Você está na página 1de 35

ESPAÇOS CONFINADOS – LIVRETO DO TRABALHADOR

FUNDACENTRO
Presidente
Rosiver Pavan

Diretor Executivo
Osvaldo da Silva Bezerra

Diretor Técnico
Carlos Sérgio da Silva (interino)

Diretora de Administração e Finanças


Renata Maria Celeguim
ESPAÇOS CONFINADOS – LIVRETO DO TRABALHADOR

FUNDACENTRO

Francisco Kulcsar Neto


José Possebon
Norma Conceição do Amaral

São Paulo
2006
O QUE SÃO ESPAÇOS CONFINADOS?

¾ SÃO ESPAÇOS QUE POSSUEM


ABERTURAS DE ENTRADA E SAÍDA
LIMITADAS;

¾ NÃO POSSUEM VENTILAÇÃO


NATURAL;

¾ PODEM TER POUCO OU NENHUM


OXIGÊNIO;

¾ PODEM CONTER PRODUTOS TÓXICOS


OU INFLAMÁVEIS;

¾ PODEM CONTER OUTROS RISCOS, E

¾ NÃO SÃO FEITOS PARA OCUPAÇÃO


CONTÍNUA POR TRABALHADORES.
01
ONDE É ENCONTRADO O ESPAÇO CONFINADO?

¾ INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE.

¾ INDÚSTRIA GRÁFICA.

¾ INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA.

¾ INDÚSTRIA DA BORRACHA,
Tanques de armazenamento
DO COURO E TÊXTIL.

¾ INDÚSTRIA NAVAL E

OPERAÇÕES MARÍTIMAS.

¾ INDÚSTRIAS QUÍMICAS E PETROQUÍMICAS.

Tubulações

Fonte: Petit & Linn, 1987 02


ONDE É ENCONTRADO O ESPAÇO CONFINADO?

¾ SERVIÇOS DE GÁS.

¾ SERVIÇOS DE ÁGUAS E ESGOTO.

¾ SERVIÇOS DE ELETRICIDADE.

¾ SERVIÇOS DE TELEFONIA.

¾ CONSTRUÇÃO CIVIL.
Galerias

¾ BENEFICIAMENTO DE MINÉRIOS.

¾ SIDERÚRGICAS E METALÚRGICAS.

¾ AGRICULTURA.
Silos
¾ AGRO-INDÚSTRIA.

Biodigestor

03
Fonte: Petit & Linn, 1987
TIPOS DE TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS:

¾ OBRAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL.

¾ OPERAÇÕES DE SALVAMENTO E

RESGATE.

¾ MANUTENÇÃO, REPAROS, LIMPEZA

OU INSPEÇÃO DE EQUIPAMENTOS

OU RESERVATÓRIOS.

04
RISCOS QUANDO SE TRABALHA EM ESPAÇOS CONFINADOS:

¾ FALTA OU EXCESSO DE OXIGÊNIO.

¾ INCÊNDIO OU EXPLOSÃO, PELA PRESENÇA

DE VAPORES E GASES INFLAMÁVEIS.

¾ INTOXICAÇÕES POR SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS.

¾ INFECÇÕES POR AGENTES BIOLÓGICOS.

¾ AFOGAMENTOS.

¾ SOTERRAMENTOS.

¾ QUEDAS.

¾ CHOQUES ELÉTRICOS.

TODOS ESTES RISCOS PODEM LEVAR A


MORTES OU DOENÇAS.

05
COMO EVITAR ACIDENTES EM ESPAÇOS CONFINADOS?

¾ CERTIFICANDO-SE QUE A SUA EMPRESA:

SEGUE A

¾ NBR 14.787 – “ESPAÇOS CONFINADOS –

PREVENÇÃO DE ACIDENTES,

PROCEDIMENTOS E MEDIDAS DE PROTEÇÃO”.

E ATENDE A

¾ NR 18.20 – “LOCAIS CONFINADOS”.

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS


NBR – NORMA BRASILEIRA
MTE – MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
NR – NORMA REGULAMENTADORA
06
QUANDO VOCÊ PODE ENTRAR EM UM ESPAÇO CONFINADO?

¾ SOMENTE QUANDO SUA EMPRESA FORNECER A

AUTORIZAÇÃO NA FOLHA DE PERMISSÃO DE


ENTRADA,

¾ ESSA FOLHA DE PERMISSÃO DE ENTRADA É


EXIGIDA POR LEI E É EXECUTADA PELO
SUPERVISOR.

¾ O SERVIÇO A SER EXECUTADO DEVE SEMPRE


SER ACOMPANHADO POR UM VIGIA.

07
A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR:

¾ TREINAMENTO A TODOS OS TRABALHADORES. ¾ INSPEÇÃO PRÉVIA NO LOCAL.

08
A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR:

¾ EXAMES MÉDICOS. ¾ FOLHA DE PERMISSÃO DE ENTRADA.

09
A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR:

¾ SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO ¾ SUPERVISOR DE ENTRADA E VIGIA.


DA ÁREA.

10
A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR:

¾ EQUIPAMENTOS MEDIDORES DE OXIGÊNIO,


GASES E VAPORES TÓXICOS E INFLAMÁVEIS.

¾ EQUIPAMENTOS DE VENTILAÇÃO.

11
A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR:

¾ EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
¾ EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO,
INDIVIDUAL.
ILUMINAÇÃO.

¾ EQUIPAMENTOS
DE RESGATE.

12
DIREITOS DO TRABALHADOR – ENTRADA SEGURA

¾ ENTRAR EM ESPAÇO

CONFINADO SOMENTE

APÓS O SUPERVISOR

DE ENTRADA REALIZAR

TODOS OS TESTES E

ADOTAR AS MEDIDAS DE

CONTROLE NECESSÁRIAS.

13
DIREITOS DO TRABALHADOR – ENTRADA SEGURA

¾ NÃO ENTRAR EM ESPAÇO


CONFINADO, CASO AS CONDIÇÕES
DE TRABALHO NÃO SEJAM SEGURAS.

Portaria nº 3214, do Ministério do


Trabalho, Norma Regulamentadora
nº 9 – item 9.6.3.

14
DIREITOS DO TRABALHADOR - TREINAMENTO

¾ CONHECER OS RISCOS DO ¾ CONHECER O TRABALHO A SER EXECUTADO.


TRABALHO A SER EXECUTADO.

¾ CONHECER OS
PROCEDIMENTOS
E EQUIPAMENTOS
DE SEGURANÇA
PARA EXECUTAR
O TRABALHO

¾ RECEBER TODOS OS EQUIPAMENTOS ¾ CONHECER OS PROCEDIMENTOS


DE SEGURANÇA NECESSÁRIOS PARA E EQUIPAMENTOS DE RESGATE
EXECUÇÃO DOS TRABALHOS. E PRIMEIROS SOCORROS.
15
DEVERES DO TRABALHADOR:

¾ FAZER OS EXAMES MÉDICOS.


¾ COMUNICAR RISCOS.

¾ PARTICIPAR DOS TREINAMENTOS E


SEGUIR AS INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA.

¾ USAR OS EQUIPAMENTOS
DE PROTEÇÃO
FORNECIDOS.

16
MEDIDAS DE SEGURANÇA – FOLHA DE PERMISSÃO DE ENTRADA

¾ A FOLHA DE PERMISSÃO DE ENTRADA.


CONTÉM PROCEDIMENTOS ESCRITOS
DE SEGURANÇA E EMERGÊNCIA.

¾ VERIFICAR SE AS MEDIDAS DE
SEGURANÇA FORAM IMPLANTADAS
E SE A FOLHA DE PERMISSÃO
DE ENTRADA ESTÁ ASSINADA PELO
SUPERVISOR DE ENTRADA.

¾ O TRABALHADOR DEVE ENTRAR NO


ESPAÇO CONFINADO COM UMA CÓPIA
DA FOLHA DE PERMISSÃO DE ENTRADA.

17
MEDIDAS DE SEGURANÇA – SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DA ÁREA

¾ A SINALIZAÇÃO É IMPORTANTE PARA

INFORMAÇÃO E ALERTA QUANTO AOS

RISCOS EM ESPAÇOS CONFINADOS.

¾ O ISOLAMENTO É NECESSÁRIO PARA


EVITAR QUE PESSOAS NÃO AUTORIZADAS
SE APROXIMEM DO ESPAÇO CONFINADO.

18
MEDIDAS DE SEGURANÇA – SUPERVISOR DE ENTRADA

O SUPERVISOR DE ENTRADA DEVE:

¾ VERIFICAR OS RISCOS DE ACIDENTES.

¾ REALIZAR AS MEDIÇÕES DO NÍVEL DE

OXIGÊNIO, GASES E VAPORES

TÓXICOS E INFLAMÁVEIS.

¾ PROVIDENCIAR E MANTER OS

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA E DE

RESGATE NECESSÁRIOS.

¾ RESPONSABILIZAR-SE PELAS

INFORMAÇÕES CONTIDAS NA FOLHA

DE PERMISSÃO DE ENTRADA.
19
MEDIDAS DE SEGURANÇA –
DESLIGAMENTO DE ENERGIA, TRANCA E SINALIZAÇÃO

O SUPERVISOR DE ENTRADA DEVE:

¾ DESLIGAR A ENERGIA ELÉTRICA,

TRANCAR COM CHAVE OU CADEADO E

SINALIZAR QUADROS ELÉTRICOS PARA

EVITAR MOVIMENTAÇÃO ACIDENTAL DE

MÁQUINAS OU CHOQUES ELÉTRICOS

QUANDO O TRABALHADOR

AUTORIZADO ESTIVER NO INTERIOR

DO ESPAÇO CONFINADO.

20
MEDIDAS DE SEGURANÇA – VIGIA

O VIGIA DEVE:

¾ FICAR O TEMPO TODO EM

CONTATO COM A EQUIPE NO

INTERIOR DO ESPAÇO CONFINADO.

¾ ACIONAR OS SERVIÇO DE RESGATE

E PRIMEIROS SOCORROS.

21
MEDIDAS DE SEGURANÇA – TESTES DO AR

¾ OS TESTES DO AR INTERNO SÃO MEDIÇÕES

PARA VERIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE OXIGÊNIO,

GASES E VAPORES TÓXICOS E INFLAMÁVEIS.

¾ ANTES QUE O TRABALHADOR ENTRE EM UM


ESPAÇO CONFINADO, O SUPERVISOR DE
ENTRADA DEVE REALIZAR TESTES INICIAIS DO
AR INTERNO.

¾ DURANTE AS MEDIÇÕES, O SUPERVISOR DE

ENTRADA DEVE ESTAR FORA DO ESPAÇO

CONFINADO.

22
MEDIDAS DE SEGURANÇA – TESTES DO AR

¾ AS MEDIÇÕES SÃO NECESSÁRIAS PARA QUE NÃO OCORRAM ACIDENTES


POR ASFIXIA, INTOXICAÇÃO, INCÊNDIO OU EXPLOSÃO.
23
MEDIDAS DE SEGURANÇA – VENTILAÇÃO

NÃO VENTILAR

ESPAÇOS CONFINADOS COM

OXIGÊNIO

¾ O USO DE OXIGÊNIO PARA VENTILAÇÃO DE LOCAL CONFINADO

AUMENTA O RISCO DE INCÊNDIO E EXPLOSÃO.

24
MEDIDAS DE SEGURANÇA – VENTILAÇÃO

¾ DURANTE TODO

O TRABALHO NO

ESPAÇO CONFINADO

DEVE SER UTILIZADA

VENTILAÇÃO

ADEQUADA

PARA GARANTIR A

RENOVAÇÃO CONTÍNUA

DO AR.

25
MEDIDAS DE SEGURANÇA - EPI

¾ OS EQUIPAMENTOS
DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL – EPIs
DEVEM SER
FORNECIDOS ¾ O TRABALHADOR
GRATUITAMENTE. DEVE SER
TREINADO
QUANTO AO USO
¾ DEVEM SER ADEQUADO DO
UTILIZADOS EPIs EPI.
ADEQUADOS PARA
CADA SITUAÇÃO DE
RISCO EXISTENTE.

26
MEDIDAS DE SEGURANÇA - OBJETOS PROIBIDOS

¾ CIGARROS
NUNCA FUME NO ESPAÇO CONFINADO!

¾ TELEFONE CELULAR
NÃO DEVE SER UTILIZADO COMO
APARELHO DE COMUNICAÇÃO EM
ESPAÇO CONFINADO.

¾ VELAS – FÓSFOROS - ISQUEIROS


NÃO DEVEM SER UTILIZADOS.

¾ OBJETOS NECESSÁRIOS À
EXECUÇÃO DO TRABALHO QUE
PRODUZAM CALOR, CHAMAS OU
FAÍSCAS, DEVEM SER PREVISTOS NA
FOLHA DE PERMISSÃO DE ENTRADA.

27
MEDIDAS DE SEGURANÇA - EQUIPAMENTOS ESPECIAIS

¾ DEVEM SER FORNECIDOS EQUIPAMENTOS ESPECIAIS PARA TRABALHOS


EM ESPAÇOS CONFINADOS COMO:

¾ DETECTORES DE GASES,
¾ LANTERNAS.
À PROVA DE EXPLOSÃO.

¾ RÁDIOS DE COMUNICAÇÃO.

28
MEDIDAS DE EMERGÊNCIA E RESGATE

¾ O EMPREGADOR DEVE ELABORAR


E IMPLANTAR PROCEDIMENTOS
DE EMERGÊNCIA E RESGATE
ADEQUADOS AO ESPAÇO
CONFINADO.

¾ O EMPREGADOR DEVE FORNECER


EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS
QUE POSSIBILITEM MEIOS
SEGUROS DE RESGATE.

¾ OS TRABALHADORES DEVEM SER


TREINADOS PARA SITUAÇÕES DE
¾ SITUAÇÃO DE TREINAMENTO COM SIMULAÇÃO DE
EMERGÊNCIA E RESGATE.
OPERAÇÃO DE SALVAMENTO E RESGATE.

29
LEMBRE-SE SEMPRE

¾ GARANTA SUA VIDA


E A DE SEUS COMPANHEIROS
CONHECENDO E EXIGINDO
TRABALHOS SEGUROS EM
ESPAÇOS CONFINADOS.

¾ VOLTAR PARA CASA


COM SAÚDE
É UM DIREITO DE TODOS
OS TRABALHADORES.

30
REFERÊNCIAS
1. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR nº 14.787 Espaço Confinado – Prevenção de acidentes,
procedimentos e medidas de proteção. São Paulo: ABNT. 2001.

2. BRASIL. Norma Regulamentadora. NR nº 18.20 – Locais Confinados. In: BRASIL. NR nº 18 – Norma


Regulamentadora das Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – Brasília:
Ministério do Trabalho. 1978.

3. BRASIL. Portaria. Portaria nº 3214 de 08.06.78. Brasília: Ministério do Trabalho. 1978.

4. ILO. International Labour Organization. Encyclopaedia of Occupational Health and Safety. Geneva: ILO. 1971/72.

5. MINISTÉRIO DE TRABAJO Y ASSUNTOS SOCIALES. Trabajos em Espacios Confinados. Madrid: Instituto


Nacional de Seguridad e Higiene em El Trabajo. 2005.

6. PETIT, T; LINN, H. A Guide to Safety in Confined Spaces. Washington: NIOSH. Government Printing Office. 1987.

7. REKUS, JF. Complete Confined Spaces Handbook. Maryland: CRC/Lewis Publishers. 1984.

8. U.S. Department of Labor Occupational Safety & Health Administration. Confined Spaces. Washington: OSHA.
2005.

9. U.S. Department of Labor Occupational Safety & Health Administration. Regulations (Standards – 29 CFR) Permit-
required confined spaces – 1910. 146. Washington: OSHA. 2005.
31
Digitação e montagem
Norma C. do Amaral

Adequação didática
Alice Santi
Maria Cristina B. G. C. Carneiro
Maria Inês Franco Motti

Desenhos
Perkins T. Moreira