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Unidade 1:

ESTUDOS E SERVIÇOS
PRELIMINARES
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções I
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Estudo de Viabilidade do
Empreendimento
• É a comparação entre a estimativa de
custo do mesmo e os rendimento que se
espera obter por meio da sua
comercialização.
Estudo Local do Terreno

• Sem as informações referentes às características de um terreno


é praticamente impossível a elaboração e a execução de um
empreendimento.
• As características ideais de um terreno para um projeto
econômico são:
– a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção;
– b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa
residência;
– c) Ser seco;
– d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua;
– e) Ser resistente para suportar bem a construção;
– f ) Ter facilidade de acesso;
– g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos;
– h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão;
– i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a
decomposição orgânica.
Estudo Local do Terreno
• Mas como nem sempre estas características são encontradas nos
lotes urbanos, devemos levá-las em consideração quando da visita ao
lote, levantando os seguintes pontos:

– a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo


a escritura, colhendo-se todas as informações necessárias;

– b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade, se o loteamento


onde se situa o terreno, foi devidamente aprovado e está liberado
para construção;

– c) Situação do lote dentro da quadra, medindo-se a distância da


esquina ou construção mais próxima.

– d) Com bússola de mão, confirmar a posição da linha N-S.


Estudo Local do Terreno

– e) Verificar se existem benfeitorias.(água, esgoto, energia)

– f) Sendo o terreno com inclinação acentuada, em declive,


verificar se existe viela sanitária vizinha do lote, em uma
das divisas laterais ou fundo;

– g) Verificar se passa perto do lote, linha de alta tensão,


posição de postes, bueiros, etc...

– h) Verificar se existe faixa non edificandi .( de não


construção)

– i) Verificar a largura da rua e passeio.


Verificação das Condições de
Vizinhança
• A verificação prévia das condições da vizinhança
permite que a empresa não tenha surpresa
desagradável durante a produção do empreendimento,
seja com a ocorrência de patologias diversas como
trincas excessivas ou mesmo chegando-se a situações
de desabamentos de residências vizinhas. Por outro
lado, permite, ainda, que se previna quanto às
reclamações infundadas de vizinhos.
• O registro deve ser feito em relatório técnico
específico contendo “croqui” com indicação das
ocorrências, relacionados a fotos devidamente datadas
e relatos das observações realizadas.
Verificação das Condições de
Vizinhança
Limpeza do Terreno
• Modalidades:
– Carpir - Quando a vegetação é rasteira e com pequenos
arbustos, usando para tal, unicamente a enxada.
– Roçar - Quando além da vegetação rasteira, houver árvores de
pequeno porte, que poderão ser cortadas com foice.
– Destocar - Quando houver árvores de grande porte,
necessitando desgalhar, cortar ou serrar o tronco e remover parte
da raiz. Este serviço pode ser feito com máquina ou
manualmente.
– Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou
tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. Todo material
vegetal, bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro
de obras.
– O corte de vegetação de porte arbóreo fica subordinado às
exigências e às providências seguintes:
• obtenção de licença, em se tratando de árvores com diâmetro de
caule (tronco) igual ou superior a 15 cm, medindo à altura de 1 m
acima do terreno circundante;
• em se tratando de vegetação de menor porte, isto é, arvoredo com
diâmetro de caule inferior a 15 cm, o pedido de licença poderá ser
suprido por comunicações prévia à municipalidade, que procederá à
indispensável verificação e fornecerá comprovante.
Levantamento Topográfico

• Levantamento topográfico é um processo


de medição que permite reproduzir em
mapas todas as características físicas de
um terreno. Quanto a finalidade, os
levantamento se dividem em:

• Levantamento Topográfico Planimétrico:


– Visa representar o contorno da área em
estudo. A representação gráfica deste
levantamento é a planta planimétrica.
Levantamento Topográfico
• Levantamento Topográfico Altimétrico:
– Visa representar as alturas da área em estudo em
relação a um plano topográfico. A representação
gráfica deste levantamento é o PERFIL.
• Levantamento Topográfico Plani-Altimétrico:
– Visa representar o contorno da área em estudo e as
suas alturas em relação a um plano topográfico. A
representação gráfica é a PLANTA TOPOGRÁFICA.
Levantamento Topográfico

– Ferramentas
• Trena de Aço, Lona ou Fibra de vidro
Levantamento Topográfico
• Piquetes
– são necessários para marcar os extremos do
alinhamento a ser medido;
– são feitos de madeira roliça ou de seção quadrada com
a superfície no topo plana;
– são assinalados (marcados) por tachinhas de cobre;
– seu comprimento varia de 15 a 30cm e seu diâmetro
varia de 3 a 5cm;
– é cravado no solo, porém, parte dele (cerca de 3 a 5cm)
deve permanecer visível;
– sua principal função é a materialização de um ponto
topográfico no terreno
Levantamento Topográfico
• Estacas
– São utilizadas como testemunhas da posição do piquete e são
cravadas cerca de 30 a 50cm destes
– seu comprimento varia de 15 a 40cm e seu diâmetro varia de 3 a 5cm;
– são chanfradas na parte superior para permitir uma inscrição numérica
ou alfabética, que pertence ao piquete testemunhado.
• Balizas
– São utilizadas para manter o alinhamento, na medição entre pontos,
quando há necessidade de se executar vários lances
– São feitas de madeira ou ferro; arredondado,sextavado ou oitavado;
terminadas em ponta guarnecida de ferro;
– Seu comprimento é de 2 metros e seu diâmetro varia de 16 a 20mm;
– São pintadas em cores contrastantes (branco e vermelho ou branco e
preto) para permitir que sejam facilmente visualizadas à distância;
– Devem ser mantidas na posição vertical, sobre a tachinha do piquete,
com auxílio de um nível de cantoneira.
Levantamento Topográfico
• Teodolito e Nível
– O teodolito é utilizado na leitura de ângulos
horizontais e verticais e da régua graduada; o nível é
utilizado somente para a leitura da régua.
Levantamento Topográfico
• Mira ou Régua Graduada
– é uma régua de madeira, alumínio ou PVC, graduada em m,
dm, cm e mm; utilizada na determinação de distâncias
horizontais e verticais entre pontos
Levantamento Topográfico

NM

S
élias
Rua das Brom
78,314

6,00 m
79,104
élias
Rua das Brom

78,354
78,80 78,60
79,20 79,00

3m
79,40 ,38 m 78,562
79,60 " - 15
Az.:144°53'59 2,
99
79,80 79,096
79,674 m 78,666
78,60

80,00 78,80

80,20 79,00

Az.:240°19'44" - 30,09 m
80,40

Rua dos Ibiscos


79,20
80,60
79,429

Az.:60°19'58" - 31,16 m
80,719 80,239
80,80 79,40
Rua dos Ibiscos

81,00
79,60

81,20 3m 6,00 m
79,80

81,40 80,00
81,654 81,057 80,154

81,60 80,20

81,80 80,40

Poste de Concreto
82,00 80,60

80,204
82,114 81,724 80,747
80,80
Az.:328°46'41" - 17,50 m
82,00 81,80 81,60 81,40 81,20 81,00
Levantamento Topográfico

E
NM

S
élias

W
Rua das Brom
78,314

6,00 m
79,104

78,354
79

3m
- 15,38 m 78,562
Az.:144°53'59" 2,
99
79,096
79,674 m 78,666

As Cotas no Eixo da Rua são de Pavimento Acabado


80

79

Az.:240°19'44" - 30,09 m

Rua dos Ibiscos


79,429

Az.:60°19'58" - 31,16 m
80,719 80,239

81

10
3m 6,00 m

80
81,654 81,057 80,154

Poste de Concreto
82

80,204
82,114 81,724 80,747
Az.:328°46'41" - 17,50 m 81
82

Título: Folha:
Levantamento Planialtimétrico. 01
Objetivo: Escala :
Estudos e Projetos 1 : 250
Levantamento Topográfico
• A planta do levantamento planialtimétrico do imóvel deverá conter
informações referentes à topografia, aos acidentes físicos, à
vizinhança e aos logradouros.
• A elaboração da planta deverá ser em escala conveniente,
variando entre 1:100 e 1:250, data do levantamento e assinatura do
profissional que a executou.
• O levantamento planialtimétrico partirá do alinhamento da via
pública existente para o imóvel.
• Com referência à topografia do imóvel deverão ser prestadas as
seguintes informações:
– indicação da linha norte-sul;
– indicação das medidas de cada segmento do perímetro que o imóvel,
mostrando a extensão levantada e a constante do título de propriedade,
para verificação de eventual divergência
– indicação dos ângulos entre os segmentos do perímetro que define o
imóvel ou seus rumos;
– demarcação do perímetro de edificações eventualmente existente no
imóvel;
Levantamento Topográfico
• se a comprovação de propriedade da área for constituída por
mais de um título, deverão ser demarcados os vários imóveis
que a compõem, relacionando-os com os títulos de
propriedade, indicando suas áreas e os respectivos números de
contribuinte do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano);
• indicação da área real do imóvel resultante do levantamento,
bem como da área constante do título de propriedade;
• apresentação de curva de nível, de metro em metro,
devidamente cotadas, ou de planos cotados (para caso de
terreno que apresente desnível não superior a 2m);
• localização de árvores existentes, de caule (tronco) com
diâmetro superior a 15 cm (medindo a 1 m acima do terreno
circundante);
• demarcação de córregos ou quaisquer outros cursos de água
existentes no imóvel ou em sua divisa;
• demarcação de faixas non edificandi (de não edificação) e
galerias existentes no imóvel ou em suas divisas;
• indicação das cotas de nível na guia, nas extremidades da
lateral do imóvel
Levantamento Topográfico
• Com referência à vizinhança e ao(s)
logradouro(s), deverão ser prestadas as
informações seguintes:
– Indicação dos confinantes, frente, laterais e
fundos.
– Largura de ruas e calçadas;
– Indicação de pavimentação e rebaixos;
– localização de postes, árvores, bocas-de-lobo,
fiação e mobiliários urbanos existentes em
frente ao imóvel;
– código do logradouro onde se situa o imóvel e
número de contribuinte do IPTU.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo

• O perfil de sondagem é muito importante, pois é através dele


que podemos conhecer o solo na qual devemos trabalhar, uma
sondagem mal executada é como um raio-x sem capacidade de
atender ao que são solicitados, o nível de problema por falta de
eficiência pode ser visto desta maneira, pois numa obra
emprega-se inúmeros insumos e não podemos comprometer
este numerários por causa de um serviço na maioria das vezes
tem um custo insignificante perante a obra que se constrói
sobre ele.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
• O perfil de sondagem é muito importante no início dos projetos para
determinação correta do tipo de fundação a ser aplicada,
profundidade e nível de qualidade das fundações executadas.

• Tente imaginar que com uma sondagem bem feita pode-se reduzir
muito o custo de sua fundação devido o reconhecimento de
subsolo, logo a sondagem é uma forma de viabilização de obras,
quando devidamente executada. As sondagens representam, em
média, apenas 0,05 à 0,005% do custo total da obra.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo

• Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela


sondagem do subsolo são os seguintes:
– Determinação dos tipos de solo que ocorrem, no subsolo,
até a profundidade de interesse do projeto;
– Determinação das condições de compacidade (areias) ou
consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de
solo;
– Determinação da espessura das camadas constituintes do
subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies)
que as separam;
– Informação completa sobre a ocorrência de água no
subsolo.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
• Para fins de projeto das fundações, deverão ser programadas no
mínimo Sondagens a Percussão (SPT) de simples reconhecimento
dos solos, abrangendo o número, a localização e a profundidade
dos furos em função de uma Referência de Nível (RN) bem definida
e protegida contra deslocamentos.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
• A sondagem S.P.T é realizada contando o
número de golpes necessários à cravação de
parte de um amostrador no solo realizada pela
queda livre de um martelo de massa e altura
de queda padronizadas.
– A execução de uma sondagem é um processo
repetitivo, que consiste em abertura do furo, ensaio
de penetração e amostragem a cada metro de solo
sondado.
– Desta forma,, em cada metro faz-se, inicialmente, a
abertura do furo com um comprimento de 55cm, e o
restante dos 45cm para a realização do ensaio de
penetração.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
– As fases de ensaio e de amostragem são realizadas
simultaneamente, utilizando um tripé, um martelo de 65kg,
uma haste e o amostrador.
– O amostrador é cravado 45cm no solo, sendo anotado o
número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.
– O Índice de Resistência à Penetração é determinado através
do número de golpes do peso padrão, caindo de uma altura
de 75cm, considerando-se o número necessário àpenetração
dos últimos 30 cm do amostrador. Conhecido como S.P.T.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
• A Tabela apresenta correlações empíricas, que permite
uma estimativa da compacidade das areias e da
consistência das argilas, a partir da resistência à
penetração medida nas sondagens.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo

• Determinação do número de sondagens a executar


– Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente
distribuídos na área em estudo, e devem ter
profundidade que inclua todas as camadas do subsolo
que possam influir, significativamente, no
comportamento da fundação.
– No caso de fundações para edifícios, o número mínimo
de pontos de sondagens a realizar é função da área a
ser construída
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
– Podemos ainda, avaliar o mínimo de furos para
qualquer circunstância em função da área do
terreno para lotes urbanos:
• 2 furos para terreno até 200m²
• 3 furos para terreno entre 200 a 400m², ou
• No mínimo, três furos para determinação da disposição e
espessura dascamadas.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
• Disposição dos furos de sondagem
– Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em
planta, de maneira a cobrir toda a área em estudo.
– A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a
25m, evitando que fiquem numa mesma reta e de
preferência, próximos aos limites da área em estudo.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
• Recomendações Gerais
– Em geral, quatro índices elevados de resistência à
penetração, em material de boa qualidade, permitem a
interrupção do furo.
– Nos terrenos argilosos, a sondagem deverá ultrapassar
todas as camadas. Nos terrenos arenosos, as sondagens
raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m.
– Obs.: profundidade mínima 8,0m. Essa profundidade pode
ser corrigida, à medida que os primeiros resultados forem
conhecidos.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
– Poderá ocorrer obstrução nos furos de
sondagens do tipo matacões (rochas dispersas
no subsolo) confundindo com um
embasamento rochoso. Neste caso a
verificação é realizada executando-se uma
nova sondagem a 3,0m, em planta, da anterior.
Se for confirmada a ocorrência de obstrução na
mesma profundidade, a sondagem deverá ser
novamente deslocada 3,0m numa direção
ortogonal ao primeiro deslocamento. Caso
necessário, a sondagem na rocha é realizada
com equipamento de sondagem rotativo.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
– Nos casos em que houver necessidade de estudos
aprofundados das condições de trabalho do terreno, o
programa de investigação do subsolo deverá contar com a
extração de amostras indeformadas e conseqüentes
análises laboratoriais, que determinem os limites de
plasticidade e de liquidez, a granulometria, a
permeabilidade, a capilaridade etc. das camadas de
interesse.
– Nos casos de obra pequena, poderão ser admitidos
processos simples de investigação do subsolo, como a
sondagem com trado-cavadeira (broca), para a obtenção de
amostras (então deformadas) e caracterização tátil-visual.
– Os serviços de sondagem deverão ser executados por
empresa especializada, com o acompanhamento de um
consultor de mecânica dos solos.
Sondagem de Simples
Reconhecimento do Solo
• Resultados
– Os dados obtidos em uma investigação do subsolo, são
normalmente apresentados na forma de um perfil para
cada furo de sondagem.
– A posição das sondagens é amarrada topograficamente e
apresentada numa planta de locação bem como o nível da
boca do furo que é amarrado a uma referência de nível
RN bem definido
– No perfil do subsolo as resistências à penetração são
indicadas por números à esquerda da vertical da
sondagem, nas respectivas cotas. A posição do nível
d'água - NA - também é indicada, bem como a data inicial
e final de sua medição
Unidade 2:
INSTALAÇÕES
PROVISÓRIAS
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções I
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

CONTEÚDO
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS
• 2.1- Instalação do Canteiro de Obra
• 2.1.1- Sanitários
• 2.1.2- Vestiários
• 2.1.3- Alojamentos
• 2.1.4- Local para refeições
• 2.1.5- Cozinha
• 2.1.6- Lavanderia
• 2.1.7- Área de lazer
• 2.2- Escritórios
• 2.3- Almoxarifado da Obra
• 2.3.1- Responsabilidade do Almoxarife
• 2.3.2- Divisão do Almoxarifado
• 2.4- Regras de Segurança Patrimonial e de Pessoal
• 2.4.1- Tapumes e Andaimes
• 2.4.2- Escadas e Elevadores
• 2.4.3- Equipamentos de segurança e Incêndio
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

2.1 – Instalações do Canteiro de Obra


2.1.1 – Área de Vivência
Os canteiros de obras devem dispor de: instalação sanitária; vestiário;
alojamento (*); local de refeições; cozinha (quando houver preparo de
refeições); lavanderia (*); área de lazer (*); ambulatório (quando se tratar de
frentes de trabalho com 50 ou mais operários). O cumprimento do disposto
nos itens assinalados com (*) é obrigatório nos canteiros onde houver
trabalhadores alojados. As áreas de vivência terão de ser mantidas em
perfeito estado de conservação, higiene e limpeza. Serão dedetizadas
preferencialmente a cada seis meses. Quando da utilização de instalações
móveis de áreas de vivência, deve ser previsto projeto alternativo que
garanta os requisitos mínimos de conforto e higiene aqui estabelecidos.
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

2.1.2 – Instalação Sanitária


2.1.2.1 – Generalidades
Entende-se como instalação sanitária o local destinado ao asseio corporal
e/ou ao atendimento das necessidades fisiológicas de excreção. É proibida
a utilização da instalação sanitária para outros fins que não aqueles
previstos acima. A instalação sanitária deve:
ƒ ser mantida em perfeito estado de conservação e higiene, desprovida de
odores, especialmente durante as jornadas de trabalho;
ƒ Ter portas de acesso que impeçam o devassamento e ser construída de modo a
manter o resguardo conveniente;
ƒ Ter paredes de material resistente e lavável podendo ser de madeira;
ƒ Ter pisos impermeáveis, laváveis e de acabamento não escorregadio;
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

ƒ Não se ligar diretamente com os locais destinados a refeições;


ƒ Ser independente para homens e mulheres, quando for o caso;
ƒ Ter ventilação e iluminação apropriadas;
ƒ Ter instalação elétrica adequadamente protegida;
ƒ Ter pé-direito mínimo de 2,5 m ou respeitar o que determina o Código de
Edificações do município da obra;
ƒ Estar situada em local de fácil e seguro acesso, não sendo permitido o
deslocamento superior a 150 m do posto de trabalho aos gabinetes sanitários,
mictórios e lavatórios.
ƒ A instalação sanitária deve ser constituída de lavatório, vaso sanitário e mictório,
na proporção de um conjunto para cada grupo de 20 trabalhadores ou fração,
bem como de chuveiro, na proporção de um para cada grupo de 10
trabalhadores ou fração.
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

2.1.3 – Vestiário

Em todo canteiro de obras haverá vestiário para troca de roupa dos


trabalhadores que não residem no local. A situação do vestiário tem de
ser próxima aos alojamentos e/ou na entrada da obra, sem ligação
direta com o local destinado a refeições.
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

2.1.4 – Alojamento

É proibido o uso de três ou mais camas na mesma vertical. A altura


livre permitida entre uma cama e outra e entre a última cama e o teto é
de, no mínimo, 1,2 m. A cama superior do beliche deve Ter proteção
lateral e escada. As dimensões mínimas das camas devem ser de 80
cm por 1,9 m e a distância entre o ripamento do estrado de 5 cm. Os
alojamentos terão armários duplos individuais. É obrigatório, no
alojamento, o fornecimento de água potável, filtrada e fresca.
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS
2.1.5 – Local para Refeições
Nos canteiros de obras é obrigatória a existência de abrigo adequado
para refeições. O local para refeições deve:
ƒ Ter piso cimentado ou de outro material lavável
ƒ Ter cobertura que o proteja das intempéries
ƒ Ter mesas com tampos liso e lavável
ƒ Ter assentos em números suficientes para atender aos usuários
ƒ Ter depósito, com tampa, para lixo Independentemente do número de
trabalhadores e da existência ou não de cozinha, em todo canteiro de obras
deve haver local exclusivo para o aquecimento de refeições, dotado de
equipamento adequado e seguro.
ƒ É proibido preparar, aquecer e tomar refeições fora dos locais estabelecidos
neste item.
ƒ É obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e fresca, para os
trabalhadores, por meio de bebedouro de jato inclinado (ou outro dispositivo
equivalente), sendo proibido o uso de copos coletivos.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

2.1.6 – Cozinha (quando houver preparo de refeições)


ƒ Quando houver Cozinha no Canteiro de Obras, ela deve:
• Ter pia para lavar os alimentos e utensílios.
• Possuir instalações sanitárias, que com ela não se comuniquem, de
uso exclusivo dos encarregados de manipular gêneros alimentícios,
refeições e utensílios.
• Possuir equipamentos de refrigeração, para preservação dos
alimentos.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

2.1.7 – Lavanderia (quando houver alojamento).


ƒ Deve haver um local próprio, coberto, ventilado e iluminado, para que o
trabalhador alojado possa lavar, secar e passar suas roupas de uso
pessoal.
ƒ Este local deve ter tanques individuais ou coletivos em número
adequado.

2.1.8 – Área de Lazer


ƒ Devem ser previstos locais para recreação dos trabalhadores alojados,
podendo ser usado o local de refeições para este fim.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

2.1.9 – Ambulatório (quando houver mais de 50 funcionários).


ƒ Neste ambulatório, deve haver o material necessário à prestação de
Primeiros Socorros, conforme as características da atividade
desenvolvida. Este material deve ser mantido guardado e aos cuidados
de pessoa treinada para esse fim.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

2.2 – Escritórios e Depósitos

ƒ O escritório é uma construção, normalmente de madeira, cujo acabamento é


feito com maior ou menor esmero, conforme a previsão do prazo de
funcionamento no local ou das características da obra. Compõem-se,
geralmente, de dependências para os seguintes elementos da Administração da
Obra:
1) Engenharia (Gerentes e Engenheiros).
2) Estagiários e Técnicos.
3) Mestre-de-Obras.
4) Encarregado de Escritório e Auxiliares.
5) Segurança do Trabalho.
6) Ambulatório.
7) Sanitários.
8) Encarregados.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

ƒ É comum prever-se uma sala de reuniões, destinada a estudar o


planejamento e a coordenador os serviços, além de controlar sua
execução e desenvolvimento. De preferência, os escritórios do
Engenheiro e Mestre-de-Obras devem ter visão para o Canteiro de
Obras.
ƒ Na sala do Encarregado de Escritório, deve ficar uma relação de
telefones de emergência, e no caso de a Obra não comportar
enfermaria, ficar também um estojo de Primeiros Socorros.
ƒ A sala da Segurança do Trabalho deve atender também aos elementos
de apoio da Obra, tais como: Assistente Social do Trabalho, Psicóloga
do Trabalho,Nutricionista, etc.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

2.3 – Almoxarifado da Obra

São funções do almoxarifado:


ƒ controlar a entrada e a saída de material;
ƒ contagem do material entregue;
ƒ saída do material requisitado pelo pessoal da obra;
ƒ guardar equipamentos de terceiros
ƒ guardar, sob cuidados de segurança, produtos tóxicos, inflamáveis ou
perigosos;
ƒ alterar quando o estoque de alguns materiais chega ao limite crítico (areia,
cal, cimento etc...);
ƒ armazenar de forma organizada o que lhe for entregue.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

2.3.1 – Divisão do Almoxarifado

O almoxarifado deve ser dividido em:


• seção geral;
• seção de material elétrico;
• seção de material hidráulico; Na seção geral, estoca-se:
• seção de esquadrias de madeira (ferragens e
ferramentas);
• material de segurança do
• seção de pintura. trabalho;
• material de uso geral (cal,
cimento, etc...)
• ferramentas de uso geral;
• material administrativo (cartões de
ponto, impressos etc...)
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

2.3.2 – Localização do Almoxarifado deve:

• permitir fácil acesso do caminhão de entrega;


• Ter área para descarregamento de material;
• Localizar-se estrategicamente junto da obra, de modo que o avanço da
obra não impeça o abastecimento de materiais;
• Ser afastado dos limites do terreno pelo menos 2 m, mantidos como
faixa livre, para evitar saídas não controladas de material.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

2.4 – Regras de Segurança Patrimonial

São recomendados os seguintes cuidados:


ƒ toda obra deverá ser fechada com tapumes; os tapumes serão
construídos de forma a resistir a impactos e observar a altura mínima
de 2,5 m em relação ao nível do passeio;
ƒ deverá haver uma única entrada e saída de caminhões;
ƒ não se recomenda descarregar material misturando-o com material já
existente na obra;
ƒ ninguém deverá entrar ou sair no início ou fim de expediente pela
saída de caminhões; qualquer funcionário terá de sair por porta
específica e com revista incerta;
ƒ os extintores têm de ser mantidos carregados e em condições de ser
utilizados.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

2.5 – Instalações Elétricas (padrão provisório).

ƒ Deverá ser previsto junto a concessionária de Energia Local, padrão


provisório ou definitivo de energia de modo a dar condições de
funcionamento a todos os equipamentos necessários ( betoneira, serra
circular, vibradores, compactadores). A maioria dos equipamentos de
obra são trifásicos sendo necessário que o padrão também o seja.
Toda a Fiação da instalação provisória de obra deve ser tubulada ou
fixada com roldanas de modo a não permitir o esmagamento da fiação
por pisoteio resultando em curto circuito
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

2.6 – Instalações hidro-sanitárias (água/esgoto).

ƒ Também deverão ser previstas junto a concessionária de águas e


esgotos local, o pedido de ligação provisório ou definitivo de águas e
esgotos, para o uso de obra e dos sanitários dos funcionários.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

2.7 – Organização do Canteiro.

ƒ Todo Canteiro de obras deve ser disposto de maneira que haja o


máximo de facilidade na entrega, circulação e aplicação dos Materiais
durante todo e decorrer da obra e que não sejam necessárias
mudanças dos locais de depósitos.
ƒ Numa obra convencional devem ser previstos locais para:
ƒ Depósito de materiais a granel (areia, brita) e materiais em peças (tijolos,
ferro e madeira) com fácil acesso de caminhões.
ƒ Local para instalação de Betoneira e masseira junto aos locais de areia e
Brita.
ƒ Local para instalação de Serra circular e Bancada de Armadores junto aos
locais de depósito de ferros e madeiras.

• Fonte: LIVRO TÉCNICAS DE EDIFICAR – WALID YAZIGI


INSTALAÇÕES PROVISORIAS

RESUMINDO

A organização do canteiro de obra é fundamental para evitar


desperdícios de tempo, perdas de materiais e mesmo defeitos de execução
e falta de qualidade final dos serviços realizados. Apesar de existência da
NR (Norma Regulamentadora) 18, elaborada em conjunto por construtoras,
trabalhadores e governo, estabelecer diretrizes e exigências diversas,
essas regras ainda são pouco adotadas.

• As principais etapas são:


INSTALAÇÕES PROVISORIAS

As principais etapas são:


• PLANEJAMENTO DO CANTEIRO

Com a planta do terreno em mãos, demarca-se o local de implantação da


casa. Com a ajuda do arquiteto e construtor, define-se onde devem ficar o
barracão de alojamento e o depósito de materiais e ferramentas. Observar
a melhor posição também para a chegada de caminhões, lembrando que o
descarregamento de materiais pode ser feito por suas laterais ou por
basculamento de caçamba. Para os materiais a granel, como areia e pedra,
é preciso determinar um local (baia) que não atrapalhe o desenvolvimento
do trabalho, mas que seja de fácil acesso e evite desperdícios.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

As principais etapas são:

• ÁGUA À DISPOSIÇÃO

O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. Ela serve


também para a higiene dos trabalhadores e deve estar disponível em
abundância. Se a obra não contar com rede pública de abastecimento, que
exigirá a instalação de um cavalete de entrada com registro, é preciso
providenciar um poço, prevendo-se uma bomba ou somente um sarrilho
para retirar a água. Lembrar ainda que o uso sanitário da água gera
esgotos. Se não houver coleta de rede pública, será necessária uma fossa.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

As principais etapas são:

• PREPARAÇÃO DA EXECUÇÃO

Quanto mais planejado, melhor será o desempenho dos serviços. Por isso,
é importante definir com os construtores as estratégias para realizar os
trabalhos no canteiro: se serão usadas ferramentas próprias ou se elas
estão incluídas nos custos de execução; se haverá necessidade de alugar
escoramentos ou comprar madeira para andaimes; se os trabalhadores
precisarão de equipamentos de proteção individual obrigatórios por lei,
além de várias outras providências.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

As principais etapas são:


• ESPAÇOS ADEQUADOS E SEGUROS

Uma obra pode demorar mais de seis meses até ser capaz de abrigar
dentro dela os alojamentos dos trabalhadores. Durante o período de
construção, as únicas instalações fechadas serão a do barracão,
geralmente construído de madeira. Ele deverá ter três divisões internas,
sendo uma para alojamento de trabalhadores (alguns condomínios
fechados não permitem que funcionários da obra durmam no local), outra
para as instalações sanitárias e mais uma para guardar materiais e
ferramentas. Não esquecer de deixar um espaço para guardar ferramentas
de terceiros, pois, no caso de sumirem, o encargo da reposição é do
proprietário da obra.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

As principais etapas são:

• TRANSPORTE INTERNO

É preciso pensar no fluxo de materiais pela obra, prevendo os trajetos feitos


pelos carrinhos de mão e giricas (espécie de carrinho que carrega mais
material); quais os serviços que poderão causar conflitos quando excutados
simultaneamente; e se o estoque de materiais de acabamento não será
afetado pelo tráfego de pessoas e materiais.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

As principais etapas são:

• INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

É necessário esquecer as gambiarras e os fios elétricos pendurados no


ambiente de trabalho, nada seguros. Não custa exigir cuidado nesse tipo
de instalação, desde a entrada de energia no terreno até a sua distribuição
e iluminação das frentes de trabalho. Deve-se procurar saber se existem
equipamentos que exigem instalações elétricas mais sofisticadas.
INSTALAÇÕES PROVISORIAS

As principais etapas são:

• TAPUMES

Algumas prefeituras e condomínios exigem que as obras sejam cercadas


por tapumes, uma providência necessária, sobretudo se houver crianças
perto da construção, e que sempre representa uma medida de prevenção
contra roubos e depredações. Não se deve esquecer de considerar essa
hipótese na discussão preliminar com seu construtor, incluindo os custos
na planilha para não ser surpreendido com gastos extras.

• Fonte: Revista Arquitetura & Construção - set/95.


• Livro: A Técnica de edificar
Unidade 3:
LOCAÇÃO DE OBRAS

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções I
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
O Que é Locar uma Obra?
• É passar o projeto que está desenhado no
papel em escalas reduzidas para o terreno
em dimensões reais
– Existem diferentes métodos de locação, que
usualmente variam em função do tipo de
edifício. Fica claro que deva ser diferente
locar um "shopping center" horizontal de
300x150m² de área, um edifício de múltiplos
pavimentos de 20x25m² de área ou uma
habitação térrea de 10x15m2 de área
Por Onde Começar?
• Referências Principais
– Eixos Principais da Construção
• Constantes nos Projetos de Arquitetura, de
Fundações e de Implantação
– O alinhamento da rua;
– Um poste no alinhamento do passeio;
– Um ponto deixado pelo topógrafo quando da
realização do controle do movimento de terra;
ou
– Uma lateral do terreno
Por Onde Começar?
• Projeto de Implantação
– No projeto de implantação, o edifício
sempre está referenciado a partir de
Projeção
um ponto conhecido e previamente
definido.
– A partir deste ponto, passa-se a
posicionar (locar) no solo a projeção
do edifício (perímetro e recuos)
desenhada no papel
– Este referencial poderá ser o próprio
alinhamento do terreno, caso ele
esteja corretamente definido, ou
x
mesmo o alinhamento do passeio

y
Limites do Lote

POSTE
Alinhamento da Rua
Por Onde Começar?
• Projeto de Implantação
Por Onde Começar?
• Eixos Principais
– Projeto de Fundação
– Projeto Arquitetônico
Iniciando a Locação
• Marcar os alinhamentos dos Eixos no Terreno
• Locar os elementos da Fundação
– Sapatas, Alicerces, Estacas, Tubulões, etc.
• Locar os Elementos da Estrutura Intermediária
– Blocos e Baldrames
• Locar elementos da Estrutura e Alvenaria
– Pilares e Paredes
Iniciando a Locação
• Métodos
– Uso de equipamentos Topográficos
• Obras de grande vulto – risco de acúmulo de erros
• Obras que utilizam estruturas pré-fabricadas
(concreto, aço ou madeira) - necessidade de alta
precisão
– Uso do Método do Cavalete
– Uso do Método do Gabarito
Método dos Cavaletes
• Os alinhamentos são fixados por pregos cravados
em cavaletes.
• Estes são constituídos de duas estacas cravadas
no solo e uma travessa pregada sobre elas
– Devemos sempre que possível, evitar esse processo, pois
não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil
deslocamento com batidas de carrinhos de mão, tropeços,
etc...
Método dos Cavaletes
Método dos Gabaritos
– Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50cm,
pontaletes de pinho de (3" x 3" ou 3" x 4") a uma distância entre si
de 1,50m e a 1,20m das paredes da futura construção, que
posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes.
– Nos pontaletes serão pregadas tábuas em todo o perímetro da
construção (geralmente de 15 ou 20cm), em nível e
aproximadamente 1,00m do piso.
– Pregos fincados na tábuas com distâncias entre si iguais às
interdistâncias entre os eixos da construção, todos identificados
com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical
interna das tábuas, determinam os alinhamentos
– Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames, cada
qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta.
Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção.
Este processo é o ideal.
Método dos Gabaritos
Método dos Gabaritos
Método dos Gabaritos
Método dos Gabaritos
Método dos Gabaritos
– Tal método é mais seguro e as marcações nele
efetuadas permanecem por muito tempo,
possibilitando a conferência durante o andamento
das obras.
– Não obstante, para auxiliar este processo, podemos
utilizar o processo dos cavaletes
Método dos Gabaritos
• Locação dos Eixos
– Tendo definido o método para a marcação da obra, devemos
transferir as medidas, retiradas das plantas para o terreno.
– Quando a obra requer um grau de precisão, que não podemos
realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos
topográficos. Isto fica a cargo da disciplina de Topografia,
cabendo a nós, para pequenas obras, saber locá-las com
métodos simplificados.
– É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno,
pois é através delas que marcamos os alinhamentos das
paredes externas, da construção, determinando assim o
esquadro. Isto serve de referência para locar todas as demais
paredes.
– Um método simples para isso, consiste em formar um triângulo
através das linhas dispostas perpendicularmente, cujos lados
meçam 3 - 4 e 5m (triângulo de Pitágoras), fazendo coincidir o
lado do ângulo reto com o alinhamento da base
Método dos Gabaritos
Método dos Gabaritos
• Locação das Fundações
– Definida pelo cruzamento das
linhas fixadas por pregos no
gabarito. Transfere-se esta
interseção ao terreno, através de
um prumo de centro
– No ponto marcado pelo prumo,
crava-se uma estaca de madeira
(piquete), geralmente de peroba,
com dimensões 2,5x2,5x15,0cm
– Assim, podemos passar todos os
pontos das fundações para o
terreno.
Método dos Gabaritos
Método dos Gabaritos
Método dos Gabaritos
• Locação de Blocos, Baldrames e Paredes
– Devemos locar a obra utilizando os eixos,
para evitarmos o acúmulo de erros
provenientes das variações de espessuras
das paredes
Método dos Gabaritos
Importância de uma Boa
Locação
– Os cuidados com a locação dos elementos de
fundação de maneira precisa e correta são
fundamentais para a qualidade final do edifício, pois a
execução de todo o restante do edifício estará
dependendo deste posicionamento, já que ele é a
referência para a execução da estrutura, que passa a
ser referência para as alvenarias e estas, por sua
vez, são referências para os revestimentos.
• Portanto, o tempo empreendido para a correta
locação dos eixos iniciais do edifício favorece
uma economia geral de tempo e custo da obra
Observações Importantes
– Na execução do gabarito, as tábuas devem ser pregadas em
nível.
– A locação da obra deve , de preferência, ser efetuada pelo
responsável técnico pela execução ou conferido pelo mesmo.
– A marcação pelo eixo, além de mais precisa, facilita a
conferência pelo Responsável Técnico pela Execução.
– Verificar os afastamentos da obra, em relação às divisas do
terreno.
– Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas
( galerias de águas pluviais, ou redes de esgoto, elétrica ) e
suas implicações.
– Verificar se o terreno em relação as ruas está sujeito a
inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais.
– Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos
das paredes, pilares, sapatas, blocos e estacas
– Evitar trenas de pano devido a sua variação dimensional
Unidade 4:
FUNDAÇÕES
Parte 1

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções I
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Unidade IV - Fundações

Conteúdo

• 4.1- Generalidades
• 4.2- Fundações Rasas
• 4.2.1- Contínuas
• 4.2.1.1- Tipos
• 4.2.1.2- Métodos executivos
• 4.2.2- Isoladas
• 4.2.2.1- Tipos
• 4.2.2.2- Métodos executivos
UNIDADE IV - FUNDAÇÕES
GENERALIDADES

• Chamamos de fundação a
parte da estrutura de uma
edificação que transmite ao
terreno subjacente a carga
da obra.
• São as fundações que
distribuem no terreno todas
as cargas ( todo o peso da
edificação).
• Devem ser executadas
rigorosamente como foram
especificadas pelo Projeto
Estrutural.
UNIDADE IV - FUNDAÇÕES
GENERALIDADES
• A resistência de um solo destinado a suportar uma
construção é definida por uma carga unitária expressa em
kgf/cm2 ou kPa.
• Os solos apresentam resistências por limite de carga que
podem suportar, sem comprometer a estabilidade de
construção.
• O grau de resistência indica qual tipo de fundação é mais
adequada, como o exemplo mostrado no esquema na
próxima figura.
• Os níveis da água no solo bem como sua quantidade
devem ser analisados para prevenção infiltrações e
deslizamentos.
• Visite o site: PERCOLAÇÃO DA ÁGUA EM ÁREAS DE
RISCO
UNIDADE IV - FUNDAÇÕES
GENERALIDADES
• Se os solos A=B=C têm
características iguais de
resistência, é possível implantar a
fundação em A;
• Se só A é resistente, deve-se
apoiar fundações de estruturas
leves, cuja carga limite deve ser
determinada por análise de
recalque;
• Se A é solo fraco e B é resistente,
a fundação é do tipo profunda,
atendendo-se para a carga limite
em função da resistência de C;
• Se A=B são solos fracos e C é
resistente, o apoio da fundação
deverá ser em C.
Classificação das Fundações

• Quanto à transmissão das cargas


– Fundações Diretas
• Aquelas em que a transmissão da carga para o
solo é feita preponderantemente pela base
– Fundações Indiretas
• Aquelas em que a transmissão da carga para o
solo é feita preponderantemente pela superfície
lateral
Classificação das Fundações

• Quanto à transmissão das cargas


– Fundações Diretas
• Aquelas em que a transmissão da carga para
o solo é feita preponderantemente pela base

Transmissão pela
base: direta
Classificação das Fundações

• Quanto à transmissão das cargas


– Fundações Indiretas
• Aquelas em que a transmissão da carga para
o solo é feita preponderantemente pela
superfície lateral
Fundações Rasas

• A fundações RASAS podem ser executadas quando a


resistência de embasamento pode ser obtida no solo superficial
numa profundidade que pode variar de 1,0 a 3,0 metros. Estas
podem ser:
• CONTINUAS
– Alicerce de tijolos, pedras e concreto ciclópico
– Alicerce de blocos de concreto
– Sapata corrida
– Radier
• ISOLADAS
– Broca
– Bloco de concreto
– Sapata isolada
– Sapata associada
– Sapata alavanca ou com viga de equilíbrio.
Rasas Contínuas

ƒ ALICERCE DE TIJOLOS, PEDRAS E CONCRETO CICLÓPICO

ƒ Serviços a executar:
1. Abertura da vala
2. Compactação da camada do
solo resistente, apiloando o
fundo;
3. Lastro de concreto magro (90
kgf/cm2) de 5 a 10 cm de
espessura;
4. Execução do embasamento,
que pode ser de concreto,
alvenaria ou pedra;
Rasas Contínuas

ƒ ALICERCE DE TIJOLOS, PEDRAS E CONCRETO CICLOPICO


ƒ Serviços a executar:

• construir uma cinta de amarração


que tem a finalidade de absorver
esforços não previstos, suportar
pequenos recalques, distribuir o
carregamento e combater
esforços horizontais;
• impermeabilização para evitar a
percolação capilar, utilizando uma
argamassa “impermeável” (com
aditivo)
Rasas Contínuas
ƒ ALICERCE DE BLOCOS DE CONCRETO:
ƒ Serviços a executar: todos os anteriores
Rasas Contínuas
Rasas Contínuas
• Recomendações

– Abertura de vala
• Profundidade nunca inferiores a 40cm
• Largura das valas: - parede de 1 tijolo = 45cm
– parede de 1/2 tijolo = 40cm
• Em terrenos inclinados, o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3.8),
sempre em nível · mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1, no
máximo 50cm.
– Apiloamento
• Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20kg, com o objetivo
unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não aumentar
a resistência do solo.
– Lastro de concreto
• Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro
de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento, areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura
mínima de 5cm com a finalidade de:
– diminuir a pressão de contato, visto ser a sua largura maior do que a
do alicerce;
– Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de
alvenaria
Rasas Contínuas
– Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos)
• Ficam semi-embutidos no terreno;
• Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo:
– paredes de 1 tijolo - feitos com tijolo e meio.
– paredes de 1/2 tijolo - feitos com um tijolo.
• seu respaldo deve estar acima do nível do terreno, a fim de evitar o contato das
paredes com o solo;
• O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado; · assentamento dos tijolos
é feito em nível;
• Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4.
– Cinta de amarração
• É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos
alicerces. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas", no caso de
pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os
estribos. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização.
• Para economizar formas, utiliza-se tijolos em espelho, assentados com
argamassa de cimento e areia traço 1:3.
• A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor
as cargas, não podendo contudo serem utilizadas como vigas.
– Reaterro das valas
• Após a execução da impermeabilização das fundações, podemos reaterrar as
valas. O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem
compactadas.
Rasas Contínuas
ƒ OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
ƒ Se o terreno for inclinado, em qualquer tipo de fundação,
devemos efetuar as escavações em escada para que a fundação
não escorregue
Rasas Contínuas
ƒ SAPATA CORRIDA
ƒ Serviços a executar:
1. escavação;
2. colocação de um lastro de concreto
magro de 5 a 10 cm de espessura;
3. posicionamento das fôrmas, quando o
solo assim o exigir;
4. colocação das armaduras;
5. concretagem;
6. cinta de concreto armado: sua finalidade
é a maior distribuição das cargas,
evitando também deslocamentos
indesejáveis, pelo travamento que
confere à fundação; muitas vezes, é
usado o próprio tijolo como fôrma lateral;
Rasas Contínuas
ƒ SAPATA CORRIDA
ƒ Serviços a executar:

1. Camada impermeabilizante: sua função é evitar


a subida da umidade por capilaridade para a
alvenaria de elevação; sua execução deve
evitar descontinuidades que poderão
comprometer seu funcionamento e nunca
devem ser feitas nos cantos ou nas junções
das paredes; esta camada deverá ser
executada com argamassa com adição de
impermeabilizante e deverá se estender pelo
menos 10 cm para revestimento da alvenaria
de embasamento; para evitar retrações
prejudiciais, deverá receber uma cura
apropriada (água, sacos de cimento molhados,
etc.), sendo depois pintada com emulsão
asfáltica em duas demãos, uma após a
secagem completa da outra.
Unidade 4:
FUNDAÇÕES
Parte 2

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções I
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Rasas - Radier

ƒ RADIER é uma laje de concreto sobre o solo. Além de apoiar sua


casa, o radier já funciona como contrapiso e calçada. Mas o radier só
pode ser usado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. Se uma
parte for firme e a outra fraca, o radier não pode ser utilizado.

DICA
Não esqueça de
instalar os tubos de
esgoto e os ralos
antes de concretar o
radier.
Rasas Contínuas
Rasas Contínuas
Rasas Contínuas
Rasas Contínuas
UNIDADE IV - FUNDAÇÕES
RASAS CONTINUAS
Rasas Contínuas
Rasas Isoladas
ƒ SAPATA ISOLADA
ƒ Ao contrário dos blocos, as sapatas não trabalham apenas à compressão
simples, mas também à flexão, devendo neste caso serem executadas
com ferragens.
Rasas Isoladas
ƒ SAPATA ISOLADA
ƒ Serviços a executar:
1. Abertura da cavas (manual ou
mecanizada: retroescavadeira) e
esgotamento da água se for o caso;
2. Apiloamento do fundo;
3. Lançamento do concreto magro no
fundo (nivelando e evitando-se
perda de umidade do concreto
estrutural após lançado);
4. Confecção das formas;
5. Colocação da armadura do fundo;
6. Localização do eixo do pilar e
posicionamento da armadura do
pilar;
7. Concretagem;
8. Retirada das formas após o
endurecimento do concreto.
Rasas Isoladas
Sapatas
Rasas Isoladas
Sapatas
Rasas Isoladas
Sapatas
Rasas Isoladas
Sapata Associada
ƒ SAPATA ASSOCIADA
ƒ Um projeto econômico deve ser
feito com o maior número
possível de sapatas isoladas.
ƒ No caso em que a proximidade
entre dois ou mais pilares seja
tal que as sapatas isoladas se
superponham, deve-se executar
uma sapata associada.
ƒ A viga que une os dois pilares
denomina-se viga de rigidez e
tem a função de permitir que a
sapata trabalhe com tensão
constante
ƒ Sua execução tem a mesma
seqüência da sapata isolada
Rasas Isoladas
Sapata Associada
Rasas Isoladas
Sapata Alavanca ou com viga de equilíbrio

ƒ No caso de sapatas de
pilares de divisa ou próximos
a obstáculos onde não seja
possível fazer com que o
centro de gravidade da
sapata coincida com o centro
de carga do pilar cria-se uma
viga alavanca ligada entre
duas sapatas de modo que
um pilar absorva o momento
resultante da excentricidade
da posição do outro pilar.
ƒ Sua execução tem a mesma
seqüência da sapata isolada
Rasas Isoladas
Sapata Alavanca ou com viga de equilíbrio
Rasas Isoladas
Bloco de concreto

ƒ Fundações com grande


altura e rigidez;
ƒ Deve trabalhar à
compressão;
ƒ Para facilitar a execução,
deve-se escalonar a
superfície inclinada;
ƒ Utilizada para cargas até
50 ton
ƒ Podem suportar muros de
arrimo e pilares de
Concreto
Unidade 4:
FUNDAÇÕES
Parte 3

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções I
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Impermeabilização das Fundações

• Impermeabilização dos alicerces


– Independente do tipo de fundação adotada, devemos executar
uma impermeabilização no respaldo dos alicerces.
– A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso,
sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a
sapata corrida ou sobre o baldrame, até alcançarmos o nível do
piso (Alvenaria de embasamento).
– No tijolo a água sobe por capilaridade, penetrando até a altura
de 1,50m nas paredes superiores, causando sérios transtornos.
– Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no
respaldo dos alicerces, local mais indicado para isso, pois é o
ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o
terreno e o alicerce.
Impermeabilização das Fundações
Impermeabilização das Fundações

• Impermeabilização dos alicerces e


baldrames
– O processo mais utilizado é através de argamassa rígida;
usando, geralmente, impermeável gorduroso (Vedacit ou
similar), dosado em argamassa de cimento e areia em
traço 1:3 em volume:
• 1 lata de cimento (18 litros)
• 3 latas de areia (54 litros)
• 1,5 kg de impermeável
– Após a cura da argamassa impermeável a superfície é
pintada com piche líquido (Neutrol ou similar), pois o piche
penetra nas possíveis falhas de camadas, corrigindo os
pontos fracos. Devemos aplicar duas demãos e em cruz.
Impermeabilização das Fundações

• Impermeabilização dos alicerces e baldrames


– Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido
sobre a argamassa.
– Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço
1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na
proporção de 1:4:12; Viaplus 1000; Tec 100 ou similar). Podemos
utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível.
– Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas.
– Recomendações importantes para uma boa execução da
impermeabilização:
• Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15cm
• A camada impermeável não deve ser queimada, mas apenas
alisada, para quesua superfície fique semi-áspera evitando
rachaduras.
• Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas
primeiras fiadas da parede.
Impermeabilização das Fundações
Fundações Profundas
• As fundações PROFUNDAS podem ser:
– DIRETAS transferem as cargas diretamente são solo.
– INDIRETAS são aquelas que transferem as cargas por efeito de
atrito lateral do elemento com o solo e por efeito de ponta.

• TUBULÕES
– A CEU ABERTO
– A AR COMPRIMIDO
• ESTACAS
– CRAVADAS (Pré-moldadas)
• Concreto
• Madeira
• Aço
– ESCAVADAS.
• Strauss
• Franki
• BROCAS
Tubulões
• São elementos de fundação profunda constituído de um poço
(fuste), normalmente de seção circular revestido ou não, e uma
base circular ou em forma de elipse
Tubulões
Tubulões
• Tubulões são indicados onde são necessárias fundações com alta
capacidade de cargas (superiores a 500 kN) podendo ser
executados acima do nível do lençol freático (escavação a céu
aberto) ou até abaixo do nível de água (ambientes submersos),
nos casos em que é possível bombear a água ou utilizar ar
comprimido

• Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos:


– à céu aberto (com ou sem revestimento)
– a ar comprimido (pneumático) revestido
Tubulões a Céu Aberto

• Consiste em um poço aberto


manualmente ou mecanicamente
em solos coesivos, de modo que
não haja desmoronamento durante
a escavação, e acima do nível
d’água
• Quando há tendência de
desmoronamento, reveste-se o furo
com alvenaria de tijolo, tubo de
concreto ou tubo de aço. O fuste é
escavado até a cota desejada, a
base é alargada e posteriormente
enche-se de concreto
Tubulões a Céu Aberto
• O processo de execução da fundação deve seguir as seguintes
etapas:
– 1. A partir do gabarito, faz-se a marcação do eixo da peça utilizando
um piquete de madeira. Depois, com um arame e um prego, marca-
se no terreno a circunferência que delimita o tubulão, cujo diâmetro
mínimo é de 70cm.
– 2. Inicia-se a escavação do poço até a cota especificada em projeto.
No caso de escavação manual usa-se vanga, balde e um sarrilho
para a retirada de terra. Nas obras com perfuração mecânica o
aparelho rotativo acoplado a um caminhão retira a terra. Na fase de
escavação pode ocorrer a presença de água. Nestas casos, a
execução da perfuração manual se fará com um bombeamento
simultâneo da água acumulada no poço. Poderá ocorrer, ainda, que
alguma camada do solo não resista à perfuração e desmorone (no
caso de solos arenosos). Então, será necessário o encamisamento
da peça ao longo dessas camadas. Isto poderá ser feito através de
tubos de concreto com o diâmetro interno igual ao diâmetro do fuste
do tubulão.
– 3. Faz-se o alargamento da base de acordo com as dimensões do
projeto.
Tubulões a Céu Aberto
• O processo de execução da fundação deve seguir as seguintes
etapas (Continuação):

– 4. Verificação das dimensões do poço, como: profundidade,


alargamento da base, e ainda o tipo de solo na base.
Certifica-se, também, se os poços estão limpos.
– 5. Colocação da armadura.
– 6. A concretagem é feita lançando-se o concreto da
superfície (diretamente do caminhão betoneira, em caso de
utilização do concreto usinado) através de um funil
(tremonha), com o comprimento da ordem de 5 vezes seu
diâmetro, de modo a evitar que o concreto bata nas paredes
do tubulão e se misture com a terra, prejudicando a
concretagem (ALONSO,1979). O concreto se espalhará pela
base pelo próprio impacto de sua descarga, porém, durante a
concretagem, é conveniente sua interrupção de vez em
quando e descer para espalhá-lo, de modo a evitar que
fiquem vazios na massa de concreto.
Tubulões a Céu Aberto
Tubulões a Céu Aberto
Tubulões a Céu Aberto
Tubulões a Céu Aberto
Tubulões a Céu Aberto
Tubulões Pneumáticos

• Este tipo de fundação é utilizado quando existe água, exige-se grandes


profundidades e existe o perigo de desmoronamento das paredes.
Neste caso, a injeção de ar comprimido nos tubulões impede a entrada
de água, pois a pressão interna é maior que a pressão da água, sendo
a pressão empregada no máximo de 3 atm, limitando a profundidade
em 30m abaixo do nível d’água
• Isso permite que seja executados normalmente os trabalhos de
escavação, alargamento do fuste e concretagem.
• O equipamento utilizado compõe de uma câmara de equilíbrio e um
compressor. Durante a compressão, o sangue dos homens absorve
mais gases do que na pressão normal. Se a descompressão for feita
muito rapidamente, o gás absorvido em excesso no sangue pode
formar bolhas, que por sua vez podem provocar dores e até morte por
embolia. Para evitar esse problema, antes de passar à pressão normal,
os trabalhadores devem sofrer um processo de descompressão lenta
(nunca inferior a 15 minutos) numa câmara de emergência
• Por se tratar de trabalho especial sob pressão hiperbárica em
ambiente considerado insalubre com alto risco de vida para os
trabalhadores, só pode ser realizada por empresa registrada com
pessoal especializado, usando técnicas e equipamentos especiais.
Tubulões Pneumáticos
Tubulões Pneumáticos
Tubulões
• Vantagens
– Baixo custo de mobilização de equipamentos
– O processo construtivo produz poucas vibrações e ruídos
– O engenheiro de fundações pode inspecionar o perfil de solo
– Pode-se modificar o diâmetro e comprimento durante a execução
– As escavações podem ultrapassar solos com matacões e pedras
• Desvantagens
– Elevado risco de vida durante a sua escavação e inspeção
• Queda de pessoas ao entrarem ou saírem
• Soterramento
• Queda de ferramentas e equipamentos
• Choque elétrico
• Infecções
• Asfixia ou intoxicação com gases
• Afogamento (inundação)
Unidade 4:
FUNDAÇÕES
Parte 4

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções I
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Estacas
• São peças alongadas, cilíndricas ou prismáticas,
cravadas ou confeccionadas no solo,
essencialmente para:
– a) Transmissão de carga a camadas profundas;
– b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas);
– c) Compactação de terrenos.
• Podem ser:
– - Pré-moldadas
– - Moldadas in loco
Estacas

• As estacas recebem esforços axiais de compressão.


Esses esforços são resistidos pela reação exercida
pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as
paredes laterais da estaca e o terreno.
Bloco de Coroamento das
Estacas
• Os blocos de coroamento das estacas são elementos
maciços de concreto armado que solidarizam as
"cabeças" de uma ou um grupo de estacas, distribuindo
para ela as cargas dos pilares e dos baldrames
Bloco de Coroamento das
Estacas
• As estacas devem ser preparadas previamente, através de
limpeza e remoção do concreto de má qualidade que,
normalmente, se encontra acima da cota de arrasamento das
estacas moldadas "in loco".
Bloco de Coroamento das
Estacas
• Os blocos de coroamento têm também a função de
absorver os momentos produzidos por forças horizontais,
excentricidade e outras solicitações
Brocas
• Usada para pequenas cargas, quando o solo firme estiver entre 1,2
a 6 m.
• São executadas por uma ferramenta simples denominada broca
(trado de concha ou helicoidal - um tipo de saca rolha), que pode
atingir até 6 metros de profundidade, com diâmetro variando entre
15 a 25 cm, sendo aceitáveis para pequenas cargas
• Recomenda-se que sejam executadas estacas somente acima do
nível do lençol freático, para evitar o risco de estrangulamento do
fuste.
• Devido ao esforço de escavação exigido são necessárias duas
pessoas para o trabalho.
• O espaçamento entre as estacas brocas numa edificação não pode
ultrapassar 4 metros e devem ser colocadas nas interseções das
paredes e de forma eqüidistante ao longo das paredes desde que
menor ou igual ao espaçamento máximo permitido.
Brocas
• Serviços a executar:
– Escavação ou perfuração: utilizando trado
manual (tipo concha ou helicoidal),
usando de água para facilitar a
perfuração;
– Preparação: depois de atingir a
profundidade máxima, promover o
apiloamento do fundo, executando um
pequeno bulbo com pedra britada 2 ou 3,
com um pilão metálico;
– Concretagem: Preencher todo o furo com
concreto (traço 1:3:4), promovendo o
adequado adensamento, tomando
cuidados especiais para não contaminar o
concreto (utilizar uma chapa de
compensado com furo para o lançamento
do concreto para proteger a boca do
furo);
– Colocação das esperas: fazer o
acabamento na cota de arrasamento
desejada, fixando os arranques para os
baldrames.
Brocas
• São feitas a trado, em solo sem água, de forma a não haver
fechamento do furo nem desmoronamento.
– Limite de diâmetro : 15 (6") a 25cm (10")
– Limite de comprimento: é da ordem de 6,0m, no mínimo. de
3,0 m a 4,0m
• Os ∅ mais usados são 20cm e 25cm.
• A execução das brocas é extremamente simples e compreende
apenas quatro fases:
– abertura da vala dos alicerces
– perfuração de um furo no terreno
– compactação do fundo do furo
– lançamento do concreto
Brocas
Brocas
• Geralmente as brocas não são armadas, apenas levam
pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou
blocos. No entanto, certas ocasiões nos obrigam a armá-las
e nesses casos, isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos
em espiral ou de acordo com o projeto estrutural.
• Devemos armar as brocas quando:
– Verificarmos que as mesmas, além de trabalharem a compressão,
também sofrem empuxos laterais;
– Forem tracionadas;
– Quando em algumas brocas, encontrarmos solo resistente a uma
profundidade inferior a 3,0m.
• Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas:
– broca de 20cm:
• não armada ≅ 4 a 5t armada ≅ 6 a 7t
– broca de 25cm:
• não armada ≅ 7 a 8t armada ≅ 10t
Brocas
Brocas
Brocas
• Ao contrário de outros tipos de estacas, que veremos adiante, as
brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas, pois o
trabalho é exclusivamente manual, não utilizando nenhum
equipamento mecânico.
• Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o
restante é executado com trado, que tem o seu comprimento
acrescido através de barras de cano galvanizado, (geralmente com
1,5m cada peça) até atingir a profundidade desejada.
Estacas Cravadas – Pré
Moldadas
• As estacas de concreto são indicadas para transpor camadas
extensas de solo mole e em terrenos onde o plano de
fundação se encontra a uma profundidade homogênea, sem
restrição ao seu uso abaixo do lençol freático.
Estacas Cravadas – Pré
Moldadas
Estacas Cravadas – Pré
Moldadas
• O processo de cravação mais
utilizado é o de cravação
dinâmica, onde o bate-estacas
utilizado é o de gravidade. Este
tipo de cravação promove um
elevado nível de vibração, que
pode causar problemas a
edificações próximas do local.
O processo prossegue até que
a estaca que esteja sendo
cravada penetre no terreno,
sob a ação de um certo número
de golpes, um comprimento
pré-fixado em projeto:a “nega”,
uma medida dinâmica e
indireta da capacidade de
carga da estaca. Em
campo,“tira-se” a “nega” da
estaca através da média de
comprimentos cravados nos
últimos 10 golpes do martelo
Estacas Cravadas – Pré
Moldadas
1
• Seqüência Executiva
- Posiciona-se o Bate Estaca
- Ergue-se a Estaca Pré Moldada
- Posiciona-se a Estaca
- Protege-se a Cabeça da Estaca
- Cravação Até a Nega
- Quebra e Preparo da Cabeça da Estaca
Estacas Cravadas – Pré
Moldadas
2
Estacas Cravadas – Pré
Moldadas
3 4
Estacas Cravadas – Pré
Moldadas

Proteção da
Cabeça da
Estaca
Estacas Cravadas – Pré
Moldadas
5
Estacas Cravadas – Pré
Moldadas
6
Estacas Cravadas – Pré
Moldadas
Estacas Cravadas – Pré
Moldadas
• O objetivo de verificação da nega para as diferentes estacas é a
unifomidade de comportamento das mesmas
• Deve-se ter cuidado com a altura de queda do martelo: a altura
ideal está entre 1,5 a 2,0 m, para não causar danos à cabeça da
estaca e fissuração da mesma, não esquecendo de usar também o
coxim de madeira e o capacete metálico para proteger a cabeça da
estaca contra o impacto do martelo, mesmo assim, estas estacas
apresentam índice de quebra às vezes alto. Se a altura for inferior à
ideal, poderá dar uma “falsa nega”.
• Estas estacas não resistem a esforços de tração e de flexão e não
atravessam camadas resistentes. Outra vantagem destas estacas é
que podem ser cravadas abaixo do nível d’água. Sua aplicação de
rotina é em obras de pequeno a médio porte.
Estacas Cravadas – Metálicas
• As estacas metálicas podem ser perfis
laminados, perfis soldados, trilhos
soldados ou estacas tubulares.
• Podem ser cravadas em quase todos
os tipos de terreno; possuem facilidade
de corte e emenda; podem atingir
grande capacidade de carga;
trabalham bem à flexão; e, se
utilizadas em serviços provisórios,
podem ser reaproveitadas várias
vezes.
• Seu emprego necessita com cuidados
sobre a corrosão do material metálico.
• Sua maior desvantagem é o custo
maior em relação às estacas pré-
moldadas de concreto, Strauss e
Franki.
Estacas Cravadas – Metálicas

Guia para
Cravação
Estacas Cravadas – Metálicas
Estacas Cravadas – Metálicas
Estacas de Madeira
• As estacas de madeira são troncos de árvore
cravados com bate-estacas de pequenas
dimensões e martelos leves.
• Antes da difusão da utilização do concreto, elas
eram empregadas quando a camada de apoio
às fundações se encontrava em profundidades
grandes. Para sua utilização, é necessário que
elas fiquem totalmente abaixo d’água;
• O nível d’água não pode variar ao longo de sua
vida útil.
• Utilizam-se estacas de madeira para execução
de obras provisórias, principalmente em pontes
e obras marítimas
Unidade 4:
FUNDAÇÕES
Parte 5

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções I
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Estacas Escavadas – Trado
Helicoidal
• As estacas escavadas
caracterizam-se também por
serem moldadas no local após a
escavação do solo, que é efetuada
mecanicamente com trado
helicoidal.
• São executadas através de torres
metálicas, apoiadas em chassis
metálicos ou acoplados em
caminhões. Em ambos os casos
são empregados guinchos,
conjunto de tração e haste de
perfuração, podendo esta ser
helicoidal em toda a sua extensão
ou trados acoplados em sua
extremidade.
• Seu emprego é restrito a
perfuração acima do nível d'água.
Estacas Escavadas – Trado
Helicoidal
• Execução:
– Perfuração até a cota por
trado helicoidal
– Remoção do Trado
– Posicionamento da
armadura
– Lançamento do concreto:
• Propriedades
– Pequenos e Grandes Ø 24
a 120cm
– Profundidade 15 a 60m
– Cargas 40 a 150 t
Estacas Escavadas – Hélice Contínua
Estacas Escavadas – Hélice Contínua
Estacas Escavadas – Hélice Contínua
• Execução:
– Escavada com hélice
mecânica
– Concretagem simultânea à
retirada da hélice
– Limpeza manual da hélice
– Colocação de armadura
• Propriedades
– Cargas até 400 t
– Ø até 100cm
– Profundidade até 24 m
– Baixo grau de ruído e
vibração
– Perfuração em solos pouco
coesos e abaixo N.A.
Estaca Strauss

• A estaca Strauss é executada utilizando equipamento


mecanizado composto por um tripé, guincho, soquete
(pilão) e a sonda (balde).

• Propriedades
– Terrenos de menor capacidade;
– Carregamento de média intensidade
– Fundação profunda - até 24,0 m
– Ø 30 a 45 cm (usual)
– Capacidade 30 a 60 toneladas
– Solos coesos
– Acima do lençol freático
Estaca Strauss
• O processo executivo se inicia com a
abertura de um furo no terreno,
utilizando o soquete, até 1,0 a 2,0 m de
profundidade, para colocação do
primeiro tubo, dentado na extremidade
inferior, chamado “coroa”.
• Em seguida, aprofunda-se o furo com
golpes sucessivos da sonda de
percussão, retirando-se o solo abaixo da
coroa. De acordo com a descida do tubo
metálico, quando necessário é
rosqueado o tubo seguinte, e
prossegue-se na escavação até a
profundidade determinada
Estaca Strauss
• Para concretagem, lança-se
concreto no tubo até se obter
uma coluna de 1,0 m e apiloa-
se o material com o soquete,
formando uma base alargada
na ponta da estaca. Para
formar o fuste, o concreto é
lançado na tubulação e
apiloado, enquanto que as
camisas metálicas são
retiradas com o guincho
manual. A concretagem é
feita até um pouco acima da
cota de arrasamento da
estaca.
Estaca Strauss
• Após esta etapa, coloca-se barras de aço de espera para ligação
com blocos e baldrames na extremidade superior da estaca.
Finalmente, remove-se o concreto excedente acima da cota de
arrasamento, quebrando-se a cabeça da estaca com ponteiros
metálicos.
• A estaca strauss apresenta vantagem de leveza e simplicidade do
equipamento que emprega, o que possibilita a sua utilização em
locais confinados, em terrenos acidentados ou ainda no interior de
construções existentes, com o pé direito reduzido.
• Outra vantagem operacional é de o processo não causa vibrações
que poderiam provocar danos nas edificações vizinhas ou
instalações que se encontrem em situação relativamente precária
Estaca Franki
• As estacas tipo Franki apresentam grande capacidade de carga e
podem ser executadas a grandes profundidades, não sendo
limitadas pelo nível do lençol freático. Seus maiores inconvenientes
dizem respeito à vibração do solo durante a execução, área
necessária ao bate-estacas e possibilidade de alterações do
concreto do fuste, por deficiência do controle.
• Sua execução é sempre feita por firma especializada
• Propriedades
– Solos menos compactos
– Cargas 30 a 130 t
– Profundidade até 18 m
– Ø 30 a 60 cm
– Uso em `diminuição` vibração e barulho
Estaca Franki
• Seqüência Executiva
– 1. Crava-se no solo um tubo de
aço, cuja ponta é obturada por
uma bucha de concreto seco,
areia e brita, estanque e
fortemente comprimida sobre as
paredes do tubo. Ao se bater com
o pilão na bucha, o mesmo
arrasta o tubo, impedindo a
entrada de solo ou água;
– 2. Atingida a camada desejada, o
tubo é preso e a bucha expulsa
por golpes de pilão e fortemente
socada contra o terreno, de
maneira a formar uma base
alargada;
– 3. Uma vez executada a base e
colocada a armadura, inicia-se a
concretagem do fuste, em
camadas fortemente socadas,
extraindo-se o tubo à medida da
concretagem, tendo-se o cuidado
de deixar no mesmo uma
quantidade suficiente de concreto
para impedir a entrada de água e
de solo
Estaca Franki
Estaca Franki
Estaca Franki
Característica dos Principais Tipos de
Fundação
Característica dos Principais Tipos de
Fundação
Característica dos Principais Tipos de
Fundação
Critérios de Escolha do Tipo de
Fundação
• “ O projeto de fundações não é exato
matematicamente como o estrutural pois
lida diretamente com fatores da natureza.
• A decisão conceitual, como a análise de
terreno e dos vizinhos, vem antes do
cálculo matemático. Há uma grande
parcela de feeling, de conhecimento”
Critérios de Escolha do Tipo de
Fundação
• Quem define o tipo de fundação????
– Obras de grande porte:
• Empresas de Projeto especializadas
– Obras de pequeno porte:
• O próprio construtor

• De quem é a responsabilidade????
– Obras de grande porte:
• Empresas de Projeto especializadas
• Construtora: controle de execução
– Obras de pequeno porte:
• O construtor projeta e coordenada a execução
Critérios de Escolha do Tipo de
Fundação
• Aspectos a considerar para a escolha da
fundação?
– Solo:
• Nível do lençol freático
• Capacidade de suporte
– Carregamentos (intensidade)
• Pequenos edifícios
• Edifícios altos
– Vibração causada pelo processo
– “Cultura do local”
Critérios de Escolha do Tipo de
Fundação

• Como saber se tem água?


• Como saber a capacidade de
resistência do solo?

SONDAGEM
Unidade 5:
ESTRUTURAS
Parte 1

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções II
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Introdução às Estruturas
• Classificação quanto à concepção estrutural (Cont.)
– Reticuladas
• A transmissão dos esforços ocorre através de elementos
isolados tais como lajes, pilares e vigas ou pórticos.
Introdução às Estruturas
• Classificação quanto à
concepção estrutural (Cont.)
– Elementos Planos
• a transmissão de esforços
faz-se através de um
plano de carregamentos,
como‚ o caso dos edifícios
constituídos por paredes
maciças de concreto
armado ou mesmo de
alvenaria estrutural.
Introdução às Estruturas
Introdução às Estruturas
• Classificação quanto à concepção estrutural (Cont.)
– Cascas
Introdução às Estruturas
• Classificação quanto à concepção estrutural (Cont.)
– Treliças Espaciais
Introdução às Estruturas
• Classificação quanto à concepção estrutural (Cont.)
– Estaiadas
Introdução às Estruturas
• Classificação quanto à concepção estrutural (Cont.)
– Estaiadas
Introdução às Estruturas
• Classificação quanto ao processo de produção
dos elementos resistentes
– moldados no local;
• produzidos já no seu lugar definitivo no conjunto da estrutura
– pré-fabricados (em usina);
• moldados numa usina e transportados até o canteiro
– pré-moldados (em canteiro)
• são fabricados no canteiro; porém, longe do local em que
serão instalados.
Introdução às Estruturas
• Quanto ao processo de produção
– Por montagem - acoplamento mecânico

– Por moldagem no local


Introdução às Estruturas
• Quanto ao processo de produção – cont.
– Por moldagem e montagem no local
Introdução às Estruturas
• Quanto aos Materiais Constituintes
– Estruturas de Madeira
– Estruturas de Aço
– Alvenaria Estrutural
– Estruturas de Concreto
• Protendido
• Armado
Estruturas de Madeira
• Baixo uso devido à
– Falta de tradição do uso
– Resolução do 307 CONAMA – Limita o uso apenas
de madeira de reflorestamento
– Problemas decorrentes do elevado potencial de
queima
– Deficiências quanto à resistência mecânica e
durabilidade,
Estruturas de Madeira

YINGXIAN PAGODA – Construído em 1056, na China, é a mais alta


estrutura inteiramente feita em madeira, com 61 m de altura.
Estruturas de Aço
• O aço, largamente empregado em países mais desenvolvidos e com
elevado potencial de utilização devido às suas características mecânicas
(elevada resistência á compressão e á tração), também vem sendo pouco
utilizado no Brasil para a construção de estruturas de edifícios,
principalmente nos de múltiplos pavimentos. Sua utilização vem se
concentrando, sobretudo na produção da estrutura de edifícios industriais.
Pode-se dizer que existem alguns fatores "responsáveis" pela pequena
utilização do aço no Brasil, dentre os quais se destacam:
– custo elevado do aço quando comparado ao do concreto armado;
– falta de tradição construtiva e desconhecimento do processo construtivo;
– características da mão-de-obra nacional: de baixo custo e pouca qualificação; o
baixo custo leva a poucos investimentos nos ganhos de produtividade, que seria
uma das grandes vantagens oferecidas pela estrutura de aço;
– falta de perfis adequados à construção de edifícios, o que seria essencial para a
implantação de um mercado consumidor. No entanto, as indústrias produtoras
não assumem o investimento necessário;
– suscetibilidade a incêndio, exigindo tratamentos especiais nos elementos;
– utilização de equipamentos pesados para montagens (guindastes, máquinas de
solda, etc);
Estruturas de Aço
• Não obstante essas dificuldades, a produção de um
edifício em aço apresenta um elevado potencial de
racionalização devido às características intrínsecas ao
material, pois:
– permite grande flexibilidade construtiva
– toda a estrutura é previamente preparada em uma fábrica ou
indústria, ficando apenas a montagem para o canteiro;
– para o preparo de cada peça é necessário um detalhamento
prévio, e sendo assim, as decisões são necessariamente
tomadas durante a elaboração do projeto e não no canteiro
durante a execução do edifício; logo, não há decisões de
canteiro, os detalhes construtivos vêm previamente definidos;
– é possível a modulação de componentes racionalizando-se as
atividades de preparo e montagem da estrutura, bem como,
possibilita o emprego de outros elementos construtivos
modulados (vedações, caixilhos);
Estruturas de Aço
• Demais Vantagens:
– NA ADMINISTRAÇÃO DA OBRA:
• Execução em fábrica, apenas montagem no canteiro;
• Grande precisão dimensional;
• Grande precisão quantitativa dos materiais;
• Poucos itens de materiais (aço, parafusos, eletrodos, tintas);
• Qualidade garantida das matérias primas (pelas usinas);
• Uniformidade das matérias primas;
• Pouca quantidade de homens na obra e mão-de-obra com maior
qualificação.
– NAS FUNDAÇÕES:
• Leveza estrutural; 40 a 80 Kg/m² (vigas e colunas), até 80% menos
(1/5 do peso do concreto);
• Menores cargas nas bases;
• Volumes menores nos blocos;
• Sistemas mais econômicos.
Estruturas de Aço
• Demais Vantagens – cont.
– PRAZOS:
• Simultaneidade de execução da estrutura e fundações;
• Avanços da montagem de 3 em 3 pavimentos;
• Possibilidade de alvenarias acompanharem a montagem.
– CUSTO FINANCEIRO:
• Prazos finais reduzidos, antecipação de utilização.
• Retorno mais rápidos e utilização antecipada.
– DEMAIS VANTAGENS
• Aumento dos espaçamentos entre colunas, aumentando a área
útil nas garagens;
• Menores riscos de alterações de previsão e demanda graças à
rapidez de entrega;
• Maior valor residual (no caso de desmontagens)
com reaproveitamento de todo material estrutural).
Estruturas de Aço
Estruturas de Aço
Alvenaria Estrutural
• A alvenaria, por sua vez, foi largamente utilizada no passado como
material estrutural para a construção de edifícios com dois e até três
pavimentos. No entanto, com o surgimento do concreto armado
cedeu lugar ao novo material.
• Hoje, a alvenaria ressurge com grandes possibilidades de emprego
para a produção de estruturas de edifícios de múltiplos pavimentos,
sendo denominada alvenaria estrutural.
• E assim como o aço, é um material estreitamente ligado à
racionalização do processo de produção, pois além de constituir a
estrutura do edifício, constitui ao mesmo tempo a sua vedação
vertical, o que proporciona elevada produtividade para a execução
do edifício. Além disso, a regularidade superficial dos componentes
e a "precisão“ construtiva exigida pelo processo possibilitam o
emprego de revestimentos de pequena espessura reduzindo o
custo deste subsistema.
Alvenaria Estrutural
Alvenaria Estrutural
• A utilização de equipamentos tradicionais e a ausência quase total
de resíduo de construção são vantagens também apresentadas na
utilização da alvenaria estrutural. Também as instalações podem
ser racionalizadas ao se utilizar os componentes vazados de
alvenaria (blocos) para a sua passagem, sem a necessidade de
quebrar a parede e, consequentemente, sem a necessidade de se
refazer o serviço
Alvenaria Estrutural
• A utilização da alvenaria estrutural gerou a necessidade
de desenvolvimento do processo construtivo e de
produção através do projeto para produção, no qual são
feitos a modulação das peças e o detalhamento
construtivo, a partir da integração com outros
subsistemas.
• Como limitações podem ser citadas: a impossibilidade
de construir edifícios de grande altura, a falta de
flexibilidade arquitetônica e também a necessidade de
componentes de alvenaria com características
adequadas, restrições a modificações nos apartamentos
Concreto Protendido
• Estruturas Moldadas in loco – Lajes de Grandes Vãos
– O concreto protendido tem sido empregado no Brasil desde a
década de 50 em obras de grande porte (em geral edifícios
comerciais) e onde há necessidade de grandes vãos.
– Proporcionar grande flexibilidade de layout, requer
racionalização do sistema de fôrmas e possibilita maior
organização do processo construtivo. Além disso, necessita de
mão de obra especializada, de equipamentos especiais (como
macaco de protensão) e de grande diversidade de materiais a
serem estocados e controlados.
Concreto Protendido
Concreto Protendido
• Estruturas pré-moldadas
– A utilização do concreto protendido pode se dar
através de peças pré-fabricadas, o que traz a
vantagem da utilização da mão-de-obra tradicional no
canteiro, confere maior limpeza e organização ao
canteiro de obras e apresenta curto prazo de
execução.
– Por outro lado, diminui a flexibilidade arquitetônica,
tem alto custo, pequenas alturas (cerca de 25 m) e
vãos médios (aproximadamente 10 m), uma vez que
o transporte das passa a ser o limitante
Concreto Protendido
Unidade 5:
ESTRUTURAS
Parte 2

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções II
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Concreto Armado
• Desde o seu surgimento ganhou espaço significativo na
construção de edifícios, sejam edifícios baixos ou de
múltiplos pavimentos
• É, sem dúvida, o material estrutural mais utilizado hoje
no Brasil, tanto moldado no local, como pré-fabricado.
• Principal Tecnologia de produção de estruturas de
edifício no Brasil, portanto, principal objeto de estudo
nesta disciplina
• Vantagens
– Mão-de-obra tradicional da construção civil
– Equipamentos tradicionais
– Grande flexibilidade
– Amplo domínio da tecnologia
Concreto Armado
Concreto Armado
• A execução de elementos com concreto armado deve seguir um
esquema básico de produção que possibilite a obtenção das peças
previamente projetadas e com a qualidade especificada
Concreto Armado - Fôrmas

• Conceituação
– As fôrmas são uma estrutura provisória,
construída para conter o concreto fresco, dando
a ele a forma e as dimensões requeridas, e
suporta-lo até que ele adquira a capacidade de
autosuporte.
Concreto Armado - Fôrmas
• Conceituação
– A fôrma pode ser considerada como o conjunto de componentes
cujas funções principais são:
• Dar forma ao concreto - molde
• Conter o concreto fresco e sustentá-lo até que tenha resistência
suficiente para se sustentar por si só
• proporcionar à superfície do concreto a rugosidade requerida
• servir de suporte para o posicionamento da armação, permitindo a
colocação de espaçadores para garantir os cobrimentos
• servir de suporte para o posicionamento de elementos das
instalações e outros itens embutidos
• servir de estrutura provisória para as atividades de armação e
concretagem, devendo resistir às cargas provenientes do seu peso
próprio, além das de serviço, tais como pessoas, equipamentos e
materiais
• proteger o concreto novo contra choques mecânicos
• limitar a perda de água do concreto, facilitando a cura
Concreto Armado - Fôrmas
• Dar forma ao concreto
Concreto Armado - Fôrmas
• Conter o concreto fresco e sustentá-lo até que
tenha resistência suficiente para se sustentar por
si só
Concreto Armado - Fôrmas
• proporcionar à superfície do concreto a rugosidade
requerida
Concreto Armado - Fôrmas
• servir de suporte para o posicionamento da
armação, permitindo a colocação de espaçadores
para garantir os cobrimentos
Concreto Armado - Fôrmas
• servir de suporte para o
posicionamento de
elementos das instalações e
outros itens embutidos

• proteger o concreto novo


contra choques mecânicos
Concreto Armado - Fôrmas
• servir de estrutura provisória para as atividades de
armação e concretagem, devendo resistir às
cargas provenientes do seu peso próprio, além
das de serviço, tais como pessoas, equipamentos
e materiais
Concreto Armado - Fôrmas
• limitar a perda de água do concreto,
facilitando a cura
Concreto Armado - Fôrmas
• Requisitos de Desempenho (para atender as funções
das fôrmas)
Concreto Armado - Fôrmas

• Elementos Constituintes de um Sistema de


Fôrmas
– Molde
• é o elemento que entra em contato direto com o concreto,
definindo o formato e a textura concebidos para a peça
durante o projeto
– Estrutura do Molde
• é o que dá sustentação e travamento ao molde. É
destinada a enrijecer o molde, garantindo que ele não se
deforme quando submetido aos esforços originados pelas
atividades de armação e concretagem. É constituído
comumente por gravatas, sarrafos acoplados aos painéis
e travessões.
Concreto Armado - Fôrmas
– Escoramento (cimbramento)
• é o que dá apoio á estrutura da fôrma. É o elemento
destinado a transmitir os esforços da estrutura do molde
para algum ponto de suporte no solo ou na própria estrutura
de concreto [Fajersztajn, 1987]. É constituído genericamente
por guias, pontaletes e pés-direitos.
– Acessórios
• componentes utilizados para nivelamento, prumo e locação
das peças, sendo constituídos comumente por aprumadores,
sarrafos de pé-de-pilar e cunhas.
Concreto Armado - Fôrmas
Concreto Armado - Fôrmas
Concreto Armado - Fôrmas
Concreto Armado - Fôrmas
• Molde
– Materiais
• madeira na forma de tábua
• compensado;
• materiais metálicos - alumínio e aço; e ainda,
• outros materiais como o concreto (figura 2.16), a alvenaria, o
plástico (figura 2.14), o papelão (figura 2.22), a fôrma
incorporada (por exemplo, o poliestireno expandido ou
lajotas cerâmicas e materiais sintéticos (figuras 2.15, 2.19 e
2.21).
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Tábuas para Formas


PONTALETES PINUS TABUAS DE
CEDRO
ƒ Tábuas 2,5 x 30 cm
ƒ Tábuas 2,5 x 25 cm
ƒ Tábuas 2,5 x 20 cm
ƒ Sarrafos 2,5 x 15 cm
ƒ Sarrafos 2,5 x 10 cm
ƒ Sarrafos 2,5 x 5 cm
ƒ Pontaletes 7 x 7 cm
ƒ PODEM SER COMPRADAS POR M², M³,
PEÇAS OU DUZIA
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MADEIRA DE REFLORESTAMENTO

ƒ A preservação de
florestas é garantia da
qualidade de vida. Além
de beleza paisagística, as
formações florestais
mantém o equilíbrio
climático e a diversidade
florística, abrigando a
fauna, protegendo os
mananciais e
promovendo a
estabilização das
encostas.
Concreto Armado - Fôrmas
Madeirite Resinado
• São chapas formadas por um número
ímpar de camadas superposta,
prensadas com cola branca e disposta
de modo que suas fibras se cruzem..
• É muito usado para fazer formas de
vários tipos, tapumes,fazer barracos,
canteiros de obra e na verdade é muito
amplo seu uso em diversos etapas da
construção civil.
• Existe nas seguintes medidas sendo
que a largura e comprimento são
padronizados: 1.10 m e 2.20 m.
• As espessuras variam: 6 mm, 10 mm,
12 mm,14 mm, 17 mm e 20 mm.
• Reutilização de 2 a 3 vezes, no máximo
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Madeirite Fenólico
• São chapas formadas por um número
ímpar de camadas superposta,
prensadas com cola preta e disposta
de modo que suas fibras se cruzem...
• É muito usado para fazer formas de
vários tipos, palcos e em construções
pesadas devido a sua grande
quantidade de uso.
• Existe nas seguintes medidas sendo
que a largura e comprimento são
padronizados: 1.10 m e 2.20 m.
• As espessuras variam: 6 mm, 10 mm,
12 mm,14 mm, 17 mm e 20 mm.
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Madeirite Plastificado
ƒ São chapas formadas por um número ímpar
de camadas superposta, prensadas com
cola preta disposta de modo que suas fibras
se cruzem e com uma película ( que
chamamos de filme )para que fiquem com
acabamento "aparente" e suportem mais a
umidade.
ƒ É muito usado para fazer formas de vários
tipos para concreto aparente, piso de
carroceria de caminhão e outros...
ƒ Temos nas seguintes medidas sendo que a
largura e comprimento são padronizados:
1.10 m e 2.20 m.
ƒ As espessuras variam: 12 mm,14 mm, 17
mm e 20 mm.
• Reutilização de 10 a 40 vezes, dependendo
da espessura da película plastificada
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Concreto Armado - Fôrmas
SF FORMAS (Alumínio)
ƒ É um sistema de fôrmas constituído
por painéis de Alumínio extrudado,
soldado através de solda MIG à chapa
de Alumínio e ajustados uns aos
outros através de pinos e cunhas de
engate rápido em aço carbono.
ƒ As fôrmas de alumínio tem vida útil
comprovada em 1.500 utilizações que
pode ser ampliada com cuidados
adicionais na manipulação e com
manutenção adequada.
Concreto Armado - Fôrmas
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Chapas de PVC (Policloreto de Vinila)


ƒ Desde 1996, vêm sendo realizados testes no
Brasil quanto ao uso de componentes de PVC,
para substituir as chapas de compensado.
Tais componentes são produzidos em PVC
rígido e PVC rígido expandido

Plástico reforçado com fibra de vidro


ƒ Os plásticos reforçados com fibra de vidro são
originados da moldagem de componentes a
partir da associação do poliéster (resina) à
fibra de vidro (véu). Algumas características
são: resistência adequada, baixo peso,
superfícies de concreto de boa qualidade,
grande número de reutilizações, entre outros.
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Polipropileno e Poliuretano
ƒ A obtenção do polipropileno e do
poliuretano se dá por meio de injeção em
molde de grande rigidez. O polipropileno
tem gerado peças de resistência mecânica
elevada, eliminando com isso a
deformabilidade. As suas propriedades são
idênticas às de fibra de vidro.

Plástico reciclável
ƒ Em 1995, foi lançado no mercado um novo
conceito de fôrma, o de plástico reciclável.
ƒ Para a ecologia, esse sistema veio somar,
pois retira do ecossistema um meio
poluente que se degrada lentamente ao
longo do tempo.
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Concreto Armado - Fôrmas
• Moldes
– Pré-Laje de Concreto
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• Moldes
– Laje Pré-Moldada – Laje Mista
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• Moldes
– Laje Steel Deck
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• Molde
– Juntas das Formas
• As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento
da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na
superfície do concreto.
• Pode ser utilizado mata-juntas, fita adesiva e até mastiques
elásticos
• Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de
cimento ou de jornais, o que não é muito eficiente. Isso pode
ocorrer principalmente em pequenas obras.
Concreto Armado - Fôrmas

• Estrutura do Molde
– é comum o emprego de:
• madeira aparelhada, na forma de treliça ou
perfis de madeira colada;
• materiais metálicos: perfil dobrado de aço,
perfis de alumínio, ou treliças;
• mistos: ou seja, uma combinação de
elementos de madeira e elementos metálicos
Concreto Armado - Fôrmas
Concreto Armado - Fôrmas
Concreto Armado - Fôrmas

• Escoramentos:
– é comum o emprego de:
• madeira bruta ou aparelhada
• aço na forma de perfis tubulares extensíveis e de
torres
Concreto Armado - Fôrmas
Concreto Armado - Fôrmas
Concreto Armado - Fôrmas
ƒ “os diferentes componentes dos sistemas de fôrmas são fabricados
a partir de grande variedade de materiais, tais como: madeira, aço,
alumínio, plástico etc” e que a escolha desses materiais é
determinada em função dos seguintes fatores:
ƒ “número de utilizações previstas;
ƒ textura requerida da superfície de concreto;
ƒ cargas atuantes;
ƒ tipo de estrutura a ser moldada;
ƒ custos do componente e da mão-de-obra;
ƒ equipamento para transporte;
ƒ cronograma das obras”.
ƒ Este mesmo autor classifica os sistemas de fôrmas em sistemas de
fôrmas de madeira (tradicionais e racionalizados), sistemas de
fôrmas metálicas (aço e alumínio) e sistemas de fôrmas mistas.
Concreto Armado - Fôrmas

ƒ Consumo ESTIMADO de 12m²/m³ de concreto.


Requisitos gerais para formas de madeira:
ƒ Dimensões de acordo com o projeto e resistência suficiente para a
não deformação sob ação de cargas;
ƒ No escoramento com peças de eucalípto, usar escoras formando
malha de 1,00 a 1,50m.
ƒ Estanqueidade;
ƒ Execução que permita a fácil retirada (desforma) com o máximo
reaproveitamento;
ƒ Escoramento: atenção para os apoios no terreno, emendas bem
executadas e no caso de escoras > 3m utilizar travamento
horizontal;
ƒ Produtos anti-aderentes para facilitar a desforma (desformantes).
Concreto Armado - Fôrmas
ƒ Chapas de madeira compensada:
dimensões mais comuns: 6, 10, 12, 14,
17 e 20mm de espessura (L=1,10m e
C=2,20m) - tem a vantagem de ter
bom reaproveitamento, fácil desforma,
menor n.º de juntas e menor consumo
de pregos.
ƒ Para formas de lajes, usa-se chapa de
#12mm e pregos de 15x15;
ƒ Escoramento metálico:
racionalização sem desperdício e fácil
manuseio.
ƒ Formas pré-fabricadas:
racionalização, maior reaproveitamento
e rapidez na execução
Unidade 5:
ESTRUTURAS
Parte 3

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções II
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Concreto Armado - Armaduras
• Barras de Aço para Concretos
– Os aços para concreto armado, fornecidos em rolos (fios) ou
mais comumente em barras com aproximadamente 12m de
comprimento, são empregados como armadura ou armação de
componentes estruturais.
– Nesses componentes estruturais, tais como blocos, sapatas,
estacas, pilares, vigas, vergas e lajes, as armaduras têm como
função principal absorver as tensões de tração e cisalhamento e
aumentar a capacidade resistente das peças ou componentes
comprimidos.
– O concreto tem boa resistência à compressão, da ordem de 25
MPa, podendo chegar a 60 MPa ou mais, enquanto que o aço
tem excelente resistência à tração e à compressão da ordem de
500 MPa chegando, em aços especiais para concreto
protendido, a cerca de 2000 MPa. No entanto, a resistência à
tração dos concretos é muito baixa, cerca de 1/10 de sua
resistência à compressão, o que justifica seu emprego
solidariamente com o aço. O concreto armado é portanto
conseqüência de uma aliança racional de materiais com
características mecânicas diferentes e complementares.
Concreto Armado - Armaduras
• Barras de Aço para Concreto
– Segundo a norma NBR 7480 - "Barras e fios de aço destinados
a armaduras de concreto armado", barras são produtos obtidos
por laminação a quente, com diâmetro nominal de 5,0 mm ou
superior. Por serem produzidos desta maneira, os aços CA25 e
CA50 são denominados BARRAS. Os fios são produtos de
diâmetro nominal inferior a 10 mm obtidos por trefilação ou
laminação a frio. Todo o CA60 é denominado fio. A última
versão da NBR 7480 1996 eliminou as classes A e B constantes
da versão de 1985, portanto, atualmente, além de tecnicamente
incorreto, não faz sentido classificar uma barra por classe. Na
norma, a separação em classes era definida pelo processo de
fabricação das barras ou fios; para processo a quente
(laminação a quente) o produto era denominado classe A e para
o processo a frio (laminação a frio ou trefilação) era classe B.
Concreto Armado - Armaduras

• Operações necessárias ao processamento da armadura


Concreto Armado - Armaduras
• Estocagem
– As barras devem ser rigorosamente separadas segundo seu
diâmetro, de maneira a evitar possíveis enganos.
– Evitar as condições que podem propiciar o desenvolvimento da
corrosão
• Evitar contato com o solo
• Dependendo das condições ambiente e do tempo em que o aço
permanecer estocado, muitas vezes, em caso de grande
agressividade do meio, deve-se evitar que o estoque de aço fique
sujeito a intempéries.
• Movimentação
– Transporte manual moroso - o número de homens-hora que são
gastos para a organização do aço dentro do canteiro é muito
grande
– A organização do canteiro e em especial o posicionamento do
estoque de aço, são de fundamental importância para se
conseguir a racionalização do trabalho e boa fluidez da
produção. Isto vale tanto para o desembarque do aço como para
todo o trabalho relativo à sua utilização.
Concreto Armado - Armaduras

• Central de Armadura
Concreto Armado - Armaduras

• Central de Armadura
Concreto Armado - Armaduras

• Projeto Estrutural – Detalhamento de Armadura


Concreto Armado - Armaduras
Concreto Armado - Armaduras

• Projeto Estrutural – Tabela de aço


Concreto Armado - Armaduras

• Corte da Armadura
– Talhadeira
• φ < 6,3mm
• rendimento da operação é muito baixo.
– Tesourões
φ < 16,0mm
• Rendimento razoável
Concreto Armado - Armaduras

• Corte da Armadura
– Máquinas Manuais
• Cortam todos os diâmetros – cortam diversas barras
de uma só vez
• Bom rendimento, fácil aquisição e fácil manutenção
– Bancadas com Serras
• Maior diâmetro e Facilitam medidas de corte
• Elevado Rendimento
Concreto Armado - Armaduras

• Corte da Armadura
– Máquinas Hidráulicas
• Todos os diâmetros
• Grande quantidade de barras
Concreto Armado - Armaduras

Importância do Plano de Corte

• Os comprimentos das barras de aço requeridos nas


vigas, pilares, lajes, caixas d'água, etc., são variáveis;
• As barras têm uma dimensão aproximadamente
constante, faz-se necessária uma programação do corte
das barras de modo a evitar desperdícios.
• Se uma barra de 12m é utilizada somente para pilares
de 3,30m de altura, poderão ser utilizadas 3 barras de
3,30m e haverá uma sobra de 2,10m sem uso. Dois
metros de desperdício por barra representam uma enorme
perda (18% ).
Concreto Armado - Armaduras

• Dobramento da Armadura
– Após a liberação das peças
cortadas dá-se o dobramento
das barras, assim como seu
endireitamento (quando
necessário), tais atividades são
realizadas sobre uma bancada
de madeira grossa com
espessura de 5,0 cm, que
corresponde a duas tábuas
sobrepostas.
– Sobre essa bancada
usualmente são fixados
diversos pinos.
– Os ganchos e cavaletes são
feitos com o auxílio de chaves
de dobrar.
Concreto Armado - Armaduras
Concreto Armado - Armaduras
• Dobramento da Armadura
– Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras
de aço, quando do seu dobramento através de ferramentas
manuais, este fato é observado na maioria das vezes em
obras onde existe grande variabilidade de bitolas, para as
quais, operários menos experientes não atentam para a
necessidade de substituir o diâmetro do pino de
dobramento, pois, para algumas bitolas eles são finos
levando a barra, a sofrerem um ensaio extremamente
rigoroso de dobramento, chegando a romper por tração.
– A recomendação para estes casos, que os diâmetros dos
pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados
Concreto Armado - Armaduras

• Montagem das Armaduras


– A ligação das barras e entre barras e estribos é feita através da
utilização de arame recozido.
• Possuem boa maleabilidade
• n.º 18 (maior espessura) ou n.º 20 (menor espessura)
Concreto Armado - Armaduras
Concreto Armado - Armaduras

• Montagem das Armaduras


– Deve-se definir as peças
estruturais cujas armaduras
serão montadas embaixo, no
próprio pátio de armação,
(central de armação), e aquelas
que serão montadas nas
próprias fôrmas.
– Para esta definição devem ser
considerados diversos fatores
• dimensões das peças;
• o sistema de transporte
disponível na obra;
• a espessura das barras para
resistir aos esforços de
transporte da peça montada,
entre outros.
Concreto Armado - Armaduras
Concreto Armado - Armaduras

• Posicionamento e Cobrimento da Armadura

– Quando da colocação das armaduras nas fôrmas todo o


cuidado deve ser tomado de modo a garantir o perfeito
posicionamento da armadura no elemento final a ser
concretado.

– Os dois problemas fundamentais a serem evitados são a


falta do cobrimento de concreto especificado
(normalmente da ordem de 25mm para o concreto
convencional) e o posicionamento incorreto da armadura
negativa (tornada involuntariamente armadura positiva).

– Para evitar a ocorrência destas falhas é recomendável a


utilização de dispositivos construtivos específicos para
cada caso.
Concreto Armado - Armaduras
– O cobrimento mínimo será obtido de modo mais seguro com o
auxílio dos espaçadores ou pastilhas fixados à armadura, sendo
os mais comuns de concreto, argamassa, matéria plástica e
metal. Estes espaçadores, porém, não devem provocar
descontinuidades muito marcantes no concreto e, portanto, os
aspectos de durabilidade e aparência devem ser verificados
quando de sua utilização
Concreto Armado - Armaduras
• Posicionamento e Cobrimento da Armadura
– Cobrimento
• A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de
vital importância na durabilidade mas também pelos
benefícios adicionais, como por exemplo a resistência ao
fogo.
• É preocupante ao constatar que esse ponto é
freqüentemente negligenciado.
• Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das
armaduras, lembrando que o aço para concreto armado
estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver
em um meio fortemente alcalino propiciado pelas reações de
hidratação do cimento.
Concreto Armado - Armaduras

– Posicionamento Armadura Negativa (Lajes)


• Com relação à armadura negativa utilizam-se os chamados
"caranguejos",
• O espaçamento entre "caranguejos"‚ é função do diâmetro
do aço que constitui a armadura negativa, bem como, do
diâmetro do aço do próprio "caranguejo"
Unidade 5:
ESTRUTURAS
Parte 4

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções II
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Concreto Armado - Concreto

• Preparo Manual de Concreto


– DEVE SER EVITADO
• Difícil controle
• “Massadas” não homogêneas
• Perda de “Nata de cimento”

– É aceitável para pequenas obras e


deve ser preparado com bastante
critério seguindo no mínimo as
recomendações a seguir:
• Deve-se dosar os materiais através de
caixas com dimensões pré
determinadas, ou com latas de 18 litros,
• A mistura dos materiais deve ser
realizada sobre uma plataforma, de
madeira ou cimento, limpa e
impermeável (preferencialmente em
"caixotes")
Concreto Armado - Concreto

• Preparo Manual de Concreto


• Espalha-se a areia formando
uma camada de 10 à 15cm,
sobre essa camada esvazia-se o
saco de cimento, espalhando-o
de modo a cobrir a areia e
depois realiza-se a primeira
mistura, com pá ou enxada até
que a mistura fique homogênea
• Depois de bem misturados,
junta-se a quantidade
estabelecida de pedra britada,
misturando os três materiais
Concreto Armado - Concreto

• A seguir faz-se um buraco no


meio da mistura e adiciona-se a
água, pouco a pouco, tomando-
se o cuidado para que não
escorra para fora da mistura,
caso a mistura for realizada
sobre superfície impermeável
sem proteção lateral "caixotes"
Concreto Armado - Concreto

• Preparo em Betoneira
– Os materiais devem ser colocados no misturador na
seguinte ordem:
• parte da água, e em seguida o agregado graúdo, pois a
betoneira ficará limpa;
• em seguida o cimento, pois havendo água e pedra, haverá
uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento,
haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento;
• Finalmente, coloca-se o agregado miúdo, que faz um
tamponamento nos materiais já colocados, não deixando sair o
graúdo em primeiro lugar;
• Colocar o restante da água gradativamente até atingir a
consistência ideal.
Concreto Armado - Concreto
• O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro
momento em que todos os materiais estiverem misturados.
• tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba
do misturador, em metros
Concreto Armado - Concreto
• Preparo em Betoneira
– Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no
menor espaço de tempo possível
Concreto Armado - Concreto

• Concreto dosado em central


– Para a utilização dos concretos dosados em central, o que
devemos saber é programar e receber o concreto. Verificar o
local de descarga do concreto que devem estar desimpedido
e o terreno firme. A circulação dos caminhões deve ser
facilitada.
– Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados,
tais como:
• localização correta da obra
• o volume necessário
• a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o
consumo de cimento por m³ de concreto.
• a dimensão do agregado graúdo
• o abatimento adequado (slump test)
• A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o
volume por caminhão a ser entregue, bem como o intervalo de
entrega entre caminhões.
Concreto Armado - Concreto
Concreto Armado - Concreto

• Concreto dosado em central (cont)


– Recebimento: antes de descarregar, deve-se verificar:
• o volume do concreto pedido
• a resistência característica do concreto à compressão (fck).
• aditivo se utilizado
– Se tudo estiver correto, só nos resta verificar , o abatimento
(slump test) para avaliar a quantidade de água existente no
concreto. Para isso devemos executá-lo como segue:
• coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0,5 m³ de
concreto ou aprox. 30 litros.
• coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha
em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente
distribuídos em cada camada.
• adense a camada junto a base e no adensamento das camadas
restantes, a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente.
• retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a
distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do
concreto
Concreto Armado
Produção da Estrutura
• Montagem dos Pilares
– 1) A locação dos pilares do 1º pavimento deve ser feita a
partir dos eixos definidos na tabeira, devendo-se conferir o
posicionamento dos arranques; o posicionamento dos
pilares dos demais pavimentos deve tomar como parâmetro
os eixos de referência previamente definidos;
– 2) locação do gastalho de pé de pilar o qual deverá
circunscrever os quatro painéis, devendo ser devidamente
nivelado e unido.
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem dos Pilares (cont.)
– 3) limpeza da armadura de espera do pilar (arranques);
– 4) controle do prumo da fôrma do pilar e da perpendicularidade de suas
faces;
– 5) posicionamento das três faces do pilar, nivelando e aprumando cada
uma das faces com o auxílio dos aprumadores (escoras inclinadas)
– 6) passar desmoldante nas três faces (quando for utilizado)
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem dos Pilares (cont.)
– 7) posicionamento da armadura segundo o
projeto, com os espaçadores e pastilhas
devidamente colocados
– 8) fechamento da fôrma com a sua 4ª face e
respectivo nivelamento, prumo e escoramento
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• As vantagens e desvantagens de se Concretar o pilar
antes ou depois da execução das fôrmas de Vigas e lajes
– VANTAGENS da concretagem do pilar ANTES de executar
as demais fôrmas
• a laje do pavimento de apoio dos pilares (laje inferior)
está limpa e é bastante rígida, sendo mais fácil entrar e
circular com os equipamentos necessários à
concretagem;
• - proporciona maior rigidez à estrutura para a montagem
das fôrmas seguintes;
• - ganha-se cerca de três dias a mais de resistência
quando do início da desforma, que correspondem ao
tempo de montagem das fôrmas de lajes e vigas.
Concreto Armado – Produção
da Estrutura
– DESVANTAGENS da concretagem do pilar ANTES
de executar as demais fôrmas
• é necessário montagem de andaimes para concretagem;
• geometria e posicionamento do pilar devem receber
cuidados específicos, pois se o mesmo ficar 1,0 cm que seja
fora de posição, inviabiliza a utilização do jogo de fôrmas.
• Para evitar este possível erro há a necessidade de gabaritos
para definir corretamente o distanciamento entre pilares, o
que implica em investimentos, sendo que nos procedimentos
tradicionais dificilmente existem tais gabaritos.
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• As vantagens e desvantagens de se Concretar o pilar antes ou
depois da execução das fôrmas de Vigas e lajes
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem de Fôrmas de Vigas e Lajes
– 9) montagem dos fundos de viga apoiados sobre os pontaletes,
cavaletes ou garfos
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem de Fôrmas de Vigas e Lajes
– 10) Posicionamento das Laterais das Vigas
– 11) Posicionamento das galgas, tensores e gravatas das vigas
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem de Fôrmas de Vigas e Lajes
– 12) posicionamento das guias e pés-direitos de apoio dos
painéis de laje
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem de Fôrmas de Vigas e Lajes
– 13) Distribuição dos painéis de laje
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem de Fôrmas de Vigas e Lajes
– 14) Transferência dos eixos de referência do pavimento inferior
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem de Fôrmas de Vigas e Lajes
– 15) Transferência dos eixos de referência do pavimento inferior
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem de Fôrmas de Vigas e Lajes
– 16) Fixação dos painéis de laje
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem de Fôrmas de Vigas e Lajes
– 17) Colocação das escoras das faixas de laje;
– 18) Alinhamento das escoras de vigas e lajes
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem de Fôrmas de Vigas e Lajes
– 19) Nivelamento das vigas e lajes;
Unidade 5:
ESTRUTURAS
Parte 5

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções II
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento do Concreto
– 20) Uma vez liberado, o concreto deverá ser transportado
para o pavimento em que está ocorrendo a concretagem,
o que poderá ser realizado por elevadores de obra e
jericas, gruas com caçambas, ou bombeamento
Concreto Armado – Produção
da Estrutura
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento do Concreto
– 21) O lançamento do concreto no pilar deve ser
feito por camadas não superiores a 50cm,
devendo-se vibrar cada camada expulsando os
vazios. A vibração usualmente ‚ realizada com
vibrador de agulha.
• aplicar sempre o vibrador na vertical
• vibrar o maior número possível de pontos
• o comprimento da agulha do vibrador deve ser
maior que a camada a ser concretada.
• não vibrar a armadura
• não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm
da parede da fôrma
• mudar o vibrador de posição quando a superfície
apresentar-se brilhante.
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento do Concreto - PILARES
– 22) Quando o transporte é realizado com bomba, o lançamento do
concreto no pilar é realizado diretamente, com o auxílio de um funil.
Quando o transporte é feito através de caçambas ou jericas, é comum
primeiro colocar o concreto sobre uma chapa de compensado junto à
"boca" do pilar e, em seguida, lançar o concreto para dentro dele, nas
primeiras camadas por meio de um funil, e depois diretamente com pás e
enxadas.
– 23) Terminada a concretagem deve-
se limpar o excesso de argamassa
que fica aderida ao aço de espera
(arranque do pavimento superior) e
à fôrma.
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento do Concreto -
PILARES
– 24) Em casos de pilares altos a
2,00m fazer uma abertura
"janela" para o lançamento do
concreto, evitando com isso a
queda do concreto de uma altura
fazendo com que os agregados
graúdos permaneçam no pé do
pilar formando ninhos de pedra a
vulgarmente chamado "bicheira".
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem Armadura Vigas e Lajes
– 25) Considerando-se que as armaduras estejam previamente
cortadas e pré-montadas, tendo sido devidamente controlado
o seu preparo, tem início o seu posicionamento nas fôrmas,
recomendando-se observar os seguintes procedimentos:
• antes de colocar a armadura da viga na fôrma, deve-se colocar
as pastilhas de cobrimento;
• posicionar a armadura de encontro viga-pilar (amarração)
quando especificada em projeto
• marcar as posições das armaduras nas lajes;
• montar a armadura na laje com a colocação das pastilhas de
cobrimento (fixação da armadura com arame recozido nº 18);
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem Armadura Vigas e Lajes
Concreto Armado – Produção da
Estrutura

• Montagem Armadura Vigas e Lajes


Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem Armadura Vigas e Lajes
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Montagem Armadura Vigas e Lajes
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 27) Transporte do Concreto até o pavimento a ser concretado
• Por Bombeamento
– Bombas Estacionárias
» Pressão maior alcançando maiores alturas, Percursos
verticais e horizontais da tubulação.
» Utilização maior de mão-de-obra para segurar o
mangote, Montagem e desmontagem da tubulação,
travar a tubulação em peças já concretadas (deixar livre
a fôrma da laje que está sendo concretada); - lubrificar a
tubulação com argamassa de cimento e areia, não
utilizando esta argamassa para a concretagem;
– Bomba em Lanças
» Tem a capacidade de movimentaçãomecânica do
mangote durante a concretagem e evita montagem e
desmontagem de tubulação fixa
» Limitantes: altura, dimensões da laje e Espaço do
canteiro
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 27) Transporte do Concreto até o pavimento a ser concretado
(cont.)
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 27) Transporte do Concreto até o pavimento a ser concretado
(cont.)
• Por Caçambas + Gruas
– Efetua a movimentação horizontal e vertical com um único
equipamento, reduz o uso de mão de obra, libera o elevador
de obras para outras atividades
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 27) Transporte do Concreto até o pavimento a ser concretado (cont.)
• Por Carrinhos e Jericas
– Carrinho: Volume reduzido (<80l), Dificuldade de equilíbrio e,
consequentemente, Indutor de desperdícios
– Jericas: Capacidade entre 110 a 180l, Duas Rodas,
Facilidade em lançar o concreto
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 27) Transporte do Concreto até o pavimento a ser concretado (cont.)
• Por Carrinhos e Jericas
– Neste caso, deve-se utilizar passarelas sobre as formas das
lajes, formando caminhos de acesso até os locais de
lançamento sem que as armações e as instalações
embutidas sejam danificadas ou deslocadas, principalmente
as armações negativas
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 28) Lançar o Concreto sobre a laje
• Umidecer previamente as formas, sem formação de
poças, para evitar que esta absorva água do concreto
em demasia
• O concreto deverá ser lançado logo após o
amassamento, não sendo permitido intervalo superior a
1 hora, salvo se utilizado aditivo retardadores de pega –
consultar fabricante
• Em nenhuma hipótese o lançamento poderá ocorrer
após o início da pega.
• Espalha-se o concreto após o lançamento com o uso de
pás e enxadas, distribuindo por todos os elementos
estruturais e locais de difícil acesso.
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 28) Lançar o Concreto sobre a laje
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 29) Lançar o Concreto nas vigas
• Umedecer previamente a forma
• As vigas deverão ser concretadas de uma só vez, caso não haja
possibilidade, fazer as emendas à 45º
• As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a
orientação do Engenheiro calculista. Caso contrário, a emenda
deve ser feita a 1/4 do apoio, onde geralmente os esforços sÃo
menores. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro
dos vãos, pois os momentos negativos e positivos,
respectivamente, são máximos.
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 29) Lançar o Concreto nas vigas
• Quando uma concretagem for interrompida por mais de três
horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas - após a
interrupção; este cuidado é necessário para evitar que a
vibração do concreto novo, transmitida pela armadura,
prejudique o concreto em início de endurecimento. A superfície
deve ser limpa, isenta de partículas soltas, e para maior garantia
de aderência do concreto novo com o velho devemos:
– 1º retirar com ponteiro as partícula soltas
– 2º molhar bem a superfície e aplicar
– 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para
preencher os vazios e garantir a aderência.
– 4º o reinicio da concretagem deve ser feito
preferencialmente pelo sentido oposto
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 30) Adensamento do concreto com uso de vibrador de
imersão
– 31) Sarrafeamento ou Nivelamento
• Utiliza-se “Mestras” que estabelecem a espessura
das lajes, ou taliscas de aço, madeira ou argamassa
• Para que o nivelamento do concreto ocorra, a forma
deve estar nivelada
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 31) Sarrafeamento ou Nivelamento
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 32) Acabamento Superficial
• Visa dar a superfície da laje a textura desejada
• Nem todas as obras executam este acabamento
• Lajes acabadas: (nível zero) Além de possuir controle
no seu nivelamento, oferecem um substrato com
adequada rugosidade superficial, planeza ou
declividades requeridas em projeto, necessários a
fixação ou assentamento da camada final de piso,
dispensando contrapisos
• Para isso, a superfície é devidamente comprimida,
assentando os agregados e fazendo com que os finos
fiquem na superfície, facilitando o acabamento final e
diminuindo o desgaste das desempenadeiras. Isso é
possível com o emprego do rolo assentador de
agregados (rollerbugs) ou chapas furadas com cabo
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 32) Acabamento Superficial
• Rollerbugs
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 32) Acabamento Superficial
• Em seguida é passada uma desempenadeira de forma a
adequar a planicidade e rugosidade
– Desempenadeiras: compostas de placas metálicas ou de
madeira que auxiliam na regularização da superfície,
proporcionando o acabamento requerido no projeto.

Desempenadeiras de aço e madeira


Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 32) Acabamento Superficial

Bull Floats
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 32) Acabamento Superficial

Helicóptero – Power Trowel


Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 33) Cura
• A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade
satisfatório, evitando a evaporação da água da mistura, garantindo
ainda, uma temperatura favorável ao concreto, durante o processo de
hidratação dos materiais aglomerantes.
• A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade. A
resistência potencial, bem como a durabilidade do concreto, somente
serão desenvolvidas totalmente, se a cura for realizada adequadamente
• Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do
cimento:
– 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua
e/ou freqüente de água por meio de alagamento, molhagem, vapor
d’água ou materiais de recobrimento saturados de água, como
mantas de algodão ou juta, terra, areia, serragem, palha, etc.
» OBS.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados
não sequem e absorvam a água do concreto.
– 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através
do emprego de materiais selantes, como folhas de papel ou plástico
impermeabilizantes, ou por aplicação de compostos líquidos para
formação de membranas
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 33) Cura

Borrifamento de Resina PVA


Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 33) Cura
• Tempo de Cura
– Para definir o prazo de cura, motivo de constante
preocupação de engenheiros e construtores nacionais, é
necessário considerar dois aspectos fundamentais:
» - a relação a/c e o grau de hidratação do concreto;
» - tipo de cimento.
– Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa
devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias, de
acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento,
conforme mostra a Tabela
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 33) Cura
• Há, também, outros aspectos importantes na
determinação do tempo total de cura e não podem
deixar de ser mencionados, uma vez que, de alguma
forma, atuam sobre a cinética da reação de hidratação
do cimento :
– - condições locais, temperatura, vento e umidade relativa
do ar;
– - geometria das peças, que pode ser definida pela
relação, área de exposição/volume da peça.
• Em certas condições, haverá necessidade de concretos
mais compactos (menos porosos), exigindo um
prolongamento do período em que serão necessárias
as operações de cura. Nessas condições haverá
necessidade de considerar também a variável
agressividade do meio ambiente.
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Lançamento de Concreto - Vigas e Lajes
– 33) Cura
• O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será
uma redução nas resistências à compressão, pelo menos nas
peças espessas, que retêm mais água e garantem o grau de
umidade necessário para hidratar o cimento. A falta de uma
cura adequada age principalmente contra a durabilidade das
estruturas, a qual é inicialmente controlada pelas
propriedades das camadas superficiais desse concreto.
Secagens prematuras resultam em camadas superficiais
porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos.
• Ironicamente, as obras mais carentes de uma cura criteriosa –
pequenas estruturas, com concreto de relação a/c elevada – são
as que menos cuidados recebem, especialmente componentes
estruturais, como pilares e vigas. Além disso, é prática usual nos
canteiros de obras cuidar da cura somente na parte superior das
lajes.
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Desforma
– A desforma deve ser realizada de forma criteriosa e de
acordo com o plano de desforma previamente
estabelecido
– Em estruturas com vãos grandes ou com balanços,
deve-se pedir ao calculista um programa de desforma
progressiva, para evitar tensões internas não previstas
no concreto, que podem provocar fissuras e até trincas.
– Quando os cimentos não forem de alta resistência inicial
ou não for colocado aditivos que acelerem o
endurecimento e a temperatura local for adequada, a
retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito
quando o concreto atingir a resistência característica à
compressão > 15Mpa.
Concreto Armado – Produção da
Estrutura
• Desforma
– Nas obras de pequeno porte e de menor rsponsabilidade
podemos, além de atender ao exposto acima, Podemos
desformar nos seguintes prazos:
• faces laterais 3 dias
• retirada de algumas escoras 7 dias
• faces inferiores, deixando-se algumas
• escoras bem encunhadas 14 dias
• desforma total, exceto as do item abaixo 21 dias
• vigas e arcos com vão maior do que 10 m 28 dias
– A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com
muito cuidado, evitando-se desformas ou retiradas de escoras
bruscas ou choques fortes.
Unidade 6:
VEDAÇÕES
Parte 1

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções II
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
O que são Vedações Verticais?
• São elementos que compartimentam e definem
os ambientes internos, controlando a ação de
agentes indesejáveis. Pode-se dizer que seja o
invólucro do edifício
Propriedades e Requisitos
Funcionais
• Desempenho térmico (principalmente isolação);
• Desempenho acústico (principalmente isolação);
• Estanqueidade à água;
• Controle da passagem de ar;
• Proteção e resistência contra a ação do fogo;
• Desempenho estrutural (estabilidade, resistências
mecânicas e deformabilidade);
• Controle de iluminação (natural e artificial) e de raios visuais
(privacidade);
• Durabilidade;
• Custos iniciais e de manutenção;
• Padrões estéticos (de conforto visual) e
• Facilidade de limpeza e higienização.
Tipos de Vedações Verticais

• São os tipos de vedações mais empregados:


– Paredes de alvenaria ou maciças;
– Painéis leves;
– Painéis pré-moldados ou pré-fabricados;
– Fachada cortina; e
– Esquadrias
Paredes
• São elementos de vedação vertical empregados interna ou
externamente; moldados no próprio local ou pré-fabricas e
montados no local; Fixos; Pesados; e Auto-Suportantes (Não
necessitam de uma estrutura de suporte dos componentes da
vedação)
• As paredes podem ser sub-classificadas em função de seu
desempenho funcional em:
– estruturais: atua como estrutura portante do edifício;
– de contraventamento: tem função de aumentar a rigidez da
estrutura reticulada e absorver os esforços decorrentes da
deformação do pórtico; e
– de vedação: atua somente como componente de vedação
Paredes de Alvenaria
• O termo alvenaria pode ser definido como: componente complexo,
conformado em obra, constituído por tijolos ou blocos unidos por
si por juntas de argamassa formando um conjunto rígido e coeso.
• A partir dessa definição pode-se fazer uma classificação das
alvenarias segundo o material empregado. Essa classificação é
apresentada a seguir:
– ALVENARIA DE BLOCO CERÂMICO
– ALVENARIA DE BLOCO DE CONCRETO
– ALVENARIA DE BLOCO DE CONCRETO CELULAR
– ALVENARIA DE BLOCO DE SOLO CIMENTO
– ALVENARIA DE PEDRA
Paredes de Alvenaria

Alvenaria de blocos cerâmicos

Alvenaria com blocos de concreto


Paredes de Alvenaria

Alvenaria de Pedra

Alvenaria com blocos de solo-cimento


Importância Histórica da
Alvenaria
• Principal material estrutural de edifícios ao longo de 6.000 anos de
civilização
• Principal material responsável pela habitabilidade dos abrigos
construídos pelo homem
• SÉC. XX – Desenvolvimento do Concreto Armado
– A alvenaria perdeu a condição de principal estrutura suporte
Importância Histórica da
Alvenaria
• Como elemento ESTRUTURAL, ficou restrita a
edificações de até 2 pavimentos
Importância Histórica da
Alvenaria
• Em edifícios de
grande altura
ainda é comum
empregar
estrutura de
concreto armado
e alvenaria
apenas de
vedação
Importância Histórica da
Alvenaria
• Ressurgimento da Alvenaria Estrutural
– Ressurgiu na Europa e USA, na década de 60, com o
desenvolvimento da Alvenaria Estrutural para edifícios
multipavimentos
– Está progressivamente reassumindo a sua condição histórica
como estrutura suporte (Grã-Bretanha, Itália e França).
– Continua a ser o principal
material para vedação
do edifício
Vantagens da Alvenaria
• Durabilidade superior a da maioria dos outros materiais
• Facilidade e baixo custo de produção dos componentes
• Facilidade de produção
• Maior aceitação pelo usuário
• Bom a excelente desempenho funcional:
– Bom isolamento térmico
– Bom isolamento acústico
– Boa estanqueidade à água
– Excelente resistência ao fogo
– Excelente resistência mecânica
Desvantagens da Alvenaria
• Requer mão-de-obra especializada;
• Baixa produtividade relativa na execução (elevado consumo de
mãode-obra);
• Domínio técnico centrado na mão-de-obra executora;
• Elevada massa por unidade de superfície;
• Necessidade de revestimentos adicionais para ter rugosidade baixa
• A VEDAÇÃO VERTICAL concentra o maior desperdício de
materiais e mão-de-obra
– Argamassa + bloco (alvenaria)
– Resíduo que sai
– Resíduo que fica
– A VEDAÇÃO VERTICAL influencia em: 10% a 40% do custo do
edifício
Unidade 6:
VEDAÇÕES
Parte 2

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções II
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Racionalização da Construção
• DÁ PARA ACREDITAR QUE UMA OBRA ASSIM SEJA
EFICIENTE?
Racionalização da Construção
• DÁ PARA ACREDITAR QUE UMA OBRA ASSIM SEJA
EFICIENTE?
Racionalização da Construção
• DÁ PARA ACREDITAR QUE UMA OBRA ASSIM SEJA
EFICIENTE?
Racionalização da Construção
• JÁ, NUMA OBRA ASSIM, TEMOS UM PANORAMA
MUITO DIFERENTE...
Racionalização da Construção
Tipos de Blocos
• Tijolos Cerâmicos
– Tijolos Maciços
• São blocos de barro comum, moldados com arestas
vivas e retilíneas obtidos após a queima das peças em
fornos contínuos ou periódicos com temperaturas das
ordem de 900 a 1000°C.
– dimensões mais comuns: 21x10x5
– peso: 2,50kg
– resistência do tijolo: 20kgf/cm²
– quantidades por m²:
» parede de 1/2 tijolo: 77un
» parede de 1 tijolo: 148un
Tipos de Blocos
• Tijolos Cerâmicos
– Tijolo Furado (baiano)
• Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas
retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha,
tendo a sua conformação obtida através de extrusão.

- dimensões: 9x19x19cm
– quantidade por m²:
» parede de 1/2 tijolo: 22un
» parede de 1 tijolo: 42un
– peso = aprox. 3,0kg
– resistência do tijolo (aprox.): espelho: 30kgf/cm² e um tijolo: 10kgf/cm²
Tipos de Blocos
• Tijolos Cerâmicos
– Tijolo Furado (baiano)
• A seção transversal destes tijolos é variável, existindo tijolos
com furos cilíndricos e com furos prismáticos
• No assentamento, em ambos os casos, os furos dos tijolos
estão dispostos paralelamente à superfície de
assentamento o que ocasiona uma diminuição da
resistência dos painéis de alvenaria.
• As faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que
compromete a aderência com as argamassas de
assentamento e revestimento, por este motivo são
constituídas por ranhuras e saliências, que aumentam a
aderência.
Tipos de Blocos
• Tijolos Cerâmicos
– Tijolo Laminado
• Tijolo destinado a execução de paredes de tijolos
aparentes. O processo de fabricação é semelhante ao do
tijolo furado.
– dimensões: 23x11x5,5cm
– quantidade por m²:
» parede de 1/2 tijolo: 70un
» parede de 1 tijolo: 140un
– peso aproximado ≅ 2,70kg
– resistência do tijolo ≅ 35kgf/cm²
– resistência da parede:
» 200 a 260kgf/cm²
Tipos de Blocos
• Blocos Cerâmicos
– Além de exercerem a função de vedação, também são destinados a
execução de paredes que constituirão a estrutura resistente da
edificação (podendo substituir pilares e vigas de concreto). Estes
blocos são utilizados com os furos sempre na vertical.
– Quando apresentam elevada resistência mecânica, padronização das
dimensões, concorrem técnica e economicamente com as estruturas
de concreto armado
Tipos de Blocos
• Blocos Cerâmicos
– Vantagens
• Leveza (decréscimo do custo das fundações);
• Isolamento térmico e acústico;
• Propicia a construção racionalizada;
• Simplifica o detalhamento de projetos, facilitando a
integração dos mesmos;
• Diminuição do desperdício dos materiais (componente,
argamassa de assentamento e reboco);
• Decréscimo na espessura de revestimento (emboço ou
reboco);
• Canteiro de obra menos congestionado e espaço mais
limpo;
• Facilita a prumada das paredes;
Tipos de Blocos
• Permite a utilização de componentes pré-moldados
(vergas, contra-vergas etc);
• Regularidade de formas e dimensões;
• Arestas vivas e cantos resistentes;
• Inexistência de fendas, trincas, cavidades etc (massa
homogênea);
• Cozimento uniforme (produzir som metálico quando
percutido);
• Facilidade de corte (grãos finos e cor uniforme).
• Além dos índices de qualidade acima citados, os blocos
devem estar em conformidade com as normas vigentes
no que diz respeito a caracterização geométrica (forma e
dimensão), resistência mínima à compressão, etc.
Tipos de Blocos
• Tijolo Solo-Cimento (Ecológico)
• Material obtido pela mistura de solo arenoso - 50 a 80% do próprio
terreno onde se processa a construção, cimento Portland de 4 a
10%, e água, prensados mecanicamente.
– dimensões: 20x10x4,5cm
– quantidade: a mesma do tijolo maciço
– resistência a compressão: 30kgf/cm²
Tipos de Blocos
• Tijolo Solo-Cimento (Ecológico)
• Vantagens
– economia de energia na sua produção.
» Para se ter uma idéia, mil tijolos de argila queimada (o
tijolo tradicional) precisam de 1 m3 de madeira para ser
produzidos, o que equivale mais ou menos a seis árvores
de porte médio.
– O custo do frete também pode ser eliminado, pois o solo do
próprio local da obra pode ser utilizado na confecção dos
tijolos.
– Ao contrário dos tijolos de argila queimada, que quando
quebram têm que ser jogados fora, os de solo-cimento podem
ser moídos e reaproveitados.
Tipos de Blocos
• Blocos de Concreto
– Peças regulares e retangulares, fabricadas com cimento, areia,
pedrisco, pó de pedra e água
– Recentemente, os blocos de concreto de cor cinza receberam inovação
e apresentam novas variedades de tamanhos, formas, cores e texturas.
Os diferenciais que determinam a opção pelos blocos de concreto são
os benefícios obtidos através do conceito de sistema construtivo, como
segue:
• Precisão das dimensões e modulação
• Construção sem a necessidade do uso de formas
• Possibilidade de paredes sem revestimento externo
• Tubulações embutidas nas paredes
• Desperdício mínimo, sem geração de entulho
• No Brasil são fabricados vários tipos de blocos que se diferenciam
pelas cores, formatos e dimensões.
estrutural canaleta vedação

ranhurado Meio bloco split


Tipos de Blocos
• Blocos de Concreto Celular (Sical)
– Concreto Celular Autoclavado é um produto leve,
formado a partir de uma reação química entre cal,
cimento, areia e pó, que, após uma cura em vapor a
alta pressão e temperatura, da origem a um silicato
de cálcio, composto químico estável que o faz um
produto de excelente desempenho na Construção
civil.
– Sua resistência à ruptura por compressão que
permite, também, a execução de alvenaria
autoportante até 4 pavimentos
Tipos de Blocos

• Blocos de Concreto Celular (Sical)


Tipos de Blocos

• Blocos de Concreto Celular (Sical)


CARACTERÍSTICAS BENEFÍCIOS PROPORCIONADOS
Leve (500* kg/m3) Redução do peso na fundação e estrutura, economizando
concreto, aço, fôrma e mão-de-obra.
Grande dimensão Menor número de juntas de assentamento, com
( 60x30 cm ) conseqüente redução do consumo de argamassa de
assentamento e menor custo de mão-de-obra, devido ao
menor tempo de execução.
Facilidade de cortar Pela facilidade de serrar os blocos, obtém-se maior
racionalização da obra, economizando tempo, reduzindo
perdas e deixando a obra mais limpa.

Boa textura e Elimina chapisco interno e emboço para regularização da


uniformidade parede, economizando argamassa de revestimento e
dimensional eliminando etapas de trabalho, com conseqüente redução
do custo de mão-de-obra.
Unidade 6:
VEDAÇÕES
Parte 3

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções II
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Argamassas
– A argamassa é uma mistura de aglomerantes,
agregados e água, dotada de capacidade de
endurecimento e aderência, cuja dosagem varia
de acordo com a utilização.

– Empregada no assentamento de alvenarias e na


execução de revestimentos, a argamassa deve
ter, basicamente, as seguintes características:
• economia, poder de incorporação de areia, plasticidade,
aderência, retenção de água, homogeneidade,
compacidade, resistência à infiltração, à tração e à
compressão e durabilidade.
Argamassas
– De acordo com a quantidade de materiais na mistura, as
argamassas podem ser:
• Gordas ou ricas, quando a quantidade de aglomerante é maior que
a necessária para preencher os vazios deixados pelos agregados.
• Cheias, onde os espaços vazios são plenamente preenchidos pela
pasta.
• Magras ou pobres, quando a quantidade de aglomerante não é
suficiente para preencher os vazios.
• De acordo com o número de materiais ativos, pode-se ter:
• Argamassa simples, em que apenas um dos elementos é ativo. Por
exemplo, a de cimento.
• Argamassa composta, que possui dois materiais em atividade. Por
exemplo, argamassa de cimento e cal
Argamassas de Assentamento
– As argamassas de assentamento possuem a função
específica de assentar os componentes de alvenaria. A
junta de argamassa é um componente com forma e função
definidas. Suas funções são: unir solidamente as unidades
de alvenaria e ajudá-las a resistir aos esforços laterais,
distribuir uniformemente as cargas atuantes na parede por
toda a área resistente dos componentes de alvenaria,
absorver as deformações naturais a que a alvenaria estiver
sujeita e selar as juntas contra a penetração de água de
chuva.
Argamassas de
Assentamento
– Para que a argamassa tenha capacidade de prover as funções
citadas, deve apresentar as seguintes características:
• Ter trabalhabilidade (consistência, plasticidade e coesão) suficiente
para a produção de um rendimento otimizado e um trabalho rápido e
econômico.
• Ter capacidade de retenção de água suficiente para que uma elevada
sucção do elemento não prejudique suas funções primárias.
• Adquirir rapidamente alguma resistência após assentada para resistir a
esforços que possam atuar durante a construção.
• Desenvolver resistência adequada para não comprometer a alvenaria
da qual faz parte.
• Ter aderência adequada aos componentes, a fim de que a interface
possa resistir a esforços de cisalhamento e de tração, e prover à
alvenaria juntas estanques à água de chuva.
• Ser durável e não afetar a durabilidade, seja de materiais ou da
construção como um todo.
• Ter suficiente resiliência (baixo módulo de deformação), de maneira a
acomodar as deformações intrínsecas (retração na secagem e de
origem térmica) e as decorrentes de movimentos estruturais (de
pequena amplitude) da parede de alvenaria, sem fissurar.
APLICAÇÕES TRAÇOS
Cimento Cal Categoria da
Grupo Subdivisão Areia
Portland Hidratada Areia
esp. 1 tijolo - 20 a 22cm 1 1,5 6 grossa comum
Alvenaria de Tijolos
esp. 1/2 tijolo - 10 a 11cm 1 2 8 grossa lavada
Maciços
esp. 1/4 tijolo - 5 a 6cm 1 2 8 grossa lavada
Alvenaria de Tijolos esp. 1 tijolo - 20 a 22cm 1 1 6 grossa lavada
Laminados (maciços ou
21 furos) esp. 1/2 tijolo - 10 a 11cm 1 1 5 grossa lavada
Alvenaria de Tijolos de 6 a chato 1 1,5 6 grossa comum
Furos a espelho 1 2 8 grossa lavada
Alvenaria de Tijolos de 8 a chato 1 1,5 6 grossa comum
Furos a espelho 1 2 8 grossa lavada
esp. 20cm 1 0,5 8 grossa lavada
Alvenaria de Blocos de esp. 15cm 1 0,5 8 grossa lavada
Concreto para Vedação
esp. 10cm 1 0,5 6 grossa lavada
Alvenaria de Blocos de esp. 20cm 1 0,25 3 grossa lavada
Concreto Autoportantes esp. 15cm 1 0,25 3 grossa lavada
Alvenaria de Blocos de
1 0,5 5 média lavada
Vidro
Alvenaria de Pedras
1 4 grossa comum
Irregulares
Alvenaria de Elementos
esp. 6cm 1 3 média lavada
Vazados de Concreto
Argamassas de Assentamento
• Preparo Manual

• Preparo com Betoneira


Argamassas de Assentamento
• Argamassa Pronta
– Mistura pronta mais fina, que garante melhor resultado final
na aplicação em assentamentos, rebocos e contrapisos.
– Aumenta a produtividade e otimiza a mão-de-obra, pois é
fácil de preparar e aplicar: basta adicionar água e já está
pronta para usar.
– Aplicação
• Uso interno e externo.
• Assentamento de blocos de concreto,
cerâmicos, sílico-calcários e tijolos comuns.
• Assentamento de alvenaria estrutural de até
6 mPa.
• Revestimento de paredes.
• Reparos diversos.
• Preparação de contrapisos - serve de base
para aplicação de outros tipos de pisos
Argamassas de Assentamento
• Argamassa Pronta
– Apresentação
• Embalagens: 50kg
• Prazo de Validade: 3 meses
• Rendimento: 17 a 25 kg/m² de alvenaria (assentamento de
blocos)
• Armazenamento:
– Sobre estrados de madeira, distantes de 30 cm da parede e
pilhas de até 15 sacos

• Ou podem ser a Granel, armazenadas em Silos


Argamassas de Assentamento
• Argamassa Pronta
Argamassas de Assentamento
• Argamassa Pronta
Argamassas de Assentamento
• Argamassa Pronta
Argamassas de Assentamento
• Argamassa Pronta
Preparação / Logística dos
Blocos
• Blocos em Pallets
Preparação / Logística dos
Blocos
• Blocos em Pallets
Preparação / Logística dos
Blocos
• Blocos em Pallets
Preparação / Logística dos
Blocos
• Blocos em Pallets
Preparação / Logística dos
Blocos
• Blocos em Pallets
Unidade 6:
VEDAÇÕES
Parte 4

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções II
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• Documentos de Referência:
– Projeto Arquitetônico
– Projeto estrutural
– Projeto Hidráulico
– Projeto Elétrico
– Projeto de Esquadrias
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• Ferramentas Necessárias
– Carrinho para Blocos.
Técnicas de Execução de
Alvenarias
– Colher de pedreiro
• É utilizada no espalhamento da argamassa para o
assentamento da primeira fiada, na aplicação da
argamassa de assentamento nas paredes transversais
e septos dos blocos e para a retirada do excesso de
argamassa da parede após o assentamento dos
blocos.
Técnicas de Execução de
Alvenarias
– Palheta
• Usada para a aplicação do cordão de
argamassa de assentamento nas
paredes longitudinais dos blocos por
meio do movimento vertical e
horizontal ao mesmo tempo
– Bisnaga
• Sugere-se que sua utilização na
aplicação da argamassa nas juntas
verticais dos blocos. Tarefa essa que
pode ser executada pelo ajudante,
proporcionando ao pedreiro maior
produção na elevação da alvenaria
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• Fio Traçador de Linhas
Quando assentamos um bloco
estratégico as seguintes operações são
realizadas: locamos o bloco na posição
segundo o projeto, devemos nivelá-lo em
relação a referência de nível, aprumá- lo e
mantê-lo no alinhamento da futura parede.
O bloco estará locado quando essas
condições forem conseguidas. O emprego
do fio traçador de linhas elimina dois
procedimentos no assentamento desses
blocos. A locação e o alinhamento.
O fio traçador compõe-se de um
recipiente onde colocamos pó colorido,
que tinge o fio ao ser desenrolado
Técnicas de Execução de
Alvenarias
– Brocha
• Utilizada para molhar a laje
para aplicação da argamassa
de assentamento dos blocos
da primeira fiada.
Técnicas de Execução de
Alvenarias
– Caixote para argamassa e suporte
• O caixote para argamassa de assentamento deve possuir
paredes perpendiculares para possibilitar o emprego da régua
(40 cm). O suporte com rodas permite que o pedreiro
desloque o caixote com menos esforço e sem necessidade da
ajuda do servente
Técnicas de Execução de
Alvenarias
– Trena de 30m
• Utilizada na fase de conferência das medidas e
esquadro do pavimento, antes de iniciar o
assentamento dos blocos da primeira fiada
Técnicas de Execução de
Alvenarias
– Nível
• Sugerimos o nível alemão por ser um equipamento
simples, eficiente e barato se comparado com o nível
laser, podendo ser fabricado com facilidade.
• Compõe-se de uma mangueira de nível com 16 m
comprimento, acoplada em uma extremidade a um
recipiente de água de aproximadamente 5 l e, na
outra extremidade, a uma haste de alumínio com
1,70 m de altura. O recipiente se apoia a um tripé
metálico com 1 m de altura. A haste de alumínio
possui um cursor graduado em escala métrica de 25
a +25 cm
Técnicas de Execução de
Alvenarias
Técnicas de Execução de
Alvenarias
– Régua Prumo-Nível
• Usada para verificar o
prumo e nível da
alvenaria durante o
assentamento dos
blocos. É também
utilizada na verificação
da planicidade da
parede. Esta régua
substitui o prumo de
face
Técnicas de Execução de
Alvenarias
– Esquadro (60 x 80 x 100)
• Usado na verificação e na determinação da
perpendicularidade entre paredes na etapa de marcação
e durante a execução da primeira fiada.
Técnicas de Execução de
Alvenarias
– Escantilhão
• Assentado após a marcação das linhas
que definem as direções das paredes
em pontos definidos pelo encontro das
paredes, com a primeira marca
nivelada em relação à referência
definida pelo ponto mais alto da laje,
garante o nivelamento perfeito das
demais fiadas.
• Equipamento constituído de uma haste
vertical metálica com cursor graduado
de 20 em 20 cm e duas hastes
telescópicas articuladas à 1,20 m de
altura. É fixado sobre a laje com auxílio
de parafusos e buchas
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 1.º Passo - Marcação
– Depois de ter estudado os projetos
e providenciado os componentes,
materiais e equipamentos
necessários, iniciamos a marcação
da alvenaria locando e marcando no
pavimento a origem das medidas.
– Verifica-se o esquadro da obra
através da diferença entre as
diagonais de um retângulo. Se para
cada 10 metros você encontrar uma
diferença menor ou igual a 5 mm
entre as diagonais, isso significa
que o pavimento se encontra no
esquadro
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 1.º Passo - Marcação
– Locar e marcar a direção das
paredes, vãos de portas e shafts
utilizando a linha traçante
(também chamado de “cordex”)
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 1.º Passo - Marcação
– Observações
• Conferir referências com o gabarito de marcação ou
locação da obra.
• A marcação das paredes perpendiculares pode ser feita
usando as medidas: 3, 4 e 5
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 2.º Passo – Instalação dos Escantilhões
– Os escantilhões podem ser fixados com pregos de
aço ou bucha e parafuso
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 3.º Passo – Colocação dos
escantilhões no prumo
– Para essa operação,
utilizamos preferencialmente
a régua prumo-nível

• 4.º Passo – Nivelamento


da 1.ª Fiada
– Na direção das paredes,
com um nível, percorremos
o pavimento e determinamos
o ponto mais alto
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 4.º Passo – Nivelamento
da 1.ª Fiada
– Em cada escantilhão,
transferimos esse nível e
ajustamos a marca da 1.ª
Fiada
– Posicionamento das linhas,
para garantir o alinhamento
e nivelamento das fiadas
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 5.º Passo – Assentamento da
1.ª Fiada
– Molhar a superfície do
pavimento com o uso de uma
brocha na direção da parede
antes da aplicação da
argamassa
– Aplicar a argamassa de
assentamento com uma colher
de pedreiro na largura
aproximada do bloco
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 5.º Passo – Assentamento da 1.ª Fiada
– Assentamento de blocos de extremidade
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 5.º Passo – Assentamento da 1.ª Fiada
– Assentamento dos Demais Blocos
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 5.º Passo – Assentamento da 1.ª Fiada
– Verificações importantes na execução
da primeira fiada
• Na primeira fiada deve-se checar os
seguintes itens:
– Locação e tolerâncias dimensionais dos vãos de portas
(quando não for utilizado gabarito) e vãos destinados
aos “shafts”
– Posição das instalações elétricas e hidro-sanitárias
Técnicas de Execução de
Alvenarias
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 6.º Passo – Assentamento
das demais Fiadas
– A execução da alvenaria a partir da
segunda fiada torna-se intuitiva,
quase “automática”.
– Contudo, deve-se atentar para o
correto posicionamento dos blocos na
parede onde serão aplicados
elementos como:
• a) Tomadas e interruptores
elétricos
• b) Componentes pré-fabricados
de concreto ou argamassa
armada, tais como quadros
elétricos, visitas hidro-sanitárias,
molduras para ar condicionado;
contramarcos de janelas e contra-
vergas de portas;
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 6.º Passo – Assentamento das
demais Fiadas
– Uso da Bisnaga
• Compatibilidade com as características
dos blocos
• Dificuldade inicial de implantação
• Necessidade de argamassa adequada
• Maior regularidade na definição da
espessura
• Maior produtividade potencial
– Uso da Desempenadeira
• Mais facilmente adaptável à mão-de-obra
• Formação de dois cordões de forma não
contínua
• Espessura menos regular que com a
bisnaga
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 6.º Passo – Assentamento das
demais Fiadas
Aplicação da argamassa de assentamento
• A argamassa de assentamento tem sido
aplicada de duas formas: nas paredes
longitudinais, transversais e septos dos
blocos (alternativa A) ou apenas nas
paredes longitudinais (alternativa B).
• Trabalhos técnicos têm mostrado que
existe uma queda de 20% na resistência
à compressão das paredes quando
executadas com argamassa apenas nas
juntas longitudinais, em relação às
paredes com argamassa também nas
juntas transversais
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 6.º Passo – Assentamento das
demais Fiadas
– Recomenda-se levantar os cantos
primeiro porque, desta forma, o
restante da parede será erguida sem
preocupações de prumo e
horizontalidade, pois estica-se uma
linha entre os dois cantos já
levantados, fiada por fiada.
– Durante toda a etapa de elevação, o
prumo, o nível e o alinhamento devem
ser verificados de maneira constante.
A régua-prumo-nível agiliza e confere
precisão a este procedimento
Técnicas de Execução de
Alvenarias
• 6.º Passo – Assentamento das demais
Fiadas
– Para se obter melhor produtividade na execução de
alvenaria, as juntas verticais podem ser preenchidas após o
assentamento dos blocos com a utilização de bisnaga
– Em função da distribuição das equipes, essa tarefa pode ser
passada ao ajudante, possibilitando que ele comece a se
capacitar e assumir outras atividades posteriormente
Unidade 6:
VEDAÇÕES
Parte 5

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: Tecnologia das Construções II
Professor: Alberto Rodrigues Dalmaso
Técnicas de Execução de Alvenarias

• União Entre Paredes


– São sempre desejáveis juntas de amarração

– Pode-se utilizar Blocos Especiais


Técnicas de Execução de Alvenarias

• União Entre Paredes


– Pode-se utilizar reforços Metálicos
• Tela de malha quadrada eletrosoldada
• Tela de Malha losangular (estuque)
• Barras ou fios de φ 5mm ou 6,3mm
Técnicas de Execução de Alvenarias
• União Entre Paredes
– Pode-se utilizar reforços Metálicos
• Tela de malha quadrada eletrosoldada
• Tela de Malha losangular (estuque)
• Barras ou fios de φ 5mm ou 6,3mm
Técnicas de Execução de Alvenarias
• Ligações com Pilares
– Chapisca-se as faces dos Pilares em contato
futuro com a alvenaria
• Tradicional (aplicação “na colher”)
• Argamassa industrializada para chapisco (aplicação
com desempenadeira dentada)
• Chapisco rolado (aplicação com rolo de espuma)
Técnicas de Execução de Alvenarias
• Ligações com Pilares
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Pilares


– Dispositivos de Reforço
• “Ferros de espera”
chumbados durante a própria
concretagem do pilar
(dobrados, faceando a forma
internamente- ferro cabelo)
• Ferros posteriormente
embutidos com brocas de
vídea e colagem epoxi
– Espaçamento a cada 40 cm
e transpasse de 50 cm
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Pilares


– Dispositivos de Reforço
• Telas eletrosoldadas fixadas com pistolas “finca-pinos”
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Dispositivos de Reforço
– Função de Evitar Destacamentos das Paredes
(Fissuras, Trincas ou Rachaduras) devido as
Movimentações causadas por:
• Dilatações e Retações Térmicas
• Deformação da Estrutura
• Acomodações do Solo (recalques)
• Acomodação da própria Alvenaria
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– FIXAÇÃO RÍGIDA
• (COM PRÉ TENSIONAMENTO)
– FIXAÇÃO “RESILIENTE”
• (SEM PRÉ TENSIONAMENTO)
– FIXAÇÃO PLÁSTICA
• (POR COLAGEM COM ESPUMA)
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– FIXAÇÃO RÍGIDA
• As paredes são fixadas sob tensão
• Transmite os esforços e deformações da estrutura para
alvenaria
• Se a estrutura for muito deformável é necessário o
dimensionamento da alvenaria pois a parede irá
contraventar a estrutura.
• Em caso contrário a parede é somente vedação e a pré-
tensão é feita para garantir a ligação estrutura-alvenaria
• Métodos
– Encunhamento com tijolos inclinados
– Encunhamento com cunhas de concreto
– Fixação com argamassa expansiva
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– Encunhamento com tijolos inclinados
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– Encunhamento com tijolos inclinados
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– Encunhamento com cunhas de concreto
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– Fixação com argamassa expansiva
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– FIXAÇÃO “RESILIENTE”
• Técnica recomendada para estruturas mais deformáveis–
menor nível de tensão nas paredes do que na ligação
rígida e, portanto, diminuição da probabilidade de
surgimento de fissuras pelas deformações impostas pela
estrutura
• A deformação lenta e aderência inicial garantem uma boa
fixação
• Necessidade de argamassa com características especiais
(baixo módulo, alta aderência inicial e alta plasticidade)
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– FIXAÇÃO “RESILIENTE”
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– FIXAÇÃO “RESILIENTE”
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– FIXAÇÃO “RESILIENTE”
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– FIXAÇÃO PLÁSTICA
• Técnica recomendada para estruturas muito
deformáveis – menor nível de tensão nas
paredes de todas as técnicas e, por
consequência:
– menor risco de surgimento de fissuras pelas deformações
impostas pela estrutura
– Fixação é garantida pela colagem
– Necessidade de forro falso em todos os comodos ou o uso
de mata juntas (p.ex. sancas de poliestireno)
Técnicas de Execução de Alvenarias

• Ligações com Vigas ou Lajes


– FIXAÇÃO PLÁSTICA
Preparação dos Vãos das Esquadrias

• Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das


janelas devem ser construídas vergas
– Quando trabalha sobre o vão, a sua função é evitar as
cargas nas esquadrias
– Quando trabalha sob o vão, tem a finalidade de distribuir
as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria
inferior. Caso contrário, a alvenaria ficara sujeita à carga
concentrada nas laterais do vão e sem carga no centro.
Essa diferença fará com que surjam trincas na alvenaria
Preparação dos Vãos das Esquadrias

– As vergas podem ser pré-moldadas ou


moldadas no local, e devem exceder ao vão no
mínimo 30cm ou 1/5 do vão.
– No caso de janelas sucessivas, executa-se uma
só verga.

• Vergas em Paredes de Tijolos Maciços

Vãos até 1,00m Vãos de 1,00m a 2,00 m


Preparação dos Vãos das Esquadrias

• Vergas em Paredes de Blocos de Concreto

Vãos até 1,00m Vãos de 1,00m a 1,50m Vãos de 1,50m a 2,00m


„ Vergas em Paredes de Tijolo Furado

Vãos até 1,00m Vãos de 1,00m a 2,00 m


Preparação dos Vãos das Esquadrias

• Vergas Pré-Moldadas
Preparação dos Vãos das Esquadrias

• Vergas Pré-Moldadas
Preparação dos Vãos das Esquadrias

• Vergas Pré-Moldadas
Planejamento da Execução

• Seqüência Ideal
– Elevação de cima para baixo com toda a
estrutura executada e fixação de cima para
baixo com toda alvenaria executada
– Diretrizes para a execução: diretrizes para a
execução:
• Prazos de carência mínimos mínimos
– Marcação - 30 dias da concretagem da laje
– Elevação – defasagem de 1 semana da marcação (e
sem escoramento na laje superior)
– Fixação – 70 dias da concretagem da laje
Planejamento da Execução
Planejamento da Execução
• Diretrizes para a fixação:
– Retardar ao máximo a fixação;
– Colocar antes toda a carga permanente possível
(p.Ex. - Contrapiso);
– No mínimo 3 ou 4 pavimentos de alvenaria já
executados acima do que será fixado;
– Fixar a alvenaria dos pavimentos superiores para os
inferiores (alternativa – em conjunto de 3 ou 4
pavimentos de cima para baixo)
– Fixação da alvenaria do último pavimento