo) em textos literários. dois. Para cada um. desenvolver habilidades de argumentação. Avaliação: produção de folheto informativo de divulgação.

Exemplos: ff Lucas cumprimentou Sara. ff Texto teatral: diferenças entre texto teatral e texto espetacular Conceito e relações entre o texto teatral e o espetacular. De acordo com o contexto. peça aos alunos que “resumam” as ações que presenciaram. ff Polissemia Análise prática do conceito de polissemia a partir da definição de fábula. V. IV. Apenas algumas indicações. Reforce o fato de que a situação. VIII. ff A fábula Conceito e definição de fábula na tipologia textual e na esfera teatral. professor! Esta é uma excelente ocasião para levar os alunos ao teatro ou fazer o teatro vir à escola. O jogo teatral realizado pela classe não é a mesma coisa que teatro. ff Verbo: aspectos estilísticos Estudo de elementos expressivos presentes no verbo. ff Sara fez uma expressão de desagrado. Mostre aos alunos a diferença 38 . Lembre os alunos de que muitas palavras são repetidas todos os dias.II. Para finalizar. é a principal influência para formatar como algo é expresso. VII . Se necessário. que resulta do momento e do lugar em que a ação decorre. o modo como tais palavras são ditas muda. Sorteie três grupos. para que apresentem o que prepararam. solicite aos demais alunos que se apresentem. por meio de frases breves. Para você. Escreva na lousa essa narrativa. Para essa preparação são necessários apenas cinco a dez minutos. ff Lucas parecia cansado. III. Em seguida a cada apresentação. Peça sempre aos alunos que identifiquem o verbo de cada frase. Análise e comparações. Atividade 1 Encontre no livro didático um exemplo de texto teatral. mas em contextos completamente diferentes. Solicite que anotem as frases no caderno. de acordo com as diferentes possibilidades. ff Quais as principais diferenças? ff O jogo teatral não segue um texto teatral predefinido. recapitule o conceito de contexto. dentro das possibilidades de tempo. O que é um texto teatral? É um texto escrito composto com a intenção de ser representado como peça de teatro. Roteiro para aplicação da Situação de Aprendizagem 4 ff Conceito de gênero Definição de gênero a partir das reflexões feitas até o presente momento. VI.

as indicações cênicas desaparecem. Observe. assim como o são o show de rock.Volume 2 entre o texto principal e as indicações cênicas ou texto secundário. O texto teatral não apresenta um narrador. Para você. e tu. Para você. Acesso em: 8 out. Não exciteis. um jogo de futebol.gov. um rito ou um culto em uma igreja ou uma apresentação de teatro.1a série . Édipo. no momento em que atroz calamidade cai sobre o país? (Dirige-se a Édipo) Volta a teu palácio. “Um pedregulho”. Édipo Rei. que se trata do trecho de uma peça teatral e que ele traz diálogos explícitos. (Jocasta está na entrada do palácio e se interpõe entre Édipo e Creonte) JOCASTA: Por que provocastes. Trata-se de uma forma simples de desenvolver a habilidade de argumentação. professor! Durante as diferentes respostas. Atividade 3 A toupeira Certa vez uma toupeira. CREONTE: Édipo. ó minha irmã. Jocasta está na entrada do palácio e se interpõe entre Édipo e Creonte. com palavras vãs. ÉDIPO: É verdade. O jogo teatral é um texto espetacular. teu marido. no texto a seguir. 2012. Essas personagens são introduzidas pela citação do nome.dominiopublico. impondo-me ou o desterro para longe da pátria. ou a morte. por isso ele é dividido entre as personagens (locutoras) da peça. respondeu a jovem toupeira. Dirige-se a Édipo. na interpretação. disse à sua mãe que estava enxergando. infelizes. Disponível em: <http://www. Acusei-o de conspirar contra a minha pessoa. esse imprudente debate? Não vos envergonhais em discutir questões íntimas. a teus aposentos.Língua Portuguesa . pergunte-lhes sempre: por que consideram esse texto espetacular? Ouça seriamente as respostas de seus alunos e comente quando julgar conveniente. além das indicações cênicas.do?select_action=&co_ obra=2255>. 39 . que é um animal cego. que suprem a função do narrador. SÓFOCLES.br/pesquisa/ DetalheObraForm. julga acertado tratar-me cruelmente. Creonte. minha esposa. faça os alunos observarem que. uma discórdia funesta. balé ou música clássica. Atividade 2 Pergunte aos alunos de que textos espetaculares eles preferem participar. Convém lembrar que espetáculo é tudo o que se oferece ao olhar. A mãe resolveu fazer um teste: pôs diante dela um grão de incenso e perguntou-lhe o que era. professor! Na leitura dramática do texto. Faça a leitura dramática do texto e identifique as indicações cênicas.

Confundido com um calhau. mas que tem também problemas de olfato. o tom de voz e a articulação das palavras. O padeiro. confundido pela sua mãe. cega eu já sabia que você era. A conhecida fábula do lobo e do cordeiro. Fábulas. Tradução de João Henrique Mateos e José Luís Landeira. ou seja.A mãe lamentou-se: “Minha filha. nem sempre são mais curtas do que as crônicas. A moral relaciona a jovem toupeira ao impostor. Verifique o ritmo de leitura. Atividade 4 Peça aos alunos que comparem essa fábula com as crônicas que leram. As crônicas têm uma proposta menos moralizadora do que as fábulas.gov. Elas objetivam mais a reflexão e costumam ser mais intimistas. se divide em duas partes: a narração propriamente dita e a moral. revelaria não apenas que a jovem toupeira enxerga mal. de La Fontaine. as personagens e a narrativa apresentam maior complexidade. Também é importante saber que o incenso exala um aroma forte. Embora sejam mais curtas do que o romance.br/pesquisa/ DetalheObraForm. É o caso da crônica que examinamos.dominiopublico. São animais que vivem normalmente em tocas subterrâneas. Por isso mesmo. 2012. As fábulas fazem uso de personagens humanos ou não – destaque que há muitas fábulas em que são os animas que falam. afirma que “a razão do mais forte é sempre a que vence”. sem tantas pretensões moralizadoras. no texto. professor! Observe que é fundamental saber que as toupeiras são conhecidas por enxergar mal. ff uma crônica.do?select_action=&co_ obra=5236>. que pode estar explícita ou implícita no texto. com um “nada”. Atividade 5 Discuta oralmente para que serve a leitura de: ff uma fábula. Pergunte oralmente: a) De que conhecimentos necessita o leitor para compreender adequadamente o texto? b) Qual foi o erro da jovem toupeira? c) Que relação há entre a moral da fábula e a narrativa? Para você. uma pedra. é muito ética. no entanto. mais pessoais. é um gênero textual narrativo. 40 . o teste do “incenso”. Peça que leiam a fábula em voz alta. como a crônica. sem alicerçar-se em uma moral simplista no modo de ver o mundo. Que semelhanças e diferenças encontram entre elas? Para você. professor! A fábula. mas agora sei também que você perdeu o olfato!” O impostor promete o impossível: mas pouca coisa o desbarata. Acesso em: 8 out. A fábula. no entanto. ff uma notícia de jornal. Nem sempre a moral de uma fábula. Disponível em: <http://www. ESOPO. ff um poema. por exemplo. É possível que alguns alunos digam que as fábulas são mais curtas.

Martins. Para você. professor! Este exercício tem como objetivo que o aluno perceba as diferenças de uso social dos gêneros textuais. pode ser contínua e unificada (a grande maioria). AMBRÓSIO – E não foi o interesse que me obrigou a casar contigo. Curiosamente.dominiopublico.. FLORÊNCIA – Sei disso.] AMBRÓSIO – Escuta-me. agora que me acho casado contigo. e dá-me atenção. deixou-te herdeira de avultado cabedal. propomos que apresente o seguinte trecho de uma peça de teatro de Martins Pena: Esse trecho dá fortes indícios da fábula a ser apresentada na peça de teatro. etc. Teu marido foi um digno homem e de muito juízo. Neste momento. AMBRÓSIO – Foi.do?select_action=&co_obra=2044>. ou seja.. AMBRÓSIO – Dois filhos te ficaram do teu primeiro matrimônio. FLORÊNCIA – Toda eu sou atenção. mesmo que não haja qualquer proposta moral. reforçando o conhecimento construído na Situação de Aprendizagem anterior. foi. ou formada por episódios autônomos que deixam o trabalho de confronto com a realidade para o espectador (como no caso de algumas produções do teatro atual). FLORÊNCIA – Pobre homem! AMBRÓSIO – Quando eu te vi pela primeira vez. os alunos expressem o que conseguem adiantar a esse respeito. A fábula. O noviço. PENA. O noviço Ato primeiro Sala ricamente adornada: mesa. etc. dentro do contexto teatral. cortinas etc. ff um resumo de novela. Permita que. uma janela etc. [. (À parte:) Se o sabia! (Alto:) Amei-te por simpatia. ff uma fofoca. 41 .gov. você encontra um resumo da fábula dessa peça.Língua Portuguesa . jarras com flores. Florência.. FLORÊNCIA – Foi o amor que nos uniu. Disponível em: <http://www. vidinha. Para você.. ff um comunicado da diretoria da escola. A seguir. Grande mérito é esse. Acesso em: 8 out. professor! Apenas a devida compreensão polissêmica do termo “fábula” garante o bom resultado desta Situação de Aprendizagem! Atividade 6 Para trabalharmos o conceito de fábula no teatro. consolos.1a série . é de meu dever zelar essa fortuna que sempre desprezei. que uma mesma palavra pode ter diferentes significados de acordo com o contexto e as intenções em que é utilizada. Crê que ponho todo o meu pensamento em fazer-te feliz.br/pesquisa/Detalhe ObraForm. É também uma ótima ocasião para discutir o papel social da literatura. 2012... mangas de vidro.Volume 2 ff uma receita culinária. mas. oralmente. não sabia que eras viúva rica. é importante desenvolver o conceito de polissemia. também se chama de fábula o relato ou a história da peça de teatro: o relato de acontecimentos organizados em uma sequência temporal e causal de ações. No fundo. porta de saída.

Novas demandas. no entanto. mas nada que o sentido geral do texto ou ir de vez em quando ao dicionário não resolva. Casar-se-á. FLORÊNCIA – Não. Carlos passa a fazer chantagem a Ambrósio. que seja freira. é uma peça de teatro do século XIX. ao entrar para uma ordem religiosa). Explique-lhes que O noviço. 2012.do?select_action=&co_obra=2044>. o que traz consigo algumas dificuldades para o leitor do século XXI..] Apresente agora o seguinte resumo da fábula (texto expositivo) de O noviço: Ambrósio. mas como preveni-las? [. O que o trecho a seguir adianta sobre a fábula de peça de teatro O noviço? AMBRÓSIO – Tua filha está moça e em estado de casar-se. professor! Observe que é a indicação cênica “à parte” (para que Florência não ouça) que deixa claro o jogo irônico entre as falas e as intenções de Ambrósio. Atividade 7 Leiamos mais um trecho da peça. no texto. Incentive os alunos a ler essa peça de teatro. apenas por interesse. o convento é tão triste! [... das palavras “legítima” (porção da herança reservada por lei aos herdeiros). Bem sabes que ainda não fizestes inventário..Peça que encontrem as indicações cênicas no texto e que comentem a sua importância.. “demandas” (exigências) e “professar” (fazer votos. a quem abandonara depois de roubar os seus bens. mas ele já era casado com Rosa (na época não havia divórcio). que tem dois filhos – Emília e Juca –.. AMBRÓSIO – É o que eu também digo.br/pesquisa/Detalhe ObraForm. casou-se com Florência. e custa-me tanto aturar procuradores! AMBRÓSIO – Teu filho também vai a crescer todos os dias e será preciso por fim dar-lhe a sua legítima. FLORÊNCIA – Não tenho tido tempo. 42 . encontra com Rosa. em maus lençóis quando Carlos. não quero demandas. e terás um genro que exigirá a legítima de sua mulher. professor! Solicite aos alunos que usem o dicionário para verificar o sentido. Sim. Martins. Ele se vê. e intermináveis demandas. Para você.gov. Carlos fica livre do convento e pode se casar com Emília. mas é preso. mas a verdade termina vindo à tona: Florência fica sabendo do calhorda bígamo com quem se casara. PENA.] AMBRÓSIO – Que dúvida! E eu julgo que podes conciliar esses dois pontos. fazendo Emília professar em um convento. Para você. Não terás nesse caso de dar legítima alguma. jovem que fugira do convento para casar-se com Emília. apenas um insignificante dote – e farás ação meritória.dominiopublico. Tem ele nove anos e será prudente criarmo-lo desde já para frade. AMBRÓSIO – A respeito de teu filho direi o mesmo. Disponível em: <http://www. e desse dia principiarão as amofinações para ti. Acesso em: 8 out. FLORÊNCIA – Coitadinha! Sempre tenho pena dela. Ambrósio foge. de Martins Pena. O noviço.

gênero narrativo e fábula no texto teatral. na produção ou em ambas as situações – permite-nos melhorar o nosso relacionamento com os outros. normalmente. cronistas ou contadores de fábulas ou poetas ou repórteres ou comentadores de programas de televisão ou cientistas etc. Dominar o maior número possível de gêneros – interagindo com eles na recepção. Os textos surgem de acordo com as diferentes atividades do ser humano. Trata-se de uma questão de recapitulação que visa a possibilitar que os alunos tomem consciência dos conteúdos apreendidos. Eles são a forma como a língua organiza-se nas inúmeras situações de comunicação que vivemos na sociedade. Toda manifestação da linguagem ocorre por meio de textos. o que possibilita serem agrupados em gêneros textuais. muito especialmente com a linguagem verbal – aquela que produzimos oralmente ou por escrito –. o conjunto de versos em um poema é denominado “estrofe”. Todos somos seres de comunicação. seguindo o resumo. que não nasce do nada. bem como verificar o uso apropriado que fazem das indicações cênicas. não. na biblioteca ou sala de leitura de sua escola. professor! Esta é a oportunidade de explicar. oralmente. em dupla. escrevam um trecho da peça de teatro. peça a eles que. elaboramos a nossa identidade. mesmo que esse alguém seja nós mesmos –. por exemplo. Para nos comunicar. Atividade 10 Peça aos alunos que encontrem alguns poemas no livro didático que utilizam e os comparem com a fábula da toupeira. tornamo-nos. oportuno material de apoio para a preparação de sua aula. Que diferenças encontram? Para você. ela precisa obedecer a certas regras. Para comunicar. Ao nos dirigirmos a alguém – não importando quem seja. ou seja. é escrito em versos. Qualquer atividade humana está relacionada com a linguagem. seu estilo ou a forma como são construídos. pergunte também: quando alguém lê um poema? Por quê? Atividade 9 Pergunte.1a série .Língua Portuguesa . Explique também o que é rima e ritmo: você encontrará no livro didático adotado. Apenas desejamos que os alunos percebam as diferenças de forma e uso social que constituem os diferentes gêneros. o momento de aprofundar as diferenças entre linguagem 43 . Depois. os conceitos básicos que distinguem o texto poético do texto em prosa. Estamos inundados de gêneros textuais. O texto poético. Os gêneros textuais surgem de acordo com a sua função na sociedade. seus conteúdos. a crônica. Gênero – como a fábula. as diferenças entre fábula. a notícia de jornal – é o nome dado às diferentes formas de linguagem que circulam no nosso dia a dia. Se julgar conveniente.Volume 2 Atividade 8 Solicite que os alunos relacionem os trechos da peça ao resumo. É com esse olhar que desejamos promover esse questionamento. O objetivo dessa atividade é verificar a coerência que os alunos conseguem estabelecer entre o texto que produzem e o resumo da peça. Cada linha de um texto poético é denominada “verso”. entretanto. Já o texto em prosa. poética e linguagem em prosa. brevemente. Este não é. fazemos uso das mais variadas linguagens.

Pessoa: O verbo possui três pessoas: 1a pessoa: aquele que fala. Provavelmente. – Minha filha – disse a mãe –. Nesse caso. certificando-se do aprendizado dos alunos. Modo: a língua portuguesa apresenta três modos verbais. O modo exprime. pessoa). será necessário recapitular os conteúdos específicos sobre o que é verbo e quais as suas principais dimensões morfossintáticas de estudo (número. Para você. Exemplo: “Sei que ele dança axé”. corresponde aos pronomes pessoais ele. corresponde aos pronomes pessoais eu (singular) e nós (plural). Expressa um fato que o enunciador acredita realmente acontecer em referência ao presente. O impostor promete o impossível: basta um nada para confundi-lo. Peça agora que encontrem os verbos na fábula da toupeira. tempo. corresponde aos pronomes pessoais tu (singular) e vós (plural). A mãe colocou-a então à prova: deu-lhe um grão de incenso e perguntou o que era. recapitule o que foi desenvolvido na aula anterior: a importância do contexto na produção do texto oral e o valor do verbo na construção da narrativa. Atividade 12 Considere o jogo teatral feito no momento de “sondagem”. quantos estão diretamente relacionados a atividades de oralidade? E à linguagem escrita (leitura e produção escrita)? Circule pela sala durante as discussões. embora não se trate daquele de quem se fala. Peça aos grupos que façam uma relação dos diferentes gêneros de textos utilizados por eles no dia a dia. É o sujeito (singular ou plural) que determina o número do verbo. Você encontrará reflexões no livro didático adotado. 3a pessoa: aquele de quem se fala. no verbo. utilizamos o verbo flexionado na 3a pessoa. ao passado ou ao futuro. perdeste o olfato. elas (plural). Entre os gêneros selecionados. Número: Os verbos da língua portuguesa admitem dois números: o singular e o plural. Recorrendo às frases feitas.Atividade 11 Divida a classe em grupos de quatro a cinco alunos. além daquelas que abordaremos aqui. a atitude daquele que fala ou escreve em relação ao fato que enuncia: ff Indicativo: o modo da certeza e da realidade. professor! Aproveite a oportunidade para recapitular a concordância verbal e a sua importância na produção de textos de caráter formal. é comum que nos dirijamos àquele(s) com quem falamos por meio dos pronomes de tratamento “você” (singular) e “vocês” (plural). 2a pessoa: aquele com quem se fala. – Um calhau – respondeu a filha. 44 . além de cega. modo. Observação Na língua portuguesa falada no Brasil. ela (singular) e eles. Resposta: Eis a história da toupeira – animal cego – que disse à mãe que estava enxergando.

quando o acontecimento de uma narrativa é anterior ao acontecimento. ff Imperativo: o modo do pedido ou da ordem. Considerando o tempo verbal empregado no exercício anterior podemos concluir que: a) a filha perdeu o olfato no mesmo instante em que a mãe fala. você perde o olfato. b) a filha perdeu o olfato antes de a mãe começar a falar. pretérito e futuro. Os verbos apresentam flexões de tempo tanto no modo indicativo como no subjuntivo. Isso é bem apropriado para o tom de certeza moralizadora. Para você. que se subdividem nos modos indicativo e subjuntivo. Apresente aos alunos estas duas frases: a) – Minha filha – disse a mãe –. Destaque que a ordem “Não faça como a toupeira” aparece de forma implícita. b) – Minha filha – disse a mãe –. além de cega.Volume 2 ff Subjuntivo: o modo da dúvida. Trata-se de um território novo para os alunos. de objetivo a ser alcançado ou mesmo de completa irrealidade.1a série . além de cega. Ou seja. professor! Observe que estamos trabalhando no domínio da estilística do verbo. usamos o pretérito do indicativo. ocorre a mesma coisa. Atividade 14 Vamos nos aprofundar no estudo da ordenação do tempo verbal nas narrativas. você perdeu o olfato. Tudo o que é novo assusta em um primeiro momento. O verbo expressa uma atitude de convite a uma ação. Use das observações feitas acima para orientar-se nessa reflexão. Exemplo: Dance axé. Exemplo: “Duvido que ela dance axé”. É possível que os alunos não forneçam a resposta esperada. O verbo expressa uma atitude de incerteza. em vez de simplesmente entregar a resposta aos alunos. Os gramáticos nos ensinam que há três tempos naturais: presente. Atividade 13 Pergunte: que modo verbal predomina na fábula? O que isso nos revela? Predomina o modo verbal indicativo. por favor! Tempo: o tempo indica o momento em que ocorre o fato expresso pelo verbo.Língua Portuguesa . de intenção. conduza uma reflexão que faça com que eles encontrem as conclusões esperadas. O primeiro impulso do professor é completar o raciocínio. A escolha pelo uso do pretérito transmite a ideia de que a filha perdeu o olfato antes de a mãe começar a falar. Pergunte a eles por que a segunda frase parece estranha ao ouvido. Entretanto. Explique então que. é recomendável que o professor. Atividade 15 Leia em classe o texto expositivo a seguir: 45 . não sendo verbalizada em nenhum momento. sempre que alguém se porta como a toupeira.

e. Pouco a pouco. agora eu jogo pingue-pongue”. deus do vinho. Atividade 18 Em dupla ou trio. Atenas tornou-se o centro dessas manifestações culturais e reuniu autores de toda a Grécia. “Fazer teatro” significava respeitar e seguir o culto a Dionisio. tornou-se. para ser estudado.uol. Dionisio se tornou. c) Dona Rute respondeu: “Estou muito ocupada!” Dona Rute está ocupada ao mesmo tempo em que responde. da vegetação. 46 . Atenas é considerada a terra natal do teatro antigo. pois estão sendo expostas informações sobre o passado. é conhecido.com. Peça aos alunos que identifiquem os verbos do texto que estão no modo indicativo. atingiu. os alunos vão transformar a fábula A toupeira em um texto teatral. o deus do teatro. aprofundado. assim.htm>. que é apropriado para um texto expositivo porque esse é um texto feito para um determinado conhecimento. e 5 a. eram apresentados. levando em conta as características desse gênero textual aqui estudadas. O período entre os séculos 6 a. A ação de divertir-se ocorreu antes do pensamento de Luana. Não pode deixar margem a dúvidas ou incertezas. Atividade 17 Nas sentenças a seguir. reflita com os alunos se o verbo sublinhado faz referência a um fato narrado antes ou ao mesmo tempo que o momento da fala.br/ disciplinas/artes/teatro-grego-diferencas-entrecomedia-e-tragedia. foram se modificando/transformando. reuniu. Disponível em: <http://educacao. b) Luana pensou: “Ontem me diverti muito”. do êxtase e das metamorfoses. surgiu. Foi durante esse intervalo de tempo que a cultura grega atingiu seu auge. também do teatro ocidental.C. d) Dona Rute respondeu: “Estive muito ocupada!” Dona Rute estava ocupada antes de responder. a) Disse-me Paulo: “Como fica claro. significava. cujos textos eram apresentados em festas de veneração a Dionisio. foi.O teatro na Grécia Antiga surgiu a partir de manifestações a Dionisio.C. os rituais dionisíacos foram se modificando e se transformando em tragédias e comédias. A ação de jogar ocorre ao mesmo tempo que Paulo me diz algo. sendo assim. Atividade 16 Solicite que respondam às seguintes questões: ff Qual é o modo verbal dominante no texto? Por que esse modo é apropriado para o texto expositivo? Domina o modo verbal indicativo. se tornou. associados ao presente. 2013. Acesso em: 24 jan. é conhecido como o “Século de Ouro”. é considerada. ff Qual é o tempo verbal dominante? Qual o seu sentido dentro do texto? Dominam os pretéritos do indicativo.

Língua Portuguesa . Estilística da língua portuguesa. o contrário do que a ingênua personagem deseja dizer. Atividade 20 Nossa abordagem do pretérito verbal continua no texto expositivo a seguir. as duas outras receberam agora um tom diferente: como que nos transportamos ao passado. Para você. Atividade 19 Em dado momento da peça de Martins Pena. incentive a encenação dessa peça de teatro. Relembre aos alunos que chamamos de fábula o relato ou a história da peça de teatro: o relato de acontecimentos organizados em uma sequência temporal e causal de ações. fornecendo clareza e segurança na voz. leia com atenção o texto. outro no passado. LAPA. ff compreensão do gênero peça teatral. Ao utilizar “unia” e não “uniu”.1a série . ff fidelidade ao texto-base. São Paulo: Martins Fontes. Veja: ff João almoçava no clube. e vivemos duradouramente os sucessos. mesmo que não haja qualquer proposta moral. que foram criados desveladamente pela princesa”. Enfim. O perfeito marca de modo absoluto o fenômeno passado. Depois. peça que completem o quadro a seguir com as informações do exercício que fizeram: 47 . A primeira oração ainda representa friamente o passado. sem repetição. que eram agora todo o cuidado da princesa”. Incentive o uso do dicionário para tirar as dúvidas de vocabulário. ff Foi o amor que nos unia. sereno. Florência sugeriria que o amor não os une mais. próprio do historiador que narra as coisas sucedidas. o imperfeito sugere ações passadas que se repetem enquanto o perfeito sugere ações que ocorreram no passado. Manuel Rodrigues. 150. A seguir. Oriente a leitura de modo que os alunos identifiquem. ff João almoçou no clube. p. É um tempo objetivo.Volume 2 Os critérios utilizados para a avaliação devem ser: ff criatividade. lemos: “Foi o amor que nos uniu”. 1991. Que diferença faz para a compreensão do texto o uso do perfeito ou do imperfeito no verbo “unir”? ff Foi o amor que nos uniu. temos um pé no presente. sem relação com o presente nem com a pessoa que fala. deixou três filhos ainda meninos. Exemplo: “O príncipe morreu na guerra. no pensamento de Lapa. o que se refere ao pretérito perfeito e o que se refere ao pretérito imperfeito. Qual das duas frases indica uma ação que se repete no passado? João almoçava no clube. professor! Se possível. pela fantasia e pelo sentimento. Modifiquemos agora o período neste sentido: “O príncipe morreu na guerra. deixava três filhos ainda meninos. ff uso apropriado dos tempos verbais. Como vemos.

que foram criados desveladamente pela princesa.. o termo “pretérito imperfeito” nem sequer aparece no texto.”. Leve em consideração que sínteses ou resumos não devem incluir exemplos. Quando dizemos “Era uma vez. Verifique de que forma as conclusões dos alunos sobre o uso de um ou outro tempo no texto traduzem a sua adequada compreensão do fenômeno linguístico. Enfim. Caminhava: pretérito imperfeito Vi: pretérito perfeito Atividade 21 Elabore uma pequena síntese do texto de Rodrigues Lapa. próprio do historiador que narra as coisas sucedidas. que não envolve tanto o leitor como o pretérito imperfeito. pela fantasia e pelo sentimento.. não se aproxima dos contos de fadas para saber “quando” efetivamente ocorreram as ações.. Por causa da dimensão afetiva..] tempo objetivo... professor! O texto do estilólogo Rodrigues Lapa não permite que cheguemos à sua síntese por meio de palavras-chave que se repetem. a menos que tenha determinada razão para isso. temos um pé no presente. a nossa preocupação é destacar a ação que ocorreu nesse passado afetivo. deixou três filhos ainda meninos.” Características do imperfeito Exemplo de uso do perfeito Exemplo de uso do imperfeito Conclusões sobre o uso de um ou outro tempo no texto “O príncipe morreu na guerra. É necessário que o aluno compreenda claramente a oposição “perfeito e imperfeito” e depois aponte o que pertence a cada um desses tempos na fala do autor. O conhecimento estilístico constrói uma ponte entre a dimensão literária e a linguística. O pretérito perfeito é um tempo objetivo. Por exemplo. no qual havia fadas e outros seres fantásticos. Além disso. Um leitor esclarecido. que eram agora todo o cuidado da princesa. 48 .” “como que nos transportamos ao passado.”. outro no passado.” “O príncipe morreu na guerra. mais importante a dimensão emocional do passado do que a sua dimensão cronológica. em vez de “Foi uma vez. Exemplo: Eu caminhava apressada quando vi meu namorado com outra. sem relação com o presente nem com a pessoa que fala [. sereno. um passado mágico. o pretérito imperfeito desenha um cenário dentro do qual ocorre determinada ação pontual.Características do perfeito “marca de modo absoluto o fenômeno passado. o pretérito imperfeito é também mais indicado quando nos referimos a tempos indeterminados. e vivemos duradouramente os sucessos. deixava três filhos ainda meninos. mas para aproximar o acontecido de sua imaginação e memória afetiva. Para você. em que é O ato de caminhar é parte de um cenário dentro do qual ocorre uma ação pontual: ver o namorado com outra mulher.” Resposta pessoal.

O que é que teve/tinha que ser devagar? Se calhar foi/era o universo. Poemas de Álvaro de Campos.. Por isso. passando os verbos que estão no presente do indicativo (destacados) para o passado. Fernando.. Mas o que me preocupou/preocupava foi/ [era esta palavra devagar. Talvez o mundo exterior tenha pressa [demais. 2012.do?select_action=&co_ obra=16598>. 49 . Sim. Talvez a impressão dos momentos seja [muito próxima. Houve/Havia entre quem fui/era e [estive/estava Uma diferença de verbo Que correspondeu/correspondia à realidade... Há entre quem sou e estou Uma diferença de verbo Que corresponde à realidade.. Há entre mim e os meus passos Uma divergência instintiva.br/ pesquisa/DetalheObraForm...Volume 2 Utilize diferentes textos do livro didático para mais exercícios de análise do uso expressivo do pretérito perfeito e imperfeito. Talvez a impressão dos momentos seja [muito próxima. Nesse caso......1a série . devagar. heterônimo de Fernando Pessoa.dominiopublico. Seria interessante visitar as características li- Não Não: devagar. Houve/Havia entre mim e os meus passos Uma divergência instintiva. Devagar. porque não sei Onde quero ir. Talvez a alma vulgar queira chegar mais [cedo.. Quis/queria pensar no que quis/queria dizer Este devagar. Talvez isso tudo... em dupla ou em trio. A verdade mandou/mandava Deus que [se diga. Disponível em: <http://www. Talvez isso tudo. devagar.. A verdade manda Deus que se diga. O que é que tem que ser devagar? Se calhar é o universo.. Mas ouviu alguém isso a Deus?” No poema de Álvaro de Campos.. Atividade 22 Para finalizar. Devagar.... alterem o texto poé­ tico a seguir. Quero pensar no que quer dizer Este devagar. Devagar. tanto por ter ocorrido em um passado que não influiria tão fortemente no presente como por acrescentar-lhe a dimensão pontual de certeza e racionalidade.. “Não: devagar. Mas o que me preocupa é esta palavra [devagar. Talvez o mundo exterior tenha pressa [demais. Mas ouviu alguém isso a Deus?” PESSOA.gov. o predomínio do imperfeito do indicativo delinearia um cenário de vida dentro do qual se realizou uma existência de dúvidas e insatisfação que mantém importantes ecos no momento presente. Talvez a alma vulgar queira chegar mais [cedo. de Álvaro de Campos. Devagar.Língua Portuguesa . apresentaria uma carga mais expressiva do que o uso do pretérito perfeito do indicativo. porque não soube/sabia Onde quis/queria ir. a etapa da vida seria apresentada como algo terminado objetivamente.... propomos que os alunos reunidos. Acesso em: 8 out.. Sim...

Esse é o foco da atividade de avaliação. duas estratégias devem ser levadas em conta no processo avaliativo: a repetição de conteúdos com grau de dificuldade crescente. embora.terárias de Fernando Pessoa para averiguar qual dos dois tempos seria preferido pelo poeta e por quê. tornando o verbo um valor operativo no processo de leitura e escrita. procuraremos compreender o desenvolvimento dos alunos nas seis habilidades identificadas como centrais neste volume. 5. e que se estipulem critérios claros e conhecidos pelos alunos no processo de avaliação. Ao contrário. Isso inclui considerar a palavra na sociedade. Excetuando as duas habilidades iniciais propostas que. 50 . Elas representam parte de uma caminhada que se deseja ver amadurecer. em uma nova abordagem. 2. assim como o aprendizado. para atribuir significados de leituras críticas em diferentes situações. que torna as dúvidas atemporais. 4. competências e habilidades. neste volume. Os gêneros textuais privilegiados. visando mais frente àquilo que desejamos que venha no devido tempo. levando em conta aspectos linguísticos. se desenvolvam melhor no cotidiano da sala de aula. 6. o informativo. o que permite retomar e aprofundar conhecimentos. As quatro primeiras pertencem mais diretamente à esfera da atividade linguística e as duas últimas à esfera da compreensão literária. acreditamos. Identificar o valor estilístico do verbo (pretérito e presente do indicativo) em textos literários. essas habilidades não se desenvolvem de uma hora para outra de forma completa. no entanto. Levando em conta. Observe que o ato de escrita é processual. 3. Adaptar textos em diferentes linguagens. Inferir tese. Por isso. Relacionar textos para encontrar entre eles a intertextualidade temática. deixemos de perceber que a literatura é uma manifestação social da linguagem. visando a amadurecer o processo de interação dos alunos com tais textos. somos inclinados a afirmar que o texto ganha com o uso do pretérito imperfeito. Nela. Construir e valorizar expectativas producentes de leitura. bem como o conceito de adequação social. as demais são contempladas na avaliação final proposta. Iniciar não significa desconsiderar ou fazer de qualquer jeito porque depois “eles” aprendem melhor. a própria forma do presente. Para nós. em nenhum momento. Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário com os contextos de produção e circulação social da arte. O que será avaliado no texto do aluno? Expectativas de aprendizagem e Grade de Avaliação O volume 2 da 1a série do Ensino Médio é ainda um momento de inícios. históricos e sociais. tema ou assunto principal em um texto a partir da síntese das ideias principais. avançando em todas as direções cronológicas. algumas competências e habilidades se destacaram: 1. significa orientar. por exemplo. Naturalmente. o expositivo e o literário são os mesmos do volume anterior. E o que desejamos que venha? Desejamos que nossos alunos desenvolvam-se como cidadãos autônomos no que diz respeito à leitura e à escrita.

O asno ficou nu. mas resolveu. II Um asno que usava a pele de um leão começou a causar terror entre os outros animais. do?select_action=&co_obra=5236>. Mas bateu um vento forte e a pele voou para longe. Mas a raposa esperta. levá-lo para testar. então. aqueles relacionados ao uso expressivo do verbo e da construção social da instituição literária. Este então 51 . na construção de competências de ação linguística: ler e escrever. então. do?select_action=&co_obra=5236>. O homem.1a série . afastan­ do-se dos demais companheiros.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm. quis dar-lhe também um susto. é a capacidade que os alunos têm de utilizar o conhecimento construído para aplicá-lo com bom êxito em outras situações de aprendizado. ESOPO. antes. III Um homem estava desejoso de comprar determinado asno. Neste caso. dominiopublico. Tanto o texto expositivo como o literário fazem bom proveito dos títulos. Parece-nos apropriado utilizar uma fábula como ponto de partida. ESOPO. Acesso em: 8 out. devem revelar que os alunos entraram no assunto bem. Traduzido especialmente para esta obra. Mas o animal em pouco tempo se aproxima do mais preguiçoso e guloso deles. Fábulas. Traduzido especialmente para esta obra. E ali ficou. Disponível em: <http://www. busca-se o avanço da apropriação de tais conhecimentos e habilidades.Língua Portuguesa . O que é autonomia? Neste contexto. Para muitos. Acesso em: 8 out. a pergunta a fazer é: houve avanços em relação ao volume 1? Um avanço importante é a relação do leitor com o título da obra. 2012.gov. com segurança e autonomia.br/pesquisa/DetalheObraForm. um título é apenas uma perda de tempo. Todos. Pôs-lhe um cabresto e colocou-o no meio dos outros asnos que possuía. É importante perguntar: como os alunos reagem diante dessa parte do texto? Os conhecimentos e as habilidades que surgem agora pela primeira vez.Volume 2 No que diz respeito a conhecimentos e habilidades que retomam diretamente o volume anterior. disse-lhe: “Eu teria levado um susto se não tivesse te ouvido zurrar”. dominiopublico. amarrou-lhe uma corda ao pescoço e devolveu-o ao dono. Disponível em: <http://www. uma vez que ela foi um dos últimos gêneros literários trabalhados em sala de aula. Fábulas. correram para cima dele e lhe deram a maior surra. 2012. escapando de toda e qualquer labuta. Proposta de questões para aplicação em avaliação 1. Quando viu uma raposa. Qual das cinco fábulas a seguir é a mais apropriada para o título O homem que desejava comprar um asno? I Um asno pusera por cima do corpo uma pele de leão e todos passaram a crer que realmente se tratava de um leão: homens e animais fugiam dele. que o tinha visto zurrar.

Disponível em: <http://www. IV Lá vai um homem para a feira com um cavalo e um asno.gov. Observe o trecho a seguir da fábula IV da questão 1: “Um homem tinha um cavalo e um asno. tema ou assunto principal em um texto a partir da síntese das ideias principais. Fábulas. Fábulas. agora que estou vendo como você paga a sua fartura!” ESOPO.gov. ESOPO. 3. do?select_action=&co_obra=5236>. Acesso em: 8 out. e o asno. Disponível em: <http://www. orgulhoso. poucos passos depois. quando o mesmo asno selvagem vê o seu amigo domesticado carregando pesada carga no lombo. pois rapidamente vi que ele se parece com o companheiro que escolheu”. dando-se conta de seu triste destino. Enquanto caminhavam juntos. O cavalo.” V Uma vez.]. d) As astúcias dos maus não atingem o sensato. meu amigo! Bela e regalada vida você tem! Tudo com fartura!” Mas. quando caminhavam juntos por uma estrada [. agora. ao que o homem respondeu: “Nem precisei testá-lo. 2. Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: inferir tese. o asno pede ao cavalo: “Se minha vida é importante para você. carrego tudo em dobro e até mesmo o morto!” ESOPO. O cavalo. Acesso em: 8 out. Releia a fábula correspondente ao item V da questão anterior. um asno selvagem viu um asno domesticado.gov. 52 .br/pesquisa/DetalheObraForm. dominiopublico. apanhando do dono. Traduzido especialmente para esta obra. como também o animal morto. exclamou: “Puxa! Não tenho inveja da vida que você tem. Traduzido especialmente para esta obra. Qual a moral mais adequada à narrativa? a) Não devemos invejar as vantagens que nos expõem ao sofrimento. Habilidades principais de leitura/escrita a serem desenvolvidas: construir e valorizar expectativas producentes de leitura. Imediatamente. Acesso em: 8 out. Disponível em: <http://www. do?select_action=&co_obra=5236>. ignorou-o. 2012. Traduzido especialmente para esta obra. algum tempo depois. o inimigo se faz pequeno diante de nós. c) Somos julgados por nossas companhias. ainda por cima. dominiopublico. ajude-me a carregar este meu pesado fardo”.perguntou se a experiência valera a pena. felicitou-o por sua pança redonda: “Você é feliz.br/pesquisa/DetalheObraForm.. b) Para nos destruir mais. caiu morto. numa linda manhã de sol. e) A cada um sua própria condição. O dono então resolve acrescentar às costas do cavalo não só a carga do asno. 2012.. 2012. do?select_action=&co_obra=5236>. dominiopublico. Um dia.br/pesquisa/DetalheObraForm. lamenta: “Como sou infeliz! Que destino triste eu tive! Não quis ajudar ao asno e. Fábulas.

53 . Rubem. Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário com os contextos de produção e circulação social da arte.Volume 2 O uso do pretérito imperfeito tem que função expressiva no texto? a) Determina de modo objetivo o momento cronológico em que as ações ocorreram.Língua Portuguesa . explique o que é literatura e qual a sua importância na sociedade. pente para se pentear – e __________________ (trazer) seu coração de Mãe que imediatamente se pôs aflito achando que o menino estava muito longe e o mar estava muito forte. p. muito elegante em seu short. batendo papo com um amigo. d) Dá maior frieza à narrativa. este trecho da crônica Mãe. 5. com atenção. Nova Fronteira. Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: identificar o valor estilístico do verbo (pretérito e presente do indicativo) em textos literários. E o mundo _______________ (ser) inocente. 57. Observe as informações do quadro a seguir: Resposta esperada: observe a argumentação construída pelos alunos para defender a sua ideia. de Rubem Braga. 3 – Obra poética em um volume – CECÍLIA MEIRELES. A cidade e a roça. revista para ler. Com base nessas informações. e mais ainda em seu maiô. o pai _______________ (fumar) um cigarro na praia. b) Desenha um fundo no qual ocorre determinada ação: a morte do asno e o aumento da carga do cavalo. para atribuir significados de leituras críticas em diferentes situações. uma esteirinha para se esticar. Nova Aguilar. 4. na manhã de sol. Os mais vendidos do mês de JUNHO 1 – Fábulas – ESOPO. e complete-o com os tempos verbais apropriados dos verbos entre parênteses: O menino e seu amiguinho ____________ (brincar) nas primeiras espumas.1a série . 2 – O caçador de pipas – KHALED HOSSEINI. Certifique-se de observar o quanto os alunos amadureceram a habilidade de compreender a literatura como sistema social em que se concretizam valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional e internacional. L&PM. e) É mais interessante porque valoriza mais a língua portuguesa no uso correto das normas gramaticais. Rio de Janeiro: Editora do Autor. Foi então que ______________ (chegar) a Mãe (esta crônica é modesta contribuição ao Dia das Mães). c) Reforça a ideia de que o homem gostava muito de seus animais. BRAGA. tornando-a mais literária. Leia. tornando-o um valor operativo no processo de leitura e escrita. 1964. óleo para a pele. Trouxe óculos escuros.

Lembre-se de que a apropriação dessas habilidades não é um processo que ocorre rapidamente. fumava. Em relação aos conteúdos não dominados pela maioria da turma. de acordo com as necessidades específicas de sua turma. as competências e as habilidades que não foram apreendidos pela maioria da turma e quais os alunos que não se apropriaram de grande parte do que foi trabalhado. vendo-a como sistema social complexo. que neste volume aproximou-se da habilidade de sintetizar textos. Essa tabulação revelará quais os conteúdos. chegou. Proposta de situações de recuperação As propostas de Situações de Recuperação podem ser elaboradas com base na verificação da aprendizagem. acompanhado 54 . construiu a principal ponte entre a dimensão literária e linguística no volume em que começamos a operacionalizar nossos conhecimentos de literatura. A mesma coisa ocorre com a inferência de tese. que conteúdos você: 1.Resposta esperada: brincavam. Durante este volume. tornando seu valor operativo no processo de leitura e escrita. era. competências e habilidades trabalhados no volume (você pode compô-lo a partir dos elaborados para este Caderno) e um pequeno questionário que deverá ser respondido com base nesse quadro. gostou de estudar? Por quê? 2. de preferência uma crônica. Por outro lado. neste momento é importante que cada aluno faça uma autoavaliação da própria aprendizagem. achou que foram pouco interessantes? Por quê? 3. elabore novas estratégias de leitura e escrita em textos expositivos. trouxe. tema ou assunto principal em um texto. Caso você verifique (depois de retomar esses conteúdos de maneira diferente das que usou ao longo deste volume) que alguns alunos ainda não conseguiram incorporar os conceitos e conteúdos especificados. tornando o verbo um valor operativo no processo de leitura e escrita. Ele leva tempo e exige que os alunos avancem em sua maturidade. Além dos instrumentos de avaliação desenvolvidos por você. Utilize esse quadro e os resultados das avaliações aplicadas por você para elaborar estratégias de recuperação imediata. compreendeu tão bem que poderia explicá-los para um colega sem problemas? 4. auxilie-os a realizá-la oferecendo um quadro com conteúdos. Como isso nem sempre é um procedimento já apropriado pelos alunos. entre outras questões. considera que deveriam ser explicados de novo porque não conseguiu entendê-los bem? Organize um quadro para tabular as respostas. informativos e literários. incluindo a valorização de expectativas de leitura e a intertextualidade temática. propomos que solicite a eles que tragam um texto literário. Habilidade principal de leitura/escrita a ser desenvolvida: identificar o conceito de adequação social. identificar o valor estilístico do verbo (pretérito e presente do indicativo) em textos literários.

Comédia romântica que se passa em 1593. interessante para ilustrar a Situação de Aprendizagem 4. ganham os que aprendem e os que ensinam. Filmes Poderosa Afrodite Comédia com Woody Allen. Peça também que comentem o valor literário dessa crônica. Mira Sorvino e Helena Bonham Carter. Inconformado com a realidade da mãe de seu filho. Também é necessário identificar os alunos que não dominam a maior parte do que foi trabalhado e organizar um roteiro de estudos pessoais para eles. Oito anos depois de adotar um bebê. Antes de propor novos estudos. EUA. no caderno. São Paulo: Cortez. quando ele se apaixona por lady Viola. 14 anos. Os que aprendem terão o conteúdo visto pelos olhos de alguém mais próximo deles que o professor. 122 min. o pai adotivo procura a mãe biológica da criança e descobre que ela é uma prostituta decadente e burra. Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema Se for conveniente. não conseguindo buscar entusiasmo para escrever uma nova peça teatral. Estudo atualizado sobre o gênero e o tipo 55 . O filme mostra características do teatro grego. que se dê atenção às dificuldades gerais da classe para trabalhar com elas ao longo do próximo volume. Direção: John Madden. Direção: Woody Allen. no entanto. É importante.Volume 2 de uma breve análise escrita por eles. Livros BAZERMAN. tipificação e interação. Nessa interação. quais as reais dificuldades encontradas e peça que as revejam para verificar se as dúvidas foram solucionadas após as atividades de recuperação. verifique se os alunos dispõem. o professor pode usar os seguintes recursos para aprofundar o assunto da aula: Shakespeare Apaixonado Com Joseph Fiennes e Gwyneth Paltrow. 2005. o homem decide ajudá-la a abandonar o submundo. definindo o que é literatura a partir desse texto. ao responder ao questionário. começa a viver sua própria aventura de amor. Não hesite em formar grupos de estudos com esses alunos e aqueles que declararam. Mas. 1998. 95 min. no qual devem identificar o gênero do texto e analisar o uso expressivo de cinco verbos (no pretérito) encontrados no texto. EUA/Inglaterra. nos apontamentos. das anotações necessárias para fazer os trabalhos indicados. Peça que identifiquem. em um parágrafo de até dez linhas.1a série . os que ensinam reorganizarão seus conhecimentos de tal maneira que estes ficarão mais firmemente incorporados.Língua Portuguesa . que sabem tão bem o assunto que poderiam explicá-lo aos colegas. 14 anos. Charles. O jovem Will Shakespeare depara-se com um bloqueio da criatividade. Gêneros textuais. 1995. porém. com uma linguagem que compreenderão mais facilmente.

DIONÍSIO.br/aloescola/literatura/croni cas/origem.htm>.com. <http://www. TV Cultura Informações sobre a história e a estrutura de uma crônica. M. como. Indica os passos para escrever uma crônica. Design para quem não é designer: noções básicas de planejamento visual. Livro didático É importante também valorizar o livro didático.textual e a sua dimensão pedagógica.tvcultura. voltando o olhar para textos que tenham especial foco na interação. com qualidade variada. em especial em séries/anos mais adiantados. Aprofunda-se na aparência das páginas impressas e eletrônicas. Sites Releituras Este site tem grande variedade de textos literários e biografias de autores da literatura em língua portuguesa. Traz informações que ajudam a analisar uma crônica.tvcultura. São Paulo: Callis. por exemplo. Artigos diferentes. WILLIAMS. 2002..htm>. tvcultura.br/aloes cola/literatura/cronicas/desvendando. Disponível em: <http://www. P. tais como tipo da letra e do papel e a impressão produzida nos leitores. Acesso em: 8 out. 2012..com. Gêneros textuais & ensino. br/aloescola/literatura/cronicas/facasuacroni ca. Disponível em: <http://www.com>. MACHADO. Concentra-se nas relações entre aspectos formais do suporte textual. A. procuram trazer o tema do gênero para o espaço escolar. Disponível em: <http://www. (Org. no que respeita à funcionalidade e estética. Disponível em: <http://www.com. 56 . Acesso em: 8 out. ao iniciar a discussão do tema proposto. textos com diálogos. releituras. 2012. tvcultura. BEZERRA.). Acesso em: 8 out. 2012. Acesso em: 8 out. portanto. peça aos alunos para usarem seus livros para pesquisa sobre o tema. Apresenta crônicas dos principais autores nacionais do gênero. A. 2005. A.htm>.br/aloescola/literatura/cronicas/ galeria. R. Robin. Rio de Janeiro: Lucerna. Acesso em: 8 out. 2012.htm>. 2012.com.

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