P. 1
Apostila - Balanceamento de Rotores

Apostila - Balanceamento de Rotores

|Views: 9|Likes:
Publicado porGabriel de Castro

More info:

Published by: Gabriel de Castro on Sep 19, 2013
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

12/14/2013

pdf

text

original

Sections

  • RESUMO
  • CAPÍTULO 1. NECESSIDADE DE BALANCEAMENTO
  • 1.1. Introdução
  • 1.2. Necessidade do Balanceamento
  • 1.3. Origens do Desbalanceamento
  • 1.4. Algumas Causas de Desbalanceamento
  • 1.1.1. Tolerâncias de Fabricação
  • 1.1.2. Práticas de Oficina
  • 1.1.3. Operação Normal
  • 1.1.4. Desgaste e Erosão
  • 1.1.5. Resumo
  • 1.5. Efeitos e Tipos de Desbalanceamento
  • 1.6. Rotores Rígidos e Rotores Flexíveis
  • CAPÍTULO 2. TÉCNICAS DE BALANCEAMENTO
  • 2.1. Balanceamento Dinâmico
  • CAPÍTULO 3. QUALIDADE DE BALANCEAMENTO
  • 3.1. Introdução
  • 3.2. Quantificação do Desbalanceamento
  • 3.3. Exemplo de Uso da Norma ISO 1940/1
  • 3.4. Avaliação do Desbalanceamento pela Vibração
  • CAPÍTULO 4. BALANCEAMENTO COM BALANCEADORAS
  • 4.1. Introdução
  • 4.2. Como especificar?
  • 4.3. Comparação entre Balanceadoras Duras e Moles
  • CAPÍTULO 5. BALANCEAMENTO DE CAMPO
  • 5.1. Introdução
  • 5.2. Método dos 3 Pontos
  • 5.3. Método Vetorial de Um Plano
  • 5.4. Balanceamento Vetorial de 2 Planos
  • CAPÍTULO 6. SOFTWARES DE BALANCEAMENTO DE CAMPO
  • 7.1. Referências
  • 7.2. Introdução
  • 7.3. A Correção
  • 7.4. Desbalanceamento Magnético
  • 7.5. Perturbações Hidráulicas na Turbina
  • 7.6. Limites e Critérios de Vibração em Turbinas
  • 7.7. Práticas de Balanceamento de Unidades Geradoras
  • 7.7.1. Instrumentação
  • 7.7.2. Tipos de Balanceamentos
  • 7.7.3. Formas de Balanceamento:
  • 7.8. Considerações Finais
  • 1. Sinopse
  • 2. Correção Automática do Desbalanceamento
  • 4. Aplicações do Balanceamento Ativo
  • 5. Exemplos de Aplicação
  • 5.1. Fabrica de Cimento
  • 5.2. Siderúrgica (USStell)
  • 6. A Tecnologia SKF

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento

CURSO

BALANCEAMENTO DE ROTORES

Engº Ricardo Damião Góz Engº Thadeu Carneiro da Silva

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento

CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES

SUMÁRIO
RESUMO................................................................................................................................ 4 CAPÍTULO 1. NECESSIDADE DE BALANCEAMENTO........................................................... 5 1.1. Introdução ................................................................................................................ 5 1.2. Necessidade do Balanceamento........................................................................... 5 1.3. Origens do Desbalanceamento ............................................................................. 6 1.4. Algumas Causas de Desbalanceamento.............................................................. 6 1.1.1. Tolerâncias de Fabricação............................................................................... 7 1.1.2. Práticas de Oficina ............................................................................................ 7 1.1.3. Operação Normal ............................................................................................. 8 1.1.4. Desgaste e Erosão ............................................................................................. 9 1.1.5. Resumo ............................................................................................................... 9 1.5. Efeitos e Tipos de Desbalanceamento ................................................................... 9 1.6. Rotores Rígidos e Rotores Flexíveis ....................................................................... 12 CAPÍTULO 2. TÉCNICAS DE BALANCEAMENTO ............................................................... 14 2.1. Balanceamento Dinâmico .................................................................................... 14 CAPÍTULO 3. QUALIDADE DE BALANCEAMENTO ............................................................ 18 3.1. Introdução .............................................................................................................. 18 3.2. Quantificação do Desbalanceamento................................................................ 18 3.3. Exemplo de Uso da Norma ISO 1940/1 ................................................................ 19 3.4. Avaliação do Desbalanceamento pela Vibração ............................................. 19 CAPÍTULO 4. BALANCEAMENTO COM BALANCEADORAS............................................. 22 4.1. Introdução .............................................................................................................. 22 4.2. Como especificar?................................................................................................. 22 4.3. Comparação entre Balanceadoras Duras e Moles ............................................ 22 CAPÍTULO 5. BALANCEAMENTO DE CAMPO .................................................................. 24 5.1. Introdução .............................................................................................................. 24 5.2. Método dos 3 Pontos.............................................................................................. 25 5.3. Método Vetorial de Um Plano ............................................................................... 27 5.4. Balanceamento Vetorial de 2 Planos ................................................................... 32 CAPÍTULO 6. SOFTWARES DE BALANCEAMENTO DE CAMPO......................................... 35 CAPÍTULO 7. CARACTERÍSTICAS DE UNIDADES GERADORAS PARA O BALANCEAMENTO ..................................................................................................................... 36 7.1. Referências ............................................................................................................. 36 7.2. Introdução .............................................................................................................. 36 7.3. A Correção ............................................................................................................. 39 7.4. Desbalanceamento Magnético............................................................................ 40 7.5. Perturbações Hidráulicas na Turbina.................................................................... 43 7.6. Limites e Critérios de Vibração em Turbinas........................................................ 44 7.7. Práticas de Balanceamento de Unidades Geradoras........................................ 47 7.7.1. Instrumentação................................................................................................ 47

Página 2 de 66

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento

CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES
7.7.2. Tipos de Balanceamentos .............................................................................. 49 7.7.3. Formas de Balanceamento: ........................................................................... 49 7.7.4. Métodos de Cálculo de Balanceamento de Campo .................................. 49 7.8. Considerações Finais ............................................................................................. 58 ANEXO - USO DE BALANCEAMENTO ATIVO NA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE MANUTENÇÃO E DE CONFIABILIDADE ............................................................................. 61 1. Sinopse ...................................................................................................................... 61 2. Correção Automática do Desbalanceamento ..................................................... 61 3. Operação de um Sistema de Balanceamento Ativo ........................................... 61 4. Aplicações do Balanceamento Ativo.................................................................... 62 5. Exemplos de Aplicação .......................................................................................... 62 5.1. Fabrica de Cimento ........................................................................................... 62 5.2. Siderúrgica (USStell) ........................................................................................... 63 6. A Tecnologia SKF...................................................................................................... 64

Página 3 de 66

o retorno financeiro com a aplicação da Análise de Vibração é de 10 a 30 vezes. ou seja. onde coexistem várias filosofias com nomes sugestivos: Manutenção Preditiva.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES RESUMO O estudo da vibração trata das respostas dos sistemas mecânicos às excitações dinâmicas a que é submetido. uma das conseqüências diretas mais eloqüentes é financeira. Em alguns outros países. faz o diagnóstico da vibração. fala-se em 20 a 50 vezes. Monitoramento das Condições. Página 4 de 66 . O som de uma fanfarra incidindo em um painel. Este curso visa estabelecer os principais critérios e parâmetros que deverão ser observados durante o balanceamento de Unidades Geradoras de eixo vertical. e pela tendência (amplitude e evolução) da vibração se faz a avaliação da severidade das condições mecânica da máquina. a redução do imobilizado em estoques. no primeiro ano de implantação. das condições atuais dos defeitos. Excitação dinâmica é qualquer esforço não constante. de modo aleatório ou regular. o que facilita seu balanceamento e assegura a inexistência de fenômenos pertinentes às máquinas de alta rotação. o analista identifica a causa. cujas freqüências de rotação são inferiores às freqüências críticas. O comportamento vibratório de uma máquina depende muito de seu projeto e de sua montagem. a maior produtividade. etc. menor Estoque. No Brasil. Na aplicação desta análise no monitoramento de máquinas. Falha Zero e outros que lembram maior Vida Útil. Dinâmicas porque são variáveis no tempo e podem ou não ter um conteúdo de freqüências bem definido. maior Disponibilidade. Com qualquer nome. A redução significativa dos custos de manutenção. varia tempo. Manutenção Pró-Ativa. a água fluindo dentro de um rotor de turbina são exemplos reais de excitações dinâmicas. Manutenção “Just-in-time”. Os resultados desta análise são aplicados diretamente em muitas técnicas de manutenção. de médio e grande porte.

seja para o rotor da turbina do avião.. formado por alguns desequilíbrios de massa. ambos perigosos e respeitáveis. Reduzir a vida útil é um prejuízo. do beneficio gerado e das técnicas mais usuais. mas é também um custo que aparecerá discretamente. eixos. quebra de partes. invisíveis aos usuários das boas máquinas. Neste texto. Também há o aumento do consumo de energia com o aumento da vibração. NECESSIDADE DE BALANCEAMENTO 1. etc. tanto financeiro como na imagem do produto e da equipe. desconforto. A maioria dos usuários não valoriza suficientemente o balanceamento. blocos. aumento de refugos. o toque final de todo bom projeto. As pequenas diferenças devido às tolerâncias de fabricação são compensadas no ato de balancear. . As outras conseqüências do desbalanceamento são mais imediatas: perda de qualidade.. ruído. suportes. mesmo sendo pequenas. Quase dispensável é referenciar ao custo progressivo destes efeitos. uma redução de sua vida útil.1. vibração. magnéticas. Curiosamente os especialistas e as máquinas balanceadoras se tornam transparentes. As forças geradas no desbalanceamento. Página 5 de 66 .R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES CAPÍTULO 1. a discussão será restrita aqueles esforços passíveis de eliminação pelo balanceamento. prevê-se os níveis admissíveis de esforços em todas as suas partes. Quando uma máquina é projetada. parafusos . Uma fonte comum de esforços dinâmicos em máquinas é o desbalanceamento. Apresentar-se-á também a norma internacional que recomenda a qualidade de balanceamento para cada caso. 1.. inerciais. no mínimo. Estes esforços previstos são em parte estáticos e em parte dinâmicos. Necessidade do Balanceamento Um rotor em rotação gera esforços dinâmicos que se propagam às partes da máquina que o suportam. eles se mantêm atentos ao desbalanceamento que de fato é altamente pemicioso para o maquinário. parada de produção. Introdução Neste módulo trata-se do balanceamento de rotores. Nos itens seguintes se tratará especificamente do balanceamento rotativo de rotores rígidos. quais sejam: mancais. acidentes. a técnica mais importante na linha de fabricação de elementos que giram. qualquer pessoa verifica que sempre é necessário e econômico manter os rotores dentro dos limites estabelecidos do balanceamento. à roda do carro. O balanceamento é o respaldo.2. Não serão tratadas aqui as forças giroscópicas. aumentam o trabalho das partes da máquina ocasionando. Sem nenhum esforço. ao rotor da furadeira ou aos eixos da máquina de costura..

como na Ilustração 1.1 – Diferença entre o eixo de rotação e o eixo de inércia 1. Assim. gerando desbalanceamento.inclusões e ou vazios em peças forjadas ou fundidas.4.3. do eixo de rotação . o projetista otimiza as funções.EPI. Cada erro de massa que ocorre em um rotor provoca mudança de posição do centro de gravidade da secção transversal que contém o erro. o resultado será sem duvida uma máquina boa. Mancais e ou acoplamentos não concêntricos. As fontes mais comuns de desbalanceamento são: • • • • • Configuração assimétrica. Distorções permanentes devido a efeitos térmicas ou a esforços. O somatório destes desvios é o afastamento do eixo principal de inércia . Mas são inevitáveis as as simetrias.1. a massa do rotor não estará perfeitamente distribuída ao redor do eixo de rotação. desgaste ou corrosão. Incrustações.ER. Algumas Causas de Desbalanceamento Entender as causas do desbalanceamento é importante para poder corrigir o problema. Fundição e ou usinagem excêntricas . Página 6 de 66 . Origens do Desbalanceamento Desde a de concepção da máquina. Ilustração 1. a performance e a fabricação de sua idéia. ou seja. Somam-se ainda as imperfeições da matéria prima e da montagem.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES 1. Qualquer um destes erros ou uma combinação deles destruirá a condição de perfeita distribuição de massa em tomo do eixo de rotação do rotor. os desvios dimensionais e os desvios de forma.

Acoplamento O resultado com certeza é desbalanceamento com vibração alta.1.2. 1. Lógico que existem diferenças na aplicação desta idéia.1. Alguns admitem que a meia espessura da chaveta deva cobrir a extensão do rasgo. algumas causas que levam uma máquina ao Tolerâncias de Fabricação A construção da máquina não garante o balanceamento de suas partes.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Um balanceamento pode ser um esforço perdido se as causas não forem controladas. 1. Os processos de usinagem não garantem peças circulares nem furos concêntricos. Falta de cuidados básicos criam desbalanceamentos às vezes graves. o balanceamento no final da montagem pode corrigir o conjunto dentro das tolerâncias exigidas. Ilustração 1. Quando as partes são balanceadas individualmente é necessário usar a meia chaveta para compensar a massa da chaveta que será usada na montagem final. Outros consideram que deve apenas ter o comprimento do cubo do acoplamento. Necessitando de mais arruelas. os parafusos antes combinados foram trocados de posição ficando um curto de um lado e um mais longo do outro. Rotores fundidos podem ter materiais não uniformes e ou com falhas internas. O acoplamento mostrado abaixo é um exemplo terrível de erros de procedimentos.1. Se os desvios não forem grandes. Página 7 de 66 . Este texto comenta desbalanceamento. Na desmontagem. Práticas de Oficina Alguns procedimentos do pessoal de manutenção podem comprometer o balanceamento das partes.2 .

Além da redução da eficiência. Muitas vezes isso não causa vibração forte. Para tentar balancear a máquina. A inspeção das pás mostra arestas rugosas com depósito de materiais. a não ser aquela que a massa não mude com o conjunto montado.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Não existe uma resposta ótima para isso.1. Ilustração 1.4 .Ventilador axial de Ø760 mm A Ilustração 1. mostra a aresta da pá. parafusos prisioneiros são colocados em furos apropriados. Eles não podem mais ser removidos. é comum a incrustação de pó ou detritos nos rotores de ventiladores e bombas. houve o desbalanceamento do mesmo. os parafusos devem ser travados definitivamente.3. Pode ser uma deformação na rosca por um punção. 1.5. O procedimento de limpeza pode ser mais difícil em função do material incrustado. Ilustração 1. Quando o conjunto está balanceado. A Ilustração 1. em close. um procedimento simples. até que a incrustação se solte e crie um forte desbalanceamento. Operação Normal Durante o uso normal.3 – Roda de Balanceamento Definitivo O esquema acima mostra um tipo de roda de balanceamento definitivo instalada em várias máquinas.4 mostra um ventilador axial de Ø760 mm e o detalhe abaixo. Página 8 de 66 .

Antes de decidir balancear a máquina. é recomendável efetuar uma inspeção para determinar a causa e definir o procedimento a ser tomado.5.1.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 1. Ou seja. Resumo São muitas as causas do desbalanceamento. 1. A inspeção facilita a correção e impede erros futuros. Desgaste e Erosão Desgaste e erosão danificam e provocam o desbalanceamento do rotor. Principalmente em ambientes corrosivos ou sujeitos à cavitação. existirão pontos pesados aleatórios distribuídos pelo rotor.5. de acordo com as propriedades do material. aumentando a confiabilidade da máquina. 1.6 – Rotores danificados 1.5 – Aresta da Pá do Ventilador De vez em quando aparece uma idéia criativa. Alguém limpou um ventilador de caldeira com cascas de nozes. Ilustração 1.4.1. A incrustação marinha também é uma causa comum em embarcações. Outra idéia é aplicar água fria pressurizada no rotor incrustado e quente. Por exemplo: Página 9 de 66 . Efeitos e Tipos de Desbalanceamento Os inevitáveis erros de massa criam regiões de concentração de massa fora do eixo de rotação do rotor.

A Ilustração 1.7 mostra em um exemplo acadêmico. Se o rotor for um rolo batedor ou um eixo de excêntricos. É possível apenas determinar as forças que o rotor exerce sobre os mancais.mm. porém nos casos comuns elas são medidas.65 g. As amplitudes e posições relativas das forças são conhecidas e as resultantes podem ser calculadas e suas posições angulares referenciadas a uma marca fixa no rotor. Não é possível determinar a posição exata de cada ponto pesado no rotor tanto pelas pequenas dimensões dos erros como pelo fato do rotor estar em rotação. representam o efeito do desbalanceamento de todo o rotor.7.02 g localizado a 100 mm do centro ou 2 g. a combinação dos efeitos de 4 pontos pesados na formação das resultantes de desbalanceamento de um rotor. São forças centrífugas radiais atuantes no rotor e transmitidas aos mancais.0653 g a 10 mm do centro no lado oposto da secção ou 0. A combinação de todas as forças dinâmicas geradas pelos pontos pesados cria em cada mancal uma força resultante. Ilustração 1.7 – Exemplo de formação das resultantes do desbalanecamento Na Ilustração 1.mm. cuja intensidade e direção dependerão das posições dos pontos pesados. b) Uma bolha de Ø = 2 mm a 20 mm do centro de rotação em um rotor de aço cria um ponto pesado de 0. Estas resultantes são características do rotor e giram solidárias com ele.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES a) Uma fatia de 2 kg do rotor com empenamento de 1 µm equivale a um ponto pesado de 0. as resultantes poderão ser calculadas e corrigidas. As resultantes R1 e R2 atuam sobre os mancais. Página 10 de 66 . os pontos pesados geram as resultantes R1 e R2 que o rotor aplica nos mancais.

como ilustrado no desenho maior da Ilustração 1. porém não impossíveis de acontecer. tentando girar o rotor Página 11 de 66 . estes dois casos limites não ocorrem na realidade. Estes dois casos limites estão mostrados nos detalhes a e b da Ilustração 1. cruzando com este exatamente no CG do rotor. mas no lado diametralmente oposto. iguais ou não. em uma engrenagem ou polia grande e fina.8 – Relação entre EPI. As duas resultantes terão módulos iguais e direções defasadas de 180º. que podem ser combinadas em uma única ‘Força Resultante’. Por exemplo. Porém. Quando em rotação.8. O EPI estará inclinado em relação ao ER. E o resultado da concentração de pontos pesados em uma geratriz do rotor. mas são geradas por um só conjunto de forças. mas defasados de 180º. pode-se dizer que cada resultante está na direção do desvio do eixo principal de inércia EPI e o módulo proporcional ao tamanho deste desvio. O EPI estará paralelo ao ER e as duas resultantes serão iguais em módulo e direção. se for do tipo do 2º caso o movimento orbital das duas extremidades serão também circulares. metade deles concentrados em uma extremidade e a outra metade na outra extremidade.8. é quase certeza a ocorrência do primeiro caso. Ilustração 1. São situações limites. do tipo ‘mg’. Conceitualmente. Este rotor tem uma força resultante e mesmo quando plotado terá uma força gravitacional.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES R1e R2 atuam em planos diferentes. fixada no centro de um eixo bi-apoiado. 2º Caso: os pontos pesados estão divididos igualmente. um rotor com o EPI paralelo ao ER (1º caso limite) gera duas resultantes iguais em módulo e direção. R1 e R2 e os casos limites. Um rotor enquadrado no 1º caso apresentará em movimento uma tendência de vibração em órbita circular em fase nas duas extremidades. assim seus módulos e direções podem ser quaisquer. É lógico. podem-se imaginar duas situações características: 1º Caso: os pontos pesados estão distribuídos uniformemente em uma linha paralela ao eixo de rotação. Como os módulos e as direções de R1 e R2 podem ser quaisquer.

Este é chamado Desbalanceamento Dinâmico Puro. Quanto maior a flexibilidade dos mancais mais o rotor podem ser considerados rígidos. o efeito do desbalanceamento somente aparece na rotação do rotor.9 mostra em escala exagerada as deformações um rotor flexível e sua transformação em rotor rígido com o aumento da flexibilidade dos mancais. A palavra rígido neste texto é usada em termos reais. Rotores Rígidos e Rotores Flexíveis Foi dito nos itens anteriores que os pontos pesados geram forças centrífugas na rotação rotor e que estas forças se somam vetorialmente produzindo as resultantes R1e R2. Tudo isto somente é válido. Convêm reafirmar que os comentários feitos nesta unidade e os próximos da Unidade 2 a seguir. se os planos radiais que contém cada uma das forças permanecerem imóveis um em relação ao outro. só se aplicam a rotores rígidos inclusive os rígidos no sentido da Ilustração 1. alguns ventiladores. O rotor do 2º caso limite em rotação não apresenta força resultante: as massas estão distribuídas ao redor do eixo de rotação. Isto impõe a condição que o rotor seja rígido. Este é chamado Desbalanceamento Estático Puro. rebolos. serra circular. polias. apresentam um ‘Momento Resultante’. 1. ou seja. A Ilustração 1. etc.6.) a parcela dinâmica do desbalanceamento (momento resultante) pode ser desprezada.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES colocando o lado pesado para baixo.9 – Representação Coreográfica do efeito da flexibilidade dos mancais. Ilustração 1. Página 12 de 66 . Qualquer desbalanceamento real é a combinação de uma parcela puramente estática com outra puramente dinâmica. Somente em rotores com diâmetro muito maior que o comprimento (e.g.9. Contudo. O conceito de rigidez do rotor é bastante complexo englobando inclusive a relação entre as flexibilidades do conjunto rotor-eixo e a dos mancais. se a rotação não for alta. engrenagens. ou seja: Um rotor é considerado rígido quando as deformações elásticas que ocorrem em serviço não são suficientes para influenciar significativamente as resultantes R1e R2 do desbalanceamento.

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Página 13 de 66 .

A mesma Qualidade de balanceamento hoje é alcançada com a balanceadora colocada em cima de um caminhão. Mesmo um ótimo projeto não fará um bom balanceamento se não houver requintes mecânicos apurados aliados a um excelente conjunto estrutura fundação. Balanceamento Dinâmico Qualquer rotor possui força e momento resultantes do desbalanceamento.1.fixadas. Em alguns casos o momento resultante pode ser negligenciado por ser muito pequeno ou por não afetar o funcionamento normal de determinada máquina. • Catalogar os rotores balanceados para montagem de banco de dados. • Corrigir as leituras de força dos planos dos mancais para os planos de balanceamento. Na imensa maioria das vezes é necessário corrigir também o momento resultante: é necessário usar o balanceamento dinâmico que por si mesmo já envolve o estático. Página 14 de 66 . Nestas condições aceita-se apenas o balanceamento estático. as balance adoras podem: • Balancear em qualquer rotação (rotores rígidos). O balanceamento dinâmico consiste em medir as duas forças resultantes.dividir a massa em posições possíveis de correção pré. semi-automáticas ou totalmente automáticas para linhas de montagem. As técnicas digitais de tratamento de sinais eliminaram a necessidade de fundações especiais para as balanceadoras.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES CAPÍTULO 2. Uma balanceadora dinâmica é antes de tudo um artefato de grande perfeição mecânica. nos dois planos de balanceamento e proceder sua anulação pela colocação de duas massas corretoras. Atualmente a eletrônica digital e a matemática contida nos DSP' s (Digital Signal Processor) aumentaram a versatilidade das balanceadoras. O mercado oferece muitas balanceadoras de alta qualidade que executam com precisão o balanceamento dinâmico. Com técnicas eletrônicas analógicas ou digitais. • Já apresentar o resultado em gramas para as massas corretoras. TÉCNICAS DE BALANCEAMENTO 2.0° a 360° . • Indicar a posição angular de correção em graus . As balanceadoras atuais são máquinas incríveis sejam manuais. • Indicar a posição do rotor parado para facilidade ao operador.

Aqui também vale lembrar que rotores com grandes erros de massa tiram a máquina de suas melhores condições e a qualidade final será alcançada com um número maior tentativas. à medida que o excesso de desbalanceamento for eliminado.1 – Esquema de uma balanceadora dinâmica Página 15 de 66 . o rotor tem liberdade de vibração e efeito cruzado se manifesta mais intensamente não como um defeito. Nas máquinas moles. Nas máquinas duras. mas sim como uma característica normal. o rotor é impedido de vibrar e. menor a chance de manifestação do efeito cruzado. com excelentes níveis de qualidade. o efeito cruzado é reduzido. com sistema de pulso eletrônico de medição das fases. acionamento por cardã. No balanceamento de rotores os erros de distribuição de massa de um extremo tende a afetar a vibração e as medidas do outro extremo do rotor.1 mostra uma máquina balanceadora manual moderna.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES A Ilustração 2. Ilustração 2. Se o rotor a balancear estiver com grandes erros de massa é possível que a balanceadora exceda seus limites de linearidade e com isto ocorram medições não corretas. Atualmente dispõe-se de balanceadoras para rotores de 1 grama até muitas toneladas. Porém. É o efeito cruzado que dificulta o balanceamento e impede sua perfeita correção. quanto mais duros os pedestais. mancais moles ou duros e tratamento digital. as medidas são mais perfeitas e o desbalanceamento residual converge para valores muito baixos. A eliminação do efeito cruzado nas medidas é feito através do circuito eletrônico com técnicas de compensação.

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 2.3 – Exemplo de balanceadora dinâmica de grande porte Página 16 de 66 .2 – Exemplo de balanceadora dinâmica Ilustração 2.

4 – Exemplo de balanceadora dinâmica de grande porte Página 17 de 66 .R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 2.

ou a 50 mm.mm   massa do rotor [kg]   kg  (3. o rotor com 208 g. QUALIDADE DE BALANCEAMENTO 3.2. A seguir serão apresentadas as formas de quantificação do desbalanceamento. Definiu-se então o Desbalanceamento Residual Especifico que vale o desbalanceamento residual permissível dividido pela massa do rotor e tem o símbolo e.1.mm] (3. Este mínimo admissível é chamado nas normas de Desbalanceamento Residual Permissível. No rotor. Com esta informação é possível estabelecer critérios para o balanceamento.mm]. é preciso avaliar e julgar sua qualidade. a qualidade dos bens produzidos e a vida útil das máquinas são grandemente melhoradas.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES CAPÍTULO 3. raramente é possível ver 8 g na posição de 26 mm. O problema agora é saber até que ponto este resíduo é prejudicial. para manutenção e até para previsão da vida útil dos mancais. O desbalanceamento e por isso sempre quantificado massa x distância com unidade [g. Não é possível eliminar totalmente o desbalanceamento. ou a 10 mm. Por exemplo. a produtividade.mm. tem o símbolo U e unidade [g. U = massa x distância [g. Por exemplo: 8 gramas a 26 mm do eixo. e= U  g. pois o desempenho. mas é possível sentir o efeito de 8 g a 26 mm.2) Página 18 de 66 . Introdução Sabendo executar o balanceamento de um rotor por qualquer processo. 3. formas de verificação do balanceamento e também alguns exemplos.1) O desbalanceamento residual permissível depende da massa do rotor: quanto mais pesado o rotor maior poderá ser o residual. Balancear é sempre uma atividade econômica. sempre ficará um resíduo. Quantificação do Desbalanceamento O desbalanceamento é caracterizado por um ponto pesado que é em essência uma massa adicional situada a uma certa distância do eixo de rotação do rotor. as normas internacionais.mm de desbalanceamento deverá ser balanceado até que o número 208 abaixe para um mínimo aceitável. É importante saber especificar o grau de balanceamento ideal para cada máquina.mm]: 8 g a 26 mm dá um desbalanceamento de 208 g.

3550  rad  = = 371.2. ou seja: U por plano = 280 g. Exemplo de Uso da Norma ISO 1940/1 Rotor com grau de qualidade 5. (3.75  60 60  s  5. um ventilador 4. vale = U= 5. o desbalanceamento residual permissível.75 Se o rotor for simétrico. Por exemplo.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Lê-se: tanto de desbalanceamento por cada quilo de massa do rotor. um girabrequim de navio tem a constante igual a 4000.7 e um giroscópio 0.2.ω = constante    kg.mm] 371. cada plano de balanceamento terá metade de U. SOLUÇÃO: Rotação: ω = Com G 2. em termos de massa.1000. dão informação imediata da quantidade de desbalanceamento. com suas conseqüências danosas para as máquinas.mm. porém.s  Onde: G: Qualidade de Balanceamento. de modo que o usuário as Página 19 de 66 .1 reproduz a indicação da norma ISO 1940/1 Balance Quality of Rotating Rigid Bodies. Com base em muitos anos de experiência.3) Para atender a grande variedade de rotores foi preciso atribuir para cada tipo de rotor um valor para aquela constante. 3. Esta constante foi denominada G e normalizada de 4000 a 0. os responsáveis pela máquina verão seus efeitos quando estes acontecerem.4.3.π.mm  G = e.4 em função do tipo do rotor e sua aplicação. As vibrações.2. menor deve ser o desbalanceamento residual. massa 40 kg e rotação máxima 3550 RPM. A tabela 3. 3. As tensões mecânicas por si só não são vistas ou sentidas pelo operador.40 = 560[g. G é chamada de Qualidade de Balanceamento.para aumentar a rotação tem que diminuir o resíduo especifico:  g. os especialistas decidiram que o produto da rotação em radianos/segundo pelo desbalanceamento residual específico deve ser constante .π.4. Quanto maior a rotação do rotor.n 2. Avaliação do Desbalanceamento pela Vibração O desbalanceamento de rotores e eixos provoca tensões mecânicas e vibrações. pois a força centrífuga aumenta com o quadrado da rotação ( FCent = meω 2 [N] ).

(5) 40 Roda de carro. pois infelizmente as outras fontes de vibração na máquina. a ação corretiva mais adequada pode ser planejada criteriosamente. 16 Conjunto de eixos (propulsão. Motores completos (gasolina ou Diesel) para carros. 250 Conjunto girabrequim de motores Diesel 4 cilindros. ou com valores adaptados aos casos particulares. Mesmo que a vibração resultante seja baixa a máquina pode estar sob tensão. caminhões e locomotivas. Conj. vários pesquisadores e técnicos dedicaram muito esforço e estabeleceram critérios válidos para avaliar as vibrações das máquinas. Girabrequim de motores rápidos com montagem flexível. 4 tempos com 6 ou mais cilindros. conjunto de eixos. rápidos montados rigidamente. Muitos dos trabalhos pioneiros ainda são bem aceitos hoje. A avaliação do desbalanceamento deve ser feita com cuidado.Exemplos Gerais 4000 Conjunto girabrequim de motores marítimos lentos com número ímpar de cilindros. Existem nas medidas da vibração do desbalanceamento contribuições de outros erros que se manifestam também em uma vez a freqüência de rotação. 630 Conjunto girabrequim de grandes motores 4 tempos montados rigidamente. Página 20 de 66 .1 . etc. ou integralmente.Graus de Qualidade de Balanceamento pela Norma ISO-1940/1 G Tipos de Rotores . Se o balanceamento é feito em máquinas balanceadoras.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES perceba e avalie o grau de desbalanceamento do rotor. Com isto. aro de roda.4) 1600 Conjunto girabrequim de grandes motores 2 tempos montados rigidamente. Conjunto girabrequim para motores de carro. caminhões ou locomotivas. Já no balanceamento de campo. Partes de máquinas de moagem. incluindo o desbalanceamento. Conjunto girabrequim de motores Diesel marítimos com montagem flexível. folgas. tais como: desalinhamento. Da experiência acumulada destes pesquisadores nasceram as normas internacionais muito respeitadas hoje pelos profissionais envolvidos na análise de vibrações de máquinas e equipamentos. Contudo. e isto não permite uma quantificação satisfatória. O curso Análise de Vibração Básico trata dos critérios de avaliação dos níveis de vibração. o desbalanceamento residual em gramas x milímetros é obedecido e a vibração resultante e as tensões geradas são sempre baixas. desbalanceamento de outras partes rotativas. confundem a avaliação. Tabela 3. o desbalanceamento residual é avaliado pela vibração na estrutura da máquina.(3. cardã) com requisitos especiais. 100 Conjunto girabrequim de motores Diesel rápidos com 6 ou mais cilindros. conjunto de roda.

Cilindros de máquinas de papel. Partes individuais de motores com requisitos especiais. 4 . Página 21 de 66 . volante. Volantes. Bombas acionadas por turbinas. Rotores elétricos pequenos usados com isoladores ou em locais insensíveis a vibração. Partes de máquinas industriais. embreagem.3 2. Ventiladores. 5 . Rotor rígido de turbo-gerador. Conjunto girabrequim de motores de 6 ou mais cilindros com requisitos especiais. Rotores montados de turbinas a gás para aviação. Rotores de bombas.Em geral para rotores rígidos com 2 planos de balanceamento.4 1 – ω = 2*π*n/60 ω ≈ n/10 [rd/s] n [RPM] 2 . Giroscópios. porções rotativas das bielas etc. rebolos e armaduras de retificas de precisão. Tambores de centrífugas. Winchester para computadores.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Partes de máquinas agrícolas. Turbinas a vapor e a gás. Conjunto tape-deck e toca-discos.5 1 0. caminhões e locomotivas. incluindo as usadas na marinha mercante. Pequenas armaduras elétricas com requisitos especiais. Rotores elétricos médios e grandes (h > 80 mm) sem requisitos especiais. Rotores elétricos pequenos com requisitos especiais.Conjunto girabrequim inclui o girabrequim. Turbo compressores. mas o balanceamento pode ser melhorado se forem próximos aos mancais. Mandris. Conjunto de retifica. 6. 3 . Engrenagens de turbinas marítimas (serviço mercante). Acionamentos de máquinas ferramentas. E os rápidos são aqueles com velocidade do pistão maior do que 9 m/s. neutralizador de vibração. metade do desbalanceamento residual recomendado é tomado para cada plano.No motor completo a massa do rotor é a soma de todas as massas anexadas ao conjunto girabrequim. cilindros de gráficas. Partes de máquinas ferramentas e de máquinas em geral.Para esta norma. polia. Rotores elétricos médios e grandes com requisitos especiais. motores Diesel lentos são aqueles com velocidade do pistão menor do que 9 m/s. Componentes individuais de motores (Diesel ou gasolina) para carros. estes valores se aplicam a qualquer plano escolhido.

os roletes mesmo facetados não criam problemas.. 4.3. existe a Consul. Qual a faixa de qualidade é necessária? G2. Quem balanceia em rotações maiores rotores que tem fluxo de ar. Introdução O mercado atualmente oferece muitas opções de balanceadoras. Não pretendo ser o dono da verdade. Se alguém for comprar uma balanceadora para vender serviço de balanceamento convém respeitar a opinião geral e comprar aquela marca famosa. Tem o pneuzinho que aciona o rotor por contato. E assim muitas opções. A mais tradicional é o acionamento por cardã. Como especificar? Quem precisar de uma balanceadora tem que saber: 1. É mais fácil de trabalhar mantém fácil a rotação de balanceamento. Elas necessitam de roletes perfeitos. BALANCEAMENTO COM BALANCEADORAS 4. Página 22 de 66 . Se for para serviços próprios qualquer marca boa vale. Comparação entre Balanceadoras Duras e Moles Para máquinas menores. precisa de câmara de vácuo para reduzir a potência necessária do motor. existe a Canon. Nas máquinas moles. Na minha casa é Dako.. mas não é igual à reputação. Existe o acionamento por cinta que não precisa de luva. até 12 toneladas.2. Geladeira e fogão é Brastemp. Precisa ser automática para trabalhar em linha de montagem? Ou será para manutenção de vários tipos de rotores? 4.1. mas se o fotógrafo aparecer com uma Leica mecânica. tanto no processo adotado como nos recursos disponíveis. que é o grande problema das máquinas maiores. 4. Como acontece em todas as áreas existem marcas tradicionais e enorme reputação. Precisa gerenciar procedimentos? informações? Guardar dados de rotores e outros A forma de acionamento também deve ser escolhida. mas em fotografia a marca é Nikon. mas dependendo do diâmetro que pegar tem que ajustar a rotação.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES CAPÍTULO 4. existe preferência para máquinas duras devido à simplicidade de operação. Não importa o preço. Os clientes não discutem. G1 . O cliente não discute. 3. Balanceadora é Schenck. mas é preciso fabricar uma luva de adaptação para cada tamanho de ponta de eixo..5. Qual a faixa de massa dos rotores a balancear? Algumas gramas? 4 toneladas? 2..

Existe também a vantagem das duras devido à primeira medida ser mais direta. trabalha com computador PC com software 3D para 1 e 2 planos. Alguém disse que tem CEMB Italiana e várias Schenck e IRD. As moles terão dificuldade com desbalanceamentos iniciais grandes. Página 23 de 66 . A CEMB é mais barata. erros grosseiros. As duras não são adequadas para rotores de massa semelhante às partes da máquina. uma máquina mole de 2500 kg. balanceará um rotor de 5 kg. As moles têm menor preço. a dura talvez não. devido à construção mais barata.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Não existe diferença de sensibilidade entres as duas. sem necessitar aplicar massas de teste. Elas trabalham acima da 1ª crítica e podem não conseguir passar por ela. Em outras palavras.

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento

CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES

CAPÍTULO 5.
5.1. Introdução

BALANCEAMENTO DE CAMPO

O balanceamento de campo é uma técnica utilizada em várias situações para corrigir o desbalanceamento de massa de algum rotor de uma máquina específica. Não vamos discutir aqui se é melhor ou pior do que o balanceamento em balanceadoras próprias. Somente vamos considerar que é mais um recurso que pode ser usado na solução dos problemas cotidianos. Dependendo das circunstâncias a escolha de qualquer solução pode ser um grande desafio, muito sujeito a críticas, como tudo na vida. Como já foi comentado e explicado o desbalanceamento é essencialmente o resultado de uma coleção de erros de massa, os chamados pontos pesados. Espalhados no rotor de forma aleatória, os resultados se manifestam de modo estático ou dinâmico ou em uma combinação dos dois. De qualquer modo, o desbalanceamento gera forças de massa, em rotação, forças centrífugas que aplicadas nos mancais da máquina desbalanceada esforçam os mancais, pontas de eixo e estruturas. Essas forças além de reduzirem a vida útil, provocam vibrações. Como as forças são radiais ao rotor, as vibrações produzidas também serão radiais, a não ser em rotores em balanço. A vibração de desbalanceamento tem características bem definidas que garantem o diagnóstico de desbalanceamento e fornecem condições de determinar as correções necessárias. Vibração bem definida tem a forma de vetor, com direção, amplitude, sentido e defasagem bem definidos. A Figura abaixo mostra um espectro característico de desbalanceamento.

Ilustração 5.1 – Espectro típico de desbalanceamento.

Além do aspecto do espectro, o diagnóstico preciso do desbalanceamento precisa de informações da fase: “a fase do desbalanceamento é muito estável”. Tendo certeza que a vibração é devida ao desbalanceamento, é possível usar a vibração para a correção do rotor. Em qualquer método de balanceamento de campo é preciso usar um desbalanceamento conhecido para calibrar a sensibilidade do sistema.

Página 24 de 66

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento

CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES
Um desbalanceamento conhecido é conseguido colocando uma massa conhecida em um raio conhecido. Chamados massa de teste (mT) e raio de teste (rT). Por exemplo: 4.5 g a 122 mm = 549 g.mm. A posição angular deve ser marcada, talvez chamá-la de 0º. Esse desbalanceamento proposital deve ser suficientemente grande para alterar a vibração em amplitude e fase e ao mesmo tempo suficientemente pequeno para não colocar a máquina em risco. Agora vamos trabalhar com alguns métodos de balanceamento de campo. 5.2. Método dos 3 Pontos Esse método é usado por quem está sem medidas de fase. Ele trabalha só com as amplitudes de vibração. Simples de entender e de executar tem como grande desvantagem a necessidade de rodar a máquina por 4 vezes. Porém, resolve bem. Procedimento: Vamos resolvê-lo por partes. Com a máquina diagnosticada como desbalanceada, é coerente afirmar que a vibração medida como global (sem filtro) seja atribuída ao desbalanceamento No rotor a balancear faz-se uma divisão de 3 posições angulares. A forma mais fácil é dividi-lo em 120 º. Isso define as posições 1,2 e 3. Serão feitas 4 medidas: • • • • Vibração sem nenhuma massa de teste. A vibração original V0; Vibração com a massa de teste na posição 1. Essa é a vibração V1; Vibração com a massa de teste na posição 2. Essa é a vibração V2; Vibração com a massa de teste na posição 3. Essa é a vibração V3.

A 1ª medida é a vibração original e chamada de V0. É a ação do desbalanceamento a ser corrigido. A vibração pode ser medida em qualquer parâmetro, ou seja: deslocamento, velocidade ou aceleração. Com qualquer instrumento, em qualquer direção radial. A exigência é manter a forma de medição durante todo o procedimento. Para a solução gráfica, desenha-se em um papel um circulo completo com raio correspondente à amplitude de V0.

Página 25 de 66

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento

CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES
Exemplo:

Se a vibração original for 8 desenha-se um círculo de raio 8, ou 4 ou 2 ou em qualquer escala conveniente. Nesse círculo desenhado no papel, reproduz-se a mesma divisão angular feita no rotor e marcam-se os pontos 1, 2 e 3 sobre o círculo.

Com uma massa de teste mT = 4.5 g colocada na posição 1 – 0º, a vibração passou para V1 = 11.05. Retira-se a mT de1 e coloca-se na posição 2 – de 120º, a vibração passou para V2 = 3.82. Retira-se a mT de 2 e coloca-se na posição 3 – de 240º, a vibração passou para V3 = 15.09. Com essas medidas, volta-se ao gráfico e traça-se 3 arcos de círculo.

Com centro em 1, um arco de círculo de raio V1,

Com centro em 2, um arco de circulo de raio V2

Página 26 de 66

Página 27 de 66 . A instrumentação deve possuir recurso de medição de fase. Muito comum é o uso dos sensores óticos por luz ou laser.3. os óticos. os magnéticos ou capacitivos. neste exemplo. A Ilustração 5. Uma marca branca em um eixo escuro. ou uma pequena área. Esta fase em relação a qualquer coisa que gire junto com o rotor. ou uma fita refletiva colocado no rotor e o sensor fixado externamente. Alguns podem ser colocados a 1 m de distância. Se a pequena área tivesse ficado fora do círculo V0 a massa de correção seria menor do que a de teste. os 3 círculos determinarão um ponto de intersecção. um arco de círculo de raio V3 Do centro do círculo de V0 até a intersecção ou o centro da pequena área circunscrita. Método Vetorial de Um Plano Esse método precisa medir a vibração como um vetor. o trecho OP ficou menor do que o raio V0. A massa de correção.1) Visualmente. mc. • Planos de Balanceamento. Existem vários tipos de sensores de fase. um elemento que tem amplitude e fase.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Com centro em 3. 5.2 abaixo mostra um esquema comum: • Máquina. será calculada por: mC = m T V0 OP (5. Então a massa de correção será maior do que a de teste. tem-se a direção de colocação da massa de correção e a dimensão deste vetor é proporcional ao efeito da massa de teste mT Se não ocorrerem erros grosseiros. neste sentido.

que a vibração é realmente devida ao Com o analisador em espectro e com o sensor de fase conectado à entrada de trigger. Ilustração 5. É chamada de V0 . Sem nenhuma ação no rotor.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES • Acelerômetro. medir a vibração na freqüência de rotação do rotor a ser balanceado em módulo e fase. Página 28 de 66 . • Analisador. • Sensor de Fase Ótico. r Essa é a vibração original. Assim: r mm V0 = 8 a 40º s Procedimento: Primeira coisa é garantir desbalanceamento. A solução gráfica consiste em desenhar um papel um conjunto de eixos cartesianos com a marcação de ângulos no mesmo sentido de rotação como olhando para a máquina.2 – Esquema comum de balanceamento Com a instrumentação mostrada acima a medida de vibração fica com o seguinte aspecto: V0 = 8 mm/s a 40º Então convém usar notação vetorial.

Desenhar os eixos ortogonais com a numeração de angular no mesmo sentido da rotação do rotor a balancear 2. Página 29 de 66 . neste exemplo: V0 = 8 mm/s a 40º 3.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 5. Medir a vibração original.3 – Esquema de solução gráfica Procedimento: 1. Plotar este vetor com uma escala apropriada.

Medir o ângulo β no r r gráfico. r 10. Colocar uma massa de teste compatível com o rotor.54 mm/s a 11º . e marcar esta posição no rotor. Verificar o sentido de Vef até V0 . é preciso girar no rotor a massa de teste de βº no r mesmo sentido do giro de Vef no gráfico. 6. usando a mesma r escala. Para conseguir isso. 9. 7.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES 4. Atenção: r observar r bem o sentido de giro de Vef até V0 . Medir a vibração resultante: r V1 = 13. Medir no gráfico. Página 30 de 66 . Plotar no gráfico na mesma escala r de V0 . o tamanho de Vef . em uma posição qualquer (raio e ângulo). 8. Fazer a operação vetorial r r r Vef = V1 − V0 r Vef é o efeito da massa de teste na máquina. Agora é preciso virar Vef de βº para ficar posicionado contra a vibração r original V0 . 5.

o serviço está encerrado. baseado no tamanho de Vef segundo a equação: r V0 mC = m T r Vef (5.2) 11.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES No rotor. Se estiver r nos padrões. r Substituir a massa de teste por uma de correção. rotores elétricos têm lugares específicos para colocação de massas de balanceamento. se não com a nova vibração V1 refazer todo o r procedimento com o V0 original. Se a indicação cair fora delas. girabrequim. Hélices. Página 31 de 66 . a massa deve ser dividida em duas nas posições mais próximas para ter o efeito esperado. Divisão da Massa de Correção: Em algumas situações coincide que a massa de correção deve ser colocada em alguma posição angular não disponível. mede-se a vibração final e se aceita ou não a qualidade do balanceamento feito. Depois de colocada a massa de correção. As Figuras abaixo mostram alguns exemplos de divisão de massa – uma massa de 8 g. girar a massa de teste do mesmo ângulo β. sobre o rotor na mesma direção do que no gráfico.

Calcular a correção necessária para anular a vibração original. Medir a vibração resultante. Balanceamento Vetorial de 2 Planos O balanceamento de Campo em 2 Planos é semelhante ao de um plano. No balanceamento em dois planos o procedimento básico é o mesmo. • V21 – a vibração resultante no plano 2 com a massa de teste no plano 1. Determinar o efeito da massa de teste na vibração da máquina.4 – Exemplos de gráficos 5.4.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 5. • V12 – a vibração resultante no plano 1 com a massa de teste no plano 2. 4. massa de teste e raio de teste. Só que o trabalho manual é bem maior. 3. Princípio Básico do Método Vetorial: 1. mas quando a massa de teste é colocada em cada um dos planos é preciso verificar a sensibilidade da massa nos dois planos. 2. não mais difícil. • V22 – a vibração resultante no plano 2 com a massa de teste no plano 2. • V10 – a vibração original no mancal 1 próximo do plano 1. Medir a vibração original. • V11 – a vibração resultante no plano 1 com a massa de teste no plano 1. Página 32 de 66 . É então conveniente usar dois índices nas notações da vibração: o índice 1 para o plano 1 e o índice 2 para o plano 2. 5. Aplicar um desbalanceamento conhecido. Assim tem-se. • V20 – a vibração original no mancal 2 próximo do plano 2.

Página 33 de 66 . Vef11 e Vef21 Colocar massa de teste no plano 2 e medir V12 e V22. • Vef12 – o efeito no plano 1 com a massa no plano 2. • Vef21 – o efeito no plano 2 com a massa no plano 1. Colocar massa de teste no plano 1 e medir V11 e V21.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES • Vef11 – o efeito no plano 1 com a massa no plano 1. • Vef22 – o efeito no plano 2 com a massa no plano 2. Plotar esses vetores. Medir e plotar as vibrações originais: V10 e V20. Determinar os efeitos das duas massas nos dois planos Deixar só os vetores efeito.

Página 34 de 66 . para que seus efeitos. Veff11 e Vef21 anulem V10. Alterar simultaneamente os tamanhos e posição das duas massas de testes.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Determinar os efeitos das duas massas nos dois planos Deixar no gráfico somente os vetores originais e os dois efeitos em cada plano. e Vef22 e Vef12 anulem V20.

No caso de 1 plano. Existem vários softwares disponíveis. Este procedimento é pesado para fazer na mão (nossos avós faziam). No balanceamento de 2 planos. só que bi-dimensional.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES CAPÍTULO 6. isso em matemática significa números complexos do tipo (a + jb). Página 35 de 66 .2) Como se lê: os operadores O1 e O 2 atuam nos 4 efeitos e criam vetores iguais e opostos às vibrações originais V10 e V20 . Para nós é muito mais conveniente fazer por software. segundo a expressão: O P . Inclusive com download livre.1) Como se lê: o operador OP atua sobre o efeito Vef para transformá-lo em V0 em sentido oposto. SOFTWARES DE BALANCEAMENTO DE CAMPO O balanceamento Vetorial trabalha com Amplitude e fase. No balanceamento em 1 plano o efeito da massa de teste tem de se transformar em um vetor igual e oposto à vibração original. Vef 22   O2 (6. a solução gráfica para determinar o Operador é mais simples do que a solução matemática. Assim tem-se: V10 V20 V =  ef11 Vef12  Vef 21  O 1 . a lógica é a mesma.Vef = − V0 (6.

Góz – Fupai 2000 – “Balanceamento de Rotores”. G. 2373/70. Para qualquer máquina. ISO – 2631/78. A. Nas Unidades Geradoras é mais comum corrigir a distribuição de massa. • SILVA.1. DIN – 45665/68. 1975. 7. O desbalanceamento mecânico é uma causa comum e é corrigido com a correção da distribuição de massa do conjunto girante. L. 2372/74. É importante ter certeza que a vibração a ser corrigida seja mesmo causada por desbalanceamento de massa. • Vladislavlev. S.. Para um novo balanceamento é recomendável retirar as massas colocadas anteriormente. BS – 4675/71. deve-se executar o balanceamento com o menor número possível de partidas. • Márcio T. • Ricardo D. CARACTERÍSTICAS DE UNIDADES GERADORAS PARA O BALANCEAMENTO 7. acoplamentos. Ricardo D.2. Os possíveis erros de montagem.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES CAPÍTULO 7. S. Todas estas causas geram forças dinâmicas e podem aparecer isoladamente ou simultaneamente ou ainda combinadas. desnivelamento. Referências • Jens Trampe Broch – B & K 1984 – “Mechanical Vibration and Shock Measurements”. Também não é conveniente colocar muitas massas de correção. É perda de tempo e dinheiro tentar corrigir outros problemas com a operação de Balanceamento. 1999 apud BRAUN & DATNER. 2059/82. • Willian T. 1940/73. geram vibrações às vezes intensas. • Excitações hidráulicas. ANSI – 5217/80. – Amerind Publishing 1979 – “Vibration of Hydro Units in Hydroelectric Plants”. Introdução As causas mais comuns de vibração em uma Unidade Geradora são: • Desbalanceamento Mecânico. 2060/66. • Normas e Recomendações Técnicas: VDI – 2056/64. Nas máquinas de Utilidades pode-se optar entre colocar ou retirar massa de correção. Thompson – Interciência 1978 – “Teoria da Vibração”. • Desbalanceamento Magnético. A. mas não podem ser Página 36 de 66 . tais como: desalinhamento. adicionando massas de correção em locais estratégicos. – FUPAI 1993 – “Manutenção Preditiva Usando Análise de Vibrações”.

direção e sentido. Em um rotor perfeitamente balanceado. tais como: roçamento e empenamento. A Ilustração 7. o balanceamento só deve ser feito depois da correção dos outros erros. Ilustração 7.ω 2 i =1 n (7. A resultante aplica esforços na estrutura da máquina e provoca vibração.1) Onde: Wi ou mi: Massas desbalanceadas. Em um rotor real desbalanceado. mantendo o rotor em equilíbrio. O desbalanceamento mecânico em um rotor é caracterizado por uma excentricidade de massa.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES corrigidas pelo balanceamento. Inclusive. as forças radiais decorrentes de sua rotação e massa se anulam. di: Distancias ao eixo de rotação. a soma de todas as forças de rotação não é nula. devem ser corrigidos antes do balanceamento ser aplicado.di .Representação de um rotor girando com rotação ω e as forças de massa desenvolvidas.1 representa esquematicamente o comportamento de um rotor girando com rotação ω [rad/s] com as forças de massa geradas pela rotação.1 . com a seguinte equação: fC = ∑ mi . Um rotor real é constituído por infinitas massas pontuais. As forças são todas vetoriais com módulo. Página 37 de 66 . a qual faz com que seu centro de gravidade (cg) não coincida com seu Centro geométrico (Cg) e este não coincida com o Centro de Rotação (CR). São forças centrífugas. ω: Rotação do rotor em [rad/s]. Também os erros de uso.

Os fabricantes quando vão montar o rotor procurar colocar em posições opostas. No máximo se faz um equilíbrio estático. e muitos outros. Mas se alguém mede a vibração provocada em uma determinada direção radial. A força de desbalanceamento é gerada no rotor e então é aplicada no rotor. No caso de máquinas muito grandes. Página 38 de 66 .R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Se o rotor estiver excêntrico de δ [mm] toda a massa do rotor gerará uma força centrífuga devido à excentricidade δ. Os rotores devem ser balanceados na última etapa de fabricação (ou montagem). típicas Unidades Geradoras. Ilustração 7. Ilustração 7. Nos casos reais o balanceamento só consegue corrigir se a excentricidade for bem pequena. para este observador.2 abaixo. visando com isso minimizar o erro de massa final. Então se aplica o balanceamento de campo no rotor na época do comissionamento. A vibração resultante desta força também será senoidal com a mesma freqüência ω. bombas. A força centrífuga tem módulo constante enquanto a rotação permanecer constante.2: Movimento periódico de um desbalanceamento Disto saí a principal característica de diagnóstico do desbalanceamento: Vibração em 1x. É o caso de rodas. Estas forças de reação equilibram a excitação. ventiladores. partes com mesma massa. não é possível ou viável ter uma balanceadora.3 mostra as forças atuantes. a força será senoidal. força os mancais e flete o eixo. Ela atua na estrutura do rotor. A Ilustração 7.

3: Efeitos da força desbalanceadora. A Correção O conjunto rotativo de uma Unidade Geradora é composto do Gerador. Ele também tem a maior inércia. a massa de correção é colocada em uma posição diametralmente oposta (adição de massa). O elemento mais acessível é o gerador com seus dois mancais.3. e a vibração. para que a vibração atinja níveis aceitáveis. o superior e o inferior. Nas Unidades Geradoras. Então as adições de massa para balancear são colocadas no rotor do gerador. 7. chamada GD2 [kg. eixo. todos os elementos da máquina serão esforçados.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 7. Página 39 de 66 . especialmente os mancais de guia que tem pequenas folgas. A Ilustração 7. Se as forças.m2]. forem excessivas. a posição da resultante do desbalanceamento. o eixo é fabricado com segundo grande controle de qualidade e o seu diâmetro é bem menor do que o do gerador. eixo.4 mostra o fundamental do balanceamento. acoplamento. e rotor da turbina. Determinado onde está o ponto pesado.

2. existem algumas dificuldades inerentes ao rotor da turbina: 1.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 7. Desbalanceamento Magnético A interação magnética entre os pólos do rotor e do estator de um gerador de Usina desenvolve imensas forças radiais e tangenciais no entreferro.5 mostra um exemplo de variação de entreferro e suas conseqüências.Exemplo de colocação de massa no gerador. Ilustração 7.Desequilíbrio magnético Página 40 de 66 . 3. vem à conclusão a vibração do rotor dentro do estator cria forças magnéticas que interagem com a vibração. ela deve ser corrigida o mais rápido possível.5 . Colocada uma massa. mesmo sabendo que o possível erro possa estar no rotor da turbina. A Ilustração 7. Ele é formado de muitas partes e tem chances de desbalancear e tem muitos locais de colocação de massas de balanceamento. Além disso. 7. O acesso ao rotor da turbina é quase impossível. Com estas observações o balanceamento de campo aplicado em Unidades Geradoras é feito no rotor do gerador. por exemplo. 4. se acontecer cavitação.4 . em outra atuação de manutenção. saturação no circuito magnético. Não existem pontos de colocação de massas corretoras. Mas também é observado que o gerador é a principal fonte de desbalanceamento mecânico da Unidade. a alteração de posição para refinamento é inviável. O rotor do Gerador pela sua função tem ainda outro grupo de grandes forças atuantes: as forças magnéticas. a fixar com solda ou com parafusos. valor do entreferro e forças magnéticas de atração e repulsão.4. O rotor da turbina está sujeito a desgastes. Com as associações de densidade de fluxo. O rotor da turbina é balanceado estaticamente na fabrica.

as forças magnéticas estarão equilibradas com resultante nula. g: É o valor nominal [mm]. • Não uniformidades no circuito magnético (curto-circuito). altura h = 1. o sintoma de erros magnéticos é causado pelo desbalanceamento mecânico. às forças desbalanceadoras por excentricidade de massa já citadas. Se essa perfeição não existir. A tentativa de adicionar uma massa de balanceamento em certa condição magnética pode até reduzir a vibração final. Área Interna do Estator g ( ) (7. acontecerá o desequilíbrio magnético.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Para uma determinada corrente de campo.5 m. A força radial do desequilíbrio magnético. Exemplo: rotor com Ø = 12 m. o empuxo magnético.1) δ: É a variação do entreferro [mm]. o desbalanceamento mecânico pode deslocar o rotor do centro magnético do estator e com isto. é grande. ela também será proporcional à dimensão do entreferro. Área Interna do Estator: Perímetro x Altura [m2]. de 120 Hz. A freqüência da força magnética é 2x fgerada. As causas das forças magnéticas podem ser: • Desbalanceamento mecânico. A força magnética é proporcional ao quadrado da densidade de fluxo. o empuxo magnético será de 45 toneladas força por mm de desvio radial no gerador. • Não circularidade do rotor. Sozinho. entreferro g = 25 mm. deverá ser somado o empuxo magnético quando o gerador for excitado. • Desvio radial do eixo. Esse empuxo aparece com a máquina energizada. Às vezes. • Não circularidade do estator. pois o fluxo magnético é proporcional à corrente de campo. Os efeitos do desbalanceamento magnético aumentam com o aumento da potência gerada. mas se mudar a condição de Página 41 de 66 . Onde: δ . da ordem de: Fempuxo = 20. Portanto. Em uma condição ideal de entreferro perfeitamente uniforme em toda periferia do rotor. gerar forças magnéticas não equilibradas. a densidade de fluxo é inversamente proporcional ao tamanho do entreferro.

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES excitação. mas com excitação (direita).6. Curto-circuito nas bobinas de um pólo faz reduzir a densidade de fluxo no entreferro. a vibração pode atingir níveis críticos.6. efeito da correção das massas (centro) e. e a situação pode ficar muito mais perigosa.6. 7. Observe que a freqüência da vibração de origem magnética é = o dobro da rede.6. a turbina acelera. Se ocorrer uma rejeição de carga.a.b e 7.6. Ilustração 7. As Ilustrações 7. Em máquina com mais de 8 pólos.c mostram registros de vibração nos mancais antes da colocação de massas corretoras (esquerda). corrigida por massa.a – Vibrações oscilografadas nos mancais de uma máquina antes da adição de massas de correção Ilustração 7. desequilibrando as forças magnéticas do rotor.b – Vibrações oscilografadas nos mancais de uma máquina após a adição de massas de correção sem excitação do gerador Página 42 de 66 . o efeito na vibração é pequeno.

c . grande que põe a máquina fora de operação por um longo tempo. normalmente maiores que a rotação. As vibrações mecânicas podem afrouxar as cunhas das bobinas do estator. Outra característica das Unidades Geradoras é o ‘run-out’ do eixo: um passeio em baixa freqüência que um eixo vertical faz devido às folgas radiais dos mancais. da fixação dos pólos etc.Vibração radial de um eixo vertical. Página 43 de 66 . 7. a correção de desequilíbrios magnéticos é um trabalho complexo. Isto acontece porque falta uma força radial que ‘segura’ o eixo em certa posição dentro do mancal. uma correia de transmissão. A força gravitacional de um eixo horizontal. Então.Vibrações oscilografadas nos mancais de uma máquina após a adição de massas de correção sem excitação do gerador Em Unidades Geradoras.5. O fluxo passando pelo distribuidor e pelo rotor faz aparecer vibrações com freqüência igual à rotação vezes número de pás do rotor ou do distribuidor ou as duas. a intervenção só deve ser decidida se as vibrações estiverem em níveis perigosos. Será mostrada agora como uma perturbação hidráulica pode influir numa oscilação de eixo. Onde δP é a vibração total e δD a vibração sem ‘runout’. ou até mesmo um desalinhamento proposital entre os mancais. As vibrações oriundas de perturbações hidráulicas da turbina podem ser minimizadas pela injeção de ar comprimido.7 .R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 7. Perturbações Hidráulicas na Turbina O fluxo de água pelo rotor da turbina gera vibrações em freqüências características. Ilustração 7.6. A Figura 7 mostra a influência deste passeio na vibração.

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Na Figura acima se percebe a combinação de dois sinais: um com a freqüência de giro do eixo devido talvez ao desbalanceamento e outro com freqüência mal definida ou mais baixa que é o ‘passeio’ do eixo – talvez até aleatório.6. Percebe-se que o eixo passa por região de instabilidade. Outro exemplo. Em um caso de turbina Kaplan. surgiam vórtices abaixo do rotor com freqüência próxima de 0.9 mostra as vibrações radiais do eixo de uma Francis sem aeração natural.8 . com os ângulos das pás corrigidos. Página 44 de 66 . Ilustração 7. o passeio do eixo era causado por um desajuste dos ângulos das pás. Corrigido o problema. isto pode indicar regiões críticas de funcionamento. nesse caso atribuído ao run-out. 7. Ilustração 7. publicada em 1939.9 . na Ilustração 7. Limites e Critérios de Vibração em Turbinas Os níveis de vibração devem ser comparados com referencias para fim de comparação e daí decidir a aceitação.8. a medida de vibração do eixo mostrou a rotação da máquina.Vibrações de uma turbina com o aumento da carga. A Ilustração 7. Ilustração 7.10 mostra a Carta de Rathbone. durante o aumento de carga.Vibração do eixo.125 Hz (o caso da trança).

Rathbone Depois foi aceita no mercado outra referência. a Carta da IRD.Carta de Severidade de T.11. C.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 7. a mesma da “General Machinery Vibration Severity Chart”. mostrada na Ilustração 7.10 . Página 45 de 66 .

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 7. São porcentagens das folgas. utilizavam-se a carta de Rathbone para a avaliação da vibração das Unidades Geradoras. os limites de vibração são associados às folgas radiais dos mancais de guia. Atualmente.11 . ou “General Machinery Vibration Severity Chart” Até a década de 80. Página 46 de 66 .Carta da IRD.

Práticas de Balanceamento de Unidades Geradoras 7. Ainda sobre particularidades sobre Unidades Geradoras. aqui considerada a resultante do desbalanceamento.2) Caso contrário. 25%.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES A Norma NEMA LG-3. Deve ser bem medida para avaliar a condição atual do rotor e determinar as correções necessárias. 75% e 100%). Outro fato que deve ser levado em conta é o “run out” do eixo. Estes valores deverão ser descontados das amplitudes do desbalanceamento captados no instrumento.7. o ângulo de fase da vibração seria 15º. a amplitude real de desbalanceamento será: A Real de Desbalanceamento = 150 + 50 = 200 µm (7. antes de continuar aumentando a rotação. o eixo apresentar 50 µm no sentido de aproximação do instrumento medidor. a amplitude real de desbalanceamento será igual a: A Real de Desbalanceamento = 150 − 50 = 100 µm (7. Se em alguma etapa a vibração exceder os limites aceitáveis. se neste mesmo ponto. até 100 RPM. pois permite medir a verdadeira amplitude da vibração da máquina.3) É importante conhecer o run out. 50%.1.7. ou seja. por problemas de desalinhamento ou outros. A amplitude da vibração normalmente é medida em deslocamento e expressa em [µm]. ou após a manutenção nos mancais. considera aceitáveis. evidenciando um afastamento do instrumento medidor. vibrações menores do que 70 a 80 % das folgas dos mancais onde se mede a vibração.1959. é preciso medir a amplitude da vibração e sua fase. sem as influências do desbalanceamento. É proporcional à quantidade de desbalanceamento. São valores em rotação e carga nominais. O run-out deve ser medido no local de instalação dos sensores de e na época da montagem do grupo. o ângulo de fase será aproximadamente 50º. se o “run out” apresenta (-50 µm). Instrumentação Para a execução do balanceamento. Quando a máquina for “rodar” pela primeira vez. com instrumentos montados nos suportes dos mancais. Em máquinas que giram de 120 e 150 RPM. a amplitude da freqüência de desbalanceamento for de 150 µm em um ponto qualquer do eixo e. A cada patamar. o ângulo de fase de 30 a 35º e em máquinas de alta rotação. 7. por exemplo. a máquina deverá ser balanceada neste ponto. a vibração do eixo deverá ser medida aumentando a rotação até a nominal em degraus de 25% (ou seja. a Westinghouse orienta que em máquinas de baixa rotação. 300 RPM. Não considerando o runout. o círculo desenvolvido pelo eixo devido ao seu alinhamento e às condições do acoplamento. Se. Página 47 de 66 . a vibração deve ser avaliada.

Existem outros tipos de sensores de vibração. Os sinais dos sensores são convenientemente tratados e a instrumentação fornece as leituras de vibração e de fase. Pode ser usado um tacômetro. 1 para cada direção radial e o 3º como sensor de fase. Outras formas de sensores de fase são os capacitivos ou os indutivos. A amplitude e a fase definem o vetor vibração. uma grandeza mecânica com módulo. direção e sentido. Para garantir a qualidade da medida. A Ilustração 7. O sensor de fase pode ser ótico. onde são processados e talvez comparados com outras variáveis do sistema.Esquema de sistema de aquisição de dados. Nas Unidades Geradoras hidráulicas com mancais hidrostáticos ou hidrodinâmicos é tradição usar como medidores sensores de proximidade. presos à carcaça dos mancais e direcionados para a superfície do eixo. Uma lâmpada estroboscópica disparada com a própria vibração é um bom medidor de fase. Modernamente os sinais são enviados para sistemas de aquisição de dados.12 . tanto geométricos como metalúrgicos. ou keyphasor. O sinal do sensor de fase é enviado ao instrumento que o vê como uma série de pulsos positivos ou negativos com o período muito bem definido e igual ao ciclo da rotação.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES A fase é o atraso da vibração em relação à excitação. cada um deles com as devidas adequações.13 mostra um exemplo de medida. São usados 3 ‘proximeters’. Ilustração 7. para perceber uma marca colorida do eixo ou a reflexão de um laser ou infravermelho em um pedaço de fita refletiva. Lógico que necessitam de boa calibração. permitindo a análise completa da operação. Os sistemas de aquisição oferecem boa qualidade. A Ilustração 7. que percebem a passagem de algo à sua frente.12 mostra o esquema de um sistema de aquisição. deve ser medida entre um ponto fixo no eixo e outro fixo na estrutura da máquina. simultaneidade de medidas e dispensam a permanência de operadores em locais inóspitos. ou trigger. Página 48 de 66 . pode ser usado. as regiões de medida no eixo devem estar livres de erros.

e cálculos das correções.. sempre existe a questão entre balanceamento estático e dinâmico.2. em outros as rotações são mais para baixas (roda de carro que vai à feira livre no domingo). Imagine balancear em campo um satélite de tele comunicações (em serviço). vetorial e analítico. o mais conhecido é o método dos 3 pontos. Mas em alguns casos. em outros a estrutura do rotor elimina a ação do momento (ventiladores centrífugos).3. Imagine tirar um rotor de 100 toneladas e transportá-lo para uma balanceadora. faz-se o analítico. Formas de Balanceamento: Os rotores podem ser balanceados em balanceadoras. Todas estas considerações são filosóficas e cada caso deve ser analisado com cuidado. Os processos de cálculo de balanceamento podem ser: gráfico. em outros só possível acessar um lado do rotor. Cada forma tem suas vantagens e desvantagens. usando a própria estrutura de sua máquina. Existe balanceadora para até 125 toneladas de rotor. é melhor balancear em campo.7. nem pensar em balancear em campo.7.4. em outros é muito complicado acessar dois planos. 7. Tipos de Balanceamentos Para qualquer tipo de rotor. Existem algoritmos gráficos para a solução matemática do balanceamento. Quando as dimensões são tão. E atualmente com computadores até nos celulares. O estático corrige uma força resultante e o dinâmico um momento resultante. Existe balanceadora para rotores de 1 grama. Sob todos os aspectos o dinâmico é melhor do que o estático. 7.. Métodos de Cálculo de Balanceamento de Campo O balanceamento de campo exige a medição da vibração. Por outro lado imagine balancear um rotor de 1 grama.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 7.Desbalanceamento inicial. o estático é suficiente. ou balanceados em campo. (grandes ou pequenas) aí só pode usar esse ou aquele.13 . Página 49 de 66 .7. da máquina rodando a vazio e sem excitação. máquinas de alta precisão calibradas para grande faixa de massa e dimensões. O método vetorial é muito intuitivo e dá uma boa exatidão. As formas e métodos estão detalhados nos Capítulos anteriores desta apostila. a aplicação de massas de teste para calibração. 7.

Com a massa no ponto B.g. 3.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES A seguir alguns exemplos de balanceamentos de campo em Unidades Geradoras. BC e CA e dividi-los na proporção de VA/ VB. VC = 120 µm. no ponto 5. A vibração passou de R0 = 200 µm a 30º para R1 = 100 µm a 90º. Com a massa no ponto C. 2. Traçar as retas AB. Traçar um círculo com centro em ‘O’ e raio = escala da massa de teste. na posição 6. VB/ VC e VC/ VA interna e externamente. Precisando ser girado de 30º para anular R0. VA = 100 µm. Os pontos de divisão interna e externa definem o raio de um círculo que é o lugar geométrico dos pontos que distam de A e de B na Página 50 de 66 . b) Balanceamento de 3 Pontos Vibração Original. Adota-se uma escala (e. Vibração com massa de teste de 145 kg no ponto A. Então o efeito da massa de teste é o vetor P na escala = 173 µm. V0 = 110 µm. VB = 150 µm. a) Balanceamento Vetorial mT = 30 kg. 1 cm = 50 kg) para a massa de teste: 1. A massa de teste deve ser substituída por outra de 35 kg colocada 30º para trás.

com as seguintes características: • Peso do rotor: 200 ton.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES proporção VA/VB. • Acionamento: Turbina Francis O método a ser utilizado será o da análise do diagrama vetorial e as oscilações medidas simultaneamente nos mancais de guia superior e inferior do gerador. O esquema de medida é mostrado na Ilustração 7. no ponto A no mancal da turbina.33 kg no ponto 2.m2. • Raio de inserção das massas: 2 m.3. • Relação L/D: 0. Outro exemplo: Balanceamento de Unidade Geradora. as medidas passaram para VB1 = 378 µm a -191º VC1 = 275 µm a . 4. pontos C e B.246º As fases próximas indicam um desbalanceamento quase estático. 2 para vibração e outro para referencia de fase.500 ton. As medidas originais foram: VB = 394 µm a -270º VC = 402 µm a . Com uma massa de teste de 9. • Potência: 130 MVA. Os 3 círculos gerados definem o ponto P2 que dá a posição da massa de correção. 5. e 6.221º Página 51 de 66 . O tamanho do segmento OP define o tamanho da massa de correção. • Sobrevelocidade atingida: 525 RPM. • GD2: 4. Foram usados 3 sensores de proximidade.14 abaixo. • Rotação: 300 RPM. Nesse exemplo a massa de correção calculada foi de 590 kg. Repetir para B e C e C e A.

14 – Posicionamento dos transdutores Os oscilogramas de medidas estão mostrados abaixo.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 7. Ilustração 7.15 – Oscilograma do desbalanceamento inicial Página 52 de 66 .

as vibrações passaram para VB2 = 216 µm a . Para análise do diagrama vetorial (acima).R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 7.230º e VC2 = 232 µm a 263º.25 kg no ponto I.5 kg. Depois de colocada a massa de 7. respectivamente. 7.5 e 19. Página 53 de 66 . para atenuar VB e VC.16 – Oscilograma do desbalanceamento após a inserção da massa de teste Registros antes e depois da massa de teste. a massa deverá ser deslocada no sentido anti-horário para próximo do ponto I de colocação da massa de teste. As massas requeridas para anular VB e VC são.

No refino. Com esta composição. revela que houve uma alteração sensível do desbalanceamento. respectivamente.248º Para análise do diagrama vetorial abaixo. Veja que os efeitos estão quase que contrários às vibrações originais. foi adicionado mais 1.6 e 15 kg. Página 54 de 66 .3 kg atrasada de 8º da referência. As novas medidas foram: VB3 = 176 µm a -201º VC3 = 158 µm a .25 kg no ponto I. Na tentativa. haverá uma resultante de 8.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Para um refinamento do balanceamento.4 kg no ponto VIII. mantendo-se a massa de 7. as massas de correção de VB e VC são. 10. o diagrama da direita mostra a massa de balanceamento do ponto B pode ainda ser deslocada mais ainda na direção anti-horário. enquanto para o ponto C pode ficar na mesma posição.

• Rotação: 120 rpm. As medições foram repetidas para 25.000 Ton.3 m. Observou-se que a vibração no ponto C aumenta com a potência gerada o no ponto B diminui. como podem ser observadas na Ilustração 7. • GD2: 70.2. • Potência: 350.5 MVA. 50 75 e 100% da potência nominal. • Diâmetro do ponto de inserção das massas de teste: 9.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Depois foi verificada a influência da potencia gerada. com as seguintes características: • Peso do gerador: 729 ton.m2. Outro Exemplo: Outro exemplo prático refere-se a dois grupos geradores iguais.17 abaixo: Página 55 de 66 . • Acionamento: Turbina Francis. • Diâmetro do rotor: 11. • Relação L/D: 0.5 m.. Veja gráfico abaixo. Medidas nos pontos S (mancal guia do Gerador) e I (mancal guia da turbina).

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 7.31) VS0 = 274 µm VI0 = 280 µm θ0 = 146º em atraso θI0 = 190.5º em atraso Massa de teste inserida = 124 kg entre os pontos 9 e 10 VS1 = 76 µm VI1 = 87 µm θ1 = 46º em atraso θI1 = 273.6 kg no ponto 6 VS1 = 100 µm VI1 = 103 µm θ1 = 120º em atraso θI1 = 30º em atraso Os índices 0 e 1 referem-se à situação antes e após a adição de pesos. Unidade Geradora 2 (Ilustração 7. respectivamente.5º em atraso Página 56 de 66 .Medidas nos pontos S (mancal guia do Gerador) e I (mancal guia da turbina) Os valores de amplitude e posição angular dos vetores antes e depois do balanceamento são os seguintes: Unidade Geradora 1 VS0 = 208 µm VI0 = 208 µm θ0 = 0º θI0 = 0º Massa de teste inserida = 115.17 .

Ilustração 7.m2 e 300 RPM é de aproximadamente 36 µm/kg.m2 e 120 RPM é em torno de 2 µm/kg. Para máquinas de 70000 ton.18 – Diagrama Vetorial da Oscilação da unidade geradora 1 Página 57 de 66 .R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES A sensibilidade à massa de teste de uma Unidade Geradora de 4500 ton.

Página 58 de 66 . tais como: − − Pesos adicionais (quantidade e posição).R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 7. Considerações Finais Antes e durante um balanceamento. Valores obtidos. em caso afirmativo. de uma maneira geral. é importante a observação dos seguintes itens: • Verificar se a máquina já fora balanceada e. procurar reunir todas as informações do balanceamento.8.19 – Diagrama Vetorial da Oscilação da unidade geradora 2 7.

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES − Dificuldades encontradas. Durante a análise das vibrações. Acompanhar também as oscilações junto aos outros mancais e verificar se a redução da oscilação em um ponto não provocará o aumento da oscilação em outro ponto. etc. considerar o desalinhamento de eixos. potência. Página 59 de 66 − − − − − − − − . Sempre que adicionar uma massa ou tiver uma dúvida quanto à intensidade de sua massa. • Levantar as características da máquina. Verificar o acesso aos pontos de medição da oscilação e em função disto. antes de partir para a inserção de massas de correção. medir a oscilação no eixo e não no suporte ou caixa do mancal. Dimensões da máquina. de modo a verificar a existência de peças soltas. Se em alguma velocidade se observarem oscilações indesejáveis. observar se não há a alteração dos mesmos com o aumento das temperaturas da máquina (mancais. quer seja por outra causa. aumentar a velocidade da máquina gradativamente. procurar corrigir a situação antes de prosseguir no incremento de velocidade. Porém. se a amplitude de oscilação for alta. Caso houver alguma alteração. • Levantar os dados relativos à montagem. rotação nominal e crítica. tais como: − − − − Alinhamento do eixo (“run out”). tais como: − − Tipo. Somente o desbalanceamento por excentricidade de massas poderá ser corrigido com a adição de massas de correção. iniciar a correção e. analisando a oscilação. quer seja por desbalanceamento.). a turbina. relação L/D). aguardar a estabilização antes de iniciar a medição. estabelecer a instrumentação a ser utilizada. mal fixadas e ou qualquer situação que possa provocar vibrações ou atritos desnecessários. Fixar seguramente as massas de correção. estator. os quais servirão de base para o balanceamento. Sempre que possível. se possível. observando o comportamento da amplitude do desbalanceamento. folgas dos mancais. após reduzir a amplitude. Antes de medir ou registrar a amplitude e ângulo da oscilação. Certificar-se de que a oscilação é proveniente de um desbalanceamento mecânico. Durante o balanceamento. inspecionar o gerador e. Condições do acoplamento. refazer a medição. principalmente do rotor do gerador (pontos de colocação de pesos. proceder ao aumento da velocidade. Antes de partir a máquina.

as amplitudes se comportarem de maneira não lógica. para a máquina e investigar a causa.. 75 e 100% da potência nominal). • O balanceamento deverá seguir as seguintes etapas: − − − − Máquina a vazio e sem excitação. Máquina a vazio excitada. imperam o bom senso e a experiência para situações que não se enquadrem aos casos expostos acima. As observações acima descritas são de âmbito geral e. Página 60 de 66 . sobre elas. Máquina em carga (25. • Se. durante o balanceamento. 50. Se as alterações nas amplitudes forem acentuadas durante o tempo necessário para a máquina atingir o regime. verificar a possibilidade de outras causas de oscilação.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES esperando a estabilização das temperaturas.

Sinopse Existem no mercado algumas opções de Balanceamento Ativo para aplicação mais dirigida a grandes ventiladores centrífugos sujeitos à incrustação. A Ilustração 2 mostra o esquema funcional. Página 61 de 66 . atuadores e anéis de correção.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES ANEXO . Esses sistemas chamados de Balanceamento Ativo ou Balanceamento Automático são compostos de sensores de vibração. Até que a vibração em 1x volte para a faixa estabelecida. a informação é enviada a um atuador que comunica aos anéis que reposicionam as massas móveis. O monitoramento é contínuo e o usuário estabelece a faixa de tolerância desejada. ou seja. A Ilustração 1 mostra as partes do sistema. 2. Os anéis de correção contêm massas internas que podem ser reposicionadas para compensar o desbalanceamento de massa do rotor. Atingido o nível superior desta faixa. Eles são presos ao eixo a corrigir. que trabalham em ambientes sujos. Operação de um Sistema de Balanceamento Ativo O principio é simples: sentir e ajustar. Correção Automática do Desbalanceamento Desde os anos 80 existem sistemas que monitoram a vibração em 1x e continuamente corrigem o desbalanceamento sem a necessidade de parar o ventilador.USO DE BALANCEAMENTO ATIVO NA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE MANUTENÇÃO E DE CONFIABILIDADE 1. o sistema determina a intensidade e a fase da correção necessária. 3. Ilustração 1 – Partes do sistema de balanceamento automático. um sistema de controle.

A Ilustração 3 mostra os croquis e a necessidade de 1 ou 2 planos de correção.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Ilustração 2 – Esquema de Balanceamento Ativo. Com mudanças de temperatura o material incrustado quebra e solta criando fortes desbalanceamentos.1. A vibração atinge 25 mm/s a 1330 Página 62 de 66 . Bi-apoiado com duas entradas – dupla aspiração. Em balanço com uma entrada. os ID fans (induced draft).1 Entrada Tipo 2 – Bi-apoiado – 1 Entrada Tipo 3 – Dupla Aspiração Ilustração 3 – Configurações de Ventiladores Centrífugos 5. o principal uso é em ventiladores centrífugos. Exemplos de Aplicação 5. 4. Suas informações podem ser usadas na otimização do balanceamento de campo. Bi-apoiado com uma entrada. 2. e 3. Aplicações do Balanceamento Ativo Apesar de ser usado em muitos tipos de máquinas. como estimativa da massa de teste e sua posição. Tipo 1 – Em balanço . Fabrica de Cimento a) Descrição do Problema IDF trabalhando com gás quente com partículas de cimento gerando incrustação. 3 tipos são destacados: 1. Nesta categoria. Este sistema pode ser “linkado” à rede e comandado à distância.

5 mm/s. Siderúrgica (USStell) a) Descrição do Problema Um exaustor de Ø3050 mm trabalhando com mistura de ar.3 mm/s e o intervalo entre paradas passou para 6 meses para limpeza. Ilustração 4 . a vibração se mantém entre 0. cal em um duto de 250 m na coqueria. O controle é desligar quando a vibração atinge 5.Exaustor Página 63 de 66 .2. A vibração sempre é alta após qualquer parada. 5. Os rolamentos eram trocados todos os meses.6 e 1. Para manter o serviço o rotor era balanceado 2 vezes por mês a um custo de US$ 1000. gases.00 por vez e um dia de parada.IDF b) Solução: Com a instalação do balanceamento ativo. A limpeza feita com jateamento de areia a cada 2 meses com perda de produção de 12 horas. Ilustração 5 .R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES RPM. As paradas de emergência foram eliminadas.

5 mm/s e os rolamentos passaram a suportar mais do que 1 ano de serviço. A Tecnologia SKF A proposta da SKF para o Sistema de Balanceamento Ativo está mostrada na Ilustração 6 abaixo. Antes do Balanceamento Depois do Balanceamento Ilustração 6 .R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES b) Solução A instalação do Balanceador Ativo manteve a vibração em 0. as esferas se movem continuamente e corrigem o desbalanceamento. equivalente a US$45. Em horas de manutenção.00. a empresa estima a redução de mais de 1000 horas manutenção. O reposicionamento de elementos faz a compensação de massa para corrigir o desbalanceamento de massa de vários tipos de rotores. 6.000.00 em peças e mão de obra. Veja a tabela a seguir: Página 64 de 66 . À medida que o desbalanceamento varia. Só na troca de rolamentos a USSteel economizou US$80. Um modo de comparar as diversas normas é associar a força dinâmica criada pelo desbalanceamento residual como porcentagem da carga estática aplicada nos mancais.000.A proposta da SKF para o Sistema de Balanceamento Ativo. Faz coincidir o Centro de Massa com o Centro Geométrico.

Força Centrífuga como porcentagem da força estática nos mancais. ISO & MIL-STD-167-1 para tolerâncias de balanceamento em função da Máxima Rotação de Operação [RPM] Página 65 de 66 . Comparação entre as Normas API.R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES Tabela 1 .

R&T Análise de Vibrações e Balanceamento CURSO – BALANCEAMENTO DE ROTORES 24 21 Velocidade em mm/Sec 18 15 Página 66 de 66 .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->